Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vídeos. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Vamos a Cuba: conheça as brigadas de solidariedade [vídeo]

Líderes da Revolução Cubana | Arte: Escola Nacional Paulo Freire

Por Sturt Silva 

Para explicar sobre as brigadas de solidariedade, o programa Cubanias, apresentado originalmente por Lina Noranha na Kotter TV, entrevistou Gleici Nogueira. 

Gleici é coordenadora nacional das brigadas de solidariedade com Cuba e militante do movimento de solidariedade à ilha socialista no Mato Grosso do Sul, além de pertencer à Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro, cidade onde atualmente faz doutorado. Ela já participou de duas brigadas de solidariedade com à ilha socialista: em 2018 e 2023. 

O que é uma brigada?

As brigadas de solidariedade a Cuba em resumo são viagens coletivas de solidariedade com o país e seu povo.

Geralmente o interessado em ser um brigadista se compromete a participar de algumas atividades preparatórias, aqui no Brasil, antes de embarcar para Cuba. Concluída esta etapa, os candidato irá para Cuba e se hospedará em um acampamento. Na ilha caribenha, durante dias, o brigadista participará de atividades culturais, trabalhos voluntários, visitas a lugares históricos, reuniões com autoridades e personalidades cubanas, entre outros eventos. 

Quais são as próximas brigadas de solidariedade?

No momento, para o ano de 2025/2026, está aberto as inscrições para duas brigadas. A primeira é a Brigada Internacional 65 anos de Amor por Cuba, que custará 510 dólares ou euros e será entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Já a segunda é a Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba, que custará 795 dólares ou euros e acontecerá durante os meses de janeiro e fevereiro de 2026. 

Para saber mais sobre cada uma clique nos links abaixo:

É importante lembrar que os valores citados acima não incluem as passagens aéreas. Segundo Gleici as passagens (ida e volta) ficam em média entre R$ 2.800 e R$ 3.500. Mas ela também disse que este ano conseguiu ir gastando apenas R$ 1.800.

Retornando ao Brasil o brigadista deve socializar o conhecimento adquirido, fazendo com que mais pessoas visitem Cuba através das brigadas.

Devido ao fortalecimento do bloqueio dos EUA contra Cuba, os brigadistas têm levado doações para ajudar o país a superar suas dificuldades. Uma das campanhas desenvolvida por brasileiros, citada por Gleici durante a entrevista, é "Costurando a Vida com Solidariedade e Amor - Uma Contribuição para as Mulheres Cubanas". O objetivo é conseguir arrecadar dinheiro para comprar 105 máquinas industriais de costura para a Federação das Mulheres Cubanas (assista ao vídeo aqui). 

O que não pode faltar numa brigada a Cuba?

- Visto (fácil de conseguir);
- Vacina de febre amarela (tem que ter a carteira internacional da ANVISA);
- Seguro médico de viagem; 
- Passaporte atualizado; 
- Moeda estrangeira (euros ou dólares).

Brigadas brasileiras

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Assista: música tema dos atletas de Cuba em Paris 2024

Cuba nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021 | Foto: DeporCuba

Por Sturt Silva 

Curta o tema musical Hora de Vencer, de autoria de Christopher Simpson, que embalará as delegações que representarão Cuba nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Paris 2024.

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

Cuba: veja como os EUA usam ONGs para atacar a democracia

Raúl Capote lança livro no Brasil | Foto: Katia Markco/BdeF 
Por Sturt Silva 

Veja como os EUA usam ONGs e movimentos sociais de oposição, em Cuba, para cometer crimes contra a ordem pacífica e democrática do país socialista. 

A denúncia é de Raúl Capote, um professor e jornalista que por muitos anos foi espião cubano em operações da CIA, e do governo estadunidense na ilha.

Depois de relevar toda a verdade na TV cubana, Capote virou escritor e assumiu a edição internacional do Jornal Granma. Parte dessa história de espionagem está no seu recente livro lançado no Brasil: "Inimigo: a guerra da CIA contra a juventude cubana". 

Assista na entrevista abaixo: 

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Jornalista cubana percorre EUA com documentário que denuncia sanções contra Cuba

The War on Cuba: a guerra contra Cuba | Foto: Belly of The Beast Cuba 

Por Jim Cason e David Brooks no Diálogos do Sul

“É bom vê-los todos aqui, isso significa que o trabalho que estamos fazendo tem um impacto”, começou Liz Oliva Fernández ao saudar um público de estudantes e outros jovens, assim como alguns velhos esquerdistas estadunidenses em Washington DC que chegaram para conhecê-la e ver partes de sua série documental premiada: “A Guerra contra Cuba” (assista abaixo, antes você deve ativar as legendas em português).

Assista: Parte I

O fórum e a apresentação foram só uma escala de uma turnê que jornalista cubana levou a Nova York, Boston, Filadélfia, Baltimore e à capital nacional em abril com seus colegas da empresa de meios independentes Belly of the Beast. Em cada lugar, ela fala sobre sua própria vida, família e a realidade cotidiana em Cuba e o impacto do bloqueio estadunidense em tudo. 

“Hoje em Cuba estamos em um momento realmente difícil, está realmente escuro”, comentou Fernández ante o público que se havia reunido na livraria e centro ativista “The Outrage”, em Washington. “Estou aqui como jornalista e para falar da política contra Cuba, esse embargo que enfrentamos desde os anos 1960”.

Assista: Parte II

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Quantas pessoas os EUA já mataram em Cuba?

Entrevista com o cubano Luis Calallero | Arte: Laura Sabino/Youtube
Por Sturt Silva 

Os governos dos EUA gostam de rotular líderes e povos resistentes ao seu domínio de "diabólicos". Não precisa ser de orientação socialista ou comunista, basta apenas buscar uma alternativa política livre daquela imposta por eles ou contrariar os princípios do liberalismo e do capitalismo estadunidense. 

Cuba é um grande exemplo desse paradoxo. Desde que realizou uma Revolução nacionalista e anti-imperialista, contrariando os interesses políticos e econômicos do maior império de nosso tempo, é atacada, bloqueada e demonizada. As sanções e embargos se iniciaram nos anos 60, mas aumentam em momentos de dificuldades, como vimos na Crise dos Mísseis (1962), Período Especial (anos 90), e agora no período da Pandemia (governo Trump). 

Laura Sabino - em visita a Cuba - perguntou a um cubano o que os EUA fizeram e fazem em Cuba. A resposta está bem clara no vídeo abaixo. Cuba e seu povo são grandes vítimas do terrorismo dos EUA. Foram milhares de homens, mulheres e crianças que perderam suas vidas pelas mãos dos EUA e de grupos mercenários sediados na Flórida.

Por incrível que pareça, foi Cuba que entrou em uma lista de "países patrocinadores do terrorismo" feita pelos EUA. O país socialista foi incluido nela ainda no governo Trump e continua com Biden. Para mudar isso, lançamos uma campanha para recolher 1 milhão de assinaturas para pressionar por sua retirada. Assine aqui

Assista:

domingo, 6 de agosto de 2023

Cuba na visão do Ministro dos Direitos Humanos de Lula

Cuba por Silvio de Almeida | Arte: Silvio de Almeida/Youtube

Por Sturt Silva 

Para o ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, Silvio de Almeida, Cuba é uma ilha com histórias de resistências e também com contradições. No vídeo abaixo, Almeida analisou 5 fatos sobre Cuba, sua história, seu povo e suas lutas.


Assista: 

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Cuba: fraude eleitoral ou democracia radical?

Cubano exercendo seu direito de voto em 2023 | Foto: ACN

Por José Manzaneda

Cuba sofre de uma grave crise econômica e sua principal causa são as sanções e a perseguição política por parte do governo dos EUA, de todas as receitas e investimentos na Ilha. E, como é óbvio, o desabastecimento gera descontentamento social (1).

Em alguns lugares do país houve pequenos protestos pedindo às autoridades, por exemplo, o fim dos apagões de energia elétrica (2). Enquanto isso, o governo que causa tudo isso, o dos Estados Unidos, paga milhões de dólares a vários atores políticos e de mídia, com o objetivo de converter esses incidentes em uma explosão social com orientação política. Até o momento, não conseguiu nem a esperada resposta repressiva, essencial para a escalada do conflito. Em qualquer outro país o cenário social seria de violência e caos, sem dúvida. 

No entanto, em Cuba ainda há grandes mobilizações de apoio à Revolução com milhões de pessoas na ruas, como as recentes, pelo Primeiro de Maio (3). E a grande maioria da população participou nos últimos seis meses de três processos eleitorais realizados em momentos de grave crise (4).

Que a participação tem sido menor que anos anteriores? Óbvio. Alguém pode pensar que com tamanha guerra econômica e com a brutal guerra comunicativa na mídia e nas redes sociais, destinadas a fazer com que a opinião pública cubana culpe seu governo pela situação, índices acima de 90% podem ser mantidos, como há uma década? Isso é impossível. 

Mas o que é surpreendente e, portanto, o que deveria ser notável e objeto de curiosidade jornalística, é que, mesmo em tais circunstâncias, 76% da população foi às urnas nas últimas eleições gerais (5). Um índice de participação muito alto em uma comparação internacional (6).

Assista:

Mas não. A imprensa corporativa prefere explicar isto dizendo que a democracia cubana é uma "farsa" (7) (8) (9). Uma farsa endossada, aparentemente, pela maioria do povo. 

sábado, 22 de julho de 2023

Veja as cidades brasileiras que vão comemorar o 26 de Julho, dia da rebeldia cubana


Antigo quartel Moncada em Santiago de Cuba | Foto: Cuba Arte

Por Sturt Silva 

O 26 de Julho é uma das datas mais importantes para Cuba e para toda esquerda latino-americana. Há 70 anos, no dia 26 de julho de 1953, Fidel Castro e outros revolucionários cubanos tentaram tomar os quartéis Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, estratégicos para obter armamentos para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista (1952-1959).

A tentativa foi frustrada e vários combatentes foram capturados e assassinados. Fidel foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Como advogado, fez ele próprio sua defesa, que ficou conhecida como 'A história me absolverá'.

No entanto, o ato tornou os guerrilheiros conhecidos e populares, e ajudou a aumentar a oposição ao governo fantoche dos EUA que tinha subido ao poder depois de um golpe de estado em 1952.

A data da operação passou a denominar o grupo revolucionário, liderado por Fidel: “Movimento Revolucionário 26 de Julho” (MR 26-7). 

Em maio de 1955, depois de forte pressão popular, Fidel Castro e os demais revolucionários que permaneciam encarcerados, foram libertados e prosseguiram com a luta contra o regime vigente até o triunfo da Revolução, quatro anos mais tarde. 

Assista: Moncada, o início da Revolução Cubana


Depois da Revolução de 1959, a data foi convertida em feriado nacional e, neste dia, rememora-se os revolucionários que foram assassinados em nome da causa social na qual acreditavam. Já o acontecimento passou a ser considerado o início da Revolução Cubana. 

Historicamente, o Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba, através das Associações Culturais José Martí e demais entidades políticas e culturais, organizam vários eventos para celebrar a data histórica, e neste ano especificamente, os 70 anos do assalto aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes. 

Veja onde serão as comemorações do dia da rebeldia cubana pelo Brasil:

domingo, 9 de abril de 2023

O socialismo cristão em Cuba

Cristo em Havana, capital de Cuba | Foto: Victor Toledo/Fotos de Havana 

Por Sturt Silva 

Na primeira semana de abril comemora-se em Cuba, assim como na maioria dos países ocidentais, a Semana Santa. Segundo reportagem de Gabriel Vera Lopes, do jornal Brasil de Fato, 60% da população cubana é batizada na Igreja Católica. 
 
A liberdade religiosa em Cuba é incorporada como um direito constitucional. A Carta Magna do país declara expressamente que "o Estado reconhece, respeita e garante a liberdade religiosa" e que "as diferentes crenças gozam de igual consideração". A discriminação com base em crenças religiosas é proibida e o país se declara um Estado secular, agindo independentemente de preceitos e doutrinas religiosas, afirma a matéria do Brasil de Fato. 

Cuba tem 1.850 organizações religiosas reconhecidas e fazem parte delas cerca de 1,5 milhão de cubanos e cubanas. 

Socialismo cristão 

Para Claudia Morales Moreno, do Movimento de Estudantes Cristãos, "não há maior expressão de socialismo do que a obra de Jesus. De um sentimento social, de um sentimento de amor ao próximo, e assim é também o que o socialismo nos ensina. Querer ajudar o outro, acima de tudo, e este é o nosso exemplo de Jesus. Eu sempre digo que Jesus foi um socialista de seu tempo. Às vezes se diz que a religião não deve ser misturada com a política. Mas tudo é político, toda ação tem uma atitude política. Portanto, parece-me que o socialismo e a religião estão muito ligados". 

Assista:

segunda-feira, 13 de março de 2023

Assista: Planeje sua viagem a Cuba

Havana, capital de Cuba | Foto: La Habana/Facebook 

Por Sturt Silva 

Em entrevista ao programa Cubanias, da Kotter TV, Maria leite, professora e vice-presidente da Associação Cultural José Martí de Santos - entidade de solidariedade a Cuba da Baixada Santista, deu dicas para quem quer visitar Cuba. 

Maria Leite, que viaja a Cuba desde anos 80, é pesquisadora da educação cubana, com mestrado e doutorado no assunto, e guia turística. Mantém no facebook a comunidade Casa de Isabel (Cuba) - grupo onde troca ideias e informações sobre a ilha socialista. 

Na conversa com Daneil Osiecki - sobre roteiros de viagens - ela aborda os principais tipos de turismo que podem ser feito em Cuba, o que precisa ter para conseguir viajar, o que precisa levar, onde hospedar, onde ir, quais cidades visitar, etc...

Assista: 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Segunda Declaração de Havana: povo cubano escolhe construir o socialismo

Fidel Castro durante a Segunda Declaração de Havana | Foto: Prensa Latina 

Por Sturt Silva 

No dia 4 de fevereiro de 1962, mais de 1 milhão de cubanos se reuniram na Praça da Revolução na capital do país e aprovaram a Segunda Declaração de Havana após pronunciamento de Fidel Castro.

A Declaração foi uma resposta à expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante a reunião da OEA em Punta del Este, Uruguai, em 31 de janeiro daquele mesmo ano, devido à pressão de Washington, que estava tentando isolar a nascente Revolução.

O texto expressava a vontade inabalável de autodeterminação do povo cubano e seu objetivo de construir o socialismo, apesar das agressões dos EUA. 

Foi aprovada quase dois anos depois da Primeira Declaração de Havana, grande reação pioneira da Revolução contra ações imperialistas e anterior da declaração do caráter socialista, ocorrida em 16 de abril de 1961. 

No dia anterior, em 3 de fevereiro de 1962, o Presidente dos Estados Unidos -  John F. Kennedy - assinou a Ordem Executiva 3447, que formalizou o bloqueio contra à ilha revolucionária. 


"Segunda Declaração de Havana"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Filme mostra Silvio Rodríguez combatendo o analfabetismo em Cuba [assista]

Silvio Rodríguez ensinou soldados e camponeses a ler e escrever | Foto: La Arena

Por Lucas Estanislau no Opera Mundi 

"Cuba! Cuba! Estudo, trabalho e fuzil! Lápis, caderno, palavra, alfabetizar, alfabetizar!". Era o que cantavam os membros da Brigada Conrado Benítez de Alfabetização, programa criado pelo governo revolucionário cubano em 1961, dois anos após o triunfo da Revolução liderada por Fidel Castro. 

Junto deles, um garoto de 14 anos, que saía pela primeira vez de sua cidade natal, Havana, partia para os rincões afastados do país para ensinar camponeses pobres e esquecidos pela ditadura de Batista a ler e escrever. Esse garoto era Silvio Rodríguez, cantor e compositor que se tornaria um dos mais famosos expoentes da chamada Nova Canção Cubana no final dos anos 1960.

A história de como um dos maiores artistas da América Latina passou um ano de sua adolescência alfabetizando em nome da Revolução é contada no documentário "Silvio Rodríguez: Mi Primera Tarea" (Silvio Rodríguez: Minha Primeira Tarefa). 

Dirigido pela norte-americana Catherine Murphy, o curta metragem de 25 minutos traz entrevistas com o cantor e recupera imagens de arquivo para percorrer a trajetória do programa que fez de Cuba o primeiro país livre de analfabetismo da América Latina. O nome do filme é dado pelo próprio artista, que reconhece em sua participação nas brigadas de alfabetização a inauguração de sua atividade social.

Minha primeira ideia era ir à Sierra Maestra. Os jovens, como eu, tínhamos a imagem da epopeia de Sierra Maestra muito fresca em nossas mentes. Era algo que todos queríamos imitar, não libertando o país com uma luta armada, mas libertando nosso país das correntes do analfabetismo", conta o compositor, em referência às montanhas onde os guerrilheiros do Movimento 26 de Julho iniciaram a luta pela libertação nacional.

O pedido do governo era que jovens secundaristas se voluntariassem nas brigadas para, então, serem deslocados a zonas afastadas com alta incidência de analfabetismo. O adolescente, que anos mais tarde escreveria sucessos que se tornariam hinos da Revolução cubana como "El Necio", "Playa Girón" e "Sueño con Serpientes", serviu seu país na zona montanhosa de Escambray, a cerca de 300 km de Havana, em uma fazenda próximo à praia Rancho Luna. "Não havia um jovem naquele período que não quisesse fazer parte do projeto", diz o cantor.

"Alfabetizei o batalhão 339 de Cienfuegos, formado por operários e camponeses", lembra Silvio. Os soldados a quem se refere o compositor estavam então mobilizados para combater os diversos focos contrarrevolucionários presentes na ilha, principalmente após a invasão frustrada de Playa Girón, encomendada pelos Estados Unidos. 

"De fato, por aqueles dias, muito pouco tempo depois de chegarmos naquela região, mataram um alfabetizador, que só tinha um ou dois anos a mais que eu, chamado Manuel Ascunse Domenech", diz. 

Depois do tempo entre combatentes, Silvio foi morar com uma família de camponeses na mesma região e ali diz que "viu o que era a verdadeira pobreza da Cuba do passado".

"Me lembro de algo que me emocionou muito, durante uma conversa com essa família, me dei conta de que eles não sabiam que a Terra era redonda. Como ensiná-los a ler se nem tinham noção do lugar onde viviam?", lembra o cantor. 

Como membro das brigadas de alfabetização, Rodríguez diz que não ensinava simplesmente o alfabeto, mas transmitia noções básica da vida, ao mesmo tempo em que aprendia "tanto quanto eles". 

Em "Silvio Rodríguez: Mi Primera Tarefa" está presente não só um pequeno retrato de uma das muitas transformações estruturais trazidas pela Revolução socialista em Cuba, como também as histórias da primeira missão revolucionária cumprida por um dos maiores artistas da América Latina. 

O filme pode ser assistido abaixo, com áudio original em espanhol e legendas em português (Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba). 


Edição: Sturt Silva/Blog Solidários a Cuba.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Confira 10 falas históricas de Che Guevara

Che Guevara | Arte: MST 

Por Sturt Silva 

O legado de Che Guevara é um grande exemplo de luta, determinação e solidariedade para os povos do mundo, principalmente os oprimidos e explorados.  

Dessa forma listamos 10 momentos da trajetória do guerrilheiro heroico.  

Confira:

1. Discurso de Che na Conferência sobre comércio e desenvolvimento das Nações Unidas em 17 março de 1964, Genebra (Suiça).

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Há 60 anos, Fidel Castro declarava Cuba território livre do analfabetismo

Campanha cubana de alfabetização em 1961 | Foto: EcuRED

Por Sturt Silva 

No dia 22 de dezembro de 1961, Fidel Castro declarava Cuba livre do analfabetismo, alcançando assim um sonho que se iniciara em 1960 com a campanha massiva de alfabetização de iniciativa de Che Guevara.  

A campanha que mobilizou 270 mil voluntários cubanos alfabetizou cerca de um milhão de pessoas em menos de um ano. Hoje, praticamente 100% dos cubanos podem ler e escrever.

Por isso Cuba celebra no dia 22 de dezembro o dia do educador, recordando assim a façanha realizada por aqueles milhares de voluntários que tornara Cuba o primeiro território da América Latina livre do analfabetismo.

A campanha vitoriosa mostrou que a educação de um povo é um acontecimento que depende fundamentalmente da participação organizada e massiva do próprio povo e de suas organizações. 

Leia também:
 
Cuba, impulsionada por Fidel Castro, é hoje exemplo em matéria de educação para o mundo, principalmente por sua condição solidária que estende a quem precisa o seu método de alfabetização "Sim, eu posso", que já alfabetizou mais de 10 milhões de pessoas em vários países. 

Direito de Cuba 

Sobre o tema assista o vídeo de Márcia Choueri:

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Cônsul de Cuba no Brasil: "Que ditadura arma seu povo?"

Manifestação na Praça da Revolução, em Havana | Foto: @aylinalvarezG/arquivo

Por Sturt Silva 

"No Brasil é costume as pessoas falarem que Cuba é uma "ditadura". O que podemos dizer disso?" Essa foi a pergunta que o jornalista Vitor Ribeiro, membro do Coletivo de Jornalistas e Comunicadores Amigos de Cuba, iniciou a entrevista com o Embaixador e Cônsul de Cuba em São Paulo, Pedro Monzón. 

Para o diplomata cubano, a ideia que Cuba é um "ditadura" foi introduzida no mundo pelos EUA. Em Cuba houve sim uma ditadura, mas antes da Revolução de 1959. Foi no período de Batista (1952-58), tirania apoiado pelos estadunidenses. Com a Revolução Socialista, pela primeira vez na história, o povo cubano foi soberano. 

Conquistas da Revolução 

Pedro Monzón elencou seis pontos para sustentar que a construção do socialismo em Cuba é democrático: 

Reforma agrária – com a Revolução de 1959, o governo deu poder sobre à terra para os camponeses. 

Campanha de alfabetização – Cuba conseguiu erradicar o analfabetismo já nos anos 60, sendo o primeiro país da América Latina a alcançar tal feito. Foi o povo que alfabetizou o resto do povo analfabeto, lembra Monzón. E um governo que alfabetiza o seu povo está dando-lhe poder para que ele decida o destino da Nação. 

Construção de um sistema nacional de educação – A educação cubana é de qualidade e não é só para a elite ou para um grupo, mas sim para todo povo. E é 100%  gratuita e universal. O cubano tem esse direito: da creche à graduação. 

Construção de um sistema de saúde de alto nível – Considerado como modelo para outros países, o sistema de saúde de Cuba desenvolveu a partir dos anos 80 o seu setor da biotecnologia, que é reconhecido internacionalmente, na produção de medicamentos, vacinas e outros fármacos. Cuba pode ser chamada de ilha da saúde

Alto nível de igualdade no acesso às riquezas produzidas –  As desigualdades sociais e econômicas não são críticas, ressalta Monzón. O país é seguro, a criminalidade é mínima e o tráfico de drogas não é um problema social. Não há repressão política, como tem nos países da América Latina e da Europa. O povo cubano, por exemplo, não conhece o que é o gás lacrimogêneo. 

Fim da discriminação racial e de gênero – Para o Embaixador essas discriminações foram eliminadas de forma estrutural e dentro da lei. 

Que ditadura arma seu povo? 

No início da Revolução, o povo cubano recebeu armas e foi treinado para combater uma futura invasão estadunidense, que aconteceu em 1961 e foi derrotada em apenas 72 horas. Que ditadura arma seu povo, indaga o representante do presidente Díaz-Canel no Brasil. Com o tempo as armas passaram a ser tuteladas pelo estado, mas o povo continua sendo treinado militarmente de forma preventiva. 

Solidariedade cubana 

O povo cubano é valente e culto. Também cultiva valores solidários e humanistas, afirma Mozón. 

Cuba revolucionária apoiou a luta em favor da descolonização da África na segunda metade do século XX e, ainda hoje, apoia a soberania dos povos oprimidos e colonizados. 

Durante mais de 60 anos de Revolução, Cuba enviou cerca de 500 mil médicos, de forma voluntária, para dezenas de países. Estima-se que quase dois bilhões de pacientes tiveram contato com os doutores cubanos. Assim como na saúde, a ilha enviou milhares de educadores, conseguindo alfabetizar mais de 10 milhões de pessoas com o método “Sim, Eu Posso”. 

Democracia socialista 

O diplomata cubano defende o caráter democrático do socialismo de seu país. Para ele a democracia cubana não é perfeita, têm seus problemas, que deve ser melhorados e aperfeiçoados, mas dentro do sistema socialista. 

Ele também afirmou que a democracia cubana é bem melhor do que a maioria das democracias que se têm no mundo. 

O Partido Comunista, único, não interferem diretamente nas eleições. O povo é que propõem os candidatos para as eleições, nos bairros, nos Comitês de Defesa da Revolução. Qual quer cidadão cubano com serviços prestado à sociedade pode ser candidato, destaca o diplomata. E é deste processo que se elegem os representantes do povo nas assembleias, no parlamento, etc... 

Os políticos cubanos (vereadores e deputados) não são renumerados, eles continuam com os salários de suas profissões de origem. Assim, como enfatiza Monzón, não há corrupção na política cubana, como vemos na maioria dos países ditos democráticos. 

As eleições são livres e não tem influência do dinheiro. A maioria do povo comparece às urnas de forma voluntária. 

Portanto, chamar Cuba de "ditadura" é uma grande ofensa para o povo soberano de Cuba, embora Pedro Monzón negara que tenha ficado ofendido quando Vitor Ribeiro fez essa provocação. 

Assista na íntegra:

sábado, 20 de novembro de 2021

Assista: Cubanos passaram fome durante a quarentena da Covid-19?

Estudantes cubanos | Foto: Gerardo Nordelo

Por Sturt Silva 

No vídeo abaixo, realizado nas ruas da ilha socialista, cubanas e cubanos falam se passaram fome ou qual quer necessidade do tipo durante a pandemia da Covid-19. 

Segundo o "Pensar História", mesmo sentindo os efeitos devastadores do bloqueio comercial mantido pelos EUA há 60 anos — que já causou prejuízos de mais de 750 bilhões de dólares à sua economia — e apesar de todas as limitações advindas de suas condições geográficas, Cuba segue possuindo a menor taxa de subnutrição do continente. Os indicadores sociais como mortalidade infantil e expectativa de vida também são superiores aos de muitas nações desenvolvidas, incluindo os Estados Unidos.

Em 2020 o PIB cubano caiu 11%. O turismo, principal atividade comercial do país, foi paralisado em quase 90%. Para piorar a situação, desde 2016, a ilha socialista foi alvo de uma nova série de sanções dos EUA - que não foram suspensas durante a pandemia - dificultando assim acesso a matérias primas, máquinas e outros produtos básicos. Tal contexto levou Cuba a enfrentar uma escassez de comida e eletricidade, mas o governo cubano conseguiu garantir que seus cidadãos tivessem o básico para enfrentar tal situação. 

Se não bastasse, Cuba ainda produziu 3 vacinas próprias contra Covid-19: Abdala, Soberana 2 e Soberana Plus. Atualmente 80% dos cubanos, incluindo crianças, estão vacinados com 3 doses.

 Assista:

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Assista: "Fui pra Cuba e conto como é"

Jornalista na Praça da Revolução, em Havana | Foto: Solidários a Cuba

Por Sturt Silva 

Entrevista com o jornalista Ramon de Castro, autor de "Fui pra Cuba e conto como é", livro recém-lançado sobre a ilha socialista. 

Além de falar sobre o livro, Ramon também abordou outros temas atuais da realidade cubana. 

Assista:

sábado, 14 de agosto de 2021

Assista: Tem 5 Cubas passando fome nos Estados Unidos

A situação em Cuba | Foto: TV Brasil 247

Por Sturt Silva 

O jornalista Leonardo Attuch, diretor da Portal Brasil 247, promoveu um debate entre Breno Altman e Joana Salém sobre o que realmente está acontecendo em Cuba. 

Os dois, que são especialistas em Cuba, falaram sobre: os protestos contra e a favor do governo socialista de Miguel Díaz-Canel, a economia socialista, o bloqueio econômico dos EUA e o papel da China e do Brasil no processo. 

Joana Salém Vasconcelos é professora de História Contemporânea na Faculdade Cásper Líbero. Doutora em História Econômica pela USP (2020), Mestra em Desenvolvimento Econômico pela UNICAMP (2013) e Graduada em História pela USP (2010). 

Breno Altman é jornalista e fundador e editor do Portal Opera Mundi.

Ao rebater uma declaração do presidente estadunidense - que disse que os EUA podiam fazer uma intervenção humanitária em Cuba - a historiadora destacou que há mais de 50 milhões de pessoas passando fome (ou vivendo na pobreza) no interior dos EUA, ou seja 5 vezes a população de Cuba.

Assista essa e outras afirmações no vídeo abaixo. 

quarta-feira, 28 de julho de 2021

Assista: música que embala os atletas de Cuba em Tokyo 2020

Delegação cubana na Praça da Revolução em Cuba | Foto: JIT

Por Sturt Silva 

Assista ao videoclipe que embala as participações dos cubanos e cubanas nos jogos olímpicos de Tóquio 2020. 

Composto por Leonard Akosta e Rapsodia & Dúo Iris, a música "La Estrella de mi Voluntad" foi produzido por Israel Rojas, diretor do famoso grupo Buena Fe. 


sábado, 17 de julho de 2021

Democracia: Como funcionam as eleições em Cuba?

Eleição em Cuba seria mais democrática que nos EUA ou no Brasil | Arte: Laura Carvalho/Youtube

Por Sturt Silva 

A grande mídia e a direita brasileira vive chamando Cuba de "ditadura". Para justificar seus argumentos repetem o discurso dos EUA e ignora a participação política do povo cubano e as eleições no país socialista. 

Assista ao vídeo da historiadora Laura Sabino sobre as eleições em Cuba:


O vídeo foi feito durante a época das eleições nos EUA (2020). Recentemente Cuba aprovou uma nova constituição e fez algumas mudanças no seus sistema político e eleitoral. O processo foi o ato político mais popular dos últimos 40 anos e teve aprovação de quase 90% da população. Essas novas medidas ainda estão implantadas no momento.