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terça-feira, 9 de abril de 2013

A partir desta terça megaeventos esportivos em debate nas Jornadas


Por Raquel Moysés - jornalista (Iela /UFSC)

Depois de meses de preparação começam, nesta terça, 9 de abril , as Jornadas Bolivarianas, que prosseguem até sexta feira, dia 12, no Auditório da Reitoria. Há quase uma década elas acontecem na UFSC, organizadas pelo Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA). Nesta nona edição, vão tratar do tema “Megaeventos esportivos: impactos, consequências e legados para o continente latino americano”, com a presença de conferencistas de seis países: África do Sul, Cuba, México, Uruguai, Equador e Brasil.

Na abertura, nesta terça, às 18h30min, fala o professor equatoriano Jaime Breilh, diretor da área de saúde da Universidad Andina Simón Bolivar e coordenador do Global Health para a América. São conferencistas nas demais mesas temáticas, de quarta até sexta-feira, o reitor cubano Antonio Becali Garrido;o jornalista Maurício Mejía, do México; o jornalista e escritor Eddie Cottle, da África do Sul, e o professor Raumar Rodrigues Gimenez, do Uruguai.

Entre os conferencistas brasileiros vão estar presentes o jornalista e comentarista esportivo Juca Kfouri e Renato Cosentino Vianna Guimarães, do Comitê Popular Rio Copa e Olimpíadas, além dos professores Nilso Ouriques (Unoesc), Fernando Mascarenhas (UnB),Paulo Capela (UFSC), Marcelo Proni (Unicampi), Nildo Ouriques (UFSC). Dentro do espaço das Jornadas, Jaime Breilh também profere a Aula Inaugural do Programa de Pós-Graduação em Serviço Social, dia 11, às 14 horas, abordando o tema “Determinantes sociais da saúde dos trabalhadores na América Latina”.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

VÍDEO - Brigadistas falam sobre celebração a José Martí

Entrevista pela jornalista Elaine Tavares com os brigadistas de 2013 Paulo Capela, presidente do Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela/ UFSC) e Mauri Antônio da Silva, da Associação José Martí de SC. Os dois falam da viagem a Cuba e os planos para celebrar um dos maiores nomes da América Latina, José Martí, e convênios acadêmicos.

sábado, 2 de março de 2013

Cuba: relações com o Brasil e a produção martiniana


Entrevista com Paulo Capela, presidente do Iela - Instituto de Estudos Latino Americanos da Federal de Santa Catarina - e Mauri Antônio da Silva, da Associação Cultural José Martí de Santa Catarina.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Liberdade de expressão - um falso problema (por Elaine Tavares)



Por Elaine Tavares (jornalista, Iela/UFSC)

A passagem de uma opositora do regime cubano pelo Brasil tem deixado um rastro de manifestações sobre a questão da liberdade de expressão. Reconhecidamente paga por instituições ligadas ao mercado capitalista, que insiste em recuperar a ilha para sua órbita, a jovem cubana faz as vezes de embaixadora da "liberdade e da democracia", contando ao mundo sobre os problemas do regime cubano e do que chama de "completa falta de liberdade de expressão" no país. Isso, por si só já coloca uma questão: se ela pode falar ao mundo sobre o que considera ruim em Cuba e se pode manter um blog na rede mundial de computadores, como a liberdade estaria sendo negada? Contraditório.

Mas, outros elementos podem ser apontados nessa "batalha" da cubana por liberdade que inclui, inclusive, a defesa do bloqueio comercial ao seu país, o que, em última instância significa o uso da censura, nesse caso econômica. Ou seja. Para os opositores do socialismo ela pede liberdade, para os que acreditam no regime, censura. Nada de novo nesse pantanoso campo da chamada "liberdade". Ao que parece, a liberdade só vale para quem compartilha do mesmo pensar.

Isso pode ser comprovado com a observação da vida real. Ao longo da história humana, a expressão sempre foi livre. O que tinha entraves era a publicidade que se poderia dar a essa expressão. Quando não havia escrita, o alcance das ideias era muito restrito. No máximo, uma pessoa poderia subir num monte e falar à multidão. Assim o fizeram os profetas, os líderes rebeldes, os filósofos. Mas, como sempre, essas expressões estavam subjugadas ao poder de plantão. A pessoa podia falar, mas tinha de arcar com as consequências. E se o que a pessoa falasse fosse contra o poder instituído, haveria de provar o gosto amargo da punição. A história está repleta da história de grandes oradores que tiveram sua cabeça cortada por dizerem o que o poder não queria que fosse dito. O que parece regra geral é que o sistema político ou de poder em vigor sempre se protege. E, a opinião pública é um espaço importante de batalha. Assim, é nesse campo que muitas vezes se travam as lutas mais ferozes.

Como dizia Gerge Orwell, no seu prefácio da Revolução dos Bichos, nada pode ser mais perigoso do que uma opinião pública bem informada. Assim, não é novidade que qualquer sistema busque controlar a informação. Quem não se lembra da famosa frase do então ministro Rubens Ricúpero, chamado de sacerdote do Plano Real, durante o governo FHC, para quem era lícito informar ao público apenas o que interessava ao governo. Falando com um repórter, sem perceber que estava sendo transmitido ele afirmou: "Eu não tenho escrúpulos. Eu acho que é isso mesmo: o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde".

Aquilo que o ministro singelamente revelou parece ser uma verdade que muitos pretendem seja universal. A crítica e autocrítica surgem como práticas de "anormais", de poucos, e sempre vêm acompanhada de represálias, punições, censuras. Nesse sentido, exercer a tão propalada liberdade de expressão, sendo crítico, é sempre um risco, seja onde for.

A China

Visitei no início desse ano a China, um país que agora está frequentemente na mídia por seu acelerado crescimento econômico. Em 2010 o PIB chinês cresceu 10,4% e, em 2011, embora tenha caído, ficou entre as maiores taxas do mundo, 9,4%. Há um desaquecimento agora em 2013 por conta da crise europeia, mas, ainda assim, há quem diga que as coisas voltam a crescer ainda esse ano. O PIB do ano passado ficou em 8,28 trilhões de dólares. É a segunda economia do mundo, perdendo apenas para a dos Estados Unidos e representa 15% de toda a economia mundial. Ali é um bom espaço para observar esse fenômeno chamado "liberdade de expressão" que todo mundo já deveria saber é coisa bem diferente de "liberdade de imprensa". A primeira é o direito de dizer, e a segunda é o de publicar.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Iela lança a Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano



O Instituto de Estudos Latino-Americanos (Iela), da Universidade Federal de Santa Catarina, lança nesta terça-feira, dia 19, às 18h30min, no Auditório do CSE, o primeiro livro da coleção Pátria Grande, Biblioteca do Pensamento Crítico Latino-Americano, que deverá reunir 40 volumes, todos editados pela Editora Insular, de Florianópolis. A intenção é divulgar autores e obras clássicas das ciências sociais na América Latina que deram vida ao que entrou para a história como “pensamento crítico latino-americano”.

As obras escolhidas para compor esta Biblioteca são inéditas ou foram divulgadas apenas marginalmente no Brasil. Com esse trabalho, o Iela inaugura mais um a frente de ação. Não apenas no debate sistemático das temáticas latino-americanas, como faz anualmente com as Jornadas Bolivarianas, mas o estudo permanente de pensadores praticamente desconhecidos nas universidades brasileiras. A coleção, ao ser concretizada em livro, eterniza, em português, obras de fundamental importância para se compreender a América Latina.

O primeiro volume da coleção já está nas livrarias, é o livro “Subdesenvolvimento e revolução”, do mineiro Ruy Mauro Marini (1932-1997), publicada originalmente no México em 1969 e que ganhou sucessivas edições em muitos países sem, contudo, jamais ter sido publicada em nosso país.

domingo, 22 de abril de 2012

Conhecendo o ensino cubano

Estudante do Curso de Educação Física da UFSC vai a Cuba na Brigada Sul-americana de Solidariedade, organizada pela Associação Cultural José Martí de SC, com apoio do Iela/UFSC, e conhece um pouco do ensino de Educação Física naquele país.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

IELA/UFSC: Cursos livres e gratuitos sobre a América Latina

O Instituto de Estudos Latino-Americanos (IELA/UFSC) continua  oferecendo Cursos Livres  sobre temas relacionados à América Latina. O primeiro foi sobre "Estado e movimentos sociais na América Latina", ministrado por Luiz Vicente Vieira, da Universidade Federal de Pernambuco.  Na próxima semana, dias 7, 8 e 9 de novembro,  é a vez de discutir  "Concentração de renda e políticas sociais no México", com o professor Sergio Cabrera, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).  A inscrição é gratuita e deve ser feita com antecedência,  através do correio eletrônico do IELA: iela@iela.ufsc.br. Há  60 vagas disponíveis em cada um dos cursos. Agende-se e inscreva-se.

A Associação Cultural José Martí convida todos integrantes e apoiadores a fazer parte do curso.

Confira a programação deste curso e do próximo, também marcado  para este mês de novembro:

domingo, 2 de outubro de 2011

[Vídeo] 500 mil demissões: como fica o trabalho em Cuba

A seguir, vídeo realizado em novembro de 2010 pela equipe de imprensa da Justiça do Trabalho de Santa Catarina:
O governo cubano anunciou, em setembro de 2010, a demissão de 500 mil funcionários públicos, 10% por cento da força de trabalho do país. O objetivo: aumentar a produtividade do setor público, que emprega nove entre cada dez trabalhadores da ilha. Será um sinal de alerta para o regime de Fidel Castro? Este programa discute o futuro do trabalho em Cuba. Nildo Ouriques é professor do departamento de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina, além de membro e um dos fundadores do Instituto de Estudos Latino Americanos (Iela). O Iela é uma referência acadêmica no assunto e pertence à mesma universidade.


Bloco 1: