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sábado, 13 de agosto de 2016

90 anos de Fidel Castro é destaque nos principais jornais de Cuba

Capa do Granma de hoje
No “Granma”, que é editado pelo Partido Comunista Cubano, a capa traz uma foto do jovem guerrilheiro Fidel, acompanhada de uma pequena reflexão sobre Fidel de Che Guevara. Além disso, o periódico destaca a chegada do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a Cuba e homenagens a Fidel no país. O artigo do próprio Fidel sobre seus 90 anos e a notícia da circulação de uma especial sobre o aniversário do comandante completam os destaques do “Granma” neste histórico 13 agosto.
Capa do Juventud Rebelde de hoje

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estudo de brasileira analisa os discursos sobre a realidade de Cuba

Pesquisa tem como referência modelo econômico adotado pelo país em três diferentes momentos

Por Luiz Sugimoto no jornal da UNICAMP

Amanda Cotrim, autora de dissertação de mestrado em que analisou os discursos construídos sobre Cuba por jornais estrangeiros (inclusive um brasileiro) e também pelos próprios cidadãos cubanos. Intitulada “Os discursos sobre Cuba: imprensa, vozes e memória (da atualização do modelo econômico à retomada das relações diplomáticas com os EUA: 2011/2015)”, a dissertação foi orientada pela professora Maria Graça Caldas e apresentada junto ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). 

Amanda Cotrim avaliou, na perspectiva da análise de discurso materialista, com referência em Michel Pêcheux e Eni Orlandi, como os jornais The New York Times (EUA), El País (Espanha), Granma (Cuba) e O Estado de S. Paulo (Brasil) constroem saberes sobre Cuba, além de entrevistar um grupo de moradores para observar os sentidos da Ilha para esses cubanos. A autora adotou como referência a atualização do modelo econômico do país, em três momentos específicos: a II Celac (Cúpula de Estados Latino-americanos e Caribenhos), em janeiro de 2014; o reatamento das relações diplomáticas com os Estados Unidos, em dezembro de 2014; e a primeira reunião diplomática entre Cuba e EUA, que aconteceu em Havana em janeiro de 2015.

A jornalista esclarece que no trabalho considera-se a ideologia como um fato de linguagem, sendo no discurso, portanto, que se consegue identificá-la. Segundo ela, a mídia participa da produção discursiva e, desse modo, organiza certo imaginário. “Quando pensamos em Cuba, esse imaginário geralmente é polarizado: ou o país é idealizado ou é demonizado. A metodologia utilizada visa analisar a produção dos sentidos, levando em consideração as condições em que os discursos foram produzidos (quem fala, como fala), além de aspectos históricos, ideológicos e cotidianos. Quis saber por que o jornalista falou de um jeito e não de outro e quais os efeitos de sentidos que o seu texto produziu. Para dizer que Cuba é uma ‘ditadura’, o jornal não precisa usar esta palavra; ele diz que no país ‘não existe democracia’, ou que ali ‘falta liberdade política’, ou só ouve a oposição.”

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Oficina de jornalismo: "Como cobrir Cuba e evitar os clichês"


Do Coletivo Brasileiro de Jornalistas Amigos de Cuba

Idealizada pela jornalista e já Mestre Amanda Cotrim, a oficina “Jornalismo Internacional: Como cobrir Cuba e evitar os clichês", acontece no dia 16 de abril (sábado), em Osasco e tem como público alvo estudantes de jornalismo, jornalistas, comunicadores, pesquisadores e todos que se interessam tanto pelos estudos de mídia quanto por Cuba. 

A oficina terá duração de quatro horas e será dividida em duas partes: a primeira teórica e a segunda prática. A atividade abordará a rotina de uma redação de jornal, a produção da notícia, o jornalismo internacional e como os discursos sobre Cuba foram construídos historicamente pela mídia.

Leia também: Jornalistas oferecem oficina que visa contribuir em reportagens sobre Cuba

“Refletir e interrogar a linguagem jornalística são exercícios fundamentais para que possamos ‘ler’ a mídia”, afirma a jornalista Amanda Cotrim. 

“Muitas vezes as notícias internacionais, que exigem um aprofundamento dos temas e maior contextualização, são publicadas com base em percepções cheias de clichê”, complementa a professora de Jornalismo Juliana Sangion, que também ministrará a oficina. 

A oficina terá como referência os casos envolvendo Cuba nos últimos anos, como a questão da internet na ilha, o sistema político e social de Cuba e a retomada das relações diplomáticas com os EUA. A atividade é uma ação conjunta do Coletivo Classista de Cultura Ísis Rodrigues e da Escola de Formação Política 16 de Julho.

Serviço:

Oficina de jornalismo: "Como cobrir Cuba e evitar os clichês";
Data: Sábado, 16 de abril de 2016;
Endereço: Rua Euclides da Cunha, 247, Centro - Osasco/São Paulo;
Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/1168464466531297/
Inscrição: http://migre.me/tdOZD.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Jornalistas oferecem oficina que visa contribuir em reportagens sobre Cuba

"Como cobrir Cuba e evitar os clichês?" É o que pretendem duas jornalistas ao oferecer uma oficina na Universidade de Campinas (UNICAMP).

Câmera da TV cubana na Praça da Revolução. Por Cubadebate
Por Sturt Silva

As jornalistas Amanda Cotrim e Juliana Sangion, com experiência em Cuba no campo do jornalismo e do cinema, tentarão contribuir para que coberturas jornalísticas sobre/em Cuba evitem serem baseadas em percepções equivocadas e cheias de clichês. Para isso estão organizando a oficina: Como cobrir Cuba e evitar os clichês?

A oficina, que faz parte da programação do XXI Seminário de Teses em Andamento, vai ocorrer no dia 26/10/2015, das 16h30 às 18h30, no Mini-auditório do Centro Cultural do Instituto de Estudos da Linguagem IEL/UNICAMP.

Além de ser grátis, a atividade, apesar de ser dentro de um evento acadêmico, também é aberta para a comunidade externa à universidade. Para participar o interessado (a) deve fazer a inscrição aqui

Em entrevista ao blog Solidários, Amanda Cotrim - que foi correspondente internacional em Cuba em 2012, estudou cinema na Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba e, atualmente, investiga Cuba em sua pesquisa de mestrado -, disse acreditar “que mostrar para os alunos como o discurso sobre Cuba foi construído, ajudará a compreender porque alguns sentidos sobre Cuba perpetuaram”.  

Confira a entrevista completa abaixo:

Solidários: A oficina faz parte da programação do XXI Seminário de Teses em Andamento. Ou seja, um evento para a comunidade acadêmica. E a oficina ficará restrita também à academia? 

https://docs.google.com/forms/d/1Jrslnvq-3DmkKOOwTyIt6wQXvXuToXnK2HBnkUnXNbI/viewform?c=0&w=1
Clique na imagem para se inscrever
Amanda Cotrim: Não. A oficina se realiza dentro de um evento acadêmico, mas seu conteúdo pode e deve ser compartilhado com qualquer pessoa que se interesse por Cuba e pelo Jornalismo. Essa é uma oportunidade que surgiu dentro do ambiente universitário, mas há pelo menos três anos eu realizo atividades relacionadas a Cuba nos sindicatos, fábrica (a exemplo da Fábrica Ocupada Flaskô, em Sumaré/SP), coletivos políticos e etc. 

A universidade pública, como é o caso da Unicamp, é (ou deveria ser) um espaço aberto a todos. Por uma questão espacial, é natural que as pessoas que se inscreverem na oficina tenham alguma relação com a vida acadêmica, mas não necessariamente terão. 

Solidários: A Oficina visa contribuir com os jornalistas que vão fazer reportagens sobre/na ilha. Pensam em desconstruir (pré) conceitos do tipo "ditadura cubana", "ilha do Fidel", etc? 

Amanda Cotrim: Inicialmente, o objetivo é esse, mas a depender do público inscrito (se a maioria for não-jornalistas) tentaremos compreender como algumas “verdades inquestionáveis” foram construídas e quais os efeitos de sentido que elas têm no imaginário dos jornais sobre Cuba. Na verdade, é muito difícil “desconstruir” algo que foi construído historicamente. Ou seja, não temos a intenção de mudar o imaginário das pessoas (isso seria ilusão), mas acreditamos que mostrar para os alunos como o discurso sobre Cuba foi construído, ajudará a compreender porque alguns sentidos sobre Cuba perpetuaram. 

Tentaremos atravessar a interpretação para chegar à compreensão. Porque interpretar é continuar preso às evidências já construídas, imaginárias. Com a compreensão, no entanto, conhecemos os processos de produção de um discurso, a historicidade concreta, materializada na linguagem. 

O nosso foco é mostrar as condições de produção da notícia, como a imprensa funciona, o papel do sujeito-jornalista na produção da reportagem, entre outros. Eu fui correspondente internacional em Cuba em 2012, estudei cinema na Escola Internacional de Cinema e TV de Cuba e, atualmente, investigo Cuba no meu mestrado, na Unicamp. Então, tive acesso a um material interessante, o qual fomentará a oficina. Também estará comigo a Jornalista e Professora de Jornalismo, Juliana Sangion, que estudou cinema em Cuba e nos ajudará a compreender os meandros do jornalismo. 

Os jornais- documentos/discursos- tiveram atuação relevante sobre a memória (aquilo que se sabe) sobre Cuba.  Nosso objetivo é realizar um embate entre os enunciados dos jornais sobre Cuba e o movimento histórico.  

Solidários: Na página oficial do evento aparece a seguinte frase: “Nesta oficina, vamos tratar a escrita por outro caminho. Não sendo ela o reflexo da realidade, mas sim a materialização da relação do sujeito/jornalista com o conhecimento, que é mediado pela escrita”. Pode explicar melhor?

Amanda Cotrim: Nossa oficina se baseará em alguns referenciais teóricos, um deles é a teoria da análise de discurso- materialista, que se apresenta como uma teoria crítica da linguagem. Isso quer dizer que o texto (no caso o jornalístico) não é um conjunto de palavras já dadas, absorvidas pragmaticamente pelos sujeitos (sejam os leitores ou os próprios jornalistas). Não consideramos que o sentido da palavra seja da ordem da língua (que teria um significado intrínseco), por isso, atribuímos os sentidos a uma construção sócio-histórica. Ou seja, o sentido nunca é um, ele sempre pode ser outro, mas não qualquer um. Os sentidos podem ser outros porque vivemos em uma sociedade de classes, onde há divisão social, conflito, contradição e disputa de sentido. 

Os sentidos mudam, entre outras, por aqueles que os empregam, uma condição de produção que intervém com força na produção e na dominação social dos sentidos sobre Cuba. A linguagem faz parte da superestrutura social, portanto, defendemos que os sentidos estão em disputa pelas formações sociais que as empregam. 

O sentido sobre Cuba reside de onde Cuba é falada (a ilha é falada pelos jornais). Nessas condições de produção, não é o discurso de Cuba que define o cubano, é o discurso sobre Cuba. O texto jornalístico, portanto, não reflete a realidade, ele “apenas” materializa as relações de força e os embates ideológicos que subsiste a luta de classes. É a luta pelos sentidos sobre Cuba que está em jogo.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cuba: o Partido Comunista é a vanguarda organizada do povo

Discurso do companheiro José Ramón Machado Ventura, segundo secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba e vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, no ato pelo 50º aniversário da criação do Comitê Central do Partido e da fundação do jornal Granma.

Primeiro Congresso do Partido Comunista de Cuba
Companheiras e companheiros:

Em 3 de outubro de 1965, em um ato realizado no antigo teatro Chaplin, hoje Karl Marx, ocorreram vários fatos que fixaram indelevelmente esse dia na história pátria. O Partido tomava seu nome definitivo: Partido Comunista de Cuba; anunciava-se a decisão de contar com um órgão oficial que se chamaria Granma; apresentava-se seu Comitê Central e, para explicar a ausência do Che entre seus membros, Fidel lia a carta de despedida que aquele lhe dirigira.

Para entender na plenitude o significado desses acontecimentos, é imprescindível recordar que o Partido é fruto legítimo da Revolução. Sua raiz está no que Martí fundou em 1892 para organizar a guerra necessária, e seu antecedente mais imediato no que organizaram Mella, Baliño e Rubén, de cuja fecunda história o companheiro Jorge Risquet, falecido recentemente, fez um resumo brilhante em seu 90º aniversário, há apenas um mês e meio.

Aquele primeiro Partido Comunista se somou ao Movimento Revolucionário 26 de Julho e ao Diretório Revolucionário 13 de Março, na luta que conduziu à queda da sanguinária ditadura de Batista. Essas três organizações estruturalmente eram completamente distintas, cada uma tinha sua direção, sua tática, sua esfera de ação.

Era uma necessidade imperiosa a busca de uma aproximação entre os revolucionários que, com métodos diferentes, tinham um objetivo comum: consolidar a Revolução Cubana. Depois do triunfo, a ação independente dessas três forças políticas entorpecia a coordenação das atividades e a conjunção de esforços.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A UPEC e as mudanças no jornalismo em Cuba

Fonte: Trabajadores

Com a participação de Miguel Diaz-Canel, membro do Politburo e primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, teve lugar no sábado a Terceira Plenária do Comitê Nacional da União Cubana de Jornalistas (UPEC). Ao resumir a plenária, caracterizada pela ampla discussão e debate sobre os problemas que enfrentam atualmente os jornalistas e a imprensa, Díaz-Canel chamou a trabalhar para uma maior qualidade de forma a resolver os desafios do jornalismo de hoje. Em um primeiro momento, a Presidência da UPEC fez um relato do trabalho do Comitê Nacional, pois "o que é constante para nós é o cumprimento dos objetivos do IX Congresso e Primeira Conferência do Partido", disse Antonio Molto, presidente da UPEC.

Ele disse que a análise será útil, se após a sessão plenária ao se reencontrar com os membros, lhes passemos os que de mais urgentes há no nosso debate. Ele lembrou as palavras de Fidel Castro, quando disse que "não teríamos saído do Período Especial sem a imprensa". Hoje não podemos vencer esta nova era sem a contribuição ativa de uma imprensa de alta qualificação, liderança e capacidade de gerar unidade e confiança em torno das instituições do Estado e do Partido. "Nosso grande desafio como jornalistas e trabalhadores da mídia é cumprir este princípio e lograr que outros atores-chave da sociedade o comprendan e o assumam”. "Há um contexto favorável", disse ele.

Na segunda etapa, Rosa Miriam Elizalde, membro da Presidência da UPEC e que liderou um grupo de trabalho da organização, apresentou os resultados de uma pesquisa nacional de mídia que contou com a participação de 140 publicações, e revelou detalhes das discussões que alcançaram um conjunto de princípios para atualizar o modelo de imprensa em Cuba. O estudo, que inclui 97% dos meios de comunicação tradicionais no país - rádio, televisão e imprensa escrita - e se debateu por por regiões com os afiliados, demonstrou que nossos meios de comunicação têm problemas graves de gestão econômica, de pessoal e de atenção ao público. Além de identificar o orçamento de mídia em 2013, a pesquisa forneceu uma visão geral da relação entre população e quantidade de meios receptores no país, com base nos resultados do Censo Nacional da População e Habitação de 2012.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Prensa Latina no Brasil, história de 55 anos


Por Paulo Cannabrava Filho na Diálogos do Sul

Em finais da década de 1950, no Brasil e demais países latino-americanos, os grandes meios de comunicação estavam em mãos de oligarquias tradicionais. De uma maneira geral, todos os meios olhavam o mundo através dos olhos de umas poucas agências de notícias que se desenvolveram em função dos interesses dos países coloniais, ou do emergente império estadunidense.
No primeiro caso, as agências Reuters, com sede no Reino Unido, e France Press, com sua matriz na França. No segundo, disputando a hegemonia mundial, as agências estadounidenses Associated Press e United Press.

Materiais dessas agências ocupavam 90 por cento, em alguns casos até o 100 por cento do noticiário internacional, inclusive os textos de opinião, e em certos casos, até notícias sobre acontecimentos nacionais, o que era proibido.

É incrível, porém realidade: os meios de propriedade das oligarquias em Nossa América se comportavam (e continuam) como porta-voz oficiais dos países colonialistas e imperiais.

Essa desinformação ajudou o desenvolvimento de uma consciência distorcida sobre a realidade mundial e a própria realidade de nossos povos. Ontem como hoje, a imprensa hegemônica prisioneira de um pensamento único contrario aos interesses nacionais.

No Brasil, como em toda Nossa América, a saga heroica dos guerrilheiros e a vitoriosa Revolução Cubana, libertária e socialista, encheu de entusiasmo os corações dos democratas, socialistas e comunistas, principalmente da juventude. Era possível, não apenas um sonho, libertar-se do jugo imperialista.

Rompendo o monopólio

JK e Fidel Castro
Fidel Castro, tão pronto assumiu o poder, consciente de que uma revolução não teria apoio mas sim inimigos nos meios, proclamou a necessidade de uma imprensa que defendesse os povos em sua luta pela democracia, contrapartida às campanhas diversionistas empenhadas em desfigurar a verdade.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Cuba: um país sem mídia privada

Crédito: Célio Martins/ Gazeta do Povo
Por Célio Martins no Gazeta do Povo

 Em Cuba não há jornais nem emissoras de tevê e rádio privados. Todos os veículos de comunicação são controlados pelo Partido Comunista (PCC) ou por entidades de classe e organizações populares. O Granma, jornal de maior tiragem do país, com mais de 700 mil exemplares diários, é publicado pelo partido. Outro diário nacional, o Juventud Rebelde, foi criado por Fidel Castro em 1965 e é controlado pela juventude comunista.

Dos jornais ligados a entidades, o destaque nacional é os Trabalhadores, publicado pela Central de Trabalhadores de Cuba e vendido nas ruas. Os impressos, todos em formato tabloide, custam 20 centavos de peso cubano, pouco mais de R$ 0,01.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Jornalista cubano sobre Yoani Sánchez: "instrumento da política dos EUA contra Cuba"


Jornalista cubano Iroel Sánchez diz que os poucos que a conhecem no país "a chamam de mercenária, argumentando que serve, em troca de dinheiro e privilégio, à agressão dos Estados Unidos contra o país onde nasceu"; relato direto de Havana do correspondente Alexandre Haubrich, especial para o 247.


Por Alexandre Haubrich, direto de Havana, especial para o 247 

Em visita ao Brasil, a blogueira cubana Yoani Sánchez tem enfrentado protestos por onde passa. Já aconteceu na Bahia, já aconteceu no Rio Grande do Norte, e em Brasília, onde desembarcou no início da tarde desta quarta-feira, houve bate-boca ao ser recebida no Congresso. Alguns parlamentares reclamavam de sua presença e da interrupção dos trabalhos na Casa. Yoani, pouco conhecida em Cuba, é a principal fonte cubana de toda a mídia internacional empenhada em desconstruir as conquistas da Revolução. Não é diferente no Brasil.

Em uma das fotos referentes aos protestos, Yoani é escoltada por Demétrio Magnoli, articulista dos Instituto Millenium, organização que tem como mantenedores figuras como Armínio Fraga, João Roberto Marinho, Jorge Gerdau, Nelson Sirotsky e Roberto Civita e, entre as instituições parceiras, o Movimento Endireita Brasil. Entre os "especialistas" vinculados ao Instituto Millenium, uma das poucas estrangeiras é justamente Yoani.

Direita se mobiliza em defesa de Yoani

domingo, 12 de junho de 2011

O jornalismo em Cuba não diz mentiras

Fonte: IELA

Durante a VI Convenção de Solidariedade a Cuba, a jornalista Elaine Tavares entrevistou a jornalista cubana Norelys Morales Aguilera, repórter de TV, blogueira e uma cidadã preocupada com a informação veraz. Segundo Norelys, o jornalismo cubano existe para a maioria da população, todos têm acesso e a sociedade pode questionar os dirigentes o tempo todo. “Em Cuba temos alguns problemas técnicos para resolver. Mas, uma coisa é certa: em Cuba não dizemos mentiras”.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Faleceu, em Cuba, um dos fundadores da Prensa Latina

Fonte: Portal IMPRENSA

Faleceu, nesta terça-feira (10), em Havana (Cuba), o jornalista argentino Jorge Timossi, um dos fundadores da agência de notícias Prensa Latina. Timossi morreu em decorrência de um enfarto.

A morte do jornalista naturalizado cubano foi lembrada pelo governo da ilha, que publicou em seu jornal oficial uma carta de pesar enaltecendo o trabalho de Timossi.

"Ao longo de uma fecunda trajetória profissional, ele deixou páginas memoráveis à imprensa do continente", escreveu o jornal depois de destacar o fato de Timossi ter "se entregado ao jornalismo sob a influencia da Revolução Cubana e desde 1961 ter exercido a função de correspondente internacional da nascente agência" Prensa Latina.