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segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Cuba registra queda na sua taxa de mortalidade infantil

Taxa de mortalidade infantil de Cuba em 2022 ficou em 7,5% | Foto: Abel Rojas Barallobre/ Juventud Rebelde

 Por Sturt Silva 

Cuba registou uma pequena queda na taxa de mortalidade infantil durante o ano passado, fechando com 7,5 por mil nascidos vivos, diante de 7,6 do ano anterior, segundo dados do Ministério da Saúde Pública do país. 

Em 2017 e 2018 as taxas ficaram próximas de 4 (4,1 em 2017 e 3,9 - a mais baixa da história - em 2018). Já em 2019 e 2020 chegaram perto de 5 (5 em 2019 e 4,9 em 2020). A situação se agravou um pouco mais com pandemia de Covid-19 que fez com que a taxa subisse para 7,6 em 2021. Agora em 2022 é registrado menos 39 falecimentos, jogando a taxa para 7,5% mortes para cada mil nascidos vivos. Ainda assim, a taxa continua similar às registradas nos anos 1990, já que a partir dos anos 2000, Cuba começou a conseguir ficar abaixo dos 5%. 

Redução da mortalidade materna 

A taxa de mortalidade materna também foi reduzida em 2022, graças a vacinação contra Covid, - principal causa no aumento das mortes em 2021. Em 2019 foram 41 falecimentos, contra 42 em 2020. Já em 2021, o número pulou para 175 (a grande maioria causada pela Covid-19) e agora caiu para 39, uma redução de 136 óbitos.

Transmissão do HIV e da sífilis de mãe para filho

Nos últimos sete anos, a taxa de transmissão materno-infantil do HIV e da sífilis foi igual ou inferior a 2%, e as condições que credenciaram Cuba como o primeiro país a eliminar a transmissão vertical do HIV/AIDS e da sífilis estão mantidas.

domingo, 17 de julho de 2022

Cuba não registra mortes por Covid-19 há 2 meses

Em 16 meses, Cuba aplicou uma quantidade de doses de vacina que numa campanha normal gastaria 15 anos anos | Foto: Ministério da Saúde de Cuba. 


Por Michele de Mello no  Brasil de Fato 

Cuba foi o primeiro e único país da América Latina a desenvolver imunizantes contra o vírus sars-cov2. Ainda em agosto de 2020 o país apresentou sua primeira fórmula: a Soberana 01. Hoje já são cinco imunizantes desenvolvidos: Soberana 01, Soberana 02, Soberana Plus, Abdala e Mambisa. Já em maio do ano passado, a nação iniciou sua campanha de vacinação com as duas fórmulas mais avançadas: a Soberana 02 e a Abdala. A Soberana 01 e a Mambisa, imunizante de aplicação nasal, estão em fase final de testes. Enquanto a Soberana Plus é usada como dose de reforço e teve alta eficácia em pacientes com reinfecção do vírus.  

Dessa forma, 9.975.833 cubanos estão vacinados, o que representa mais de 97,7% da população apta para vacinar-se já imunizada com o esquema completo e 84% com dose de reforço. As fórmulas foram desenvolvidas pelo complexo BioCubaFarma, que reúne 32 empresas e 25 mil trabalhadores, e agora aponta para aumentar a produção de medicamentos, a fim de atender o banco de vacinas da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP).

O Estado cubano também foi o primeiro no continente americano a autorizar a imunização em crianças de 2 a 17 anos, ainda em setembro do ano passado. Com isso, o país estima que conseguiu evitar cerca de 63 mil contágios, segundo estudos do Ministério de Saúde Pública, e atravessou o surgimento da variante ômicron, considerada a cepa mais contagiosa do coronavírus, sem registrar mortes infantis.

Com as vacinas, a ilha caribenha parece ter superado a situação de emergência sanitária. Há pelo menos dois meses o país não registra falecidos e nem casos graves de pacientes com covid-19. Até a última sexta-feira (15), o país possuía 225 casos ativos e um acumulado de 1,1 milhão de casos e 8,5 mil falecidos, desde 2019, de acordo com o Ministério de Saúde Pública.  

A taxa de letalidade da doença no país é de 0,77%, muito inferior à média mundial, de 1,13%, e no continente americano, 1,67%.

Diante da quarta onda de contágios no mundo, que acontece em plena alta temporada para o turismo cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu que as autoridades do Ministério de Saúde Pública aumentassem a realização de testes para "quantificar um possível risco contra a população cubana".

A campanha exitosa contra a pandemia de covid-19 contou também com solidariedade internacional. Com um bloqueio econômico imposto desde 1962 pelos Estados Unidos, a ilha socialista teve dificuldades de comprar insumos médicos básicos, como máscaras e seringas. Com isso, movimentos populares organizaram campanhas de arrecadação de fundos e doações para os cubanos.

O Brasil de Fato conversou com a presidenta da comissão de inovação científica de combate à covid-19 em Cuba, a Dra. Ileana Morales Suárez (foto abaixo), que contou detalhes sobre o enfrentamento da emergência sanitária. 

Ileana é doutora em medicina, com especialidade em anatomia humana e saúde púbica, foi vice-ministra de saúde, diretora do conselho nacional de sociedades científicas e representante de Cuba na Rede Iberoamericana de Investigação Científica.

Brasil de Fato: Cuba foi o primeiro país da região a desenvolver vacinas contra a covid-19. E não foi apenas uma, senão cinco fórmulas de imunizantes. Qual o segredo? 

Não há muito segredo, há muita história, que não é a mesma coisa. Não há nenhum país, nem Cuba, que pudesse ter feito isso sem ter um desenvolvimento anterior, porque os tempos da pandemia são tempos muito curtos, do ponto de vista histórico. 

Quando geralmente são necessários de 10 a 15 anos para desenvolver uma vacina, muitos países, assim como Cuba, tiveram que fazer em meses. 

Há muitos anos Cuba criou uma indústria biotecnológica e farmacêutica. Observe algo que é mais interessante: criamos essa indústria numa etapa muito dura, logo após o fim do campo socialista, Cuba atravessava um momento econômico complexo. Foi quando Fidel Castro teve uma visão estratégica, e no momento em que o país tinha menos recursos, decidiu dispor de verbas para desenvolver a indústria.

Nos anos 90, muitas pessoas não entendiam, mas agora entendem.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Nenhuma criança cubana morreu de Covid-19 após campanha de vacinação

Capa de jornal cubano destaca: "Nenhuma criança morreu de Covid-19 após campanha de vacinação"
Foto: Ismael Batista Ramírez/Granma

Por Sturt Silva 

Cuba não registrou nenhuma morte por Covid-19 depois de concluir sua campanha de vacinação infantil. Os dados foram divulgados através de estudo, na última terça-feira (12), por pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí

Além de medir o impacto da vacinação pediátrica no país, o estudo também analisou a eficácia da vacina cubana soberana em crianças e adolescentes.

Vacina cubana para crianças até 5 anos tem 90% de eficácia

Segundo a médica María Eugenia Toledo Romaní a eficácia da vacina cubana na prevenção da doença sintomática, levando em conta a faixa de idade entre 2 e 5 anos, utilizando 3 doses (2 de Soberana2 + 1 de Soberana Plus), durante a onda Ômicron em Cuba, foi de 90,1%.

Vacina cubana para menores de 18 anos tem eficácia de quase 96%

Enquanto isso, a eficácia da vacinação, também usando o imunizante soberana, na prevenção da Covid-19 em crianças e adolescentes de 2 a 18 anos de idade foi de 95,8%.

terça-feira, 10 de maio de 2022

Cuba faz ensaios clínicos para iniciar vacinação contra covid-19 em crianças menores de 2 anos

 A ilha socialista foi o primeiro país do mundo a vacinar crianças de 2 a 11 anos contra Covid-19 | Foto: Portal Cuba

Por Michele de Mello no Brasil de Fato 

Cuba inicia testes clínicos com crianças entre um e dois anos, nas províncias de Camaguey e Cienfuegos, com suas fórmulas Soberana 02 e Soberana Plus de imunizantes contra a covid-19. Os testes foram aprovados pelo Centro para Controle Estatal de Medicamentos Equipamentos e Dipositivos Mécicos (Cecmed) — a agência de regulação sanitária nacional. 

A ilha foi o primeiro país do mundo a vacinar crianças de 2 a 11 anos contra o vírus Sars-cov2 e o primeiro país da região a criar um imunizante próprio contra a doença.

Até o momento, 1,8 milhão de crianças entre dois e 11 anos foram vacinadas e tiveram uma boa resposta imune, "mostrando a segurança desses imunizantes", afirmou a diretora de pesquisas do Instituto Finlay de Vacinas, Dagmar García. 

Os imunizados representam 97% das crianças cubanas. Foram aplicadas 3,4 milhões de doses da Soberana 02 e 1,8 milhão de doses da Soberana Plus, segundo dados oficiais. O país não registrou nenhuma morte infantil por coronavírus após o início da vacinação pediátrica.

"A potência, a resposta imune nas células T e a imunidade de longa duração, assim como a indução de memória, é muito positiva", acrescentou García.

Os testes clínicos serão divididos em três grupos etários: bebês com zero a seis meses, de seis meses a 11 meses, e outro grupo de um até dois anos. 

Chamado "Soberana Chiquitines" (Soberana Pequeninos), o novo ensaio irá afetar 3% da população cubana. O Instituto Finlay de Vacinas estima que mais de 69 mil infecções pediátricas foram evitadas durante a última onda de contágios pela variante Ômicron por conta da campanha de vacinação iniciada em setembro do ano passado.

O índice de risco relativo entre não vacinados e pessoas imunizadas é de 3,9 segundo os estudos, portanto uma pessoa não vacinada tem quase quatro vezes mais chances de se contaminar. 

"Acumulamos informação de segurança e efeitos em mais de 218 mil crianças cubanas. Também contamos com informação de mais de 4 milhões [de doses] aplicadas na Nicarágua e na Venezuela", informou a diretora do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba (CIGB), Verena Muzio. 

As autoridades sanitárias cubanas também decidiram iniciar a vacinação de reforço em crianças de 12 a 18 anos, após identificar que há uma redução dos anticorpos nessa comunidade etária após seis meses da imunização. Segundo o Ministério de Saúde Pública, em cinco dias, 50% dos adolescentes já receberam a dose de reforço. 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Cuba vacinou 95% das crianças com mais de 2 anos contra a Covid

Nenhuma criança cubana morreu após a conclusão da campanha de vacinação contra Covid | Foto: AP


Da Agência PT 

Produtora da própria vacina, Cuba se tornou o primeiro país a completar o ciclo vacinal das crianças e adolescentes de 2 a 18 anos, informa reportagem publicada na terça-feira (1º) pelo jornal inglês The Guardian. Segundo o governo da ilha, mais de 95% dos cubanos nessa faixa etária estão completamente vacinados. 

“Embora a Covid afete as crianças de forma menos severa, elas são um importante fator de transmissão”, explicou, ao jornal, Gerardo Guillén, cientista que liderou a criação da Abdala, uma das vacinas desenvolvidas por Cuba. A ilha priorizou também  professores e demais profissionais da educação, para se preparar para a volta às aulas. 

Com essa estratégia, Cuba se torna um dos focos de atenção de cientistas no mundo todo. Segundo Guillén, a vacinação a partir dos 2 anos é, sem dúvida, um dos motivos que explicam a queda expressiva no número de infectados registrado recentemente na ilha. Além disso, o país conseguiu ficar praticamente livre das fake news, o que resultou na alta taxa de adesão da população à campanha de imunização. 

A vacina utilizada para proteger crianças e adolescentes foi a Soberana. As aplicações começaram após estudos de fase 1 e 2 com a Soberana 2 e a Soberana Plus, feitos com 350 pacientes entre 3 e 18 anos, não resultarem em nenhum efeito adverso grave. Ao Granma, jornal oficial do governo cubano, a doutora María Eugenia Toledo, responsável pelo ensaio clínico com a vacina, informou que, concluída a campanha de imunização, não houve registro de mortes pediátricas ligadas à Covid.

Agora, a comunidade científica internacional aguarda por mais dados. Os cientistas cubanos dizem que já enviaram os resultados de suas pesquisas para publicações científicas, que estando apenas pendentes de publicação. E, nas próximas semanas, todos as informações serão enviadas para a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que o governo cubano obtenha autorização para exportar suas doses.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Segundo país que mais vacinou, Cuba já tem 20% com a 4ª dose

86,5% do país já está vacinado com esquema completo | Foto: Juventud Rebelde

Por Sturt Silva 

Segundo informações do Ministério da Saúde de Cuba, até 3 de janeiro 2,1 milhões de cubanos e cubanas já recebeu a 4ª dose de reforço contra Covid-19. Isso representa 19,6% do população total de Cuba. 

Diante do perigo representando pela variante Ômicron, o presidente Díaz-Canel prometeu que até o final de janeiro toda população estará vacinada com mais essa dose de reforço.

Em Cuba são usadas 3 vacinas: Abdala, Soberana 2 + Soberana Plus. Num esquema de 3 doses a eficácia das vacinas cubanas fica acima de 90%

Segundo país no ranking dos vacinados

O país também tem 9,6 milhões de vacinados com esquema completo de vacinação, que em Cuba é com 3 doses, embora no início se usou a Soberana Plus - desenvolvida para pessoas que já tinham sido infectadas com Covid - com dose única. Os dados citados mostram que 86,5% da sua população total está imunizada. O número coloca Cuba com o segundo país do mundo que mais vacinou, perdendo apenas para os Emirados Árabes Unidos. 

No geral, o sistema de saúde de Cuba já aplicou aproximadamente cerca 30,9 milhões de doses, utilizando apenas os 3 imunizantes nacionais. A vacinação se iniciou em 29 de julho de 2020. Em resumo: 10,4 milhões têm 1 dose, 9,3 milhões têm 2 doses e 8,9 milhões têm 3 doses. Além, é claro, dos 2,1 milhões que já receberam a 4ª dose.

Um pouco mais de 58% da população mundial recebeu pelo menos 1 dose de uma das dezenas de vacinas já autorizadas para uso no mundo. 

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Cuba fecha 2021 com taxa de mortalidade infantil de 7,6

Taxa de mortalidade infantil em Cuba já chegou a ser de 3,9 | Foto: MPSC

Por Sturt Silva 

Cuba tem mantido uma taxa de mortalidade infantil abaixo de 5 para cada mil nascidos vivos nos últimos anos. Esse indicador coloca a ilha socialista no mesmo patamar de países ricos e desenvolvidos socialmente. 

Em 2017 e 2018 as taxas ficaram próximas de 4 (4,1 em 2017 e 3,9 - a mais baixa da história - em 2018). Já em 2019 e 2020 situaram perto de 5 (4,9 em 2020 e 5 em 2019). 

Com a pandemia forte em Cuba, principalmente entre o período de junho a outubro, a meta estabelecida pelo sistema de saúde - de ficar abaixo de 5 - não foi alcançada. 

Segundo o Ministério da Saúde de Cuba, a taxa daqueles que faleceram antes de completar seu primeiro ano de vida foi 7,6 para cada mil nascidos vivos. 

Outros indicadores 

Por outro lado, Cuba tem a menor taxa de mortalidade por Covid-19 da América Latina e é um dos países do mundo que mais se vacinou. O ano de 2021 foi encerrado em Cuba com 86,5 da população total com esquema completo de vacinação.

O sistema de saúde de Cuba utiliza 3 vacinas próprias contra a Covid-19: Abdala (3 doses), Soberana 2 + Soberana Plus (2 + 1 doses) e Soberana Plus (1 dose, para convalescentes). O país também tem aplicado doses de reforço para conter as novas variantes do novo Coronavírus. 

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

1º da América Latina: Cuba vacina mais 80% da sua população com 1 dose contra Covid-19

Mais de metade da população cubana está vacinada com 3 doses | Foto: Saúde Cuba

Por Michele Melo no Brasil de Fato 

Cuba anunciou que vacinou 80% da sua população com ao menos uma dose de seus três imunizantes próprios: a Soberana 02, Soberana Plus e a Abddala, tornando-se o primeiro país da América Latina a atingir a meta. Desde o início da emergência sanitária global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ao menos 70% da população de cada país deveria ser vacinada para obter a chamada "imunidade de rebanho", o que permitiria o fim da quarentena. 

O Estado cubano aplicou uma média de 200 mil vacinas por dia. O objetivo é vacinar toda a população até o final do ano, mas a reabertura das fronteiras deve começar a partir de novembro. De acordo com o Ministério de Saúde Pública, 64,3% da população recebeu a segunda dose e 51,3%, equivalente 5,1 milhões de pessoas, completaram o esquema de imunização.

Os dados podem ser conferidos no agregador de estatísticas Our World in Data, da Universidade de Oxford.

Já em outubro a ilha caribenha retomará aulas presenciais em todo o sistema público de educação. Nos últimos 20 dias, 1,6 milhão de crianças foram vacinadas, sendo que 900 mil têm idade de 2 a 11 anos.

"Nossa estratégia tem três princípios: vacinação universal, escalonada e intensiva. Pudemos implementar essa estratégia porque Cuba conta com suas fortalezas: o sistema de saúde e grande indústria farmacêutica", declarou a diretora de ciência e inovação do Ministério de Saúde Pública de Cuba, Ileana Morales. 

Todas as fórmulas cubanas passaram por testes clínicos dentro e fora do país até ter seu uso emergencial aprovado pelo Centro para Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed).

"Nós temos um compromisso com o povo cubano e o que dissemos estamos conquistando", afirmou a diretora de ciência e inovação do Ministério de Saúde Pública de Cuba, Ileana Morales. 

Desde o início da pandemia, Cuba acumula 872 mil contaminados e 7.378 falecidos pela covid-19.

Edição: Thales Schmidt.

domingo, 12 de setembro de 2021

Cuba: o primeiro país do mundo a vacinar crianças menores de 12 anos

Garota sendo vacinada em Cuba | Foto: Assembleia de Cienfuegos 

Por Michele de Mello no Brasil de Fato 

Cuba iniciou a vacinação contra covid-19 em crianças de 2 a 18 anos com as fórmulas Soberana 02, Soberana Plus e Abdala, todas as três produções cubanas. 

A campanha será realizada em etapas de acordo com o ano escolar para viabilizar a volta às aulas presencial em um mês, mas nesta primeira semana todas as crianças e adolescentes do país receberão uma dose do imunizante. 

Os primeiros serão os estudantes de 16 a 17 anos, para retomar as aulas presenciais no dia 4 de outubro. Em seguida, os alunos de 12 a 18 anos para iniciar aulas até o dia 8 de novembro. Já as crianças de educação primária também devem iniciar a vacinação neste mês para poder retornar à escola a partir de 15 de novembro.

Os ciclos de vacinação com a Abdala duram 28 dias e incluem três doses, já para quem recebe a Soberana 02 são aplicadas duas doses, com um reforço da Soberana Plus, num intervalo de 56 dias. 

Ambas fórmulas cubanas possuem mais de 91% de eficácia comprovada contra o novo coronavírus. 
 
Cuba é o único país da América Latina a desenvolver cinco vacinas próprias contra o vírus Sars-Cov2. 

Até o dia 10 de setembro haviam sido aplicadas 16,1 milhões de doses, com 4,2 milhões de cubanos com o ciclo completo de imunização.

Os testes clínicos pediátricos foram realizados durante o mês de junho com 350 voluntários entre crianças e adolescentes.

"Os resultados obtidos entre a população pediátrica foram superiores em todas as variantes imunológicas em comparação à população adulta de 19 a 80 anos", detalhou em comunicado o Centro de Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (CEDMED). 

O objetivo do governo cubano é imunizar toda a população a ilha até o final de 2021 e poder oferecer vacinas aos turistas. A partir de novembro, quando esperam ter 80% da população vacinada, a abertura de fronteiras começará de maneira gradual.

Edição: Sturt Silva. 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Covid-19: Mais de 1 milhão de cubanos já foram vacinados com uma dose

Soberana 2 e Abdala são as duas vacinas cubanas | Arte: Partido dos Trabalhadores
Por Sturt Silva 

Segundo o site Cuba Debate, 1.070.165 pessoas em Cuba receberam pelo menos uma dose de uma das duas vacinas em teste na ilha: Soberana 02 ou Abdala. O número inclui aqueles que foram vacinados como parte dos ensaios clínicos, estudos de intervenção em grupos de risco e a intervenção sanitária em grupos e territórios de risco, que está sendo realizada no momento. Desse total, 615.016 já receberam a segunda dose e 142.390 já completaram o esquema de vacinação com as três doses. 

As informações são de José Angel Portal, Ministro da Saúde de Cuba, e foram apresentadas ontem (31/05) em reunião do grupo de trabalho para a prevenção e controle do novo coronavírus, com a presença do Primeiro-Ministro cubano, Manuel Marrero e do presidente do país, Miguel Díaz-Canel.

Cuba tem cerca de 143 mil casos confirmados de Covid-19 e 967 mortes, sendo que 136 mil (95%) dos infectados foram curados. 

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Combate da Covid-19: Cuba mais eficiente que países ricos

Jovens cubanos de máscara em frente um mural comunista | Foto: BioCubaFarma

Por Conrado Chagas no Brasil de Fato 

Cuba, Bélgica e Suécia têm contingente populacional muito próximo: são 11,3 milhões de habitantes em Cuba, 11,6 milhões na Bélgica e 10,1 na Suécia. Diferem, porém, esses países quanto ao Produto Interno Bruto (PIB): enquanto o PIB do país caribenho não ultrapassa 100 bilhões de dólares, as duas nações europeias alcançam cada uma 530 bilhões de verdinhas.

Contraditoriamente, o enfrentamento à Covid em Cuba tem se mostrado de longe muito mais eficiente. Em Cuba até o momento foram 732 mortes [1] por Covid, enquanto na Suécia esse número está em 14.173 e na Bélgica já em 24.511 [2]. Qual é a mágica cubana? Não há mágica. Em Cuba, saúde é prioridade.

Os habitantes da Ilha dispõem de um sistema de saúde pública muito bem estruturado, que vem atuando por zonas de contenção, valendo-se de testagens e isolamento. Identificada uma zona crítica, por exemplo, caminhões com alimentos e outros produtos primários vão até lá, evitando assim a locomoção de prováveis pessoas contaminadas para as demais zonas.

O período mais crítico da pandemia da Covid na Ilha foi quando morreram cerca de 13 a 14 pessoas por dia. Em Cuba, o governo de fato priorizou o combate à pandemia, numa união já histórica entre política humanitária e ciência, isto é, tomando as medidas necessárias que a ciência já demonstrou que devam ser tomadas para a preservação de vidas humanas. E isso num país que, por mais de 60 anos, sofre o embargo dos EUA, o que tem dificultado a importação de uma série de insumos e equipamentos, e que, desde os anos 90, com a queda da URSS, perdeu seu parceiro mais importante.

Mas os cubanos não se entregam e, ao menos por agora, num momento em que o mundo se ressente dos efeitos de uma pandemia avassaladora, seguem quase incólumes. Já têm hoje, inclusive, uma vacina [3], a Soberana, com a qual, além de imunizar sua própria população, querem também levar o fim desse pesadelo a outras nações, a começar pelo pobre Haiti, que até o momento nem sequer começou a vacinar.

terça-feira, 6 de abril de 2021

Cuba consegue reduzir taxa de mortalidade infantil em plena pandemia

Taxa de mortalidade infantil cubana entre as mais baixas do mundo| Foto: Minsap
Por Sturt Silva 

Apesar da crise sanitária relacionada com a pandemia da Covid-19, Cuba registou em 2020 uma taxa de mortalidade infantil de 4,9 mortes para cada mil nascidos vivos. Em 2019, o indicador ficou em 5. Segundo dados divulgados pela Direção de Registos Médicos e Estatísticas da Saúde de Cuba, a taxa equivale a menos 36 bebês falecidos em relação ao ano anterior. As autoridades cubanas também informaram que 32 munícipios do país não registraram nenhuma morte.

Queda também em outros indicadores de mortalidade

Outro elemento de destaque é que Cuba, depois de três anos consecutivos apresentando uma taxa de mortalidade por malformações congênitas de 0,8 óbitos para cada mil nascidos vivos, agora consegue reduzir, em 2020, para 0,7 – a mais baixa da sua história. 

Também muito positivo é o fato de ter diminuído de 6,6 para 6,2 - para cada mil nascidos-vivos - a taxa de mortalidade em menores de 5 anos, em comparação com 2019.

Seguindo os bons resultados dos indicadores anteriores, a taxa de mortalidade em idade pré-escolar (1-4 anos) passou de 3,5 para 2,8 para cada 10 mil habitantes, tendo-se registado, em 2020, menos 37 mortes em relação a 2019. 

Já a mortalidade escolar (5-14 anos) diminuiu de 2 para 1,6 - para cada dez mil habitantes-, tendo-se registado menos 50 mortes em relação a 2019. 

Única taxa que subiu foi a de mortalidade materna. Em 2020 foi de 40 para cada 100 mil nascidos vivos, o que representa uma morte a mais em relação ao ano anterior, cuja taxa foi de 37,4.

Estado cubano

Graças aos protocolos sanitários criados no país socialista, que visaram as gestantes, as puérperas e os doentes pediátricos de forma diferenciada, não se registaram casos de mortes maternas ou infantis por Covid-19. 

Segundo o jornal cubano Granma, as taxas cubanas estão entre as mais baixas do continente americano e só são comparáveis com os países ricos. O jornal também afirmou que os bons indicadores são reflexos da vontade política do estado cubano e do seu sistema de saúde público em preservar a vida. 

Com informações do site Abril.

domingo, 28 de março de 2021

Cuba contra Covid-19: 5 vacinas e taxa de letalidade de apenas 0,59%


Do site do PT 

“Muitos e diversos têm sido os desafios e lições aprendidas no enfrentamento à Covid-19, que em 2020, rompeu o mundo.” As palavras do ministro da Saúde Pública de Cuba, Dr. Jose Angel Portal Miranda, abriu a conferência virtual Cuba pela Vida, realizada pelo Foro de São Paulo (FSP) na quinta-feira (25).

A campanha defende a paz, a cooperação e a solidariedade como eixos para superar os efeitos trazidos pela  pandemia e para o  desenvolvimento dos nossos países, além de expor o excelente desempenho que tem tido Cuba no  combate à pandemia.

Durante o evento, Miranda compartilhou as estratégias de combate ao coronavírus, as experiências, a prevenção e a antecipação de riscos colocadas em prática na maior ilha caribenha, que possui um sistema de gestão baseado na ciência e na inovação aliadas ao fortalecimento do sistema de saúde. “Salvar vidas é a essência que, há mais de 60 anos, define nossa Revolução”, enfatizou o ministro.

Atualmente, Cuba conta com 11.127 consultórios comunitários, 449 policlínicas, 150 hospitais, 479.623 trabalhadores na saúde e, por cada mil habitantes, há nove médicos disponíveis.

Apesar de a América Latina ser a região mais afetada pela pandemia da Covid-19, com um total de 23.605.223 de casos, Cuba, com população de 11,3 milhões de habitantes, tem 35 mortes por cada milhão de habitantes e taxa de apenas 0,59% de letalidade.

No Brasil — hoje o país mais afetado pela pandemia, com cerca de 12,3 milhões de casos confirmados e mais de 300 mil mortos —, a taxa de letalidade está em 2,5% e foram registradas 1.444 mortes por cada milhão de habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde.

Prêmio Nobel

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Assista: Como avançam as vacinas cubanas contra a Covid-19?


São 4 vacinas em testes (Soberana 01, Soberana 02, Mambisa e Abdala). As mais avançadas Soberana 02 e Abdala, irão para fase III, em março. Cuba pretende produzir 100 milhões de doses em 2021 e vacinar toda sua população de mais de 11 milhões de pessoas. Também pretende exportar o produto para países interessados e vacinar turistas que visitarem à ilha socialista. 

Assista no vídeo de Marcia Choueri do canal "Direto de Cuba":

domingo, 20 de setembro de 2020

Biotecnologia, prevenção e vacina: as armas de Cuba para enfrentar a covid-19, sob bloqueio dos EUA

Produção de medicamentos contra Covid-19 | Foto: Ricardo López Hevia/Granma

 Por Marco Weissheimer no Sul 21

A chegada da pandemia do novo coronavírus a Cuba coincidiu com a decisão do governo Donald Trump de recrudescer as medidas de bloqueio que os Estados Unidos impõem há quase 60 anos contra o país. Entre outras medidas, os EUA proibiram pelo menos 20 voos que levavam suprimentos e equipamentos para Cuba, incluindo aí máscaras de proteção, kit para testes de covid-19, respiradores e insumos químicos necessários para a produção de equipamentos. Agora, no início de setembro, Trump anunciou a prorrogação das medidas de bloqueio por mais um ano. Para enfrentar situações de crise como essa, em meio à escassez provocada pelo cerco que os EUA mantém desde a Revolução Cubana, o governo cubano adotou uma série de medidas que incluem a adoção de políticas de medicina preventiva, de distanciamento social e de desenvolvimento de medicamentos e de uma vacina própria por meio de seus centros de pesquisa e de produção na área da saúde e da biotecnologia.

Produtos biofármacos como Heberon, Heberferon, Jusvinza e Itolizumab, entre outros, vem contribuindo para a diminuição de pacientes graves e críticos e para a redução da taxa mortalidade (para 0,8/100.000), uma taxa aproximadamente dez vezes menor do que a média mundial. A Biocubafarma garante hoje a produção de 22 medicamentos para o tratamento do Covid-19.  Um deles é o Interferon Alfa humano recombinante 2B que, junto com um grupo de medicamentos, faz parte do protocolo de enfrentamento da covid-19 e de complicações inflamatórias decorrentes da doença

No dia 11 de setembro*, Cuba registrava 4.593 diagnosticados com a covid-19, dos quais 3.844 já recuperados, 641 em tratamento e 106 óbitos, um dos mais baixos índices de mortalidade do mundo (oito mortes para cada milhão de habitantes). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o início de setembro, o maior índice de mortalidade era o do Peru, com 871 mortes por milhão de habitantes.

Segundo Luís Herrera Martinez, assessor científico da presidência da BioCubaFarma, as políticas adotadas pelo governo cubano para enfrentar o novo coronavírus basearam-se, entre outras coisas, na avaliação de que não estamos lidando com um fato exclusivamente sanitário e sem conseqüências futuras para o mundo inteiro, em diferentes dimensões. Para resumir a natureza dessas medidas, ele cita um artigo publicado na Revista Anais, Academia de Ciências de Cuba, onde presidente Miguel Diaz-Canel Bermúdez e o professor Jorge Nuñez Jover, presidente da Cátedra Ciência, Tecnologia e Sociedade, na Universidade de Havana, que contextualiza as escolhas feitas pelo governo cubano no cenário de uma economia mundial ainda dominada por políticas neoliberais. No artigo intitulado “Gestión gubernamental y ciencia cubana en el enfrentamiento a la COVID-19”, eles sustentam que o novo coronavírus mostrou que esse modelo neoliberal é totalmente incapaz de dar conta dos múltiplos desafios colocados por uma pandemia como essa que o mundo enfrenta agora.

Com 35 anos de vida, a indústria biofarmacêutica cubana foi criada por Fidel
que sempre viu o setor como estratégico para o país

terça-feira, 7 de abril de 2020

Cuba: 28 mil estudantes de Medicina vão de casa em casa em busca de suspeitos da Covid-19

                            Cuba tem 82 médicos para cada 10 mil habitantes | Foto: FEU
Da AFP 

"Quantas pessoas moram aqui? Você teve contato com estrangeiros? Conhece as regras de higiene a seguir?" 

De casa em casa, 28 mil estudantes cubanos de Medicina repetem essas perguntas, incansavelmente, em busca de possíveis casos de coronavírus. 

No bairro do Vedado, em Havana, a doutora Liz Caballero González, de 46 anos, acompanha dois estudantes, responsáveis por percorrerem o mesmo quarteirão todos os dias, visitando um total de 300 famílias. 

Suas camisas brancas os distinguem do restante da população — não suas máscaras que, como eles, também são usadas por pedestres nas ruas da ilha. A maioria dos estabelecimentos comerciais pede aos clientes que as coloquem antes de entrar. 

Cuba, que tentou preservar até o fim o fluxo turístico que impulsiona sua economia, foi um dos últimos países da América Latina a fechar suas fronteiras para não residentes, em 24 de março. 

Até o momento, contabiliza 396 casos da Covid-19, incluindo onze mortes e vinte e sete altas médicas. Como precaução, 1.752 pessoas estão hospitalizadas e mais de 15 mil estão sob vigilância em suas residências. 
Estudantes de medicina em Cuba | Fotos: FEU
Agora, deposita suas esperanças em sua rede médica, que está acima da média mundial, para impedir a propagação da doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a ilha tem 82 médicos para cada 10 mil habitantes, em comparação com 32 na França e 26 nos Estados Unidos. 

Doutores "muito queridos" 

domingo, 22 de setembro de 2019

"Nunca houve escravidão no Mais Médicos"

Embaixador de Cuba no Brasil em coletiva em Brasília | Foto: Embassy 
Por Ivanir José Bortot no site Os Divergentes 

Rolando Antonio Gómez González teve apenas duas semanas, após as eleições de 15 de outubro de 2018, para concretizar uma operação logística de retirada do Brasil de 7,5 mil compatriotas espalhados em todos os cantos do País. O Brasil havia recém-eleito um novo presidente (Jair Bolsonaro) quando foi alertado por políticos brasileiros aliados que os médicos cubanos seriam considerados “personae non gratae” pelo futuro mandatário.

Operação de mobilização de pessoas só comparável a que realizou em 2005, quando um terremoto matou cerca de 100 mil pessoas no Paquistão. Na época, Rolando González conseguiu transportar 2.554 médicos e instalar 36 hospitais cirúrgicos na região da Caxemira, na fronteira com a Índia, para atender as vítimas em uma operação de ajuda humanitária de Cuba ao Paquistão.

Medicina de exportação

González hoje faz às vezes de embaixador cubano no Brasil. Formalmente, porém, é o encarregado de negócios de Cuba no País que se tornou hostil à ilha caribenha.

Ele está à frente da Embaixada de Brasília desde que Dilma Rousseff foi deposta pelo Congresso Nacional. Em protesto, a então embaixadora Mariaelena Capote voltou à Havana – para quem o impeachment foi um golpe.

Experiente diplomata – já serviu em quatro continentes – e dono de uma vigorosa retórica nacionalista, mas sem levantar a voz acima do necessário, González refuta as acusações do presidente Jair Bolsonaro. “Nunca houve escravidão no Mais Médicos”, repetiu mais de uma vez durante uma conversa com a equipe de Os Divergentes na noite da última quarta, 11.

Reconhecida como uma das melhores do mundo, a medicina cubana não surgiu de repetente. O País dos revolucionários Fidel Castro e Ernesto Che Guevara desenvolveu políticas públicas para garantir à sua população atendimento médico gratuito de saúde à toda a população. Hoje, todos os cubanos têm acesso à saúde pública.

O sucesso na aplicação da política foi tão intenso ao ponto de ocorrer a formação de excedentes de médicos que passaram a atender outras populações do mundo em ajuda humanitária – ou com a prestação de serviços remunerados, como foi o caso do Brasil governado pelo PT.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Colaboração médica cubana, uma fonte de vida

Atualmente Cuba colabora com 29 mil profissionais de Saúde em 66 países | Foto: José Angel
Por Lisandra Fariñas Acosta no Granma

Cuba pode não só se orgulhar de ter um indicador de 8,5 médicos por mil habitantes, um dos melhores do mundo, mas que "pelos valores da solidariedade e do humanismo que nos caracterizam, de 1963 até o presente, 407 mil profissionais de saúde estão presentes em 164 países em todos os continentes. 

"Atualmente, são mais de 29 mil em 66 países", afirmou recentemente o ministro da Saúde Pública, Dr. José Ángel Portal Miranda, na 72ª Assembleia Mundial da Saúde, que acontece em Genebra, na Suíça, até o próximo dia 28. 

"Mais de 35.000 profissionais de 136 países foram treinados em nossas universidades e estão atualmente estudando 8.478 de 121 países. O saldo positivo para a vida de milhões de pessoas em dezenas de milhares de comunidades na África, Ásia, América Latina e Caribe é inquestionável", sublinhou Portal Miranda. 

O ministro da Saúde cubano enfatizou que essas conquistas foram possíveis apesar do bloqueio econômico, comercial e financeiro injusto e cruel imposto pelo governo dos EUA há quase 60 anos, agora intensificado e que é o principal obstáculo para o desenvolvimento do país. 

"Apesar disso", disse, "Cuba reafirma seu compromisso de compartilhar suas experiências no desenvolvimento do atendimento primário à saúde, disponibilizando à Organização Mundial de Saúde e seus estados membros, programas de cooperação, universidades médicas para a formação de profissionais e técnicos, os produtos da indústria médico-farmacêutica e biotecnológica, como forma de contribuição para o alcance da cobertura universal de saúde para todos".

sábado, 12 de janeiro de 2019

Cuba termina 2018 com a menor taxa de mortalidade infantil de sua história

Cuba consegue manter taxa de mortalidade infantil abaixo de 4 | Foto: Ladyrene Pérez/ Cubadebate
Por Sturt Silva

Cuba atingiu em 2018, pelo 2º ano consecutivo, e com 4 mortes a menos que em 2017, a menor taxa de mortalidade infantil de sua história, com 3,9 mortes para mil nascidos vivos. Em 1970 a  taxa era de 38,7.

Em números exatos: em 2007 a taxa era 4,044 óbitos por mil nascidos vivos, agora, em 2018, foi reduzida em 0,081 e caiu para 3,963 mortes.

Segundo dados da Direção de Registros Médicos e Estatísticas de Saúde de Cuba, em 2018 houve 116.320 nascimentos na ilha (1.349 a mais do que em 2017) e 461 mortes de crianças menores de um ano (4 a menos que em 2017). Em 1970 mais de 9 mil crianças morriam antes de completar esta idade.
Taxa de mortalidade infantil em Cuba: arredondado para 4 em 2018 | Infográfico: Granma
Em declarações para o jornal Granma, o Doutor Roberto Álvarez Fumero, chefe do Departamento Materno Infantil do Ministério da Saúde de Cuba, disse que os verdadeiros protagonistas de tal sucesso são os trabalhadores do sistema público de saúde do país.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Assista: Por que a medicina cubana tem impacto no mundo?

Em 2018 Cuba tinha cerca de 50 mil médicos em 67 países | Foto: Sandman998
No vídeo abaixo, o jornalista Breno Altman aborda a política sanitária no processo revolucionário cubano; o desenvolvimento da medicina preventiva e a formação dos médicos; a exportação de serviços de saúde da revolução e o "Mais Médicos"; a indústria e o turismo da saúde; o papel ideológico da medicina cubana e sua internacionalização.

Assista: