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| Taxa de mortalidade infantil de Cuba em 2022 ficou em 7,5% | Foto: Abel Rojas Barallobre/ Juventud Rebelde |
Por Sturt Silva
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| Taxa de mortalidade infantil de Cuba em 2022 ficou em 7,5% | Foto: Abel Rojas Barallobre/ Juventud Rebelde |
Por Sturt Silva
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| Em 16 meses, Cuba aplicou uma quantidade de doses de vacina que numa campanha normal gastaria 15 anos anos | Foto: Ministério da Saúde de Cuba. |
Cuba foi o primeiro e único país da América Latina a desenvolver imunizantes contra o vírus sars-cov2. Ainda em agosto de 2020 o país apresentou sua primeira fórmula: a Soberana 01. Hoje já são cinco imunizantes desenvolvidos: Soberana 01, Soberana 02, Soberana Plus, Abdala e Mambisa. Já em maio do ano passado, a nação iniciou sua campanha de vacinação com as duas fórmulas mais avançadas: a Soberana 02 e a Abdala. A Soberana 01 e a Mambisa, imunizante de aplicação nasal, estão em fase final de testes. Enquanto a Soberana Plus é usada como dose de reforço e teve alta eficácia em pacientes com reinfecção do vírus.
Dessa forma, 9.975.833 cubanos estão vacinados, o que representa mais de 97,7% da população apta para vacinar-se já imunizada com o esquema completo e 84% com dose de reforço. As fórmulas foram desenvolvidas pelo complexo BioCubaFarma, que reúne 32 empresas e 25 mil trabalhadores, e agora aponta para aumentar a produção de medicamentos, a fim de atender o banco de vacinas da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP).
O Estado cubano também foi o primeiro no continente americano a autorizar a imunização em crianças de 2 a 17 anos, ainda em setembro do ano passado. Com isso, o país estima que conseguiu evitar cerca de 63 mil contágios, segundo estudos do Ministério de Saúde Pública, e atravessou o surgimento da variante ômicron, considerada a cepa mais contagiosa do coronavírus, sem registrar mortes infantis.
Com as vacinas, a ilha caribenha parece ter superado a situação de emergência sanitária. Há pelo menos dois meses o país não registra falecidos e nem casos graves de pacientes com covid-19. Até a última sexta-feira (15), o país possuía 225 casos ativos e um acumulado de 1,1 milhão de casos e 8,5 mil falecidos, desde 2019, de acordo com o Ministério de Saúde Pública.
A taxa de letalidade da doença no país é de 0,77%, muito inferior à média mundial, de 1,13%, e no continente americano, 1,67%.
Diante da quarta onda de contágios no mundo, que acontece em plena alta temporada para o turismo cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu que as autoridades do Ministério de Saúde Pública aumentassem a realização de testes para "quantificar um possível risco contra a população cubana".
A campanha exitosa contra a pandemia de covid-19 contou também com solidariedade internacional. Com um bloqueio econômico imposto desde 1962 pelos Estados Unidos, a ilha socialista teve dificuldades de comprar insumos médicos básicos, como máscaras e seringas. Com isso, movimentos populares organizaram campanhas de arrecadação de fundos e doações para os cubanos.
O Brasil de Fato conversou com a presidenta da comissão de inovação científica de combate à covid-19 em Cuba, a Dra. Ileana Morales Suárez (foto abaixo), que contou detalhes sobre o enfrentamento da emergência sanitária.
Ileana é doutora em medicina, com especialidade em anatomia humana e saúde púbica, foi vice-ministra de saúde, diretora do conselho nacional de sociedades científicas e representante de Cuba na Rede Iberoamericana de Investigação Científica.
Brasil de Fato: Cuba foi o primeiro país da região a desenvolver vacinas contra a covid-19. E não foi apenas uma, senão cinco fórmulas de imunizantes. Qual o segredo?
Não há muito segredo, há muita história, que não é a mesma coisa. Não há nenhum país, nem Cuba, que pudesse ter feito isso sem ter um desenvolvimento anterior, porque os tempos da pandemia são tempos muito curtos, do ponto de vista histórico.
Quando geralmente são necessários de 10 a 15 anos para desenvolver uma vacina, muitos países, assim como Cuba, tiveram que fazer em meses.
Há muitos anos Cuba criou uma indústria biotecnológica e farmacêutica. Observe algo que é mais interessante: criamos essa indústria numa etapa muito dura, logo após o fim do campo socialista, Cuba atravessava um momento econômico complexo. Foi quando Fidel Castro teve uma visão estratégica, e no momento em que o país tinha menos recursos, decidiu dispor de verbas para desenvolver a indústria.
Nos anos 90, muitas pessoas não entendiam, mas agora entendem.
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| Capa de jornal cubano destaca: "Nenhuma criança morreu de Covid-19 após campanha de vacinação" Foto: Ismael Batista Ramírez/Granma |
Além de medir o impacto da vacinação pediátrica no país, o estudo também analisou a eficácia da vacina cubana soberana em crianças e adolescentes.
Vacina cubana para crianças até 5 anos tem 90% de eficácia
Segundo a médica María Eugenia Toledo Romaní a eficácia da vacina cubana na prevenção da doença sintomática, levando em conta a faixa de idade entre 2 e 5 anos, utilizando 3 doses (2 de Soberana2 + 1 de Soberana Plus), durante a onda Ômicron em Cuba, foi de 90,1%.
Después del riguroso estudio post-vacunación con el esquema heterólogo de 2 dosis de #Soberana02 + 1 de #SoberanaPlus, se pudo determinar que la efectividad en la prevención de la enfermedad sintomática #COVID19 en niños de 2 a 5 años, durante la ola Ómicron, fue de un 90,1 %. pic.twitter.com/IfrBjRbLQX
— Instituto Finlay de Vacunas (@FinlayInstituto) July 13, 2022
Vacina cubana para menores de 18 anos tem eficácia de quase 96%
Enquanto isso, a eficácia da vacinação, também usando o imunizante soberana, na prevenção da Covid-19 em crianças e adolescentes de 2 a 18 anos de idade foi de 95,8%.
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A ilha socialista foi o primeiro país do mundo a vacinar crianças de 2 a 11 anos contra Covid-19 | Foto: Portal Cuba |
Por Michele de Mello no Brasil de Fato
Cuba inicia testes clínicos com crianças entre um e dois anos, nas províncias de Camaguey e Cienfuegos, com suas fórmulas Soberana 02 e Soberana Plus de imunizantes contra a covid-19. Os testes foram aprovados pelo Centro para Controle Estatal de Medicamentos Equipamentos e Dipositivos Mécicos (Cecmed) — a agência de regulação sanitária nacional.
A ilha foi o primeiro país do mundo a vacinar crianças de 2 a 11 anos contra o vírus Sars-cov2 e o primeiro país da região a criar um imunizante próprio contra a doença.
Até o momento, 1,8 milhão de crianças entre dois e 11 anos foram vacinadas e tiveram uma boa resposta imune, "mostrando a segurança desses imunizantes", afirmou a diretora de pesquisas do Instituto Finlay de Vacinas, Dagmar García.
Os imunizados representam 97% das crianças cubanas. Foram aplicadas 3,4 milhões de doses da Soberana 02 e 1,8 milhão de doses da Soberana Plus, segundo dados oficiais. O país não registrou nenhuma morte infantil por coronavírus após o início da vacinação pediátrica.
"A potência, a resposta imune nas células T e a imunidade de longa duração, assim como a indução de memória, é muito positiva", acrescentou García.
Os testes clínicos serão divididos em três grupos etários: bebês com zero a seis meses, de seis meses a 11 meses, e outro grupo de um até dois anos.
Chamado "Soberana Chiquitines" (Soberana Pequeninos), o novo ensaio irá afetar 3% da população cubana. O Instituto Finlay de Vacinas estima que mais de 69 mil infecções pediátricas foram evitadas durante a última onda de contágios pela variante Ômicron por conta da campanha de vacinação iniciada em setembro do ano passado.
O índice de risco relativo entre não vacinados e pessoas imunizadas é de 3,9 segundo os estudos, portanto uma pessoa não vacinada tem quase quatro vezes mais chances de se contaminar.
"Acumulamos informação de segurança e efeitos em mais de 218 mil crianças cubanas. Também contamos com informação de mais de 4 milhões [de doses] aplicadas na Nicarágua e na Venezuela", informou a diretora do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Cuba (CIGB), Verena Muzio.
As autoridades sanitárias cubanas também decidiram iniciar a vacinação de reforço em crianças de 12 a 18 anos, após identificar que há uma redução dos anticorpos nessa comunidade etária após seis meses da imunização. Segundo o Ministério de Saúde Pública, em cinco dias, 50% dos adolescentes já receberam a dose de reforço.
#SoberanaPlus 🇨🇺💉Iniciada em Cuba aplicação de dose de reforço de vacina contra COVID-19 em adolescentes entre 12 e 18 anos. 👇 https://t.co/4DQnxWBzph
— Notícias de Cuba 🇨 (@NoticiasdCuba) May 10, 2022
| Nenhuma criança cubana morreu após a conclusão da campanha de vacinação contra Covid | Foto: AP |
Da Agência PT
Produtora da própria vacina, Cuba se tornou o primeiro país a completar o ciclo vacinal das crianças e adolescentes de 2 a 18 anos, informa reportagem publicada na terça-feira (1º) pelo jornal inglês The Guardian. Segundo o governo da ilha, mais de 95% dos cubanos nessa faixa etária estão completamente vacinados.
“Embora a Covid afete as crianças de forma menos severa, elas são um importante fator de transmissão”, explicou, ao jornal, Gerardo Guillén, cientista que liderou a criação da Abdala, uma das vacinas desenvolvidas por Cuba. A ilha priorizou também professores e demais profissionais da educação, para se preparar para a volta às aulas.
Com essa estratégia, Cuba se torna um dos focos de atenção de cientistas no mundo todo. Segundo Guillén, a vacinação a partir dos 2 anos é, sem dúvida, um dos motivos que explicam a queda expressiva no número de infectados registrado recentemente na ilha. Além disso, o país conseguiu ficar praticamente livre das fake news, o que resultou na alta taxa de adesão da população à campanha de imunização.
A vacina utilizada para proteger crianças e adolescentes foi a Soberana. As aplicações começaram após estudos de fase 1 e 2 com a Soberana 2 e a Soberana Plus, feitos com 350 pacientes entre 3 e 18 anos, não resultarem em nenhum efeito adverso grave. Ao Granma, jornal oficial do governo cubano, a doutora María Eugenia Toledo, responsável pelo ensaio clínico com a vacina, informou que, concluída a campanha de imunização, não houve registro de mortes pediátricas ligadas à Covid.
Agora, a comunidade científica internacional aguarda por mais dados. Os cientistas cubanos dizem que já enviaram os resultados de suas pesquisas para publicações científicas, que estando apenas pendentes de publicação. E, nas próximas semanas, todos as informações serão enviadas para a Organização Mundial da Saúde (OMS), para que o governo cubano obtenha autorização para exportar suas doses.
| 86,5% do país já está vacinado com esquema completo | Foto: Juventud Rebelde |
Segundo informações do Ministério da Saúde de Cuba, até 3 de janeiro 2,1 milhões de cubanos e cubanas já recebeu a 4ª dose de reforço contra Covid-19. Isso representa 19,6% do população total de Cuba.
Diante do perigo representando pela variante Ômicron, o presidente Díaz-Canel prometeu que até o final de janeiro toda população estará vacinada com mais essa dose de reforço.
Poco más de dos millones de cubanos ya tienen su dosis de refuerzo contra la #COVID19. La producción y el traslado de vacunas a las provincias se agilizan ante el peligro de Ómicron. @MINSAPCuba asegura que para finales de enero toda nuestra población debe tener su nueva dosis.
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) January 5, 2022
Em Cuba são usadas 3 vacinas: Abdala, Soberana 2 + Soberana Plus. Num esquema de 3 doses a eficácia das vacinas cubanas fica acima de 90%.
Segundo país no ranking dos vacinados
O país também tem 9,6 milhões de vacinados com esquema completo de vacinação, que em Cuba é com 3 doses, embora no início se usou a Soberana Plus - desenvolvida para pessoas que já tinham sido infectadas com Covid - com dose única. Os dados citados mostram que 86,5% da sua população total está imunizada. O número coloca Cuba com o segundo país do mundo que mais vacinou, perdendo apenas para os Emirados Árabes Unidos.
No geral, o sistema de saúde de Cuba já aplicou aproximadamente cerca 30,9 milhões de doses, utilizando apenas os 3 imunizantes nacionais. A vacinação se iniciou em 29 de julho de 2020. Em resumo: 10,4 milhões têm 1 dose, 9,3 milhões têm 2 doses e 8,9 milhões têm 3 doses. Além, é claro, dos 2,1 milhões que já receberam a 4ª dose.
Um pouco mais de 58% da população mundial recebeu pelo menos 1 dose de uma das dezenas de vacinas já autorizadas para uso no mundo.
| Taxa de mortalidade infantil em Cuba já chegou a ser de 3,9 | Foto: MPSC |
Cuba tem mantido uma taxa de mortalidade infantil abaixo de 5 para cada mil nascidos vivos nos últimos anos. Esse indicador coloca a ilha socialista no mesmo patamar de países ricos e desenvolvidos socialmente.
Em 2017 e 2018 as taxas ficaram próximas de 4 (4,1 em 2017 e 3,9 - a mais baixa da história - em 2018). Já em 2019 e 2020 situaram perto de 5 (4,9 em 2020 e 5 em 2019).
Com a pandemia forte em Cuba, principalmente entre o período de junho a outubro, a meta estabelecida pelo sistema de saúde - de ficar abaixo de 5 - não foi alcançada.
Segundo o Ministério da Saúde de Cuba, a taxa daqueles que faleceram antes de completar seu primeiro ano de vida foi 7,6 para cada mil nascidos vivos.
🇨🇺 🧑⚕️Pandemia forte em Cuba: Taxa de mortalidade infantil em 2021 ficou em 7,6 para cada mil nascidos vivos.
— Sturt Silva ☭ 🇧🇷🚩🇨🇺 (@SturtSilva) January 3, 2022
Em 2017 foi 4,1, em 2018 a mais baixa da história: 3,9. Em 2020 ainda se conseguiu manter abaixo dos 5 (4,9). Em 2019 foi registrado 5 👇 https://t.co/0qZKz9fdXI
Por outro lado, Cuba tem a menor taxa de mortalidade por Covid-19 da América Latina e é um dos países do mundo que mais se vacinou. O ano de 2021 foi encerrado em Cuba com 86,5 da população total com esquema completo de vacinação.
O sistema de saúde de Cuba utiliza 3 vacinas próprias contra a Covid-19: Abdala (3 doses), Soberana 2 + Soberana Plus (2 + 1 doses) e Soberana Plus (1 dose, para convalescentes). O país também tem aplicado doses de reforço para conter as novas variantes do novo Coronavírus.
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| Mais de metade da população cubana está vacinada com 3 doses | Foto: Saúde Cuba |
Cuba anunciou que vacinou 80% da sua população com ao menos uma dose de seus três imunizantes próprios: a Soberana 02, Soberana Plus e a Abddala, tornando-se o primeiro país da América Latina a atingir a meta. Desde o início da emergência sanitária global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que ao menos 70% da população de cada país deveria ser vacinada para obter a chamada "imunidade de rebanho", o que permitiria o fim da quarentena.
O Estado cubano aplicou uma média de 200 mil vacinas por dia. O objetivo é vacinar toda a população até o final do ano, mas a reabertura das fronteiras deve começar a partir de novembro. De acordo com o Ministério de Saúde Pública, 64,3% da população recebeu a segunda dose e 51,3%, equivalente 5,1 milhões de pessoas, completaram o esquema de imunização.
Os dados podem ser conferidos no agregador de estatísticas Our World in Data, da Universidade de Oxford.
Já em outubro a ilha caribenha retomará aulas presenciais em todo o sistema público de educação. Nos últimos 20 dias, 1,6 milhão de crianças foram vacinadas, sendo que 900 mil têm idade de 2 a 11 anos.
"Nossa estratégia tem três princípios: vacinação universal, escalonada e intensiva. Pudemos implementar essa estratégia porque Cuba conta com suas fortalezas: o sistema de saúde e grande indústria farmacêutica", declarou a diretora de ciência e inovação do Ministério de Saúde Pública de Cuba, Ileana Morales.
Todas as fórmulas cubanas passaram por testes clínicos dentro e fora do país até ter seu uso emergencial aprovado pelo Centro para Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos (Cecmed).
"Nós temos um compromisso com o povo cubano e o que dissemos estamos conquistando", afirmou a diretora de ciência e inovação do Ministério de Saúde Pública de Cuba, Ileana Morales.
Desde o início da pandemia, Cuba acumula 872 mil contaminados e 7.378 falecidos pela covid-19.
Edição: Thales Schmidt.
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| Garota sendo vacinada em Cuba | Foto: Assembleia de Cienfuegos |
Cuba iniciou a vacinação contra covid-19 em crianças de 2 a 18 anos com as fórmulas Soberana 02, Soberana Plus e Abdala, todas as três produções cubanas.
A campanha será realizada em etapas de acordo com o ano escolar para viabilizar a volta às aulas presencial em um mês, mas nesta primeira semana todas as crianças e adolescentes do país receberão uma dose do imunizante.
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| Soberana 2 e Abdala são as duas vacinas cubanas | Arte: Partido dos Trabalhadores |
Segundo o site Cuba Debate, 1.070.165 pessoas em Cuba receberam pelo menos uma dose de uma das duas vacinas em teste na ilha: Soberana 02 ou Abdala. O número inclui aqueles que foram vacinados como parte dos ensaios clínicos, estudos de intervenção em grupos de risco e a intervenção sanitária em grupos e territórios de risco, que está sendo realizada no momento. Desse total, 615.016 já receberam a segunda dose e 142.390 já completaram o esquema de vacinação com as três doses.
As informações são de José Angel Portal, Ministro da Saúde de Cuba, e foram apresentadas ontem (31/05) em reunião do grupo de trabalho para a prevenção e controle do novo coronavírus, com a presença do Primeiro-Ministro cubano, Manuel Marrero e do presidente do país, Miguel Díaz-Canel.🇨🇺 Vacinação em Cuba contra Covid-19👇
— Solidários a Cuba (@blogsolidarios) June 1, 2021
💉1 dose👉1 milhão
💉2 doses👉 615 mil
💉3 doses👉 142 mil https://t.co/ctHyLSUFTm
Cuba tem cerca de 143 mil casos confirmados de Covid-19 e 967 mortes, sendo que 136 mil (95%) dos infectados foram curados.
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| Jovens cubanos de máscara em frente um mural comunista | Foto: BioCubaFarma |
Cuba, Bélgica e Suécia têm contingente populacional muito próximo: são 11,3 milhões de habitantes em Cuba, 11,6 milhões na Bélgica e 10,1 na Suécia. Diferem, porém, esses países quanto ao Produto Interno Bruto (PIB): enquanto o PIB do país caribenho não ultrapassa 100 bilhões de dólares, as duas nações europeias alcançam cada uma 530 bilhões de verdinhas.
Contraditoriamente, o enfrentamento à Covid em Cuba tem se mostrado de longe muito mais eficiente. Em Cuba até o momento foram 732 mortes [1] por Covid, enquanto na Suécia esse número está em 14.173 e na Bélgica já em 24.511 [2]. Qual é a mágica cubana? Não há mágica. Em Cuba, saúde é prioridade.
Os habitantes da Ilha dispõem de um sistema de saúde pública muito bem estruturado, que vem atuando por zonas de contenção, valendo-se de testagens e isolamento. Identificada uma zona crítica, por exemplo, caminhões com alimentos e outros produtos primários vão até lá, evitando assim a locomoção de prováveis pessoas contaminadas para as demais zonas.
O período mais crítico da pandemia da Covid na Ilha foi quando morreram cerca de 13 a 14 pessoas por dia. Em Cuba, o governo de fato priorizou o combate à pandemia, numa união já histórica entre política humanitária e ciência, isto é, tomando as medidas necessárias que a ciência já demonstrou que devam ser tomadas para a preservação de vidas humanas. E isso num país que, por mais de 60 anos, sofre o embargo dos EUA, o que tem dificultado a importação de uma série de insumos e equipamentos, e que, desde os anos 90, com a queda da URSS, perdeu seu parceiro mais importante.
Mas os cubanos não se entregam e, ao menos por agora, num momento em que o mundo se ressente dos efeitos de uma pandemia avassaladora, seguem quase incólumes. Já têm hoje, inclusive, uma vacina [3], a Soberana, com a qual, além de imunizar sua própria população, querem também levar o fim desse pesadelo a outras nações, a começar pelo pobre Haiti, que até o momento nem sequer começou a vacinar.
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| Taxa de mortalidade infantil cubana entre as mais baixas do mundo| Foto: Minsap |
“Muitos e diversos têm sido os desafios e lições aprendidas no enfrentamento à Covid-19, que em 2020, rompeu o mundo.” As palavras do ministro da Saúde Pública de Cuba, Dr. Jose Angel Portal Miranda, abriu a conferência virtual Cuba pela Vida, realizada pelo Foro de São Paulo (FSP) na quinta-feira (25).
A campanha defende a paz, a cooperação e a solidariedade como eixos para superar os efeitos trazidos pela pandemia e para o desenvolvimento dos nossos países, além de expor o excelente desempenho que tem tido Cuba no combate à pandemia.
Durante o evento, Miranda compartilhou as estratégias de combate ao coronavírus, as experiências, a prevenção e a antecipação de riscos colocadas em prática na maior ilha caribenha, que possui um sistema de gestão baseado na ciência e na inovação aliadas ao fortalecimento do sistema de saúde. “Salvar vidas é a essência que, há mais de 60 anos, define nossa Revolução”, enfatizou o ministro.
Atualmente, Cuba conta com 11.127 consultórios comunitários, 449 policlínicas, 150 hospitais, 479.623 trabalhadores na saúde e, por cada mil habitantes, há nove médicos disponíveis.
Apesar de a América Latina ser a região mais afetada pela pandemia da Covid-19, com um total de 23.605.223 de casos, Cuba, com população de 11,3 milhões de habitantes, tem 35 mortes por cada milhão de habitantes e taxa de apenas 0,59% de letalidade.
No Brasil — hoje o país mais afetado pela pandemia, com cerca de 12,3 milhões de casos confirmados e mais de 300 mil mortos —, a taxa de letalidade está em 2,5% e foram registradas 1.444 mortes por cada milhão de habitantes, segundo dados do Ministério da Saúde.
Prêmio Nobel
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| Produção de medicamentos contra Covid-19 | Foto: Ricardo López Hevia/Granma |
A chegada da pandemia do novo coronavírus a Cuba coincidiu com a decisão do governo Donald Trump de recrudescer as medidas de bloqueio que os Estados Unidos impõem há quase 60 anos contra o país. Entre outras medidas, os EUA proibiram pelo menos 20 voos que levavam suprimentos e equipamentos para Cuba, incluindo aí máscaras de proteção, kit para testes de covid-19, respiradores e insumos químicos necessários para a produção de equipamentos. Agora, no início de setembro, Trump anunciou a prorrogação das medidas de bloqueio por mais um ano. Para enfrentar situações de crise como essa, em meio à escassez provocada pelo cerco que os EUA mantém desde a Revolução Cubana, o governo cubano adotou uma série de medidas que incluem a adoção de políticas de medicina preventiva, de distanciamento social e de desenvolvimento de medicamentos e de uma vacina própria por meio de seus centros de pesquisa e de produção na área da saúde e da biotecnologia.
Produtos biofármacos como Heberon, Heberferon, Jusvinza e Itolizumab, entre outros, vem contribuindo para a diminuição de pacientes graves e críticos e para a redução da taxa mortalidade (para 0,8/100.000), uma taxa aproximadamente dez vezes menor do que a média mundial. A Biocubafarma garante hoje a produção de 22 medicamentos para o tratamento do Covid-19. Um deles é o Interferon Alfa humano recombinante 2B que, junto com um grupo de medicamentos, faz parte do protocolo de enfrentamento da covid-19 e de complicações inflamatórias decorrentes da doença
No dia 11 de setembro*, Cuba registrava 4.593 diagnosticados com a covid-19, dos quais 3.844 já recuperados, 641 em tratamento e 106 óbitos, um dos mais baixos índices de mortalidade do mundo (oito mortes para cada milhão de habitantes). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o início de setembro, o maior índice de mortalidade era o do Peru, com 871 mortes por milhão de habitantes.
Segundo Luís Herrera Martinez, assessor científico da presidência da BioCubaFarma, as políticas adotadas pelo governo cubano para enfrentar o novo coronavírus basearam-se, entre outras coisas, na avaliação de que não estamos lidando com um fato exclusivamente sanitário e sem conseqüências futuras para o mundo inteiro, em diferentes dimensões. Para resumir a natureza dessas medidas, ele cita um artigo publicado na Revista Anais, Academia de Ciências de Cuba, onde presidente Miguel Diaz-Canel Bermúdez e o professor Jorge Nuñez Jover, presidente da Cátedra Ciência, Tecnologia e Sociedade, na Universidade de Havana, que contextualiza as escolhas feitas pelo governo cubano no cenário de uma economia mundial ainda dominada por políticas neoliberais. No artigo intitulado “Gestión gubernamental y ciencia cubana en el enfrentamiento a la COVID-19”, eles sustentam que o novo coronavírus mostrou que esse modelo neoliberal é totalmente incapaz de dar conta dos múltiplos desafios colocados por uma pandemia como essa que o mundo enfrenta agora.
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| Com 35 anos de vida, a indústria biofarmacêutica cubana foi criada por Fidel que sempre viu o setor como estratégico para o país |
| Estudantes de medicina em Cuba | Fotos: FEU |
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| Embaixador de Cuba no Brasil em coletiva em Brasília | Foto: Embassy |
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| Atualmente Cuba colabora com 29 mil profissionais de Saúde em 66 países | Foto: José Angel |
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| Cuba consegue manter taxa de mortalidade infantil abaixo de 4 | Foto: Ladyrene Pérez/ Cubadebate |
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| Taxa de mortalidade infantil em Cuba: arredondado para 4 em 2018 | Infográfico: Granma |
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| Em 2018 Cuba tinha cerca de 50 mil médicos em 67 países | Foto: Sandman998 |