Mostrando postagens com marcador AGRICULTURA URBANA CUBANA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AGRICULTURA URBANA CUBANA. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cuba realiza encontro de agroecologia com delegados de 20 países

Da página do MST 

Iniciou nesta segunda-feira (18) o encontro internacional de agroecologia e agricultura sustentável, realizado em Cuba, que conta com a participação de cerca de 200 delegados de 20 países das Américas, Europa e África.

Segundo Joel Palmero, diretor da Associação Nacional de Agricultores Pequenos (ANAP) de Cuba, a atividade, que acontece até o dia 24 de novembro, pretende discutir a experiência urbana em agroecologia, a conservação do solo, o manejo de pragas e aspectos da agricultura sustentável do ponto de vista metodológico.

Também serão abordados temas sobre o impacto da agricultura sustentável em Cuba e no mundo e experiências relacionados com a soberania e segurança alimentar sobre bases sustentáveis, a proteção dos recursos naturais e experiências econômicas e financeiras em sistemas produtivos e cooperativas.

domingo, 10 de novembro de 2013

Havana: cidade da agricultura agroecológica e sustentável


Por Lumiar Ramos na página do IPEC

A ilha caribenha, Cuba, foi escolhida como sede do próximo congresso internacional de permacultura, o IPC 11, que acontecerá em novembro 2013. No encontro serão abordados os temas ‘permacultura a prova de furacões’, ‘sistemas permaculturais para ilhas e cidades’ e ‘desafios na mudança climática’, além de exemplos da permacultura no estilo cubano.

Para entender como Cuba revolucionou seu meio de produção de alimentos é preciso entender um pouco de sua história. Desde sua colonização, Cuba foi influenciada pelas maiores potências econômicas do mundo. Começou com a Espanha, Estados Unidos e a por fim União Soviética.

Em 1492 os espanhóis chegam a ilha a procura das riquezas do oriente, mas encontram o açúcar, que foi a mais valiosa mercadoria da época. A elite de latifundiários torna a ilha na “República da Banana”, um país dominado por interesses externos que extraiam suas riquezas.

Após a guerra de independência em 1898, vieram os interesses norte americanos que apoiaram governos ditatoriais em Cuba para  proteger seus interesses comerciais. Enquanto a maioria dos cubanos viviam na miséria a sua riqueza era controlada por corporações estrangeiras. Tornando-se o bordel e refúgio das mafias norte americanas.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Agricultura urbana e suburbana: experiência cubana em avanço!

Fonte: PRENSA LATINA
Por Lourdes Pérez Navarro*

Com os primeiros raios do sol, o agricultor cubano Pablo Hernández abre o portão da Poli espuma e percorre atencioso os canteiros de couve, feijão, espinafre, cebolinho, pepino e de muitos outros vegetais e hortaliças que começou a cultivar oito anos atrás.

Poliespuma nasceu de seu esforço, quando em 2005 a vida mudou e passou de professor universitário para agricultor e administrador deste organopônico, pertencente à Cooperativa de Créditos e Serviços "Frutuoso Rodríguez" e encravado em Mulgoba, no município Boyeros, da capital.

Hernández orgulha-se de quanto pôde fazer com pouco pessoal e mínimos recursos, pois a experiência destas áreas de cultura, nascida na década de 80 e tempo depois consolidada em um movimento nacional de agricultura urbana e suburbana, utilizando matérias da localidade.

Sob esse conceito, este engenheiro em mecânica aproveitou as lâminas de poli - espuma deitadas fora por uma fábrica de equipes eletrônicas próxima ao local, para erguer as grades do organopônico e dos canteiros de pedra.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Agricultura Urbana: o que Cuba pode nos ensinar

Todos os dias, 30 milhões de poções de comida são servidas na cidade de Londres. Isto implica necessariamente a mobilização de milhões de caminhões com destino a milhões de estabelecimentos e restaurantes, compondo um mecanismo orquestrado de produção, transporte e distribuição.

Damos por certo que este sistema sincronizado não falha nunca. Mas o que aconteceria se estes caminhões fossem detidos? Por mais surreal que isto soe, esta situação ocorreu e não foi a muito tempo atrás. Em 1989, mais de 57% do consumo calórico de Cuba era importado da União Soviética. Com o seu colapso, Cuba subitamente se tornou a única responsável em alimentar a sua população, incluindo os 2.2 milhões que habitam em Havana. [1] 

O que aconteceu depois é uma incrível história de resistência e inovação.

Enquanto o universo se torna progressivamente urbano, nossos cultivos tendem a reduzirem-se e nossa dependência dos combustíveis fósseis torna-se adversa. Neste cenário, a pergunta de como vamos alimentar a milhões e milhões de habitantes das cidades no futuro não é um mero experimento mental: trata-se de uma realidade contingente.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Revolução cubana: Da fome à agricultura orgânica sustentável e lucrativa


Fonte: OLHAR DIRETO
De Havana, Cuba - Lucas Bólico

O agrônomo Miguel Samines, com mais de 20 anos de
 experiência no Ministério da Agricultura preside a cooperativa UBPC.
Em meados da década de 1990, pouco ainda se falava em sustentabilidade, conceito que entraria em voga no mundo nos anos 2000, na esteira da preocupação ambiental. Mesmo assim, em Havana a agricultura orgânica e sustentável já dava seus primeiros passos, não por motivos ecológicos ou para melhorar a qualidade da alimentação eliminando agrotóxicos. A necessidade era muito mais urgente, produzir alimentos em um país estagnado e isolado.

A cooperativa UBPC começou tímida, com cinco trabalhadores operando em 800 metros quadrados de terra, em 1997, na zona urbana de Havana. Sem acesso a agrotóxicos e a qualquer tipo de insumo industrializado, o agrônomo Miguel Samines, com mais de 20 anos de experiência no Ministério da Agricultura cubano, começou o projeto cultivando frutas e hortaliças. Hoje a UBPC conta com 155 trabalhadores e 11,8 hectares.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Cuba: a sociedade após meio século de mudanças, conquistas e contratempos


por Aurelio Alonso *
Fonte: SCIELO 



RESUMO

A vitória revolucionária de 1959 transformou a estrutura econômica e social, assim como as concepções e o imaginário do povo cubano. Trata-se de uma história que conta já com meio século, na qual a mobilidade e o caráter contraditório das conjunturas, por meio de fatores externos e internos, dão contexto a conquistas e contratempos, e que incidiu de maneira muito complexa na sociedade cubana de hoje. A resistência do projeto cubano contra a hegemonia imperial que caracteriza esse meio século tomou por surpresa os centros de poder mundial quando a sociedade cubana optou por um rumo socialista nos anos 1960; voltou a surpreender com o alcance de suas estratégias de solidariedade, prolongada e decisiva na luta contra o apartheid nas duas décadas seguintes; e finalmente ao se manter em pé após os efeitos da queda mundial do socialismo. E demonstrou, o tempo todo, que resistir é possível e necessário.

Palavras chave: Mudança social, Cuba, Legitimidade, Participação, Reforma, Resistência, Revolução, Socialismo, Sociedade cubana, Solidariedade, Sustentabilidade.

domingo, 17 de julho de 2011

Hortas orgânicas urbana em Cuba!


Após a revolução cubana em 1959, quando Fidel Castro chegou ao poder, Cuba entrou em período de rápida modernização. A agricultura cubana foi industrializada, dominada por amplas monoculturas de produtos para o mercado (principalmente açúcar e fumo, mas também banana e café).

Os Estados Unidos impuseram um embargo econômico à Cuba comunista, forçando a pequena nação a depender do comércio com a União Soviética e outros países do bloco comunista. Condições comerciais generosas, oferecidas pela União Soviética, permitiram que Cuba vendesse seu açúcar por cinco vezes o preço de mercado e comprasse petróleo e defensivos agrícolas a baixo custo. Cuba dependia da importação de alimentos — comprando 100% do trigo, 90% do feijão e 50% do arroz consumido. Milhares de tratores foram comprados para substituir os tradicionais arados puxados por bois.

O colapso da União Soviética em 1989 foi um desastre para Cuba. O cancelamento da ajuda soviética significou que 1.300.000 toneladas de adubo químico, 17.000 toneladas de herbicidas e 10.000 toneladas de agrotóxicos não podiam mais ser importadas e o combustível disponível para a agricultura diminuiu drasticamente. Em um ano, Cuba perdeu mais de 80% de seu comércio e os preços do açúcar caíram. Pela primeira vez desde a revolução, o povo cubano enfrentou fome e desnutrição.