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sábado, 13 de abril de 2019

Vilma Espín: exemplo de liderança feminista

Vilma Espín, a guerrilheira da Serra Maestra
Por Yenia Silva Correa no Granma 

Para as gerações mais jovens a figura de Vilma Espín (7 de abril, 1930-18 de junho, 2007) é associada à Federação das Mulheres Cubanas (FMC), mas a destacada revolucionária transcendeu esse espaço de entrega. Basta apenas ler As lutas de Vilma, uma Reflexão que escreveu o Comandante-em-chefe após a morte da heroína da República, para descobrir uma vida dedicada à Revolução.

"O exemplo de Vilma é mais necessário hoje do que nunca. Dedicou sua vida à luta pelas mulheres, quando em Cuba a maioria das mulheres eram discriminadas, como seres humanos, como o resto do mundo, com honrosas exceções revolucionárias", escreveu Fidel no artigo publicado em junho de 2007.

Nos anos de estudo na Universidade do Oriente já se vislumbrava o ativismo político que levou aquela jovem, natural de Santiago de Cuba, a participar ativamente em ações a favor da Constituição de 1940, em apoio ao movimento de independência em Porto Rico, para protestar contra a tirania e em manifestações estudantis. Ela foi uma das primeiras mulheres em Cuba a se formar como engenheira química industrial.

"Sou testemunha das lutas de Vilma, há quase meio século. Eu não vou esquecer sua presença nas reuniões do Movimento 26 de Julho na Serra Maestra. Ela acabou por ser enviada pela chefia a uma importante missão no Segundo Front Oriental. Vilma não duvidava, diante de qualquer perigo", disse Fidel em suas Reflexões.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Organizações sociais de Cuba condenam golpe e manifestam apoio a Dilma Rousseff

Em comunicado, entidades afirmam que processo de impeachment é 'novo atentado contra o Estado de Direito e a democracia no Brasil'

Ato de solidariedade a Dilma em Havava

Organizações sociais de Cuba manifestaram apoio à presidente Dilma Rousseff e condenaram o processo que levou ao seu afastamento em um comunicado emitido em 12 de maio. 

Na nota, os movimentos qualificam o processo de impeachment como um “novo atentado contra o Estado de Direito e a democracia no Brasil” e lembram que não foram apresentadas provas de crimes de responsabilidade que justifiquem o afastamento da mandatária.

“Esta manobra é um evidente golpe orquestrado pela ofensiva conservadora que o imperialismo e as oligarquias desenvolvem contra os governos de esquerda e progressistas em Nossa América”, diz o texto. 

Leia a nota na íntegra: 

Declaração das organizações sociais e de massas de Cuba em respaldo à presidenta Dilma Rousseff e contra o golpe de Estado no Brasil 

Leia também:

Nós, as organizações sociais e de massas da Revolução Cubana, que acompanhamos os esforços articuladores e de luta pela justiça social e pela unidade continental, manifestamos nossa indignação e condenação ao golpe de Estado parlamentar que consumou um passo alarmante no propósito de destituir a Presidenta Dilma Rousseff. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Mulher cubana: beneficiária e protagonista do desenvolvimento de Cuba

Mulheres cubanas | Foto: Osvaldo Goméz/Juventud Rebelde
Por Ivette Martinez na Caras Amigos

A inserção das mulheres no processo de desenvolvimento de Cuba como beneficiárias e protagonistas é um dos fenômenos sociais mais exitosos ocorridos no País. Depois do triunfo da Revolução, elas tiveram a possibilidade de acesso ao âmbito público em condições de igualdade com os homens. Na atualidade elas representam 65,6% dos quadros profissionais e técnicos. A maioria na área da educação (72%), na saúde (69,8%) e ainda nas ciências, inovações e tecnologias (53,3%).

Outra conquista ocorreu nos salários. As cubanas recebem o mesmo salário que os homens ao exercerem as mesmas funções, algo que está na pauta e luta das mulheres em todo o mundo. Como resultado das estratégias governamentais voltadas para a promoção da mulher, atualmente 48,86% dos membros do Parlamento cubano são mulheres e elas são, também, 40% dos dirigentes. O desenvolvimento obtido pela mulher cubana está, desde sempre, apoiado nas políticas e estratégias trazidas pelo governo e pelo trabalho permanente da Federação de Mulheres Cubanas (FMC). A FMC, surgida em 1960, conta com mais de 4 milhões de filiadas e tem 173 casas voltadas para a orientação da mulher e da família no País. Cuba vem cumprindo grande parte das Metas do Milênio estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), entre elas, a relativa à promoção da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres.

A origem da celebração do Dia Internacional da Mulher se remonta ao início do século 20, principalmente promovido por mulheres trabalhadoras. Anteriormente, existia uma posição patriarcal, que não reconhecia os direitos feministas. Desde meados do século 19, os movimentos de reivindicação feministas começaram a tomar força e foi em agosto de 1910, durante a 2ª Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, reunidas em Copenhague, onde se aprovou a resolução proposta por Clara Zetkin, e se proclamou o dia 8 de março como o Dia Internacional da Mulher Trabalhadora. Em março de 1911 se celebrou em vários países de Europa o primeiro Dia Internacional da Mulher e, pouco a pouco, mais países foram se unindo a esta comemoração. Em dezembro de 1977, a Assembleia Geral da ONU proclamou o dia 8 de março como Dia Internacional pelos Direitos da Mulher e pela Paz Internacional, o que levou também muitos países a oficializar este dia em seus calendários nacionais.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

54º aniversário da Federação das Mulheres Cubanas


Por Lissy Rodríguez no Granma

Na disciplina, tenacidade e beleza da mulher cubana encontra-se uma parte importante do segredo para tornar quase perfeita toda obra protagonizada por ela. Não pôde ser de outra forma, então, o tributo que lhes fez, na terça-feira, 19 de agosto, a Federação das Mulheres Cubanas (FMC) a destacadas mulheres, as quais receberam a distinção 23 de Agosto, com motivo do aniversário dessa organização.

Com essência de MulherDurante o ato, que teve lugar no Memorial José Martí, obtiveram o reconhecimento uma representação de 35 companheiras e um companheiro, dos setores da cultura, educação, científico, agrícola, esportivo, e dos meios de comunicação; de um total de 348 que a receberão no país todo.

 As palavras de Surina Acosta Brook, membro do Secretariado da FMC, descreveram o agradecimento e carinho das mulheres afiliadas a esta organização para a figura de Vilma Espín: “Foi nossa querida Vilma, heróica combatente, mulher sensível e revolucionária exemplar, depositária do clamor das cubanas por participarem de um processo que sabiam genuinamente renovador, revolucionariamente diferente”.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A mulher, um pilar da Revolução

Por Lisanka González Suárez no Granma

Cuba não esteve isenta do fenômeno de negar às mulheres os direitos civis e políticos que cabiam a elas como seres humanos. Tal como no mundo todo, aqui também sofreram discriminação, injustiça, talvez de maneira mais severa que noutras nações, dada a herança machista que deixou o colonialismo em todo o continente.

Em 1883, a Ilha teve sua primeira médica e oftalmóloga: Laura Martínez de Carvajal y del Camino, que teve que lutar intensamente para quebrar as barreiras sociais existentes durante o século 19. Inclusive, teve até que realizar as práticas sozinha, aos sábados e domingos, pois a direção da Universidade não lhe permitia a dissecação de cadáveres junto com seus condiscípulos – todos do sexo masculino.

Outro exemplo como o anterior (1819) que mostra o braço longo da discriminação feminina é a história de Enriqueta Faber, de origem suíça, que teve que se disfarçar de homem, não só para estudar Medicina na França, mas para obter um emprego como médico, nesta pequena nação do Caribe.

Segundo o censo de 1953 as cubanas, em sua maioria, estavam confinadas ao lar, ao cuidado dos filhos e ao serviço do esposo: 13.7% das mulheres adultas tinham empregos fora de casa, e mais dum quarto destas eram trabalhadoras domésticas — de um total de mais de 70 mil — delas uma grande proporção eram negras. Algumas trabalhavam por salários de apenas 20 centavos por dia, ou só em troca de abrigo e comida.

domingo, 31 de outubro de 2010

Mulher e Revolução em Cuba

Vilma Espín na Sierra Maestra em 1958, junto a Celia Sánchez. Foto: Granma
O artigo abaixo, a partir de documentos oficiais e de experiências vivenciadas no cotidiano da ilha, traça um perfil histórico das mulheres de Cuba. O ensaio de 2009, retirado do blog História Viva, é assinado por Giselle Cristina dos Anjos Santos da Revista Histórica. No final do texto colocamos algumas observações, que do nosso entender são necessárias em relação aos pontos que o artigo levanta.

Mulher e Revolução em Cuba

Por Giselle Cristina dos Anjos Santos

Neste ano de 2009, comemorou-se o 50º aniversário da Revolução Cubana. Poucos imaginariam que o processo de enfrentamento ao governo do ditador Fulgêncio Batista, liderado por Fidel Castro, culminaria em uma revolução que pouco tempo depois se direcionaria ao socialismo e que subsistiria mesmo depois do fim da União Soviética, sua mais forte aliada política e econômica. Nestes cinquenta anos a temática da Revolução Cubana possuiu vasta produção historiográfica, mas pouco se pensou sobre o papel da mulher e as relações de gênero nesta sociedade que pretendeu a construção do socialismo e que resiste/persiste há cinco décadas.

Estruturalmente desigual, com altos índices de pobreza, Cuba, antes da revolução, possuía uma forte presença de capital norte-americano em sua economia, porém existiam altos índices de analfabetismo, cerca de 40% da população não era escolarizada.

Todo o processo revolucionário, desde o desembarque do iate Granma, em 1956, ao êxito revolucionário, em 1º de janeiro de 1959, e os primeiros anos da revolução, foram vivenciados a partir de muitos acordos e alianças entre tendências políticas distintas.

Definindo-se como socialista, em abril de 1961, o novo governo recém-instalado na ilha, dirigido por líderes do Movimento 26 de Julho, priorizou investimentos nos setores de educação, saúde e emprego, considerados fundamentais ao desenvolvimento social. Com o aumento do salário mínimo, a forte redução das tarifas de serviços básicos, além das medidas de estatização e reforma agrária, garantiram imensuráveis ganhos à sociedade.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Cuba comemora o dia do educador em 22 de dezembro

Cuba livre do analfabetismo desde 22 de dezembro de 1961 | Foto: Rádio Havana 

Da Agência Cubana de Notícias 

Nesta segunda-feira (22), por ocasião do Dia Nacional do Educador, foi reconhecido o trabalho dos professores cubanos por parte do governo insular e da Federação das Mulheres Cubanas (FMC).

O jornal Granma publica em sua edição de ontem mensagens enviadas pelo Ministério da Educação (MINED, que é responsável pelo ensino até ao nível pré-universitário), e o Ministério da Educação Superior (MES), homenageando os trabalhadores da educação.

Ambos reconhecem o trabalho dos professores cubanos, especialmente notando os seus esforços para garantir a retomada do ano letivo dentro do menor tempo possível na seqüência dos prejuízos causados pelos três furacões.

Estas tempestades tornaram impossível para muitos centros educacionais em toda a ilha o começo de suas atividades em data (1º de setembro).