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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Mesmo que consumismo chegasse a Cuba, país não perderia identidade, diz assessor de Raúl Castro

Mural em Cuba: "A revolução é invencível"

Por Salim Lamrani no Opera Mundi 

Nascido em 1950 em Pinar del Río, na província ocidental de Cuba, Abel Prieto Jiménez é uma personalidade conhecida da cultura cubana. Depois de estudos em Letras Hispânicas na Universidade de Havana, ele foi professor de literatura por vários anos. Em 1988, foi eleito o chefe da União Nacional dos Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC), se transformando em um dos presidentes mais jovens da história da instituição.

Durante uma reunião com Fidel Castro em meados dos anos 1990, Abel Prieto relatou ao líder da Revolução Cubana suas divergências e declarou seus pontos de vista. Alguns pensaram que a sua carreira seria irremediavelmente afetada. Semanas depois, Castro decidiu nomeá-lo ministro da Cultura, em 1997, cargo que ocuparia até 2012. Em março de 2012, Prieto deixou o Ministério da Cultura para ser assessor especial do presidente Raúl Castro.     

Para o ex-ministro, Cuba se beneficiaria de uma aproximação dos EUA e, por mais que turistas norte-americanos trouxessem a cultura do consumismo pra ilha, os cubanos não perderiam sua identidade. Ainda segundo Prieto, o país tem lutado muito, especialmente na área de cultura, contra a burocracia, que classificou como “praga” que causa “dano incalculável”.

Opera Mundi: O senhor foi ministro de Cultura durante quinze anos. Hoje, o senhor é assessor do presidente Raúl Castro na área da cultura. Qual é seu papel?

Raúl Castro e Abel Prieto 
Abel Prieto: Minha tarefa consiste em promover a cultura cubana e garantir que as instituições culturais cubanas promovam os melhores talentos do nosso país. Meu trabalho consiste também em vincular a cultura e o povo, desenvolver as relações culturais internacionalmente e defender a política cultural da Revolução.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Série de cartazes políticos revela "época de ouro" do design cubano


Por Théa Rodrigues no Vermelho

Em 1966 é criada, em Cuba, a Organização de Solidariedade aos Povos da Ásia, África, e América Latina (Ospaaal). Liderada por Che Guevara e por Mehdi Ben-Barka, a organização se opunha à globalização neoliberal, mas propunha a unidade entre as lutas destes três continentes. Dois anos depois da fundação, a Ospaaal lançou a Revista Tricontinental, contendo pôsteres que ficaram famosos por promoverem a causa e, principalmente, por revelar a “época de ouro" do design cubano.

Com uma intenção internacionalista, os cartazes tinham mensagens escritas em espanhol, francês, inglês e árabe. Eram dobrados e grampeados nas páginas da Revista Tricontinental e distribuído para vários países.

Desde a sua criação, o organismo realiza vários fóruns internacionais nos quais são analisadas as questões da sociedade internacionalista: o Saara, o conflito israelense-palestino, os problemas do Mediterrâneo, a nova ordem mundial após a queda do Muro de Berlim, a migração, Cuba, o processo de paz na Colômbia, entre outros. Estes fóruns têm tido participantes como Espanha, Cuba, República Dominicana, Colômbia, Equador, Venezuela, Israel, Palestina, Saara Ocidental, França, China, Mauritânia, Alemanha, Itália, Angola, Holanda, Argélia, Bélgica, Índia, Filipinas, Polônia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Portugal, Egito e Grécia.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Abel Prieto: “A grande escola revolucionária de Cuba foi a participação”

O professor, escritor, cientista político e ex-ministro da Cultura de Cuba, Abel Prieto (foto), esteve no Brasil neste mês para participar da 2ª Bienal do Livro e Leitura, em Brasília, e também do encontro da Rede de Artistas e Intelectuais em Defesa da Humanidade, no Rio. Prieto concedeu uma entrevista exclusiva ao Vermelho, onde fala dos desafios enfrentados no atual período de abertura comercial cubana e do futuro da integração latino-americana


Por Sheila Fonseca do Vermelho

“Se realmente se pretende construir na América Latina uma aliança que perdure, ligada por afetos, relações reais e diálogo, a cultura tem que estar presente”. Essa é a ideia central que dá o tom à entrevista e define em boa parte o legado político e sociocultural de Abel Prieto.

Formado em Literatura Hispânica pela Universidade de Havana, ocupou o cargo de ministro da Cultura de Cuba por 15 anos, de 1997 a 2012, implementando em sua gestão a ampliação do diálogo cultural com países da América do Sul. Prieto também foi diretor do Editorial Letras Cubanas e presidente da União de Escritores e Artistas de Cuba, antes de tornar-se ministro. É autor dos romances “Los bitongos y los guapos” (1980), “Noche de sábado” (1989) e “El vuelo del gato” (1999). Atualmente ocupa o cargo consultivo de assessor do presidente Raúl Castro.

Bem-humorado, carismático e de discurso otimista, Prieto fala de questões relevantes para o Brasil, como o desenvolvimento do projeto de integração através da Rede de Artistas e Intelectuais em Defesa da Humanidade e faz uma previsão: “Prevejo, no futuro, uma Cuba em que o consumo não esteja associado à ideia de felicidade.”

Vermelho: A Revolução Cubana sempre atribuiu como um dos elementos centrais a questão do fortalecimento da cultura popular como resgate da identidade do povo cubano, num sentido abrangente. As manobras externas buscando a desestabilização desse modelo sociocultural e sociopolítico cubano foram as mais diversas desde o início da Revolução. O filósofo e ativista político Noam Chomsky chegou a afirmar certa vez que "Cuba foi vítima de mais terrorismo que qualquer outro país do mundo". Na opinião do senhor, em meio à questões econômicas e políticas tão extremas, como embargos que Cuba vivencia, o que se conseguiu consolidar da cultura popular cubana, de forma a ter um papel protagonista na definição da identidade do país?

Abel Prieto: O campo da política educacional e cultural sempre foram prioridades, pois são pilares da Revolução Cubana. Fidel dizia que uma revolução somente pode ser filha da cultura e das ideias. Então houve um trabalho muito duro, um processo de descolonização, de resgate da cultura popular, folclórica e de valorização da cultura africana, que havia sido oprimida, perseguida através dos anos, desde a colonização espanhola. Criou-se ainda nos anos 1960, o Conjunto Folclórico Nacional, que foi muito importante, foi um marco nesse processo de resgate cultural. Expressões da religiosidade africana, subestimadas pela igreja (católica), começaram a ser valorizadas nesta época através da consciência revolucionária, permitindo que novos valores fossem surgindo e se consolidando em Cuba. Investiu-se também como política na alfabetização de adultos, fazendo um trabalho duro para tirar o povo da ignorância. Criamos a “Casa de Las Américas”, que foi um divisor de águas na política cultural cubana, logo no inicio da revolução. Buscamos um projeto de valorização da nossa cultura, da cultura popular, mas nunca de maneira simplificadora. A grande escola revolucionária foi a participação. O que permitiu que a Revolução Cubana pudesse avançar, ter êxito e persistir até os dias de hoje, foi esse trabalho de resgate do nosso patrimônio cultural e a democratização do acesso à cultura.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Memorial da América Latina recebe Marcelo Feitosa com fotos de Cuba


O Memorial da América Latina recebe até 20 de outubro a exposição fotográfica “Cuba”, do fotógrafo Marcelo Feitosa, no Pavilhão da Criatividade. A mostra pode ser visitada de terça a domingo, das 9h às 18h. A entrada é livre.

A exposição de Marcelo Feitosa é composta por 22 trabalhos e propõe a discussão do conceito de fotografia documental.

O interesse em retratar Cuba depois da revolução de 1959 cresceu gradualmente a partir do final do século passado e gerou uma profusão de trabalhos que contribuíram para criar vários estereótipos e um imaginário sedutor sobre a ilha e seu cotidiano cultural.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Cuba: 54 anos de Revolução


A população cubana iniciou o ano de 2013 com a comemoração dos 54 anos da Revolução no país, que retirou Fulgencio Batista do poder em 1959. À meia-noite local, como já é tradição no país, uma bandeira foi hasteada em Santiago de Cuba, cidade pela qual entraram no território Fidel Castro e suas tropas.


De acordo com a Telesur, 160 municípios realizaram festividades pelo aniversário da Revolução Cubana. Outros eventos estão previstos para o dia 6 de janeiro.


Líderes de diversos países felicitaram o governo cubano nesta terça-feira (1/1). Entre eles estão Jamaica, Romênia, Suriname, Nicarágua, entre outros.

O vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que está em Havana acompanhando a recuperação de Hugo Chávez, também agradeceu a colaboração de Cuba com seu país.

“Em nome do comandante Hugo Chávez Frías e com o mais profundo amor de Simón Bolívar, quero destacar a nossa infinita gratidão pelo desprendimento, a entrega e a solidariedade que encarnam cotidianamente as Missões Cubanas na Venezuela.”

domingo, 14 de outubro de 2012

Buena Vista Social Club prepara seu segundo disco (+ vídeo)


A banda cubana Buena Vista Social Club está prestes a lançar seu segundo álbum. Com Jesus Ramos na direção musical, as composições já estão praticamente prontas. E se depender do otimismo do diretor, o CD será um sucesso: “Com essas canções, tenho certeza que será considerado para o Grammy”, diz.

Músicos cubanos fizeram sucesso ao redor do mundo no fim dos anos 1990 

O grupo lançou seu primeiro disco em 1997, produzido pelo guitarrista norte-americano Ry Cooder, e se tornou sensação ao redor de todo o mundo, levando um som que há muito não ultrapassava as fronteiras da ilha.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Teatro cubano está ao alcance do povo

Por Amanda Cotrim especial para Caros Amigos
“Acredite apenas no que seus olhos veem e seus ouvidos ouvem! Também não acredite no que seus olhos veem e seus ouvidos ouvem! Saiba também que não crer algo significa algo crer!” (Bertold Brecht)
As palavras de Bertold Brecht, dramaturgo alemão do século XX, podem indicar o efeito que o teatro tem na vida de quem faz e na de quem recebe: despertar. Fazer sair do conforto e ir para algum lugar; aproximar pessoas. Pelas artes cênicas ser um bem simbólico, não têm nos cálculos do PIB (Produto Interno Bruto) a justificativa para existir. Se com o advento da indústria cultural a arte tornou-se o resultado da força de trabalho de seu artista, que precisa vendê-la para viver, resta saber qual é a papel do teatro num lugar onde o lucro não parece ser o objeto de desejo. Para isso, a reportagem desceu em Cuba, que há 53 anos vive a revolução socialista.

“Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar. É da empresa privada o seu passo em frente, seu pão e seu salário. E agora não contentes querem privatizar o conhecimento, a sabedoria, o pensamento, que só à humanidade pertence”. (Bertold Brecht)

sábado, 24 de setembro de 2011

Cuba : Exposição de Caravaggio e seus seguidores


Fonte: CUBADEBATE
  
O Narciso de Michelangelo Merisi Caravaggio e 12 óleos de seus seguidores exibem-se desde hoje cá em uma mostra preparada especialmente para Cuba, a cuja abertura assistiu o vice-ministro italiano de Cultura, Riccardo Villari.

Hoje estamos semeando cultura, afirmou ao deixar aberta a exposição na sala transitória do Hemiciclo de Arte Universal, do Museu Nacional de Belas Artes.

Quando a linguagem da cultura fala, agregou, promove um crescimento espiritual e mantém aberta uma ligação entre nossos dois povos.

Após agradecer à equipe que trabalhou durante vários meses para trazer pela primeira vez a Havana uma das fazes cimeira do pioneiro do barroco, Villari recordou que foi um trabalho que mobilizou a todo o Ministério de Bens Culturais da Itália.

domingo, 11 de setembro de 2011

Intercâmbio cultural: Estados Unidos e Caribe

 Dois vídeos mostram as experiências culturais recentes de Cuba. A fonte é Telesur:

Músicos estadunidenses visitam Havana

Cuba recebeu a visita dos membros da Orquestra de Jazz do Lincoln Center, de Nova York. O grupo visitou quatro escolas da ilha e doou instrumentos. Isso somente foi possível devido à flexibilização das viagens a Cuba.