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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Hoje na História: EUA impõem bloqueio econômico contra Cuba

Revolução de 1959 derrubou uma ditadura aliada dos EUA em Cuba | Arte: Blog Solidários a Cuba 

Por Max Altman no Opera Mundi 

Em 3 de fevereiro de 1962, um ano após a ruptura unilateral de relações diplomáticas com Cuba, o presidente John Kennedy dos Estados Unidos assinou o decreto que oficializou o embargo (bloqueio) total do comércio com a ilha. Todas as transações comerciais, diplomáticas e aéreas entre o país caribenho e os outros países do continente foram rompidas - com exceção do México.

O bloqueio foi compartilhado pelos aliados ocidentais dos EUA. Na prática, Cuba se encontrava isolada desde 19 de outubro de 1960, quando foi decretado o embargo de todo tipo de mercadoria destinada à ilha. A partir de 1992, Cuba passou a apresentar todos os anos na Assembleia Geral da ONU uma resolução exigindo o fim imediato do bloqueio. Apesar de as resoluções serem anualmente aprovadas por quase todos os países com exceção de EUA e Israel, até hoje foram todas em vão.

Segundo Havana, o objetivo do bloqueio foi a destruição da Revolução Cubana mediante a criação de dificuldades econômicas, negando dinheiro e fornecimentos a Cuba a fim de, como consta no texto do decreto da Casa Branca, “diminuir os salários reais e monetários, com a finalidade de provocar fome, desespero e a derrubada do governo”.

Esta política, aplicada por vários governos norte-americanos, é entendida pelos cubano como um ato de genocídio, em virtude de dispositivos da Convenção de Genebra sobre o genocídio, que define como tal “os atos perpetrados com a intenção de destruir total ou parcialmente um grupo nacional, étnico, racial o religioso” e, nesses casos, contempla "a sujeição intencional do grupo a condições de existência que tendam a acarretar sua destruição física, total ou parcial”.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Hoje na História: Cuba envia para o espaço o primeiro latino-americano

Havana durante a Revolução Cubana | Arte: Blog Solidários a Cuba 
Da Prensa Latina 

Cuba recorda neste 18 setembro um dos eventos mais famosos do período revolucionário: a viagem espacial feita por Arnaldo Tamayo, o primeiro cosmonauta que teve toda a América Latina.

Num dia como hoje, mas em 1980, o atual General-de-Brigada das Forças Armadas Revolucionárias partiu ao cosmos como parte de uma tripulação conjunta cubano-soviética.

O foguete que colocou em órbita a nave Soyuz 38 começou sua jornada a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, e completou o vôo rumo a estação espacial Salyut 6.

Nesse ponto, Tamayo e seu colega de missão, Yuri V. Romanenko, reuniram-se com a tripulação residente na estação, constituída pelos cosmonautas Leonid Popov e Valery Ryumin.

Grande parte do programa de pesquisas da missão foi elaborado pela Academia de Ciências de Cuba e compreendia tarefas científicas tais como o cultivo dos primeiros monocristais orgânicos em ambiente de microgravidade, usando açúcar cubano.

Também foram realizados experimentos médicos e biológicos, alguns deles sobre as causas da síndrome de adaptação ao espaço, além da exploração da ilha do Caribe da plataforma continental a partir do espaço em busca de minerais e de campos de petróleo potenciais.

Concluído o programa de pesquisa, os cosmonautas seguiram para o módulo de descida de materiais e experimentos e retornaram à Terra em 26 de setembro de 1980.

Em seu retorno, Tamayo foi premiado com a primeira medalha de honra de Herói da República de Cuba e em Moscou recebeu a Ordem de Lênin e a Estrela de Ouro de Herói da União Soviética, condecoração concedida pelo governo soviético.
Arnaldo Tamayo e Yuri Romanenko | Foto: Cuba Debate
Em uma ocasião, o primeiro latino-americano cosmonauta disse à Prensa Latina que aqueles que tiveram o privilégio de ver a Terra a partir do espaço estão conscientes da necessidade de seu cuidado.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Hoje na História: é aprovada a Segunda Declaração de Havana

Em 1962 a Revolução Cubana aprova a segunda Declaração de Havana | Arte: Blog Solidários a Cuba 

Por Robson Luiz Ceron  

No quarto dia de fevereiro de 1962, mais de um milhão de pessoas aprovam, na Praça da Revolução José Martí, a Segunda Declaração de Havana, em resposta à expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Com exceção do México, ministros das Relações Exteriores de outros países latino-americanos, reunidos na localidade uruguaia de Punta del Este, haviam acordado dias antes esta medida, incentivados pelos EUA e estimulados diante da promessa de novos empréstimos.

O histórico documento, lido pelo Comandante-em-Chefe Fidel Castro, contrasta a diferença entre a dignidade da Revolução Cubana e os governos que se curvaram à pressão da administração norte-americana, e denuncia a exploração injusta a que os EUA submetem os povos latino-americanos.

Fidel Castro durante a Segunda Declaração | Foto: Cuba Debate

Outro acontecimentos:

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Hoje na história: nasce José Maceo, um dos libertadores de Cuba

Havana, capital de Cuba, durante a Revolução Cubana | Arte: Blog Solidários a Cuba

 Por Robson Luiz Ceron 

No segundo dia de fevereiro de 1849 nasceu em Majaguabo, hoje Província de Santiago de Cuba, o Major General do Exército de Libertação, o Herói Nacional Cubano, José Maceo y Grajales, que por sua coragem e espírito de luta ganhou o apelido de Leão do Oriente. De sua valentia falam batalhas como as de Pinar Redondo, La Indiana, Cauto Abajo, La Galleta, Arroyo Hondo, Sao del Indio e Loma del Gato, o último lugar onde cairia em batalha, em 1896.

José Maceo (1849-1896) | Foto: Rádio Reloj