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quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Cuba nos Jogos Pan-americanos de Santiago 2023 [todas as medalhas]

Cuba ganhou 30 ouros nos Jogos Pan-americanos 2023 | Arte: 
@RdguezWilb1994

Por Sturt Silva 

Terminaram no último dia 5 de novembro os Jogos Pan-americanos de Santiago 2023. A delegação de Cuba, que participou do evento com um número reduzido de atletas, ficou na 5ª colocação no quadro geral de medalhas, com 30 ouros, 22 pratas e 17 bronzes, num total de 69 medalhas. 

O planejamento da delegação cubana era ganhar de 18 a 22 ouros e ficar entre as seis primeiras colocadas. Conseguiu alcançar a meta e com sobra. Em relação aos jogos anteriores, Lima 2019, subiu da 6ª para 5ª. Porém, no número de títulos caiu de 33 para 30. Assim, obteve-se um ouro a mais que a Colômbia, 6ª colocada e sede dos próximos Jogos Pan-Americanos (Barranquilla 2027).

Cuba: desafios e conquistas

Depois da Pandemia (2022 e 2023), cerca de 190 atletas saíram de Cuba, deixando assim o país desfalcado em competições internacionais. Desses, 33 tinham chances de medalhas no Pan-americano. Por isso o resultado foi considerado bom pela imprensa esportiva cubana.

Nos jogos Pan-americanos, 11 títulos ganhos foram de atletas com previsão de vitória. Dos 19 restantes, para 3 deles foram previstos medalhas de prata e de bronze, para 12 deles. Cinco esportistas chegaram ao topo sem serem considerados favoritos. Dos oito títulos previstos, e que não foram alcançados, dois terminaram com medalhas de prata, dois com bronze e 4 ficaram sem pódio. Contribuíram para o quadro de medalhas um total de 43 estreantes, sendo 15 para os títulos. 
Quadro de Medalhas do Pan-americano 2023 | Arte: Cuba Debate

Esportes de combate

Mais uma vez os esportes individuais se destacaram e os esportivos coletivos ficaram sem medalhas. 9 esportes contribuíram com títulos: Luta (8); Atletismo (7); Judô (6); Boxe; Tênis de Mesa e Canoagem (2 cada); Remo, Tiro Esportivo e Levantamento de Peso (1 cada). 

sábado, 26 de outubro de 2019

Cuba nos Jogos Pan-americanos de Lima 2019 [todas as medalhas]

Cuba nos jogos Pan-americanos de Lima ficou na 6ª colocação no quadro de medalhas | Arte: @Lima2019juegos
Por Sturt Silva

Cuba conseguiu 33 medalhas de ouro nos jogos pan-americanos de Lima 2019. Os títulos foram em 9 esportes: Boxe (8), Luta (5), Atletismo (5), Judô (5), Tiro Esportivo (4), Remo (2), Canoagem (2), esgrima (1) e Ciclismo (1). 

A delegação cubana também ganhou 28 medalhas de prata e 39 de bronze. 

Os 2º lugares foram em 15 esportes:  Pelota Basca (5), Remo (4), Atletismo (3), Tiro Esportivo (2), Canoagem (2), Judô (2), Luta (2), Pentatlo Moderno (2), Boxe (1), Ciclismo (1), Esgrima (1), Ginástica Artística (1), Levantamento de Peso (1), Taekwondo (1) e Vôlei (1). 

Os 3º lugares foram em 18 esportes: Luta (9), Remo (4), Judô (6), Atletismo (3), Taekwondo (2), Esgrima (2), Ginástica Artística (2), Badminton (1), Handebol (1), Boxe (1), Canoagem (1), Ciclismo (1), Ginástica Rítmica (1), Karatê (1), Pelota Basca (1), Pentatlo Moderno (1), Tênis de Mesa (1) e Tiro Esportivo (1). 

No quadro geral de medalhas, Cuba (33-28-39 - 100) ficou na 6ª colocação, atrás de EUA (122-86-25 - 293), Brasil (54-45-69 - 168), México (37-39-62 - 138) Canadá (35-65-52 - 152) e Argentina (33-34-34 - 101).
Quadro de medalhas - atualizado em 2019
Por esporte cuba ganhou as competições de Boxe e Judô. Foi vice-campeã no Tiro Esportivo e Luta. Chegou na 3º colocação no Vôlei, Esgrima, Ciclismo (estrada), Remo e Canoagem (velocidade). Veja os resultados aqui.  

Os campeões 

sábado, 27 de julho de 2019

Cuba ou Brasil: quem vai ficar com a vice-liderança dos jogos Pan-americanos?

Cuba nos jogos Pan-americanos de Lima competirá com 420 atletas | Arte: @Lima2019juegos
Por Surt Silva

Depois de perder a 2ª colocação, desde Cali/73, dos jogos pan-americanos em Toronto/2015 e a 1ª colocação dos jogos centro-americanos e do Caribe, desde Panamá/70, em Barranquilla/18, os cubanos estão cautelosos sobre seus resultados nos jogos Pan-americanos de Lima/19.

Falam apenas que buscam ganhar mais dos que os 36 ouros conquistados 4 anos atrás, quando a ilha socialista ficou na 4ª posição no quadro de medalhas, atrás do Brasil (42 ouros) e Canadá (78 ouros). Especialistas estão calculando ganhar entre 20 e 40 medalhas douradas. Eles também estão dizendo que há 44 atletas cubanos com chances reais de ouro. Se olharmos os últimos jogos (Toronto 2015 e Guadalajara 2011), o  número máximo de Cuba não dá nem para chegar na 3ª colocação.

Cuba deve ficar entre a 2ª e 5ª colocação. Assim 5 países estariam disputando a vice-liderança dos jogos. Além de Cuba, seria o Brasil, o Canadá, o México e a Colômbia. A liderança mais uma vez deve ficar com os EUA.

O Brasil está com uma grande delegação (maior que a de Cuba) e fala até em ganhar 60 medalhas de ouro. O México que venceu Cuba em "Barranquilla 2018" também tem chance de ficar à frente da ilha socialista. Já a Colômbia, não deve ir tão longe. Ano passado, mesmo dentro de casa, ficou em 3ª  (atrás de México e Cuba) nos jogos Centro-americanos e do Caribe. 

Embora tenha esses dois resultados ruins recentes em termos de competições regionais, Cuba se mantém dentro de sua meta em relação aos jogos olímpicos. Ficou entre as 20 melhores, e à frente da equipe do Canadá, no Rio 2016.

No caso dos canadenses, eles conseguiram esse resultado negativo depois de ganhar mais de 70 ouros e a vice-liderança isolada do Pan de 2015.

Pela lógica, o grande rival de Cuba é o Brasil. Mas isso também vai depender das conquistas cubanas.

Na primeira semana, Cuba tem mais chances de medalhas em 5 esportes: Taekwondo e Canoagem (27/07 e 29/07); Tiro Esportivo (29/07); Ginastica Artística (31/07) e Boxe (01/08 e 02/08). 

Na segunda semana o número sobe para 7 modalidades: Beisebol (04/08); Atletismo (06/08, 07/08 e 08/08); Lutas (07/08, 08/08 e 09/08); Remo (08/10 e 10/10); Judô (09/10 e 10/10) e Ciclismo/Pelota Basca (10/10).

Há outros esportes com possibilidades de títulos. São os casos de Badminton, Esgrima, karatê, Handebol e Levantamento de Peso.

As esperanças de medalhas de Cuba:

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Os esportes em Cuba: uma grande vitória do socialismo

Bandeira de Cuba na Vila Pan-americana - Toronto. Por Hevia/Granma
Por Jones Manoel no Teorizando

Enquanto escrevo as linhas desse texto [noite de 14 de junho], Cuba está em terceiro lugar no Pan-Americano de Toronto, no Canadá. A ilha socialista tem 13 medalhas de ouro e 35 no total, atrás apenas dos EUA e do Canadá. EUA e Canadá são países extremamente ricos e considerados “desenvolvidos”, Cuba, por outro lado, é um país pequeno, com poucos recursos naturais e que vive todo tipo de agressão e sabotagem há mais de 50 anos pôr não abrir mão de sua independência política, econômica e pela escolha do socialismo.

Dentre as várias conquistas da Revolução cubana e do socialismo, quero nesse texto destacar os esportes. Como é de amplo conhecimento de todos, Cuba como toda nação capitalista subdesenvolvida tinha altos índices de analfabetismo, miséria, exclusão social, desemprego, etc. Uma das páginas mais bela da revolução socialista foi criar a maior transformação educacional que as Américas já viram. 

Pouco tempo depois da revolução Cuba já erradica o analfabetismo. Antes do governo socialista, a pequena ilha só tinha ganho 12 medalhas olímpicas, tinha apenas 8 mil professores de educação física e 15 mil esportistas. Cuba começou a investir a riqueza coletiva na criação de escolas, universidades, centros esportivos, formar profissionais nas áreas de educação, incentivar o esporte, etc. O resultado é que o país hoje tem 85 mil professores licenciados em cultura física, 145 medalhas olímpicas, 45% dos 11 milhões de cubanos praticam esportes (um dos índices mais altos do mundo), 23 mil cubanos são atletas de alto rendimento e Cuba tem um professor de educação física para cada 384 habitantes. O êxito cubano nos esportes é tão grande que entre 1995 e 2005, Cuba “exportou” 11 mil profissionais da área que trabalham em diversos países do mundo. Nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, 36 técnicos cubanos trabalhavam em outros países.