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| Subversão contra Cuba | Arte: Razões de Cuba |
Por Sturt Silva
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| Subversão contra Cuba | Arte: Razões de Cuba |
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| Raúl Capote lança livro no Brasil | Foto: Katia Markco/BdeF |
Veja como os EUA usam ONGs e movimentos sociais de oposição, em Cuba, para cometer crimes contra a ordem pacífica e democrática do país socialista.
A denúncia é de Raúl Capote, um professor e jornalista que por muitos anos foi espião cubano em operações da CIA, e do governo estadunidense na ilha.
Depois de relevar toda a verdade na TV cubana, Capote virou escritor e assumiu a edição internacional do Jornal Granma. Parte dessa história de espionagem está no seu recente livro lançado no Brasil: "Inimigo: a guerra da CIA contra a juventude cubana".
Assista na entrevista abaixo:
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| Trump e agora Biden destinam milhões por ano contra a Revolução Cubana | Foto: The Word News |
Em uma ação evidentemente bem coordenada, em 11 de julho de 2021, grupos de opositores ao governo fizeram manifestações em várias cidades cubanas, notadamente em Havana. Segundos depois da manifestação, a grande mídia mundial estava a todo vapor divulgando os acontecimentos.
Essa explosão social é um acontecimento incomum em Cuba, e ainda mais surpreendente foi a intensidade e a violência desdobrada pelos manifestantes (vandalismo, agressão a funcionários, saques e ataques a prédios públicos), que lembra os protestos na Venezuela em 2014 e 2017, e na Nicarágua na última tentativa de golpe em julho de 2018.
Ficou claro que esses grupos de oposição estavam executando a conhecida tática venezuelana de guarimba (distúrbios de rua violentos e orientados pela mídia). Os protestos foram imediatamente respondidos por mobilizações de massa em apoio à revolução em Cuba, imagens das quais foram apresentadas como antigoverno por meios de comunicação como o The Guardian (embora tenha, posteriormente, retificado o erro).
As razões para os protestos de rua foram a escassez de alimentos, medicamentos, fornecimento de eletricidade e combustível que sobrecarregam a vida diária dos 11 milhões de cubanos da ilha com graves dificuldades. Isso inclui filas de comida e combustível, apagões de eletricidade, queda na receita e dificuldades econômicas em geral.
Os cubanos têm preocupações genuínas com a deterioração da realidade socioeconômica em seu país, causada principalmente pela intensificação drástica do bloqueio dos EUA sob o governo do ex-presidente Donald Trump. Joe Biden, apesar das promessas eleitorais de restaurar as boas relações como fez Obama, não agiu para aliviar essa situação – e seus impactos aumentaram dramaticamente com a eclosão da pandemia Covid-19.
A pandemia dizimou o turismo em Cuba, a principal fonte de receita da ilha. Também interferiu no comércio e desacelerou a economia. Mas, além desses impactos na renda e nos alimentos, os cubanos também tiveram que enfrentar a escassez de medicamentos – gravemente afetada pelos efeitos do embargo – o que contribuiu para uma crise de saúde, notadamente em Matanzas.
A eleição de Donald Trump levou os EUA a reverter totalmente as decisões tímidas, mas positivas, de aliviar aspectos do bloqueio a Cuba sob o governo Obama. Sob Trump, os EUA impuseram 243 medidas coercitivas unilaterais adicionais (também conhecidas como sanções), incluindo o acréscimo de Cuba à lista dos Estados que patrocinam o terrorismo, o que representou uma intensificação brutal e totalmente injustificada da agressão dos EUA contra o povo cubano.
As sanções visam todos os aspectos da economia cubana. Elas proíbem o comércio com empresas controladas ou operadas por/ou em nome dos militares; proibe os cidadãos dos EUA de viajarem a Cuba individualmente e em grupos para intercâmbios educacionais e culturais; retira a maior parte de seu pessoal da embaixada dos EUA em Havana, levando, entre outras coisas, à suspensão do processamento do visto; permite que cidadãos norte-americanos entrem com litígios contra entidades cubanas que “trafegam” ou se beneficiam de propriedades confiscadas pela revolução cubana desde 1959; proíbe navios de cruzeiro e outras embarcações de navegar entre os EUA e a ilha; proíbe voos dos EUA para cidades cubanas que não sejam Havana; suspende voos fretados privados para Havana e impede que cidadãos estadunidenses permaneçam em estabelecimentos ligados ao governo cubano ou ao Partido Comunista; coíbe o envio de remessas dos EUA para Cuba (a Western Union teve que encerrar suas operações na ilha); procura bloquear o fluxo de petróleo venezuelano para Cuba aplicando sanções a companhias de navegação e companhias petrolíferas estatais de Cuba e Venezuela; proíbe as autoridades cubanas de entrar nos EUA por suposta cumplicidade em abusos dos direitos humanos na Venezuela e muito mais.
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| Críticos do governo cubano em frente ao Ministério da cultura de Cuba. Foto: Alexandre Meneghini/Reuters |
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| 60 anos da vitória cubana em Playa Girón; do duelo Kennedy X Castro: vitória do socialismo. Foto: Impera Productions |
Por Anjuli Tostes no Viomundo
Hoje completam-se 60 anos da vitória de Cuba contra a invasão financiada e executada pelos EUA em Playa Girón.
Em 17 de abril de 1961, um grupo de cerca de 1.500 dissidentes e mercenários recrutados, treinados e fortemente armados pelo governo estadunidense aportou em duas praias da Baía dos Porcos, Playa Larga e Girón.
Tropas cubanas, formadas por militares e civis, se mobilizaram para defender sua pátria esmagaram os invasores em menos de 72 horas. Os mercenários, por sua vez, não tiveram praticamente nenhum apoio do povo cubano.
O episódio entrou para a história como a primeira grande vitória militar contra o imperialismo norte-americano na América Latina, contrastando com os diversos governos que sucumbiram diante de golpes de estado articulados pelos EUA na região.
Uma pequena ilha derrotou a maior potência mundial, mostrando a força da Revolução Cubana.
O evento acabou gerando um efeito contrário ao almejado pelos EUA e serviu para consolidar o caráter socialista da revolução – proclamado dias antes, em 16.04, após uma série de atentados terroristas norte-americanos.
O povo cubano saiu deste importante episódio mais coeso em torno da revolução.
O que Che Guevara diz em uma carta a Kennedy, em agosto daquele ano, resume: “Obrigado por Playa Girón. Antes da invasão, a revolução era fraca. Agora está mais forte do que nunca”.
Cuba segue sendo um símbolo da luta e resistência contra o imperialismo e das conquistas sociais do socialismo.
Mesmo diante de um cruel embargo comercial, econômico e financeiro pela maior potência do mundo há 6 décadas, os avanços da Revolução Cubana são inegáveis.
Os indicadores em educação, saúde, expectativa de vida e segurança continuam sendo os mais altos da América Latina, com um IDH de dar inveja a muitos países considerados desenvolvidos.
Viva a Revolução Cubana!
Animação sobre a batalha de Girón:
Anjuli Tostes é advogada. Doutoranda em Direito e Economia na Universidade de Lisboa. Membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia.
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| Delegação cubana denuncia presença de mercenários na Cúpula das Américas |
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| Ativista cubano segura cartaz do terrorista Carriles e denuncia presença de mercenários cubanos no evento |
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| Gilberto Martínez foi obrigado nesta terça-feira a deixar sua casa, ao lado da esposa e de três filhos |
Um escândalo de corrupção interna espirrou nas Damas de Branco, organização criada em 2003 por parentes de presos cubanos. Sete membros e ex-membros deste grupo que denunciam o atual presidente Berta Soler por desvio dos recursos que recebem do exterior, particularmente os Estados Unidos.
“Motivada pela manifestação enviada à ouvidoria no dia 20 de janeiro pelo leitor Marcelo Torres, o tema da coluna desta semana é a cobertura feita pela Agência Brasil da visita ao país pela blogueira cubana Yoani Sánchez, que foi pontuada por protestos em alguns lugares e muitos comentários na imprensa.Encontro entre blogueira e Félix Rodríguez ocorrerá durante o mês de abril e será organizado por grupo de exilados cubanos