| Charge denunciando o bloqueio dos EUA contra Cuba | Foto: Latuff |
Por Sturt Silva
| Charge denunciando o bloqueio dos EUA contra Cuba | Foto: Latuff |
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| Guerra biológica contra Cuba | Foto: by BrAt82/Shutterstock |
Um novo conjunto de documentos recentemente desclassificados, conhecidos como “Arquivos JFK”, trouxe à tona evidências de que o aparato de inteligência dos Estados Unidos empregou estratégias de manipulação midiática e possíveis ataques biológicos para isolar e prejudicar Cuba durante a Guerra Fria. Os registros revelam como as agências militares e de inteligência americanas utilizaram a imprensa, epidemias e restrições econômicas para minar o governo revolucionário de Fidel Castro.
Campanhas midiáticas e pressão diplomática
Um documento classificado como “secreto”, identificado como DA Memo 64, detalha uma operação coordenada pela estação de inteligência dos EUA na Cidade do México para disseminar informações sobre surtos de febre aftosa e varíola em Cuba. Essa estratégia visava desencorajar a participação de arquitetos mexicanos no Congresso da União Internacional de Arquitetos, realizado em Havana, em um esforço para limitar a influência cubana no cenário internacional. De acordo com o documento, 52 dos 60 arquitetos mexicanos inicialmente inscritos desistiram de comparecer devido às supostas ameaças sanitárias.
Ainda não está claro se essas epidemias foram reais ou se a campanha de desinformação teve êxito em propagar a falsa ideia de uma crise sanitária. Além disso, não há confirmação sobre se os surtos ocorreram naturalmente ou se foram deliberadamente provocados como parte de um programa de guerra biológica.
Uso de armas biológicas contra Cuba
| Cubanos protestam contra Trump em Guantánamo | Foto: Yoel Garcia |
Segundo a imprensa cubana, mais de 50 mil cubanos se reuniram hoje (26/02), em Guantánamo, cidade do sudeste do país e região onde está localizada uma base naval estadunidense, para protestar contra as políticas dos EUA contra Cuba.
Além de condenar o envio de imigrantes, a maioria latino-americanos, para a prisão que os EUA tem na base, os moradores da cidade e região, exigiram o fim das sanções contra à ilha socialista e devolução do território ocupado pelos EUA para o povo cubano.
O evento que foi chamado de Tribuna Anti-imperialista contou com a presença do presidente do país, Miguel Díaz-Canel e de outras lideranças cubanas.
A manifestação foi mais um recado do povo cubano para Trump e sua política agressiva contra Cuba. Em dezembro passado, logo depois da vitória do republicano, cerca de 700 mil cubanos já havia protestado em frente a Embaixada dos EUA em Havana e também em outras cidades do país.
Assista:
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| Manifestação em Havana contra sanções dos EUA e em defesa do socialismo, no final de 2024 | Foto: @DíazCanel |
Poucas horas após sua posse como presidente dos Estados Unidos na segunda-feira (20), Donald Trump assinou uma ordem executiva que reincorpora Cuba à lista de “Estados Patrocinadores do Terrorismo” elaborada unilateralmente pelo Departamento de Estado dos EUA.
De maneira injustificada, a medida anula a decisão de 14 de janeiro, quando, a menos de uma semana do fim de seu mandato, o ex-presidente Joe Biden retirou a ilha caribenha da lista, depois que o próprio Departamento de Estado afirmou ter “constatado que o governo de Cuba não havia fornecido nenhum apoio ao terrorismo internacional”.
Na noite de segunda-feira, assim que a notícia da decisão foi divulgada, o Brasil de Fato conversou com jovens cubanos sobre a decisão do novo presidente dos EUA.
'Nosso povo é o que mais sofre'
Diego de la Torre Castro conta que ficou sabendo da decisão ao verificar as notícias quando saía de seu trabalho em uma filial da Cruz Vermelha em Havana.
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| Díaz-Canel, presidente de Cuba, ao fundo líder da Revolução Cubana, Fidel Castro | Foto: Presidência de Cuba |
A Casa Branca informou ao Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (14/01), que o presidente do país, Joe Biden, decidiu remover Cuba da lista montada pelo próprio governo estaduniense, na qual relaciona os países que ele considera que patrocinam o terrorismo.
A medida é uma das últimas adotadas pelo governo de Biden, que concluirá o seu mandato na próxima segunda-feira (20/01).
A retirada de Cuba da lista vem sendo defendida há meses pelos governos do Brasil, do Chile e da Colômbia. O papa Francisco, principal líder da Igreja Católica, também já fez diversos pedidos nesse sentido.
Além da exclusão da ilha socialista da lista, também foi adotada mais duas medidas: uso da prerrogativa presidencial para impedir ações nos tribunais dos EUA em ações movidas sob o Título III da Lei Helms-Burton e eliminar a lista de entidades cubanas que são proibidas de realizar transações financeiras com cidadãos e instituições dos EUA , o que teve efeitos em terceiros países.
"Decisão correta, porém tardia", diz Cuba
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a decisão de Joe Biden de remover Cuba da lista montada pelo próprio governo estadunidense, na qual relaciona os países que ele considera que patrocinam o terrorismo, é uma “decisão correta, porém tardia e com alcance limitado”.
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| Subversão contra Cuba | Arte: Razões de Cuba |
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| Manifestação de americanos condenando ataque terrorista à Embaixada de Cuba | Foto: @lianystr |
📺Veja o momento em que a Embaixada de Cuba nos EUA sofre um ataque terrorista. 🇺🇸👇 https://t.co/Bc7XBH71Nd
— Solidários a Cuba 🇧🇷🇨🇺 (@blogsolidarios) September 26, 2023
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| Entrevista com o cubano Luis Calallero | Arte: Laura Sabino/Youtube |
Os governos dos EUA gostam de rotular líderes e povos resistentes ao seu domínio de "diabólicos". Não precisa ser de orientação socialista ou comunista, basta apenas buscar uma alternativa política livre daquela imposta por eles ou contrariar os princípios do liberalismo e do capitalismo estadunidense.
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| Evento na Embaixada de Cuba nos EUA | Foto Granma |
Por Sturt Silva
O Movimento Estadunidense de Solidariedade a Cuba anunciou que vai enviar a Cuba seis milhões de seringas para impulsionar a vacinação contra a Covid-19 na ilha.
Em ato na Embaixada de Cuba em Washington, o ativista o cubano-americano Felix Sharpe-Caballero, um dos coordenadores do projeto, destacou que estas seringas, das quais quase dois milhões já chegaram ao porto cubano de Mariel, permitirão continuar a imunização em Cuba, que já aplicou mais oito milhões de doses. Atualmente a ilha socialista está registrando cerca de seis mil casos diários.
A compra e o envio de seringas foram coordenados pela Global Health Partners, uma organização estadunidense que envia remédios e suprimentos médicos a Cuba desde 1994.
Também participam desta iniciativa a Campanha #SavingLives (coalizão de dezenas de grupos contrários ao bloqueio dos EUA), as organizações Codepink e The People's Forum, o Sindicato Internacional de Estivadores e Armazéns (ILWU), a organização Socialistas Democráticos da América (DSA) e dois grupos formados por cubano-americanos: o Movimento Não Embargo Cuba e Pontes de Amor.
Enquanto isso o governo Biden aplica novas sanções contra o governo cubano, mantém as mais de 240 medidas do bloqueio aprovadas por seu antecessor Trump e destina mais de dois milhões de dólares para grupos contrarrevolucionários desestabilizar a Revolução Cubana.
Repercussão em Cuba
Tanto o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, como o Presidente do país, Miguel Díaz-Canel, agradeceram o envio em postagens no twitter.
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| Jovem cubana com camisa de Che Guevara | Foto: DiosvanyUJC |
O ex-presidentete Lula (PT) assinou uma carta pedindo para que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, interrompa imediatamente o bloqueio econômico a Cuba. Além de Lula, mais de 400 ex-chefes de estado, políticos, intelectuais, cientistas, religiosos, artistas, ativistas e movimentos sociais de todo o mundo assinaram o documento.
Entre os signatários do “Let Cuba Live” (Deixe Cuba Viver), estão Jane Fonda, Susan Sarandon, Emma Thompson, Danny Glover, Wagner Moura, Mark Ruffalo, Judith Butler, Noam Chomsky, Gayatri Spivak, Adolfo Pérez Esquivel, Rafael Correa e movimentos como o Black Lives Matter (EUA) e o MST.
“Consideramos inescrupuloso, especialmente durante uma pandemia, bloquear intencionalmente as remessas e o uso de instituições financeiras globais por parte de Cuba, visto que o acesso a dólares é necessário para a importação de alimentos e medicamentos”, diz a carta.
Além de manter o bloqueio econômico, o governo Biden anunciou que vai impor sanções às forças militares cubanas e aos oficiais do Ministério do Interior do país. Biden disse que as sanções dos EUA contra Cuba são "apenas o início", e afirma que Washington continuará a sancionar os responsáveis pela suposta opressão do povo cubano.
#SOSCuba 🚩🇨🇺Mais de 400 ex-chefes de estados, políticos, intelectuais cientistas, músicos, religiosos, músicos, líderes e ativistas de todo mundo pede que Biden acabe com as sanções contra Cuba
— Notícias de Cuba 🇨 (@NoticiasdCuba) July 23, 2021
🇺🇸 #EliminaElBloqueo https://t.co/g6bSX6741L
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| Trump e agora Biden destinam milhões por ano contra a Revolução Cubana | Foto: The Word News |
Em uma ação evidentemente bem coordenada, em 11 de julho de 2021, grupos de opositores ao governo fizeram manifestações em várias cidades cubanas, notadamente em Havana. Segundos depois da manifestação, a grande mídia mundial estava a todo vapor divulgando os acontecimentos.
Essa explosão social é um acontecimento incomum em Cuba, e ainda mais surpreendente foi a intensidade e a violência desdobrada pelos manifestantes (vandalismo, agressão a funcionários, saques e ataques a prédios públicos), que lembra os protestos na Venezuela em 2014 e 2017, e na Nicarágua na última tentativa de golpe em julho de 2018.
Ficou claro que esses grupos de oposição estavam executando a conhecida tática venezuelana de guarimba (distúrbios de rua violentos e orientados pela mídia). Os protestos foram imediatamente respondidos por mobilizações de massa em apoio à revolução em Cuba, imagens das quais foram apresentadas como antigoverno por meios de comunicação como o The Guardian (embora tenha, posteriormente, retificado o erro).
As razões para os protestos de rua foram a escassez de alimentos, medicamentos, fornecimento de eletricidade e combustível que sobrecarregam a vida diária dos 11 milhões de cubanos da ilha com graves dificuldades. Isso inclui filas de comida e combustível, apagões de eletricidade, queda na receita e dificuldades econômicas em geral.
Os cubanos têm preocupações genuínas com a deterioração da realidade socioeconômica em seu país, causada principalmente pela intensificação drástica do bloqueio dos EUA sob o governo do ex-presidente Donald Trump. Joe Biden, apesar das promessas eleitorais de restaurar as boas relações como fez Obama, não agiu para aliviar essa situação – e seus impactos aumentaram dramaticamente com a eclosão da pandemia Covid-19.
A pandemia dizimou o turismo em Cuba, a principal fonte de receita da ilha. Também interferiu no comércio e desacelerou a economia. Mas, além desses impactos na renda e nos alimentos, os cubanos também tiveram que enfrentar a escassez de medicamentos – gravemente afetada pelos efeitos do embargo – o que contribuiu para uma crise de saúde, notadamente em Matanzas.
A eleição de Donald Trump levou os EUA a reverter totalmente as decisões tímidas, mas positivas, de aliviar aspectos do bloqueio a Cuba sob o governo Obama. Sob Trump, os EUA impuseram 243 medidas coercitivas unilaterais adicionais (também conhecidas como sanções), incluindo o acréscimo de Cuba à lista dos Estados que patrocinam o terrorismo, o que representou uma intensificação brutal e totalmente injustificada da agressão dos EUA contra o povo cubano.
As sanções visam todos os aspectos da economia cubana. Elas proíbem o comércio com empresas controladas ou operadas por/ou em nome dos militares; proibe os cidadãos dos EUA de viajarem a Cuba individualmente e em grupos para intercâmbios educacionais e culturais; retira a maior parte de seu pessoal da embaixada dos EUA em Havana, levando, entre outras coisas, à suspensão do processamento do visto; permite que cidadãos norte-americanos entrem com litígios contra entidades cubanas que “trafegam” ou se beneficiam de propriedades confiscadas pela revolução cubana desde 1959; proíbe navios de cruzeiro e outras embarcações de navegar entre os EUA e a ilha; proíbe voos dos EUA para cidades cubanas que não sejam Havana; suspende voos fretados privados para Havana e impede que cidadãos estadunidenses permaneçam em estabelecimentos ligados ao governo cubano ou ao Partido Comunista; coíbe o envio de remessas dos EUA para Cuba (a Western Union teve que encerrar suas operações na ilha); procura bloquear o fluxo de petróleo venezuelano para Cuba aplicando sanções a companhias de navegação e companhias petrolíferas estatais de Cuba e Venezuela; proíbe as autoridades cubanas de entrar nos EUA por suposta cumplicidade em abusos dos direitos humanos na Venezuela e muito mais.
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| Seleção Cubana na Guatemala | Foto: Onel Hernandéz |
A seleção masculina de futebol de Cuba acaba de ser eliminada da Copa Ouro (a "Copa América" dos países da América do Norte, América Central e Caribe) depois que os EUA negaram vistos para os jogadores da nação socialista. O primeiro jogo dos cubanos, válido pela fase preliminar da competição, era contra a Guiana Francesa e estava marcado para a noite de ontem (03), em Miami, Estados Unidos.
A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF), que organiza a competição, disse em nota que Cuba foi eliminada por que teve problemas, além dos vistos, com protocolos sanitários relacionados à Covid-19.
Já a imprensa cubana disse que os jogadores cubanos ficaram esperando os vistos em um hotel na Nicarágua, depois de tentar sem sucesso um primeiro pedido na Guatemala, onde a delegação estava concentrada. Desde o governo Trump, os EUA tem dificultado a entrada de cubanos em solo estadunidense. A estratégia usada é esvaziar os serviços consulares em Havana e obrigar os cubanos a deslocar para um terceiro país para pedir os vistos.
Onel Hernandéz, que joga no futebol inglês e considerado o grande nome da seleção cubana, disse que os jogadores cubanos choraram muito ao saber da notícia. Cuba convocou, pela primeira vez, jogadores que atuam fora do país.
A Guiana Francesa está classificada para a próxima fase e agora enfrenta Trindade e Tobago. O torneio tem os EUA como sede.
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| Votação na ONU contra o bloqueio dos EUA a Cuba | Arte: Solidários a Cuba/TeleSUR |
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| Votação contra o bloqueio dos EUA a Cuba em 23 de junho de 2021 | Foto: ONU |
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| Manifestação contra o bloqueio dos EUA a Cuba | Foto: Miguel Díaz-Canel |
Por Sturt Silva
Mesmo depois da saída de Trump, o governo dos EUA insiste em colocar Cuba em lista de países "que não combatem o terrorismo". A medida foi assinada no último dia 25 de maio, por Antony Blinken - Secretário de Estado - onde o governo estadunidense afirma que Cuba, ao lado de Síria, Coreia do Norte, Irã e Venezuela "não estão cooperando plenamente com os esforços antiterroristas dos Estados Unidos”.
O governo cubano, através de seu Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota dois dias depois repudiando a decisão do governo Biden.
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| "Abaixo a lei Helms-Burton" na manifestação de 1º de Maio em Havana - 2019 | Foto: Cuba Sí |
Quando a União Soviética e o bloco socialista desapareceram no final de 1991, o governo dos Estados Unidos também considerou que era o momento da queda de Cuba Socialista. A Casa Branca calculou que, em questão de semanas, Cuba se afogaria em suas dificuldades econômicas e, sem o apoio do Kremlin, o povo daria as costas ao projeto revolucionário, iniciado em 1959 e transformado em socialista em 1962.
Na década de 90, Cuba vivia o período especial e os EUA aprovaram medidas duras para tentar derrubar Fidel Castro e acabar de vez com o socialismo cubano. Entre as medidas tomadas estão as aprovações de duas leis: a Torricelli, de 1992, e a Helms-Burton de 1996.
A segunda foi proposta pelo senador republicano Hesse Helms, caracterizado como um dos "falcões" da política estadunidense, que na época era o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Em relação a Cuba, Helms disse: "É hora de apertar os parafusos." Em seu propósito de retaliação, teve o apoio do presidente da Subcomissão do Hemisfério Ocidental da Câmara, deputado Burton, que por sua vez garantiu que a nova lei seria "o último prego no caixão" de Fidel Castro. Desde a sua entrada em vigor, a lei passou a ser conhecida como Helms-Burton.
Não é embargo, é bloqueio
Na época do processo, fontes do Secretário de Estado reconheceram que a lei viola os direitos constitucionais do Poder Executivo dos EUA de conduzir a política externa e vários outros tratados internacionais que são obrigações dos Estados Unidos. O regulamento, apesar de introduzir um critério de extraterritorialidade, não consultou o Conselho de Segurança ou a Assembleia Geral das Nações Unidas.
Com a lei Helms-Burton o bloqueio foi criminalmente endurecido. No entanto, por mais de duas décadas de validade, os governos dos EUA suspenderam a aplicação do Título III do regulamento, o mais escandaloso e criminoso de seus componentes, que permite agentes da ditadura Batista (1952-59) e seus herdeiros, com cidadania estadunidense, de entrar com ações judiciais nos tribunais dos Estados Unidos contra o governo e o povo de Cuba.
Bloqueio fortalecido com Trump
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| Raúl Castro na abertura do VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba | Foto: Estudios Revolución |
Documentos secretos divulgados na semana em que ocorre o VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba, que marca a aposentadoria política de Raúl Castro, confirmam a tentativa de assassinato dos líderes da Revolução Cubana, ex-presidentes do país, Fidel Castro (1976-2006) e Raúl Castro (2006-2018), na década de 60.
A CIA contratou um piloto para matar Raúl Castro num voo entre Praga e Havana. A intenção era simular um acidente de avião e acabar com a vida do líder cubano. Felizmente, o piloto de nome José Raúl Martínez, recrutado pela CIA como informante em Cuba, não teve oportunidade de arrumar um acidente como haviam combinado com os estadunidenses.
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| Revolução de 1959 derrubou uma ditadura aliada dos EUA em Cuba | Arte: Blog Solidários a Cuba |
Em 3 de fevereiro de 1962, um ano após a ruptura unilateral de relações diplomáticas com Cuba, o presidente John Kennedy dos Estados Unidos assinou o decreto que oficializou o embargo (bloqueio) total do comércio com a ilha. Todas as transações comerciais, diplomáticas e aéreas entre o país caribenho e os outros países do continente foram rompidas - com exceção do México.
O bloqueio foi compartilhado pelos aliados ocidentais dos EUA. Na prática, Cuba se encontrava isolada desde 19 de outubro de 1960, quando foi decretado o embargo de todo tipo de mercadoria destinada à ilha. A partir de 1992, Cuba passou a apresentar todos os anos na Assembleia Geral da ONU uma resolução exigindo o fim imediato do bloqueio. Apesar de as resoluções serem anualmente aprovadas por quase todos os países com exceção de EUA e Israel, até hoje foram todas em vão.
Segundo Havana, o objetivo do bloqueio foi a destruição da Revolução Cubana mediante a criação de dificuldades econômicas, negando dinheiro e fornecimentos a Cuba a fim de, como consta no texto do decreto da Casa Branca, “diminuir os salários reais e monetários, com a finalidade de provocar fome, desespero e a derrubada do governo”.
Esta política, aplicada por vários governos norte-americanos, é entendida pelos cubano como um ato de genocídio, em virtude de dispositivos da Convenção de Genebra sobre o genocídio, que define como tal “os atos perpetrados com a intenção de destruir total ou parcialmente um grupo nacional, étnico, racial o religioso” e, nesses casos, contempla "a sujeição intencional do grupo a condições de existência que tendam a acarretar sua destruição física, total ou parcial”.
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| Em 16 de abril de 61, no enterro das vítimas de um ataque dos EUA, Fidel Castro declara o caráter socialista da Revolução Cubana | Foto: Fidel: soldado das ideias |
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| Escutura de Che Guevara na Praça da Revolução, em Havana - Cuba | Foto: Alchetron |