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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Sem as sanções dos EUA, o PIB de Cuba poderia ter crescido 9,2% em 2024

Charge denunciando o bloqueio dos EUA contra Cuba | Foto: Latuff

Por Sturt Silva 

Segundo denúncia do governo de Cuba na ONU, em setembro de 2025, o bloqueio (sanções e embargos) dos EUA contra Cuba impediu o Produto Interno Bruto (PIB, indicador da economia de um país) da ilha socialista de crescer cerca de 7% em 2022, 8% em 2023 e 9,2% em 2024.

De acordo com documentos oficiais, as perdas de Cuba, causadas pelo bloqueio, entre março de 2024 e fevereiro de 2025 chegaram a US$ 7,556 bilhões – um salto de 49% em relação ao mesmo período anterior. 

O ministro cubano de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que a preços correntes, os danos acumulados do bloqueio em seis décadas ascendem à cifra astronômica de US$ 170,677 bilhões. Levando em conta a atual desvalorização do dólar face ao ouro, este valor de danos subiria para mais de US$ 2,103 trilhões. 

Saiba mais:

ONU já condenou o bloqueio dos EUA por 33 vezes 

Desde 1992, a ONU aprova resoluções exigindo o fim da medida, que, ao longo dos anos, vem recebendo apoio da maioria de seus 193 membros. Em 2016, a resolução contou com 191 países a favor e nenhum contrário, com os próprios EUA se abstendo. Em 2025, com pressão máxima do governo Trump, foram 165 países favoráveis e 7 contrários. 

Economia cubana

Em 2023, a economia de Cuba registrou uma queda de 1,9% no seu PIB, já os números de 2024 ainda não foram divulgados. 

Cuba afirma que nos últimos anos o bloqueio dos EUA tem impedido um crescimento entre 7% e 9%  de seu PIB, já estudos de consultorias da Europa afirma que historicamente as sanções dos EUA têm tirado um crescimento por ano de até 2% do PIB cubano.

Para o governo dos EUA, não se trata de um bloqueio, mas sim de um embargo.

sábado, 12 de abril de 2025

Documentos revelam operações de guerra biológica dos EUA contra Cuba

Guerra biológica contra Cuba | Foto: by BrAt82/Shutterstock 
Por Cezar Xavier no Vermelho 

Um novo conjunto de documentos recentemente desclassificados, conhecidos como “Arquivos JFK”, trouxe à tona evidências de que o aparato de inteligência dos Estados Unidos empregou estratégias de manipulação midiática e possíveis ataques biológicos para isolar e prejudicar Cuba durante a Guerra Fria. Os registros revelam como as agências militares e de inteligência americanas utilizaram a imprensa, epidemias e restrições econômicas para minar o governo revolucionário de Fidel Castro.

Campanhas midiáticas e pressão diplomática

Um documento classificado como “secreto”, identificado como DA Memo 64, detalha uma operação coordenada pela estação de inteligência dos EUA na Cidade do México para disseminar informações sobre surtos de febre aftosa e varíola em Cuba. Essa estratégia visava desencorajar a participação de arquitetos mexicanos no Congresso da União Internacional de Arquitetos, realizado em Havana, em um esforço para limitar a influência cubana no cenário internacional. De acordo com o documento, 52 dos 60 arquitetos mexicanos inicialmente inscritos desistiram de comparecer devido às supostas ameaças sanitárias.

Ainda não está claro se essas epidemias foram reais ou se a campanha de desinformação teve êxito em propagar a falsa ideia de uma crise sanitária. Além disso, não há confirmação sobre se os surtos ocorreram naturalmente ou se foram deliberadamente provocados como parte de um programa de guerra biológica.

Uso de armas biológicas contra Cuba

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Cuba: 50 mil cubanos protestam contra envio de imigrantes para Guantánamo

Cubanos protestam contra Trump em Guantánamo | Foto: Yoel Garcia 

Por Sturt Silva 

Segundo a imprensa cubana, mais de 50 mil cubanos se reuniram hoje (26/02), em Guantánamo, cidade do sudeste do país e região onde está localizada uma base naval estadunidense, para protestar contra as políticas dos EUA contra Cuba. 

Além de condenar o envio de imigrantes, a maioria latino-americanos, para a prisão que os EUA tem na base, os moradores da cidade e região, exigiram o fim das sanções contra à ilha socialista e devolução do território ocupado pelos EUA para o povo cubano. 

O evento que foi chamado de Tribuna Anti-imperialista contou com a presença do presidente do país, Miguel Díaz-Canel e de outras lideranças cubanas. 

A manifestação foi mais um recado do povo cubano para Trump e sua política agressiva contra Cuba. Em dezembro passado, logo depois da vitória do republicano, cerca de 700 mil cubanos já havia protestado em frente a Embaixada dos EUA em Havana e também em outras cidades do país. 

Assista:

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

"Quem sofre é o povo": cubanos reagem após Trump adotar medidas contra Cuba

Manifestação em Havana contra sanções dos EUA e em defesa do socialismo,
no final de 2024 | Foto: @DíazCanel

Por Gabriel Vera Lopes no Brasil de Fato 

Poucas horas após sua posse como presidente dos Estados Unidos na segunda-feira (20), Donald Trump assinou uma ordem executiva que reincorpora Cuba à lista de “Estados Patrocinadores do Terrorismo” elaborada unilateralmente pelo Departamento de Estado dos EUA.

De maneira injustificada, a medida anula a decisão de 14 de janeiro, quando, a menos de uma semana do fim de seu mandato, o ex-presidente Joe Biden retirou a ilha caribenha da lista, depois que o próprio Departamento de Estado afirmou ter “constatado que o governo de Cuba não havia fornecido nenhum apoio ao terrorismo internacional”.

Na noite de segunda-feira, assim que a notícia da decisão foi divulgada, o Brasil de Fato conversou com jovens cubanos sobre a decisão do novo presidente dos EUA.

'Nosso povo é o que mais sofre'

Diego de la Torre Castro conta que ficou sabendo da decisão ao verificar as notícias quando saía de seu trabalho em uma filial da Cruz Vermelha em Havana.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Vitória de Cuba: EUA retira Cuba de lista "terrorista"

Díaz-Canel, presidente de Cuba, ao fundo líder da Revolução Cubana, Fidel Castro | Foto: Presidência de Cuba

Por Sturt Silva 

A Casa Branca informou ao Congresso dos Estados Unidos, nesta terça-feira (14/01), que o presidente do país, Joe Biden, decidiu remover Cuba da lista montada pelo próprio governo estaduniense, na qual relaciona os países que ele considera que patrocinam o terrorismo.

A medida é uma das últimas adotadas pelo governo de Biden, que concluirá o seu mandato na próxima segunda-feira (20/01).

A retirada de Cuba da lista vem sendo defendida há meses pelos governos do Brasil, do Chile e da Colômbia. O papa Francisco, principal líder da Igreja Católica, também já fez diversos pedidos nesse sentido.

Além da exclusão da ilha socialista da lista, também foi adotada mais duas medidas: uso da prerrogativa presidencial para impedir ações nos tribunais dos EUA em ações movidas sob o Título III da Lei Helms-Burton e eliminar a lista de entidades cubanas que são proibidas de realizar transações financeiras com cidadãos e instituições dos EUA , o que teve efeitos em terceiros países.

"Decisão correta, porém tardia", diz Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que a decisão de Joe Biden de remover Cuba da lista montada pelo próprio governo estadunidense, na qual relaciona os países que ele considera que patrocinam o terrorismo, é uma “decisão correta, porém tardia e com alcance limitado”.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Cuba: EUA e terroristas de Miami planejam ações desestabilizadoras

Subversão contra Cuba | Arte: Razões de Cuba

Por Sturt Silva 

Segundo o jornal Granma, grupos terroristas, sediados em Miami e grupos de oposição, sediados em Cuba, estariam planejando atos neste fim de ano na ilha. 

Seguindo as ordens dos EUA, Ibrahim Bosh, Orlando Gutiérrez Boronat e Manuel Milanés Pizonero, considerados por Cuba como criminosos, procuram convocar uma greve geral para 10 e 11 de dezembro, no contexto do Dia Internacional dos Direitos Humanos. Eles também pensaram em usar parte do dinheiro recebido do governo estadunidense para pagar por um suposto protesto durante a peregrinação de São Lázaro, tradicionalmente realizada em 17 de dezembro. 

Entre os grupos que estão pensando em se unir aos atos desestabilizadores, está o Partido Republicano de Cuba, o Movimento 30 de Novembro e personagens contrarrevolucionárias conhecidas como Pedro Corso, Tomás Regalado e Rosa María Payá, que inclusive, estão pedindo mais dinheiro para a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o governo dos EUA para incitar uma greve de profissionais de saúde nas províncias de  Granma, Holguín e Camagüey.

O jornal ainda afirma que todo ano, justo nos dias nos quais a família cubana busca se unir para dizer adeus a um período que pode ter sido bom ou difícil, como 2023, a contrarrevolução tenta romper a tranquilidade oferecendo dinheiro por mentiras e trocando benefícios ilusórios por ações arriscadas do ponto de vista legal para pessoas que quase nunca têm nada a ver como o que eles defendem.

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Brasileiros condenam ataque terrorista contra Cuba nos EUA

Manifestação de americanos condenando ataque terrorista à Embaixada de Cuba | Foto: @lianystr 

Por Sturt Silva 

Leia nota do Movimento Brasileiros de Solidariedade a Cuba e de demais organizações amigas de Cuba no Brasil.

Reafirmamos o apoio a Cuba

A solidariedade ao povo, ao governo e à Revolução Cubana, mais uma vez, vem denunciar um novo ataque que a ilha revolucionária sofre.

Na madrugada do dia 24 de setembro a Embaixada de Cuba, em Washington, foi novamente atacada por terroristas, que jogaram coqueteis molotovis no prédio, provocando danos no patrimônio do prédio diplomático. 
Se não bastassem 61 anos de um criminoso bloqueio econômico, a inclusão de Cuba em uma relação de "patrocinadores do terrorismo", verdadeiro acinte à verdade, pois os EUA, de fato, são a maior organização terrorista do mundo e se acham no direito de seguir impondo seus crimes impunemente a nações em todo o mundo. 

Por isso, o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba exige a apuração e punição dos terroristas que atacaram a embaixada de Cuba, em Washington, bem como o fim do criminoso bloqueio e a retirada de Cuba da relação de países que "patrocinam o terrorismo". 

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Quantas pessoas os EUA já mataram em Cuba?

Entrevista com o cubano Luis Calallero | Arte: Laura Sabino/Youtube
Por Sturt Silva 

Os governos dos EUA gostam de rotular líderes e povos resistentes ao seu domínio de "diabólicos". Não precisa ser de orientação socialista ou comunista, basta apenas buscar uma alternativa política livre daquela imposta por eles ou contrariar os princípios do liberalismo e do capitalismo estadunidense. 

Cuba é um grande exemplo desse paradoxo. Desde que realizou uma Revolução nacionalista e anti-imperialista, contrariando os interesses políticos e econômicos do maior império de nosso tempo, é atacada, bloqueada e demonizada. As sanções e embargos se iniciaram nos anos 60, mas aumentam em momentos de dificuldades, como vimos na Crise dos Mísseis (1962), Período Especial (anos 90), e agora no período da Pandemia (governo Trump). 

Laura Sabino - em visita a Cuba - perguntou a um cubano o que os EUA fizeram e fazem em Cuba. A resposta está bem clara no vídeo abaixo. Cuba e seu povo são grandes vítimas do terrorismo dos EUA. Foram milhares de homens, mulheres e crianças que perderam suas vidas pelas mãos dos EUA e de grupos mercenários sediados na Flórida.

Por incrível que pareça, foi Cuba que entrou em uma lista de "países patrocinadores do terrorismo" feita pelos EUA. O país socialista foi incluido nela ainda no governo Trump e continua com Biden. Para mudar isso, lançamos uma campanha para recolher 1 milhão de assinaturas para pressionar por sua retirada. Assine aqui

Assista:

sexta-feira, 23 de julho de 2021

Estadunidenses e cubanos residentes nos EUA enviam seis milhões de seringas para Cuba

Evento na Embaixada de Cuba nos EUA | Foto Granma

 Por Sturt Silva 

O Movimento Estadunidense de Solidariedade a Cuba anunciou que vai enviar a Cuba seis milhões de seringas para impulsionar a vacinação contra a Covid-19 na ilha. 

Em ato na Embaixada de Cuba em Washington, o ativista o cubano-americano Felix Sharpe-Caballero, um dos coordenadores do projeto, destacou que estas seringas, das quais quase dois milhões já chegaram ao porto cubano de Mariel, permitirão continuar a imunização em Cuba, que já aplicou mais oito milhões de doses. Atualmente a ilha socialista está registrando cerca de seis mil casos diários. 

A compra e o envio de seringas foram coordenados pela Global Health Partners, uma organização estadunidense que envia remédios e suprimentos médicos a Cuba desde 1994.

Também participam desta iniciativa a Campanha #SavingLives (coalizão de dezenas de grupos contrários ao bloqueio dos EUA), as organizações Codepink e The People's Forum, o Sindicato Internacional de Estivadores e Armazéns (ILWU), a organização Socialistas Democráticos da América (DSA) e dois grupos formados por cubano-americanos: o Movimento Não Embargo Cuba e Pontes de Amor.

Intervenção dos EUA

Enquanto isso o governo Biden aplica novas sanções contra o governo cubano, mantém as mais de 240 medidas do bloqueio aprovadas por seu antecessor Trump e destina mais de dois milhões de dólares para grupos contrarrevolucionários desestabilizar a Revolução Cubana. 

Repercussão em Cuba

Tanto o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, como o Presidente do país, Miguel Díaz-Canel, agradeceram o envio em postagens no twitter. 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Lula e mais 400 assinam carta aberta pedindo a Biden fim do bloqueio econômico a Cuba

Jovem cubana com camisa de Che Guevara | Foto: DiosvanyUJC

Do Brasil 247 

O ex-presidentete Lula (PT) assinou uma carta pedindo para que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, interrompa imediatamente o bloqueio econômico a Cuba. Além de Lula, mais de 400 ex-chefes de estado, políticos, intelectuais, cientistas, religiosos, artistas, ativistas e movimentos sociais de todo o mundo assinaram o documento.

Entre os signatários do “Let Cuba Live” (Deixe Cuba Viver), estão Jane Fonda, Susan Sarandon, Emma Thompson, Danny Glover, Wagner Moura, Mark Ruffalo, Judith Butler, Noam Chomsky, Gayatri Spivak, Adolfo Pérez Esquivel, Rafael Correa e movimentos como o Black Lives Matter (EUA) e o MST.

“Consideramos inescrupuloso, especialmente durante uma pandemia, bloquear intencionalmente as remessas e o uso de instituições financeiras globais por parte de Cuba, visto que o acesso a dólares é necessário para a importação de alimentos e medicamentos”, diz a carta.

Além de manter o bloqueio econômico, o governo Biden anunciou que vai impor sanções às forças militares cubanas e aos oficiais do Ministério do Interior do país. Biden disse que as sanções dos EUA contra Cuba são "apenas o início", e afirma que Washington continuará a sancionar os responsáveis pela suposta opressão do povo cubano.

Leia a carta aberta na íntegra:

terça-feira, 20 de julho de 2021

Cerca de 54 grupos de oposição em Cuba recebe dinheiro dos EUA

Trump e agora Biden destinam milhões por ano contra a Revolução Cubana | Foto: The Word News 

Por Francisco Dominguez na Jacobin Brasil

Em uma ação evidentemente bem coordenada, em 11 de julho de 2021, grupos de opositores ao governo fizeram manifestações em várias cidades cubanas, notadamente em Havana. Segundos depois da manifestação, a grande mídia mundial estava a todo vapor divulgando os acontecimentos.

Essa explosão social é um acontecimento incomum em Cuba, e ainda mais surpreendente foi a intensidade e a violência desdobrada pelos manifestantes (vandalismo, agressão a funcionários, saques e ataques a prédios públicos), que lembra os protestos na Venezuela em 2014 e 2017, e na Nicarágua na última tentativa de golpe em julho de 2018.

Ficou claro que esses grupos de oposição estavam executando a conhecida tática venezuelana de guarimba (distúrbios de rua violentos e orientados pela mídia). Os protestos foram imediatamente respondidos por mobilizações de massa em apoio à revolução em Cuba, imagens das quais foram apresentadas como antigoverno por meios de comunicação como o The Guardian (embora tenha, posteriormente, retificado o erro).

As razões para os protestos de rua foram a escassez de alimentos, medicamentos, fornecimento de eletricidade e combustível que sobrecarregam a vida diária dos 11 milhões de cubanos da ilha com graves dificuldades. Isso inclui filas de comida e combustível, apagões de eletricidade, queda na receita e dificuldades econômicas em geral.

Os cubanos têm preocupações genuínas com a deterioração da realidade socioeconômica em seu país, causada principalmente pela intensificação drástica do bloqueio dos EUA sob o governo do ex-presidente Donald Trump. Joe Biden, apesar das promessas eleitorais de restaurar as boas relações como fez Obama, não agiu para aliviar essa situação – e seus impactos aumentaram dramaticamente com a eclosão da pandemia Covid-19.

A pandemia dizimou o turismo em Cuba, a principal fonte de receita da ilha. Também interferiu no comércio e desacelerou a economia. Mas, além desses impactos na renda e nos alimentos, os cubanos também tiveram que enfrentar a escassez de medicamentos – gravemente afetada pelos efeitos do embargo – o que contribuiu para uma crise de saúde, notadamente em Matanzas.

A eleição de Donald Trump levou os EUA a reverter totalmente as decisões tímidas, mas positivas, de aliviar aspectos do bloqueio a Cuba sob o governo Obama. Sob Trump, os EUA impuseram 243 medidas coercitivas unilaterais adicionais (também conhecidas como sanções), incluindo o acréscimo de Cuba à lista dos Estados que patrocinam o terrorismo, o que representou uma intensificação brutal e totalmente injustificada da agressão dos EUA contra o povo cubano.

As sanções visam todos os aspectos da economia cubana. Elas proíbem o comércio com empresas controladas ou operadas por/ou em nome dos militares; proibe os cidadãos dos EUA de viajarem a Cuba individualmente e em grupos para intercâmbios educacionais e culturais; retira a maior parte de seu pessoal da embaixada dos EUA em Havana, levando, entre outras coisas, à suspensão do processamento do visto; permite que cidadãos norte-americanos entrem com litígios contra entidades cubanas que “trafegam” ou se beneficiam de propriedades confiscadas pela revolução cubana desde 1959; proíbe navios de cruzeiro e outras embarcações de navegar entre os EUA e a ilha; proíbe voos dos EUA para cidades cubanas que não sejam Havana; suspende voos fretados privados para Havana e impede que cidadãos estadunidenses permaneçam em estabelecimentos ligados ao governo cubano ou ao Partido Comunista; coíbe o envio de remessas dos EUA para Cuba (a Western Union teve que encerrar suas operações na ilha); procura bloquear o fluxo de petróleo venezuelano para Cuba aplicando sanções a companhias de navegação e companhias petrolíferas estatais de Cuba e Venezuela; proíbe as autoridades cubanas de entrar nos EUA por suposta cumplicidade em abusos dos direitos humanos na Venezuela e muito mais.

domingo, 4 de julho de 2021

Absurdo: EUA negam vistos e Cuba está eliminada da Copa Ouro

Seleção Cubana na Guatemala | Foto: Onel Hernandéz

Por Sturt Silva 

A seleção masculina de futebol de Cuba acaba de ser eliminada da Copa Ouro (a "Copa América" dos países da América do Norte, América Central e Caribe) depois que os EUA negaram vistos para os jogadores da nação socialista. O primeiro jogo dos cubanos, válido pela fase preliminar da competição, era contra a Guiana Francesa e estava marcado para a noite de ontem (03), em Miami, Estados Unidos. 

A Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF), que organiza a competição, disse em nota que Cuba foi eliminada por que teve problemas, além dos vistos, com protocolos sanitários relacionados à Covid-19.  

Já a imprensa cubana disse que os jogadores cubanos ficaram esperando os vistos em um hotel na Nicarágua, depois de tentar sem sucesso um primeiro pedido na Guatemala, onde a delegação estava concentrada. Desde o governo Trump, os EUA tem dificultado a entrada de cubanos em solo estadunidense. A estratégia usada é esvaziar os serviços consulares em Havana e obrigar os cubanos a deslocar para um terceiro país para pedir os vistos. 

Onel Hernandéz, que joga no futebol inglês e considerado o grande nome da seleção cubana, disse que os jogadores cubanos choraram muito ao saber da notícia. Cuba convocou, pela primeira vez,  jogadores que atuam fora do país. 

A Guiana Francesa está classificada para a próxima fase e agora enfrenta Trindade e Tobago. O torneio tem os EUA como sede. 

quarta-feira, 23 de junho de 2021

184 países condenam o bloqueio dos EUA a Cuba na ONU, mas Brasil de Bolsonaro se abstém

Votação na ONU contra o bloqueio dos EUA a Cuba | Arte: Solidários a Cuba/TeleSUR

Por Sturt Silva e Maria Lívia 

Nesta quarta-feira (23), a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) votou pela 29ª vez uma resolução pelo fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos contra Cuba desde 1962. Novamente, a ampla maioria das nações votou pelo fim das sanções, com 184 votos a favor, dois contrários (Estados Unidos e Israel) e três abstenções (Colômbia, Ucrânia e Brasil), como se pode ver no painel abaixo. Já 4 países não foram votar: República Centro Africana, Moldávia, Myannamar e Somália. 
Votação contra o bloqueio dos EUA a Cuba em 23 de junho de 2021 | Foto: ONU
A resolução é proposta anualmente pelo governo cubano que denuncia o prejuízo de US$ 147,8 bilhões em quase 60 anos de bloqueio econômico. Durante a gestão de Donald Trump, o bloqueio ainda foi recrudescido com a aplicação de 243 medidas coercitivas unilaterais, afetando diretamente o envio de remessas de cubanos residentes nos EUA à ilha caribenha e o acesso a combustível, vindo principalmente da Venezuela. Já durante a pandemia o bloqueio agravou ainda mais a situação cubana, inclusive proibiu a entrada de medicamentos e insumos para produzir vacinas.

Implantado oficialmente em 1962, o bloqueio dos EUA contra Cuba viola os direitos humanos de todos os cubanos. Seu objetivo é causar dificuldade econômica, fome, caos social e a derrocada do governo socialista que é apoiado pela maioria do povo cubano, como escreveu Pedro Monzón, Cônsul Geral de Cuba no Brasil, em artigo publicado hoje na Folha de São Paulo. 

Denúncia 

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez denunciou ante a Assembleia Geral da ONU (leia discurso no final da reportagem) que o bloqueio novamente tornou-se ainda mais severo mesmo em meio a pandemia de Covid-19.

"Em 2020, meu país, como o resto do mundo, teve que enfrentar os desafios extraordinários da crise de saúde, mas o governo dos Estados Unidos assumiu o vírus como um aliado em uma guerra não convencional implacável", enfatizou o chanceler.

Apesar deste contexto dificultoso, enfatizou, o governo estadunidense estreitou de forma sentencial ainda mais o bloqueio, gerando danos à Cuba de pelo menos cinco bilhões de dólares em 2020.

Adotou diligências que refrearam a ilha de ter acesso a combustível, perseguiu deliberadamente os serviços de saúde que Cuba oferece a todo o mundo; amplificou a censura às transações financeiras e de forma intimidadora assedia e persegue investidores de outros países e instituições comerciais, mencionou objetivamente o chanceler.

Com suas medidas coercitivas unilaterais, Washington impediu o fluxo de remessas às famílias cubanas, desferiu duros golpes no setor autônomo e impediu a ligação entre os cubanos dentro e fora da ilha, disse Rodríguez.

Todas essas medidas continuam em vigor e em plena aplicação prática e, paradoxalmente, estão moldando a conduta do atual governo de Joe Biden, justamente nos meses em que Cuba vive o mais duro ataque da pandemia da Covid-19, advertiu.

Assista ao discurso completo:

terça-feira, 1 de junho de 2021

Cuba foi vítima de 713 atos terroristas dos EUA

Manifestação contra o bloqueio dos EUA a Cuba | Foto: Miguel Díaz-Canel

 
Por Sturt Silva 

Mesmo depois da saída de Trump, o governo dos EUA insiste em colocar Cuba em lista de países "que não combatem  o terrorismo". A medida foi assinada no último dia 25 de maio, por Antony Blinken  - Secretário de Estado - onde o governo estadunidense afirma que Cuba, ao lado de Síria, Coreia do Norte, Irã e Venezuela "não estão cooperando plenamente com os esforços antiterroristas dos Estados Unidos”.

O governo cubano, através de seu Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota dois dias depois repudiando a decisão do governo Biden. 

Cuba "foi vítima de 713 atos terroristas, na sua maioria organizados, financiados e executados pelo governo dos Estados Unidos ou por indivíduos e organizações que recebem refúgio ou atuam com impunidade nesse território. Esses atos custaram a vida de 3.478 e provocaram deficiências em outros 2.099 cidadãos cubanos. Os danos humanos e prejuízos econômicos estão calculados em 181 bilhões de dólares".

Leia a nota na íntegra:

Cuba repudia calúnias dos EUA sobre cooperação contra o terrorismo

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Lei Helms-Burton: 25 anos de ódio contra o povo cubano

"Abaixo a lei Helms-Burton" na manifestação de 1º de Maio em Havana - 2019 | Foto: Cuba Sí

Por Sturt Silva 

Quando a União Soviética e o bloco socialista desapareceram no final de 1991, o governo dos Estados Unidos também considerou que era o momento da queda de Cuba Socialista. A Casa Branca calculou que, em questão de semanas, Cuba se afogaria em suas dificuldades econômicas e, sem o apoio do Kremlin, o povo daria as costas ao projeto revolucionário, iniciado em 1959 e transformado em socialista em 1962. 

Na década de 90, Cuba vivia o período especial e os EUA aprovaram medidas duras para tentar derrubar Fidel Castro e acabar de vez com o socialismo cubano. Entre as medidas tomadas estão as aprovações de duas leis: a Torricelli, de 1992, e a  Helms-Burton de 1996. 

A segunda foi proposta pelo senador republicano Hesse Helms, caracterizado como um dos "falcões" da política estadunidense, que na época era o presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

Em relação a Cuba, Helms disse: "É hora de apertar os parafusos." Em seu propósito de retaliação, teve o apoio do presidente da Subcomissão do Hemisfério Ocidental da Câmara, deputado Burton, que por sua vez garantiu que a nova lei seria "o último prego no caixão" de Fidel Castro. Desde a sua entrada em vigor, a lei passou a ser conhecida como Helms-Burton.

Não é embargo, é bloqueio 

Na época do processo, fontes do Secretário de Estado reconheceram que a lei viola os direitos constitucionais do Poder Executivo dos EUA de conduzir a política externa e vários outros tratados internacionais que são obrigações dos Estados Unidos. O regulamento, apesar de introduzir um critério de extraterritorialidade, não consultou o Conselho de Segurança ou a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Com a lei Helms-Burton o bloqueio foi criminalmente endurecido. No entanto, por mais de duas décadas de validade, os governos dos EUA suspenderam a aplicação do Título III do regulamento, o mais escandaloso e criminoso de seus componentes, que permite agentes da ditadura Batista (1952-59) e seus herdeiros, com cidadania estadunidense, de entrar com ações judiciais nos tribunais dos Estados Unidos contra o governo e o povo de Cuba.

Bloqueio fortalecido com Trump

sábado, 17 de abril de 2021

Vitória de Cuba socialista: EUA tentaram matar Raúl Castro e não conseguiram

Raúl Castro na abertura do VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba | Foto: Estudios Revolución 

Por Sturt Silva 

Documentos secretos divulgados na semana em que ocorre o VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba, que marca a aposentadoria política de Raúl Castro, confirmam a tentativa de assassinato dos líderes da Revolução Cubana, ex-presidentes do país,  Fidel Castro (1976-2006) e Raúl Castro (2006-2018), na década de 60. 

A CIA contratou um piloto para matar Raúl Castro num voo entre Praga e Havana. A intenção era simular um acidente de avião e acabar com a vida do líder cubano. Felizmente, o piloto de nome José Raúl Martínez, recrutado pela CIA como informante em Cuba, não teve oportunidade de arrumar um acidente como haviam combinado com os estadunidenses. 

Tentativas de matar Fidel Castro 

Os documentos também mostram tentativas de assassinar Fidel Castro.

Segundo reportagem do site Sputinik Brasil, que analisou os documentos, a CIA "desenvolveu uma pílula que tinha os elementos de solubilidade rápida, alto conteúdo letal e pouca ou nenhuma rastreabilidade". Seis unidades foram produzidas e seriam dadas a Fidel misturadas com bebida ou algum alimento. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Cuba teria um progresso geométrico sem o bloqueio dos EUA


Por Pedro Mózon na Folha de São Paulo

O bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA se mantém contra Cuba desde 1962. Doze presidentes americanos encabeçaram essa política agressiva, com um momento efêmero de relaxamento durante o mandato de Barack Obama. 

 A imensa maioria dos cubanos não conhece outra realidade que a do bloqueio, e muitos brasileiros que leem este artigo não haviam nascido quando se iniciou tal infâmia. Trata-se de uma política cruel, endurecida anualmente. Provocou múltiplas perdas humanas e de milhões de dólares à economia. O bloqueio é o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba.

Um período de agressividade inédita; foram assim os quatro anos da administração Donald Trump. Ele tomou medidas contra Cuba que agravaram deliberadamente os danos causados pela pandemia.

Castigou o povo cubano com a intenção de gerar explosões sociais e oferecer uma imagem conflituosa e de desastre. Por que não se levanta o bloqueio para que o sistema fracasse por si só? A resposta é óbvia: Cuba teria um progresso geométrico.

Além de reforçar as sanções de sempre, Trump impediu a entrada de combustível no país, afetando criticamente a produção e os serviços à população; limitou o acesso a linhas aéreas regulares; e suspendeu a visita de cruzeiros, embarcações privadas, voos “charters” e particulares.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Hoje na História: EUA impõem bloqueio econômico contra Cuba

Revolução de 1959 derrubou uma ditadura aliada dos EUA em Cuba | Arte: Blog Solidários a Cuba 

Por Max Altman no Opera Mundi 

Em 3 de fevereiro de 1962, um ano após a ruptura unilateral de relações diplomáticas com Cuba, o presidente John Kennedy dos Estados Unidos assinou o decreto que oficializou o embargo (bloqueio) total do comércio com a ilha. Todas as transações comerciais, diplomáticas e aéreas entre o país caribenho e os outros países do continente foram rompidas - com exceção do México.

O bloqueio foi compartilhado pelos aliados ocidentais dos EUA. Na prática, Cuba se encontrava isolada desde 19 de outubro de 1960, quando foi decretado o embargo de todo tipo de mercadoria destinada à ilha. A partir de 1992, Cuba passou a apresentar todos os anos na Assembleia Geral da ONU uma resolução exigindo o fim imediato do bloqueio. Apesar de as resoluções serem anualmente aprovadas por quase todos os países com exceção de EUA e Israel, até hoje foram todas em vão.

Segundo Havana, o objetivo do bloqueio foi a destruição da Revolução Cubana mediante a criação de dificuldades econômicas, negando dinheiro e fornecimentos a Cuba a fim de, como consta no texto do decreto da Casa Branca, “diminuir os salários reais e monetários, com a finalidade de provocar fome, desespero e a derrubada do governo”.

Esta política, aplicada por vários governos norte-americanos, é entendida pelos cubano como um ato de genocídio, em virtude de dispositivos da Convenção de Genebra sobre o genocídio, que define como tal “os atos perpetrados com a intenção de destruir total ou parcialmente um grupo nacional, étnico, racial o religioso” e, nesses casos, contempla "a sujeição intencional do grupo a condições de existência que tendam a acarretar sua destruição física, total ou parcial”.

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Fidel Castro declara o caratér socialista da Revolução Cubana

Em 16 de abril de 61, no enterro das vítimas de um ataque dos EUA, Fidel Castro declara
o caráter socialista da Revolução Cubana | Foto: Fidel: soldado das ideias 
Por Antonio Mata Salas no Causa Operária 

A história da agressão de Playa Girón não é apenas um evento histórico importante e não apenas traduzido em uma grande vitória para a Revolução Cubana e uma grande derrota do imperialismo, mas também, por ocasião dessa invasão, o personagem foi proclamado socialista da Revolução Cubana

Há 59 anos, a Revolução Cubana estava às vésperas da invasão mercenária organizada e financiada pelos Estados Unidos com o objetivo de derrubá-la. Eles já haviam cometido atos de sabotagem e terrorismo contra estabelecimentos comerciais com um grande fluxo de público, queima de canaviais, entre outras ações.

Três meses antes da invasão, o presidente Dwight Eisenhower cortou as relações diplomáticas com Cuba e deu ordens à CIA para se preparar para a invasão. Seu sucessor John Kennedy, que assumiu o cargo em janeiro de 1961, deu luz verde ao ataque planejado anteriormente, mas se recusou a envolver as forças armadas dos EUA.

sexta-feira, 6 de março de 2020

Trump destinou mais de 99 milhões de reais para desestabilizar Cuba

A campanha dos EUA contra a cooperação médica de Cuba e o uso da guerra de 4ª geração.
Escutura de Che Guevara na Praça da Revolução, em Havana - Cuba | Foto: Alchetron
Por Antonio Mata Salas no Brasil de Fato

Conforme foi advertido na Declaração do Ministério das Relações Exteriores de Cuba de 29 de agosto de 2019, o governo dos Estados Unidos realiza, desde o ano passado, uma campanha intensa e ofensiva contra a colaboração médica oferecida por Cuba, combinada com a ameaça de sanções e pressão contra os Estados receptores para que abram mão dela.

Dirigido em detalhes pelo Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, conta a participação ativa de senadores e congressistas associados à máfia anticubana da Flórida e a funcionários frenéticos do Departamento de Estado dos EUA, que cuida das relações exteriores.

Mike Pompeo, diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), nomeado chefe do Departamento de Estado após a nomeação de Donald Trump, por ocasião do Mês Nacional de Prevenção da Escravidão e Tráfico, disse em seu Twitter "pedimos aos países anfitriões que ponham fim aos acordos contratuais com o regime de Castro que facilitam as violações dos direitos humanos que ocorrem nesses programas". Seguindo o roteiro da Organização dos Estados Americanos (OEA), encabeçada por Luis Almagro, atacou a colaboração médica internacional da ilha.

Eles acusam Cuba de uma suposta "escravidão moderna" e "tráfico de pessoas" daqueles profissionais que trabalham no sistema de saúde cubano, com a finalidade de exploração ou de suposta interferência nos assuntos internos dos Estados em que são nomeados e de "certas práticas exploração e trabalho coercitivo”.

Essas novas infâmias contra a colaboração médica cubana continuam aparecendo na mídia de direita com o claro objetivo de desacreditar e sabotar um programa no qual mais de 400 mil profissionais de saúde participaram, por quase seis décadas, no qual salvaram milhares de pessoas e preservaram a a saúde de milhões de pessoas nos 164 países em que trabalharam.

Johana Tablada, vice-diretora geral do Ministério de Relações Exteriores de Cuba nos Estados Unidos, definiu como vergonhosa a intenção de atacar uma atividade que beneficia milhões de seres humanos no mundo todos os dias e faz parte dos esquemas de cooperação Sul-Sul, protegido pelo Direito Internacional, pelos programas das Nações Unidas e da Organização Mundial da Saúde.

 A diplomata lembra que, no final de julho passado, o Departamento de Estado dos EUA informou pela primeira vez que colocaria restrições de visto a funcionários cubanos vinculados ao programa de missões médicas no exterior, em outro ataque aberto a Cuba e sua cooperação internacional.

 Apesar do reconhecimento global do trabalho dos profissionais de saúde cubanos nas mais variadas geografias do mundo, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) anunciou que estava oferecendo até três milhões de dólares a organizações que "investigassem, coletassem e analisassem informações" relacionadas a supostas violações dos direitos humanos dos funcionários de saúde de Cuba. O governo do presidente Donald Trump destinou mais de US$ 22 milhões [o equivalente a 99 milhões de reais] para projetos de subversão que hoje mantém contra Cuba.

Os caluniadores sabem muito bem o prestígio que Cuba tem, internacionalmente, em termos de recursos humanos em medicina devido à atuação de seus médicos em muitos países. Portanto, Washington persegue, com um ódio feroz, as missões médicas cubanas no exterior. 

A realidade é que, superando climas adversos, barreiras linguísticas e geográficas, limitações materiais, diferenças culturais e vários perigos, sanitaristas de todos os cantos da ilha protagonizam essa longa história de cooperação, cuja página mais recente foi escrita por 50 mil mulheres e homens que atualmente prestam serviços em 65 países. 

Hoje em dia não é raro encontrar uma brigada cubana de jaleco branco em qualquer lugar do mundo. Onde quer que haja uma emergência, onde quer que as pessoas mais vulneráveis sejam encontradas, é possível encontrá-la; esforçando-se e entregando conhecimento e amor. Essa atitude é inculcada naqueles que praticam a medicina cubana desde os primeiros momentos de sua formação e se consolida a cada missão. 

Em qualquer canto do planeta onde seja necessário, os médicos cubanos vão ajudar as comunidades mais vulneráveis. É o exército de jalecos brancos que combate epidemias como a malária, a cólera ou o ebola, que atinge os afetados por um desastre natural e que vai aos lugares mais distantes levando consigo a esperança de uma maior qualidade de vida. 

A colaboração médica cubana contribuiu ao longo dos anos para proteger setores pobres da população, melhorar os indicadores de saúde e concluir com sucesso campanhas de vacinação, promoção da saúde e prevenção de doenças em várias regiões.