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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Vitória de Cuba contra o intervencionismo da UE: chega ao fim "posição comum" de 96

União Européia vai assinar primeiro acordo bilateral com Cuba
Mogherini e Rodríguez - Foto: Ismael Francisco/Cubadebate
Do Opera Mundi

O Conselho de Ministros da União Europeia (UE) decidiu nesta terça-feira (06/12) revogar a "posição comum" imposta a Cuba em 1996. Essa política, que termina oficialmente no dia 12 de dezembro, restringia qualquer negociação com o governo cubano enquanto não houvesse o que o bloco chamava de “avanços” no campo dos direitos humanos dentro da ilha.

Além disso, também em dezembro, será assinado o primeiro acordo bilateral com Cuba. Segundo o Conselho de Ministros, esse pacto será submetido ao Parlamento Europeu. O texto prevê o fortalecimento do diálogo político, a melhora da cooperação bilateral e o desenvolvimento de ações conjuntas em fóruns multilaterais.

Este acordo só entra em vigor, no entanto, depois que Havana e Bruxelas forem notificados da aplicação. Dois meses depois dessa notificação, inicia-se a aplicação provisória do acordo. A implementação total, no entanto, acontecerá quando os parlamentos nacionais dos países da UE derem sinal verde, já que se trata de um tratado de natureza "mista" e algumas de suas partes devem ser aprovadas diretamente pelos governos.

As negociações do acordo começaram em abril de 2014 e terminaram em março deste ano, após sete encontros. No dia 11 de março, a chefe de Política Externa do bloco, a italiana Federica Mogherini, esteve em Havana para participar da sétima reunião oficial de diálogo político entre UE e Cuba, durante a qual foi firmado o pacto negociado.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Cuba: A votação hipócrita e indecorosa do parlamento europeu

Parlamento cubano reunido | Foto: Grande Nação
Do Resistir 

Depois de uma campanha concertada de poderosas empresas mediáticas, fundamentalmente da Europa, que atacaram ferozmente Cuba, o Parlamento Europeu acaba de aprovar, na sequência de um indecoroso debate, uma resolução contra o nosso país que manipula sentimentos, distorce factos, esgrime mentiras e oculta realidades. 

O pretexto utilizado foi a morte de um recluso, primeiramente condenado por delito comum e depois manipulado por interesses norte-americanos e pela contrarrevolução interna, que por vontade própria recusou ingerir alimentos, apesar das advertências e da intervenção de médicos especialistas cubanos.

Este lamentável facto não pode ser utilizado para condenar Cuba com o argumento de que podia tê-lo evitado. Se há campo em que não há palavras para atacar Cuba, pois a realidade é irrefutável, é o da luta pela vida dos seres humanos, sejam eles nascidos em Cuba ou noutros países. Basta o exemplo, silenciado pela imprensa hegemónica, da presença de médicos cubanos no Haiti, desde há onze anos antes do terramoto de Janeiro último.

Por trás desta condenação há um profundo cinismo. Quantas vidas de crianças se perderam em nações pobres pela decisão dos países ricos, representados no Parlamento Europeu, de não cumprir os seus compromissos de ajuda ao desenvolvimento. Todos sabiam que era uma sentença de morte massiva, mas optaram por preservar os níveis de esbanjamento e ostentação de um consumismo a longo prazo suicida.

Também ofende os cubanos essa tentativa de nos darem lições, no momento em que na Europa se reprimem imigrantes e desempregados, ao mesmo tempo que em Cuba o povo cubano, em reuniões de vizinhos propõe os seus candidatos às eleições municipais, livremente e sem intermediários.

Os que participaram ou permitiram o contrabando aéreo de presos, a criação de presídios ilegais e a prática de torturas, não têm moral para avaliar um povo agredido e brutalmente bloqueado.

Tão discriminatória e seletiva condenação só pode ser explicada pelo fracasso de uma política incapaz de pôr de joelhos um povo heroico. Nem a Lei Helms Burton nem a Posição Comum europeia, surgidas no mesmo ano, nas mesmas circunstâncias e com iguais propósitos, ambas lesivas da nossa soberania e dignidades nacionais, têm o mais mínimo futuro, pois os cubanos rejeitam a imposição, a intolerância e a pressão como norma das relações internacionais.

Assembleia Nacional do Poder Popular da República de Cuba.