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terça-feira, 27 de setembro de 2016

OMS, Brasil e Cuba oficializam em Washington renovação do programa Mais Médicos

Para a diretora regional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Carissa Etienne, o programa Mais Médicos contribuiu para “assegurar que a população brasileira tivesse acesso a uma atenção básica de saúde de qualidade”, sendo um importante exemplo de parceria internacional bem-sucedida.

A OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cuba oficializaram na segunda-feira (26/09) a renovação por mais três anos do programa Mais Médicos. A assinatura de um termo de ajuste com o Brasil e de um convênio de cooperação com Cuba foi feita no marco do 55º Conselho Diretor da OPAS, em Washington, nos Estados Unidos.

De acordo com a diretora regional da OPAS/OMS, Carissa Etienne, o Mais Médicos é um grande exemplo de parceria internacional bem-sucedida. “Não surpreende que o programa tenha despertado o interesse de outros países da região”, disse.

Ela também agradeceu Brasil e Cuba pela oportunidade que significou para a OPAS de “servi-los no processo” que tornou possível a existência do programa. Para Carissa, a iniciativa contribuiu para “assegurar que a população brasileira tivesse acesso a uma atenção básica de saúde de qualidade”.

O representante da OPAS/OMS no Brasil, Joaquín Molina, disse estar satisfeito com os resultados da iniciativa, que tem levado assistência a milhões de brasileiros. “A renovação do programa Mais Médicos depois de seus primeiros três anos significa o reconhecimento do importante valor e o saldo que o projeto deixou tanto para a cooperação cubana quanto para o sistema de saúde no Brasil. É um projeto de grandes proporções, com 11,4 mil médicos mobilizados pela OPAS/OMS”.


Já o vice-ministro de Saúde Pública de Cuba, José Angel Portal Miranda, ressaltou que o programa “mostra o valor da cooperação na melhoria da saúde da população”, enquanto o secretário-executivo do Ministério da Saúde do Brasil, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, disse que a iniciativa “é uma parceria extraordinária que muda vidas”.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Novos médicos cubanos desembarcando no Brasil; permanência de cubanos no Mais Médicos está assegurada

Corpo diplomático diz que permanência de médicos cuja missão no país está próxima do fim será prorrogada até 31 de outubro deste ano e afirma que eles serão repostos

O médico cubano Sael Castelo Caballero. Foto: Araquém Alcântara
Do Opera Mundi

A Embaixada de Cuba no Brasil negou, nesta segunda-feira (18/08), que o país pretende chamar de volta os profissionais que atuam no Programa Mais Médicos, do governo federal, e disse que vai repor os médicos cujos contratos se encerram este ano.

Em uma mensagem de e-mail enviada a Opera Mundi, a representação do país caribenho no Brasil disse ser falso um comunicado que circulou na internet no domingo (17/07), atribuído ao Ministério de Saúde Pública de Cuba, com um suposto cronograma para o retorno dos profissionais à ilha. O texto que a diplomacia cubana diz não ser verdadeiro afirma também que os médicos não deveriam fazer “comentários” sobre o caso “na presença de pessoal brasileiro” e que, só depois de cinco anos, os médicos poderiam sair do país em novas missões.

Segundo a Embaixada de Cuba, a única comunicação oficial feita com os médicos cubanos no Brasil foi no sentido de informar sobre a prorrogação dos contratos que venceriam entre os meses de julho e outubro até o dia 31 desse último mês. Além disso, os médicos que entrariam de férias nos meses de julho, agosto e setembro estarão autorizados a ter o benefício somente a partir de novembro.

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“A decisão obedece à necessidade de permanecer nos postos de trabalho devido aos diferentes eventos epidemiológicos presentes e à celebração das Olimpíadas”, diz a Embaixada em nota.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Cuba desmente estar chamando médicos de volta

Arte: Brasil de Fato
Por Tereza Cruvinel no Brasil 247

Segundo fontes da embaixada cubana em Brasília, o governo do presidente Raúl Castro e o ministério da Saúde cubano não emitiram nenhum comunicado convocando 1.672 médicos que atuam no programa Mais Médicos a retornarem à ilha, como noticiou o blog de Cynara Menezes, a Socialista Morena.

Pelo contrário, o governo de Cuba está cumprindo todos os termos do acordo assinado com mediação da Opas - Organização Panamericana de Saúde/OMS, certo de que os médicos cubanos estão prestando serviços relevantes aos brasileiros de cidades do interior e de comunidades isoladas que anteriormente não dispunham de assistência médica, disse uma fonte da Embaixada, estranhando a notícia: “é totalmente improcedente esta informação sobre um comunicado chamando os médicos de volta." O que Cuba está buscando é uma renegociação de termos do acordo.

Houve mesmo na semana passada uma reunião entre autoridades brasileiras e representantes da OPAS e do governo cubano, entre eles a vice-ministra da saúde pública de Cuba, Marcia Cobas Ruiz, que externou o desejo de Cuba de manter o acordo de cooperação mas com a revisão de algumas condições. “Respeitaremos o compromisso firmado entre a OPAS e o Brasil, porém, há uma série de fatores a serem revistos e acordados entre as partes. A desvalorização do câmbio nos últimos três anos foi maior do que o previsto e não houve nenhum reajuste, também gostaríamos de avaliar a possibilidade de uma remuneração diferenciada para os profissionais que estão trabalhando em áreas isoladas e de maior risco, entre outras considerações”, teria dito a ministra, segundo registra o site do Ministério da Saúde brasileiro.

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Médicos cubanos se destacam no atendimento humanizado em Curitiba

Apesar dos resultados, Programa Mais Médicos completa três anos ainda sob ataques 

Jorge Luis González, médico cubano que atua na Unidade de Saúde São Miguel, 
localizada na Cidade Industrial de Curitiba (PR) / Fotos: Joka Madruga
Por Camilla Hoshino no Brasil de Fato

Residente há dois anos no Paraná, o cubano Jorge Luis González (49) atua na Unidade de Saúde São Miguel, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Ele estava na Venezuela, onde exercia sua profissão de oftalmologista, quando recebeu o convite para trabalhar como clínico geral no Brasil, por meio de um contrato com o Programa Mais Médicos (PMM). “Isso é visto por muitas pessoas como um retrocesso na profissão”, conta. Apesar disso, Jorge aceitou a missão.  

Ao contrário do preconceito com que muitos cubanos foram recebidos no país, Jorge lembra que foi muito bem acolhido, mas que estranhou o modelo de tratamento focado na “polifarmárcia”. “Quando cheguei, me assustei com o exagero no consumo de remédios pelos brasileiros”, diz. Para ele, a medicina deve ser fundamentalmente baseada na prevenção. E revela: “Este é o sucesso do modelo cubano”.  

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Doutores cubanos são homenageados na Bahia 
São Paulo homenageia médicos cubanos 
Médicos cubanos são homenageados no Ceará

Atualmente, o PMM conta com 957 profissionais no estado. Entre eles, 691 são cubanos, 117 são brasileiros formados em outros países e 159 são brasileiros formados no país. O programa permitiu, com a criação do Cadastro Nacional de Especialistas, dar mais transparência às informações sobre a formação médica, possibilitando alinhar a especialidade de profissionais menos disponíveis- como pediatras, geriatras, ortopedistas, entre outros- à necessidade de cada região.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

3 anos de Mais Médicos: Doutores cubanos são homenageados pelo governo da Bahia

Homenagem marca a despedida das primeiras turmas de médicos cubanos na Bahia depois de 3 anos

Fala da Doutora Jacqueline Virginia Junco durante o evento. Foto: Leonardo Rattes/Ascom Sesab
A Bahia se destaca como um dos estados que mais recebeu médicos do programa Mais Médicos desde a sua criação.

No último sábado (9) esses médicos, com destaque para os cubanos, foram homenageados em cerimônia com a presença do governador Rui Costa (PT) e da Cônsul cubana para o Nordeste, Laura Pujol,

O evento que foi promovido pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Relações Institucionais (Serin) e da Saúde (Sesab), aconteceu no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, e teve a participação de secretários estaduais, médicos do programa, deputados estaduais, prefeitos e vereadores de várias cidades baianas e de outras autoridades políticas como a senadora Lídice da Mata (PSB) e os deputados federais Jorge Solla (PT) e Alice Portugal (PCdoB).

Mesa de Cerimônia. Foto: Leonardo Rattes/Ascom Sesab
O movimento baiano de solidariedade a Cuba e demais representantes da sociedade civil também marcaram presença.

Na Bahia, 1.064 dos 1.432 médicos do programa que atendem no estado são cubanos, o que representa 74% do total.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

São Paulo homenageia médicos cubanos

Mesa do ato na Câmara de São Paulo/Michelle Dias da Silva
A Câmara Municipal de São Paulo em conjunto com o Movimento Paulista de Solidariedade com Cuba, realizou no último dia 17 à noite, um ato em homenagem aos médicos cubanos que trabalham no estado paulista. Com a participação do ex-ministro Alexandre Padilha (atual secretário de saúde de São Paulo) e dos vereadores Jamil Murad, Toninho Vespoli e Juliana Cardoso, mais de uma centena de participantes compartilharam testemunhos e elogios aos doutores cubanos.

Fala de Alexandre Padilha:


Michelle Diaz falou em nome do Movimento Paulista e disse que os médicos cubanos mereceram essa homenagem não só pelo trabalho que realizaram no Brasil, mas também pelas ações humanitárias que desenvolvem em todo o mundo há cinco décadas.

Assista:


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Médicos cubanos são homenageados no Ceará

“Estamos à disposição do povo de Tamboril, do povo do Brasil, não queremos ir embora, essa é uma tarefa de nossa revolução"
Montagem: Blog Solidários
Por Aline Oliveira da página do MST

Na última sexta- feira (17), médicos cubanos que participam do programa ‘Mais Médicos’, foram homenageados em uma sessão solene realizada na câmara municipal de Tamboril, Ceará. 

A atividade, que contou com a presença de médicos cubanos, representantes das comunidades acompanhadas pelo programa, movimentos populares, equipes do Saúde da Família, representantes das secretaria e vereadores desse município foi resultado de um requerimento do vereador Geovane do (PT) que solicitou ao parlamento municipal uma sessão onde pudesse reconhecer e homenagear o programa ‘Mais Médicos’ e os médicos cubanos que trabalham em Tamboril. Em seu discurso, o vereador Geovane, requerente da homenagem afirmou se sentir feliz por ter a oportunidade de homenagear os médicos cubanos. 

“Saibam que vocês cubanos nos ensinaram muito, não apenas em relação à medicina, mas em relação à humanização das pessoas. Tudo que fizermos será pouco para agradecer vocês e o governo cubano”, afirmou. 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Médicos cubanos serão homenageados em São Paulo

Médicos cubanos que trabalham no Brasil serão homenageados hoje em São Paulo


Além do papel que eles desempenham no Mais Médicos, os profissionais cubanos serão saudados devido ao seu trabalho humanitário que acontece em todo mundo. Ao contrário dos EUA - que invade países através das armas, Cuba marca presença com ajuda humanitária, remédios, vacinas e médicos.

A homenagem  que é de responsabilidade do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba acontecerá na Câmara Municipal de São Paulo/SP a partir das 19 horas.

Evento no facebook.

Mais informações aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Presidenta do Brasil: "Viva o médico cubano! Viva o médico cubano!"


Em entrevista ao jornal Brasil 247 a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, falou sobre o "Mais Médicos" e sobre a importância dos médicos cubanos para o programa.

Ao responder a uma pergunta dos jornalistas Tereza Cruvinel, Leonardo Attuch e Paulo Moreira Leite sobre a tentativa do governo interino de Michel Temer de tirar os médicos cubanos do programa ela afirmou: "Eu não acredito, especialmente depois que os Estados Unidos buscaram uma reaproximação com Cuba, isso perdeu força, ficou fora de moda".

Dilma também aproveitou a oportunidade para elogiar os cubanos: "Mas eu preciso dizer uma coisa.Viva o médico cubano! Viva o médico cubano! O médico cubano segura no paciente, ele olha você, ele te toca, ele olha o seu histórico, ele vai na sua casa, se for necessário. Eles têm uma visão da medicina que é muito importante para os médicos brasileiros".

Leia o trecho da entrevista onde o assunto é o Mais Médicos e os médicos cubanos:

247 – O governo interino já fala em tirar os estrangeiros do programa Mais Médicos. Quais seriam as consequências?

Dilma Rousseff – Olha, se tirarem os médicos estrangeiros, o Mais Médicos acaba hoje. Porque os estrangeiros, especialmente os cubanos, são a grande maioria dos profissionais que participam do programa. Por que nós fizemos o Mais Médicos? Porque a nossa quantidade de médicos per capita era e ainda é muito baixa. Bem abaixo de países vizinhos como Argentina e Uruguai. E quando se compara com países como a Inglaterra, aí nem se fala. Um dos objetivos do governo é ampliar as escolas de medicina, e não apenas nas capitais. Mas leva-se muito tempo para formar um médico. 

247 – Não é possível continuar o programa apenas com médicos brasileiros?

Dilma – Não. Antes do Mais Médicos, tínhamos mais de 700 municípios brasileiros sem um único médico. O médico formado no Brasil, muitas vezes, não ia para a periferia de grandes cidades. Aliás, o estado de São Paulo, o mais rico do País, foi o que mais demandou profissionais do programa. Tínhamos mais de 20 milhões de habitantes mal atendidos. Não estamos falando do Cafundó do Judas, mas de São Paulo.

247 – Muitos consultórios médicos foram departamentos de propaganda do impeachment, a senhora sabe?

Dilma – Bom, mas aí meu querido... Como a oferta de médicos é pequena, médicos não iam para a periferia das grandes cidades, para o Amazonas, para os departamentos de saúde indígena. Nós temos pesquisa. Mais de 90% das pessoas beneficiadas aprovam. E mais de 60 milhões de pessoas são atendidas pelo Mais Médicos. São 63 milhões de pessoas.

Leia também:
10 coisas sobre o "Mais Médicos" e os médicos cubanos que a mídia convencional não diz 
Tirar cubanos do Mais Médicos prejudicaria 40 milhões de brasileiros 
Presidenta Dilma agradece a médicos cubanos que vieram trabalhar no Brasil 
Nota do governo revolucionário de Cuba sobre o afastamento de Dilma

247 – Mas este governo toma muitas decisões de natureza ideológica. Isso por determinar a saída dos cubanos?

terça-feira, 7 de junho de 2016

População do Piauí escolhe médico cubano para carregar tocha olímpica

Médico cubano Argelio. Por Vila Nova Notícias
O respeito e a consideração aos médicos cubanos integrantes do programa Mais Médicos foi expressado de forma emblemática pela população de Vila Nova do Piauí. Eles escolheram o médico cubano Argelio Hernández Pupo para participar do revezamento da tocha olímpica em Lagoa Grande, Pernambuco.

O Piauí é o estado brasileiro onde o programa Mais Médicos conseguiu zerar a mortalidade infantil. Em janeiro deste ano a médica Olívia Rodríguez Gonzalez e seu colega Omar Diaz, anunciaram: “há um ano não registramos nenhuma morte de criança e de gestante. Estamos sem mortalidade materna e infantil’. 

 A pequena Vila Nova do Piauí tem pouco mais de 3 mil habitantes e escolheu o médico que atende a população mais pobre para representar o município na cerimônia de passagem da tocha olímpica pela cidade pernambucana de Lagoa Grande no dia 27 de maio. E a escolha da população reflete o carinho e a admiração que a população sente pelo médico integrante do programa que atende mais de 50 milhões de brasileiros nas regiões mais remotas do país. 

Leia mais:
Tirar cubanos do Mais Médicos prejudicaria 40 milhões de brasileiros 
“Nunca tivemos tantos médicos no meio do povo com a chegada dos cubanos” 
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Médicos cubanos atendem mais de mil comunidades indígenas no Brasil

Médico cubano carregando a tocha do Rio-2016. Por Vila Nova Notícias

terça-feira, 31 de maio de 2016

Tirar cubanos do Mais Médicos prejudicaria 40 milhões de brasileiros

Afirmação é do coordenador do programa do governo da presidenta Dilma, contestando declarações do ministro golpista que quer tirar médicos estrangeiros

Médico do "Mais Médicos". Por Araquém Alcântara 
Por Luana Spinillo na Agência PT

Diminuir a participação de estrangeiros no programa Mais Médicos vai deixar quase 40 milhões de brasileiros sem atendimento médico, afirma o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff, Heider Pinto.

Em declarações recentes, o ministro interino da Saúde do governo golpista de Michel Temer (PMDB), Ricardo Barros, afirmou que pretende tirar ao menos 10 mil médicos estrangeiros do programa. Heider, que foi coordenador do Mais Médicos, acredita que a decisão do ministro golpista visa atender acordos firmados por ele com entidades médicas conservadoras, extremistas e até xenófobas, que nunca aceitaram a vinda dos médicos cubanos ao Brasil.

“É inadmissível a possibilidade de dezenas de milhões de pessoas serem prejudicadas por causa de interesses de pouquíssimas milhares de pessoas, que são os médicos mais conservadores”, contesta Heider.

“Os brasileiros hoje vão a uma unidade de saúde perto da sua casa e tem um médico. Além disso, mais de 95% da população aprova o programa, porque agora tem médico todos os dias no posto de saúde, as pessoas conseguem atendimento, o médico resolve os problemas e o atendimento é mais humanizado”.

Outro número que comprova os benefícios do Mais Médicos é o aumento de 33% nas consultas em municípios participantes do programa. “Fora do Mais Médicos, o aumento foi de 15%. É mais do que o dobro. E nesses municípios do programa os indicadores de saúde são muito fortes. Houve uma redução muito maior das internações por causa do Mais Médicos”, completa. Para Heider Pinto, isso tudo está em risco com o governo golpista de Temer.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Medicina cubana deixará legado para o Brasil, diz médico popular

Leandro Araújo destaca que o caráter humano da medicina ensinada na ilha caribenha trará novos aprendizados para o modelo praticado no país



O médico de família Leandro Araújo (foto), que atualmente é supervisor do Programa Mais Médicos em Fortaleza (CE) e integrante da Rede de Médicas e Médicos Populares, formou-se em Cuba 2003 e conhece bem o caráter humanista da medicina ensina e praticada na ilha. 

“Essa visão o humana, de reconhecer a dor do outro e trazer para si será um legado grande do ponto de vista político e também da atenção humana e técnica que os cubanos vão deixar”, destacou. 

 Na avaliação dele, a experiência cubana no Brasil trará novos aprendizados em relação à forma como a medicina é exercida no Brasil. Nesta edição de Relatos, ele fala sobre o período em que esteve no país caribenho e os preconceitos que enfrentou no retorno ao Brasil. 

“Há uma resistência nos espaços que a gente vai. Viravam rosto para o lado e mudavam a forma de conversar”, relembrou. Leandro conta, no entanto, que esse comportamento logo se transforma quando os outros profissionais conhecem o compromisso ético e a competência técnica dos médicos formados em Cuba. 

Confira o áudio completo do depoimento de Leandro Araújo para o Saúde Popular.

Médicos brasileiros formados em Cuba são aprovados pelo Revalida

Exame é obrigatório para reconhecimento de diplomas estrangeiros no Brasil e tem elevado índice de reprovação

Médicos brasileiros formados em Cuba
Da Página Saúde Popular

“Sempre estudei em escola pública, além de ser pobre, negro e sem-terra. Meus pais são analfabetos e em minha família quase ninguém tem ensino superior. Vivendo naquela condição da roça não podia nem sonhar em um dia estudar medicina. Conseguir passar no Revalida, tendo me formado em Cuba, foi uma vitória. Algo muito importante para minha história”,  conta o médico Joelson dos Santos.

Nascido na cidade de Abaré, na Bahia, Joelson, 28, é filho de trabalhadores do campo sem-terra, militantes do MST. Incentivado pelo movimento, decidiu participar da seleção para a bolsa de estudos destinada a estrangeiros da Escola Latino Americana de Medicina (Elam), em Cuba.

Para a seleção, foi necessário passar por entrevista com a embaixadora cubana no Brasil, realizar uma avaliação de conhecimentos gerais, além de passar um período de seis meses estudando espanhol e a história de Cuba. Após ser selecionado, aos 19 anos, ele seguiu para o país de Fidel Castro, onde permaneceu por mais de seis anos.

A história de Joelson se repete para muitos brasileiros que buscam estudar medicina em universidades estrangeiras. Muito mais do que a busca por uma experiência cultural diferente, uma parcela considerável desse grupo parte atrás de uma oportunidade que não se concretizou em seu país, seja pela grande concorrência por uma vaga nas instituições públicas ou pelo preço cobrado pelas faculdades particulares.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

“Nunca tivemos tantos médicos no meio do povo com a chegada dos cubanos”

Em entrevista, o [médico] Sem Terra formado em Cuba fala sobre a criação da Rede Nacional de Médicos Populares, atual ofensiva sobre o sistema público de saúde e a categoria médica conservadora
Marcos de Almeida, de sem terra a médico em Cuba
Por Luiz Felipe Albuquerque da página do MST

O Sem Terra Antônio Marcos de Almeida atribui sua formação em medicina a dois processos históricos sociais: um se refere ao princípio internacionalista e de solidariedade do povo cubano; outro à organização das famílias Sem Terra. Antes destes dois elementos, não lhe era “permitido a possibilidade de sonhar estudar medicina”, afirma.

Atualmente, Marcos de Almeida constrói junto a outros médicos a Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares. Em entrevista à Página do MST, ele explica como surge e qual a intenção da rede, e avalia a atual ofensiva sobre o sistema público de saúde brasileiro, que corre o risco de ser alterado ou até mesmo extinto. 

Filho de assentados da Reforma Agrária no município de Vacaria, no Rio Grande do Sul, Marcos de Almeida iniciou sua trajetória no MST ainda quando criança, quando junto a seus pais e mais seis irmãos, se somaram à luta de outras centenas de famílias Sem Terra e se tornaram acampados no estado gaúcho em 1987. 

Dois anos depois, em 1989, foram assentados. Vinte anos mais tarde, Marcos de Almeida se formaria em medicina na Escola Latino Americana de Medicina (Elam), em Cuba. 

Após completar a graduação em 2009, o Sem Terra se especializou em medicina da família e comunidade no Ceará, e em 2011, voltou ao estado natal para trabalhar em áreas de assentamentos do MST. 

Atualmente, trabalha com comunidades rurais na coordenação de atenção primária de saúde no município de Palmeiras das Missões (RS).

Para ele, o principal papel do Programa Mais Médicos foi ter trazido o debate da saúde ao povo brasileiro, trazendo importância da formação de profissionais e uma nova forma de cuidado da saúde da população. 

“A população brasileira nunca teve na sua história tantos médicos no meio de seu seio com a chegada dos médicos cubanos. Essa identidade de que o povo se reconhece no médico e o médico se reconhece no povo é uma das grandes contribuições da medicina cubana e do Programa Mais Médicos”.

Como surgiu e qual o objetivo da Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares?

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Está na hora de um Nobel da Paz para os médicos cubanos!

Carta de indicação para o prêmio Nobel da Paz enviada, em janeiro deste ano, ao Comitê Nobel Norueguês em favor do Programa Internacionalista Médicos Cubanos
Médicos cubanos em Sierra Leoa combatendo o Ebola. Por Periódico Invasor/Ciego de Ávila
Endossamos de todo coração esta demanda!

DALHOUSIE
UNIVERSITY

Inspiring Minds
Faculty of Arts and
Social Sciences

The Norwegian Nobel Committee Henrik Ibsens gate 51,
0255 Oslo, Norway

19 de janeiro de 2015

Prezados membros do Comitê Nobel Norueguês

Meu nome é John Kirk. Sou professor de Estudos Latino-americanos na Universidade de Dalhousie em Halifax, província de Nova Escócia, Canadá, e escrevo para indicar o Programa Internacionalista Médicos Cubanos para o Prêmio Nobel da Paz.

No outono de 2014, o Oeste da África estava devastado pelo ebola, e a Organização Mundial de Saúde apelou por assistência médica de urgência numa luta (literalmente) de vida ou morte. O primeiro país a responder foi Cuba. Cerca de 15 mil trabalhadores da saúde se apresentaram como voluntários. No momento em que escrevo, há 256 especialistas cubanos em três países participando desta luta e mais 100 outros cubanos deverão somar-se àqueles primeiros voluntários. Trata-se do maior contingente de médicos, apesar do fato de Cuba ser apenas uma ilha relativamente pequena. Em janeiro de 2014, Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, resumiu essa contribuição em poucas palavras: “Eles são sempre os primeiros a chegar e os últimos a partir – e eles sempre permanecem depois das crises. Cuba tem muito a ensinar ao mundo inteiro”.

Cuba tem uma pequena população (11,2 milhões de habitantes) e um dos melhores sistemas de saúde do mundo, com estatísticas que rivalizam com aquelas de muitos países desenvolvidos. Mais importante ainda: Cuba tem uma impressionante história de internacionalismo médico – e sua contribuição no Oeste da África é apenas o capítulo mais recente de uma história que remonta a 1960, quando médicos cubanos responderam ao apelo por ajuda após o terremoto no Chile. Desde então, 325 mil profissionais cubanos da saúde prestaram assistência em 158 países e muitos deles participaram de duas ou três missões.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Frei Betto: Mais Médicos, mais saúde

Assine a petição: em apoio aos Cubanos do “Mais Médicos”; contra projeto de decreto no senado que quer proibi-los no programa


Da ADITAL 

O programa Mais Médicos conta, hoje, com 18.247 profissionais atuando em mais de 4 mil municípios do país. Neste ano, o número de brasileiros(as) a serem atendidos chegará a 63 milhões. 

O atendimento dos médicos inscritos no programa chega a ser personalizado, segundo a metodologia do sistema Médico da Família, que permite ao profissional cuidar, não tanto da doença, e sim da prevenção. A saúde é um direito e a sua progressiva mercantilização põe em risco a vida de inúmeras pessoas que não podem pagar pelo tratamento. 

Pesquisa da UFMG-Ipespe constatou que 95% dos beneficiários entrevistados estão satisfeitos com a atuação dos médicos, dos quais 84% estão no Norte e Nordeste. Naquelas regiões, 86% dos municípios têm ao menos 20% de sua população em situação de extrema pobreza. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Assine a petição: em apoio aos Cubanos do “Mais Médicos”; contra a iniciativa tucana que quer proibi-los no programa

Assine o abaixo-assinado aqui.

Nota do Solidários: como ainda não foi aprovado não trata-se de decreto, mas sim de projeto de decreto.


Por Amanda Cotrim

Como disse José Martí, herói nacional em Cuba: “La guerra que se nos hace es a pensamiento. Ganémosla a pensamiento". É na batalha contra o ódio e a favor da igualdade que nos posicionamos frente ao decreto dos Senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) que quer proibir cubanos no programa Mais Médicos. 

O Programa faz parte de um amplo pacto de melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde, que prevê mais investimentos em infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez e ausência de profissionais.

O projeto do tucano Aloysio Nunes do PSDB de São Paulo tramita no Senado e prevê a invalidação do termo de cooperação firmado pelo governo brasileiro com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Ver mais: http://zip.net/bdq5QT.

Assista: Direita e setores midiáticos se unem contra médicos cubanos, mas eles têm aprovação de 95% da população

Nos posicionamos em favor do programa de saúde que atende milhões de brasileiros. O Mais Médicos conta atualmente com 11,4 mil médicos em atividades em mais de 3.500 municípios. A iniciativa dos senadores tucanos foi classificada pelo Ministro da Saúde do Brasil, Arthur Chioro, como um “verdadeiro atentado, podendo deixar 63 milhões de brasileiros sem assistência básica em todo o país”.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

"New York Times": a impressionante atuação de Cuba contra o ebola

Profissionais médicos de Cuba são exaltados por jornal norte-americano por se colocarem na linha de frente do combate ao vírus

Montagem: blog Solidários
Por Vinicius Gomes na Fórum

Editorial do New York Times desse domingo (19) destaca que o envio de profissionais médicos faz com que Cuba “tenha o papel mais robusto entre os países procurando conter o vírus ebola”. Segundo o jornal, Cuba possui “uma longa tradição” de enviar médicos, médicas, enfermeiros e enfermeiras para áreas de desastre em diversos lugares do mundo, como nos terremotos do Paquistão e do Haiti.  Ao citar esse outro país caribenho, o New York Times reconhece a coragem dos cubanos, relembrando que o estafe médico da ilha foi quem tomou a dianteira no tratamento de pacientes haitianos com cólera, com alguns deles retornando doentes ao país – no que resultou no primeiro surto de cólera em Cuba em mais de 100 anos.

Enquanto os EUA e outros países ricos se contentam em enviar fundos – com esse primeiro preferindo inclusive enviar militares –, “apenas Cuba e algumas organizações não governamentais estão oferecendo aquilo que de fato é mais necessário: profissionais médicos no campo”.

Quando duas enfermeiras norte-americanas foram contaminadas com o vírus ebola em um hospital de Dallas, no Texas, ao tratarem de um paciente que contraiu a doença na Libéria – sendo esses os dois primeiros casos de ebola em solo estadunidense –, Fidel Castro ofereceu ajuda ao país vizinho que há 50 anos impõe um bloqueio comercial à pequena ilha ao sul da Flórida.

Leia também:
Contra ebola, Cuba aumenta ajuda: mais 296 profissionais de saúde à África; total chega a 461
Organização Mundial da Saúde: Cuba dá o exemplo na luta contra o vírus ebola na África
Saúde e esperança, o presente de Cuba para a África

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Contra ebola, Cuba aumenta ajuda: mais 296 profissionais de saúde à África; total chega a 461

No dia 12 de setembro, Havana havia anunciado a ida de 165 médicos e enfermeiros; vírus já matou quase 3.000 pessoas na parte ocidental do continente

Montagem: blog Solidários
Do Opera Mundi

Cuba vai enviar mais 296 médicos e enfermeiros para as regiões afetadas pela epidemia do vírus ebola na África Ocidental. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (26/09) em Havana e os eles vão se somar aos 165 já anunciados no dia 12 de setembro. Com eles, a ilha mandará, no total, 461 profissionais de saúde.

Segundo o governo cubano, desde o dia 15 de setembro todos eles vêm sendo preparados por meio de um “curso intensivo” de teoria e prática sobre como lidar com a doença. Ainda de acordo com Havana, 15 mil profissionais da ilha se ofereceram para ir à região.

O último relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que o ebola já matou quase 3.000 pessoas na África Ocidental, mas o surto vem se estabilizando na Guiné.

Leia também:
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terça-feira, 29 de julho de 2014

Para Organização Mundial da Saúde Cuba é modelo

De acordo com o organismo das Nações Unidas, o sistema de saúde de Cuba serve de exemplo para todos os países do mundo


Por Salim Lamrani no Opera Mundi

O sistema de saúde cubano é mundialmente reconhecido por sua excelência e eficiência. Apesar de recursos muito limitados e do impacto dramático causado pelas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos há mais de meio século, Cuba conseguiu universalizar o acesso à saúde para todas as categorias da população e obteve resultados semelhantes aos das nações mais desenvolvidas.

Durante sua visita recente a Havana, Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde, elogiou o sistema de saúde cubano e se declarou impressionada com as conquistas nessa área. “Cuba é único país que eu vi que tem um sistema de saúde estreitamente relacionado com a pesquisa e o desenvolvimento em um circuito fechado. Essa é a direção certa porque a saúde humana não pode melhorar se não há inovação”, enfatizou. Destacou “os esforços da administração desse país em colocar a saúde como pilar essencial do desenvolvimento”.[1]

Cuba baseia seu sistema na medicina preventiva e os resultados são excepcionais. Segundo Margaret Chan, o mundo deve seguir o exemplo da ilha nesse campo e substituir o modelo curativo, pouco eficiente e custoso, por um sistema baseado na prevenção. “Desejamos ardentemente que todos os habitantes do planeta possam ter acesso a serviços médicos de qualidade, como em Cuba”, destacou.[2]