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terça-feira, 26 de maio de 2015

A atuação revolucionária de Mariela Castro no parlamento cubano

Entrevista com Mariela Castro, deputada cubana e diretora do Centro Cubano de Educação Sexual (Cenesex).


Na entrevista dada a José Manzaneda, jornalista da Cubainformación, mídia especializada em temáticas cubanas, a filha do presidente Rául Castro fala, além dos avanços e desafios da sociedade cubana em relação à diversidade sexual e da luta da comunidade LGBT cubana por mais direitos, sobre a sua sua atuação como deputada na Assembleia do Poder Popular (parlamento) e por que votou contra o novo Código do Trabalho de Cuba.

Leia também:
Mariela Castro: Cuba não voltará a ser um país capitalista


Leia série de entrevista com Mariela Castro:
"Sobre homofobia, Fidel sempre assumiu responsabilidades"
"PC era reflexo da sociedade cubana: machista e homofóbico" 
"Uma nação socialista deve defender a igualdade de todos" 
"Consenso é de que homofobia e transfobia são incoerentes com a Revolução"

Assista:

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Cuba na luta contra a homofobia e a transfobia


Começa oficialmente hoje em Havana a VII Jornada Cubana contra a Homofobia.

Organizada pelo Centro Cubano de Educação Sexual (CENESEX), a VII Jornada Cubana contra a Homofobia [e a Transfobia] compreenderá ações educativas, recreativas, culturais, esportivas e de capacitação com um enfoque social.

A ilha já sedia desde última terça-feira (06/05), como parte da programação da jornada, a VI Conferência Regional da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersex para a América Latina e o Caribe (ILGALAC), tendo como lema “América Latina e Caribe unidos em defesa dos direitos LGBTI”.


A VII Jornada se estenderá até dia 24 de maio, sendo que as principais atividades irão ocorrer em Havana, entre os dias 09 e 13 e também na província de Granma, nas cidades de Manzanillo e Bayamo, entre os dias 15 e 18.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma transexual na política revolucionária cubana

Do Aporrea 

José Agustín Hernández é em realidade Adela, a primeira transexual que ocupa um cargo político na história de Cuba, foi eleita por seus vizinhos como delegada, uma espécie de vereadora autárquica do Poder Popular.

Vive no povoado de Caibarién, da província de Vila Clara, no centro-norte da ilha. Depois de um ano de exercer seu mandato, aceitou uma entrevista com Público para fazer um balanço de seu gerenciamento.

Os delegados e deputados em Cuba não são políticos profissionais, vivem de um trabalho normal e exercem seu mandato sem receberem dinheiro. Foi esse trabalho o que lhe deu muitos votos a Adela, "enfermeira com um pós-grau de electrocardiograma e pertenço ao corpo de guarda", explica. "Normalmente toca-me atender casos graves e trato de estabelecer um relacionamento humano com os pacientes e seus familiares. Graças a isso, veem-me como um ser humano também eles a mim e entendem que a preferência sexual da cada um não tem importância", prossegue.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Inicia a VI Jornada contra Homofobia em Cuba

Começou em Cuba a IV Jornada contra a Homofobia com a presença de delegados de vários países. O vídeo é da TeleSUR.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Cubana Mariela Castro estará palestrando sobre sexualidade e homofobia no dia 5 em Porto Alegre


Por Sturt Silva/ Blog Solidários

Filha do presidente cubano Raúl Castro estará no Brasil para participar de evento sobre educação e saúde sexual. 

Organizado pelo Centro de Estudos e Orientação em Relações de Vida, o I Seminário Internacional Relações de Vida: Educação e saúde sexual - experiências do Brasil e Cuba terá como pauta os programas regionais, nacionais (principalmente do Brasil e Cuba) e internacionais nas áreas de educação, saúde e orientação sexual.

O Seminário ocorrerá no dia 05 de abril, sexta-feira, com previsão de início para às 12 horas. Será realizado no Auditório do Ministério Público do Rio Grande do Sul - Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 80 - Porto Alegre/ RS.

Mariela Castro Espín palestrará a partir das 15h45min com o tema: "Projetos de Educação Sexual e Ações contra Homofobia em Cuba".

Além de presidir o Conselho Científico do CENESEX, Mariela é idealizadora do Programa de Educação Sexual nas instituições educacionais pré-escolares; organizou o sistema de pós-graduação em Sexologia e Educação Sexual em todas as Universidades de Ciências Médicas do país.

Também coordena a campanha para a modificação no Código da Família que inclui a promoção ao respeito pela liberdade de orientação sexual, identidade de gênero e o reconhecimento do casamento homossexual.  

Professora Auxiliar da Universidade de Ciências Médicas de Havana e Professora Auxiliar Adjunta na Universidade de Ciências Pedagógicas é autora e co-autora de mais de (10) dez livros, publicados em Cuba e outros países em diferentes idiomas, como: "A Transexualidade em Cuba" (Havana: Editorial CENESEX, 2008); "O que acontece conosco na puberdade?" (Havana: Editorial CENESEX, 2012).

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Entrevista com Mariela Castro (4): consenso é de que homofobia e "transfobia" são incoerentes com a Revolução

Na quarta parte da entrevista, a ativista pelos direitos gays em Cuba fala sobre transexualidade e prostituição



Por Salim Lamrani no Opera Mundi

Opera Mundi: O Cenesex trabalha muito também com a problemática transexual.

MCE: A situação das pessoas transexuais é difícil não apenas em Cuba, mas no resto do mundo. É preciso aceitar como uma realidade a identidade de gênero que não é feminina nem masculina, como é o caso da transexualidade. Convém aceitar a ideia de que existem pessoas que podem mudar de identidade de gênero, que estão em conflito com sua identidade de gênero, e que podem dispor dos mesmos direitos que todos. Não deve ser um motivo para privá-las de seus direitos e discriminá-las.

Também propusemos trabalhar sobre uma linguagem de gênero com o Partido Comunista, pois cabe a ele situar-se na vanguarda da sociedade e apresentar as ideias mais avançadas e mais emancipadoras. É o que esperamos e exigimos como militantes deste. À medida que o partido desenvolver essa política, o Estado terá que seguir e tomar as medidas necessárias, adotando leis.

Leia também:

Entrevista com Mariela Castro (3): "uma nação socialista deve defender a igualdade de todos"

Na terceira parte da entrevista, a filha de Raúl Castro comenta as atuais políticas sobre diversidade sexual na ilha



Por Salim Lamrani no Opera Mundi

Opera Mundi: Quando o Centro Nacional de Educação Sexual foi fundado?

Mariela Castro Espín: A história do Cenesex remonta a 1972, quando a Federação de Mulheres Cubanas (FMC) criou um grupo de trabalho para avaliar as dificuldades e a mensurar as discriminações das quais homossexuais e lésbicas eram vitimas. Desde 1976, este grupo tem o status de assessor do Parlamento cubano, criado naquele mesmo ano. O objetivo era influenciar os legisladores sobre estes assuntos. Era uma ideia da minha mãe, fundadora da FMC.

Era difícil abordar a homossexualidade naquela época. Tratava-se da problemática em alguns cursos, pois a Associação Americana de Psiquiatria, muito adiantada em relação ao seu tempo, deixou de considerar a homossexualidade uma doença em 1974.

Convém lembrar que a OMC (Organização Mundial da Saúde) só deixou de considerar a homossexualidade um transtorno mental em 1990!

Leia também:
Parte I: "Sobre homofobia, Fidel sempre assumiu responsabilidades" 
Parte II: "PC era reflexo da sociedade cubana: machista e homofóbico"

Entrevista com Mariela Castro (2): "PC era reflexo da sociedade cubana; machista e homofóbico"

Leia segunda parte da entrevista com Mariela Castro



Por Salim Lamrani no Opera Mundi

Opera Mundi: Recordemos agora o obscuro período do “Quinquênio Cinza”, entre 1971 e 1976, quando intelectuais de primeira grandeza foram marginalizados e vítimas de ostracismo por sua homossexualidade.

Mariela Castro Espín: O ostracismo do qual foram vítimas os homossexuais neste período foi muito pior que o sofrido nas Umap e teve um impacto terrível na vida pessoal e profissional dos homossexuais. No Congresso Nacional de “Educação e Cultura”, em 1971, foram estabelecidos parâmetros exclusivos contra pessoas com orientação sexual distinta do que se considerava a regra.
Os homossexuais não podiam trabalhar com educação ou cultura porque consideravam, de forma arbitrária, que seriam maus exemplos para crianças e alunos e que era necessário afastá-los da juventude.

Apesar de poderem encontrar emprego em outros setores, não podiam integrar esses dois campos e, por conseguinte, eram discriminados. Foi uma experiência muito dura para eles. Imagine o caso de uma pessoa que desejava ser professor, por vocação, mas seu acesso a esse mundo era proibido por conta do sectarismo, da intolerância de alguns dirigentes e burocratas.

Proibir um estudante de ser médico ou outra coisa em razão de sua orientação sexual é inaceitável para quem acredita nos valores de liberdade e justiça. Isso durou muitos anos. Eles eram lembrados sistematicamente de sua condição de minoria sexual. Alguns vivenciaram essa situação melhor que outros, mas muitos sofreram ostracismo e discriminação.

Entrevista com Mariela Castro (1): Sobre homofobia, Fidel sempre assumiu responsabilidades

Entrevista com Mariela Castro, filha do atual presidente de Cuba, a ativista pelos direitos gays falou sobre as polêmicas UMAPs

Por Salim Lamrani no Opera Mundi

Mariela Castro Espín conseguiu se libertar da herança familiar. Sobrinha de Fidel Castro, líder histórico da Revolução Cubana, e filha de Raúl Castro, atual presidente de Cuba, Mariela ganhou reconhecimento internacional não graças ao sobrenome, mas sim pela ação a favor do direito à diversidade sexual.

Licenciada em Psicologia e Pedagogia, com mestrado em sexualidade, Mariela tornou sua a causa dos homossexuais, bissexuais, lésbicas e transexuais e possibilitou que essas comunidades saíssem da marginalidade na qual fora colocada pela sociedade, como diretora do Centro de Educação Sexual (Cenesex), cuja atuação tem sido coroada com êxitos.

Leia as outras três partes da entrevista:
"PC era reflexo da sociedade cubana: machista e homofóbico", diz filha de Raúl
Mariela Castro: "uma nação socialista deve defender a igualdade de todos"
Mariela Castro: "consenso é de que homofobia e 'transfobia' são incoerentes com a Revolução"

Desde 2007, o dia contra a homofobia é celebrado em Cuba, em 17 de maio. O Estado se encarrega gratuitamente das operações de mudança de sexo. A homofobia diminuiu de forma sensível, apesar de persistir em alguns setores. Finalmente, importantes instituições, como o Partido Comunista de Cuba ou o Ministério da Cultura, são agora aliados de primeira ordem na luta pelos direitos de todos.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Comunidade LGBT cubana na luta pela diversidade sexual

A homofobia e a luta da comunidade LGBT em Cuba levanta a questão do preconceito. A comunidade LGBT luta pela mudança no Código da Família, como a legalização da união homossexual. Todo ano se mobilizam nas ruas de Cuba para a visualização de seus direitos, como pode ser visto na reportagem abaixo feita pela TeleSUR

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Revolução gay: movimento LGBTs cubano pressiona por mudanças na ilha

Por Maíra Kubík Mano de Havana para o Opera Mundi

O cinema Fresa y Chocolate, em Havana, está lotado. Na entrada, fotos lembram o filme de mesmo nome que ganhou notoriedade mundial há mais de 15 anos. Os casais se acomodam entre fileiras de cadeiras e se sentam lado a lado. Burburinhos antes do início tomam conta da sala. Mas essa não se trata de uma sessão qualquer. A bandeira com um arco-íris decora o espaço e no lugar da tela, há uma mesa de debates. O tema da palestra: o amor gay.

Um jovem de 30 e poucos anos toma a palavra: "Sou muito feliz com meu companheiro. Estamos juntos há quase uma década”, diz, orgulhoso, fitando o amado na plateia. “Mas, mesmo que a situação tenha melhorado, devemos avançar em muitos aspectos. Há mitos que precisamos desconstruir, como o de que os gays são promíscuos. O modelo que impera aqui em Cuba é o heterossexual e nós -- homossexuais masculinos -- somos os mais discriminados. Eu quero ter o direito de construir uma família e de lidar com meu corpo como bem entender”. A declaração é seguida de efusivos aplausos.

Sentados na primeira fileira, travestis assoviam e riem. A mediadora do debate pede calma e lembra aos presentes -- cerca de 50 pessoas -- que aquele se trata de um espaço "aberto e livre", onde todos poderiam falar. "Podem se manifestar, todos vão ter tempo para fazer perguntas."

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cuba contra a homofobia

Poesias e cartazes contra a homofobia - CUBA

Com o objetivo de contribuir para a educação de toda a sociedade para respeitar o direito à livre e responsável orientação sexual, será realizada de 3 a 26 de Maio, o Dia Contra a Homofobia cubano, que envolveu o Centro Cultural Pablo de la Torriente Brau com um show de poetas e a convocação de um concurso de cartazes sobre a diversidade.

O concerto, cuja organização também participa a poeta Sara Gonzalez, será realizada em 08 de maio de 5:00 em seu habitual rock gordo senhora pátio da , e contará com cantores de várias gerações que têm abordado em suas canções o respeito às diferenças e críticas de qualquer tipo de discriminação.