Mostrando postagens com marcador OEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OEA. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de novembro de 2014

Cúpula das Américas: Cuba plebiscitada, Estados Unidos isolados



Por Salim Lamrani  no Opera Mundi 

Pela primeira vez na história, a próxima Cúpula das Américas, que acontecerá em maio de 2015, no Panamá, poderá contar com a presença de Cuba, vítima de ostracismo por parte dos Estados Unidos desde o triunfo da Revolução em 1959. 

Com a expulsão da OEA (Organização dos Estados Americanos) em 1962, Havana não pôde participar das edições anteriores, de 1994, 1998, 2001, 2005, 2009 e 2012. Esse sétimo encontro, que agrupa os 34 países membros da OEA a cada três ou quatro anos, sucede a Cúpula de Cartagena, na Colômbia, de abril de 2012, na qual virulentos debates opuseram os Estados Unidos (apoiados pelo Canadá) aos demais Estados, que não aceitavam a ausência de Cuba. As nações do continente decidiram, por unanimidade, que novas reuniões não poderiam acontecer sem a presença do governo de Havana, isolando, assim, Washington.

Durante décadas, Cuba esteve isolada pelas pressões da Casa Branca. Assim, em 1962, todas as nações romperam suas relações com Havana, com a notável exceção do México. Hoje, todos os países da América têm relações diplomáticas e comerciais normais com Cuba, menos os Estados Unidos.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

América Latina e Caribe reiteram apoio a Cuba em Assembleia da OEA

A América Latina e o Caribe reafirmam nesta quinta-feira (5) seu apoio a Cuba durante a 44ª Assembleia da Organização do Estados Americanos (OEA) e isolaram os Estados Unidos em sua tentativa de impedir que o país governado por Raúl Castro compareça à próxima Cúpula das Américas.

Representantes latino-americanos defendem Cuba na OEA.

Representantes latino-americanos defendem Cuba na OEA. Um desfile quase interminável de intervenções dos representantes dos Estados da região repudiou as propostas da delegação estadunidenese para evitar ou impor condições para que a ilha de Cuba esteja presente no evento de abril do próximo ano.

Depois de ler rapidamente suas objeções, a representante permanente de Washington na OEA, Carmen Lomellín, só apoiada timidamente pelo Canadá, teve que suportar a reação contrária da grande maioria das missões presentes.