segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Fidel Castro: O destino incerto da espécie humana
sábado, 13 de agosto de 2016
Reflexão de Fidel Castro: O Aniversário
Amanhã completarei 90 anos. Nasci em um território chamado Birán, na região oriental de Cuba. É conhecido com esse nome, embora nunca tenha aparecido no mapa. Devido a seu bom comportamento, era conhecido por amigos próximos e, desde já, por uma praça de representantes políticos e inspetores que se viam em torno de qualquer atividade comercial ou produtiva próprias dos países neocolonizados do mundo.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Fidel Castro: O povo cubano vencerá!
![]() |
| Foto: Fidel Castro durante o discurso. Por Ismael Francisco/Cubadebate |
terça-feira, 29 de março de 2016
Fidel Castro: "somos capazes de produzir os alimentos e as riquezas materiais de que necessitamos"
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Fidel Castro: Lutar pela paz é o dever mais sagrado de todos os seres humanos
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Fidel Castro: mensagem ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
domingo, 28 de novembro de 2010
Fidel Castro: O discurso de Chávez
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Fidel Castro: O discurso de Evo Morales
sexta-feira, 26 de março de 2010
Fidel Castro: A reforma sanitária dos EUA
Alguns de seus fatos feriram a sensibilidade da opinião mundial, que viu com simpatia a vitória do cidadão afro-americano perante o candidato da extrema direita desse país. Apoiando-se em uma das mais profundas crises econômicas que tem conhecido o mundo e na dor provocada pelos jovens norte-americanos que perderam a vida ou que foram feridos ou mutilados nas guerras genocidas de conquista de seu antecessor, obteve os votos da maioria do 50% dos norte-americanos que votaram dignamente nesse país democrático.
Por elementar sentido ético, Obama devia ter-se abstido de aceitar o Prêmio Nobel da Paz, quando já tinha decidido enviar quarenta mil soldados a uma guerra absurda no coração da Ásia.
A política militarista, o saqueio dos recursos naturais, a troca desigual da atual administração com os países pobres do Terceiro Mundo, em nada se diferencia da política de seus antecessores, quase todos da extrema direita, salvo algumas exceções, ao longo do século passado.
O documento antidemocrático imposto na Cúpula de Copenhague à comunidade internacional – que deu crédito na sua promessa de cooperar na luta contra a mudança climática – foi outro dos fatos que causaram desapontamento para muitas pessoas no mundo. Os Estados Unidos, o maior emissor de gases do efeito estufa, não estava disposto a realizar os sacrifícios necessários apesar das palavras melosas prévias de seu Presidente.
Seria interminável a lista de contradições entre as ideias que a nação cubana tem defendido com enormes sacrifícios durante meio século e a política egoísta desse colossal império.
terça-feira, 9 de março de 2010
Fidel Castro: Os perigos que nos ameaçam
terça-feira, 2 de março de 2010
Fidel Castro: O último encontro com Lula
Por Frei Betto sabia quem era Lula, um líder operário no qual os cristãos de esquerda punham desde cedo suas esperanças.
Tratava-se de um humilde operário da indústria metalúrgica que se destacava pela sua inteligência e prestígio entre os sindicatos, na grande nação que emergia das trevas da ditadura militar imposta pelo império ianque, na década de 60.
As relações do Brasil com Cuba tinham sido excelentes até que o poder dominante no hemisfério as fez sucumbir. Passaram décadas desde então até que voltassem lentamente a ser o que são hoje.
Cada país viveu sua história. Nossa pátria suportou inusitadas pressões nas etapas incríveis vividas desde 1959, em sua luta perante as agressões do mais poderoso império que existiu na história.
Por isso a reunião que acaba de concluir em Cancun e a decisão de criar uma Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe são de uma enorme importância para nós. Nenhum outro fato institucional de nosso hemisférico, durante o último século, reflete semelhante transcendência.
O acordo se alcança no meio da mais grave crise econômica que têm notícia no mundo globalizado, coincidindo com o maior perigo de catástrofe ecológica de nossa espécie, e ao mesmo tempo, com o terremoto que destruiu Porto Príncipe - capital de Haiti - o mais doloroso desastre humano da história de nosso hemisfério, no país mais pobre do continente e o primeiro onde foi erradicada a escravidão.
Quando escrevia esta Reflexão, a apenas seis semanas da morte de mais de duzentas mil pessoas, conforme cifras oficiais naquele país, chegaram notícias dramáticas dos prejuízos causados por outro sismo no Chile, que provocou a morte de pessoas cujo número está por volta de mil, segundo cifras das autoridades, e enormes danos materiais. São comoventes especialmente as imagens dos sofrimentos de milhões de chilenos afetados material ou emocionalmente por aquele golpe cruel da natureza. Chile, felizmente é um país com mais experiência nesse tipo de fenômeno, é muito mais desenvolvido economicamente e com mais recursos. Se não tivessem infraestruturas e edificações mais sólidas um incalculável número de pessoas, talvez dezenas ou inclusive centenas de milhares de chilenos, teriam falecidos.
Fala-se de dois milhões de vítimas e possíveis perdas que oscilam entre 15 e 30 bilhões de dólares. Em sua tragédia conta também com a solidariedade e as simpatias dos povos, entre eles o nosso, ainda que conforme o tipo de cooperação que precisa é pouco o que pode fazer Cuba, cujo governo foi um dos primeiros em expressar ao do Chile seus sentimentos de solidariedade, quando as comunicações estavam ainda colapsadas.
O país que hoje coloca a prova a capacidade do mundo para encarar a mudança climática e garantir a sobrevivência da espécie humana é sem dúvidas o Haiti, por constituir um símbolo da pobreza que hoje padecem milhares de milhões de pessoas no mundo, incluída uma parte importante dos povos de nosso continente.
O acontecido no Chile com o terremoto da incrível intensidade de 8,8 na escala de Richter, ainda com mais profundidade que aquele que destruiu Porto Príncipe, obriga-me a enfatizar a importância e o dever de estimular os passos de unidade conseguidos em Cancun, ainda que não me faço ilusões sobre a difícil e complexa que será nossa luta de ideias face ao esforço do império e seus aliados, dentro e fora de nossos países, por frustrar a tarefa unitária e independentista de nossos povos.
Desejo deixar testemunho escrito da importância e o simbolismo que para mim teve a visita e o último encontro com Lula, desde o ponto de vista pessoal e revolucionário. Ele disse que, próximo a finalizar seu mandato, desejava visitar seu amigo Fidel; qualificativo honroso que recebi da sua parte. Creio conhecê-lo bem. Não poucas vezes conversamos fraternalmente dentro e fora de Cuba.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Fidel Castro: A Revolução Bolivariana e as Antilhas
Na minha infância fui enviado para uma cidade, onde nunca me levaram ao cinema. Naquela época não existia a televisão e na casa onde eu morava não havia rádio. Eu tinha que usar a imaginação.
Na primeira escola a qual fui enviado como interno, lia com espanto sobre o Dilúvio Universal e a Arca de Noé. Mais tarde, achei que era, talvez, um vestígio que a humanidade guardava da última mudança climática na história da nossa espécie. Foi, possivelmente, o fim do último período glacial, que supostamente aconteceu há muitos milhares de anos.
Como se presume, mais tarde li com avidez as histórias de Alexandre, César, Aníbal, Bonaparte e, evidentemente, todo livro que caia nas minhas mãos sobre Maceo, Gómez, Agramonte e outros grandes soldados que lutaram pela nossa independência. Não tinha cultura suficiente para compreender o que havia por trás da história.
Posteriormente focalizei a minha atenção em Martí. Na verdade, a ele lhe devo os meus sentimentos patrióticos e o conceito profundo de que "Pátria é humanidade". A audácia, a beleza, o valor e a ética de seu pensamento ajudaram a me tornar no que eu acho que sou: um revolucionário. Sem ser martiano, não se pode ser bolivariano; sem ser martiano e bolivariano, não se pode ser marxista, e sem ser martiano, bolivariano e marxista, não se pode ser anti-imperialista; sem ser as três coisas não se podia conceber uma Revolução em Cuba na nossa época.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Fidel Castro: Enviamos médicos, não soldados
"Cuba, apesar de ser um país pobre e bloqueado, há anos coopera com o povo haitiano. Cerca de 400 médicos e especialistas em saúde oferecem gratuitamente a cooperação àquele povo. Em 127 das 137 municípios do país, nossos médicos trabalham todos os dias. Além do mais, nada menos que 400 jovens haitianos formaram-se em Medicina em nossa Pátria. Agora trabalharão com o reforço de nossos médicos que viajaram ontem para salvar vidas em críticas situações. Pode-se mobilizar, sem esforço especial, até mil médicos e especialistas em saúde que já estão quase todos lá e prontos para cooperar com qualquer outro Estado que queiram salvar vidas haitianas e na reabilitação dos feridos".
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Fidel Castro: O Haiti coloca a prova o espírito de cooperação
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Fidel Castro: A lição Haiti
As notícias continuaram quase ininterrompidamente durante horas. Não havia imagens, mas afirmava-se que muitos prédios públicos, hospitais, escolas e instalações de construção mais sólida tinham colapsado. Eu li que um terremoto de uma intensidade 7,3 equivale à energia liberada por uma explosão igual a 400 mil toneladas de TNT.
Descrições trágicas eram veiculadas. Os feridos nas ruas pediam aos gritos ajuda médica, rodeados de ruínas com famílias sepultadas. No entanto, ninguém conseguiu transmitir nenhuma imagem durante muitas horas.
A notícia surpreendeu-nos a todos. Muitos escutávamos com frequência informações sobre furacões e grandes cheias no Haiti, mas ignorávamos que o vizinho país corria o risco de sofrer um grande terremoto. Nesta oportunidade saiu à tona que há 200 anos essa mesma cidade tinha sofrido um grande terremoto, quando talvez a cidade tinha alguns poucos milhares de habitantes.
Às 24h:00 ainda não se conhecia uma cifra aproximada de vítimas. Altos chefes das Nações Unidas e vários chefes de Governo falavam sobre os comovedores acontecimentos e anunciavam o envio de brigadas de socorro. Como lá tem desdobradas tropas da MINUSTAH, forças das Nações Unidas de diversos países, alguns ministros de defesa falavam de possíveis baixas entre seu pessoal.
Foi verdadeiramente na manhã de ontem, quarta-feira, quando começaram a chegar as tristes notícias sobre as enormes perdas humanas na população e inclusive instituições como Nações Unidas mencionavam que algumas de suas edificações naquele país tinham colapsado, um termo que não diz nada por si próprio ou que podia significar muito.
Durante horas ininterrompidas continuaram chegando notícias cada vez mais traumáticas sobre a situação nesse irmão país. Eram discutidas as cifras das vítimas mortais que oscilam, segundo versões, entre 30 mil e 100 mil. As imagens são devastadoras; é evidente que o desastroso acontecimento tem recebido ampla difusão mundial, e muitos governos, sinceramente comovidos, realizam esforços por cooperar na medida de seus recursos.
A tragédia comove de boa fé a grande número de pessoas, especialmente as que são de caráter natural. Mas, talvez, poucas pessoas se põem a pensar por que o Haiti é um país tão pobre. Por que a sua população depende quase em 50% por cento das remessas familiares que são recebidas do exterior? Por que não analisar também as realidades que conduzem à situação atual do Haiti e seus enormes sofrimentos?
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Fidel Castro: O mundo meio século depois
Durante a reunião na usina açucareira "Oriente", no dia 28 de dezembro de 1958, com o Comandante em Chefe das forças inimigas, cujas unidades elites estavam cercadas e sem nenhuma saída, ele reconheceu a sua derrota e fez um apelo a nossa generosidade para encontrar uma saída decorosa ao resto de suas forças. Conhecia de nosso trato humano aos prisioneiros e feridos sem exceção alguma. Aceitou o acordo que lhe propus, embora o tenha advertido que as operações em andamento continuariam. Mas viajou para a capital e instigado pela embaixada dos Estados Unidos promoveu um golpe de Estado.
Nos preparávamos para os combates desse dia 1º de janeiro, quando na madrugada chegou a notícia sobre a fuga do tirano. O Exército Rebelde recebeu ordens de não admitir um cessar fogo e continuar os combates em todas as frentes. Através de Rádio Rebelde convocaram-se os trabalhadores para realizarem uma Greve Geral Revolucionária, apoiada imediatamente por toda a nação. A tentativa golpista foi derrotada e já à tarde desse próprio dia as nossas tropas vitoriosas entraram em Santiago de Cuba.
O Che e Camilo receberam instruções de avançarem rapidamente pela estrada, nos veículos motorizados com suas aguerridas forças para La Cabaña e para o Acampamento Militar de Columbia. O exército adversário, golpeado em todas as frentes, não teria capacidade de resistir. O próprio povo sublevado ocupou os centros de repressão e as delegacias. No dia 2, à tarde, acompanhado por uma pequena escolta, me reuni num estádio de Bayamo com mais de dois mil soldados dos tanques, da artilharia e da infantaria motorizada, contra os que tínhamos combatido até o dia anterior. Ainda portavam o seu armamento. Tínhamo-nos ganho o respeito do adversário com nossas audazes, mas humanitários métodos de guerra irregular. Assim, em apenas quatro dias – depois de 25 meses de guerra que reiniciamos com alguns fuzis-, aproximadamente cem mil armas de ar, mar e terra e todo o poder do Estado ficou nas mãos da Revolução. Em apenas poucas linhas relato o acontecido naqueles dias há 51 anos.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Fidel Castro: O direito da humanidade de existir
Os centros de investigações mais avançados garantem que resta muito pouco tempo para evitar uma catástrofe irreversível. James Hansen, do Instituto Goddard da NASA, assevera que um nível de 350 partes do dióxido de carbono por milhão ainda é tolerável; contudo, hoje ultrapassa a cifra de 390 e cada ano incrementa-se a ritmo de duas partes por milhão, ultrapassando os níveis de há 600 mil anos. As últimas duas décadas têm sido, cada uma delas, as mais calorosas desde que se têm notícias do registro. Nos últimos 150 anos o mencionado gás aumentou 80 partes por milhão.
O gelo do Mar Ártico, a enorme camada de dois quilômetros de espessura que cobre a Groenlândia, os glaciais da América do Sul que nutrem suas fontes principais de água doce, o volume colossal que cobre a Antártida, a camada que resta do Kilimanjaro, os gelos que cobrem a Cordilheira do Himalaia e a enorme massa gelada da Sibéria estão a se derreter visivelmente. Cientistas notáveis temem saltos quantitativos nestes fenômenos naturais que originam a mudança.
A humanidade pôs grandes esperanças na Cimeira de Copenhague, depois do Protocolo de Kyoto subscrito em 1997, que começou a vigorar no ano 2005. O estrondoso fracasso da Cimeira deu lugar a vergonhosos episódios que precisam ser esclarecidos.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Fidel Castro: A verdade sobre o acontecido na Conferência de Copenhague (COP-15)
Até pouco tempo, discutíamos sobre o tipo de sociedade que viveríamos. Hoje, se discute se a sociedade humana sobreviverá.
Não se trata de frases dramáticas. É preciso se acostumar com os fatos reais. A última coisa que os seres humanos podem perder é a esperança. Com a verdade nas mãos, homens e mulheres de todas as idades, especialmente os jovens, travaram uma batalha exemplar na COP-15, oferecendo ao mundo uma grande lição.
O principal agora é que eles saibam, tanto quanto possível, em Cuba e no mundo, o que aconteceu em Copenhague. A verdade tem uma força que ultrapassa a inteligência midiatizada e, muitas vezes, desinformada, daqueles que detêm em suas mãos o destino do mundo.
Se na capital dinamarquesa algo aconteceu de importante foi que, através da mídia de massa, o mundo pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante aos Chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições, que cheios de sonhos e esperanças foram para o local da Conferência.
A brutal repressão contra manifestantes pacíficos, por parte das forças de segurança, lembrou o comportamento das tropas de assalto nazistas, que ocuparam vizinha Dinamarca, em abril de 1940.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Fidel Castro: A hora da verdade
Evo [Morales], que foi o primeiro dos dois Presidentes da ALBA a chegar, expressou profundas verdades que emanam da cultura milenar de sua raça.
Assegurou, segundo as agências de notícias, que tinha um mandato do povo boliviano no sentido de bloquear qualquer acordo, se o texto final não satisfazer as alternativas. Explicou que a mudança climática não é a causa, mas sim o efeito, que éramos obrigados a defender os direitos da Mãe Terra, frente a um modelo de desenvolvimento capitalista, a cultura da vida frente à cultura da morte. Falou da dívida climática que os países ricos devem pagar aos países pobres, e devolver-lhes o espaço atmosférico arrebatado.
Qualificou de ridícula a soma de US$ 10 bilhões anuais, oferecidos até o ano 2012, quando na realidade são precisos bilhões a cada ano, e acusou os Estados Unidos de gastarem trilhões exportando o terrorismo ao Iraque, ao Afeganistão e criarem bases militares na América Latina.
O Presidente da República Bolivariana da Venezuela falou no dia 16 na Cúpula, às 8h40, hora de Cuba. Pronunciou um discurso brilhante, que foi muito aplaudido. Os seus parágrafos eram lapidários.
Impugnando um documento proposto à Cúpula pela Ministra dinamarquesa, a qual presidia a Conferência, expressou:
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Fidel Castro: Mensagem ao Presidente da República Bolivariana da Venezuela
Completam-se hoje 15 anos do nosso encontro na Aula Magna da Universidade de Havana, em 14 de dezembro de 1994. Na noite anterior tinha esperado você ao pé da escada do avião que lhe trouxe a Cuba.
Conhecia do seu levantamento em armas contra o governo pró ianque da Venezuela. Em Cuba tinham chegado notícias de suas ideias quando estava na cadeia, e tal como nós, consagrava-se ao aprofundamento do pensamento revolucionário que o levou ao levantamento de 4 de fevereiro de 1992.
Na Aula Magna, de forma espontânea e transparente, você exprimiu as ideias bolivarianas que levava dentro de si, e que lhe conduziram, nas condições específicas do seu país e da nossa época, à luta pela independência da Venezuela contra a tirania do império. Depois do esforço de Bolívar e demais colossos, que cheio de sonhos, lutaram contra o jogo colonial espanhol, a independência da Venezuela foi ridícula na aparência.
Nenhum minuto da história é igual a outro; nenhuma ideia ou acontecimento humano pode ser julgado fora de sua própria época. Tanto você quanto eu partimos de conceitos que foram evoluindo ao longo de milênios, mas têm muito em comum com a história longínqua ou recente em que a divisão da sociedade em donos e escravos, exploradores e explorados, opressores e oprimidos sempre foi antipática e odiosa. Na época atual constitui a maior vergonha e a principal causa da infelicidade e do sofrimento dos seres humanos.
Quando a produtividade do trabalho, apoiada hoje na tecnologia e na ciência, multiplicou-se por dezenas e em alguns aspectos centenas e até milhares de vezes, tais e tão injustas diferenças deviam desaparecer.








.jpg)











