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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Juventude cubana marcha pelas ruas de Cuba

Marcha ressalta legado de José Martí e Fidel Castro | Foto: Cuba Debate 

Por José Reinaldo no 247

Cuba realizou nesta terça-feira (27), uma de suas mais emblemáticas mobilizações populares com a tradicional Marcha das Tochas, que tomou ruas, praças e universidades em todas as províncias do país. Liderada majoritariamente pela juventude, a marcha reafirmou a centralidade histórica de José Martí e Fidel Castro, reconhecidos como os maiores cubanos e referências incontornáveis do pensamento emancipador latino-americano.

A principal concentração ocorreu em Havana, nas escadarias da Universidade de Havana, sob a liderança do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, acompanhado por milhares de jovens. Segundo a Telesur, a mobilização deste ano assumiu um significado especial ao unir duas datas simbólicas: os 173 anos do nascimento de José Martí e o centenário de Fidel Castro, figuras que moldaram profundamente o projeto político, social e cultural da Revolução Cubana.

José Martí, Apóstolo da independência cubana, é celebrado como o formulador de um pensamento profundamente cubano, anti-imperialista e latino-americanista, cuja obra segue orientando a defesa da soberania nacional. Fidel Castro, por sua vez, é lembrado como o líder histórico que transformou esse ideário em ação revolucionária e em vitória, conduzindo Cuba por décadas de enfrentamento direto às pressões externas e à hostilidade dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, o presidente Miguel Díaz-Canel ressaltou o sentido histórico da mobilização. “Assim como fizemos há 73 anos, acenderemos tochas na véspera do aniversário de José Martí, Apóstolo da independência cubana e do anti-imperialismo”, declarou, ao destacar a continuidade entre gerações na preservação desse legado.

A marcha também resgatou sua origem histórica, datada da madrugada de 27 de janeiro de 1953, quando Fidel Castro liderou cerca de 300 jovens em uma caminhada simbólica em homenagem a Martí. Um dos participantes lembrou que Fidel “descia da Universidade com 300 jovens para homenagear a figura de Martí”, gesto que consolidou a Marcha das Tochas como expressão permanente de compromisso revolucionário e formação política da juventude cubana.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Herói nacional de Cuba ganha busto de bronze em São Paulo

Evento comemorou os 170 anos de nascimento de José Martí | Fotos: MPSC

 Do Brasil 247

Diplomatas, residentes cubanos, representantes de movimentos sociais, de solidariedade, partidos políticos e personalidades do mundo cultural do Brasil participaram neste sábado (28), em São Paulo, da inauguração de um busto de bronze do Herói Nacional de Cuba, José Martí, no 170º aniversário de seu nascimento e evocaram a renovada validade de seu pensamento.

A escultura foi instalada no Memorial da América Latina de São Paulo. O presidente da instituição, Jorge Damião, discursou na cerimônia de inauguração, destacando a importância da existência a partir de agora de dois bustos de figuras eminentes da História da América Latina: Simón Bolívar e José Martí.

O Memorial da América Latina é uma imponente obra arquitetônica projetada por Oscar Niemeyer, e é uma instituição voltada para a integração cultural, política, econômica e social da América Latina.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Prefeito de São Paulo defende melhorar as relações entre São Paulo e Havana

Credibilidade e oportunidades de negócios com Cuba são destaques em evento em São Paulo!
Diplomatas cubanos e convidados | Foto: Pedro Monzon Barrata
Por Vanessa Martina Silva no Diálogos do Sul

Em uma noite chuvosa e quente da capital paulista, mais de uma centena de pessoas se reuniram no evento de gala para celebrar o 167º aniversário de nascimento do herói da independência, José Martí, a convite do Consulado Geral na cidade.

Martí nasceu em 28 de janeiro de 1853, mas a comemoração foi realizada, em São Paulo, no último dia 31. A data é uma oportunidade para divulgar os feitos e desafios da revolução do país, iniciada em 1959, sob a liderança de Fidel Castro. E também uma forma de reiterar a solidariedade internacional ao povo cubano. O país tem como principal desafio conseguir superar as sabotagens e sanções impostas pelos Estados Unidos desde o início do processo revolucionário.

Martí lutou pela independência de Cuba, que só seria conquistada, parcialmente, três anos depois de sua morte, em 1898. Os Estados Unidos, porém, declararam guerra à Espanha, invadiram Cuba e iniciaram ali um novo imperialismo, impedindo o triunfo revolucionário.

Essa reconstrução histórica foi lembrada pelo embaixador Pedro Monzón, Cônsul Geral de Cuba em São Paulo, que abriu oficialmente a cerimônia. Ele destacou os avanços conquistados pela Revolução cubana, o acesso da população à saúde e à educação e os esforços da nova geração para atualizar o modelo econômico vigente no país.
Cônsul de Cuba em São Paulo durante o evento | Foto: Pedro Monzon Barata
País de negócios 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), não compareceu ao evento, mas enviou Luiz Alvaro Salles Aguiar de Menezes, secretário de Relações Internacionais da cidade, e que transmitiu uma importante mensagem com sua presença.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Cônsul de Cuba: Martí nos ensinou o anti-imperialismo

167 anos de José Martí: a trajetória do líder da independência de Cuba
Estátua de José Martí em Havana | Foto: Irene Pérez/Cubadebate
Por Antonio Mata Salas no Causa Operária 

O Mar das Antilhas viu José Martí nascer em 28 de janeiro de 1853, um homem com atualidade visionária que deixou uma marca moral por causa de suas raízes no pensamento político e filosófico de Cuba. Hoje estamos lembrando seu 167º aniversário.

Autor intelectual de nossa última e definitiva Revolução, liderada pelo comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, que este ano comemora 60 anos de confronto com 11 administrações dos EUA.

Os imperialistas não nos perdoam por termos construído o socialismo a 150 quilômetros de sua costa, de modo que mantiveram o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha, que hoje se intensifica com a implementação da lei Helms Burton.

É impossível entender a política americana de ambição e interferência com Cuba sem conhecer as bases conceituais e políticas que a guiaram. Tampouco é possível entender o ideal revolucionário cubano e suas posições anti-imperialistas sem aprofundar o papel de José Martí na luta pela independência nacional, a unidade dos povos das Américas e o confronto com o então nascente imperialismo americano.

José Martí, a independência cubana e líder revolucionário por excelência no século 19, vê com pré-visão dezenas de anos antes de Lênin estudar científica e metodologicamente o fenômeno do imperialismo moderno, os perigos que representava para Cuba e para os países do que ele chamou Nossa América e denunciou o desejo de dominar a crescente política imperialista e expansionista dos EUA.

Sua queda em combate em 19 de maio de 1895, 12 semanas após o início da guerra de independência organizada por ele, privou o movimento de liderança da independência revolucionária cubana que poderia tê-lo levado à plena independência e ao confronto das ambições regionais dos Estados. Unidos.

domingo, 28 de janeiro de 2018

28 de janeiro: natalício do apóstolo de Cuba


Por Maria do Carmo Luiz Caldas Leite

As revoluções querem asas e os governos querem pés.
José Martí

A história de Cuba, por mais breve e concisa, não pode ser escrita sem referências ao papel desempenhado pelo seu herói nacional.  José Martí (1853 -1895), nascido em La Habana, iniciou sua participação política escrevendo a jornais separatistas. Com a prisão de seu mestre Rafael Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia contra a dominação espanhola. Em 1869, Martí foi condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passou somente seis meses na prisão, pois conseguiu permutar a pena pela deportação à Espanha. Dedicou-se ao estudo do Direito na Universidade de Zaragoza.  Entre 1881 e 1895, viveu em Nova Iorque, porém foi no México, na Guatemala e na Venezuela que alcançou o mais alto grau de identificação com a autoctonia da América, até o momento desconhecido a um filho de espanhol. No comando de um contingente de cubanos, após breve encontro com tropas espanholas no vilarejo de Dos Ríos, Martí foi atingido, morto e seu corpo mutilado.

O ideário martiano impregnado de humanismo foi consolidado em1889, quando da publicação do primeiro número de La Edad de Oro, revista voltada às crianças do continente latino-americano.  Nessa obra, escrita e editada por Martí, surge a proposta de criar nos meninos de Nuestra América – ameaçados pela perda de sua identidade cultural – uma consciência anticolonialista. O jornalismo, conjugado à atividade política, ocupou grande parte de suas atividades. Como professor, ganhou a vida nas fases mais difíceis, porém sua profissão foi a de advogado A trajetória de sua vida revolucionária o fez passar por vários países, proporcionando-lhe conhecimentos avançados para seu tempo e a busca de uma legítima cultura ajustada à realidade latino-americana, não mais a uma Educação com teorias importadas da América Anglo-Saxônica, ainda que alimentasse a abertura de Cuba ao mundo.  Martí possuía um referencial teórico – que evoluiu historicamente – no qual a educação é concebida de forma integral e multifacetada, ultrapassando as fronteiras do utilitarismo.


Como estudioso não apenas dos problemas da instrução em Cuba, mas de todos os países de continente americano, Martí elaborou um pensamento pedagógico, com a urgência da sonhada República. Convencido de que “Patria es humanidad”, a síntese de tal ideário constitui, até hoje, um paradigma.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Martí vive e a luta continua: 122 anos do desaparecimento físico do apóstolo de Cuba


Por Maria Leite

Nenhum povo é dono do seu destino se antes não é dono de sua cultura (JOSÉ MARTÍ)

Estas significativas palavras de Martí apareceram no documento elaborado ao término do II Encontro Nacional de Alfabetização e Cultura Popular, realizado em Recife, no ano de 1963, quando a burguesia, aliada ao capital estrangeiro, e o latifúndio, impenetrável às mudanças sociais, armazenavam uma crise latente. As forças populares desarticuladas não foram suficientes para resistir à barbárie. Em pouco tempo, as condições mudaram radicalmente e, mais do que nunca, o Brasil ficou distante de Cuba; “um fruto proibido” aos brasileiros. 

Hoje, passados 122 anos de sua morte de Martí, o seu ideário ainda provoca aguçadas reflexões sobre a formação dos valores societários de Nuestra América. O fato do ideário ético-político martiano, impregnado de humanismo pedagógico, privilegiar os valores tornou-se evidente, a partir 1889, quando da publicação do primeiro número de La Edad de Oro, revista voltada para crianças do continente latino-americano. Essa obra, inteiramente escrita e editada por Martí, demonstrou o seu trabalho multiforme de autor e a iniciativa para criar nos meninos da América Latina – ameaçada pela progressiva perda de sua identidade cultural – uma consciência anticolonialista e um alto sentido de solidariedade humana. José Martí iniciou sua participação política escrevendo a jornais separatistas. Com a prisão de seu mestre Rafael Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia contra a dominação espanhola. Em 1869, Martí foi condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passou somente seis meses na prisão, pois conseguiu permutar a pena pela deportação à Espanha. Dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo, em 1874, o diploma na Universidade de Zaragoza. Entre 1881 e 1895, viveu em Nova Iorque, porém foi no México, na Guatemala e na Venezuela que alcançou o mais alto grau de identificação com a autoctonia da América, até o momento desconhecido a um filho de espanhol. No comando de um contingente de cubanos, após breve encontro com tropas espanholas no vilarejo de Dos Ríos, em 19 de maio de 1895, Martí foi atingido, morto e seu corpo mutilado. 

A trajetória de sua vida revolucionária o fez passar por vários países, proporcionando-lhe conhecimentos avançados para seu tempo nos temas da Educação. Como estudioso não apenas dos problemas da instrução e ensino em Cuba, mas de todos os países de continente americano, onde teve a oportunidade de viver e adquirir informação, Martí elaborou um pensamento pedagógico, com a urgência da sonhadas Repúblicas. A síntese desse ideário constitui, até hoje, um paradigma para a educação de nossos povos. Indiscutivelmente, Martí possuía um referencial teórico – que evoluiu historicamente – no qual a educação é concebida como uma estratégia para o desenvolvimento do homem. Na sua concepção, era um fato grave a Educação latino-americana seguir os padrões ou modelos dos sistemas europeus e norte-americanos, desvinculados das realidades socioeconômicas em que se aplicavam. Convencido de que “Patria es humanidad”, Martí reafirmou o imperativo para Nuestra América de um espírito diferente da América Anglo-Saxônica, na busca de uma legítima cultura ajustada à realidade latino-americana.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Pedagogia Cuba-2017: a formação de consciências críticas

Congresso Internacional de Pedagogia em Havana | Foto: Maria Leite/Solidários a Cuba
Por Maria do Carmo Luiz Caldas Leite

O Congresso Internacional Pedagogia 2017 foi realizado no Palácio das Convenções de Havana - Cuba, sob os auspícios do Ministério de Educação de Cuba, da UNESCO e da UNICEF, de 30 de janeiro a 3 de fevereiro, como espaço para fomentar a unidade entre educadores e debater  estratégias educativas necessárias para garantia uma educação de qualidade. 

A presidenta do Comitê Científico do Congresso, Eva Escalona, informou que houve um total de 1.945 mil trabalhos apresentados, de 51 países de todo mundo, com representações de cada continente, principalmente da América Latina e do Caribe. Reconheceram o rigor científico dos trabalhos e dos cursos ministrados todos participantes. Os maiores números de trabalhos apresentados foram de Cuba (814), do México (342) e do Brasil (194). A delegação dos Estados Unidos contou com 37 membros.
Momentos do Congresso | Fotos: Maria Leite/Solidários a Cuba

sábado, 12 de novembro de 2016

Em Montevidéu, músicos do Brasil, Uruguai e Cuba homenageiam líder cubano José Martí

Músicos de Cuba, Uruguai e Brasil, na Casa Alba, em Havana, em 2015. Foto: ACJM/RS
Por Vânia Barbosa no Olhando para Cuba

Após dois shows em Porto Alegre e três em Havana, o projeto cultural José Martí em Canto terá duas apresentações gratuitas em Montevidéu, com o apoio da Embaixada da República de Cuba, a Direção Nacional de Cultura do Ministério de Educação e Cultura do Uruguai e da Casa da Amizade Uruguai /Cuba, com a participação de músicos e compositores do Brasil, Uruguai e Cuba.

Com direção musical de Leonardo Ribeiro e produção cultural de Sebastián Jantos, a primeira apresentação ocorre no domingo, 13 de novembro, às 19h, no Teatro del Mercado Agrícola de Montevideo- MAM, José L. Terra 2220. No dia 14 de novembro, segunda –feira, os músicos se apresentam, a partir das 21h, no Centro Cultural ComunidArte, Calle de los Leones y Calle 70, Solymar.
Apresentação do dia 13 ocorre no Teatro do Mercado Agrícola
Foto: ACJM/RS
Cerca de 80 ativistas políticos, sociais e culturais gaúchos acompanham a caravana organizada pela Associação Cultural José Martí do Rio Grande do Sul, promotora da jornada que reúne os músicos e compositores Leonardo Ribeiro, Mário Falcão, Pablo Lanzoni, Marisa Rotenberg, Everson Vargas, Tonda Pecoits, Claudio Sander e Giovanni Berti, do Brasil, Mauricio Figueiral, de Cuba e Sebastián Jantos, do Uruguai. O evento terá, ainda, como convidado especial, o ex – governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, interpretando dois poemas de José Martí. Está prevista a presença do ex – presidente uruguaio, Pepe Mujica, em apoio ao projeto.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Cuba: Vem aí o Congresso Internacional de Pedagogia [2017]


Por Maria Leite

O Congresso Pedagogia, será realizado entre os dias 30 de janeiro a 03 de fevereiro de 2017 no Palácio das Convenções de Havana - Cuba.

Cada um desses temas centrais será discutido em simpósios e fóruns, e serão abordados nos cursos (pré-congresso e paralelo ao evento), desenvolvidos por professores cubanos.

Os simpósios serão organizados em conferências, mesas redondas, painéis, apresentações de cartazes e orais, como formas de integrar o conteúdo das questões centrais e fomentar o debate científico. 

O programa inclui visitas especializadas aos centros educacionais e instituições científicas em Havana.

O prazo limite do envio de trabalhos para apresentação é 31 de outubro.




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Primeira Declaração de Havana: povo cubano reage contra o imperialismo

Fidel Castro durante a Primeira Declaração de Havana. Foto: Raúl Corrales
Do Fuzil contra Fuzil

Em 1960, num 2 de setembro, em um contexto em que os Estados Unidos se utilizavam da Organização de Estados Americanos como ferramenta para dominação de toda América Latina e para hostilizar Cuba, quando a organização declarava que Cuba era "um perigo para toda a América", mais de um milhão de cubanos se reuniram em Havana e em assembleia geral aprovaram a seguinte declaração denunciadora lida por Fidel Castro:


"Primeira Declaração de Havana"

(2 de Setembro de 1960)

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Fidel Castro: Um ícone a ser saudado


Por Roberto Bitencourt da Silva no Diário Liberdade

O aposentado comandante Fidel Castro Ruz completa 90 anos de idade, em 13 de agosto. Convenhamos, o aniversário do líder cubano corresponde a um acontecimento que merece ser saudado. Um bom motivo, também, para a reflexão política sobre a América Latina.

É difícil fazer comparações em torno da importância de personagens, eventos e processos históricos. A história, enquanto campo de saber, lida em boa medida com as singularidades. As comparações no espaço e no tempo são, no mínimo, controversas.

Mas, arrisquemo-nos a uma observação dessa natureza. No século XX nenhuma liderança política alcançou o status e a proeminência de Fidel, na América Latina. Em toda a nossa história pós-colombiana, talvez seja ombreado apenas por Simón Bolívar, no século XIX.

Me refiro evidentemente a personagens históricos que desenvolveram ações voltadas aos interesses do nosso subcontinente, que se projetaram como símbolos de uma região ciosa por soberania política e econômica, bem como pelo bem-estar dos seus povos.

Leia também:
Fidel Castro, arquiteto da soberania nacional de Cuba
Fidel Castro, internacionalista solidário 
Fidel Castro, reformador social
50 verdades sobre Fidel Castro

Fidel Castro foi a principal liderança de uma revolução popular e anti-imperialista, em um país cuja distância da potência estadunidense é inferior a 200 km. Não é pouca coisa. Aliás, tratou-se de um fenômeno épico, heroico, senão mesmo imprevisível.

A simpática Cuba soberana e socialista deixou para trás muito do legado neocolonial imposto pelos EUA: flagrantes injustiças sociais, elevado desemprego e superexploração do trabalho, acentuado racismo, corrupção dos poderes públicos e ofensa à consciência e à dignidade nacional.

Assista:
A resistência de Cuba: Discursos de Fidel Castro sobre a dissolução da URSS 
Discurso de Fidel Castro sobre internacionalismo cubano (1976)
Entrevista de Fidel Castro à TV brasileira (1986)
Entrevista de Fidel Castro à TV brasileira (1990)
Discurso de Fidel Castro no "Rio-92"
O que é Revolução – por Fidel Castro (2000)

Cuba, liderada pelo comandante Fidel, superou o amplo analfabetismo e a miséria que assolavam a maioria da população, para figurar na condição de referência mundial em educação e saúde públicas.

Mas, é claro, as mazelas geradas pelo subdesenvolvimento e o neocolonialismo incidem nas estruturas sociais e econômicas das nações que por esses tipos de experiências passa(ra)m.

Cuba, uma ilha dotada de território pequeno e com limitados recursos naturais, é expressão da força de incidência das chagas do capitalismo subdesenvolvido e periférico, mesmo adentrando experiências distintas de organização da sociedade e do sistema produtivo.

Reflexões de Fidel, desde 2008

quinta-feira, 19 de maio de 2016

121 anos da morte do Herói Nacional de Cuba

Monumento em homenagem a José Martí em Cuba
Por Ivette Martínez

José Julián Martí Pérez foi um político, pensador, jornalista, filósofo, poeta e maçom cubano, criador do Partido Revolucionário Cubano e organizador da Guerra de 1895. Seu pensamento transcendeu as fronteiras de sua Cuba natal para adquirir um caráter universal. 

José Martí foi o grande mártir da Independência de Cuba em relação à Espanha. Além de poeta e pensador fecundo, desde sua mocidade demonstrou sua inquietude cívica e sua simpatia pelas idéias revolucionárias que gestavam entre os cubanos. 

Influenciado pelo pensamento de seu mestre Rafael Maria de Mendive, iniciou sua participação política escrevendo e distribuindo jornais com conteúdo separatista no início da Guerra dos Dez Anos. 

Leia também:

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Anunciada criação de Frente de Solidariedade com Cuba no Espírito Santo

Consulado de Cuba em São Paulo estreita relações com estado do Espírito Santo

Namy Chequer e Ivette Martínez
Entre os dias 25 e 27 de novembro, a consulesa de imprensa e de relações com o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba, Ivette Martínez, realizou visita de trabalho no estado do Espírito Santo a fim de fortalecer os laços com entidades acadêmicas e governamentais capixabas.

O início das atividades teve como sede a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), entidade que dedicou seu Dia Internacional Mensal a República de Cuba. Com a presença do Reitor Sr Reinaldo Centoducatte, do Sr Vítor Buaiz, ex-governador do estado, de diretores da UFES, representantes das organizações de solidariedade, estudantes e médicos cubanos, hastearam as bandeiras de Cuba, Brasil e da Universidade. Logo depois houve a reinauguração de um busto de José Martí no pátio da Faculdade de Ciências Sociais em comemoração ao 120º aniversário de queda em combate do mártir cubano.


A Consulesa participou dos debates sobre o combate à violência de Gênero em Cuba e a vigência e significado do pensamento martiano para América Latina, como parte da jornada “Cuba nos Une”. Como resultados foram firmados compromissos e intenções de criar uma Cátedra Martiana na UFES, realizar trocas acadêmicas com as cátedras do gênero das universidades cubanas e desenvolver oficinas de extensão universitária que incluam a história de Cuba e as conquistas da Revolução.


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Ouça: programa sobre José Martí - herói da independência de Cuba!


Programa sobre José Martí, filósofo, poeta, jornalista e herói da independência de Cuba, na Rádio Universitária - 104.7 FM - da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O programa que foi ao ar no último dia 23, com apresentação de Vitor Taveira (à esquerda no detalhe da foto) e Manuel Alfonso (à direita no detalhe da foto), contou com a presença do professor de história - Fabio Muruci (ao centro no detalhe da foto).

Lembrando que a partir de quinta-feira (26) acontecerá eventos culturais e acadêmicos em homenagem a Cuba e a José Martí na Ufes. Confira a programação aqui.

Muruci abordou a importância do pensamento e das ações de José Martí. Já a trilha sonara ficou por conta de belos poemas martinianos musicados por grandes artistas cubanos e brasileiros.

Ouça na íntegra.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

"Cuba nos Une": atividades sobre Cuba na Universidade Federal do Espírito Santo!


A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em parceria com o Comissão de Organização da Associação Jose Martí no estado,  apoiados pela CALLES, a CEBRAPAZ e o Núcleo do Barão de Itararé/ES, vêm convidá-los para o DIA INTERNACIONAL DE CUBA na universidade.

O evento que acontece durante os dias 26 e 27 de novembro terá a participação de Ivete Martínez, Consulesa de Cuba no Brasil.

Programação:

segunda-feira, 25 de março de 2013

Desenhos de Antonio Guerrero sobre José Martí!

Do Granma

A exposição de pintura O verdadeiro homem, que o Herói da República de Cuba, Antonio Guerrero, dedicou ao nosso Herói Nacional José Martí, por ocasião de seu 160º aniversário natalício, iniciou, no antigo quartel Moncada, sua fase itinerante por todo o país.

A exposição, que teve sua estreia na Frágua Martiana, em Havana, tem oito retratos de José Martí que o lutador antiterrorista, preso arbitrariamente nos EUA, desenhou mediante as técnicas do lápis e do pastel.

Realizados a pedido da União dos Jovens Comunistas (UJC), Tony desenhou o rosto de Martí em várias etapas de sua fecunda vida, com o apoio de retratos que de Cuba lhe enviaram à prisão federal de Marianna, no estado da Flórida.

Ao apresentar a obra de seu pai, no Museu de História “26 de Julho”, outrora fortaleza atacada pela Geração do Centenário, Antonio Guerrero Cabrera, filho do herói, qualificou o recinto como o palco ideal para oferecer este presente, em nome também de Gerardo, Fernando, Ramón e René.

sábado, 26 de janeiro de 2013

Embaixada de Cuba no Brasil comemora 160 anos de José Martí

Embaixador Carlos Zamora | Foto: Embaixada de Cuba 

Por Aline Leal na Agência Brasil

A Embaixada de Cuba comemorou hoje (26) na Praça do Buriti, em Brasília, os 160 anos de nascimento do herói da luta pela independência do país no século 19, José Martí Pérez. O embaixador cubano Carlos Zamora ressaltou que Martí preconizou a união da América Latina.

Zamora lembrou que a comemoração coincide com a reunião da 1ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que ocorre neste fim de semana em Santiago, no Chile, com a presença do presidente de Cuba, Raúl Castro. “[Na Celac] vamos dar força a um sonho trazido pelos libertadores e fundadores dos nossos países, de uma unidade na América Latina, um instrumento que nos permita falar com os outros países, e isso é precisamente o que preconizou Martí” disse Zamora.

Ele lembrou ainda que Cuba está adequando seu modelo econômico às circunstâncias internacionais atuais. “Estamos fazendo transformações para sermos mais efetivos em nosso socialismo, para que o país possa avançar e todo o processo de integração caminhe”, acrescentou.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

José Martí: elevado expoente da oratória revolucionária

Por Camila Carduz na Prensa Latina

A oratória representou uma das principais vias do Herói Nacional de Cuba, José Martí, para divulgar sua causa revolucionária, cuja vigência adquire hoje novas conotações entre compatriotas e estrangeiros num mundo a cada vez mais diverso.

Com seus discursos, o insigne patriota chegou às consciências dos cubanos e persuadiu-os da necessidade de juntar-se sob um projeto que garantiria uma futura república verdadeiramente justa, democrática e soberana.

A 120 anos de serem pronunciadas em Tampa, Estados Unidos, a 26 e 27 de novembro de 1891, respectivamente, as peças oratórias conhecidas como Com todos e para o bem de todos, e Os pinos novos são inesquecíveis entre a fecunda obra do Apóstolo.

Leia também: José Marti: 158 anos de nascimento

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Hoje na História: 1895 - Morre o revolucionário cubano José Martí

Ideais de Martí, fundador do partido Revolucionário Cubano, ainda orientam política atual de Cuba; escreveu diversos manifestos, poemas, romances e artigos
Monumento de José Martí em Cienfuegos/Wikicommons
Por Max Altman no Opera Mundi

Morre em 19 de maio de 1895 José Martí, político, pensador, jornalista, filósofo e poeta cubano. Os ideais de Martí, junto com o marxismo-leninismo, orientam a política de Cuba até hoje.

Quando o poeta nasceu, em 28 de janeiro de 1853, em Havana, Cuba era uma das últimas províncias ultramar da Espanha. Aos 16 anos, influenciado pelas idéias separatistas de seu professor, o poeta Rafael de Mendive, publicou seu primeiro drama patriótico em versos, o Abdala, no único número do jornal La Pátria Libre. Este período é marcado pelo início da primeira luta pela soberania de Cuba, conhecida como a Guerra dos Dez Anos (1868-1878), que Martí apoiou publicamente.

O fazendeiro Manuel de Céspedes liberta seus escravos e fornece armas para lutarem, junto aos cubanos brancos contra o domínio espanhol. A revolta armada partiu da fazenda de Céspedes, La Demajagua, em 10 de outubro de 1868, em direção à região central da ilha. Os líderes desta primeira fase das três guerras que levaram à emancipação da ilha foram Antonio Maceo, seu irmão José Maceo e o general Máximo Gomes.

Leia mais:
50 verdades sobre José Martí 
José Martí: Nossa América! 
José Martí: Singelo Vigor do Aço!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

José Martí: Nossa América!

José Martí em Cuba | Foto: Eupassarin
Hoje se José Martí estivesse vivo ele estaria fazendo 158 anos. Mas chegar a essa idade vivo é algo ainda impossível em nossas sociedades, apesar dos avanços que presenciamos nas últimas décadas. Porém, de certa forma, Martí ainda está vivo. Não fisicamente. O que está vivo são suas ideias, suas poesias; sua literatura. Suas ideias continuam vivas orientando o povo cubano. Apesar de não serem tão  divulgadas no Brasil como deveriam, na América Latina a literatura e a poesia martiana influencia gerações e mantém viva a obra do pensador de “Nuestra América”.

E é com esse propósito de manter vivo o pensamento de Martí e tentar divulgá-lo num país como o nosso, onde ele é pouco conhecido, que o blog Solidários resolveu homenageá-lo durante toda essa semana. Desde segunda-feira postamos três artigos sobre o poeta, duas noticias sobre as comemorações dos 158 anos e alguns poemas. E para fechar com "chave de ouro" escolhemos um texto do próprio Martí: “Nuestra América”.

A versão que estamos postando de “Nuestra América” foi publicada originalmente no jornal mexicano “El Partido Liberal” em 30 de janeiro de 1891. A tradução é de Maria Angélica de Almeida Triber.


Nossa América

Por José Martí

O aldeão vaidoso acha que o mundo inteiro é sua aldeia e desde que seja ele o prefeito, ou podendo se vingar do rival que lhe tirou a noiva, ou desde que mantenha os cofres cheios, acredita que é certa a ordem universal, ignorando os gigantes que possuem botas de sete léguas e que podem lhe pôr a bota em cima, bem como a luta dos cometas lá no Céu, que voam pelo ar, adormecidos, engolindo mundos. O que restar de aldeia na América deverá acordar. Estes não são tempos para deitar de touca na cabeça, e sim com armas como travesseiro, como os varões de Juan de Castellanos: as armas do discernimento, que vencem as outras. Trincheiras de idéias valem mais do que trincheiras de pedra.