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quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Falece Alicia Jrapko, uma das mulheres que libertaram os 5 heróis cubanos

Alice Jrapko, em encontro de solidariedade a Cuba nos EUA | Foto: Cuba em resumo

Por Gerardo Hernández Nordelo no Cuba em resumo

Caros companheiros e amigos,

É com profundo pesar e em nome de sua família que informamos que nossa querida colega, irmã e amiga Alicia Jrapko faleceu esta noite, 11 de janeiro, após lutar contra uma doença cruel por mais de dois anos. Apesar do tratamento duro, ela nunca deixou de trabalhar tanto quanto podia. Se havia algo que Alicia lamentava, era não poder continuar contribuindo, amando e vivendo com a energia que sempre a caracterizou.

Alicia foi uma grande revolucionária argentina, filha de trabalhadores que desde muito jovem assumiu as lutas de uma geração que sonhava em construir uma Argentina com justiça social para o povo. Alicia disse em uma entrevista: "na América Latina foi forjada uma grande admiração por Cuba, por Fidel, Raul, Che e por tantos outros revolucionários. Na Argentina queríamos o mesmo, mas não foi conseguido e uma grande parte da minha geração perdeu seus melhores filhos". 

Alicia nasceu em 1º de janeiro de 1953 em Merlo, província de Buenos Aires, cresceu e foi educada em Córdoba, onde estudou jornalismo. A ditadura militar imposta pela Argentina em 1976 desencadeou uma repressão feroz contra todos os militantes populares. Trinta mil pessoas foram presas e desapareceram, entre elas muitos dos colegas de classe de Alicia. Ela não conseguiu terminar seu curso e, com as roupas que usava, no mesmo ano de 1976, teve que se exilar.

Cada um dos três filhos de Alicia tem os nomes do meio de seus colegas de classe desaparecidos: Gabriela Emma, Eileen Mabel e Juan Alberto.                                 

Durante vários anos ela viveu no exílio no México, depois se estabeleceu nos Estados Unidos, o país mais difícil e ao mesmo tempo mais necessário para apoiar as causas latino-americanas e lutar contra o imperialismo: "era difícil entender a agressão, as mentiras e os ataques contra Cuba por parte da mídia e do governo".

Alicia se comprometeu com as lutas dos trabalhadores americanos e, no início dos anos 90, com Cuba, através da IFCO-Pastors for Peace,  trabalhou de perto com o Reverendo Lucius Walker como seu coordenador da Costa Oeste, ajudando a organizar e promover bolsas de estudo para que estudantes afro-americanos e latinos frequentassem gratuitamente a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM) para se tornarem médicos em suas comunidades. Seu trabalho de solidariedade a aproximou diariamente de Cuba; ela se tornou porta-voz de muitas caravanas de Pastores que viajaram milhares de quilômetros através dos Estados Unidos para combater as mentiras do governo americano contra a ilha, enquanto coletava ajuda humanitária como um símbolo de solidariedade com o povo cubano. "Sabíamos que a ajuda humanitária que levávamos a Cuba era simbólica, mas queríamos mostrar que o governo dos Estados Unidos não podia bloquear a solidariedade entre os povos. E nós queríamos mostrar que Cuba não estava sozinha. A experiência de viajar para Cuba nas caravanas dos Pastores pela Paz mudou minha vida para sempre e me aproximou de Cuba e de seu povo", disse ela em uma entrevista.
Alice Jrapko durante manifestação pela libertação dos 5 cubanos - EUA | Foto: Cuba em resumo

Em 2000 Alicia esteve na vanguarda da batalha pelo retorno de Elián González a Cuba com seu pai, mas seu trabalho fundamental está na luta pela libertação dos Cinco Patriotas cubanos, injustamente presos por monitorar a atividade dos terroristas nos Estados Unidos contra Cuba.   

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

História dos cinco heróis cubanos chega aos cinemas em dois filmes

Gerardo Hernández, Fernando González, Antonio Guerrero, René González e Ramón Labañino | Foto: TeleSUR
Por Mariana Serafini no Portal Vermelho 

A saga em busca de liberdade e verdade dos cinco heróis cubanos que permaneceram mais de 15 anos presos de forma injusta nos Estados Unidos vai chegar aos cinemas. Fruto de cooperação entre Brasil, Cuba, Canadá e França, dois filmes serão lançados em 2019.

Os filmes serão baseados nas obras do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais, “Os últimos soldados da guerra fria”, e do jornalista canadense Stephen Kimber, “O que há do outro lado do mar: a história real dos cinco cubanos”.

Wasp Network

Inspirado na obra de Fernando Morais, o filme “Wasp Network” será dirigido por Olivier Assayas e contará com elenco de peso: Penélope Cruz, Pedro Pascal, Wagner Moura, Gael García Bernal e Edgar Ramirez. O diretor francês já foi nomeado duas vezes à Palma de Ouro do Festival de Cannes com obras como “Personal Shopper” e “Acima das nuvens”.
Penélope Cruz (centro), Wagner Moura e Pedro Pascal (à esquerda), Edgar Ramirez e Gael García Bernal (à direita)
No livro reportagem, Fernando Morais narra a relação dos cinco cubanos com suas famílias e os desafios de cumprir uma missão em solo norte-americano fazendo parte do serviço secreto de Cuba, além de todo o processo de invasões e interferências sistemáticas de Washington na pequena ilha comunista. 

Los Cinco

De acordo com o jornal cubano Granma, a película baseada na obra de Kimber vai se chamar “Los cinco” e será produzido no Canadá em cooperação com o Instituto Cubano da Arte e Indústria Cinematográfica.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Há 19 anos os Cinco Heróis Cubanos eram presos nos EUA

Gerardo Hernández, Fernando González, Antonio Guerrero, René González e Ramón Labañino | TeleSUR
Por Sturt Silva

Hoje, 12 de setembro, completam-se 19 anos da detenção dos cinco heróis cubanos nos EUA.

Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González e René González, os cinco heróis cubanos como ficaram conhecidos mundialmente, foram presos pelo FBI em 12 de setembro de 1988. 

Os cinco estavam nos EUA em missão preventiva contra ações terroristas de grupos antirrevolucionários cubanos instalados em território estadunidense.

Apesar da falta de provas, o governo dos EUA acusaram os cinco cubanos de conspiração e todos foram condenados a severas penas. Dois deles, Hernández e Guerreiro, foram sentenciados à prisão perpetua. Pela injustiça do processo nasceu a campanha mundial pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos.

Leia também: 
Líder dos “Cinco Cubanos” fala sobre os 16 anos de prisão nos EUA
Reportagem da TV brasileira sobre a história dos Cinco Heróis
Cinco heróis homenageados pela Central dos Trabalhadores Cubanos (CTC) | Ismael Francisco/Cubadebate
René González foi o primeiro a regressar a Cuba, em 2013, depois de ficar 15 anos na cadeia.  Fernando González deixou a prisão em fevereiro de 2014 depois de cumprir uma pena de 17 anos e 9 meses. Já Gerardo Hernández, Ramón Labadiño e Antonio Guerrero foram libertados no dia 17 de dezembro de 2014 no processo que marcou o início do processo de reatamento das relações diplomáticas entre Cuba e EUA

Os heróis em Cuba

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Assista: O Caso dos Cinco Heróis Cubanos

Os cinco antiterroristas cubanos | Arte: Seu Jornal/TVT
Por Sturt Silva 

Síntese do Caso dos Cinco Cubanos, presos políticos injustamente condenados pela "justiça" norte-americana e privados de sua Liberdade, desde o ano de 1998, em cárceres dos EUA. Hoje, dois deles (René González e Fernando González ) já foram libertados, faltando ainda três (Ramón Labañino, Gerardo Hernández e Antonio Guerrero).

Assista a versão de 2014:
 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba exige liberdade dos antiterroristas cubanos


Por  Mariana Serafini do Vermelho

Umas das principais atividades do primeiro dia da Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba que acontece em Foz do Iguaçu foi o painel “A luta pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos: experiências, conquistas e desafios para mobilizar a opinião pública dos Estados Unidos”. O evento reúne militantes sociais de todo o Brasil, América Latina e Caribe, acontece entre os dias 13 e 15 de junho.

O painel foi dividido em duas partes, a primeira palestra foi um breve resgate histórico chamado “Por que os Cinco”, feito pelo filho de uma das vítimas do atentado terrorista contra o avião cubano em Barbados, Carlos Permuy. Em seguida, a esposa de Gerardo Hernández Nordelo, Adriana Pérez fez um relato sobre a militância, prisão e ausência do marido. A atividade foi coordenada pela ACJM –Associação Cultural José Martí – do Rio Grande do Sul e do Ceará. 

  Adriana Pérez contou sobre o período de militância do marido, Gerardo Hernandéz. Segundo ela, os cinco prisioneiros cubanos eram voluntários do Serviço de Inteligência de Cuba. “Nós abrimos mão da nossa juventude para defender nosso povo, para evitar atentados terroristas e tentativas de suicídio”, disse.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

EUA: Jornada em solidariedade pelos Cinco Cubanos começa amanhã

Carta da apoio aos Cinco em Cuba | Foto: O Mundo

Por Tatiana Félix na ADITAL 

Começa amanhã (30) em Washington D.C., Estados Unidos da América (EUA), a II Jornada de Denúncia e Solidariedade ‘5 dias pelos 5 em Washington DC’. O evento, que segue até a próxima quarta-feira (5), reunirá milhares de ativistas, personalidades internacionais e organizações de solidariedade com Cuba.

O objetivo do evento é intensificar e fortalecer o movimento em defesa da liberdade de Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando González, que, junto de René González, são conhecidos como os cinco cubanos que foram presos em 12 de setembro de 1998 nos Estados Unidos acusados de terrorismo, já que, na verdade, eles atuavam para impedir ações de grupos anticubanos. Depois de ter completado sua condenação, René González está de volta a Cuba. No entanto, o movimento pela defesa dos outros quatro "heróis cubanos” continua, já que a condenação deles é considerada injusta.

Antes da abertura da Jornada, na quinta-feira (30), haverá uma conferência de imprensa com a participação de advogados e convidados especiais para falar sobre a situação dos cinco cubanos e, em seguida, serão dadas as orientações acerca do evento. Às 19h (horário local) haverá a abertura com o ato público "O papel de Cuba na África e os 5 cubanos na Angola”, com projeção do documentário Uma Odisseia na África seguido de debate, que contará com a presença do embaixador cubano em Washington, José Ramón Cabañas, e do representante da Embaixada da Namíbia, Eugene Puryear.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Desenhos de Antonio Guerrero sobre José Martí!

Do Granma

A exposição de pintura O verdadeiro homem, que o Herói da República de Cuba, Antonio Guerrero, dedicou ao nosso Herói Nacional José Martí, por ocasião de seu 160º aniversário natalício, iniciou, no antigo quartel Moncada, sua fase itinerante por todo o país.

A exposição, que teve sua estreia na Frágua Martiana, em Havana, tem oito retratos de José Martí que o lutador antiterrorista, preso arbitrariamente nos EUA, desenhou mediante as técnicas do lápis e do pastel.

Realizados a pedido da União dos Jovens Comunistas (UJC), Tony desenhou o rosto de Martí em várias etapas de sua fecunda vida, com o apoio de retratos que de Cuba lhe enviaram à prisão federal de Marianna, no estado da Flórida.

Ao apresentar a obra de seu pai, no Museu de História “26 de Julho”, outrora fortaleza atacada pela Geração do Centenário, Antonio Guerrero Cabrera, filho do herói, qualificou o recinto como o palco ideal para oferecer este presente, em nome também de Gerardo, Fernando, Ramón e René.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Cuba tem apoio de 2 mil associações amigas em todo mundo

"Cuba Vive": ativista expressa apoio a Cuba | Foto: Prensa Latina

Por Nuria Barbosa León no Granma

A presidenta do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Kenia Serrano Puig, afirmou ao Granma Internacional que as associações de amizade com a Ilha caribenha estão presentes em mais de 150 países e já ultrapassam as 2 mil. 

No ano 2012, estas associações realizaram diferentes iniciativas contra o bloqueio estadunidense e a favor da libertação dos Cinco lutadores antiterroristas presos nos EUA, expressou Serrano, que também é deputada ao Parlamento cubano.

Entre as diferentes atividades, mencionou as realizadas no próprio solo norte-americano, com um anuncio publicitário no jornal The Washington Post pela liberdade dos Cinco, financiado por mais de 300 organizações, além de bater na porta dos escritórios de 40 senadores e congressistas no Capitólio de Washington para dar-lhes a conhecer o processo judicial arranjado, seguido nesta causa.

Os comitês de solidariedade pela libertação de Fernando González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Gerardo Hernández e René González se ativam-se nos dias 5 de cada mês, realizando passeatas, protestos, cantatas, greves ante sedes diplomáticas norte-americanas e entrega de informação sobre a injustiça que se comete com esses cubanos, ao serem punidos por lutarem contra o terrorismo.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Dia da rebeldia cubana é comemorado no Brasil

Os cinco antiterroristas cubanos | Foto: Heroes Cubanos

Da Prensa Latina

Na comemoração no Brasil do Dia da Rebeldia Nacional cubana, se destacaram com unanimidade as iniciativas para apoiar à Revolução cubana e exigir que os Estados Unidos liberte aos cinco lutadores cubanos anti-terroristas.

O evento rememora os assaltos aos quartéis Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Gramas, em Bayamo, por um grupo de jovens liderados pelo líder da Revolução cubana, Fidel Castro, no dia 26 de julho de 1953.

Essas operações marcaram o início da luta armada contra a ditadura de Fulgencio Batista, que culminou cinco anos, cinco meses e cinco dias depois com o triunfo da Revolução.

O ato político-cultural foi realizado na sede do Sindicato dos Professores nesta capital, organizado por movimentos e grupos de solidariedade a Cuba, organizações sociais e políticas brasileiras, assim como pela Associação Nacional de Cubanos Residentes José Martí, capítulo Brasília (AncrebJM-Brasília), e a embaixada de Cuba.

domingo, 27 de maio de 2012

XX Convenção de Solidariedade a Cuba se encerra na Bahia

Mesa pela liberdade dos cinco cubanos presos nos EUA | Foto: Vermelho 

Por José Reinaldo Carvalho do Vermelho

Representantes de 19 organizações de solidariedade com Cuba, de 39 movimentos sociais e partidos políticos, além do grupo parlamentar de amizade Brasil-Cuba, participaram neste sábado (26) da assembleia final da 20ª Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, no Palácio de Convenções de Salvador, Bahia.

A convenção começou na quinta-feira (24) com um ato político-cultural onde estiveram presentes mais de 600 pessoas, entre elas personalidades do mundo político, social, acadêmico, cultural e esportivo da Bahia. O governador do estado, Jacques Wagner, foi representado pelo seu secretário de assuntos internacionais, Fernando Schimidt. Também estiveram presentes a senadora Lídice da Mata (PSB), a presidenta do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a pré-candidata à Prefeitura de Salvador, Alice Portugal (PCdoB) e uma numerosa delegação de vereadores, deputados e dirigentes de partidos progressistas.

A luta pelos Cinco

Precedida de convenções em 22 estados da Federação, a convenção nacional contou com a realização durante dois dias de grupos de discussão e plenárias, onde os delegados debateram e traçaram planos para intensificar o movimento de solidariedade à Ilha socialista.

sábado, 26 de maio de 2012

Religiosos brasileiros e cubanos fazem ritual em Salvador pela libertação dos Cinco

Cinco cubanos presos nos EUA | Arte: Rádio Havana

Da Prensa Latina 

Representantes do Candomblé brasileiro e da religião Yoruba cubana uniram seus pedidos aos orixás pela libertação dos cinco antiterroristas cubanos, presos injustamente nos Estados Unidos há quase 14 anos. O pedido aos orixás ocorreu na mesa redonda "A questão racial e os aspectos culturais das religiões de origem africana de Cuba e do Brasil e o intercâmbio entre o candomblé e a santería cubana", realizado como parte da XX Convenção Nacional de Solidariedade com Cuba, que é realizada desde quinta-feira nesta cidade, capital do estado da Bahia.

Antes de começar a Moyugba, o presidente da Associação Yoruba na cidade cubana de Cienfuegos, José Ramón Borges, apontou que a cerimônia era pela libertação dos cinco irmãos que estão presos nos Estados Unidos, pela solidariedade entre Cuba e o Brasil e pela paz no mundo.

Por sua vez, a filha de santo Wanda Machado, representante da afamada Mãe de Santo brasileira, Estela de Oxossi, afirmou que eles têm a proteção dos orixás e creem neles e pediram pela libertação de Gerardo Hernández, Antonio Guerreiro, Fernando González, Ramón Labañino e René González.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Muita emoção na abertura da XX Convenção de Solidariedade a Cuba

Apresentação do Ballet Rosana Abubakir | Foto: Lúcia Correia Lima/CUT Bahia

Por Sturt Silva 

A abertura da 20ª Convenção de Solidariedade a Cuba foi marcada, nesta quinta (24), por muita emoção. Realizado no Centro de Convenções em Salvador-Bahia, o evento teve a apresentação de coreografias da Escola de Ballet Rosana Abubakir, pioneira no Brasil no uso do método da escola de dança cubana.

O poeta Thiago de Mello foi a estrela maior na abertura. Ele foi aplaudido demoradamente ao ser chamado para a mesa dirigente dos trabalhos da noite e durante sua fala: recitou poemas, como o belo “Estatuto do Homem – Ato Institucional Permanente”, escrito no exílio em Santiago do Chile, em abril de 1964, portanto no calor do golpe militar (clicar aqui para ler o poema); e leu mensagem dos cinco cubanos presos políticos dos Estados Unidos, tratados por Cuba e pelos apoiadores da revolução cubana como “os cinco heróis antiterroristas”.Thiago de Mello também doou à campanha pela libertação dos cinco cubanos seus direitos autorais provenientes da Feira de Livros de Manaus (capital do Amazonas, estado brasileiro onde o poeta vive).

O ato contou com a participação de representantes de entidades de vários estados, de vários partidos e segmentos do movimento social. Parlamentares, lideranças políticas e sociais, autoridades e secretários de Estado também compareceram à abertura.

“Convenções como estas fortalece os valores mais nobres dos povos. São Convenções que mostram que solidariedade não tem dono. Enquanto o imperialismo exporta armas e aviões para matar civis, Cuba exporta médicos, professores e solidariedade, amizade, cooperação e fraternidade”, ressaltou a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Nobel da Paz: Adolfo Esquivel pede libertação de cubanos presos nos EUA

Adolfo Esquivel | Foto: Cuba Debate 

Assista ao vídeo de Adolfo Perez Esquivel, Nobel da Paz, exigindo do presidente dos EUA a libertação dos cinco antiterroristas cubanos que estão presos nos EUA. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Como a Rede Vespa acabou com o terror contra Cuba

Cinco anterroristas cubanos | Arte: Razões de Cuba

Por Claudio Leal no TERRA

Sem glamour, mas com a fluência das novelas de espionagem, a história de espiões cubanos infiltrados em organizações anticastristas, em Miami, é descrita no novo livro do jornalista Fernando Morais, "Os últimos soldados da guerra fria" (Cia. das Letras). 

Celebrados em Cuba como "cinco heróis", os agentes secretos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González integraram a Rede Vespa, criada pelo governo de Fidel Castro, na década de 1990, para desarticular atentados terroristas de extrema direita.

"A perspectiva de derrubar a Revolução Cubana pela asfixia econômica estimulou organizações do exílio a retomar as provocações contra Cuba e intensificar os atentados contra o turismo, a tábua de salvação que garantia a sobrevida do regime, tendo se convertido na maior fonte de receitas do país", escreve Morais. 

Em entrevista a Terra Magazine, ele conta os bastidores da apuração do livro e avalia que o anticastrismo ao velho estilo entrou em refluxo nos Estados Unidos, ainda que preserve um influente lobby no Congresso norte-americano.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A luta de Cuba contra o terrorismo dos EUA

Os Últimos Soldados da Guerra Fria de Fernando Morais | Foto: Nocaute

 Por Nildo Ouriques

O primeiro livro sobre Cuba que eu li foi A Ilha, de Fernando Morais, no final da década de setenta. Em perspectiva, aquele livrinho – que na época cumpriu extraordinário papel educativo – hoje seria desnecessário. O acesso a internet, a possibilidade de viajar diretamente a Havana, a presença de intelectuais e dirigentes políticos cubanos em eventos no Brasil, permite conhecimento mais preciso sobre um país que durante nossa longa ditadura – 21 anos – seria impossível. A Ilha, na verdade, uma espécie de livro-reportagem, introduzia o leitor no conhecimento das reformas iniciadas pela Revolução Cubana, este fenômeno histórico que é um verdadeiro divisor de águas na política e na consciência mundial e latino-americana. 

Atualmente, a “imprensa livre” segue em uníssono a campanha contra o sistema político cubano sem mudar um átomo daquele enfoque típico do período chamado de “guerra fria”. Exceto pelo fato de que qualquer pessoa pode ler na edição dominical do Estadão os textos de Yaomy Sánchez, a “dissidente” que publica artigos com todo tipo de críticas ao sistema político cubano (falsas e/ou verdadeiras), um verdadeiro luxo que nenhum proscrito pela ditadura brasileira jamais teve.

Nestes dias, li de “um tirón” o novo livro de Fernando Morais. À exemplo de A Ilha, do qual minha memória guarda apenas uma cálida recordação, “Os últimos soldados da guerra fria. A história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita nos Estados Unidos” é também um livro reportagem, embora de muito maior fôlego, repleto de informação – e pesquisa – acesso privilegiado a documentos de Estado, pitadas de novela, estilo direto e agradável. E mais importante, é também um livro de análise das relações internacionais (sobre o poder dos estados nacionais), sobre o terrorismo de estado e as formas de combatê-lo. 

Como de costume, “Os últimos soldados da guerra fria” foi recebido pela crítica brasileira com ceticismo e desaprovação. O jornal Folha de São Paulo sugeriu que se tratava de um livro débil e indicou como prova cabal duas ou três informações errôneas, como se fosse possível realizar um trabalho relativamente longo e importante de pesquisa sem erros. Eu mesmo encontrei que Luis Miguel, o cantor de boleros mexicanos nasceu, segundo Morais, em Porto Rico. Apesar de errônea, qual a importância desta informação para o argumento central da trama? Há, em quase todos os livros sobre América Latina, grandes e pequenos erros, especialmente quando se trata de relatos que envolvem muitos personagens e longos períodos históricos. Recordo a respeito que “A utopia desarmada”, de Jorge Catañeda, foi um livro aclamado com enorme entusiasmo pelo jornalismo nacional e contém – este sim! – graves erros históricos e não poucas falsificações que comprometem derradeiramente seu argumento central.  O livro não poderia ser mais desastroso e a crítica recebeu bastante bem, mas obviamente fazia parte da campanha mundial contra o radicalismo de esquerda na América Latina. 

domingo, 2 de outubro de 2011

Fernando Morais: ‘Bloqueio dos EUA é uma metralhadora apontada para Cuba’

Fernando Moraes e Fidel Castro em 1980 | Foto: Fernando Moraes 

Por Felipe Prestes no Sul 21

O jornalista Fernando Morais captou Cuba em dois momentos absolutamente diferentes. Em 1976, Morais escreveu a “A Ilha”, obra que o celebrizou e abriu as portas para sua carreira como autor de grandes reportagens em livro. Naquele momento, o repórter encontrou o socialismo funcionando a pleno vapor, com pouquíssimos descontentes.

O livro que acaba de lançar, “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, se passa na década de 1990 e mostra uma Cuba em fortíssima crise econômica decorrente do fim da União Soviética. Um país que se tornou um prato cheio para as dezenas de organizações anticastristas chefiadas por cubanos radicados na Flórida, que incentivavam e auxiliavam os conterrâneos que desejavam deixar a ilha. Com aviões a seu dispor, estas organizações se tornavam cada vez mais ameaçadoras para Cuba, desrespeitando totalmente o espaço aéreo do país, com voos despudorados sobre Havana.

Neste contexto, o governo cubano inicia a Operação Vespa, que consistiu no envio de 14 espiões que se infiltraram nestas organizações anticastristas.  Morais começou a pensar o livro no mesmo dia em que dez destes espiões foram descobertos pelo FBI e presos, em 1998 . “Eu comentei com a minha mulher: ‘Aqui tem um livro’”. O escritor solicitou documentos secretos ao governo cubano em seguida, mas só os obteve em 2005. A pesquisa, que incluiu 40 entrevistas, teve início em 2008.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"Os Últimos Soldados da Guerra Fria" é um candidato a campeão de vendas

Livro de Fernando Moraes é lançado em Minas Gerais | Foto: Direto da Redação 

Por Nelson Dantas 

"Sempre um Papo" fez 25 anos. Casa cheia, o Grande Teatro do Palácio das Artes recebeu quase 2.000 pessoas para saudar a longevidade do evento que a um quarto de século promove o que há de melhor na cena literária mundial.

O mais aguardado da noite, Fernando Morais, estava lançando o livro que deve roubar a cena na mais importante feira do livro nacional, a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, e que trata justamente dos 5 heróis cubanos. Os últimos soldados da guerra fria é um candidato a campeão de vendas que todo brasileiro deve ler.

Frei Betto foi o primeiro a falar, e o escritor-dominicano velho amigo de Cuba autor do best-seller “Fidel e a Religião” falou sobre a desconfiança com a história ao lançar um livro que trata de uma família no Brasil há cinco séculos e que chegou em Minas vindo, como as primeiras bandeiras, pela Bahia.

Palavra passada ao Leonardo Boff e a conversa enveredou pela antesala do fim do mundo, como as nossas ações estão esgotando as energias do planeta pela exacerbação do individualismo que tem levado a um consumismo irracional – vale lembrar que Cuba é destaque mundial apontado pelo WWF como o único país que consegue dar desenvolvimento humano sem comprometer as reservas naturais.

Ruy Castro e Heloísa Seixas estavam lançando Terramarear uma ode de amor às cidades encantadoras do mundo como Rio de Janeiro, Paris, Moscou, Havana, Búzios entre outras. Claro que tinha que citar a capital cubana, um lugar que todo brasileiro tem obrigação de visitar.

A aventura dos que lutam contra o terrorismo nos EUA

Por Emir Sader em seu blog na Carta Maior

Mesmo se fosse ficção, a história desses personagens já seria sensacional. Mas se são reais e se dão no epicentro da guerra fria – entre Cuba e os EUA, entre Havana e Miami -, com personagens reais, que têm sua trajetória verdadeira reconstruída com maestria por um dos melhores escritores que temos - só poderia dar um livro extraordinário.

Fernando Morais diz que quer, com suas obras, de Olga a Paulo Coelho, passando por Chatô, entre tantas outras – ajudar a entender o Brasil. Com "A Ilha" nos ajudou a entender a Cuba, com "Os últimos soldados da guerra fria", nos permite entender melhor a América Latina, sua relação com os EUA e, portanto, um dos eixos que articulam o mundo contemporâneo.

O cenário é uma das duas esquinas da guerra fria – a outra era Berlim dividida -, que quase levaram a um enfrentamento bélico entre as duas superpotências. A trama tem a ver diretamente com isso. Daí a intensidade que ganham as situações de tensão, entre países, refletida em personagens concretos, reconstruídos com maestria por Fernando.

domingo, 5 de junho de 2011

Porto Alegre: Tribunal da Consciência absolve os Cinco Cubanos

Cinco antiterroristas cubanos presos nos EUA | Arte: Razões de Cuba
Por Denise Ritter

Após a abertura oficial da VI Convenção Gaúcha de Solidariedade a Cuba por autoridades das esferas estadual e municipal do Rio Grande do Sul, uma juíza, três advogados de defesa, dois promotores, um relator e 12 jurados, além de estudantes de quatro universidades gaúchas e um dirigente da Associação Cultural José Marti participaram, na noite desta sexta-feira (3), da simulação do julgamento de cinco cubanos mantidos há 13 anos em cárcere privado nos Estados Unidos, sob a acusação de prática de espionagem e conspiração para assassinato. 

A experiência, primeira das atividades da VI Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, realizada no plenarinho da Assembleia Legislativa, propôs uma oportunidade hipotética de revisão de uma das mais duras e condenadas decisões do Judiciário norte-americano. 

A atividade foi criada em parceria com a Frente Parlamentar de Solidariedade ao Povo Cubano da Assembleia gaúcha e a Associação Cultural José Marti do RS.

Julgamento dos Cinco Cubanos

Após quatro horas de debates, o júri decidiu anular o julgamento a que foram submetidos Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González, que também foram absolvidos de todas as acusações. Ainda foi sugerido  o pedido de desculpas e indenização por parte do governo norte - americano. O Poder Judiciário daquele país foi condenado pela excessiva interferência política permitida no caso dos “Cinco” antiterroristas cubanos.

Tribunal da Consciência absolve os Cinco Cubanos

domingo, 29 de maio de 2011

Cubanos presos nos EUA serão julgados em Porto Alegre

Tribunal da Consciência será organizado pelo meio jurídico | Arte: ACJM/RS
                                  
Por Vânia Barbosa

Na tarde da última sexta – feira (27), os participantes do “Tribunal da Consciência”, em parceria com a Frente Parlamentar de Solidariedade ao Povo Cubano da Assembleia gaúcha e a Associação Cultural José Marti do RS, definiram a forma de julgamento dos Cinco antiterroristas cubanos presos, há quase 13 anos, em cárceres privados dos Estados Unidos.

O julgamento de Gerardo Hernández, René González, Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Fernando González ocorre na próxima sexta – feira (03/06), às 19h, no Plenário João Neves da Fontoura (Plenarinho), no 3º andar do Poder Legislativo, com a presença do Embaixador Cubano no Brasil, Carlos Zamora Rodrígues, autoridades e representantes de entidades convidadas. O evento faz parte das atividades da VI Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba, preparatória para o Encontro Nacional, em São Paulo, de 21 a 26 de junho.

Segundo o Coordenador da Frente Parlamentar, Deputados Raul Carrion, “a realização de um novo julgamento dos “Cinco”, mesmo simbólica contribui de forma ética/pedagógica para desvendar as dúvidas sobre a justiça e a imparcialidade do caso, e as condições de encarceramento as quais são submetidos”. Os “Cinco foram detidos por agentes do FBI e condenados a penas que vão de 15 anos a duas prisões perpétuas,

Para o presidente da Associação Cultural José Marti, Ricardo Haesbaert, “o apoio da Frente Parlamentar e dos jurados - que representam importantes instituições e entidades do Estado – para realizar o “Tribunal da Consciência”, demonstra o forte interesse em avaliar não só tecnicamente, mas também eticamente um caso que intriga centenas de entidades internacionais e, inclusive, 10 Prêmios Nobel da Paz”.