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segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Assata Shakur: da prisão nos EUA às conquistas sociais e liberdade em Cuba

“O imperialismo é um sistema de exploração internacional e nós, como revolucionários, devemos ser internacionalistas para derrotá-lo.”

Por Ramón Pedregal Casanova, Resumen Latinoamericano

"Negros del continente, al Nuevo Mundo
habéis dado la sal que le faltaba:
sin negros no respiran los tambores
y sin negros no suenan las guitarras."

“Bailando com os negros”, do livro “Canción de gesta”, de Pablo Neruda.

O negócio carcerário nos EUA se alimenta, sobretudo, da população negra e latina. É um negócio empresarial do capitalismo, negócio da minoria privatista. Se antes o negócio era a captura de africanos e africanas para vendê-los, hoje os mesmos são capturados nos EUA para que o regime estadunidense pague com o dinheiro do Estado os empresários carcerários por cada afro-americano ou latino que os corpos de polícia capturam. Depois, os negros e as negras aprisionados terão que trabalhar. Na prisão, trabalham como escravos para empresas capitalistas que levam o fruto de seu trabalho. Lembra muito o que fazia o franquismo, a ditadura na Espanha, com os presos políticos republicanos.

O objetivo com a repressão permanente sobre a população negra é isolá-la e submetê-la. Os brancos racistas controlam o aparato do regime estadunidense e um de seus numerosos braços desde os anos 70 do século XX é o FBI, centro de controle e terrorismo sobre a população negra, cujo objetivo prioritário até então foi Martin Luther King, seguido por “milhares de ativistas por direitos civis menos proeminentes”. Tudo isto aparece no “informe do Comitê Church, do Comitê Seleto do Senado para o Estudo das Operações Governamentais e pelo Subcomitê de Inteligência Interior”, que se empenhavam “contra os direitos civis e humanos de todo tipo de ativistas políticos e, de maneira muito particular, dos de raça negra”.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Dia da Consciência Negra: cartazes cubanos

Os movimentos socialistas ao redor do mundo se caracterizam por uma grande sensibilidade humana e artística. Por isso mesmo fazem história os cartazes de propaganda das ideias socialistas. No dia da Consciência Negra no Brasil, publicamos, baseado em uma lista maior do CLPS, alguns cartazes cubanos que tem como temática a luta do negro contra a opressão e por uma sociedade mais fraterna e justa.

Cuba que tanto contribui para a independência de colônias africanas e pelo fim do apartheid na África do Sul.

Casa de Detenção do Queens,  Lazaro Abreu, 1975
Conferência Tricontinental 3¦
Aniversário, Alfredo Rosgaard, 1968
Dia da solidariedade internacional com o povo de Guiné
 e Cabo Verde, Lazaro Abreu, 1970

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ONU reconhece luta de Cuba contra o racismo

Fonte: MinutosNotícias

Organismos das Nações Unidas reconheceram nesta quinta (16), em Havana, os avanços na luta contra a discriminação racial em Cuba, graças a uma política estatal dirigida a beneficiar todos os setores da sociedade.

Em declarações à Prensa Latina, o representante auxiliar do Fundo de População das Nações Unidas, Rolando García, destacou que os avanços do país são um exemplo para o mundo e que, atualmente, Cuba está à frente na América Latina no que se refere à igualdade de oportunidades a seus cidadãos.

“Estes avanços estão associados às políticas de participação cidadã e inclusivas, promovidas pela direção da nação, empenhada agora em consolidar esse propósito”, disse García, que participa do seminário “Cuba e os povos afrodescendentes na América”.