Os presidentes das Comissões de Legislação Participativa, Direitos Humanos e Minorias e Relações Exteriores e Defesa Nacional redigiram uma carta dirigida ao Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pedindo a libertação dos cinco cidadãos cubanos presos nos Estados Unidos.
O documento foi assinado durante um debate promovido pelas três comissões no dia 21 de novembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília, do qual também participaram a senadora Lídice da Mata, vice-coordenadora da Frente Parlamentar Brasil-Cuba, e o conselheiro político da Embaixada de Cuba, Rafael Hidalgo.
Os cubanos Gerardo Hernández, Ramón Labañino, René González, Antonio Guerrero e Fernando González integraram a Operação Vespa, cuja missão era obter informações sobre planos terroristas, permitindo assim que as autoridades do país pudessem evitar execução desses planos em território cubano. Os mesmos terroristas já haviam colocado uma bomba num avião, provocando a morte de 70 atletas cubanos, além de terem provocado várias explosões em locais turísticos.
Para o presidente da Comissão de Legislação Participativa, deputado Anthony Garotinho, a prisão dos cinco cidadãos cubanos é emblemática, dizendo respeito, tanto ao Direito Internacional, quanto aos Direitos Humanos, e tem o significado de uma tentativa de represália aos governos latinos contrários à Política Externa dos Estados Unidos. “Hoje são os cubanos. Amanhã, podem ser os venezuelanos, bolivianos, argentinos”, alertou.
De acordo com o conselheiro político da Embaixada de Cuba, Rafael Hidalgo, trata-se de um assunto político. Para ele, a prisão dos cinco cubanos é parte de uma represália ao regime de governo adotado em Cuba e podem ser considerados presos políticos. “Eles estão presos por lutar contra o terrorismo”, disse.