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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Médicos cubanos conclui missão em Moçambique: mais de 22 mil pacientes

Doutores cubanos fizeram 331 cirurgias e mais de 22 mil consultas | Foto: Rafael Stedile/Brasil de Fato
Por Sturt Silva 

Médicos cubanos, especializados em desastres e graves epidemias, encerraram suas missões em Moçambique, depois de 48 dias prestando atendimento às vítimas do furacão Idai, que atingiu o pais entre 4 e 21 de março.

A brigada médica cubana - através de um hospital de campanha, instalado numa zona populosa da cidade de Beira, a quarta maior cidade do país e localizada numa região super atingida pelo furação, - atendeu a mais de 22 mil pacientes e realizou centenas de cirurgias. Em 48 dias de trabalho, entre exames e outros procedimentos médicos, foram 22.259 consultas médicas e 331 cirurgias.

Segundo a imprensa cubana, os números da ajuda cubana foi superior em termos de consultas e cirurgias a de outros 7 centros médicos juntos, que também se instalaram na localidade de forma emergencial.

O Embaixador de Cuba no país, Pavel Díaz Hernández, disse que o trabalho dos médicos cubanos seria a melhor homenagem de Cuba ao Dia Mundial da África, comemorado em 25 de maio, e um tributo especial da solidariedade cubana com o povo moçambicano.

Já o Secretário da Província de Sofala, Raúl Manuel Nanlipa, elogiou a entrega da brigada cubana pela contribuição dada em circunstâncias tão dramáticas e destacou que a ajuda não se limitou somente às vítimas do ciclone, mas foi de inestimável apoio para toda a população em geral.

sábado, 20 de abril de 2019

Moçambique: Médicos cubanos já atenderam mais de 7 mil afetados pelo ciclone Idai

Desde 29 de março, doutores cubanos já fizeram cerca de 50 cirurgias | Foto: Rafael Stedile/Brasil de Fato
Por Rafael Stedile no Brasil de Fato 

A Brigada Médica Internacional Henry Reeve foi fundada em Cuba para ajudar as vítimas do Furacão Katrina, que atingiu Nova Orleans, no estado da Louisiana, em 2005 mas teve sua ida vetada por George W. Bush. A ideia de solidariedade irrestrita, no entanto, seguiu viva, com a brigada voluntária atuando em diversos países e, agora, ganhando importância redobrada em um mundo afetado pelo aquecimento global e com fenômenos metereológicos cada vez mais violentos.

Desde 29 de março, 40 voluntários cubanos – 16 médicos e 24 profissionais da saúde como enfermeiros, trabalhadores de laboratório, de logística e psicólogos – se dividem em 7 barracas montadas num ginásio em Beira desativado para atender às vítimas do ciclone Idai – que afetou Moçambique, o Malawi e o Zimbábue entre 4 e 21 de março, e cujo número total de mortos ultrapassa 1 mil, sendo 60% somente em terras moçambicanas.

Neste país, dados da Organização das Nações Unidas apontam que 1,8 milhão de pessoas foram afetadas pela destruição causada pelo fenômeno climático e muitas delas perderam suas casas e encontram-se desabrigadas. Muitos mais correm risco e padecem de doenças como cólera, amplificadas pelo desastre.

Com isso, o trabalho dos cubanos é essencial para salvar vidas ainda mais numa das cidades mais abaladas pela tragédia. Coordenados pelo epidemiologista Dr. Rolando Piloto, de 55 anos, a brigada realiza exames laboratoriais e cirurgias em mais de 600 moçambicanos por dia, de segunda à sábado e com plantão aos domingos.

terça-feira, 26 de março de 2019

Ciclone Idai: Cuba envia mais 40 médicos e agentes de saúde para Moçambique

Mulher e seu filho num cenário de destruição após passagem do ciclone Idai em Moçambique. Foto: UNICEF
Por Surt Silva

Segundo o site Cuba Debate, o governo cubano enviou um hospital de campanha com 40 médicos e outros profissionais de saúde para Moçambique. A brigada médica se juntará a outros médicos cubanos que já prestam atendimento no país.

Desde que a nação africana foi atingida pelo ciclone tropical Idai, no último dia 14, Cuba deslocou 36 médicos paras os lugares mais afetados. No total, Cuba tem atualmente cerca de 270 profissionais de saúde trabalhando no país de forma permanente.

Além de Moçambique, o ciclone também passou por Zimbábue e Malauí e já matou quase 700 pessoas.