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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Parceria entre Cuba e Venezuela fez 6 milhões de pessoas recuperarem a visão

"Missão Milagre" se iniciou na Venezuela e espalhou-se por vários países latino-americanos

Durante uma reunião, em Caracas, para avaliar a qualidade da prestação de serviços de saúde, Nicolás Maduro sublinhou que foi realizado "um investimento importante em divisas" no projeto criado há 15 anos pelo comandante Hugo Chávez e pelo líder da Revolução Cubana, tendo como objetivo "levar a mais alta tecnologia da área da oftalmologia aos pobres" e devolver a visão a pessoas em vários países, sobretudo na América Latina, nas Caraíbas e em África.

Ressaltando a importância de dar visibilidade às ações que a Revolução Bolivariana levou a cabo nos seus 20 anos de existência e que foram "escondidas" pela campanha mediática da direita contra a Venezuela, o chefe de Estado afirmou que, neste momento, "estão em disputa dois modelos na América Latina: o racista de Donald Trump e o solidário da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América [ALBA], representado entre outros pela Misión Milagro", informam a AVN e a Prensa Latina.

A propósito de modelos diferentes, referiu ainda que os hospitais e centros de saúde nos estados venezuelanos de Zulia, Táchira, Mérida, Apure e Amazonas estão cheios de colombianos, que são atendidos de acordo com o sistema da República Bolivariana da Venezuela, de forma gratuita e com qualidade.

Mais de seis milhões de beneficiados

Do número total de pessoas beneficiadas pela Missão Milagre, mais de três milhões são da Venezuela; 691 mil são bolivianos; 171 mil, nicaraguenses; 153 mil, equatorianos; e 136 mil, guatemaltecos, precisou Maduro.

Foram ainda consultadas e operadas pessoas do Uruguai (67 730), das Honduras (62 mil), do Brasil (mais de 61 mil), da Argentina (mais de 52 mil), do Panamá (mais de 50 mil), do Peru (40 mil), de El Salvador (37 998), do Paraguai (28 mil), da Guiana (15 mil), do México (11 953) e da Colômbia (9277).

quinta-feira, 9 de maio de 2019

As tropas de Cuba que lutam na Venezuela não matam, salvam milhares de vidas

Cuba tem atualmente cerca de 20 mil colaboradores na Venezuela | Foto: Cubanito em Cuba
Por Raúl Antonio Capote no Granma

Recentemente o presidente estadunidense Donald Trump ameaçou Cuba com um bloqueio total, além de medidas do mais alto nível, enquanto John Bolton acusava a Ilha de "controlar" o governo de Nicolás Maduro.

Essa mentira repete-se sem um mínimo de vergonha pelos mais altos personagens do governo ianque, e Donald Trump ordena a Cuba que retire os “20 mil soldados cubanos da Venezuela”, inclusive promete uma nova abertura se “tiramos as mãos de Caracas”. 

Nós cubanos sentimos um verdadeiro apego ao princípio de soberania, somos zelosos de nossa independência, jamais admitiríamos que seja feito a outros o que não permitimos que nos façam a nós. Nossa bandeira “não foi jamais mercenária”. Venezuela, a terra da clarinada, dos bravos soldados de Bolívar, a que fez tremer um império, não necessita quem salvaguarde sua honra, valor e dignidade lhes sobram, os venezuelanos bastam-se eles próprios.

Na tropa dos que amam, militam os que, de um recanto a outro da Venezuela lutam pela vida. Na República Bolivariana compartilham esse trabalho milhares de especialistas na saúde, esportes, cultura, educação, comunicações, agricultura, alimentação, indústria, ciência, energia e transportes.

A Revolução Bolivariana pôs o ser humano no centro de tudo, pela primeira vez milhões de pessoas tiveram acesso aos programas de proteção social de um Governo que dedicou 73% de investimento do PIB em benefício das maiorias.

sábado, 20 de abril de 2019

Cuba não tem militares na Venezuela, mas os EUA tem mais de 250 mil pelo mundo

Governo cubanos emite nota contra sanções dos EUA contra à ilha | Foto: Praça da Revolução, Cuba
Por Wevergton Brito Lima no Internacionalismo 21

O Governo dos Estados Unidos da América anunciou, na última quarta-feira (17) que irá aplicar, contra Cuba, o Título III da Lei Helms-Burton a partir do dia 2 de maio, com o objetivo de endurecer sanções econômicas contra o país socialista. Não por coincidência, no dia 17 de abril de 1961 os EUA patrocinaram a invasão da Baía dos Porcos, em uma tentativa frustrada de derrotar a recém-nascida Revolução Cubana. Passados 58 anos deste episódio, os EUA deixam mais uma vez claro que o objetivo de derrocar a soberania cubana permanece inalterável.

As medidas anunciadas na última quarta-feira pelo secretário de Estado, Mike Pompeo, são tão flagrantemente ilegais diante do direito internacional que vieram embaladas em um pacote de falsas acusações contra Cuba, na vã tentativa de justifica-las, o que não enganou nem fiéis aliados como a União Europeia e o Canadá, que protestaram.

No mesmo dia do anúncio, o governo cubano emitiu uma histórica declaração, digna da trajetória heroica de Sierra Maestra. 

“O atual governo dos Estados Unidos é reconhecido, em seu próprio país e internacionalmente, pela tendência inescrupulosa de usar a mentira como recurso de política interna e externa. É um hábito que está de acordo com antigas práticas do imperialismo”, diz o texto.

Uma das falsas acusações dos EUA refere-se à suposta presença de militares cubanos na Venezuela, mentira que Cuba, além de refutar, desmoraliza: 

“Aquele que acusa mantém mais de 250 mil soldados em 800 bases militares no exterior, uma parte deles em nosso hemisfério”.

Cuba reafirmou a solidariedade indeclinável à Revolução Bolivariana, e recorda com propriedade:

“Vale a pena lembrar que a ameaça e o ultimato ao estilo da máfia já foram usados no passado quando o esforço internacionalista de Cuba apoiou os movimentos de libertação na África, enquanto os Estados Unidos apoiavam o opressivo regime do apartheid. Pretendia-se que Cuba renunciasse aos seus compromissos de solidariedade com os povos africanos, em troca de promessas de perdão, como se a Revolução tivesse de ser perdoada pelo imperialismo. Naquela época, Cuba rejeitou a chantagem, como rejeita hoje, com o maior desprezo.”


Por fim, o governo cubano expressa sua confiança de que, assim em 1961, a vitória será dos revolucionários que derrotarão a escalada agressiva do império.

Declaração do Governo Revolucionário de Cuba

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cuba: EUA preparam bases do Caribe para atacar Venezuela; é urgente deter a aventura imperialista

1º de Maio em Cuba, à esquerda cartaz diz: "Chávez te recordamos; Maduro te apoiamos" | Foto: Maria Silvita
Do Opera Mundi 

O governo de Cuba denunciou, em comunicado oficial, a escalada de pressão e ações de operações especiais do governo dos Estados Unidos para aeroportos em Porto Rico, República Dominicana e outras ilhas do Caribe, sem o conhecimento de seus governos. De acordo com a nota, o governo estadunidense mais uma vez prepara uma agressão militar disfarçada de "intervenção humanitária" contra a Venezuela.

Segundo o comunicado, "entre 6 e 10 de fevereiro de 2019, foram realizados voos de aviões de transporte militar para o aeroporto Rafael Miranda, de Porto Rico, a base aérea de San Isidro, na República Dominicana e para outras ilhas do Caribe estrategicamente localizadas, provavelmente sem o conhecimento dos governos dessas nações". Esses movimentos teriam se originado em instalações militares americanas das quais operam unidades de Operações Especiais e Corpo de Fuzileiros Navais, que são usadas para ações secretas, mesmo contra líderes de outros países.

Após a resistência ao golpe, o governo dos Estados Unidos intensificou sua campanha política e midiática internacional e acirrou as sanções econômicas contra a Venezuela, "entre as quais se pode citar o bloqueio em bancos de países terceiros de bilhões de dólares pertencentes à Venezuela e o roubo da receita das vendas de petróleo do país, que está causando sérios danos humanitários e privações difíceis a seu povo", diz a nota.

Para o governo cubano, sob um pretexto humanitário, os EUA pretendem iniciar uma agressão militar contra a Venezuela. No comunicado Cuba relembra ainda que pretextos semelhantes foram adotados pelos Estados Unidos no prelúdio das guerras contra a Iugoslávia, o Iraque e a Líbia, ao preço das imensas perdas de vidas humanas e enorme sofrimento.

Lei a íntegra do comunicado:

É urgente parar a aventura militar imperialista contra a Venezuela

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Cuba: A agressão contra a Venezuela deve parar


Declaração do governo revolucionário de Cuba 

O Governo Revolucionário da República de Cuba condena e rejeita fortemente a tentativa de impor, através de um golpe, um governo fantoche que serve aos Estados Unidos na República Bolivariana da Venezuela, e manifesta a sua solidariedade para com o Governo constitucional do presidente constitucional Nicolás Maduro Moros.

Os objetivos reais de ações contra a Venezuela são controlar os vastos recursos dessa nação irmã e destruir o valor de seu exemplo, como um processo emancipatório e de defesa da dignidade e a independência da Nossa América.

Como o presidente Miguel Diaz-Canel expressou: "A soberania de nossos povos é determinada hoje na atitude em relação à Venezuela. Apoiar o direito legítimo da nação irmã de definir seu destino é defender a dignidade de todos".

Não se deve esquecer outras tentativas, como o golpe militar de 2002 e a greve do petróleo de 2003, a Ordem Executiva agressiva dos Estados Unidos que classifica a Venezuela como "uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e política externa" da superpotência, as medidas coercitivas unilaterais, os apelos a um golpe militar contra o governo constitucional de Venezuela, advertindo o presidente dos Estados Unidos de usar "uma possível opção militar" e a tentativa de assassinato, em 4 de agosto, contra o presidente Maduro.

Os atos de um grupo de países e o papel vergonhoso da OEA constituem uma nova e desesperada tentativa de aplicar uma política fracassada de mudança de regime, o que não poderia ser imposta por causa da resistência inabalável do povo venezuelano e sua vontade de defender a soberania nacional.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Com Maduro reeleito, venezuelanos defendem legado de Chávez, diz presidente de Cuba

Díaz-Canel, Maduro e Raúl Castro em encontro da ALBA, realizado em Havana, ano passado | Foto: Reuters
Em carta aberta dirigida a Maduro, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou suas "mais fraternas felicitações por sua contundente vitória nas eleições presidenciais”.

O cubano também escreveu que “o povo bolivariano e chavista demonstrou mais uma vez sua determinação de defender o legado de Chávez que tão dignamente representa”.
Já o ex-presidente do país, Raúl Castro, atual número 1 do Partido Comunista Cubano, também se dirigiu ao vencedor do pleito venezuelano, afirmando que, "com orgulho revolucionário, te envio em nome do Partido Comunista de Cuba e em meu próprio as mais calorosas felicitações por sua transcendental vitória eleitoral".

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Exemplo: Venezuela foi o 1º país a enviar ajuda a Cuba após furacão Irma

Ajuda humanitária venezuelana | Foto: @NestorReverol
Por Sturt Silva

Venezuela foi o primeiro país a ajudar Cuba depois da passagem do furacão Irma que atingiu o país entre sexta (8) e domingo (10), matando 10 pessoas.

Ontem (12) chegou a Cuba quase 10 toneladas de ajuda humanitária. Entre os produtos enviados estão colchões, medicamentos, alimentos não perecíveis, água potável, cobertores, lençóis, etc.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Em carta a Maduro, Raúl Castro reafirma apoio cubano à Venezuela

Assembleia Constituinte 'representa uma valiosa lição, que faz da Venezuela um símbolo para nosso continente', escreve Raúl; cubanos estarão sempre 'na primeira fileira da solidariedade militante' junto aos venezuelanos
Em março de 2016, Raúl Castro condecorou Nicolás Maduro com a Ordem José Martí - EFE
Do Opera Mundi

O presidente de Cuba, Raúl Castro, escreveu a seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, reiterando o apoio cubano ao governo venezuelano e à Assembleia Nacional Constituinte, instalada em Caracas na última sexta-feira (04/04).

Na carta, datada do último domingo (06/08) e divulgada pelo site Cubadebate nesta quarta-feira (09/08), Raúl diz que recebeu as notícias da eleição e da instalação da Constituinte na Venezuela “com imenso júbilo revolucionário”.

“Sem dúvidas este processo representa uma valiosa lição, que faz da Venezuela um símbolo para nosso continente, como afirmara Fidel com sua meridiana claridade”, escreve o presidente cubano.

Raúl fez referência a ações da oposição ao governo e à Constituinte, afirmando que “a experiência demonstra que cada ato de terror levanta a moral do povo, cada agressão o faz mais forte, cada golpe fortalece a unidade”.

“Virão dias de forte luta, de cerco internacional, de bloqueios, de limitações”, escreve Raúl, “mas também serão dias de criação e trabalho para os revolucionários e todo o povo venezuelano que, como até hoje, não estará sozinho e nos terá, os cubanos, na primeira fileira da solidariedade militante”, diz o presidente.

Leia a seguir a íntegra da carta de Raúl Castro a Nicolás Maduro: 

sábado, 11 de março de 2017

Revolução Cubana é solidária com Dilma, Lula e Cristina Kirchner, afirma Raúl Castro

Leia e assista discurso do presidente de Cuba na cúpula da ALBA e declaração final do encontro
Raúl Castro durante a XIV Cúpula da ALBA-TPC. Foto: @vencancilleria
Do Opera Mundi 

O presidente de Cuba, Raúl Castro, reafirmou, no último domingo (05/03), a solidariedade da Revolução Cubana com Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, considerados por ele como “reconhecidos líderes de Nossa América”, diante das perseguições políticas de que são alvos em seus países de origem.

No encerramento de seu discurso (leia abaixo) na cúpula da ALBA-TCP (Aliança dos Povos Bolivarianos para a Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos), realizada em Caracas, o líder cubano também voltou a destacar “o compromisso de acompanhar a defesa da Venezuela e a posição digna, valente e construtiva do presidente Nicolás Maduro”.

Pela primeira vez, desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi eleito, Raúl se pronunciou sobe a política imigratória adotada pelo homólogo norte-americano, classificada por ele de “irracional”. “O muro que se pretende construir na fronteira norte do México é uma expressão de irracionalidade, não apenas contra esse país irmão, mas contra toda nossa região. A pobreza, as catástrofes, os imigrantes não podem ser contidos com muros, mas com cooperação, entendimento e paz”.
Foto oficial da XIV Cúpula ALBA-TCP, celebrada em Caracas, Venezuela. Por @ViceVenezuela
Raúl também fez duras críticas à nova agenda do governo dos Estados Unidos que, segundo ele, “ameaça desatar um protecionismo comercial extremo e egoísta que impactará a competitividade de nosso comércio exterior; vai vulnerar os acordos ambientais para favorecer os lucros das transnacionais; vai perseguir e deportar imigrantes gerados pela distribuição desigual de riqueza e o crescimento da pobreza provocada pela ordem internacional imposta”.

Discurso do presidente de Cuba na cúpula da ALBA/2017

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Raúl Castro: Fidel e Chávez traçaram os objetivos; cabe a nós transformá-los em vitória

Discurso do presidente de Cuba, Raúl Castro, nas comemorações dos 12 anos da Aliança Bolivariana para Américas e Tratado de Comércio dos Povos
Comemoração dos 12 anos de ALBA em Havana - 14/12/16. Foto: L. Eduardo Domínguez/ Cubadebate
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Do Granma

"Querido companheiro Nicolás Maduro, presidente da República Bolivariana da Venezuela;

Companheiros e companheiras venezuelanos e venezuelanas;

Representantes dos países irmãos da ALBA-TCP e outros Estados da América Latina e do Caribe;

Compatriotas:

Eu vou ser muito breve, como normalmente é a maioria dos meus discursos, também neste caso, para não forçar a voz, que tal como eu aprecio a tenho um pouco afetada e, ainda, há muita coisa para falar (Aplausos). Eu dizia que ainda há muito para falar e lutar neste país (Aplausos), por isso a minha rouquidão pode ser permanente.

A história recente da Nossa América nos reúne hoje para comemorar vários eventos:

O 22º aniversário do primeiro encontro entre o comandante Hugo Chávez e o Comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz, ponto de partida de uma amizade e lealdade infinitas entre a Revolução Cubana e a Revolução Bolivariana.

O 16º aniversário da assinatura do Convênio Integral de Cooperação entre Cuba e Venezuela, que estabeleceu as bases de uma relação econômica, comercial e de cooperação, que trouxe grandes benefícios e experiências humanas para ambos os povos.

Ainda, comemoramos o 12º aniversário da Constituição, em Havana, daquilo que foi, primeiramente a Alternativa e, em seguida, tornou-se Aliança Bolivariana para as Américas e Tratado de Comércio dos Povos; uma nova forma de organização para coordenar e promover a cooperação e o desenvolvimento dos Estados membros.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Raúl Castro ao Parlamento Cubano: “Não há espaço para improvisações e derrotismo”

Foto: Ladyrene Pérez/ Cubadebate
“Frente às dificuldades e ameaças não há espaço para as improvisações e muito menos para o derrotismo”, expressou o General de Exército Raúl Castro Ruz, presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, ao intervir no 7º período ordinário de sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba. 

Em uma explicação sobre a atual conjuntura econômica, comentou que a reunião do Conselho de Ministros, efetuada em 25 de junho último, e o Segundo Pleno do Comité Central do Partido, realizado na quinta-feira (7), concentraram-se na análise do informe sobre o comportamento desse setor no primeiro semestre. 

“Em dezembro de 2015 expliquei que se projetavam limitações financeiras como consequência da diminuição de receitas em nossas exportações pela queda dos preços nos itens tradicionais, assim como efeitos nas relações de cooperação mutuamente vantajosas com vários países, em particular com a República Bolivariana da Venezuela, submetida a uma guerra econômica para debilitar o apoio popular a sua revolução”, disse. 

O presidente cubano sustentou que o crescimento em um por cento do PIB, a metade do planificado, foi condicionado “pela agudização de restrições financeiras externas motivadas pelo não cumprimento das receitas de exportações, ao lado de limitações que enfrentam alguns de nossos principais parceiros comerciais, devido à queda dos preços do petróleo”. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Fidel Castro: mensagem ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro

Querido Nicolás,

Me uno à opinião unânime dos que te felicitaram por seu brilhante e valente discurso na noite de 6 de dezembro, quando se conheceu o veredito das urnas.

Na história do mundo, o mais alto nível de glória política que podia alcançar um revolucionário correspondeu ao ilustre combatente venezuelano e Libertador da América, Simón Bolívar, cujo nome não pertence mais somente a esse país irmão, mas a todos os povos da América Latina.

Outro oficial venezuelano de pura estirpe, Hugo Chávez, o compreendeu, admirou e lutou por suas ideias até o último minuto de sua vida. Desde pequeno, quando estava na escola primária, na pátria onde os herdeiros pobres de Bolívar tinham também que trabalhar para ajudar o sustento familiar, desenvolveu o espírito em que se forjou o Libertador da América.

As milhões de crianças e jovens que hoje frequentam a maior e mais moderna rede de escolas públicas no mundo são os da Venezuela. O mesmo pode se dizer de sua rede de centros de assisência médica e atenção à saúde de um povo valente, mas empobrecido graças a séculos de saque por parte da metrópole espanhola, e mais tarde pelas grandes transnacionais que extraíram de suas entranhas, durante mais de cem anos, o melhor da imensa reserva de petróleo com que a natureza dotou esse país.

A história também deve lembrar constantemente que os trabalhadores existem e são os que fazem possível o usufruto dos alimentos mais nutritivos, as medicinas, a educação, a segurança, a moradia e a solidariedade do mundo. Podem também, se desejarem, perguntar à oligarquia: sabem de tudo isso?

domingo, 23 de dezembro de 2012

E Cuba sem Hugo Chávez?

Pintura de Fidel Castro e Hugo Chávez | Foto: Notícias de Cuba

Por  Eric Nepomuceno na Carta Maior

A cada dia que passa aportam em Cuba cem mil barris de petróleo venezuelano. Chegam a preços favorecidos. Se fosse recorrer ao mercado, o estado cubano não teria como pagar esses cem mil barris vitais. Ou até que teria, mas boa parte dos parcos recursos país sucumbiria. É disso que se trata. 

Como se fosse pouco, a Venezuela é uma das mais generosas fontes de ingressos para Cuba. Faz décadas que a ilha obtém divisas em quantidades essenciais com a venda de serviços profissionais ao exterior.

 Esse é, aliás, o segmento que mais recursos propicia a Cuba: no ano passado, foram seis bilhões de dólares, o triplo do turismo (dois bilhões) e cinco vezes mais que as exportações de níquel (um bilhão e duzentos milhões).

Em todo o mundo, o país que mais gera recursos pagando por serviços profissionais a Cuba é a Venezuela. Existem pelo menos 40 mil profissionais cubanos, todos altamente especializados, trabalhando no país presidido por Hugo Chávez.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Presidente cubano, Raúl Castro, pela primeira vez na Venezuela

Raúl Castro e Hugo Chávez em Caracas | Foto: Caracas Chronicles

Da Agência Ansa 

O presidente de Cuba, Raúl Castro, chega neste sábado à Venezuela, em sua primeira viagem internacional desde que assumiu o governo da ilha, em fevereiro deste ano.

Castro será recebido em Caracas pelo presidente Hugo Chávez, que na quinta-feira, durante um ato do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), já havia confirmado a visita, que reforça ainda mais os laços entre os dois países.

Nesta sexta-feira, autoridades de Venezuela e Cuba iniciaram em Caracas os trabalhos da IX Comissão Mista para analisar e aprofundar a cooperação bilateral.

Durante o evento, o ministro venezuelano de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez, destacou que os acordos de integração mantidos há oito anos entre as duas nações permitiram aprofundar seus respectivos processos revolucionários e reforçar a parceria em projetos sociais.