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| Criança ucraniana em Tarará, Cuba, no ano de 2010 | Foto: Desmond Boylan/Reuters |
Da Revista Fórum
O governo cubano manteve o programa gratuitamente por mais de 20 anos, arcando com um enorme gasto para cuidar das vidas daquelas crianças, apesar de sua crise econômica, e nunca aceitou revelar quanto gastou nos tratamentos. "É um dever, não estamos fazendo publicidade", disse Fidel Castro a respeito.
No dia 26 de abril de 1986, uma explosão no quarto reator da planta nuclear de Chernobil (Chernobyl em inglês) causou uma catástrofe que contaminou uma área mais de 130 quilômetros quadrados (que atingia territórios que hoje são da Ucrância, Rússia e Bielorrússia), onde vivia uma população de cerca de 7 milhões de cidadãos soviéticos, provocando uma onda de doenças causadas pela radiação.
A tragédia foi terrível, mas também houve quem trabalhasse depois para diminuir a dor dos que sobreviveram a ela, como estava um grupo de médicos cubanos que atuou nos cuidados das chamadas “crianças de Chernobil”.
O segundo capítulo dessa história viria somente em 1990, quando a Ucrânia pediu ajuda internacional para as crianças vítimas do acidente nuclear. “O pedido chegou numa quinta-feira, e no sábado já estávamos enviando a resposta: nós tínhamos os melhores especialistas em patologias mais frequentes em crianças, que poderiam viajar imediatamente”, respondeu Sergio López Briel, que era o cônsul cubano na União Soviética naquele então.


