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domingo, 18 de janeiro de 2026

Cuba: povo homenageia 32 cubanos assassinados por Trump

Ato de despida em Havana, capital de Cuba | Foto: @MMarreroCruz

Por Sturt Silva 

Cuba prestou várias homenagens, entre 15 e 16 de Janeiro, aos 32 soldados cubanos que morreram em combate contra as forças militares dos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro, na Venezuela, que terminou com o sequestro do presidente bolivariano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. 

Os restos mortais dos cubanos chegaram ao país, na quinta-feira (15/01), ainda de madrugada e foram recebidos e homenageados por milhares de cubanos e cubanas. Durante todo dia familiares, autoridades, amigos e milhares de compatriotas prestaram novas homenagens. 

Assista:

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Na sexta-feira (16/01), o principal ato de despedida foi realizado, pela manhã, em torno da Tribuna Anti-Imperialista, próxima à sede da missão dos Estados Unidos na capital cubana e contou com a assistência de dezenas de milhares de pessoas, segundo o canal TeleSur.

Honra e glória

Em seu discurso, Díaz-Canel, presidente da ilha socialista, enfatizou que os 32 soldados “demonstraram possuir todas as qualidades que distinguem os heróis”. 
Presidente de Cuba discursa no enterro das vítimas dos EUA : Foto: Presidência de Cuba 

“Os nomes destes 32 combatentes entraram para a história do país, por defenderem de forma valente a soberania de uma nação irmã, incorporando todas as qualidades que distinguem os heróis. Todos eles são verdadeiros heróis cubanos”, expressou o mandatário.

sábado, 12 de abril de 2025

Documentos revelam operações de guerra biológica dos EUA contra Cuba

Guerra biológica contra Cuba | Foto: by BrAt82/Shutterstock 
Por Cezar Xavier no Vermelho 

Um novo conjunto de documentos recentemente desclassificados, conhecidos como “Arquivos JFK”, trouxe à tona evidências de que o aparato de inteligência dos Estados Unidos empregou estratégias de manipulação midiática e possíveis ataques biológicos para isolar e prejudicar Cuba durante a Guerra Fria. Os registros revelam como as agências militares e de inteligência americanas utilizaram a imprensa, epidemias e restrições econômicas para minar o governo revolucionário de Fidel Castro.

Campanhas midiáticas e pressão diplomática

Um documento classificado como “secreto”, identificado como DA Memo 64, detalha uma operação coordenada pela estação de inteligência dos EUA na Cidade do México para disseminar informações sobre surtos de febre aftosa e varíola em Cuba. Essa estratégia visava desencorajar a participação de arquitetos mexicanos no Congresso da União Internacional de Arquitetos, realizado em Havana, em um esforço para limitar a influência cubana no cenário internacional. De acordo com o documento, 52 dos 60 arquitetos mexicanos inicialmente inscritos desistiram de comparecer devido às supostas ameaças sanitárias.

Ainda não está claro se essas epidemias foram reais ou se a campanha de desinformação teve êxito em propagar a falsa ideia de uma crise sanitária. Além disso, não há confirmação sobre se os surtos ocorreram naturalmente ou se foram deliberadamente provocados como parte de um programa de guerra biológica.

Uso de armas biológicas contra Cuba

quarta-feira, 22 de janeiro de 2025

"Quem sofre é o povo": cubanos reagem após Trump adotar medidas contra Cuba

Manifestação em Havana contra sanções dos EUA e em defesa do socialismo,
no final de 2024 | Foto: @DíazCanel

Por Gabriel Vera Lopes no Brasil de Fato 

Poucas horas após sua posse como presidente dos Estados Unidos na segunda-feira (20), Donald Trump assinou uma ordem executiva que reincorpora Cuba à lista de “Estados Patrocinadores do Terrorismo” elaborada unilateralmente pelo Departamento de Estado dos EUA.

De maneira injustificada, a medida anula a decisão de 14 de janeiro, quando, a menos de uma semana do fim de seu mandato, o ex-presidente Joe Biden retirou a ilha caribenha da lista, depois que o próprio Departamento de Estado afirmou ter “constatado que o governo de Cuba não havia fornecido nenhum apoio ao terrorismo internacional”.

Na noite de segunda-feira, assim que a notícia da decisão foi divulgada, o Brasil de Fato conversou com jovens cubanos sobre a decisão do novo presidente dos EUA.

'Nosso povo é o que mais sofre'

Diego de la Torre Castro conta que ficou sabendo da decisão ao verificar as notícias quando saía de seu trabalho em uma filial da Cruz Vermelha em Havana.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Jornalista pode ser preso por denunciar sanções contra Cuba

Câmera da TV na Praça da Revolução, em Havana | Foto: Cubadebate

Por Sturt Silva 

O coordenador do portal Cubainformación, José Manzaneda, e associação Euskadi-Cuba de solidariedade com Cuba, do País Basco, proprietária do site até 2020, serão julgados na Espanha, por um texto jornalístico. 

Cubainformación é um meio de comunicação com sede em Bilbau e especializado em temas sobre a realidade cubana. Condena as sanções dos EUA contra o país socialista e é solidário à Revolução Cubana. 

A publicação que virou alvo de ação judicial é "Criar uma crise sanitária em Cuba: o objetivo da guerra contra sua cooperação médica", que pode ser lido aqui (procure a versão em português). 

No blog Solidários a Cuba já traduzimos vários artigos e alguns vídeos de Cubainformación.

Assista o vídeo abaixo sobre o caso:

terça-feira, 26 de setembro de 2023

Brasileiros condenam ataque terrorista contra Cuba nos EUA

Manifestação de americanos condenando ataque terrorista à Embaixada de Cuba | Foto: @lianystr 

Por Sturt Silva 

Leia nota do Movimento Brasileiros de Solidariedade a Cuba e de demais organizações amigas de Cuba no Brasil.

Reafirmamos o apoio a Cuba

A solidariedade ao povo, ao governo e à Revolução Cubana, mais uma vez, vem denunciar um novo ataque que a ilha revolucionária sofre.

Na madrugada do dia 24 de setembro a Embaixada de Cuba, em Washington, foi novamente atacada por terroristas, que jogaram coqueteis molotovis no prédio, provocando danos no patrimônio do prédio diplomático. 
Se não bastassem 61 anos de um criminoso bloqueio econômico, a inclusão de Cuba em uma relação de "patrocinadores do terrorismo", verdadeiro acinte à verdade, pois os EUA, de fato, são a maior organização terrorista do mundo e se acham no direito de seguir impondo seus crimes impunemente a nações em todo o mundo. 

Por isso, o Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba exige a apuração e punição dos terroristas que atacaram a embaixada de Cuba, em Washington, bem como o fim do criminoso bloqueio e a retirada de Cuba da relação de países que "patrocinam o terrorismo". 

segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Quantas pessoas os EUA já mataram em Cuba?

Entrevista com o cubano Luis Calallero | Arte: Laura Sabino/Youtube
Por Sturt Silva 

Os governos dos EUA gostam de rotular líderes e povos resistentes ao seu domínio de "diabólicos". Não precisa ser de orientação socialista ou comunista, basta apenas buscar uma alternativa política livre daquela imposta por eles ou contrariar os princípios do liberalismo e do capitalismo estadunidense. 

Cuba é um grande exemplo desse paradoxo. Desde que realizou uma Revolução nacionalista e anti-imperialista, contrariando os interesses políticos e econômicos do maior império de nosso tempo, é atacada, bloqueada e demonizada. As sanções e embargos se iniciaram nos anos 60, mas aumentam em momentos de dificuldades, como vimos na Crise dos Mísseis (1962), Período Especial (anos 90), e agora no período da Pandemia (governo Trump). 

Laura Sabino - em visita a Cuba - perguntou a um cubano o que os EUA fizeram e fazem em Cuba. A resposta está bem clara no vídeo abaixo. Cuba e seu povo são grandes vítimas do terrorismo dos EUA. Foram milhares de homens, mulheres e crianças que perderam suas vidas pelas mãos dos EUA e de grupos mercenários sediados na Flórida.

Por incrível que pareça, foi Cuba que entrou em uma lista de "países patrocinadores do terrorismo" feita pelos EUA. O país socialista foi incluido nela ainda no governo Trump e continua com Biden. Para mudar isso, lançamos uma campanha para recolher 1 milhão de assinaturas para pressionar por sua retirada. Assine aqui. 

Assista:

sábado, 12 de agosto de 2023

Assine agora: abaixo-assinado pela retirada de Cuba de "lista terrorista"

Arte contra o bloqueio dos EUA a Cuba | Foto: Cinthya Garcia/Cuba Debate

Da Página do MST 

Artistas, intelectuais, lideranças políticas, movimentos populares, sindicatos e partidos de todo o mundo se unem em uma campanha histórica para pedir ao presidente dos EUA, Joe Biden, que retire Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo.

Assine aqui.

As organizações que convocam essa campanha são a Assembleia Internacional dos Povos (AIP), ALBA Movimentos, Foro de São Paulo, Confederação Sindical das Américas, Jornada Continental pela Democracia e Contra o Neoliberalismo, Marcha Mundial das Mulheres, Rede Continental Latino-americana e Caribenha em Solidariedade com Cuba e La Vía Campesina.

Os movimentos buscam um milhão de assinaturas. A carta com todas elas será entregue a Biden em Washington, em uma mobilização ao redor do Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado em 10 de dezembro.

Na carta, os movimentos populares dizem que a inclusão da ilha nessa lista “torna ainda mais difícil para Cuba realizar transações usando sistemas bancários internacionais e, em última análise, adquirir bens necessários no mercado internacional, como combustível, alimentos, materiais de construção, produtos de higiene e medicamentos”.

Chico Buarque, renomado músico brasileiro, Citlalli Hernández, senadora e secretária-geral do partido mexicano MORENA, Peter Mertens, presidente do Partido dos Trabalhadores da Bélgica, Judith Butler, pesquisadora feminista, e Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, já assinaram a carta da campanha. 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Cuba foi vítima de 713 atos terroristas dos EUA

Manifestação contra o bloqueio dos EUA a Cuba | Foto: Miguel Díaz-Canel

 
Por Sturt Silva 

Mesmo depois da saída de Trump, o governo dos EUA insiste em colocar Cuba em lista de países "que não combatem  o terrorismo". A medida foi assinada no último dia 25 de maio, por Antony Blinken  - Secretário de Estado - onde o governo estadunidense afirma que Cuba, ao lado de Síria, Coreia do Norte, Irã e Venezuela "não estão cooperando plenamente com os esforços antiterroristas dos Estados Unidos”.

O governo cubano, através de seu Ministério das Relações Exteriores, divulgou nota dois dias depois repudiando a decisão do governo Biden. 

Cuba "foi vítima de 713 atos terroristas, na sua maioria organizados, financiados e executados pelo governo dos Estados Unidos ou por indivíduos e organizações que recebem refúgio ou atuam com impunidade nesse território. Esses atos custaram a vida de 3.478 e provocaram deficiências em outros 2.099 cidadãos cubanos. Os danos humanos e prejuízos econômicos estão calculados em 181 bilhões de dólares".

Leia a nota na íntegra:

Cuba repudia calúnias dos EUA sobre cooperação contra o terrorismo

segunda-feira, 19 de abril de 2021

60 anos da 1ª grande vitória de Cuba contra os EUA na América Latina

60 anos da vitória cubana em Playa Girón; do duelo Kennedy X Castro: vitória do socialismo.
Foto: Impera Productions 

Por Anjuli Tostes no Viomundo

Hoje completam-se 60 anos da vitória de Cuba contra a invasão financiada e executada pelos EUA em Playa Girón.

Em 17 de abril de 1961, um grupo de cerca de 1.500 dissidentes e mercenários recrutados, treinados e fortemente armados pelo governo estadunidense aportou em duas praias da Baía dos Porcos, Playa Larga e Girón.

Tropas cubanas, formadas por militares e civis, se mobilizaram para defender sua pátria esmagaram os invasores em menos de 72 horas. Os mercenários, por sua vez, não tiveram praticamente nenhum apoio do povo cubano.

O episódio entrou para a história como a primeira grande vitória militar contra o imperialismo norte-americano na América Latina, contrastando com os diversos governos que sucumbiram diante de golpes de estado articulados pelos EUA na região.

Uma pequena ilha derrotou a maior potência mundial, mostrando a força da Revolução Cubana.

O evento acabou gerando um efeito contrário ao almejado pelos EUA e serviu para consolidar o caráter socialista da revolução – proclamado dias antes, em 16.04, após uma série de atentados terroristas norte-americanos.

O povo cubano saiu deste importante episódio mais coeso em torno da revolução.

Leia também:
Como foi a primeira derrota do imperialismo na América Latina                                                 

O que Che Guevara diz em uma carta a Kennedy, em agosto daquele ano, resume: “Obrigado por Playa Girón. Antes da invasão, a revolução era fraca. Agora está mais forte do que nunca”.

Cuba segue sendo um símbolo da luta e resistência contra o imperialismo e das conquistas sociais do socialismo.

Mesmo diante de um cruel embargo comercial, econômico e financeiro pela maior potência do mundo há 6 décadas, os avanços da Revolução Cubana são inegáveis.

Os indicadores em educação, saúde, expectativa de vida e segurança continuam sendo os mais altos da América Latina, com um IDH de dar inveja a muitos países considerados desenvolvidos.

Viva a Revolução Cubana!

Animação sobre a batalha de Girón:

Anjuli Tostes é advogada. Doutoranda em Direito e Economia na Universidade de Lisboa. Membro da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia.

sábado, 17 de abril de 2021

Vitória de Cuba socialista: EUA tentaram matar Raúl Castro e não conseguiram

Raúl Castro na abertura do VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba | Foto: Estudios Revolución 

Por Sturt Silva 

Documentos secretos divulgados na semana em que ocorre o VIII Congresso do Partido Comunista de Cuba, que marca a aposentadoria política de Raúl Castro, confirmam a tentativa de assassinato dos líderes da Revolução Cubana, ex-presidentes do país,  Fidel Castro (1976-2006) e Raúl Castro (2006-2018), na década de 60. 

A CIA contratou um piloto para matar Raúl Castro num voo entre Praga e Havana. A intenção era simular um acidente de avião e acabar com a vida do líder cubano. Felizmente, o piloto de nome José Raúl Martínez, recrutado pela CIA como informante em Cuba, não teve oportunidade de arrumar um acidente como haviam combinado com os estadunidenses. 

Tentativas de matar Fidel Castro 

Os documentos também mostram tentativas de assassinar Fidel Castro.

Segundo reportagem do site Sputinik Brasil, que analisou os documentos, a CIA "desenvolveu uma pílula que tinha os elementos de solubilidade rápida, alto conteúdo letal e pouca ou nenhuma rastreabilidade". Seis unidades foram produzidas e seriam dadas a Fidel misturadas com bebida ou algum alimento. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

História dos cinco heróis cubanos chega aos cinemas em dois filmes

Gerardo Hernández, Fernando González, Antonio Guerrero, René González e Ramón Labañino | Foto: TeleSUR
Por Mariana Serafini no Portal Vermelho 

A saga em busca de liberdade e verdade dos cinco heróis cubanos que permaneceram mais de 15 anos presos de forma injusta nos Estados Unidos vai chegar aos cinemas. Fruto de cooperação entre Brasil, Cuba, Canadá e França, dois filmes serão lançados em 2019.

Os filmes serão baseados nas obras do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais, “Os últimos soldados da guerra fria”, e do jornalista canadense Stephen Kimber, “O que há do outro lado do mar: a história real dos cinco cubanos”.

Wasp Network

Inspirado na obra de Fernando Morais, o filme “Wasp Network” será dirigido por Olivier Assayas e contará com elenco de peso: Penélope Cruz, Pedro Pascal, Wagner Moura, Gael García Bernal e Edgar Ramirez. O diretor francês já foi nomeado duas vezes à Palma de Ouro do Festival de Cannes com obras como “Personal Shopper” e “Acima das nuvens”.
Penélope Cruz (centro), Wagner Moura e Pedro Pascal (à esquerda), Edgar Ramirez e Gael García Bernal (à direita)
No livro reportagem, Fernando Morais narra a relação dos cinco cubanos com suas famílias e os desafios de cumprir uma missão em solo norte-americano fazendo parte do serviço secreto de Cuba, além de todo o processo de invasões e interferências sistemáticas de Washington na pequena ilha comunista. 

Los Cinco

De acordo com o jornal cubano Granma, a película baseada na obra de Kimber vai se chamar “Los cinco” e será produzido no Canadá em cooperação com o Instituto Cubano da Arte e Indústria Cinematográfica.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Morre o terrorista Luis Posada Carriles, responsável por vários atentados contra Cuba

Possada carriles, o cubano que trabalhou para a CIA
 contra seu próprio povo | Foto:Norelys Morales  
Por André Ortega na Revista Opera 

Foi anunciada no último dia 23 a morte de Luis Posada Carriles, terrorista confesso que trabalhou para a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos contra a Revolução Cubana. Posada morreu livre em Miami, Flórida, aos 90 anos de idade. O cubano vivia em uma casa para veteranos de guerra dos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez uma declaração oficial em 2007 chamando-o de “mentor assumido de complôs e ataques terroristas”. O diretor do National Security Archive também descreveu Posada como “um dos terroristas mais perigosos da história recente”. O cubano foi condenado por crimes relacionados a terrorismo em Cuba, Venezuela e Panamá. É responsável por dezenas de atentados a bomba e tentativas contra a vida de Fidel Castro.

É um dos militantes contrarrevolucionários mais famosos e infame pelo atentado contra o voo 455 da companhia Cubana de Aviación, em 6 de Outubro de 1976, que matou todos os 73 passageiros a bordo. Dentre as vitimas estavam todos os 15 membros da equipe olímpica de esgrima de Cuba, que haviam acabado de ganhar medalhas de ouro no campeonato caribenho e centro-americano.

O cubano vivia em Caracas, Venezuela, onde dirigia uma agência privada de detetives e liderava círculos contrarrevolucionários. Investigadores de Cuba, da Venezuela e dos Estados Unidos identificar os executores que eram dois empregados venezuelanos de Posada Carriles. O cubano, envolvido em uma declaração de exilados de Miami que anunciava uma nova campanha terrorista contra o governo revolucionário, foi considerado culpado nas cortes civis venezuelanas. Posteriormente, arquivos desclassificados da CIA e do FBI mostrava que ambas agências dos Estados Unidos reconheciam Posada Carriles como o responsável pelos atentados, mantendo agentes no círculo dos terroristas e que participaram da reunião pertinente ao atentado.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Ana Belén Montes: a última prisioneira da Guerra Fria [vídeo]

Pela liberdade de Ana Belén Montes! Pela Liberdade da amiga do povo cubano!
Arte pela liberdade de Ana Belén Montes | Facebook

Por Sturt Silva

Condenada a 25 anos por ser considerada "espiã" do governo cubano junto à DIA (Agência de Inteligência de Defesa), Montes era uma analista de inteligência e espionagem, especializada em temas cubanos, do governo dos EUA .

De origem porto-riquenha, Ana está presa desde 2001 e cumpre pena em Carswell, prisão de segurança máxima dos EUA e rotulada de "inferno na terra".

Leia relato de Miriam Montes Monck, prima irmã de Ana

Para movimentos, como o Comitê Carioca, que defendem sua liberdade, Ana Belén Montes (curta aqui página de solidariedade) é uma mulher internacionalista e solidária, que usou seu alto cargo em uma instituição de espionagem para evitar guerras e injustiças contra Cuba e os povos oprimidos.



Assista ao vídeo que faz um resumo de sua história e pede a sua libertação:


Como informa o núcleo brasileiro que defende a sua libertação, hoje, 28 de fevereiro de 2018, Ana completa 61 anos, sendo os últimos 16 anos na prisão:

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Documentário - Bloqueio: a guerra contra Cuba [em português]

Mural contra o bloqueio a Cuba | Foto: Prensa Latina

"Bloqueio: a guerra contra Cuba", documentário de 2005, aborda o bloqueio econômico contra Cuba, as ações de terror estadunidense contra o socialismo cubano e a resistência dos cubanos para serem protagonistas de suas próprias histórias.

Assista:


Assista também a versão brasileira de "Bloqueio: a guerra contra Cuba".

terça-feira, 12 de novembro de 2013

História: invasões dos EUA em Cuba

Museu de Praia Girón em Cuba | Foto: Rádio 26
Por Sturt Silva 

1898/1902– Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;

1906/1909 – Tropas dos EUA invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições;

1912– Tropas invadem o país com a desculpa de proteger interesses dos EUA em Havana;

1917/1933– Tropas desembarcam e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo com essa ocupação por 16 anos;

1961– Cubanos "anticastritas" nos EUA, treinados pela CIA e apoiados pelo governo dos EUA invadem a Baía dos Porcos. São derrotados pelo povo, sob a liderança de Fidel Castro, no episódio conhecido como Batalha de Girón. 

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Como a Rede Vespa acabou com o terror contra Cuba

Cinco anterroristas cubanos | Arte: Razões de Cuba

Por Claudio Leal no TERRA

Sem glamour, mas com a fluência das novelas de espionagem, a história de espiões cubanos infiltrados em organizações anticastristas, em Miami, é descrita no novo livro do jornalista Fernando Morais, "Os últimos soldados da guerra fria" (Cia. das Letras). 

Celebrados em Cuba como "cinco heróis", os agentes secretos Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González integraram a Rede Vespa, criada pelo governo de Fidel Castro, na década de 1990, para desarticular atentados terroristas de extrema direita.

"A perspectiva de derrubar a Revolução Cubana pela asfixia econômica estimulou organizações do exílio a retomar as provocações contra Cuba e intensificar os atentados contra o turismo, a tábua de salvação que garantia a sobrevida do regime, tendo se convertido na maior fonte de receitas do país", escreve Morais. 

Em entrevista a Terra Magazine, ele conta os bastidores da apuração do livro e avalia que o anticastrismo ao velho estilo entrou em refluxo nos Estados Unidos, ainda que preserve um influente lobby no Congresso norte-americano.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A luta de Cuba contra o terrorismo dos EUA

Os Últimos Soldados da Guerra Fria de Fernando Morais | Foto: Nocaute

 Por Nildo Ouriques

O primeiro livro sobre Cuba que eu li foi A Ilha, de Fernando Morais, no final da década de setenta. Em perspectiva, aquele livrinho – que na época cumpriu extraordinário papel educativo – hoje seria desnecessário. O acesso a internet, a possibilidade de viajar diretamente a Havana, a presença de intelectuais e dirigentes políticos cubanos em eventos no Brasil, permite conhecimento mais preciso sobre um país que durante nossa longa ditadura – 21 anos – seria impossível. A Ilha, na verdade, uma espécie de livro-reportagem, introduzia o leitor no conhecimento das reformas iniciadas pela Revolução Cubana, este fenômeno histórico que é um verdadeiro divisor de águas na política e na consciência mundial e latino-americana. 

Atualmente, a “imprensa livre” segue em uníssono a campanha contra o sistema político cubano sem mudar um átomo daquele enfoque típico do período chamado de “guerra fria”. Exceto pelo fato de que qualquer pessoa pode ler na edição dominical do Estadão os textos de Yaomy Sánchez, a “dissidente” que publica artigos com todo tipo de críticas ao sistema político cubano (falsas e/ou verdadeiras), um verdadeiro luxo que nenhum proscrito pela ditadura brasileira jamais teve.

Nestes dias, li de “um tirón” o novo livro de Fernando Morais. À exemplo de A Ilha, do qual minha memória guarda apenas uma cálida recordação, “Os últimos soldados da guerra fria. A história dos agentes secretos infiltrados por Cuba em organizações de extrema direita nos Estados Unidos” é também um livro reportagem, embora de muito maior fôlego, repleto de informação – e pesquisa – acesso privilegiado a documentos de Estado, pitadas de novela, estilo direto e agradável. E mais importante, é também um livro de análise das relações internacionais (sobre o poder dos estados nacionais), sobre o terrorismo de estado e as formas de combatê-lo. 

Como de costume, “Os últimos soldados da guerra fria” foi recebido pela crítica brasileira com ceticismo e desaprovação. O jornal Folha de São Paulo sugeriu que se tratava de um livro débil e indicou como prova cabal duas ou três informações errôneas, como se fosse possível realizar um trabalho relativamente longo e importante de pesquisa sem erros. Eu mesmo encontrei que Luis Miguel, o cantor de boleros mexicanos nasceu, segundo Morais, em Porto Rico. Apesar de errônea, qual a importância desta informação para o argumento central da trama? Há, em quase todos os livros sobre América Latina, grandes e pequenos erros, especialmente quando se trata de relatos que envolvem muitos personagens e longos períodos históricos. Recordo a respeito que “A utopia desarmada”, de Jorge Catañeda, foi um livro aclamado com enorme entusiasmo pelo jornalismo nacional e contém – este sim! – graves erros históricos e não poucas falsificações que comprometem derradeiramente seu argumento central.  O livro não poderia ser mais desastroso e a crítica recebeu bastante bem, mas obviamente fazia parte da campanha mundial contra o radicalismo de esquerda na América Latina. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A aventura dos que lutam contra o terrorismo nos EUA

Por Emir Sader em seu blog na Carta Maior

Mesmo se fosse ficção, a história desses personagens já seria sensacional. Mas se são reais e se dão no epicentro da guerra fria – entre Cuba e os EUA, entre Havana e Miami -, com personagens reais, que têm sua trajetória verdadeira reconstruída com maestria por um dos melhores escritores que temos - só poderia dar um livro extraordinário.

Fernando Morais diz que quer, com suas obras, de Olga a Paulo Coelho, passando por Chatô, entre tantas outras – ajudar a entender o Brasil. Com "A Ilha" nos ajudou a entender a Cuba, com "Os últimos soldados da guerra fria", nos permite entender melhor a América Latina, sua relação com os EUA e, portanto, um dos eixos que articulam o mundo contemporâneo.

O cenário é uma das duas esquinas da guerra fria – a outra era Berlim dividida -, que quase levaram a um enfrentamento bélico entre as duas superpotências. A trama tem a ver diretamente com isso. Daí a intensidade que ganham as situações de tensão, entre países, refletida em personagens concretos, reconstruídos com maestria por Fernando.

domingo, 30 de janeiro de 2011

O novo sonho dos americano: visitar Cuba

Mural em Cuba: A Revolução é inversível|Foto: Correio
Por Carlos Tena na Fórum

O governo do presidente Obama pôs em marcha, há somente algumas semanas, novas medidas destinadas a permitir mais viagens dos Estados Unidos a Cuba, gerando entre a população todo o tipo de reações (furiosas entre a máfia da Flórida e mais contidas no resto da nação), e que de imediato fez com que eu me perguntasse se entre estes cidadãos com passaporte americano (sejam ou não de origem cubana), não tentará chegar à ilha algum carrasco com sinistras intenções, como vem acontecendo desde 1960, quando a CIA e o FBI, contando com o apoio de centenas de mercenários e terroristas, cometiam todo o tipo de atentados, tentando em vão assassinar Fidel Castro em mais de 638 ocasiões. 

Estou convencido do perigo, especialmente com a propaganda que está se fazendo ao caso de Luis Posada Carriles*, que ocorre em El Paso (Texas) por vias tragicômicas, dignas de um poder judicial como o existente nos EUA. A imprensa dos EUA chama de lutador anticastrista um dos mais sanguinários assassinos entre os que passeiam livremente por Miami.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A agressão biológica dos EUA contra Cuba

Praga destrói plantação de tabaco cubano | Foto: Fernando Lezcano/Granma

Da Agência Prensa Latina 

Desde os primeiros anos da Revolução, Cuba sofreu o impacto negativo econômico que provocou a guerra biológica silenciada pelos monopólios da informação a serviço da campanha midiática dos Estados Unidos contra a Ilha.

O caso de Cuba como nação pobre, em via de desenvolvimento e localizada a só 90 milhas do país capitalista mais poderoso do mundo, tem um caráter excepcional e único na história do terrorismo internacional e das estratagemas midiáticas.

Apesar de desde 1962 o governo estadunidense ter utilizado o ataque biológico como arma silenciosa na guerra suja contra esta nação caribenha, os fatos permanecem guardados em um closet diante da mudez dos grande meios internacionais de difusão.

No dia 18 de janeiro desse mesmo ano, Washington oficializou a modalidade quando assinalou na tarefa 21 do Projeto Cuba que a Agência Central de Inteligência (CIA) criaria um plano para promover fracassos nas colheitas de alimentos nesta nação.

A partir de então ao menos 10 administrações estadunidenses têm realizado uma longa corrente de ações de terrorismo biológico, com sensíveis afetações à economia, à saúde e à vida dos cubanos.

Em 1971 a agressão biológica provocou o sacrifício e destruição de meio milhão de porcos.

Dez anos mais tarde, a introdução da dengue hemorrágica na ilha ocasionou 344.203 vítimas e 158 falecimentos, entre eles 101 crianças.

No dia 6 de julho de 1982 registraram-se 11.400 casos de dengue em um só dia.

A grande maioria dessas ações foram preparadas na Flórida pela extrema direita de origem cubana, organizada e financiada pela CIA.

Em maio de 1997 a comunidade internacional conheceu a denúncia formulada por Cuba diante das Nações Unidas sobre a introdução no país do Thrips Palmi, diminuto e voraz inseto, depredador de diversos cultivos agrícolas. A acusação cubana oferecia detalhes a respeito da procedência, momento e métodos empregados para colocar em território nacional o perigoso agente.

No dia 21 de outubro de 1996, tripulantes da Cubana de Aviação observaram ao cruzar sobre o ocidental corredor aéreo Girón um avião monomotor que pulverizou de maneira intermitente substâncias desconhecidas.

Segundo os registros de controle aéreo, no momento assinalado sobrevoava o corredor Girón na direção descrita a aeronave de esterilização modelo S2R, com matrícula N3093M dos Estados Unidos, operada pelo Departamento de Estado dessa nação.

Em dezembro aparecem na região os primeiros indícios da presença de uma praga Thrips Palmi em cultivos de batata, quando o Laboratório Central de Cuarentena confirma que o inseto analisado é de origem asiático, até esse instante desconhecido e ausente em Cuba.

Mas a praga do Thrips Palmi, já se encontrava disseminada nas províncias de Matanzas e Havana, em dois municípios da província de Cienfuegos, em alguns de Pinar del Rio e na Ilha de La Juventud.

Esse tipo de inseto é muito difícil de controlar mediante insecticidas tradicionais, e resulta um agente biológico ideal para causar graves afetações à base alimentar agrícola, segundo as autoridades sanitárias.