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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

História: Cuba consolidou sua revolução com apoio da comunidade socialista

Fidel Castro discursando em Havana após vitória da Revolução de 1959
Por Analúcia Danilevicz Pereira na Revista de História

Os processos de descolonização iniciados após a Segunda Guerra Mundial geraram ondas de democratização e libertação nacional, produzindo um novo equilíbrio global, com o nascimento do chamado Terceiro Mundo. Pelo seu potencial militar e diplomático, e diante do declínio da influência europeia, a União Soviética desempenhou um importante papel junto aos novos países – apresentando-se como um parceiro tolerante à diversidade de sistemas sociais e níveis econômicos. Os novos Estados socialistas adotaram diferentes vias para a construção dos seus modelos revolucionários. E Cuba foi um caso à parte, de grande significação para o mundo.

O programa inicial de Fidel Castro e do Movimento 26 de Julho, juntamente com os demais grupos que lutaram contra o regime de Fulgêncio Batista e em 1959 assumiram o poder, consistia em um conjunto de instruções democráticas e reformistas. O novo líder cubano pregava uma doutrina humanista, não exatamente marxista, a não ser pelos princípios democráticos e de justiça social.

A primeira fase da Revolução encerrou-se entre 1961 e 1962. O ataque fracassado dos Estados Unidos à baía dos Porcos e seus efeitos – a Crise dos Mísseis com a URSS e a expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) – desencadearam uma sucessão de rupturas nas relações dos governos latino-americanos com a ilha. Por outro lado, desde que o vice-primeiro-ministro soviético Anastas Mikoyan visitou Cuba em fevereiro de 1960, e assinou os primeiros de muitos acordos de troca de petróleo e açúcar entre os países, a URSS e o bloco socialista passaram a ser vistos como uma possível saída para a dependência econômica de Cuba no continente, especialmente diante da crescente oposição norte-americana.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Raúl Castro na ONU: o mundo sempre poderá contar com a voz de Cuba frente à injustiça

O presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, general-de-exército Raúl Castro Ruz, disse em 28 de setembro, na ONU que a comunidade internacional sempre poderá contar com a sincera voz de Cuba frente à injustiça

Raúl Castro, por TeleSUR
Do Granma

Durante sua intervenção no segmento de alto nível do 70º período de sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, Raúl advogou por uma ordem internacional mais justa e equitativa, em cujo centro esteja o ser humano, sua dignidade e bem-estar.

O general-de-exército lembrou que há 70 anos e em nome dos povos, foi subscrita a Carta da ONU e se estabeleceu um compromisso para preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra.

“Contudo, lembrou o presidente cubano, desde então têm sido constantes as guerras de agressão e intervenções nos assuntos internos dos Estados, derrocamentos pela força de governos soberanos, golpes brandos e a recolonização dos territórios”.

Nesse sentido, afirmou que as técnicas têm vindo a aperfeiçoar-se, com formas de agir não convencionais e o emprego de novas tecnologias, lançando mão do pretexto de supostas violações dos direitos humanos.

A esse respeito assegurou que é inaceitável a militarização do ciberespaço e o uso das novas tecnologias para agredir outros estados.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Cuba: a bandeira da dignidade

Fidel Castro: "Lutar contra o impossível e vencer"
Por Eva Golinger na RT/ Tradução de Eduardo Vasco

Em 17 de dezembro de 2014, grande parte do mundo escutou atentamente os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciando em discursos simultâneos uma reconciliação no conflito de mais de meio século entre Estados Unidos e Cuba. Suas poderosas e inesperadas palavras vieram acompanhadas da libertação de Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero, que haviam sido presos injustamente por mais de 16 anos nos EUA. Alan Gross, um contratista da USAID, detido em Cuba por tentativas de subversão, também foi libertado, junto com Rolando Sarraff Trujillo, um agente duplo cubano que trabalhava para a CIA.

A troca de prisioneiros e reaproximação declarada era só o começo. Semanas mais tarde, a meados de janeiro, Obama diminuiu as restrições sobre as viagens a Cuba para os cidadãos dos EUA e colocou em prática uma série de medidas que abriram a porta para permitir que empresários estadunidenses explorem oportunidades em Cuba. Durante seu discurso do Estado da Nação, pediu o levantamento do bloqueio contra Cuba e reiterou as medidas concretas que seu governo estava tomando para restabelecer relações com o governo de Castro. Em março, o primeiro voo direto em décadas do aeroporto JFK em Nova Iorque até Havana começou a operar e logo já não se encontrava mais nem uma casa vazia na capital de Cuba.

Altos funcionários de Washington e Havana continuaram as negociações durante a primavera e acordaram detalhes para a próxima grande etapa da reconciliação: a reabertura de embaixadas e a formalização de relações diplomáticas. Ainda que fortes discrepâncias e diferenças ameaçassem impedir o progresso, ambas as partes estavam decididas a seguir em frente. Confirmaram a data para abrir as embaixadas de Cuba e EUA em Washington e Havana, e começaram os preparativos.

Exatamente à meia-noite do dia 20 de julho foram oficialmente restauradas as relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos e suas respectivas embaixadas começaram a funcionar. Conrad Tribble, o segundo da Embaixada dos Estados Unidos em Havana, tuitou quando ao toque da meia-noite:

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Aos gritos de "Fidel, Fidel", bandeira cubana é hasteada em Washington

Bandeira cubana tremula em Washington 

Abertura da Embaixada de Cuba em Washington. Por Ismael Franscisco/Cubadebate
Por Elaine Tavares/IELA

Esse 20 de julho é um dia importante para a história da América Latina, de Cuba e dos Estados Unidos. Depois de mais de meio século sem relações diplomáticas, os dois país restabeleceram as embaixadas. A bandeira de Cuba foi hasteada em Washington, no número 2630, um casarão na rua 16, ao som do Hino de Bayamo. E a dos Estados Unidos também haverá de tremular em solo cubano nos próximos dias. 

As relações entre os dois países tinham sido cortadas no dia três de janeiro de 1961, ainda no governo de Dwight D. Eisenhower, e sob os governos de Raul Castro e Barack Obama voltaram a se estabelecer conforme comunicado expedido pelos dois em 17 de dezembro do ano passado. Por fim, no dia primeiro de julho desse ano, os presidentes trocaram cartas e marcaram para hoje esse momento histórico vivido por Cuba. 

A cerimônia de abertura da embaixada em Washington contou com a presença de autoridades locais e também muitos cubanos. Foi muito simbólico ver bandeira subindo aos gritos de "Fidel, Fidel".

Agora, com as relações diplomáticas reatadas inaugura-se uma nova etapa entre os dois países e o principal obstáculo a ser superado é o bloqueio econômico, cujo fim precisa ser discutido e aprovado no Congresso dos EUA. Além disso há outros temas críticos como a devolução do território de Guatánamo, onde os EUA tem uma base naval e uma prisão irregular, o fim das transmissões televisivas e radiofônicas ilegais, o fim dos programas que incentivam a desestabilização interna e a compensação ao povo cubano pelos danos humanos e econômicos provocados pelo bloqueio. 

domingo, 5 de julho de 2015

Bandeiras: a dos EUA volta vergonhosa a Havana revolucionária; a de Cuba volta vitoriosa a Washington

EUA hastearão bandeira no próximo dia 20, em uma Cuba revolucionária, nove presidentes depois; antes, dia 10, cubanos hasteiam a sua em Washington 


Por Emir Sader na Rede Brasil Atual 

Quando voltou a Washington o que havia restado do bando de 1.500 mercenários que os EUA tinham mandado para tentar invadir Cuba, John Kennedy recebeu uma bandeira que o grupo levou na sua aventura. Kennedy a guardou e lhes prometeu que lhes devolveria a bandeira em Havana, em uma “Cuba democrática”. 

A aventura da invasão de Praia Giron tinha sido recebida por Kennedy do seu antecessor, Dwght D. Eisenhower. Foi um projeto paralelo à ruptura de relações com Cuba, depois que outras tentativas de afogar a ilha tinham fracassado. 

Os EUA tinham levado a sério o lema das elites cubanas: “Sem cota, não ha país”. Quando Cuba apelou à URSS como alternativa à suspensão de compra da safra cubana, ficou a alternativa de ruptura de relações, acreditando que seria o golpe final no novo regime. O bloqueio econômico começava nesse momento.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

"Com o bloqueio e ingerências não haverá relações normais entre Cuba e os Estados Unidos"

Comunicado do Governo Revolucionário de Cuba


Em 1º de julho de 2015, o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros da República de Cuba, Raul Castro Ruz, e o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama intercambiaram cartas através das quais confirmaram a decisão de restabelecer as relações diplomáticas entre os dois países e abrir missões diplomáticas permanentes nas suas respectivas capitais, a partir do dia 20 de julho de 2015.

Nesse mesmo dia, a abertura oficial da Embaixada de Cuba será realizada em Washington, na presença de uma delegação cubana liderada pelo chanceler Bruno Rodriguez Parrilla e composta por destacados representantes da sociedade cubana.

Ao formalizar esse passo, Cuba e Estados Unidos ratificaram a intenção de desenvolver relações de respeito e cooperação entre os dois povos e governos, com base nos princípios e propósitos consagrados na Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional, particularmente, as Convenções de Viena sobre Relações Diplomáticas e Consulares.

Carta do presidente cubano Raúl Castro Ruz ao presidente dos Estados Unidos


Sr. Barack H. Obama

Presidente dos Estados Unidos da América

Senhor presidente:

Em consonância com os anúncios de 17 de dezembro de 2014 e as conversações de alto nível entre nossos governos, satisfaz-me comunicar-me com o senhor para confirmar que a República de Cuba decidiu restabelecer relações diplomáticas com os Estados Unidos da América e abrir missões diplomáticas permanentes em nossos respectivos países, em 20 de julho de 2015.

A parte cubana assume esta decisão, animada pela intenção recíproca de desenvolver relações respeitosas e de cooperação entre nossos povos e governos.

Leia mais:

Castro e Obama acertam abertura de embaixadas, mas Cuba exige fim de bloqueio para retomar relações completas

Reabertura de embaixadas é primeiro passo; além do fim do bloqueio, ilha pede devolução da base de Guantánamo e fim de processos desestabilizadores

Marcelino Medina y Jeffrey DeLaurentis. Foto: Minrex
Por Vanessa Martina Silva no Opera Mundi

Nesta quarta-feira (01/07), os governos de Estados Unidos e Cuba finalizaram as negociações para a retomada das relações diplomáticas entre os países e anunciaram a abertura de embaixadas em ambos os países em 20 de julho de 2015, após 54 anos de ruptura. Em carta enviada ao presidente Barack Obama, o líder cubano, Raúl Castro, disse que “a parte cubana assume essa decisão, animada pela intenção recíproca de desenvolver relações respeitosas e de cooperação entre nossos povos e governo”.

De acordo com comunicado do Ministério das Relações Exteriores, abertura de embaixada é o primeiro passo para a retomada completa das relações entre os países. O órgão governamental ressalta que, para que isso ocorra, Cuba exige fim do bloqueio econômico e financeiro à ilha, a devolução da Base Naval de Guantánamo e que os Estados Unidos cessem o patrocínio a atividades desestabilizadoras, bem como a transmissão, ilegal de rádios e TVs no país. 

O anúncio da abertura das embaixadas ocorre pouco mais de seis meses após o anúncio do início das conversas, em 17 de dezembro do ano passado. As relações entre os países foram rompidas desde a imposição do embargo norte-americano à ilha em 1961, após a declaração do caráter socialista da revolução cubana, em meio à chamada Guerra Fria.

Herói cubano: "Nós cubanos não nos afastamos nem um milímetro de nossos princípios"

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Gerardo Hernández, um dos “cinco heróis cubanos”, fala sobre terrorismo, a relação entre Cuba e os EUA e o embargo econômico: "não perdoaram Cuba por ter feito a primeira revolução na América".

Em Porto Alegre, Geraldo visitou o Memorial Luis Carlos Prestes. Por Guilherme Santos/ Sul 21
Por Catiana de Medeiros e Vivian Fernandes, do Brasil de Fato

Há um mês, os Estados Unidos anunciou a retirada de Cuba da lista de países que consideram terroristas. A medida foi tratada um avanço no sentido do restabelecimento das relações diplomáticas entre os dois países, rompidas em 1961, dois anos após a Revolução Cubana. Apesar disso, tal medida não põe fim ao embargo econômico que os norte-americanos impõem sobre a nação cubana.

Passos de aproximação entre os dois países já haviam sido dados pouco tempo antes. Um dos mais marcantes foi a libertação de todos os “cinco heróis cubanos”, como são chamados em Cuba. Gerardo Hernández é um deles, sendo posto em liberdade em dezembro do ano passado.

Gerardo esteve preso por 16 anos em um presídio norte-americano. Ele e outros quatro companheiros - Antônio Guerrero, Fernando González, Ramón Labañino e René González - foram presos na Flórida (EUA), em 1998. A saga dos cinco é relatada no livro Os Últimos Soldados da Guerra Fria, do brasileiro Fernando Morais.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Com serviços de saúde e formação de médicos, Cuba paga dívida que tinha com Uruguai

Senado uruguaio aprova projeto de Mujica que perdoa dívida de Cuba
Mujica e Castro. Por Agência Efe
Do Opera Mundi

A Câmara dos senadores do Uruguai aprovou nesta quarta-feira (17/06) um projeto de lei que prevê o perdão da dívida cubana. Caso seja sancionada em definitivo, a proposta, apresentada pelo senador e ex-presidente José "Pepe" Mujica, irá isentar a ilha cubana de quitar a totalidade do débito de US$ 50 milhões contraído pelo Banco Central de Cuba com o Uruguai.

O projeto, apresentado por Mujica em fevereiro, quando ainda era mandatário, deverá ser aprovado ainda pela Câmara de deputados para entrar em vigor — a coalizão governista Frente Ampla possui a maioria dos assentos da Casa..

A dívida contraída no ano de 1986 totalizava 14 milhões de dólares em 1994 e por moras e multas chegou a aproximadamente US$ 50 milhões na atualidade, como informou o senador da Frente Ampla, Rafael Michelini, em declarações à agência AFP.

Leia mais:

quarta-feira, 17 de junho de 2015

O internacionalismo cubano em Angola, por Fidel Castro [vídeo]

Agostinho Neto e Fidel Castro
Baseando-se na máxima de José Martí, "Pátria é humanidade", Fidel Castro fez da solidariedade internacionalista um pilar essencial da política exterior de Cuba. Assim, Havana ofereceu apoio a muitos movimentos revolucionários e independentistas na América Latina, África e Ásia.

Cuba desempenhou um papel chave na luta contra o Apartheid e enviou milhares de soldados a Angola entre 1975 e 1988 para fazer frente à agressão do exército supremacista da África do Sul. O elemento decisivo que pôs fim ao regime racista apoiado pelas potências ocidentais foi a estrepitosa derrota do exército sul-africano em Cuito Cuanavale, no sudeste de Angola, contra as tropas cubanas em janeiro de 1988.

Abaixo, discurso de Fidel Castro, de 1975,  sobre a intervenção internacionalista cubana em Angola.

Assista:

terça-feira, 9 de junho de 2015

EUA e Cuba: quem deveria estar em uma lista de países terroristas?

EUA, Cuba e suas relações com os conflitos internacionais: quem deveria estar em uma lista de países terroristas?

Mural de Che Guevara em Havana. Por Enrique de la Osa/REUTERS
Versão em português de uma reportagem da TV Cubainformación.

No último dia 29 de maio os Estados Unidos retiraram Cuba de sua lista de países "patrocinadores do terrorismo internacional". Leia mais sobre o tema aqui.

Abaixo, vídeo produzido por Cubainformación - mídia especializada em temáticas cubanas - que traduzimos e dublamos, sobre o papel de Cuba e EUA em alguns conflitos recentes.

Assista:


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terça-feira, 2 de junho de 2015

Vítima do terror estadunidense, Cuba é retirada de lista de países “patrocinadores do terrorismo”

Manifestante cubana segura cartaz com a seguinte palavra de ordem: "Abaixo o terrorismo"
Por Granma.
Do Diário Liberdade

Na última sexta-feira (29/05) os EUA retiraram Cuba da lista de países "patrocinadores do terrorismo".

Um dia depois do anúncio (30/05), o jornal Granma - órgão oficial do Partido Comunista Cubano -, afirmou em artigo que Cuba saiu de uma lista da qual jamais deveria ter feito parte.

Para o jornal a definitiva exclusão de Cuba da lista não implica em um alívio do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA sobre a ilha.

Em 1982 o então presidente Ronald Reagan incluiu, arbitrariamente, Cuba na lista por seu apoio à causa revolucionaria na América Latina e no mundo. A inclusão de Cuba na lista terrorista, que durou 33 anos, não sofreu alteração por parte de vários presidentes estadunidenses.

Para o Granma, nem as transformações geopolíticas ocorridas ao redor do mundo durante as últimas três décadas, nem a ratificação do estado cubano com as convenções e protocolos sobre tal matéria na ONU, nem a proposta de cooperação com os EUA ao enfrentamento do terrorismo internacional e nem mesmo a apresentação de provas de como Cuba tem sido vítima de centenas de ataques terroristas, que ocasionaram a morte de milhares de pessoas, fizeram os EUA mudarem de opinião.


quarta-feira, 27 de maio de 2015

Os estadunidenses nas escolas de Medicina de Cuba


José Jasán Nieves Cárdenas no Progresso Semanal

Já parecem cubanos pelo efeito do sol sobre a pele. À simples vista só os delata o inconfundível acento gringo em sua fala, por muito que os cubanismos mais rotundos façam parte habitual dos seus diálogos.

Cerca de 250 estudantes norte-americanos transitam pelas escolas de Medicina e pelo sistema sanitário desse arquipélago desde o ano 2000 e constroem com sua presença uma das páginas mais reveladoras de convivência proveitosa entre ambas as nações.

Os primeiros doutores surgidos de um programa sonhado entre o Caucus Negro Congressional (CNC) do Congresso estadunidense e o ex-presidente Fidel Castro, e canalizado depois pela organização Pastores pela Paz (IFCO), já estão voltando para as comunidades do seu país, enquanto que nas aulas caribenhas ainda se formam várias dezenas e a cada ano chegam novos alunos.

Na interação são quebrados preconceitos e estereótipos. Assumirem-se iguais e diferentes parece o ensino maior.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Cuba passa a exportar vacina contra câncer de pulmão para os EUA

Cuba: governador de Nova York firma acordo para importar vacina contra câncer de pulmão


Em viagem a Havana, o governador de Nova York, Andrew Cuomo, assinou um acordo para importar a vacina terapêutica contra câncer de pulmão criada por cientistas cubanos, como foi noticiado pelo jornal Granma nesta quarta-feira (22/04). A missão comercial encabeçada pelo político norte-americano também resultou em um acordo para a entrega de um software dedicado à indústria médica cubana.

A parceria foi acordada entre o Centro de Imunologia Molecular de Cuba e o Instituto Roswell Park contra o Câncer de Nova York. O medicamento oferece a possibilidade de que o câncer de pulmão, mesmo em estado avançado, se converta em uma doença crônica controlável.

“Estamos muito emocionados de poder levar a vacina aos EUA e tratar os pacientes. Isso não teria sido possível sem esta missão comercial, que facilitou a assinatura do acordo”, afirmou a diretora do Instituto Roswell Park, Candance Johnson, que integra a missão.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Cuba na Cúpula das Américas: discurso completo de Raúl Castro

Discurso proferido pelo presidente cubano Raul Castro Ruz na 7ª Cúpula das Américas, na cidade do Panamá, em 11 de abril de 2015.


Era hora de eu falar aqui em nome de Cuba.

Foi-me dito, no início, que poderia proferir um discurso de oito minutos; embora fizesse um grande esforço, junto com meu chanceler, para o reduzir para oito minutos, mas como me devem minha participação em seis cúpulas anteriores, das quais fomos excluídos, então 6 por 8 é 48 (RISOS E APLAUSOS), e pedi permissão ao presidente Varela, alguns momentos antes de entrar neste magnífico salão, para me ceder alguns minutos mais, especialmente depois de tantos discursos interessantes que estamos escutando, e não me refiro apenas ao do presidente Obama, mas também o do presidente do Equador, Rafael Correa, e o da presidente Dilma Rousseff e outros.

Sem mais demora, eu vou começar. Sua Excelência Juan Carlos Varela, presidente da República do Panamá; Presidentes: Primeiras e primeiros-ministros; Ilustres convidados: Em primeiro lugar, eu quero expressar nossa solidariedade com a presidente Bachelet e com o povo de Chile, pelas catástrofes naturais que têm sofrido.

Agradeço a solidariedade de todos os países da América Latina e do Caribe, que permitiu a Cuba participar em igualdade neste fórum hemisférico, e ao presidente da República do Panamá pelo convite que tão amavelmente nos enviou.

Eu trago um fraternal abraço ao povo panamenho e todas as demais nações aqui representadas. Quando, em 2 e 3 de dezembro de 2011, foi criada em Caracas a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), foi inaugurada uma nova etapa na história da Nossa América, o que deixou claro seu direito bem ganho de viver em paz e a se desenvolver como livremente determinarem seus povos, e se traçou para o futuro um caminho de desenvolvimento e integração, baseado na cooperação, na solidariedade e na vontade comum de preservar a independência, a soberania e a identidade.

O ideal de Simon Bolívar de criar uma “grande Pátria Americana” inspirou verdadeiras epopeias de independência.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

sábado, 4 de abril de 2015

Comunicado de Cuba sobre a primeira reunião entre Cuba e os EUA a respeito dos direitos humanos

Chefe da delegação cubana na reunião sobre Direitos Humanos com os EUA
Do Cubaminrex

Em 31 de março de 2015 teve lugar uma primeira reunião entre delegações dos Estados Unidos e Cuba em matéria de direitos humanos, tal como foi proposto por Cuba, em julho de 2014, e aceito pelos EUA em janeiro deste ano.

O vice-secretário adjunto para Democracia, os Direitos Humanos e Trabalho, do Departamento de Estado dos EUA Tomasz Malinowski; e o diretor-geral adjunto para os Assuntos Multilaterais e Direito Internacional, do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Pedro Luis Pedroso Cuesta, presidiram as respectivas delegações, que trocaram opiniões em um clima respeitoso e profissional. 

Os representantes cubanos expressaram seu interesse de que este diálogo possa contribuir para um tratamento eficaz e não discriminatório da questão dos direitos humanos e no pleno respeito à igualdade soberana, a independência e a não ingerência nos assuntos internos das partes.

Em reunião inédita sobre direitos humanos, Cuba questiona violência e racismo nos EUA

Conversa é parte do processo de normalização das relações diplomáticas; ilha caribenha também questionou 'limbo jurídico' dos prisioneiros de Guantánamo. 
Crítica de Latuff as violações de DHs na estadunidense Guantanamo

A reunião preliminar realizada entre Estados Unidos e Cuba para definir a metodologia e a estrutura das próximas conversas sobre direitos humanos, realizada a portas fechadas em Washington, foi concluída na última terça-feira (31/03) “de maneira exitosa”, de acordo com fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A ilha, no entanto, aproveitou a oportunidade para destacar o avanço que obteve com relação ao tema e questionar o país norte-americano a respeito de questões como violência policial, discriminação racial e a situação dos presos de Guantánamo.

Apesar do “clima profissional e de respeito” existente segundo a delegação cubana, ambas as partes evidenciaram a falta de concordância sobre o tema.

Ao contrário dos cubanos, o governo norte-americano não entrou em detalhes sobre a reunião. O principal ponto abordado pelos Estados Unidos no que se refere aos direitos humanos da ilha caribenha diz respeito à maneira como os dissidentes políticos são tratados.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Cuba freou o avanço do ebola na África Ocidental

Do Diário Liberdade


Após seis meses, 202 dos 256 trabalhadores da saúde cubanos que combateram o vírus do ebola na África Ocidental voltaram para seu país natal (foto), como heróis. Porém, os meios de comunicação internacionais, controlados pelo grande capital, censuram e se calam sobre a grande ajuda humanitária prestada por esses profissionais aos povos da Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países mais infectados pela epidemia. 

Em programa da emissora Cubainformación, jornalistas analisaram o papel dos médicos cubanos no combate ao ebola e o silêncio da mídia capitalista a esse respeito. 

"Cuba freou o avanço do ebola na África Ocidental", afirmaram, destacando que o governo cubano foi o primeiro a atender o pedido da Organização das Nações Unidas (ONU), de impedir a disseminação da doença nos países da África e do mundo. 

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