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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Veja como a CIA tentou criar uma suposta oposição de esquerda em Cuba para derrubar o governo de Castro

Ex-agente duplo conta como a CIA promove ‘guerras não violentas’ para implodir governos
 
Outdoor em Cuba: "Toda nossa ação é um grito de guerra contra o imperialismo"
Por Marco Weissheimer no Sul21

Entre 2004 e 2011, o escritor e professor cubano Raúl Antonio Capote Fernández atuou, a pedido da inteligência cubana, como agente duplo infiltrado na CIA. Raúl Capote foi contatado muito jovem por pessoas ligadas à agência de inteligência norte-americana e convidado a participar de um projeto que pretendia criar uma “oposição de novo tipo” em Cuba, capaz de, após o desaparecimento de Fidel Castro, iniciar uma “revolução suave” que acabasse por derrubar o governo de Havana. A sua missão era formar líderes universitários e criar o projeto “Genesis”, com o objetivo de estabelecer em Cuba a estratégia do “golpe suave”, elaborada por autores como Gene Sharp.

Em entrevista ao Sul21, Raúl Capote conta essa experiência, relata como ela fracassou em Cuba e diz que ela já foi aplicada em países como Venezuela, Irã e Líbia e que segue sendo implementada em diversas regiões do mundo. “A ideia da guerra não violenta consiste em ir solapando os pilares de um governo até que ele imploda. O objetivo não é fazer com que um governo renuncie. Se isso acontecer, o projeto fracassou. A ideia é que o governo imploda e que isso cause caos. Com o país em caos, é possível recorrer a meios mais extremos”, assinala.

Raúl Capote veio a Porto Alegre a convite da Associação Cultural José Martí/RS para participar de uma série de encontros e debates. Ele mantém o blog El Adversário Cubano, onde conta outros detalhes sobre essa história e sobre outras “guerras não violentas” em curso no planeta.

Sul21: Como é que você começou a trabalhar com assuntos de segurança em Cuba e sob que circunstâncias se tornou um agente duplo, atuando infiltrado na CIA?

Raúl Antonio Capote Fernández, por Guilherme Santos/Sul21
Raúl Capote: Isso começou em 1986. Eu era um jovem inquieto e rebelde que fazia parte de uma organização chamada Associação Hermanos Saiz, que agrupava jovens poetas, pintores e escritores. Esse espírito rebelde para nós era algo muito natural. Fomos ensinados a ser assim. Creio que os serviços especiais norte-americanos confundiram esse espírito de rebeldia com um espírito de possível oposição ao sistema. Eles começaram a se aproximar de nós. Eu vivia em Cienfuegos, no centro-sul de Cuba, uma cidade que tinha uma importância estratégica nesta época porque a revolução queria convertê-la num centro industrial para o país. Havia muitas obras em construção, entre elas uma central Eletronuclear e fábricas de todo tipo. Era uma cidade muito jovem e onde trabalhavam muitos cubanos que tinham se formado na União Soviética e em outros países do campo socialista. Creio que essa conjuntura de ser uma cidade jovem e industrial, com muitos jovens interessados em temas da cultura, da política e da economia, chamou a atenção da CIA.

Eles começaram a se aproximar de nós por meio de organizações não-governamentais. A primeira pessoa que veio falar conosco foi Denis Reichler, um jornalista freelancer da revista Paris Match, que para nós era uma espécie de ídolo do jornalismo esportivo. O que admirávamos nele era sua atuação como jornalista que havia estado na África e em muitos outros lugares. Era uma referência positiva para se aproximar de um grupo de jovens tão rebelde. Ele nos colocou em contato com organizações não-governamentais que, supostamente, estavam interessadas em financiar projetos artísticos em Cuba. Nos colocou em contato com pessoas que começaram a planejar ajuda econômica e a trabalhar conosco, em um processo de aproximação que buscava ganhar a nossa confiança. Éramos jovens e estávamos começando a fazer literatura ou artes plásticas. Ainda não tínhamos nenhuma obra, só tentativas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Governo dos Estados Unidos tentou desestabilizar governo cubano por meio do hip hop

"Talento cubano": rede social usada para comunicar com jovens cubanos

Do Diário Liberdade

Trabalhando para a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), o contratista sérvio Rajko Bozic recebeu, em 2009, a ordem de encabeçar o recrutamento de músicos, como o rapper Aldo Rodríguez, um dos mais famosos de Havana, para que utilizasse sua música como forma de protesto contra o governo cubano.

O projeto foi inspirado no que ocorreu na Sérvia em 2000, quando protestos do movimento estudantil, financiado pelos EUA, ajudaram a derrubar o presidente Slobodan Milosevic.

A revelação da agência The Associated Press também mostra que as autoridades cubanas detiveram e interrogaram músicos e agentes da USAID, confiscando seu material, o que mostra que a agência americana colocou em perigo cidadãos cubanos inocentes, pois não sabiam que estavam envolvidos com o governo dos EUA porque foi-lhes dito que o projeto era de uma iniciativa apenas e tão somente cultural.

Leia também: 

A música do rapper cubano seria distribuída no cenário underground de Havana em DVD e cartões de memória. "Era uma proposta atrativa e Aldo aceitou", informou Bozic aos seus superiores da Creative Associates International, uma empresa que assinou um contrato milionário com a USAID.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Em três anos, governo dos EUA investe mais de US$ 4 milhões para enviar spams à Cuba



Entidade do governo dos Estados Unidos contratou empresa para bombardear Cuba com e-mails e SMS, em mais uma tentativa do imperialismo ianque para desestabilizar o regime cubano.

Contratada em 1º de julho de 2011 pelo Conselho de Governadores de Radiodifusão dos Estados Unidos (BBG, em inglês), a Washington Software recebeu até o momento US$ 4.398.409 para enviar e-mails e mensagens de texto à Cuba, segundo os registros encontrados no Sistema Federal de Suprimentos de Dados, publicados pelo blog Along The Malecón.

O BBG é uma entidade do governo dos Estados Unidos que supervisiona o Escritório de Transmissões para Cuba (OCB), órgão responsável pelas operações da Rádio e TV Martí em Miami, uma emissora de comunicação transmitida clandestinamente à Cuba com o intuito de desinformar a opinião pública cubana com mentiras sobre o regime da ilha.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Agência estadunidense critica explicação dos EUA sobre operação secreta em Cuba

Da ADITAL

Diante da recente deflagração de uma operação secreta dos Estados Unidos para provocar insurgências anticomunistas no território de Cuba, a agência de mídia independente estadunidense 21st Century Wire, que publica notícias e opiniões de colaboradores e temas de todo o mundo, criticou, com veemência, as explicações da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, United States Agency for International Development, em inglês) sobre o caso.

Em texto assinado pelo mestrando em Política Internacional na City University London (Universidade da Cidade de Londres) Stuart J. Hooper, são exigidas desculpas. No início deste mês, o Governo de Cuba descobriu e desbaratou uma operação secreta da USAID, que recrutava jovens procedentes da Venezuela, Costa Rica e Peru desde 2009. A pretensão era estimular potenciais agentes desestabilizadores da política nacional e coletores de informação valiosa para o Governo dos EUA, fomentar oposição e propiciar um colapso do governo cubano.

Hooper desconsiderou a declaração da USAID de que a agência estaria "comprometida em apoiar o desejo do povo cubano de determinar livremente seu próprio futuro”, ironizando que a agência estadunidense estaria se referindo a um "futuro determinado e favorável ao próprio governo dos Estados Unidos”. Na sua opinião, a USAID agiu com audácia ao dizer em comunicado que a operação não era secreta ou encoberta. "Se é assim, é preciso perguntar: por que a ajuda estadunidense não prosseguiu e colocou um letreiro que dizia: ‘Recrutamento para a rebelião’, no lugar de ‘Escritório de prevenção do HIV’?”, provoca.

sábado, 16 de agosto de 2014

Cuba denuncia na ONU novas ações subversivas dos EUA


Fontes diplomáticas cubanas informaram que o país solicitou ao secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, a publicação de documentos oficiais com denúncias sobre novas ações subversivas estadunidenses contra a ilha. 

Segundo uma nota oficial para a imprensa da Missão Permanente Cubana na ONU, a solicitação inclui uma declaração da diretora geral da chancelaria dos Estados Unidos, Josefina Vidal, e um comunicado especial da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América – Tratado de Comércio dos Povos (Alba – TCP). 

Recentemente, meios norte-americanos revelaram outro plano financiado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) para promover a desestabilização interna na maior das Antilhas. 

sábado, 9 de agosto de 2014

Em comunicado, ALBA repudia nova subversão dos EUA contra Cuba


Em um comunicado emitido nesta semana a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) repudiou mais um plano subversivo financiado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid) contra Cuba. Segundo revelou uma agência de notícias, o objetivo era converter jovens cubanos em agentes para organizar ações desestabilizadoras. Leia a seguir a nota da Alba na íntegra:

“Os países da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América-Tratado de Livre Comércio dos Povos (Alba-TCP) têm conhecido com indignação sobre as recentes revelações da agência de imprensa estadunidense Associated Press (AP) acerca de outro plano subversivo financiado pela Agência para o Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid). O plano tinha como objetivo converter jovens cubanos em ‘agentes políticos’ e organizar suas ações contra o governo da Ilha, utilizando jovens latino-americanos recrutados desde 2009 para esse fim.

Este projeto imoral, cuja autoria e execução o governo dos Estados Unidos reconheceu de maneira cínica, ratifica o caráter hostil e intervencionista da política norte-americana contra Cuba, e seu propósito de criar situações de desestabilização que levem ao derrubamento da ordem política, econômica e social deste irmão país.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Combate à corrupção: empresários estrangeiros e ex-funcionários do governo na mira da justiça cubana

Processo penal contra empresários estrangeiros e ex-funcionários cubanos terá sentença em breve


Entre os dias 9 e 21 de junho deste ano, teve lugar na Segunda Vara Penal, do Tribunal Popular Provincial de Havana (foto), o julgamento oral e público pelos delitos de suborno, atos em prejuízo da atividade econômica ou da contratação, falsificação de documentos bancários e de comércio, logro, tráfico de divisas e evasão fiscal, contra os empresários canadenses Vahe Cy Tokmakjian, Marco Vinicio Puche Rodríguez e Claudio Franco Vetere.

A procuradoria geral da República acusou Vahe Cy Tokmakjian de lançar mão de mecanismos fraudulentos e corruptores para obter benefícios nas negociações com entidades cubanas, provocando afetações consideráveis a nossa economia; realizar sem a permissão correspondente operações de intermediação financeira; extrair do país de forma ilícita vultosas quantias de dinheiro; alterar a informação de registros contáveis e declarações juramentadas, com o propósito de driblar suas obrigações tributárias; assim como efetuar retribuições monetárias a vários trabalhadores, os quais, realmente, realizavam funções diferentes das autorizadas legalmente ou não estavam contratados por entidades nacionais.

 Ainda, foram acusados vários ex-diretivos cubanos, que pertenciam ao já desaparecido Ministério do Açúcar: Nelson Ricardo Labrada Fernandez (ex-vice-ministro); Manuel Heriberto Fernandez Santiesteban, Leonardo Fidel Delgado Dorta, Jorge Luis Machado Pérez e José René Rubio Escobar; do ex-ministério da Indústria Leve, Alberto Cirilo Pantón Grahan (ex-diretor-geral da Cubaniquel), Ernesto Gómez Cumplido (ex-diretor da Ferroniquel Minera S.A.) e Fidel Penin Oliva; assim como Jorge Luis Melo Reyes, ex-diretor da Associação Econômica Internacional Cistur, do Ministério do Turismo.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Cuba exige que EUA acabem com ações ilegais em resposta ao "Twitter cubano"


Do Opera Mundi

O governo de Raúl Castro exigiu nesta sexta-feira (04/04) que os Estados Unidos interrompam suas ações "ilegais e secretas" contra Cuba, em uma reação oficial ao caso da rede social para telefones celulares, o "Twitter cubano", promovido no país caribenho pela Agência para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, sigla em inglês) dos norte-americanos.

"Esta é mais uma demonstração que o governo dos Estados Unidos não abdicou de seus planos subversivos contra Cuba, que têm como propósito criar situações de desestabilização para provocar mudanças em nosso ordenamento político e para os quais continuam dedicando orçamentos multimilionários a cada ano", denunciou o governo cubano através de um comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

Cuba pediu na nota que os EUA respeitem o Direito Internacional, assim como os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas. O comunicado está assinado por Josefina Vidal, diretora geral de Assuntos Norte-americanos da Chancelaria cubana.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Raúl Capote, ex-agente duplo da segurança cubana: os planos da CIA de Cuba à Venezuela


Do Chávez Vive /Tradução do Diário Liberdade

Raúl Capote é cubano. Mas não um qualquer. Em sua juventude foi captado pela Agência Central de Inteligência (CIA por suas siglas em inglês) dos Estados Unidos.

Ofereceram-lhe uma quantidade infinita de dinheiro para conspirar em Cuba. Mas surgiu algo inesperado para os Estados Unidos. Capote, na realidade, trabalhava para a segurança nacional cubana. Desde então, cumpriu funções como agente duplo. Conheça sua história, através de uma entrevista exclusiva com Chávez Vive, que concedeu em Havana.

Eu era líder de um movimento estudantil e a CIA me captou

- Como foi seu processo de captação?

- Começou como um processo de muitos anos, de vários anos de preparação e de captação. Eu era líder de um movimento juvenil em Cuba que, nesse momento, deu surgimiento a uma organização, a Asociación Cultural de Hermanos Saiz, uma associação de jovens criadores, jovens pintores, escritores, artistas. Eu trabalhava em uma cidade do sul de Cuba, sul-centro de Cuba, Cienfuegos, que tinha caraterísticas que para o inimigo se tornaram muito interessantes, porque era uma cidade onde se estava construindo um pólo industrial importante nesse momento. Estava-se construindo uma central elétrica, a única que se ia fazer em Cuba, e tinha muita gente jovem construindo a obra. Portanto uma cidade que, também, tinha muitos engenheiros jovens graduados na União Soviética. Estamos falando dos anos finais dos oitenta, durante todo aquele processo da Perestroika. E muitos engenheiros cubanos, que chegavam a Cuba nessa época, graduados lá, se consideravam pessoas que chegavam com essa ideia da Perestroika. Portanto, era um território interessante, onde tinha muita gente jovem. E o fato de que eu fosse um líder juvenil de uma Organização cultural, que movia um importante setor dos engenheiros que estavam interessados pelas artes, ficou interessante para os norte-americanos, que começaram a frequentar as reuniões onde nós assistíamos. Nunca se identificando como inimigos, nem se identificando como oficiais da CIA.

- Eram vários, ou sempre uma mesma pessoa?

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

50 verdades sobre a morte de dois contra-revolucionários cubanos

María Payá, filha de Osvaldo Payá | Foto: Efe

Por Salim Lamrani no Opera Mundi
 
1. Em julho de 2012, Angel Carromero, cidadão espanhol, vice-secretário geral da organização Novas Gerações (movimento juvenil do conservador Partido Popular (PP) espanhol) e assessor da Câmera Municipal de Madrid, e o cidadão sueco Jens Aron Modig, líder da Liga da Juventude Democrática Cristã (KDU), vinculada à direita sueca, viajaram a Cuba com vistos de turistas.

2. A missão que seus respectivos partidos políticos lhes deu consistia em buscar e financiar alguns membros da dissidência interna e elaborar planos de ações contra o governo cubano.

3. O Código Penal sanciona severamente este tipo de atividade, ilegal em Cuba como na maioria dos países do mundo.

4. Oswaldo Payá , líder do Movimento Cristão de Liberação (MCL), recebeu deles 4.000 dólares, de acordo com Modig.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Em Cuba, 'Damas de Blanco', parceiras de Yoani Sanchéz, brigam por dinheiro made in USA


Elas não vêem nada de mais em receber dinheiro de um país inimigo do seu, um país que prega e propaga um embargo injusto e humilhante a Cuba. Recebem o dinheiro para praticarem atividades antiCuba numa boa, sem nenhum peso na consciência. Saem às ruas por qualquer motivo para denunciarem a "ditadura" cubana dos irmãos Castro.

Mas não se incomodam de receber dinheiro do mesmo país que oprime o seu, do país que proíbe que, por exemplo, medicamentos cheguem a Cuba.

Ah, mas se a subvenção enviada pelo governo dos EUA cai, aí, ihhhhh!, ui-ui-ui, ai-ai-ai, a "brincadeira" perde toda a graça e elas reclamam.

Um escândalo de corrupção interna espirrou nas Damas de Branco, organização criada em 2003 por parentes de presos cubanos. Sete membros e ex-membros deste grupo que denunciam o atual presidente Berta Soler por desvio dos recursos que recebem do exterior, particularmente os Estados Unidos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Yoani Sánchez: "heroína" de uma causa sem pátria

Por Fernando Mousinho*

O governo brasileiro acaba de conceder visto de turista para que a blogueira cubana Yoani Sánchez venha ao Brasil. Ela é considerada por setores da mídia internacional como “uma jovem liderança de oposição ao regime de Fidel Castro” ou, simplesmente, “dissidente cubana”. No Brasil, a blogueira terá mais o que explicar do que condenar.

A história nos tem dado grandes líderes, heróis e patriotas consagrados e legitimados pela dedicação às causas mais nobres dos seus povos. Sóror Joana Angélica e Mao Tsé-Tung entre eles. Ela, assassinada a golpes de baionetas por soldados portugueses às portas do Convento da Lapa, em Salvador, por defender os anseios independentistas do povo brasileiro frente ao colonizador. Ele, condutor de uma massa de camponeses miseráveis que libertou seu país do jugo medieval em pleno século 20 e construiu a potência que é a China hoje.

Exalto esses casos na tentativa de entender a razão da notoriedade publicitária internacional que vem recebendo a blogueira Yoani Sánchez, que se auto-denomina “patriota” e “defensora dos direitos humanos”. E, particularmente, por ela estar às portas do Brasil.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Yoani Sánchez: blogueira independente ou mercenária?

Por Altamiro Borges em seu blog

Nas vésperas da visita da presidenta Dilma Rousseff a Cuba, a mídia colonizada tem feito grande alarde em torno do nome da blogueira cubana Yoani Sánchez. Ela é apresentada como uma “jornalista independente”, que mantém um blog com milhões de acessos e que enfrenta, com muitas dificuldades materiais, a “tirania comunista”, que a persegue e censura.
Na busca pelo holofote midiático, líderes demotucanos e, lamentavelmente, o senador petista Eduardo Suplicy têm posado de defensores da blogueira. Eles se juntaram para pressionar o governo a conceder visto para que Yoani venha ao Brasil assistir a pré-estréia do filme “Conexões Cuba-Honduras”, do documentarista Dado Galvão – que, por mera coincidência, é membro-convidado e articulista do Instituto Millenium, o antro da direita que reúne os barões da mídia nativa.

A falsa “jornalista independente”

Mas, afinal, quem é Yoani Sánchez? Em primeiro lugar, ela não tem nada de “jornalista independente”. Seus vínculos com o governo dos EUA, que mantém um “escritório de interesses” em Havana (Sina), são amplamente conhecidos. O Wikileaks já vazou 11 documentos da diplomacia ianque que registram as reuniões da “dissidente” com os “agentes” da Sina desde 2008.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Raul Castro volta a dizer que corrupção em Cuba significa contrarrevolução!

O Presidente cubano, Raul Castro voltou a dizer que a corrupção que insiste em instalar em seu país "é equivalente a contrarrevolução" e apelou que ao governo deva ser "implacável" contra esta, pois ela pode “nos levar autodestruição”.

Numa reunião do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba, realizada ontem (22/12), Raul disse que tais crimes são o resultado da “passividade ativa de alguns dirigentes e a falta de empenho integral por parte de variadas organizações”.

Ao falar sobre atos de corrupção envolvendo funcionários das instituições e das empresas estatais, devido à falta de fiscalização do partido, Raul lembrou um discurso do ex-presidente cubano, Fidel Castro, de 2005 onde foi dito “estes fenômenos podem levar à autodestruição da revolução.”.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Estados Unidos não economizam em ações contra Cuba


Por Chistiane Marcondes no Portal Vermelho

Enquanto o governo dos Estados Unidos aplica medidas para reduzir em 20% despesas com transporte, tecnologia e publicidade, entidades norte-americanas autorizam a liberação de fundos para executar ações contra Cuba.

A crise econômica, que já desempregou 14 milhões de pessoas, gerando uma crescente onda de protestos em todo o país, não refreou o financiamento de ações subversivas contra o governo cubano.

Um exemplo recente aconteceu no mês de outubro, quando a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid) se adiantou em preparar uma festa a fim de celebrar a entrega do Prêmio Nobel da Paz 2011 aos contrarrevolucionários cubanos Oswaldo Payá e Oscar Elías Biscet.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Estadunidense da USAID, preso em Cuba, exige troca com os cinco!

Por Jean Guy Allard no site da TeleSUR

Alan Gross, o contratista norte-americano da USAID, preso em Cuba por ter introduzido ilegalmente na ilha equipamentos de comunicação satelital de última geração, considera que os Estados Unidos possam trocá-lo com os cinco cubanos presos neste país, da mesma forma que Israel trocou há pouco tempo o israelense Gilad Shalit por prisioneiros palestinos.

A informação foi dada pelo rabino estadunidense David Shneyer, em uma carta à sua comunidade, na volta de uma viagem à Havana em que ele, após ter sido autorizado, visitou o seu correligionário.

"Depois de ter conhecimento sobre a troca recente de Gilad Shalit por mais de mil prisioneiros palestinos, (Gross) considerou que os Estados Unidos e Cuba poderiam fazer o mesmo com ele e os Cinco Cubanos", que cumprem penas nos Estados Unidos, escreveu o Rabino Schreyer no documento publicado em Washington pelo boletim da comunidade Am Kolel, fundada e dirigida por ele.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pré-candidato republicano confunde cubano com espanhol

Fonte: FOLHA

Um novo deslize do aspirante à candidatura republicana para a presidência dos EUA, Herman Cain, tornou-se o "prato principal" dos meios de comunicação americanos nesta quinta-feira.

Durante uma visita ao restaurante Versailles, em Miami, centro de reunião do exílio cubano, o pré-candidato perguntou como se dizia "delicioso" em "cubano", com a intenção de expressar em espanhol sua opinião sobre o croquete que comia naquele momento.

O equívoco, captado em um vídeo que já circula pela internet, foi alvo de piadas em diversos veículos, onde se pergunta como é possível que Cain confunda cubano com um idioma.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Luis Ernesto Martínez: Sim, sou pago para ser blogueiro

Fonte: VERMELHO

Nestes tempos de globalização neoliberal a humanidade tem sido obrigada a presenciar como
testemunha e ativa protagonista uma excessiva mercantilização.

Por Luis Ernesto Martínez, no blog Visión desde Cuba
Tudo se vende e em consequência tudo se compra, até o ponto que em alguns lugares se tornou popular a frase: “Aqui se cobra até o sorriso”. Contudo, muitas muitas vezes se oferecem produtos, serviços ou atividades que não estão respaldados por altos níveis de qualidade, nem pela adequada capacitação de seus produtores.

Portanto, é muito difícil encontrar atitudes filantrópicas que entreguem suas ofertas aos demais sem pedir em troca a remuneração adequada.

A Usaid, o governo dos Estados Unidos e a contrarrevolução de origem cubana vão se encarregando de criar um grupo de “vende-pátrias pró-ianques” que em troca de seus serviços (não querem que se diga que é em pagamento por eles), são “estimulados” com os milhões de dólares que são anualmente aprovados para a subversão em Cuba.

domingo, 23 de outubro de 2011

Estados Unidos dá tarefas de propaganda suja e de inteligência contra Cuba a estrangeiros!

Por Jean Guy Allard do site da TeleSUR

O governo de Washington escolheu "contratistas" estrangeiros, um procedente de Hong Kong e outro de Israel, para realizar operações de propaganda suja contra Cuba, inundando os sistemas de comunicação com material destinado a desestabilizar o país.

Esta observação nasce da publicação, no site "Cuba Money Project", do jornalista e pesquisador norte-americano Tracey Eaton, de documentos do Broadcasting Board of Governors (O comando de Governadores das Transmissões, o BBG, pela sigla em inglês), é o organismo federal destinado a reger as comunicações nos Estados Unidos e realizar tarefas de propaganda política deste país no exterior.

Recentemente, o BBG tem outorgado, sucessivamente, contratos para por em marcha as operações propagandísticas, tanto por celulares como por televisão na ilha, com absoluto desprezo dos convênios internacionais e das regulamentações cubanas, contratando firmas cujos donos poderiam significar sérios riscos de segurança.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

EUA contrata "especialistas" para saturar celulares cubanos com propaganda suja!

Por Jean-Guy Allard  do site da TeleSUR

A empresa Washington Software, localizada na cidade de Maryland, acaba de assinar um contrato com o governo dos EUA para estabelecer um sistema capaz de bombardear com dezenas de milhões de mensagens de texto os usuários de telefone celular de Cuba, violando todas as regras éticas e de regulações internacionais em matéria de comunicação.

Segundo os termos do convênio a empresa contratista terá que desenhar "um sistema de mensagem de texto" destinado a contra-arrestar supostas "tentativas do governo cubano de bloquear as mensagens políticamente sensíveis", revela o site alongthemalecon, do jornalista Tracey Eaton, famoso investigador da questão cubana.

Esta gigante operação de ''spamming'', que ameaça afetar seriamente o funcionamento normal do serviço de SMS oferecido aos usuários de celulares cubanos, que chega  à milhões de pessoas, tem sua origem na Junta de Governadores de Radiodifusão, ou BBG, um órgão federal encarregado de supervisionar a qualidade das comunicações.