quinta-feira, 25 de maio de 2017

50 anos da morte de Che: jornalista cubano lança "Canto épico a la ternura" no Brasil

Evento em Porto Alegre será dia 6 de junho - Reprodução| ACJM/RS
Por Vânia Barbosa 

No próximo mês de junho, o jornalista e professor Santiago Feliú estará em Porto Alegre para o lançamento da segunda edição do seu livro Canto épico a la ternura, em homenagem a obra e ao pensamento de Che Guevara, nestes 50 anos que marcam o seu assassinato na Bolívia, em 9 de outubro.

Com 285 páginas, a obra tem 158 canções, de autoria de 100 músicos de 17 países Ibero – americanos, compostas e interpretadas após a morte do guerrilheiro.

Esta segunda edição será publicada no Brasil pela Associação Cultural José Martí/RS, com o apoio do Coletivo dos Jornalistas Brasileiros Amigos de Cuba/RS, e faz parte das atividades realizadas em todo o mundo para lembrar o ideário de Che, que ocorrem durante 2017, com os 50 anos da sua morte, e seguem até 14 de junho de 2018, quando Che completaria 90 anos.

O lançamento do livro será no Centro Cultural Érico Veríssimo, Centro Histórico de Porto Alegre, às 19h, do próximo dia 6 de junho, e terá a apresentação dos músicos gaúchos Leonardo Ribeiro; Ernesto Fagundes; Liane Schuler; Demétrio Xavier; Marisa Rotemberg; Mário Falcão ,Pablo Lanzoni e Ciro Ferreira que interpretam canções de compositores brasileiros e outros latino-americanos, registradas na obra de Feliú.

Ainda no mês de junho, a obra terá lançamento em Florianópolis, Baixada Santista e Belo Horizonte, pelas entidades estaduais de solidariedade a Cuba. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Martí vive e a luta continua: 122 anos do desaparecimento físico do apóstolo de Cuba


Por Maria Leite

Nenhum povo é dono do seu destino se antes não é dono de sua cultura (JOSÉ MARTÍ)

Estas significativas palavras de Martí apareceram no documento elaborado ao término do II Encontro Nacional de Alfabetização e Cultura Popular, realizado em Recife, no ano de 1963, quando a burguesia, aliada ao capital estrangeiro, e o latifúndio, impenetrável às mudanças sociais, armazenavam uma crise latente. As forças populares desarticuladas não foram suficientes para resistir à barbárie. Em pouco tempo, as condições mudaram radicalmente e, mais do que nunca, o Brasil ficou distante de Cuba; “um fruto proibido” aos brasileiros. 

Hoje, passados 122 anos de sua morte de Martí, o seu ideário ainda provoca aguçadas reflexões sobre a formação dos valores societários de Nuestra América. O fato do ideário ético-político martiano, impregnado de humanismo pedagógico, privilegiar os valores tornou-se evidente, a partir 1889, quando da publicação do primeiro número de La Edad de Oro, revista voltada para crianças do continente latino-americano. Essa obra, inteiramente escrita e editada por Martí, demonstrou o seu trabalho multiforme de autor e a iniciativa para criar nos meninos da América Latina – ameaçada pela progressiva perda de sua identidade cultural – uma consciência anticolonialista e um alto sentido de solidariedade humana. José Martí iniciou sua participação política escrevendo a jornais separatistas. Com a prisão de seu mestre Rafael Mendive, cristalizou-se a atitude de rebeldia contra a dominação espanhola. Em 1869, Martí foi condenado a seis anos de trabalhos forçados, mas passou somente seis meses na prisão, pois conseguiu permutar a pena pela deportação à Espanha. Dedicou-se ao estudo do Direito, obtendo, em 1874, o diploma na Universidade de Zaragoza. Entre 1881 e 1895, viveu em Nova Iorque, porém foi no México, na Guatemala e na Venezuela que alcançou o mais alto grau de identificação com a autoctonia da América, até o momento desconhecido a um filho de espanhol. No comando de um contingente de cubanos, após breve encontro com tropas espanholas no vilarejo de Dos Ríos, em 19 de maio de 1895, Martí foi atingido, morto e seu corpo mutilado. 

A trajetória de sua vida revolucionária o fez passar por vários países, proporcionando-lhe conhecimentos avançados para seu tempo nos temas da Educação. Como estudioso não apenas dos problemas da instrução e ensino em Cuba, mas de todos os países de continente americano, onde teve a oportunidade de viver e adquirir informação, Martí elaborou um pensamento pedagógico, com a urgência da sonhadas Repúblicas. A síntese desse ideário constitui, até hoje, um paradigma para a educação de nossos povos. Indiscutivelmente, Martí possuía um referencial teórico – que evoluiu historicamente – no qual a educação é concebida como uma estratégia para o desenvolvimento do homem. Na sua concepção, era um fato grave a Educação latino-americana seguir os padrões ou modelos dos sistemas europeus e norte-americanos, desvinculados das realidades socioeconômicas em que se aplicavam. Convencido de que “Patria es humanidad”, Martí reafirmou o imperativo para Nuestra América de um espírito diferente da América Anglo-Saxônica, na busca de uma legítima cultura ajustada à realidade latino-americana.

domingo, 14 de maio de 2017

Convenção catarinense de solidariedade a Cuba será dia 8 de junho

Cartaz de divulgação - Reprodução|ACJM/SC
Por Sturt Silva

No próximo dia 8, se preparando para a XXIII Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba - que acontecerá entre os dias 15 a 17 de junho em Belo Horizonte-, a Associação Cultural José Martí de Santa Catarina realizará sua XIII Convenção Estadual de Solidariedade a Cuba.

O evento que ocorrerá no auditório Paulo Stuart Wright, "plenarinho" da Assembleia Legislativa de Santa Catarina, terá a presença da Cônsul Geral Cuba em São Paulo, Nélida Hernández Carmona. Além da diplomata cubana, está confirmando a presença do escritor Santiago Felíu e da representante da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) no programa Mais Médicos no estado, Kenya Medina.

A música fica por conta de João Paulo Souza e Tânia Meyer.

O público ainda terá oportunidade de apreciar exposição de fotos de brigadistas brasileiros que visitaram Cuba recentemente.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Advogada brasileira em Cuba: O sistema político é interessante e está bem longe de ser uma ditadura

Relato sobre Cuba: "país fascinante com o povo mais culto que conheci"
Advogada Anjuli em Havana - Foto: Tostes/facebook
Por Anjuli Tostes

Quando falamos de Cuba, não existe resposta fácil. É uma pena que essa polarização na qual o Brasil foi imerso tenha produzido tantas falácias sobre o país, que não sobrevivem a um dia de caminhada em Havana. Desconfie de quem demoniza e também de quem não enxerga qualquer problema.

Não tenho aqui a pretensão de dizer o que é ou não a verdade sobre o Cuba e o regime, mas, apenas, de falar sobre o que vi nesses 18 dias - com a ressalva de que é difícil falar sobre um sistema tão diferente do nosso sem ser simplista.

Vim a Cuba com o propósito pessoal de conhecer o máximo possível sobre este país. No tempo em que estive aqui, conversei com mais de 100 pessoas, andei pelas ruas da capital Havana e por municípios em pelo menos 5 províncias: La Habana, Villa Clara, Artemisa, Matanzas e Cienfuegos.

Conheci o trabalho do agricultor no interior e de trabalhadores de todos os tipos na grande urbe que é Havana. Conversei com pessoas que trabalham para o Estado e pessoas que são chamadas aqui de "dissidentes", por não concordarem com o regime socialista vigente no país.


domingo, 7 de maio de 2017

Em Cuba movimentos internacionais defendem fim das bases militares imperialistas

Guantánamo - Foto: Prensa Latina
Por Moara Crivelente do site do Cebrapaz

Cerca de 250 convidados de 32 países reuniram-se entre os dias 4 e 6 de maio, em Guantánamo, Cuba, no 5º Seminário Internacional pela Paz e a Abolição das Bases Militares Estrangeiras para reforçar a unidade anti-imperialista. 

Com 865 bases militares esparramadas pelo mundo (quase a totalidade das existentes) e outros mecanismos de projeção do seu poderio, os EUA sustentam uma ofensiva generalizada, embora seus pretextos sejam os da “segurança” e “defesa”, no quadro de uma militarização intensificada.

O contexto é de reforço da mobilização internacional contra as principais expressões da militarização do planeta acompanhando a política imperialista dos EUA e aliados (França, Reino Unido, União Europeia e outras forças regionais). É o caso das bases militares, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a disseminação e modernização das armas nucleares, os exercícios militares conjuntos, o incremento dos gastos militares e, claro, intervenções, agressões e a continuidade do apoio a golpes de Estado ou “mudanças de regime”.

Leia mais:
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Documentário contra ocupação dos EUA em Cuba é exibido no Rio de janeiro
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Promovido pelo Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos (MovPaz), o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), o Conselho Mundial da Paz (CMP) e entidades amigas, o encontro levou à quinta edição o compromisso com a continuidade e a abrangência desta luta, ali reforçada de forma desafiante, desde o território cubano de Guantánamo.

Assista "Todo Guantánamo é nosso", documentário do cineasta Hernando Ospina:


sábado, 6 de maio de 2017

"A ilha rebelde": brasileiro faz vídeo caseiro sobre Cuba

Havana - por Jonei Barbosa
Jonei Cerqueira Barbosa visitou recentemente Cuba e fez um vídeo interessante sobre a ilha socialista. 

Assista:

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Cuba é homenageada em feira dos trabalhadores sem terra

Homenagem a Cuba marca primeiro dia do Espaço Literário na Feira Nacional
Atividade cultural em homenagem a Cuba - Mídia Ninja
Por Viviane Brigida da página do MST

O Comitê de Solidariedade a Cuba promoveu nesta quarta-feira (04), durante a programação da 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, uma homenagem a Cuba, marcando o primeiro dia de atividades do Espaço Literário, que recebe até o próximo domingo diversos debates e rodas de conversa.

A homenagem felicitou o país que apesar do embargo econômico de mais de 50 anos que afeta seus diversos setores sociais como na saúde, educação e produção, dá lições de solidariedade a todo o mundo.

“Cuba, este pequeno país caribenho, com seu exemplo de luta revolucionária, mesmo com todas as dificuldades impostas pelo imperialismo norte-americano, continua a inspirar a luta do MST”, declarou Carmen Diniz do Comitê de Solidariedade a Cuba.
Homenagem a Cuba em destaque no site do MST
A atividade, com música, poesia e exibição de filme, contou com a presença da Cônsul Geral de Cuba, Nélida Hernández Carmona, de representantes de movimentos sociais e convidados.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Milhões nas ruas de Cuba: trabalhadores reafirmam apoio ao socialismo no 1º de Maio

“Nossa fortaleza é a unidade”, dizem os trabalhadores cubanos; Veja fotos e vídeos do 1º de Maio cubano
1º de Maio em Havana - Foto: L. Eduardo Domínguez/Cubadebate 
Cuba festejou o Dia do Trabalhadores pedindo "unidade", ratificando seu "incondicional" apoio ao governo da Venezuela e reiterando suas reivindicações aos Estados Unidos.
Primeiro de Maio da unidade, com Fidel Castro - Foto: Ricardo López Hevia/Granma
Imprensa cubana disse que aproximadamente 7 milhões de cubanos participaram dos atos por toda ilha. Em Havana, o desfile foi puxado por 50 mil jovens, teve a presença do presidente cubano, Raúl Castro e contou aproximadamente com a presença de 600 mil trabalhadores.
Praça da Revolução em Havana ao amanhecer; trabalhadores se preparam para o desfile.
Foto: L. Eduardo Domínguez/Cubadebate 
O Primeiro de Maio deste ano foi o primeiro sem Fidel Castro. A imagem do comandante em chefe da Revolução apareceu em milhares de cartazes e faixas e confirmou a admiração da população pelo líder histórico da Revolução de 1959.
Fidel Junto a Raúl na manifestação - Foto L. Eduardo Domínguez/Cubadebate 
Assista melhores momentos do ato em Havana: