quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Presidente de Cuba agora está no twitter

Foto de capa do perfil do presidente de Cuba faz referência aos 150 anos das lutas da independência de Cuba

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, abriu ontem (10) conta no twitter. 

Na descrição do seu perfil, o líder cubano apresenta-se comprometido com as ideias de José Martí, mártir da independência de Cuba, e dos líderes da Revolução Cubana de 1959, Fidel e Raúl Castro.

Com o discurso do presidente da continuidade da Revolução, Díaz-Canel já postou 4 mensagens e respondeu 3 seguidores: o presidentes da Bolívia, Evo Morales, o da Venezuela, Nicolás Maduro, e o Nobel da Paz,  Pérez Esquivel.

Para seguir é só clicar aqui.

sábado, 29 de setembro de 2018

Filha de Che Guevara vai a Curitiba e manifesta solidariedade a Lula

Médica cubana, filha de Che Guevara ao lado da presidenta do PT | Foto: Vigília Lula Livre 
Por Lia Bianchini no Brasil de Fato

Aleida Guevara tinha 4 anos e meio quando viu o pai, o líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara, pela última vez. Hoje com 57 anos, ela conta que a memória mais presente que carrega do pai é o amor. “Che era um homem que sabia amar”, diz.

Foi também esse o principal sentimento que a médica cubana transmitiu em suas palavras durante visita à Vigília Lula Livre e ao Centro de Formação Marielle Vive, na última quarta-feira (26), em Curitiba. 

A médica chegou ao Centro de Formação pela tarde, quando acontecia uma aula do Curso Básico de Formação de Militantes – Região Sul, ministrada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para os estudantes do curso, ela falou sobre a necessidade da organização popular para a garantia de direitos e defendeu como pauta prioritária uma mudança na Constituição brasileira. 

“Onde estão as leis que protegem o povo? Se queremos um Brasil diferente, temos que lutar por uma mudança nas leis. Que tipo de justiça social existe em um país onde se prende alguém sem provas de crime?”, questionou Aleida.

Falando por cerca de 40 minutos para uma plateia de mais de 60 militantes, a ativista cubana disse reconhecer-se também como uma militante sem-terra. Ela lembrou quando conheceu Roseli Nunes, a Rose, militante do MST assassinada em 1987 no município de Sarandi, no Rio Grande do Sul. Ou, como Aleida definiu, uma mãe que brigava para dar comida aos filhos. Foi a partir desse encontro que Aleida disse começar a entender o sentido da luta popular. 

“Não importa o nível cultural ou a ideologia, o que importa é que somos seres humanos e precisamos de dignidade para viver, para alimentar nossas crianças. Se queremos terra, temos que lutar por isso, temos que trabalhar pela nossa gente”, disse a médica.

Depois da conversa, Aleida foi até o bosque da solidariedade, onde plantou uma muda de Araucária, a árvore símbolo do estado do Paraná. A muda foi dedicada em homenagem a Aleida March, mãe de Aleida Guevara e segunda esposa do Che.

Onde estão as provas contra Lula

Filha mais velha de Che Guevara visita Fortaleza

Aleida Guevara em palestra no Ceará | Foto: Casa da Amizade Brasil-Cuba
Na noite de quinta-feira (27) a médica cubana, filha mais velha de Che, Aleida Guevara, participou de palestra promovida por coletivos de juventude do Ceará com apoio da Casa da Amizade Brasil-Cuba do Ceará e da Rede de Médicos Populares. Ela foi acompanhada pelo Consul de Cuba no Nordeste, Alexis Cruz. 

A militante cubana contou suas impressões a respeito da situação social e politica que vive o Brasil. Afirmou que em Cuba há um sentimento de forte indignação entre a população com a prisão injusta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Aleida fez também uma explanação acerca do espírito revolucionário cubano, os desafios vencidos ao longo do sec XX, da necessidade de mais solidariedade entre os povos e ainda sobre a postura ética de cada revolucionário em sua missão de transformar o atual cenário em todo o mundo. 

Aleida continua cumprindo agenda de eventos no Ceará com participação em acampamentos do MST e no Cuca Che Guevara até o próximo domingo (30).

Assista ao debate:

Em seu 1º discurso na ONU, presidente de Cuba denuncia prisão de Lula e condena bloqueio dos EUA

Días-Canel discursa na ONU | Foto: cancillería cubana
Por Mariana Serafini no Portal Vermelho

Na última quarta-feira (26) o presidente cubano Miguel Díaz-Canel fez seu primeiro discurso na ONU representando a ilha comunista. O chefe de Estado denunciou as consequências nefastas do capitalismo para o mundo e exigiu, uma vez mais, o fim do bloqueio dos Estados Unidos contra o pequeno país caribenho.

Díaz-Canel é da geração dos “filhos da revolução”, ou seja, ele não esteve em no combate que derrubou a ditadura em 1959. Esta é a grande mudança política da ilha dos últimos anos e, a princípio, especulou-se sobre como seria o posicionamento de um chefe de Estado que não conviveu com a geração de Fidel Castro. Mas o presidente não titubeou a reafirmar que a revolução está viva e seguirá fiel a seus princípios.

“Apesar do bloqueio, da hostilidade e das ações que os Estados Unidos executam para impor uma mudança de regime em Cuba, aqui está a revolução cubana, viva, pujante e fiel a seus princípios”, afirmou o presidente.

Díaz-Canel denunciou o bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba que dura mais de 50 anos e causou prejuízos incalculáveis ao povo cubano. Além disso, exigiu a devolução do território ocupado ilegalmente pelo país do Norte onde está instalada a Base Naval norte-americana de Guantánamo.

Nos últimos dois anos, a ampla maioria dos países membros da ONU votaram pelo fim do bloqueio dos Estados Unidos a Cuba, apenas o próprio Estados Unidos e Israel votaram a favor e alguns se abstiveram. O ex-presidente norte-americano, Barack Obama, se posicionava contra o bloqueio, diferente de Trump que não pretende avançar nas relações bilaterais com a ilha comunista.

Condenação de Lula e a Doutrina Monroe na América Latina

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Presidente de Cuba na ONU: pela eliminação total das armas nucleares

Miguel Días-Canel discursa na ONU no dia internacional para eliminação das armas nucleares |Foto: Dominio Cuba
Senhora Presidente:

Senhor Secretário-Geral:

Distintos Chefes de delegações:

Delegadas e delegados:

Dizem que quando ao genial físico Albert Einstein lhe perguntaram com que armas seria feita uma hipotética Terceira Guerra, respondeu que o que sabia era que a IV seria com paus e pedras.

Infelizmente não viveu para ver que os seus enfáticos apelos para deter a corrida aos armamentos com tecnologia nuclear cairiam em saco roto e a produção e comércio dessas armas cresceria descomunalmente ao ponto de ultrapassar qualquer possibilidade de sobrevivência se apenas fosse empregue uma décima parte delas.

Cuba, que conheceu de perto a ameaça nuclear, não poupa esforços e ações para que jamais se repita um cenário como aquele que 56 anos atrás converteu a nossa bela ilha em alvo daquelas armas, e ao mundo da Guerra-Fria numa bomba de tempo, pendente dos dedos com poder para premer o botão nuclear.

Por isso consideramos um dever incontornável, somar--nos à comemoração cada 26 de Setembro do Dia Internacional para a Eliminação Total das Armas Nucleares, que contribui ao objetivo das Nações Unidas de preservar a paz e a segurança internacionais.

Ficamos orgulhosos de que tal avanço esteja sustentado em uma iniciativa promovida pelo Movimento de Países Não Alinhados que a comunidade internacional tornou sua.

Para Cuba, esta convocatória anual representa, além disso, um justo tributo à memória do líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro Ruz, que foi um lutador incansável em prol do desarmamento nuclear, tema ao que dedicou numerosas Reflexões e todas as suas energias, cada vez que um conflito entre países possuidores dessas armas, aflorava em manchetes na imprensa.

A 73 anos dos criminosos bombardeamentos atômicos contra Hiroshima e Nagasaki a humanidade continua ameaçada pela existência de aproximadamente 14 465 armas nucleares, das quais 3 750 se encontram desdobradas e quase 2 000 se mantêm em estado de alerta operacional. O emprego de uma ínfima parte delas teria consequências catastróficas para a humanidade e para a vida no planeta.

Cuba rejeita as políticas de segurança e as doutrinas militares sustentadas na dissuasão nuclear. Tornamos nossas as palavras de Fidel quando em 1979 afirmou, e abro citação: “O barulho das armas, da linguagem ameaçadora, da prepotência no cenário internacional deve cessar. Chega da ilusão de que os problemas do mundo se possam resolver com armas nucleares. As bombas poderão matar os esfomeados, os doentes, os ignorantes, mas não podem matar a fome, as doenças, a ignorância”.

Assista ao vídeo:


Senhora Presidente:

Presidente de Cuba na ONU: "Nós também queremos ser donos de nosso próprio destino"

Miguel Días-Canel discursa na ONU na Cúpula pela Paz Nelson Mandela | Foto: Dominio Cuba
Senhora presidenta da Assembleia Geral:

Quão feliz e reconfortante é que a Assembleia Geral das Nações Unidas se reúna em uma Cúpula pela Paz e que a Cúpula tenha o nome de Nelson Mandela.

Menos de 30 anos atrás, o amado Madiba era um prisioneiro político em prisões do apartheid, confinado pela vida toda, por causa de sua nobre luta pela justiça e igualdade entre todos os homens e mulheres da África do Sul, onde uma minoria branca submetia a maioria negra ao escárnio da segregação.

Não nos esquecemos de que durante os anos negros do apartheid e mesmo depois de ser eleito presidente, Mandela e os mais brilhantes e honestos combatentes africanos foram mantidos em listas de supostos terroristas.

Cuba tem a honra de lembrar que compartilhou suas lutas, na linha do front do combate, junto com seus irmãos africanos de Angola e da Namíbia. Nós nunca esqueceremos Cuito Cuanavale.

E não houve reconhecimento maior do que o abraço gratuito de Mandela ao nosso líder histórico, Fidel Castro Ruz, em território cubano.

Eu pretendo que nosso tributo a Mandela não seja apenas para o primeiro presidente negro da África do Sul e o Prêmio Nobel da Paz, mas também pensamos no rebelde que foi forçado a lutar contra a injustiça quando as vias pacíficas foram fechadas; o preso político, o defensor dos direitos humanos e os direitos de seu povo e o político que mudou a história.

Assista ao vídeo:


É com satisfação que, ao nos lembrarmos de Mandela, reconhecemos a heroica luta do povo sul-africano contra o opressivo regime do apartheid, liderada pelo Congresso Nacional Africano e a contribuição de muitos líderes e combatentes que dedicaram suas vidas à causa da liberdade de África.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Método cubano ajudou a reduzir pela metade analfabetismo no Panamá

Método cubano já alfabetizou 10 milhões no mundo | Foto: Prensa Latina
Por Surt Silva

Segundo a Agência Prensa Latina, método cubano ajudou a reduzir o analfabetismo pela metade no Panamá.

Em 2010 o país tinha 148.747 analfabetos, 8 anos depois são 74.080 pessoas que não sabe ler e escrever.. 

O Panamá utiliza o método cubano Yo sí Puedo (Sim, eu posso) desde 2007. 

"Yo Sí Puedo" em  130 países 

O programa de alfabetização cubano já ajudou mais de 10 milhões de pessoas a aprender ler e escrever em 130 países. Criado em 2002, o projeto consiste em um método de aplicação rápida de lições de aprendizado para alfabetizar adultos.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cuba é o único país que os EUA proíbem seus cidadãos de visitar, diz embaixador cubano no Brasil

Arte contra o bloqueio | Foto: Cinthya Garcia Casanas/Cuba Debate
Por Guilherme Coutinho no Brasil 247 

Em 31 de outubro ocorrerá a vigésima sétima votação na Assembleia Geral da ONU, sobre o bloqueio econômico a Cuba, imposto pelos Estados Unidos, durante os últimos 56 anos. Há 26 anos a entidade se posiciona contra a medida, que só encontrou apoio na última votação, que ocorreu em 2017, de Israel, além do próprio Estados Unidos. 191 (dos 193 países votantes) se manifestaram pelo fim imediato do bloqueio, que ainda assim, foi mantido pelo governo americano a despeito da ampla desaprovação da comunidade internacional.

No último dia 10, o presidente Donald Trump renovou por mais um ano a “Lei de Comércio com o Inimigo”, um documento de 1917, que constitui os princípios da relação imperialista dos EUA em relação à ilha caribenha, demonstrando pouco interesse em mudar a situação. Foi através desse ato normativo, que o então presidente americano John Kennedy se utilizou para impor o bloqueio econômico, em 1962, quando o mundo polarizado vivia o auge da Guerra Fria. Trump vem sistematicamente endurecendo as sanções a Cuba, desfazendo rapidamente os avanços na relação entre os dois países, ocorridos no governo de Barack Obama.

Entre os retrocessos da gestão Trump se destaca a proibição a cidadãos e empresas americanas de realizar transações ou negócios com entidades vinculadas ao estamento militar cubano, entre as quais figuram dezenas de hotéis e empresas cubanas. Muitos bancos, de várias nacionalidades, em todo mundo, encerraram as transações com empresas cubanas, no início de 2018, por causa da medida. Uma política de restrição ao turismo norte-americano em Cuba, também assinada por Trump gerou uma queda de 43 por cento no número de visitantes americanos à ilha, no primeiro trimestre de 2018. 

O embargo americano causa todos os anos um prejuízo financeiro na casa dos bilhões de dólares e é considerado como o maior impedimento para o avanço social cubano, que mesmo sendo referência mundial em áreas como educação e saúde, sofre com a escassez de utensilio básicos em decorrência da dificuldade de desenvolver sua economia, diante da impossibilidade de manter relações comerciais e financeiras com o o país vizinho, que é a maior potência econômica do planeta. 

Foi sobre a possível manutenção do bloqueio, do seu endurecimento que vem ocorrendo na atual gestão americana e sobre o atual momento político cubano, que inclui a discussão de um novo texto constitucional, que o embaixador Rolando Antonio Gómez Gonzales nos recebeu na embaixada cubana. Para uma breve conversa:

Em breve, a ONU discutirá novamente o fim do embargo econômico a Cuba, imposto desde 1962 pelos Estados Unidos. Após 56 anos de política restritiva, como estão atualmente as relações entre os EUA e Cuba, em relação ao bloqueio?

Embaixador: primeiramente, o que podemos dizer é que há uma tentativa de se ocultar o endurecimento promovido pelo atual governo americano dessa política genocida contra o povo cubano. Existe um agravamento dos embargos em diversas áreas, como ter imposto ainda mais impedimentos, em novembro do ano passado, para que os norte-americanos façam turismo na Ilha de Cuba. O bloqueio provoca enorme prejuízo no desenvolvimento social do povo cubano e praticamente impede um crescimento econômico da área não estatal de Cuba.