quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Regresso de Cuba ao capitalismo é sacrificar o povo cubano, defende intelectual cubano

Para Diretor de "Cuba Socialista", o melhor que o capitalismo tem a oferecer é dar oportunidade para sua superação
Lançamento de "Cuba Socialista" em 2016 | Foto: Juvenal Balán 
Por Sturt Silva

O suposto regresso de Cuba ao capitalismo e a "guerra cultural" impulsionada pelo imperialismo na ilha socialista foram os temas principais abordados na entrevista abaixo, realizada pelo site Diário Liberdade, com Enrique Ubieta, filósofo e atual diretor de "Cuba Socialista", revista teórica e política do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), fundada por Fidel Castro em setembro de 1961. 

Assista:

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Aos 59 anos, a Revolução Cubana mantém seu prestígio popular

Manifestação do dia do trabalhador em Havana/2017 | Foto: L. Eduardo Domínguez/Cubadebate
Da TeleSUR

Com a entrada vitoriosa dos revolucionários no dia 1º de janeiro de 1959, em Santiago de Cuba, a história do povo cubano mudou radicalmente, deixando para trás a dependência dos Estados Unidos, a degradação social e as políticas a favor das classes privilegiadas.

A revolução cubana colocou um fim ao governo ditatorial de Fulgêncio Batista e, com ele, terminou com a política de entreguismo que mantinha o país como quintal dos Estados Unidos, desde a explosão do encouraçado norte-americano USS Maine, ancorado no porto de Havana, capital cubana, no ano de 1898. Na época, os EUA acusaram os espanhóis, então governantes da ilha caribenha, do acidente que levou à morte de 253 marinheiros estadunidenses; e a campanha de difamação acarretou na ocupação norte-americana na ilha.

Assista vídeo da TV cubana:


Por meio da Emenda Teller e da Emenda Platt, tratados internacionais que foram proclamados entre o final do século XIX e início do século XX, o governo estadunidense conseguiu assegurar todas as vantagens necessárias para saquear o povo cubano. O resultado foi uma alta taxa de mortalidade infantil, analfabetismo e condições precárias de um povo sujeito ao regime de exploração do latifúndio.

Atualmente, a Revolução Cubana conseguiu manter seus êxitos, como os avanços no sistema de saúde e de educação, atingindo altos níveis de acesso a esses direitos, que são assegurados ao povo cubano de forma pública e gratuita. Isso coloca a situação da ilha acima da situação de países desenvolvidos, de acordo com dados oferecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

domingo, 31 de dezembro de 2017

Cuba termina 2017 com a menor taxa de mortalidade infantil de sua história

Cuba reduz mortalidade infantil e promove avanços na saúde | Foto: EFE/TeleSUR
Por Sturt Silva

O ministro de saúde de Cuba, Roberto Morales Ojeda, anunciou que Cuba terminou o ano de 2017 com uma taxa de mortalidade infantil de 4.1 para cada 1.000 nascidos vivos, a menor de sua história. Em 1970 era de 38.7. São 32 crianças falecidas, menores de um ano, a menos, se compararmos com o ano de 2016.

Outros países: Segundo reportagem da Revista Fórum, nos EUA a taxa está em 5,8 e no Brasil em 13,9.

Entre os fatores apontados para a redução estão a melhoria no funcionamento das maternidades; desenvolvimento de uma Rede Comunitária de Genética e melhoria do programa de prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças genéticas e o desenvolvimento de programa de atenção integral para atender grávidas com diabetes.

Outro dado que registrou queda foi a mortalidade materna. Era de 42.6, em 2017 caiu para 38 mortes para cada 100 mil nascidos vivos.

O ministro também afirmou que continua a crescer a expectativa de vida da população cubana: 78.4 anos em média (sendo 80.4 para as mulheres e 76.5 para os homens). Já são quase 20% da população acima de 60 anos.

Os resultados foram apresentados em ato pela comemoração do 59º aniversário da Revolução Cubana.

Investimentos altos na saúde e nas áreas sociais

Segundo a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), Cuba investe mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em saúde e lidera entre os países do continente americano.

Leia também: 
Para Organização Mundial da Saúde sistema de saúde de Cuba é modelo 
Aleida Guevara, filha de Che: "os médicos cubanos servem ao povo" 
Salim Lamrani: Cuba, a ilha da saúde 

Ojeda também ressaltou a contribuição de todo o sistema de saúde para os avanços de 2017. Considerado como modelo para o mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o sistema de saúde de Cuba tem quase 500 mil trabalhadores. Para o próximo ano, o governo cubano pretende gastar 27% de seu orçamento com saúde e assistência social.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Mensagem ao movimento brasileiro de solidariedade com Cuba!

"Lutar pela paz é o dever mais
sagrado de todos seres humanos"
Fidel Castro | 14/02/16
Leia mensagem, de fim de ano, enviada por Yarisleidis Medina Valle, da direção do ICAP:

Prezad@s amig@s do Movimento Solidário a Cuba: Este tem sido um ano carregado de muitas lutas para o povo brasileiro e para toda Nossa América, mas sempre a batalha pelas causas cubanas esteve presente. 

Desde o ICAP (Instituto Cubano de Amizades com os Povos) agradecemos tudo o que fizeram pela defesa de nossa Revolução, sabemos que o feito é por convicção porque sentem que CUBA é ESSE OUTRO MUNDO MELHOR POSSÍVEL, o MUNDO SOCIALISTA, de JUSTIÇA SOCIAL. 

Desejamos para o próximo ano muita SAÚDE para vocês e suas famílias, muita UNIDADE para lograr as VITÓRIAS que precisam nossos povos, nas fortes lutas que vamos ter. 

Para me despedir, compartilho com vocês alguns fragmentos do último discurso de nosso presidente Raúl Castro. 

FORTE ABRAÇO, 
Yarisleidis Medina Valle, 
Da direção do ICAP para América do Sul.

sábado, 23 de dezembro de 2017

Cuba destinará 65% do seu orçamento de 2018 para saúde, educação, assistência e seguridade social

Parlamento cubano debate o orçamento para 2018 | Foto: Irene Pérez/ Cubadebate
Do Dário Liberdade

O governo de Cuba propôs ao Parlamento na última quinta-feira (21) que 65% do orçamento do Estado para 2018 seja direcionado para as áreas de saúde pública e assistência social (27%), educação (21%) e seguridade social (17%).

A iniciativa foi apresentada pela ministra de Finanças e Preços, Lina Pedraza, na Sessão Plenária da Assembleia Nacional, encabeçada pelo presidente cubano Raúl Castro e foi submetida a avaliação prévia das comissões parlamentares.

Segundo a agência Prensa Latina, Pedraza afirmou que os rendimentos do orçamento aumentarão 4,3% em relação a 2017 e as despesas da atividade orçada crescerão três pontos percentuais.

Orçamento de Cuba para o ano de 2018: Saúde e Assistência Social (27%); Educação (21%);
Administração Pública e Defesa (19%); Seguridade Social (17%); Dívida Pública (6%);
Cultura e Esporte: (5%) e Outros (5%) | Gráfico: Cuba Debate
Os recursos previstos irão respaldar os serviços básicos à população, exportações, produções que substituem importações e investimentos em infraestrutura, moradia e o enfrentamento dos danos causados pelo Furacão Irma e outros desastres climáticos, frisou a ministra.

Raúl Castro: Revolução Cubana enfrentou 11 presidentes dos EUA e Cuba continua livre

Presidente de Cuba em discurso no parlamento cubano | Foto: Estudios Revolución/Juventud Rebelde
Leia o discurso do presidente de Cuba, Raúl Castro, na Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento), no dia 21 de dezembro de 2017:

Companheiros e companheiros:

Cabe-me realizar as conclusões do último Período Ordinário de Sessões da 8ª Legislatura da Assembleia Nacional. Nesta oportunidade abordarei vários temas da realidade nacional e internacional.

Entre os dias 8 e 10 de setembro, o país foi atingido pelo furacão Irma, descrito como o evento meteorológico mais poderoso e violento da história do Atlântico, que impactou, em maior ou menor grau, 12 províncias com ventos fortes, chuvas intensas e enchentes costeiras severas.

Apesar das ações urgentes empreendidas para proteger a população, que incluiu a proteção de mais de 1,8 milhão de pessoas, devemos lamentar a morte de dez compatriotas. Mais de 179 mil lares foram afetados e houve danos significativos na infraestrutura, edifícios do sistema nacional de saúde, escolas, agricultura, indústria açucareira, instalações turísticas e nas comunicações. Pela primeira vez, produziu-se a interrupção do sistema elétrico nacional em todo o país.

Leia também: Em 2018 Cuba destinará 65% do seu orçamento para áreas sociais

Assista discurso completo:


Em resumo, os danos causados ​​pelo furacão Irma foram quantificados em 13,18 bilhões de pesos, um valor calculado a partir da paridade do peso com o dólar norte-americano.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

No Paraná, acampamento do MST erradica analfabetismo com método cubano

A comunidade fica em Centenário do Sul, norte do estado, onde o índice de analfabetismo chegava a 19% em 2010
Dona Matilde, uma das formandas | Foto: MST
Por Igor de Nadai da Página do MST

No último dia 9, caloroso sábado, típico do Norte do Paraná, moradores do campo e da cidades, junto de 24 educandos e 10 educadores e educadoras, comemoraram a formatura de quatro turmas de alfabetização baseadas no método cubano “Yo, si Puedo!”, o “Sim, eu posso!”, na versão brasileira.

A festa ocorreu no acampamento Fidel Castro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no município de Centenário do Sul, onde vivem os formandos. Ali, 400 famílias enfrentam há 9 anos a luta contra o agronegócio da cana-de-açúcar.

Como é sabido, esse modelo é gerador de diversas mazelas ambientais, econômicas e sociais para a sociedade, entre elas a reprodução de uma das mais cruéis chagas do capitalismo: o analfabetismo e a ignorância. Segundo o último Censo, realizado pelo IBGE em 2010, havia 2.109 analfabetos na cidade, cerca de 19% da população com mais de 15 anos.

Um batalha contra o analfabetismo

“As massas fizeram essa sua luta. Só assim foi possível ganhar essa batalha”. Assim descreve Fidel Castro acerca da tarefa de erradicar o analfabetismo em Cuba: uma batalha! Batalha, pois exige o compromisso de todo o povo, enfrentando séculos de ignorância e exclusão, contra a vontade dos latifundiários e dos poderosos.

Formandos seguram cartazes com "Sim, eu posso" | Foto: MST
Maikon Veirick, jovem coordenador do programa no acampamento, conta que para implementar o projeto foi feito um amplo debate e consulta em toda a comunidade. A intenção era levantar o número de analfabetos e saber se a comunidade topava o desafio de enfrentar essa grande batalha contra o analfabetismo.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Medidas migratórias: enquanto EUA fecham as portas, Cuba abre [vídeo]

Migração é tema da jornalista cubana Leslie Salgado em vídeo para "TV Nocaute"; assista vídeo abaixo
Do Nocaute

Qualquer assunto migratório relacionado a Cuba não chama atenção só de cubanos e cubanas em outras partes do mundo, e o assunto tem estado geralmente politizado e também associado aos Estados Unidos.

As novas medidas migratórias anunciadas recentemente pelo chanceler cubano Bruno Rodriguez Parilla estiveram debaixo da lupa midiática. 

De que se tratam? Primeiro, da eliminação da “habilitación”, que era uma medida adicional à comum emissão de passaporte. Segundo, permitir a entrada através das marinas Hemmingway e Gaviota Varadero de cubanos residentes em outras partes do mundo em embarcações turísticas. 

Terceiro, essa medida tem um grande caráter humano porque é a eliminação do “avecindamiento”. Um processo que tinham que fazer filhos de cubanos e cubanas residentes de outras partes do mundo se quisessem ter nacionalidade cubana. Tinham que pedir em até 90 dias na ilha, coisa que às vezes era difícil pelo translado dos pais ou pela escola das crianças. Esse requisito se elimina.