terça-feira, 5 de março de 2019

Revolução Cubana é homenageada no carnaval

Líderes da Revolução Cubana foram homenageados por tradicional bloco de Salvador | Fotos: Bloco do Galo
Por Surt Silva 

O Bloco do Galo, que está comemorando 10 anos, homenageou os 60 anos da Revolução Cubana no carnaval deste ano.

O desfile que foi na segunda-feira de Carnaval, desfilou pelas ruas de Salvador (Bahia), e homenageou além de personalidades cubanas, líderes populares ligados à esquerda brasileira e mundial. 

O tradicional bloco também defendeu a liberdade do ex-presidente Lula e protestou contra o governo Bolsonaro e sua escalada de retrocessos.

Patrono do bloco, deputado Marcelino Galo (PT) destaca que a irreverência e o protesto são marcas do agrupamento carnavalesco, que sempre homenageia personalidades e figuras históricas da esquerda mundial, como Frida, Mandela, Paulo Freire, Karl Marx, Lênin e Lula.
Bloco completou 10 anos e também defendeu liberdade para Lula | Foto: Bloco do Galo
Neste carnaval, personagens que foram importantes para Revolução Cubana, como Fidel Castro, Che Guevara, Raul Castro, José Martí, Juan Almeida, Celia Sanchez e Vilma Espin foram lembrados no desfile.

EUA endurece mais o bloqueio contra Cuba; leia nota do governo revolucionário

Mural contra o bloqueio dos EUA na festa do Avante, Portugal - 2017 | Foto: Prensa Cuba
Do Granma

Declaração do Ministério das Relações Exteriores de Cuba:

O Ministério das Relações Exteriores rejeita nos termos mais fortes a nova escalada na conduta agressiva dos Estados Unidos contra Cuba.

O Departamento de Estado anunciou, em 4 de março, a decisão de permitir, a partir de 19 de março e sob o Título III da Lei Helms-Burton, que sejam impetrados processos legais em tribunais dos Estados Unidos somente contra empresas cubanas incluídas na Lista das Entidades Cubanas Restritas, elaborada por esse governo em novembro de 2017 e atualizada um ano depois. Essa lista arbitrária e ilegítima, destinada a intensificar o bloqueio e estender seus efeitos extraterritoriais, proíbe cidadãos norte-americanos de realizar transações financeiras diretas com as entidades acima mencionadas.

O anúncio do Departamento de Estado também indicava que suspenderia por apenas 30 dias a possibilidade de instaurar processos judiciais pelo mesmo conceito contra outras entidades cubanas ou estrangeiras com vínculos comerciais ou econômicos em Cuba.

Desde a sua entrada em vigor, em 1996, a Lei Helms-Burton procurou universalizar o bloqueio econômico, através da pressão brutal e ilegal dos EUA sobre países terceiros, seus governos e suas empresas. A dita lei procura sufocar a economia cubana e promover ou aumentar as deficiências da população com o objetivo de impor um governo em Cuba que responda aos interesses dos Estados Unidos.

Por causa de suas reivindicações ilegítimas e contrárias ao direito internacional, a lei Helms-Burton e o bloqueio atraem a rejeição universal, reiterada por quase três décadas, nas mais importantes organizações regionais e internacionais. O exemplo mais recente foi a Assembleia Geral das Nações Unidas quando, em 1º de novembro, recebeu dez votos consecutivos de rejeição, nos quais o governo dos Estados Unidos esteve em absoluto isolamento.

sábado, 2 de março de 2019

Rio de Janeiro: Realizado ato de comemoração pelos 60 anos da Revolução Cubana

Ato também foi de solidariedade à Venezuela | Foto: ACJM/RJ

Dia 25 de fevereiro de 2019, o MODECON e a ACJM-RJ organizaram conjuntamente com outras entidades amigas de Cuba o evento comemorando a vitória da revolução cubana “60 anos da Revolução Cubana e a luta anti-imperialista na América Latina". 

O presidente do MODECON, Lincoln Penna, abriu o evento constituindo a mesa. O professor Alberto Mendes falou sobre a sua experiência como brigadista da XXVI Brigada de Solidariedade a Cuba enfatizando a importância da solidariedade entre os povos e o papel de Cuba na luta por um mundo mais justo. Em seguida, Carlos Gustavo Moreira, presidente da ACJM-RJ, saudou a revolução mostrando que socialismo cubano é uma construção cotidiana. A historiadora Anita Leocádia Prestes fez um rápido balanço do contexto político no qual se deu a revolução cubana e deixou registrado que Luís Carlos Prestes apoiou a revolução cubana desde o primeiro momento. O Cônsul da Venezuela, Edgar A. G. Marín, encerrou o evento falando sobre os problemas da Venezuela na atual conjuntura, enfatizando que o povo venezuelano está preparado para defender o seu direito à paz e, principalmente, a sua soberania.

O evento contou com a participação de representantes de 18 entidades e com a presença de mais de 80 pessoas.

Leia também:
Após 60 anos, Cuba é um país livre, independente e dono do seu destino, diz ex-presidente
São Paulo: Sindicalistas comemoram 60 anos da Revolução Cubana

Toda solidariedade ao povo venezuelano na luta contra os ataques imperialistas. Tirem as mãos da Venezuela!
Mesa do ato | Foto: ACJM/RJ

sexta-feira, 1 de março de 2019

Povo cubano aprova nova constituição do país; apoio passou de 86%

Jovem cubana vota no referendo constitucional | Foto: UCI-Cuba
Por Sturt Silva 

A Comissão Nacional Eleitoral de Cuba divulgou ontem (28/02) os resultados finais do referendo que aprovou a nova Constituição de Cuba. O órgão eleitoral confirmou que a Constituição foi aprovada por 86,85% dos cubanos e cubanas que votaram no último domingo (24). 

Votaram sim 6 milhões e 816 mil e 169 votos (cerca de 86,85), enquanto que o não obteve 706 mil e 400 votos (cerca de 9%). Nulos foram 127 mil e 100 votos (1,68); já os brancos alcançaram a marca de 198 mil e 674 votos (2,54).

Comparecerem às urnas 90,15% dos eleitores aptos para votar, ou seja: 7 milhões e 848 mil e 343 cidadãos. 

A constituição que em seu projeto de elaboração contou com a participação de mais de 9 milhões de cubanos, em 133 mil assembleias, já tinha sido aprovado na Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento), no último dia 22 de dezembro.
Os números do referendo | Infográfico: Cuba Debate - Adaptação: Sturt Silva

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Cuba repudia interferência dos EUA em seu referendo constitucional

Jovem cubana vota no referendo constitucional | Foto: UCI-Cuba
Do Granma 

O Ministério das Relações Exteriores da República de Cuba rejeita fortemente a declaração cheia de desrespeito do Departamento de Estado dos Estados Unidos, concedida pelo secretário de Estado Michael Pompeo, no qual se pretende questionar o referendo constitucional livre e soberanamente celebrado pelos cubanos em 24 de fevereiro passado.

O texto da declaração é uma expressão da ideologia imperialista profundamente enraizada na política externa do atual governo dos Estados Unidos. É também um reflexo da pretensão já anunciada de impor novamente no Hemisfério Ocidental a Doutrina Monroe, agora acompanhada pela intolerância macartista. 

O povo cubano falou alto e claro em 24 de fevereiro, com forte eloquência. Apostou livremente nas urnas a favor da construção do socialismo e fez isso em massa, para expressar sua vontade, apesar da campanha perniciosa do governo dos Estados Unidos que visava influenciar o voto. Há muito tempo, os cubanos cortaram qualquer reivindicação norte-americana de governar o destino de nosso país.

O Departamento de Estado deve cessar a prática de interferir nos assuntos internos de outros Estados e interferir nos processos eleitorais ou de voto de outras nações. É uma mania contrária ao direito internacional, com o qual o governo dos Estados Unidos desafia as regras que governam as relações entre Estados soberanos.

Havana, 26 de fevereiro de 2019.

Leia mais:

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Estudo aponta Cuba como país latino-americano mais saudável e à frente dos EUA

Menina cubana recebe atendimento médico em hospital de Havana | Foto: Irene Pérez/Cubadebate
Edição/Sturt Silva
Por Sturt Silva

Qual é o pais mais saudável do mundo? Segundo um estudo, divulgado pelo site Bloomberg, é a Espanha. Na classificação os espanhóis ficaram com mais de 92 pontos. Quanto mais pontos mais saudável é o país.


Além da Espanha, faz parte do Top 10 das nações mais saudáveis do planeta: Itália, Islândia, Japão, Suíça, Suécia, Austrália, Singapura, Noruega e Israel.

Já Cuba (30º no mundo) é o melhor país da América Latina e o 2º melhor do continente americano, perdendo apenas para o Canadá, que aparece em 16º. Entre os latino-americanos, Cuba é seguida de perto pelo Chile e Costa Rica (que estão empatados no 33º) e está bem à frente de Uruguai (47º) e Panamá (50º), que estão entre os 50 melhores. A ilha socialista, que subiu uma posição em relação ao estudo de 2017 (31º), foi a única nação "não desenvolvida" classificada no bloco de países de renda alta. Um dos fatores que teria contribuído para a boa posição de Cuba, segundo a reportagem, seria o foco cubano na prevenção de doenças.
10 países mais saudáveis do mundo  (+ Cuba e EUA) e suas pontuações | Arte: Bloomberg - Adaptação: Sturt Silva  
Na investigação anterior, dois anos atrás, a Espanha (que subiu 5 posições) era apenas a 6º no rank e a Itália era a líder. Além dos espanhóis, a Coreia do Sul (de 24º para 17º), Reino Unido (de 23º para 19º) e Japão (de 7º para 4º) também ganharam posições na comparação entre os dois levantamentos quanto aos países do topo. Por outro lado, Singapura (de 4º para 8º), Alemanha (de 16º para 23º) e Grécia (de 20º para 26º) foram os países que tiveram maior queda. 

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Participação popular marca a maior reforma constitucional de Cuba nos últimos 40 anos

Mercy Rodriguez, 54, secretária da Central de Trabalhadores Cubanos (CTC) no município de Santa Clara.
 Foto: Mayara Paixão/Brasil de Fato
Por Mayara Paixão no Brasil de Fato

Seis décadas após a revolução que transformou a realidade de Cuba, a população do país busca reafirmar seu caráter socialista e anti-imperialista em um processo no qual o pilar fundamental foi a participação popular. Neste domingo (24), cubanas e cubanos saem de suas casas para votar o novo texto constitucional, na maior alteração da Carta Magna em 40 anos.

Desde que o país publicou o documento final da nova Constituição, no último mês, quem caminha pelas ruas da ilha caribenha consegue comprá-lo nas agências de correio por um peso nacional, o equivalente a R$ 0,15. O texto completo também pode ser acessado pela internet.

As placas com “#YoVotoSí” (“eu voto sim”, em português) são quase tão comuns quanto os cartazes com preços de produtos nas fachadas de estabelecimentos comerciais. Pelas ruas da capital do país e no interior, é difícil – para não dizer impossível – achar um cubano que não saiba o que está acontecendo.

Isso tem motivo: o povo cubano foi chamado a participar da formulação do texto constitucional. Após a conclusão da primeira versão, elaborada pelo governo, no período de 3 de agosto a 15 de novembro, o texto foi discutido com toda a população maior de 16 anos, em diferentes níveis. Na pequena ilha, que conta com 11,5 milhões de habitantes, 8,9 milhões de pessoas participaram das reuniões.

Ao todo, mais de 133,6 mil reuniões foram realizadas no período. Essas são informações concedidas pelo cônsul de Imprensa de Cuba no Brasil, Antonio Mata Salas, que recebeu a reportagem do Brasil de Fato para uma conversa sobre o atual momento político do país.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Cuba: EUA preparam bases do Caribe para atacar Venezuela; é urgente deter a aventura imperialista

1º de Maio em Cuba, à esquerda cartaz diz: "Chávez te recordamos; Maduro te apoiamos" | Foto: Maria Silvita
Do Opera Mundi 

O governo de Cuba denunciou, em comunicado oficial, a escalada de pressão e ações de operações especiais do governo dos Estados Unidos para aeroportos em Porto Rico, República Dominicana e outras ilhas do Caribe, sem o conhecimento de seus governos. De acordo com a nota, o governo estadunidense mais uma vez prepara uma agressão militar disfarçada de "intervenção humanitária" contra a Venezuela.

Segundo o comunicado, "entre 6 e 10 de fevereiro de 2019, foram realizados voos de aviões de transporte militar para o aeroporto Rafael Miranda, de Porto Rico, a base aérea de San Isidro, na República Dominicana e para outras ilhas do Caribe estrategicamente localizadas, provavelmente sem o conhecimento dos governos dessas nações". Esses movimentos teriam se originado em instalações militares americanas das quais operam unidades de Operações Especiais e Corpo de Fuzileiros Navais, que são usadas para ações secretas, mesmo contra líderes de outros países.

Após a resistência ao golpe, o governo dos Estados Unidos intensificou sua campanha política e midiática internacional e acirrou as sanções econômicas contra a Venezuela, "entre as quais se pode citar o bloqueio em bancos de países terceiros de bilhões de dólares pertencentes à Venezuela e o roubo da receita das vendas de petróleo do país, que está causando sérios danos humanitários e privações difíceis a seu povo", diz a nota.

Para o governo cubano, sob um pretexto humanitário, os EUA pretendem iniciar uma agressão militar contra a Venezuela. No comunicado Cuba relembra ainda que pretextos semelhantes foram adotados pelos Estados Unidos no prelúdio das guerras contra a Iugoslávia, o Iraque e a Líbia, ao preço das imensas perdas de vidas humanas e enorme sofrimento.

Lei a íntegra do comunicado:

É urgente parar a aventura militar imperialista contra a Venezuela