sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Método cubano ajudou a reduzir pela metade analfabetismo no Panamá

Método cubano já alfabetizou 10 milhões no mundo | Foto: Prensa Latina
Por Surt Silva

Segundo a Agência Prensa Latina, método cubano ajudou a reduzir o analfabetismo pela metade no Panamá.

Em 2010 o país tinha 148.747 analfabetos, 8 anos depois são 74.080 pessoas que não sabe ler e escrever.. 

O Panamá utiliza o método cubano Yo sí Puedo (Sim, eu posso) desde 2007. 

"Yo Sí Puedo" em  130 países 

O programa de alfabetização cubano já ajudou mais de 10 milhões de pessoas a aprender ler e escrever em 130 países. Criado em 2002, o projeto consiste em um método de aplicação rápida de lições de aprendizado para alfabetizar adultos.

Leia também:

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cuba é o único país que os EUA proíbem seus cidadãos de visitar, diz embaixador cubano no Brasil

Arte contra o bloqueio | Foto: Cinthya Garcia Casanas/Cuba Debate
Por Guilherme Coutinho no Brasil 247 

Em 31 de outubro ocorrerá a vigésima sétima votação na Assembleia Geral da ONU, sobre o bloqueio econômico a Cuba, imposto pelos Estados Unidos, durante os últimos 56 anos. Há 26 anos a entidade se posiciona contra a medida, que só encontrou apoio na última votação, que ocorreu em 2017, de Israel, além do próprio Estados Unidos. 191 (dos 193 países votantes) se manifestaram pelo fim imediato do bloqueio, que ainda assim, foi mantido pelo governo americano a despeito da ampla desaprovação da comunidade internacional.

No último dia 10, o presidente Donald Trump renovou por mais um ano a “Lei de Comércio com o Inimigo”, um documento de 1917, que constitui os princípios da relação imperialista dos EUA em relação à ilha caribenha, demonstrando pouco interesse em mudar a situação. Foi através desse ato normativo, que o então presidente americano John Kennedy se utilizou para impor o bloqueio econômico, em 1962, quando o mundo polarizado vivia o auge da Guerra Fria. Trump vem sistematicamente endurecendo as sanções a Cuba, desfazendo rapidamente os avanços na relação entre os dois países, ocorridos no governo de Barack Obama.

Entre os retrocessos da gestão Trump se destaca a proibição a cidadãos e empresas americanas de realizar transações ou negócios com entidades vinculadas ao estamento militar cubano, entre as quais figuram dezenas de hotéis e empresas cubanas. Muitos bancos, de várias nacionalidades, em todo mundo, encerraram as transações com empresas cubanas, no início de 2018, por causa da medida. Uma política de restrição ao turismo norte-americano em Cuba, também assinada por Trump gerou uma queda de 43 por cento no número de visitantes americanos à ilha, no primeiro trimestre de 2018. 

O embargo americano causa todos os anos um prejuízo financeiro na casa dos bilhões de dólares e é considerado como o maior impedimento para o avanço social cubano, que mesmo sendo referência mundial em áreas como educação e saúde, sofre com a escassez de utensilio básicos em decorrência da dificuldade de desenvolver sua economia, diante da impossibilidade de manter relações comerciais e financeiras com o o país vizinho, que é a maior potência econômica do planeta. 

Foi sobre a possível manutenção do bloqueio, do seu endurecimento que vem ocorrendo na atual gestão americana e sobre o atual momento político cubano, que inclui a discussão de um novo texto constitucional, que o embaixador Rolando Antonio Gómez Gonzales nos recebeu na embaixada cubana. Para uma breve conversa:

Em breve, a ONU discutirá novamente o fim do embargo econômico a Cuba, imposto desde 1962 pelos Estados Unidos. Após 56 anos de política restritiva, como estão atualmente as relações entre os EUA e Cuba, em relação ao bloqueio?

Embaixador: primeiramente, o que podemos dizer é que há uma tentativa de se ocultar o endurecimento promovido pelo atual governo americano dessa política genocida contra o povo cubano. Existe um agravamento dos embargos em diversas áreas, como ter imposto ainda mais impedimentos, em novembro do ano passado, para que os norte-americanos façam turismo na Ilha de Cuba. O bloqueio provoca enorme prejuízo no desenvolvimento social do povo cubano e praticamente impede um crescimento econômico da área não estatal de Cuba.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Jornalistas Brasileiros Amigos de Cuba: contra o bloqueio estadunidense


O Coletivo de Jornalistas Brasileiros Amigos de Cuba posiciona-se veementemente contra o bloqueio econômico imposto a Cuba pelo governo dos EUA, contra o desejo amplamente majoritário da Organização das Nações Unidas. 

Esta medida se equivale a uma guerra permanente contra o povo cubano, cujo objetivo é sufocar Cuba e matar sua gente de fome e de sede, algo que nunca foi alcançado e nunca será. 

 A valentia, a resistência e coragem do seu povo mostrou que esta nefasta política, que impede o país de se relacionar livremente com o mundo, impõe fortes sacrifícios à população, não conseguiu atingir seu maior intento: impedir a Revolução Cubana de transmutar a vida de seu povo e conquistar o respeito mundial. 

Apesar do embargo, amanhã, quando o dia raiar e o Sol iluminar nossa ilha querida, nenhuma criança terá dormido na rua, doente, faminta, prostituída, drogada ou sem escola. 

Acreditamos que o bloqueio a Cuba é uma demonstração de força e ódio contra um povo guerreiro que nunca será vencido, ao qual nos unimos à quase totalidade da humanidade em um abraço fraterno de solidariedade. 

 Viva Cuba e seu povo guerreiro! Hasta La Victoria Siempre!

Assista documentário sobre o bloqueio:

História dos cinco heróis cubanos chega aos cinemas em dois filmes

Gerardo Hernández, Fernando González, Antonio Guerrero, René González e Ramón Labañino | Foto: TeleSUR
Por Mariana Serafini no Portal Vermelho 

A saga em busca de liberdade e verdade dos cinco heróis cubanos que permaneceram mais de 15 anos presos de forma injusta nos Estados Unidos vai chegar aos cinemas. Fruto de cooperação entre Brasil, Cuba, Canadá e França, dois filmes serão lançados em 2019.

Os filmes serão baseados nas obras do jornalista e escritor brasileiro Fernando Morais, “Os últimos soldados da guerra fria”, e do jornalista canadense Stephen Kimber, “O que há do outro lado do mar: a história real dos cinco cubanos”.

Wasp Network

Inspirado na obra de Fernando Morais, o filme “Wasp Network” será dirigido por Olivier Assayas e contará com elenco de peso: Penélope Cruz, Pedro Pascal, Wagner Moura, Gael García Bernal e Edgar Ramirez. O diretor francês já foi nomeado duas vezes à Palma de Ouro do Festival de Cannes com obras como “Personal Shopper” e “Acima das nuvens”.
Penélope Cruz (centro), Wagner Moura e Pedro Pascal (à esquerda), Edgar Ramirez e Gael García Bernal (à direita)
No livro reportagem, Fernando Morais narra a relação dos cinco cubanos com suas famílias e os desafios de cumprir uma missão em solo norte-americano fazendo parte do serviço secreto de Cuba, além de todo o processo de invasões e interferências sistemáticas de Washington na pequena ilha comunista. 

Los Cinco

De acordo com o jornal cubano Granma, a película baseada na obra de Kimber vai se chamar “Los cinco” e será produzido no Canadá em cooperação com o Instituto Cubano da Arte e Indústria Cinematográfica.

domingo, 16 de setembro de 2018

Homenagem ao Comandante: Vietnã inaugura Praça Fidel Castro!

No centro da praça tem um busto de Fidel Castro | Foto: Martha Llanes/ Prensa Latina

Forjada em tempos de guerra e de paz, a amizade entre o Vietnã e Cuba instalou um novo símbolo na cidade de Dong Ha, capital de Quang Tri, província localizada na região cetro-norte do país asiático. Trata-se de uma praça com o nome de Fidel Castro, inaugurada ontem (15).

Altos dirigentes dos dois países descerraram o pano de inauguração de um busto em bronze daquele que foi provavelmente a figura internacional que mais contribuiu para as últimas lutas da nação indochinesa pela independência e a reunificação do país.

Fidel Castro sentiu uma enorme admiração e carinho por este povo e um grande respeito pelo presidente Ho Chi Minh, disse o primeiro vice-presidente de Cuba, Salvador Valdés, no ato de inauguração.

Esta praça é um monumento à fraternidade entre os dois países e uma reafirmação da vontade comum de fortalecer nossas relações políticas, econômicas e de cooperação, disse Valdés, que é também membro do Birô Político do Partido Comunista de Cuba (PCC).

O presidente do Comitê Popular (governo) da província, Nguyen Duc Chinh, ressaltou que a praça é inaugurada justamente aos 45 anos da passagem de Fidel Castro por Quang Tri, a primeira linha de fogo nos combates pela independência.

Por sua parte, a dirigente do Partido Comunista do Vietnã (PCV), que integra o Birô Político e é presidenta da Associação de Amizade Vietnã-Cuba, Truong Thi Mai, ressaltou que embora o panorama visto por Fidel seja muito diferente do atual, os sentimentos dos vietnamitas para com o povo cubano e seus líderes se mantêm inalterados.

Durante sua visita em setembro de 1973, o então primeiro-ministro cubano foi o primeiro e único estadista que durante os tempos da guerra cruzou o Paralelo 17 e esteve em Quang Tri, ainda sob a ameaça dos bombardeios estadunidenses.

Praça foi inaugurada pelo vice-presidente cubano Salvador Valdés |  Foto: Martha Llanes/ Prensa Latina

Convidado especialmente pela ocasião, Valdés esteve no dia anterior na província vizinha de Quang Binh e cruzou o rio Ben Hai, que até 1975 marcou a fronteira entre o Norte e Sul do Vietnã.

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Pelo fim do bloqueio imperialista de quase seis décadas contra Cuba revolucionária!


Do site do Cebrapaz

A presidenta do Conselho Mundial da Paz (CMP), Socorro Gomes, emitiu nesta quarta-feira (12) uma nota de apoio reforçado à luta do povo cubano contra o bloqueio estadunidense imposto pela potência imperialista à ilha revolucionária. Inúmeras entidades, partidos e personalidades têm manifestado seu repúdio à continuidade desta política, reafirmada por Donald Trump na extensão da validade da lei em que ela se baseia, a “Lei do Comércio com o Inimigo”. 

Leia a seguir a nota de Socorro Gomes:

Pelo fim do bloqueio imperialista de quase seis décadas contra Cuba revolucionária!

Mais uma das políticas anacrônicas dos EUA, talvez a mais persistentemente sustentada pelo império em sua virulência obsessiva contra a valente ilha rebelde, o bloqueio contra Cuba persiste.

Nesta segunda-feira (10), o presidente chauvinista Donald Trump renovou, como fazem os governos de turno dos EUA, a “Lei de Comércio com o Inimigo”, de 1917, que sustenta este crime.

Entidades da paz e personalidades dedicadas à causa da justiça repudiaram a continuidade dessa infâmia, a ser debatida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro.

O movimento internacional da paz, composto por forças populares e diversas personalidades comprometidas com a luta por uma ordem mundial democrática, como o Conselho Mundial da Paz, têm insistido na denúncia contundente do bloqueio criminoso imposto pelos EUA ainda em 1962 contra Cuba revolucionária.

O bloqueio é uma repugnante ingerência na política doméstica e nos rumos defendidos pelo povo cubano em valente resistência e em altiva construção de um sistema sociopolítico e econômico mais justo e defensor da emancipação nacional e humana.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Diga não ao bloqueio criminoso contra Cuba

Mural na festa do Avante/2018 - Portugal | Foto: Embaixada de Cuba
Por Fernando Morais 

No  próximo dia 25 será instalada a 73ª Assembleia Geral da ONU. Na pauta estará, pela enésima vez, a proposta de suspensão do criminoso bloqueio imposto pelos EUA a Cuba desde 1962. O resultado da votação, por ser o de sempre, é previsível: excluídos Estados Unidos e Israel, os demais países membros votarão pelo fim do bloqueio.

Mas o bloqueio prosseguirá, já que seu autor, Estados Unidos, não se sente obrigado a cumprir determinações da ONU.

Três anos atrás, em dezembro de 2014, os povos civilizados celebraram, com razão, a decisão dos presidentes Raúl Castro e Barak Obama de reatarem as relações diplomáticas entre Cuba e Estados Unidos, rompidas meio século antes.

A poderosa máquina de propaganda ianque, porém, vendeu ao mundo a falsa versão de que o aperto de mão de Raúl e Obama selava o fim do bloqueio econômico e zerava as contas dos Estados Unidos com Cuba.

Não foi isso o que aconteceu.

Assista:
Bloqueio - a guerra contra Cuba

É essencial repetir, reiterar e deixar claro que as relações entre os dois países só voltarão à normalidade quando os Estados Unidos tomarem três decisões:

1ª Decisão – Decretarem o fim do bloqueio econômico e de toda a legislação decorrente, como as leis Torricelli e Helms-Burton.

2ª Decisão – Fecharem a prisão de Guantánamo e devolverem a Cuba a área de 117 km2, parte integrante do território cubano e hoje ocupada pela Base Aeronaval da USAF.

3ª Decisão – Transferirem ao Tesouro Cubano a cifra de US$ 822 bilhões (R$ 3,4 trilhões) como pagamento de indenização pelo prejuízo causado à economia cubana em mais de meio século de bloqueio e de agressões de diversas naturezas. Nesse valor não está incluído um só dólar de indenização pelas centenas de milhares de vidas de cubanos mortos consequência de agressões militares e terroristas planejadas e/ou executadas pelos Estados Unidos.


Movimentos sociais brasileiros condenam bloqueio a Cuba

Manifestação pelo fim do bloqueio a Cuba - Salvador/2016 | Foto: Cida Meira
Por Sturt Silva

Nas próximos dias, Cuba pedirá na ONU, pela 27ª consecutiva, a aprovação de uma nova resolução que condene e exija o fim do bloqueio dos Estados Unidos contra o país. Ano passado 191 países votaram a favor da proposta cubana.

No Brasil, movimentos sociais, instituições representativas, partidos políticos e personalidades vem expressando nos últimos dias apoio com a causa cubana.

Leia as declarações de alguns movimentos:


MST: repúdio ao criminoso bloqueio econômico contra Cuba

O Movimento Sem Terra – MST Brasil, vem por meio desta nota expressar seu total repúdio ao criminoso bloqueio econômico imposto a Cuba há mais de meio século pelos Estados Unidos da América.

Tal bloqueio implica negativamente no desenvolvimento social e econômico de Cuba, transformando-o em um país com profundas carências no âmbito material da população, portanto consideramos um crime contra a soberania e a autodeterminação cubana.

Exigimos que a ONU, como organismo competente, ponha fim definitivo ao bloqueio econômico e possibilite que Cuba possa implementar soberanamente seu plano de desenvolvimento econômico e social como um direito democrático fundamental.