sexta-feira, 25 de maio de 2018

Morre o terrorista Luis Posada Carriles, responsável por vários atentados contra Cuba

Possada carriles, o cubano que trabalhou para a CIA
 contra seu próprio povo | Foto:Norelys Morales  
Por André Ortega na Revista Opera 

Foi anunciada no último dia 23 a morte de Luis Posada Carriles, terrorista confesso que trabalhou para a Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos contra a Revolução Cubana. Posada morreu livre em Miami, Flórida, aos 90 anos de idade. O cubano vivia em uma casa para veteranos de guerra dos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez uma declaração oficial em 2007 chamando-o de “mentor assumido de complôs e ataques terroristas”. O diretor do National Security Archive também descreveu Posada como “um dos terroristas mais perigosos da história recente”. O cubano foi condenado por crimes relacionados a terrorismo em Cuba, Venezuela e Panamá. É responsável por dezenas de atentados a bomba e tentativas contra a vida de Fidel Castro.

É um dos militantes contrarrevolucionários mais famosos e infame pelo atentado contra o voo 455 da companhia Cubana de Aviación, em 6 de Outubro de 1976, que matou todos os 73 passageiros a bordo. Dentre as vitimas estavam todos os 15 membros da equipe olímpica de esgrima de Cuba, que haviam acabado de ganhar medalhas de ouro no campeonato caribenho e centro-americano.

O cubano vivia em Caracas, Venezuela, onde dirigia uma agência privada de detetives e liderava círculos contrarrevolucionários. Investigadores de Cuba, da Venezuela e dos Estados Unidos identificar os executores que eram dois empregados venezuelanos de Posada Carriles. O cubano, envolvido em uma declaração de exilados de Miami que anunciava uma nova campanha terrorista contra o governo revolucionário, foi considerado culpado nas cortes civis venezuelanas. Posteriormente, arquivos desclassificados da CIA e do FBI mostrava que ambas agências dos Estados Unidos reconheciam Posada Carriles como o responsável pelos atentados, mantendo agentes no círculo dos terroristas e que participaram da reunião pertinente ao atentado.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Com Maduro reeleito, venezuelanos defendem legado de Chávez, diz presidente de Cuba

Díaz-Canel, Maduro e Raúl Castro em encontro da ALBA, realizado em Havana, ano passado | Foto: Reuters
Em carta aberta dirigida a Maduro, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, manifestou suas "mais fraternas felicitações por sua contundente vitória nas eleições presidenciais”.

O cubano também escreveu que “o povo bolivariano e chavista demonstrou mais uma vez sua determinação de defender o legado de Chávez que tão dignamente representa”.
Já o ex-presidente do país, Raúl Castro, atual número 1 do Partido Comunista Cubano, também se dirigiu ao vencedor do pleito venezuelano, afirmando que, "com orgulho revolucionário, te envio em nome do Partido Comunista de Cuba e em meu próprio as mais calorosas felicitações por sua transcendental vitória eleitoral".

domingo, 20 de maio de 2018

Em defesa da Revolução Cubana, por Lula livre: leia declaração final da Brigada 1º de Maio

Primeiro de Maio em Havana| Foto: Irene Pérez/Cubadebate 
Por Sturt Silva

Com a presença de 265 brigadistas de 31 países, entre eles o Brasil que enviou 19 representantes, se realizou em Cuba, entre o final de abril e início de maio, a XIII Brigada Internacional Primeiro de Maio

Além de  Havana, os participantes da brigada visitaram as províncias de Artemisa, Villa Clara e Camagüey. Entre as atividades oficiais do evento se destacaram a participação no desfile do Dia do Trabalhador, realizado no dia 1º de Maio na Praça da Revolução, em Havana, e no Encontro Internacional de Solidariedade, ocorrido no Palácio das Convenções, um dia depois.

Assista: brigadistas no 1º de maio cubano

Além de defender a Revolução Cubana como exemplo para os povos, de reafirmar apoio à continuação do processo revolucionário sob o comando de Díaz-Canel, solidarizar com o ex-presidente Lula (Brasil), com a Revolução Bolivariana, com as causas dos povos palestino, saaraui e porto-riquenho, entre outros, a declaração final da brigada (leia abaixo) também fez um chamado para a realização de atividades para a divulgação das verdades da Revolução e em defesa de Cuba.

Leia a declaração da delegação brasileira no Encontro de Solidariedade:

Declaração Final da XIII Brigada Internacional Primeiro de Maio – 2018

Convocados pelos nobres ideias de amizade e solidariedade e motivados pelo multitudinário desfile pelo Dia do Trabalhador na Praça da Revolução José Martí, em que participaram 660.000 mil pessoas em Havana (e arredores) e 7 milhões em todo país, no ano 60 da revolução, os 265 brigadistas de 31 países, participaram da XIII Brigada Internacional Primeiro de Maio.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Díaz-Canel presidente de Cuba reflete a força da democracia socialista cubana

Novo presidente em evento sobre cultura digital, realizado ano passado| Foto: Radio Reloj

As contínuas pressões políticas e, acima de tudo, as operações de ‘intensidade limitada’ da CIA e do Departamento de Estado dos EUA, realizadas em quase todos os países da América Latina, estão deteriorando a situação política e a estabilidade de muitos países latino-americanos, de forma que a conjuntura política e a econômica do continente são cada vez mais complexas.

Durante a Cúpula das Américas (Cumbre das Américas), realizada em Lima, evidenciou-se que os Estados Unidos estão tentando desintegrar tudo o que os governos progressistas criaram nos últimos anos, das reformas sociais aos projetos de cooperação regional (Mercosul, Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União de Nações Sul Americanas (Unasul).

Um contexto que, por analogia histórica, volta a propor a presença e o papel político de Cuba com a função de defensor extremo da soberania e da independência de todos os países latino-americanos. Por esta razão, a eleição de Miguel Diaz-Canel, como presidente da República de Cuba, foi de extrema importância por duas razões. A primeira, pelo processo revolucionário socialista e martíano - que o imperialismo norte-americano gostaria de extinguir - continuará promovendo a evolução econômica e a dinâmica política da Revolução iniciada em 1959. De fato, se trata de um processo revolucionário que, respeitando a lógica do socialismo, ampliou o conceito de democracia popular, vivendo todas as fases da evolução histórica, nas quais tem havido contínuos ensaios para melhor sistematizar o planejamento do bem público e dos elementos programáticos”.

A segunda, porque o governo, o Estado e o povo de Cuba começaram a viver a terceira fase de uma Revolução, que è única no tempo e cada vez mais moderna.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

A sede dos EUA no Brasil é na Globo e Curitiba é a Guantánamo brasileira

Encontro de Solidariedade com Cuba no Palácio das Convenções | Foto: Luis Sánchez/Cubadebate
Por Sturt Silva

Em Encontro Internacional de Solidariedade com Cuba, realizado ontem (02/05), em Havana, a delegação brasileira da Brigada Internacional Primeiro de Maio voltou a denunciar o golpe contra Dilma, a prisão de Lula e defendeu que a sede dos EUA no Brasil é na TV Globo e na Polícia Federal de Curitiba.

Leia a declaração:

Carta de Havana

Bom dia a todos os camaradas, saudamos o povo cubano, suas autoridades e lideranças pela acolhida e exemplo de solidariedade. 

Estamos aqui para aprender e também para denunciar o golpe midiático-judicial e parlamentar que foi imposto a Dilma e seus 55 milhões de eleitores. Com o presidente Lula o que se passa é uma infindável perseguição política, através do judiciário e da mídia . 

O presidente Lula é hoje um preso político com a intenção clara de não permitir sua eleição em outubro próximo de 2018.

Veja também:


A Rede Globo de Televisão, apesar das novelas exportadas para todo o mundo, é a “cabeça" local do retrocesso que a classe trabalhadora vêm sofrendo. No Brasil, o departamento de Estado norte-americano tem sua sede na Rede Globo de Televisão e na Polícia Federal de Curitiba (a Guantánamo brasileira). 

O capitalismo predador dos recursos naturais e humanos é o verdadeiro inimigo.

terça-feira, 1 de maio de 2018

"Lula livre" no 1º de Maio de Cuba!

Manifestantes pedem "Lula Livre" em Cuba | Foto: René Pérez Massola/Trabalhadores 
Por Sturt Silva

Manifestantes pediram a libertação do ex-presidente Lula, durante o desfile do Dia Trabalhador, neste 1º de maio, em Cuba. Segundo a Agência Cubana de Notícias, cubanos e brasileiros protestaram por Lula livre nas ruas de Cuba.
Entre os brasileiros, estavam os brigadistas da Brigada Internacional 1º de Maio que assistiram o desfile em Havana (veja vídeo).  
Brasileira Anny Figueiredo exibe cartaz Lula Livre em Havana
Lula também foi lembrado no discurso oficial do ato de Havana. Ulises Guilarte de Nacimiento, secretário geral da central dos trabalhadores cubanos, ressaltou que Cuba e seu movimento sindical se solidariza de forma militante com os povos do mundo. O sindicalista disse que o ex-presidente Lula, assim como as lutas do povo brasileiro, tem o apoio da Revolução Cubana.

Primeiro de Maio em Cuba: Mais de 6 milhões participaram das manifestações

Desfile na Praça da Revolução, em Havana | Foto: Irene Pérez/Cubadebate
Por Sturt Silva

Milhões de cubanos e cubanas participaram dos desfiles de Primeiro de Maio por toda Cuba. Segundo a imprensa cubana, 6 milhões e 600 mil participaram das manifestações.

Com o lema "Unidade, compromisso e vitória", o povo cubano foi às ruas nesse 1º de Maio em apoio à Revolução Cubana e atualização do seu projeto socialista.

Em Havana, capital do país, o ato teve a participação de aproximadamente 900 mil pessoas e contou com a presença do presidente cubano,  eleito no último dia 19, Miguel Díaz-Canel e do 1º Secretário do Partido Comunista de Cuba,  Raúl Castro.

Puxados pelos sindicatos ligados à educação, o desfile foi aberto com uma longa faixa com a mensagem: "60 anos de princípios, unidade e história".
Educadores encabeçaram o desfile em Havana | Foto: Ricardo López Hevia/Granma
Internacional Comunista tocada no Dia do Trabalhador de Havana:


Em defesa da Revolução Cubana 

O único discurso (leia em português no final da matéria) realizado em Havana foi de Ulises Guilarte de Nacimiento, Secretário Geral da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC).

O sindicalista destacou que as manifestações eram atos de apoio à Revolução, ao líder Raúl Castro, à continuidade do processo, agora sob o comando do novo presidente, Díaz-Canel, e também uma homenagem a Fidel Castro.
Ato em Havana teve a participação de 900 mil pessoas | Foto: Leysi Rubio/Cubadebate
Guilarte denunciou o bloqueio dos EUA, a ocupação ilegal de Guantánamo e as agressões imperialistas contra Cuba.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde diz que Cuba é modelo para outros países

Modelo de saúde de Cuba é exemplo para outros países | Foto: Daily Jstor
Do Opera Mundi

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, parabenizou Cuba nesta segunda-feira (23/04) por ter “um dos melhores sistemas de saúde do mundo” e afirmou que o que a ilha pratica é "modelo" para outros países.

“Só posso agradecer a Cuba pelo modelo de sistema de saúde, que faz dele um dos melhores do mundo”, afirmou o alto funcionário da organização durante a abertura da III Convenção Internacional de Saúde Pública de Cuba. O encontro contou com a presença do recém-empossado Miguel Díaz-Canel, que assumiu a presidência do país na última quinta-feira (19/04).

Tedros afirmou que a saúde é um direito humano que deve beneficiar a todos. No entanto, ressaltou que mais da metade do mundo necessita de atendimento médico de qualidade, levando muitas pessoas a ter que optar entre comer ou gastar com medicamentos. “Ninguém deveria escolher entre comprar comida ou medicação; ninguém deve escolher entre pobreza e saúde”, afirmou.

Presidente de Cuba preside convenção de saúde pública; participam diretores da OMS/OPS | Foto: @JoseNarroR
Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), também esteve presente na abertura. Segundo ela, mais de um terço dos habitantes da América Latina “não tem acesso a serviços integrais de saúde. Nos anos de 2013 e 2014 mais de 1,2 milhão de mortes poderiam ter sido evitadas se fossem oferecidos sistemas de saúde acessíveis e de qualidade”.