segunda-feira, 15 de julho de 2019

EUA: mais 32 milhões de dólares para desestabilizar Cuba

Nos últimos 2 anos os EUA gastaram pelo menos 22 milhões em ações subversivas em Cuba | Foto: MINREX
Por Sturt Silva 

A Câmara dos Deputados dos EUA, aprovou em junho, um projeto de lei, referente a gastos para o ano de 2020. Cuba aparece como beneficiária de um pacote de "ajuda" de 32 milhões de dólares. 

Os deputados sugeriram que 20 milhões desse valor seria gerido pelo governo estadunidense com objetivo de promover a "democracia", os "direitos humanos" e a "sociedade civil" em Cuba. Em outras palavras: desestabilizar a Revolução Cubana. Os beneficiados na prática seriam membros da oposição interna à Revolução Cubana - um conjunto de ONGs, associações e micro partidos que em sua maioria, se não em sua totalidade, atuam de forma ilegal na ilha.

Já o restante, 12 milhões, seria destinado à TV/Rádio Martí, controlada pela extrema direita cubana de Miami.

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Dentro de sua política de cortes relacionados à diplomacia e desenvolvimento internacional, o governo Trump defende apenas apenas 6 milhões para o "desenvolvimento econômico" de Cuba, sendo que metade disso seria para a "defesa" dos direitos humanos e outra para fabricar novos líderes da chamada "sociedade civil cubana". 

Segundo a TV Cuba Información, Cuba não tem encarcerado aqueles que atualmente tem planejado desestabilizar o país. Se fosse nos EUA eles poderiam pegar até 10 anos de cadeia.

"Só no socialismo e no comunismo que o ser humano atinge a plena dignidade"

"Viva a Revolução" | Lênin, Che, Fidel e Marx
Por Raúl Antonio Capote no Granma

O socialismo se parece com o homem, assim como o fascismo é a negação do homem. O socialismo é "o caminho" não isento de erros para o comunismo, é um caminho de justiça cheio de obstáculos, marcado por desafios, retrocessos e avanços. "Na construção socialista, planejamos a dor de cabeça que não a torna escassa, mas pelo contrário. O comunismo será, entre outras coisas, uma aspirina do tamanho do Sol". [1]

O capitalismo procura semear a falta de fé no ser humano, exalta o cinismo, o ego reverenciado, como Ayn ​​Rand definiu o homem ideal do capitalismo: "Enquanto o criador é egoísta e inteligente, o altruísta é um imbecil que não pensa, não sente, não julga, não age". [2]

Antes da Revolução Francesa, houve uma profunda batalha de ideias na Europa, antes das revoltas revolucionárias, uma nova maneira de ver o mundo abriu o caminho. O Iluminismo plantou a semente que propiciou a Revolução. Um consenso foi criado em toda a Europa, emergiu uma Internacional espiritual burguesa. «"oda revolução foi precedida por um intenso trabalho de crítica, de penetração cultural, de permeação de ideias".[3]

Se a nossa maneira de ver o mundo é marcada pela axiologia do capitalismo, se o nosso princípio básico ainda é ter, a todo o custo, acima do ser humano, se o egoísmo é o sinal que move nossas vidas, se vemos a miséria como um tipo de fatalismo e a sociedade dividida em classes como algo natural e imutável, se não temos fé no ser humano e em sua capacidade de entrega, em seu altruísmo, do que estamos falando?

Não é com os mísseis, não é com exércitos, não é com forças policiais apenas com o que os poderosos garantem o domínio, as defesas do capital estão no inconsciente dos indivíduos e são mais poderosas do que a arma mais moderna desenvolvida pelo complexo militar industrial. Elas fazem com que os dominados ajam contra seus interesses e defendam os governos que os oprimem. É difícil libertar-se do sonho narcótico do consumo e do individualismo atroz.

O sistema de educação do capitalismo é projetado para treinar o homem do capitalismo. Exalta a competição, a falta de solidariedade, o individualismo. "A classe que tem os meios de produção material tem, ao mesmo tempo, os meios de produção ideológicos". [4]

Na sociedade capitalista, o homem vive uma ilusão de liberdade, é uma mercadoria e entre mercadorias — pois esse é o homem do capitalismo — não pode haver solidariedade, mas sim competição.

domingo, 14 de julho de 2019

Cuba merece ser castigada?

Cubanos choram com a morte do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro - novembro de 2016 | Foto EPA
Por Pedro Monzon Barata na Folha de São Paulo

Cuba é uma nação pacífica e estável, com belezas naturais e arquitetônicas excepcionais. Nela, há um povo alegre, com alto nível de educação científica e cultural. O país desfruta de um sistema gratuito de saúde, o que explica a baixa mortalidade infantil, a alta esperança de vida e o fim de doenças tropicais.

As políticas públicas levam à inexistência de uma desigualdade crítica; não há desnutrição infantil, cidadãos sem teto, tampouco moradores de rua. A segurança social é abrangente, e a delinquência, mínima. Trata-se de um dos países mais seguros do mundo, e as drogas não são um problema nacional. Não há discriminações. A mulher é a maior força científica, universitária e política. Não se tortura e há um autóctone sistema democrático.

Cuba pratica uma solidariedade sem precedentes e promove boas relações internacionais. Crê que o mundo deve ser diverso e multipolar, sem imposições ideológicas ou políticas. É independente, respeitada e com um alto sentido da dignidade.

Então, por que castigar Cuba?

sábado, 6 de julho de 2019

Convocado ato em favor de Cuba em frente ao Consulado dos EUA em São Paulo

"Abaixo a Lei Helms-Burton", protesto no Dia Trabalhador em Cuba | Foto: Cuba Sí
O Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba vem conclamar as organizações do povo brasileiro a retribuir a solidariedade da Revolução Cubana, que tantas e tantas vezes foi o ponto de apoio da classe trabalhadora em várias partes do mundo - da África à América Latina.

O governo dos Estados Unidos, tendo à frente as figuras nefastas de Trump e John Bolton (recebido por Bolsonaro com continência e subordinação aos EUA) está tentando matar a revolução cubana por asfixia. O recrudescimento do bloqueio representa um risco real para a população cubana: risco de escassez de alimentos e dos insumos mais básicos.

A partir de dois de maio o governo estadunidense passou a aplicar na totalidade a Lei Helms-Burton, ou seja, adotou o dispositivo III da lei, que utilizando-se de retroatividade e extraterritorialidade, pretende impor sanções às empresas que se instalem, aluguem ou mantenham vínculo com atividades nas propriedades nacionalizadas em Cuba, a partir de 1959.

O governo Trump também tem se utilizado desse dispositivo para proibir viagens em grupo de estadunidenses a ilha. Além de impedir um intercâmbio entre os dois povos, a decisão ataca diretamente o turismo, importante fonte de divisas para Cuba.

Precisamos mostrar que o Brasil não vai deixar na mão quem tanto abrigou nossos perseguidos pela ditadura e quem tanto formou médicos da classe trabalhadora.

É urgente a mobilização contra a Lei Helms Burton e o bloqueio.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Conselho Mundial da Paz condena bloqueio e sanções contra Cuba

Conselho Mundial da Paz é presidido pela brasileira Socorro Gomez | Foto: Prensa Latina
Da Prensa Latina

O Conselho Mundial da Paz (CMP) reiterou sua condenação ao bloqueio e às novas sanções impostas por Estados Unidos contra Cuba que pretendem destruir sua revolução. 

"Queremos expressar nosso irrestrito apoio ao povo e à nação cubana que está sendo vítima da mais odiosa perseguição por parte dos Estados Unidos e de seu presidente Donald Trump”, afirma a presidenta do CMP, Socorro Gomes, em um breve vídeo (assista abaixo) enviado ao escritório da Prensa Latina em Brasília. 

A pacifista e política brasileira denúncia que Trump "implementa o artigo III da Lei Helms-Burton para estrangular a economia cubana e instalar o sofrimento e o caos, com o objetivo de destruir a Revolução cubana". 

Assegura que o anterior "seria impossível porque a Revolução cubana há 60 anos enfrenta um genocida bloqueio dos Estados Unidos e se mantém com sua bandeira de autodeterminação, de autodefesa do Estado soberano e socialista. Sabemos que uma vez mais o povo cubano vencerá", destaca. 

Gomes reitera na representação audiovisual sua indignação por "a atitude criminosa dos Estados Unidos que tenta destruir uma nação soberana que vive em paz e tenta repartir para todos os frutos e riquezas de seu povo". 

sábado, 29 de junho de 2019

Cuba é país da América Latina mais seguro para ser criança e adolescente

Crianças fazem fila para entrar em uma escola em Cuba | Foto: Ismael Francisco/Cubadebate 
Por Sturt Silva 

De acordo com um novo relatório global da "Save the Children" - ONG focada na defesa dos direitos da infância-, as crianças e os adolescentes de hoje em dia estão mais propensos a crescerem saudáveis, receberem educação e serem protegidos. Porém ainda há quase 690 milhões de pequenos que estão em condições de risco. 

O índice anual da entidade - "Perigos para a infância" - avaliou 176 países usando indicadores internacionais sobre mortalidade infantil, trabalho infantil, casamento infantil, filho na adolescência, homicídio, deslocamento forçado, acesso à educação e nutrição.

Segundo o estudo, publicado em maio, no mundo o país que mais protege a garotada é Singapura, depois vêm 8 países da Europa e a Coreia do Sul. Em ordem crescente: Cingapura, Suécia, Finlândia, Noruega, Eslovênia, Alemanha, Irlanda, Itália, Coreia do Sul e Bélgica.

Os 10 piores são países africanos: Burkina Faso, República Democrática do Congo, Guiné, Nigéria, Somália, Sudão do Sul, Mali, Chade, Niger e República Centro-Africana.

Avanços em quase todos os países

A organização também comparou os dados de 2000 e 2019 e percebeu que em duas décadas houveram avanços na proteção da infância e juventude em 173 dos 176 países analisados. Os maiores progressos foram em países pobres. Síria, Venezuela e Trinidade e Tobago foram os únicos três que não tiveram.

O estudo montou uma escala de um a mil. Quanto mais alto a pontuação do país, menos as crianças e adolescentes correm riscos.

No caso de Cuba, o país subiu 51 pontos em 19 anos, pulando de 867 para 918. A ilha socialista ocupa a 53ª posição no mundo. A líder Singapura tem 989 pontos. Já os dois países mais ricos do planeta (EUA e China) estão empatados na 36ª colocação, cada um com 941 pontos.

Cuba, líder na América Latina e Caribe

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Cuba aumenta salários e pensões; medidas beneficiarão quase 3 milhões de trabalhadores

Governo cubano aprova conjunto de medidas para impulsionar economia | Foto: Dunia Álvarez/Granma 
Do Granma 

O Conselho de Ministros, chefiado pelo seu presidente, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, aprovou várias medidas com vista a promover uma estratégia econômica baseada na maximização das capacidades internas e do potencial humano do país.

O presidente explicou que a partir de visitas às províncias, as opiniões da população, propostas feitas em congressos, como o da Central dos Trabalhadores de Cuba e atendendo aos problemas que enfrenta nossa economia, agravada pela política hostil do governo dos Estados Unidos, por alguns meses, um grupo de trabalho – também com a participação de acadêmicos das ciências econômicas – debateu sistematicamente as decisões que agora são aprovadas pelo mais alto órgão governamental do país.

O ministro da Economia e Planejamento, Alejandro Gil Fernandez, disse que, em geral, as medidas "estão focadas em dar uma resposta maior às necessidades da população e da economia, incentivando a participação ativa de todos os atores na busca de soluções e no confronto com o cerco econômico imposto pelo governo dos Estados Unidos".

O objetivo é que o que foi projetado, além de estimular a poupança, promova o desenvolvimento e permita o avanço nas questões fundamentais que geram condições mais favoráveis para que a economia cubana possa se desenvolver.

Comentou que as medidas buscam, em essência, defender a produção nacional; diversificar e aumentar as exportações; substituir importações; promover ligações produtivas; fortalecer a empresa estatal; promover a soberania alimentar; promover o desenvolvimento local; cumprir a Política de Habitação; e colocar a ciência em função de resolver problemas.

"Tudo isso", ressaltou, "requer empregar métodos e estilos de trabalho que não sejam formais e burocráticos e com uma abordagem abrangente, o que contribuirá para tornar as decisões tomadas pelo governo mais eficazes".

Gil Fernandez explicou que as medidas, que serão colocadas em prática de maneira gradual, cobrem aspectos diversos como o aumento das produções nacionais; auto-abastecimento municipal; projetos de desenvolvimento local; os investimentos; circulação de comércio varejista; e a promoção de produções agrícolas.

De fundamental considerou o papel e preparação exigida aos diretivos em todos os níveis. Ao mesmo tempo, apontou que é essencial "concretizar as mudanças que correspondam às instituições do país, desde que modificações foram feitas no modelo econômico e basicamente continuamos trabalhando com as mesmas estruturas das instituições".

Aumento de salário do setor orçamental e das pensões

quarta-feira, 26 de junho de 2019

"Libertar o nosso povo e fazer a nossa Revolução é a melhor forma de solidariedade a Cuba"

Convenção de Solidariedade a Cuba - edição 2019 - teve representantes de cerca de 15 estados | Foto: Site oficial
Por Sturt Silva

Realizada entre os dias 20 e 22 de junho, em Santos/São Paulo, a XXIV Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba se compromete a lutar de maneira incansável pela preservação das conquistas da Revolução Cubana e pelo fim do bloqueio estadunidense contra Cuba e seu mais novo capítulo: a aplicação da lei Helms Burton

O evento, em sua carta final, também exige o fim da prisão/base estadunidense de Guantánamo e a imediata devolução do território ilegalmente ocupado. 

No mesmo sentido, repudia o discurso e as atitudes do governo brasileiro no sentido de seguir a política agressiva de Trump e Bolton, contra Cuba e Venezuela. 

Por fim, o manifesto diz que libertar o povo brasileiro e fazer a revolução brasileira é a melhor forma de solidariedade que se pode prestar ao povo cubano. 

 Leia a carta final:  

CARTA FINAL DA XXIV CONVENÇÃO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE A CUBA SANTOS/SP - JUNHO DE 2019