sábado, 20 de fevereiro de 2021

Governadores do Nordeste estão interessados em vacina cubana contra Covid-19


Como Cuba combate a pandemia do coronavírus?

Em entrevista ao site Diálogos do Sul, o Embaixador de Cuba no Brasil - Rolando Gomez - disse como está o desenvolvimento das vacinas em testes na ilha e acrescentou que estados brasileiros estão interessados no produto cubano. 

O diplomata cubano também falou sobre a nova política econômica, adotada pelo governo socialista, seu funcionamento e efeitos, considerando o bloqueios econômicos dos EUA. 

Rolando Gomez ainda deu detalhes sobre as ações contrarrevolucionárias do Movimento San Isidro.

Assista:
 

Entrevista por temas:

5:44 - As vacinas em Cuba e a pandemia; 
18:21 - O Socialismo democrático cubano como alternativo ao capitalismo; 
22:58 - As 4 vacinas cubanas: Soberana 1 e 2, Abdala e Mambisa
28:12 - Soberana 2 e os pedidos de países e estados brasileiros; 
34:27 - Vacinação cubana para turistas; 
41:37 - Unificação das moedas e impacto na economia cubana; 
53:50 - Desigualdades, reformas e salários em cuba; 
1:01:36 - As ações contrarrevolucionárias de movimentos com apoio dos EUA; 
1:10:59 - Porto Mariel e honestidade do governo de Cuba.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Cuba teria um progresso geométrico sem o bloqueio dos EUA


Por Pedro Mózon na Folha de São Paulo

O bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA se mantém contra Cuba desde 1962. Doze presidentes americanos encabeçaram essa política agressiva, com um momento efêmero de relaxamento durante o mandato de Barack Obama. 

 A imensa maioria dos cubanos não conhece outra realidade que a do bloqueio, e muitos brasileiros que leem este artigo não haviam nascido quando se iniciou tal infâmia. Trata-se de uma política cruel, endurecida anualmente. Provocou múltiplas perdas humanas e de milhões de dólares à economia. O bloqueio é o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba.

Um período de agressividade inédita; foram assim os quatro anos da administração Donald Trump. Ele tomou medidas contra Cuba que agravaram deliberadamente os danos causados pela pandemia.

Castigou o povo cubano com a intenção de gerar explosões sociais e oferecer uma imagem conflituosa e de desastre. Por que não se levanta o bloqueio para que o sistema fracasse por si só? A resposta é óbvia: Cuba teria um progresso geométrico.

Além de reforçar as sanções de sempre, Trump impediu a entrada de combustível no país, afetando criticamente a produção e os serviços à população; limitou o acesso a linhas aéreas regulares; e suspendeu a visita de cruzeiros, embarcações privadas, voos “charters” e particulares.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Assista: Como avançam as vacinas cubanas contra a Covid-19?


São 4 vacinas em testes (Soberana 01, Soberana 02, Mambisa e Abdala). As mais avançadas Soberana 02 e Abdala, irão para fase III, em março. Cuba pretende produzir 100 milhões de doses em 2021 e vacinar toda sua população de mais de 11 milhões de pessoas. Também pretende exportar o produto para países interessados e vacinar turistas que visitarem à ilha socialista. 

Assista no vídeo de Marcia Choueri do canal "Direto de Cuba":

domingo, 1 de novembro de 2020

"Nobel da Paz para os médicos cubanos é um reconhecimento de justiça"


Prêmio Nobel da Paz para os médicos cubanos é um reconhecimento de justiça para uma Nação que investe na saúde de seu povo e na solidariedade internacional, afirma médico Renato Lemos.

Assista entrevista com Lemos, médico de família e formado em medicina em Cuba:


Entrevista realizada em outubro de 2020.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Assista: Por que defendemos o prêmio Nobel da Paz para os médicos cubanos?


Entrevista da Revista Diálogos do Sul com Pedro Monzón, Cônsul de Cuba no Brasil. O diplomata cubano fala de vários temas sobre seu país. Além da campanha para o Nobel da Paz para aos médicos cubanos, abordou a pandemia da Covid-19 em Cuba, o bloqueio econômico dos EUA, os 5 heróis cubanos e o  sistema econômico e regime político cubanos.

A entrevista foi realizada em julho de 2020. 

Assista: 

,

domingo, 20 de setembro de 2020

Biotecnologia, prevenção e vacina: as armas de Cuba para enfrentar a covid-19, sob bloqueio dos EUA

Produção de medicamentos contra Covid-19 | Foto: Ricardo López Hevia/Granma

 Por Marco Weissheimer no Sul 21

A chegada da pandemia do novo coronavírus a Cuba coincidiu com a decisão do governo Donald Trump de recrudescer as medidas de bloqueio que os Estados Unidos impõem há quase 60 anos contra o país. Entre outras medidas, os EUA proibiram pelo menos 20 voos que levavam suprimentos e equipamentos para Cuba, incluindo aí máscaras de proteção, kit para testes de covid-19, respiradores e insumos químicos necessários para a produção de equipamentos. Agora, no início de setembro, Trump anunciou a prorrogação das medidas de bloqueio por mais um ano. Para enfrentar situações de crise como essa, em meio à escassez provocada pelo cerco que os EUA mantém desde a Revolução Cubana, o governo cubano adotou uma série de medidas que incluem a adoção de políticas de medicina preventiva, de distanciamento social e de desenvolvimento de medicamentos e de uma vacina própria por meio de seus centros de pesquisa e de produção na área da saúde e da biotecnologia.

Produtos biofármacos como Heberon, Heberferon, Jusvinza e Itolizumab, entre outros, vem contribuindo para a diminuição de pacientes graves e críticos e para a redução da taxa mortalidade (para 0,8/100.000), uma taxa aproximadamente dez vezes menor do que a média mundial. A Biocubafarma garante hoje a produção de 22 medicamentos para o tratamento do Covid-19.  Um deles é o Interferon Alfa humano recombinante 2B que, junto com um grupo de medicamentos, faz parte do protocolo de enfrentamento da covid-19 e de complicações inflamatórias decorrentes da doença

No dia 11 de setembro*, Cuba registrava 4.593 diagnosticados com a covid-19, dos quais 3.844 já recuperados, 641 em tratamento e 106 óbitos, um dos mais baixos índices de mortalidade do mundo (oito mortes para cada milhão de habitantes). Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), até o início de setembro, o maior índice de mortalidade era o do Peru, com 871 mortes por milhão de habitantes.

Segundo Luís Herrera Martinez, assessor científico da presidência da BioCubaFarma, as políticas adotadas pelo governo cubano para enfrentar o novo coronavírus basearam-se, entre outras coisas, na avaliação de que não estamos lidando com um fato exclusivamente sanitário e sem conseqüências futuras para o mundo inteiro, em diferentes dimensões. Para resumir a natureza dessas medidas, ele cita um artigo publicado na Revista Anais, Academia de Ciências de Cuba, onde presidente Miguel Diaz-Canel Bermúdez e o professor Jorge Nuñez Jover, presidente da Cátedra Ciência, Tecnologia e Sociedade, na Universidade de Havana, que contextualiza as escolhas feitas pelo governo cubano no cenário de uma economia mundial ainda dominada por políticas neoliberais. No artigo intitulado “Gestión gubernamental y ciencia cubana en el enfrentamiento a la COVID-19”, eles sustentam que o novo coronavírus mostrou que esse modelo neoliberal é totalmente incapaz de dar conta dos múltiplos desafios colocados por uma pandemia como essa que o mundo enfrenta agora.

Com 35 anos de vida, a indústria biofarmacêutica cubana foi criada por Fidel
que sempre viu o setor como estratégico para o país

A verdade oculta: Como é o acesso à internet em Cuba?

 

Cuba tem entre 6,5 e 7,5 milhões de usuários de internet | Foto: Brookings 

Por Jasely Fernández Garridono no Brasil de Fato

O uso da Internet e das redes sociais pela população cubana tem sido objeto de manipulação dos meios de comunicação para fins políticos, uma manipulação empreendida por inimigos da Revolução Cubana, especialmente os EUA. Alguns salientam que a Internet permite o acesso a informações confidenciais e oferece canais de amplificação de vozes dissidentes que o governo cubano prefere não enfrentar. Isso explica as limitações de conectividade que afetam a ilha há anos e, geralmente, quando fazem uma avaliação do problema, sugerem uma estagnação, sem levar em consideração, deliberadamente, as mudanças que ocorrem nesse sentido.

O objetivo claro dos opositores é espalhar a imagem de um país parado no tempo, que reprime as possibilidades de informação e expressão da população. Esta é uma visão deliberadamente distorcida da realidade. É evidente a vontade política da alta liderança do governo cubano, com  esforços e recursos investidos para desenvolver a infraestrutura necessária e garantir o acesso dos cubanos e de suas instituições à Internet.

Para uma melhor compreensão deste assunto, é necessário recorrer aos antecedentes que demonstram e explicam o desenvolvimento gradual, mas constante, desse setor de informação e comunicação em Cuba. É em 1996 que o país consegue se conectar à rede por meio de um link de satélite. Isso ocorreu no contexto das limitações causadas pela política agressiva dos EUA contra Cuba, que há décadas impõe inúmeros obstáculos ao desenvolvimento da Internet no país.

Portanto, a relação entre Cuba e a Internet não faz parte de um fenômeno que possa ser isolado das relações entre a Ilha e os Estados Unidos. O intenso bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA contra Cuba, intenso, abrangente e extraterritorial, impediu direta e decisivamente o acesso aos canais de comunicação e a aquisição de tecnologia essencial.

Deve-se acrescentar que, para adquirir esses recursos de alta tecnologia, geralmente com componentes estadunidenses – aos quais o país caribenho não pode ter acesso de acordo com as leis restritivas dos EUA –, Cuba deve recorrer a mercados distantes, pagar um frete alto e sob o risco de ser sancionado pelos fornecedores, o que torna a aquisição do produto mais cara.

Cuba comemora 15 anos de brigada médica que concorre ao Nobel da Paz

Brigada Médica Internacional Henry Reeve foi criada em 2005 por Fidel Castro, para ajudar estadunidenses afetados pelo furacão Katrina, mas se manteve ativa e hoje concorre ao prêmio por seu trabalho na pandemia do coronavírus

Brigada foi criada por Fidel Castro em 2005 - Foto: Rádio Camaguey

Por Victor Farinelli no portal Fórum

Este sábado (19) foi um dia de celebrações em Cuba, para homenagear os médicos que formam ou já formaram parte da Brigada Médica Internacional Henry Reeve, que comemora seu aniversário de número 15. 

 A iniciativa foi criada em 2005, pelo então comandante Fidel Castro, com o intuito de entregar ajuda humanitária aos estadunidenses afetados pelo furacão Katrina – os estados do sudeste norte-americano registraram mais de 1,2 mil mortes e uma quantidade enorme de feridos, como saldo da passagem do cataclisma pela região, durante o verão do hemisfério norte, naquele ano. 

Fidel também determinou que a organização se mantivesse ativa depois desse episódio, e passasse a oferecer ajuda a todos os países que necessitassem, aproveitando a enorme capacidade do país de produzir bons médicos. 

O Ministério da Saúde Pública de Cuba, que está organizando as celebrações deste sábado, enfatizou – em uma das várias mensagens publicadas durante a jornada – que a Brigada Henry Reeve já prestou assistência a mais de 46 nações e cinco territórios não autônomos, em quase todos os continentes do mundo: América Latina e Caribe, África, Ásia, Oceania. e Europa.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, também publicou uma mensagem sobre o aniversário da Brigada Henry Reeve, destacando que “estão há 15 anos enfrentando e vencendo a dor e a morte no mundo. Obrigado pela generosidade e pelo exemplo. Obrigado por dar vida”.