segunda-feira, 15 de agosto de 2022

Voo de Argentina à Cuba pode fazer escala no Brasil para embarque de brasileiros

Um Ilyushin Il-96-300 da companhia aérea Cubana de Aviación | Foto: Cavok

Por Sturt Silva 

A informação de que a empresa Cubana de Aviación voltaria a voar a Cuba partindo do Brasil foi dada por Adolfo Curbelo, Embaixador de Cuba no Brasil, ao jornalista Valter Xéu, editor dos sites Pátria Latina e Revista Pelo Mundo, e publicada no site Cuba Hoje. 

Segundo a reportagem, a opção seria uma escala em Salvador ou Recife de um dos voos da Cubana, que sai da cidade de Buenos Aires, na Argentina, semanalmente. 

Por outro lado, voos charters que sairiam direto do Brasil, uma vez por mês, e depois, quinzenal e semanal, também estão sendo estudados. 

Segundo Valter Xéu, para que a ideia seja considerada, é necessário haver passageiros; e o primeiro passo seria a divulgação das atividades turísticas de Cuba no nordeste brasileiro, com destaque para o turismo de saúde, educação, direito internacional, cultura, história e praias, dentre outros atrativos. E o ponto de partida seria um voo com operadores de turismo e jornalistas para conhecer o potencial turístico da Ilha. 

Uma reunião online está marcada para o final deste mês de agosto, com operadores de turismo da região nordestina, com o embaixador e a direção da Cubana de Aviación no Brasil, informa a reportagem. 

Em Julho, o Blog Solidários a Cuba já tinha anunciado que a diplomacia de Cuba no Brasil estudava opções para aumentar as opções de voos para brasileiros que querem visitar Cuba. 

Em julho de 2013 a Cubana de Aviación havia inaugurado um voo semanal, porém, ele foi cancelado em fevereiro de 2015. A companhia também havia operado a conexão entre os anos de 1993 e 2005.

Atualmente o brasileiro que quiser visitar Cuba precisa obrigatoriamente  fazer escala no Panamá.

segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Médicos brasileiros iniciam campanha para enviar medicamentos para Cuba

Acidente em tanques de petróleo em Cuba | Foto: ABAB/Twitter

Por Sturt Silva 

Médicos brasileiros formados em Cuba estão iniciando uma campanha para comprar remédios e enviar à ilha socialista. Quem puder pode ajudar fazendo um pix ou depositando um valor na conta da Câmara Empresarial Brasil-Cuba. 

Entenda o motivo da campanha lendo o comunicado abaixo: 

Estimadas amigas e amigos 

A essa altura a maioria de nós já sabe da tragédia que se abateu sobre Cuba com um incêndio na província de Matanzas. Em razão desse grave acidente, o Grupo de Médicos Brasileiros Graduados em Cuba inicia agora uma campanha emergencial que esperamos todas e todos se agreguem. 

O Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba se une à Campanha no primeiro momento e convoca as pessoas solidárias do nosso país. 

Desde sexta-feira há um incêndio de grandes proporções acontecendo em Matanzas (Cuba) que continua sendo debelado. Mais de uma centena de feridos estão internados em hospitais.

Um grupo de médicos brasileiros e demais pessoas solidárias a Cuba inicia hoje uma campanha emergencial para enviar daqui do Brasil uma série de medicamentos como pomadas para peles queimadas, antibióticos e analgésicos necessários para o tratamento desses feridos. Por causa do bloqueio que os EUA impõe a Cuba há mais de 60 anos, há falta de medicamentos no país. 

Uma companheira que viaja a Havana este mês vai levar esta primeira leva de remédios. Por isso estamos iniciando hoje (07/08) uma campanha emergencial especialmente para minorar o sofrimento de pessoas que se encontram com queimaduras e precisam de pomadas e analgésicos para suportar as dores. 

Quem quiser contribuir, pedimos que usem as contas e pix abaixo fazendo um depósito usando o final do valor 0,05 para identificar a campanha. 5 foi o dia do acidente. 

Os dados: 

Câmara Empresarial Brasil Cuba 

 Pix: CNPJ 34.131.511/0001-64 

Depósito no Banco do Brasil: 

Agência: 4770-8      Conta Corrente: 13844-4

sábado, 30 de julho de 2022

Cubanos vão às urnas em setembro aprovar casamento gay

Fachada do Ministério da Saúde de Cuba em 2021 | Foto: Solidários a Cuba

Por Cezar Xavier no Vermelho 

A Assembleia Nacional de Cuba (parlamento) aprovou no último 22 uma ampla atualização de sua lei de família que abre as portas para permitir o casamento homoafetivo, maiores direitos das mulheres e maior proteção para crianças, idosos e outros membros da família.

O novo Código das Famílias será votado em referendo em 25 de setembro, depois de ser debatido em reuniões comunitárias no início deste ano, onde os organizadores disseram que 62% dos participantes expressaram seu apoio. 

Na consulta popular, cujos resultados foram conhecidos em 15 de maio, participaram 6.481.207 cubanos (75,93% da população total), 61,96% dos quais se manifestaram a favor do texto. Como resultado desse processo, 47,93% do texto geral e 49,15% do total de artigos foram modificados.

Os opositores à mudança de regra incluem muitas igrejas.

O novo código legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo e as uniões civis, permite que casais do mesmo sexo adotem crianças e promove o compartilhamento igualitário das responsabilidades domésticas. Também permite acordos pré-nupciais e gravidezes de aluguel sem fins lucrativos.

Os pais teriam “responsabilidade” em vez de “custódia” dos filhos, e seriam obrigados a “respeitar a dignidade e a integridade física e mental das crianças e adolescentes”.

Cuba já é líder continental em direitos das mulheres. As mulheres chefiam quase 50% das famílias e representam 60% dos profissionais, têm acesso gratuito ao aborto e podem reivindicar até dois anos de licença-maternidade.

Mariella Castro

Na opinião de Mariela Castro, este é um momento emocionante para um povo comprometido com as ideias mais avançadas da Revolução. A diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) qualificou o documento como admirável, por ser resultado de “um processo impecável de participação popular, de exercício democrático”.

Ela agradeceu a participação do povo, que fortaleceu sua cultura neste processo de consulta. “Houve quem não acreditou que este código fosse possível”, disse, e lembrou que este passo foi cuidadosamente alcançado, em diálogo permanente.

Ela destacou a geração histórica da Revolução, “que deu oportunidades de avançar em todos os elementos que estamos colocando em nossa vida coletiva, superando preconceitos”.

“Não se pode culpar ninguém, porque todos os processos de conquista de direitos são complexos”, acrescentou.

Mariela Castro agradeceu a Fidel, Raúl e Vilma o amor que lhe incutiram, o compromisso com a Revolução e a história de Cuba, a capacidade de ouvir, dialogar e colocar em prática na vida familiar muitos dos princípios que hoje apóia a Código familiar.

São Paulo: Ato comemora o dia da rebeldia cubana

Ato em São Paulo, no dia 29 de julho, em solidariedade a Cuba | Foto: Murilo da Silva/Vermelho

Por Murilo da Silva no Vermelho 

Aconteceu na sexta-feira (29), na sede nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), em São Paulo, o ato em solidariedade a Cuba e ao povo cubano. Na ocasião, aproximadamente cem pessoas se reuniram para um debate seguido de apresentação musical cubana. A mesa do debate foi composta pelo cônsul-geral de Cuba em São Paulo, Pedro Monzón, o membro da Coordenação Estadual do MST em São Paulo, Marcelo Buzetto, a integrante do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba (MPSC) Vivian Mendes e como convidado especial, Frei Betto.

Leia também: 10 cidades brasileiras comemoram o 26 de Julho, dia da rebeldia cubana

O encontro organizado pelo MPSC acontece no ensejo das comemorações do “26 de julho”, dia em que o processo revolucionário, liderado por Fidel Castro, investiu contra o quartel Moncada e marcou o início do Movimento Revolucionário 26 de Julho (MR26). A partir da data os rebeldes cubanos iniciaram o processo que viria a desaguar na vitória em 1° de janeiro de 1959. Todos os anos a data é celebrada não só pelos cubanos, mas pelos amigos da causa cubana.

Dia da Rebeldia Nacional

No encontro, o cônsul de Cuba agradeceu a todos pelo ato e por todas as iniciativas de apoio. “Sentimos que a solidariedade no âmbito material é muito importante, mas a companhia espiritual é mil vezes mais importante.”

Em sua fala, Pedro Monzón explicou que em 26 de julho de 1953 foi o ano que se comemorou o centenário de nascimento do apóstolo cubano da independência José Martí, ocasião em que um grupo de rebeldes encabeçados por Fidel Castro atacou importantes baluartes militares da tirania do ditador Fulgêncio Batista, na zona oriental de Cuba: os quartéis militares Moncada e Cespedes.

Cônsul-geral de Cuba em São Paulo, Pedro Monzón | Foto: Murilo da Silva/Vermelho

“Mesmo que esta ação tenha terminado em derrota, na realidade constituiu o início da última etapa da luta pela independência do país que começou em 1868. Naquela longínqua data o objetivo dos rebeldes foi colocar fim ao domínio colonial espanhol, no qual estivemos submetidos por mais de 400 anos. De fato, Cuba foi a última colônia a separar-se do controle espanhol”, salientou Monzón.

terça-feira, 26 de julho de 2022

10 cidades brasileiras comemoram o 26 de julho, dia da rebeldia cubana

Comemoração do dia da rebeldia cubana, em Santiago de Cuba/2015 - Foto: Rádio Rebelde

 Por Sturt Silva 

O 26 de julho é uma das datas mais importantes para Cuba e para toda esquerda latino-americana. Em 26 de julho de 1953 Fidel Castro e outros revolucionários tentaram tomar aos quartéis Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, estratégicos para obter armamentos para derrubar a ditadura de Fulgencio Batista. 

A tentativa foi frustrada e vários combatentes foram capturados e assassinados. Fidel foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Como advogado, fez ele próprio sua defesa, que ficou conhecida como 'A história me absolverá'.

No entanto, o ato tornou os guerrilheiros conhecidos e populares e ajudou a aumentar a oposição ao governo fantoche dos EUA que tinha subido ao poder depois de um golpe de estado em 1952.

A data da operação passou a denominar o grupo revolucionário liderado por Fidel, “Movimiento Revolucionario 26 de Julio” (MR 26-7). 

Em maio de 1955, depois de forte pressão popular, Fidel Castro e os demais revolucionários que permaneciam encarcerados foram libertados e prosseguiram com a luta contra o regime vigente até o triunfo da Revolução, quatro anos mais tarde. 

Assista:

Depois da Revolução, a data foi convertida em feriado nacional e, neste dia, rememora-se os revolucionários que foram assassinados em nome da causa social na qual acreditavam. Já o acontecimento passou a ser considerado o início da Revolução Cubana. 

Neste ano, o Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba, através das Associações Culturais José Martí e demais entidades políticas e culturais, organizam vários eventos para celebrar a data histórica. 

Veja onde serão as comemorações do dia da rebeldia cubana pelo Brasil:

terça-feira, 19 de julho de 2022

Resultado da campanha de vacinação cubana contra Covid censurado no Twitter?

Postagem sobre campanha de vacinação cubana no Twitter | Foto: Solidários a Cuba

Por Sturt Silva 

Matéria do blog Solidários a Cuba sobre resultado da campanha de vacinação infantil contra Covid-19 em Cuba foi restrita no twitter e taxada como enganosa (ver foto acima). Na verdade trata-se de censura, já que a postagem que dizia "nenhuma criança cubana morreu de Covid-19 após campanha de vacinação, aponta estudo" não pode ser curtida, comentada ou retuitada.

Se clicarem no link ainda encontrarão a postagem no ar, mas com interação zero. O mais grave é que ao taxar a postagem como "enganosa" o twitter entendeu que o conteúdo é contra vacinas. Um absurdo. 
Poucos meios de comunicação divulgaram os resultados da campanha de vacinação infantil e a eficácia das vacinas cubanas. Fizemos outra postagem, com o mesmo conteúdo, e trocamos a ordem das palavras e acrescentamos novas. Até o momento está com status normal. 

domingo, 17 de julho de 2022

Cuba não regista mortes por Covid-19 há 2 meses

Em 16 meses, Cuba aplicou uma quantidade de doses de vacina que numa campanha normal gastaria 15 anos anos | Foto: Ministério da Saúde de Cuba. 


Por Michele de Mello no  Brasil de Fato 

Cuba foi o primeiro e único país da América Latina a desenvolver imunizantes contra o vírus sars-cov2. Ainda em agosto de 2020 o país apresentou sua primeira fórmula: a Soberana 01. Hoje já são cinco imunizantes desenvolvidos: Soberana 01, Soberana 02, Soberana Plus, Abdala e Mambisa. Já em maio do ano passado, a nação iniciou sua campanha de vacinação com as duas fórmulas mais avançadas: a Soberana 02 e a Abdala. A Soberana 01 e a Mambisa, imunizante de aplicação nasal, estão em fase final de testes. Enquanto a Soberana Plus é usada como dose de reforço e teve alta eficácia em pacientes com reinfecção do vírus.  

Dessa forma, 9.975.833 cubanos estão vacinados, o que representa mais de 97,7% da população apta para vacinar-se já imunizada com o esquema completo e 84% com dose de reforço. As fórmulas foram desenvolvidas pelo complexo BioCubaFarma, que reúne 32 empresas e 25 mil trabalhadores, e agora aponta para aumentar a produção de medicamentos, a fim de atender o banco de vacinas da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba-TCP).

O Estado cubano também foi o primeiro no continente americano a autorizar a imunização em crianças de 2 a 17 anos, ainda em setembro do ano passado. Com isso, o país estima que conseguiu evitar cerca de 63 mil contágios, segundo estudos do Ministério de Saúde Pública, e atravessou o surgimento da variante ômicron, considerada a cepa mais contagiosa do coronavírus, sem registrar mortes infantis.

Com as vacinas, a ilha caribenha parece ter superado a situação de emergência sanitária. Há pelo menos dois meses o país não registra falecidos e nem casos graves de pacientes com covid-19. Até a última sexta-feira (15), o país possuía 225 casos ativos e um acumulado de 1,1 milhão de casos e 8,5 mil falecidos, desde 2019, de acordo com o Ministério de Saúde Pública.  

A taxa de letalidade da doença no país é de 0,77%, muito inferior à média mundial, de 1,13%, e no continente americano, 1,67%.

Diante da quarta onda de contágios no mundo, que acontece em plena alta temporada para o turismo cubano, o presidente Miguel Díaz-Canel pediu que as autoridades do Ministério de Saúde Pública aumentassem a realização de testes para "quantificar um possível risco contra a população cubana".

A campanha exitosa contra a pandemia de covid-19 contou também com solidariedade internacional. Com um bloqueio econômico imposto desde 1962 pelos Estados Unidos, a ilha socialista teve dificuldades de comprar insumos médicos básicos, como máscaras e seringas. Com isso, movimentos populares organizaram campanhas de arrecadação de fundos e doações para os cubanos.

O Brasil de Fato conversou com a presidenta da comissão de inovação científica de combate à covid-19 em Cuba, a Dra. Ileana Morales Suárez (foto abaixo), que contou detalhes sobre o enfrentamento da emergência sanitária. 

Ileana é doutora em medicina, com especialidade em anatomia humana e saúde púbica, foi vice-ministra de saúde, diretora do conselho nacional de sociedades científicas e representante de Cuba na Rede Iberoamericana de Investigação Científica.

Brasil de Fato: Cuba foi o primeiro país da região a desenvolver vacinas contra a covid-19. E não foi apenas uma, senão cinco fórmulas de imunizantes. Qual o segredo? 

Não há muito segredo, há muita história, que não é a mesma coisa. Não há nenhum país, nem Cuba, que pudesse ter feito isso sem ter um desenvolvimento anterior, porque os tempos da pandemia são tempos muito curtos, do ponto de vista histórico. 

Quando geralmente são necessários de 10 a 15 anos para desenvolver uma vacina, muitos países, assim como Cuba, tiveram que fazer em meses. 

Há muitos anos Cuba criou uma indústria biotecnológica e farmacêutica. Observe algo que é mais interessante: criamos essa indústria numa etapa muito dura, logo após o fim do campo socialista, Cuba atravessava um momento econômico complexo. Foi quando Fidel Castro teve uma visão estratégica, e no momento em que o país tinha menos recursos, decidiu dispor de verbas para desenvolver a indústria.

Nos anos 90, muitas pessoas não entendiam, mas agora entendem.

sexta-feira, 15 de julho de 2022

Nenhuma criança cubana morreu de Covid-19 após campanha de vacinação

Capa de jornal cubano destaca: "Nenhuma criança morreu de Covid-19 após campanha de vacinação"
Foto: Ismael Batista Ramírez/Granma

Por Sturt Silva 

Cuba não registrou nenhuma morte por Covid-19 depois de concluir sua campanha de vacinação infantil. Os dados foram divulgados através de estudo, na última terça-feira (12), por pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí

Além de medir o impacto da vacinação pediátrica no país, o estudo também analisou a eficácia da vacina cubana soberana em crianças e adolescentes.

Vacina cubana para crianças até 5 anos tem 90% de eficácia

Segundo a médica María Eugenia Toledo Romaní a eficácia da vacina cubana na prevenção da doença sintomática, levando em conta a faixa de idade entre 2 e 5 anos, utilizando 3 doses (2 de Soberana2 + 1 de Soberana Plus), durante a onda Ômicron em Cuba, foi de 90,1%.

Vacina cubana para menores de 18 anos tem eficácia de quase 96%

Enquanto isso, a eficácia da vacinação, também usando o imunizante soberana, na prevenção da Covid-19 em crianças e adolescentes de 2 a 18 anos de idade foi de 95,8%.