domingo, 19 de janeiro de 2020

Evento em Vitória comemora os 61 anos da Revolução Cubana

Festival Hasta Siempre: solidariedade à Revolução Cubana; repúdio ao bloqueio econômico dos EUA.
Fotos: Nanda Tardin
Por Sturt Silva

Na última sexta-feira (17/01), ocorreu em Vitória/Espírito Santo, no espaço "Triplex do Lula", o "Festival  Hasta Siempre!" - evento que homenageou os 61 anos da Revolução Cubana. 

Segundo os organizadores, mais de 250 pessoas compareceram ao ato, com destaque para dirigentes do Partido dos Trabalhadores, Partido Comunista Brasileiro, Partido Comunista Marxista-Leninista e Partido Comunista do Brasil.

Com muita música, bebida e comida tipicamente cubanas, o evento cultural ressaltou a importância da solidariedade à Revolução Cubana e da luta contra o criminoso bloqueio econômico dos EUA em relação a Cuba. Na ocasião foi exibido, seguido de debate, o filme "Bloqueio a Cuba". 

Também ocorreu o pré-lançamento do novo livro do escritor WIlson Coêlho.
"Nosotros" é um romance que tem a Revolução Cubana como protagonista | Fotos: Nanda Tardin 
"Nosotros" é a história de um personagem que, desde criança, se interessa pela Revolução Cubana que, coincidentemente, acontece no ano de seu nascimento. Seus passatempos prediletos são ler e ouvir música pelo rádio. Sua trajetória começa quando ele se depara com um exemplar da revista LIFE em espanhol, datada de 10 de julho de 1961, cujo título era "Crises na América – Parte I: A ameaça do fidelismo" e, como subtítulo, "Fidel Castro em ação". Depois, conhece a música "Guantanamera", a partir da qual empenha-se em aprender a língua espanhola. Na medida em que cresce, envolve-se com o teatro, a literatura e a música, enfim, participa de diversos movimentos culturais e artísticos. Para além do seu interesse, muitos acontecimentos lhe conduzem em direção ao seu sonho de conhecer Cuba. O romance se desenvolve numa série de relatos onde a personagem se torna uma espécie de testemunha, considerando que a protagonista é a Revolução Cubana.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

“Venham a Cuba!”: Cônsul de Cuba convida brasileiros a visitarem a ilha em 2020

Brasil e Cuba: amigos ou inimigos?

Brasileira em Cuba; ao fundo mural com os revolucionários cubanos: Camilo, Fidel e Che | Foto: Anny Figueredo
Por Pedro Monzon Barata na Folha de São Paulo

A amizade entre nações não se define a partir de incidentes conjunturais. Sua origem e seu desenvolvimento residem na comunidade de traços essenciais e nas relações mantidas com o tempo, que dão lugar a vínculos estreitos – e que não podem ser quebrados por situações passageiras. É este o caso das relações entre Cuba e Brasil.

Unem-nos atributos de nossa idiossincrasia, imaginários e tradições, que nos outorgam uma atitude e visão do mundo distintas. Compartilhamos o sincretismo religioso, fusão do africano e nativo com crenças europeias. Tudo exteriorizado em manifestações espontâneas de simpatia e sensualidade peculiares, e a geração de uma atitude e aptidão ante a cultura, a música e a dança que nos tornou universais.

Como parte dessa miscigenação, compartilhamos delícias da culinária, que combina sabores africanos e europeus, moldados, como os demais, no caldeirão de nossas exuberantes naturezas. Também nos esportes, a competência saudável se misturou com o carinho e a admiração mútuos. Essa magnífica comunicação humana não foi obstruída pelas ligeiras diferenças linguísticas.

Une-nos a dolorosa história do colonialismo, a escravidão, lapsos de tiranias e um sentido profundo de justiça e independência. As rupturas políticas, como sucedeu a partir de 1964, durante a ditadura no Brasil, não alcançaram os sentimentos do povo e foram historicamente efêmeras e superficiais. De fato, Cuba, mesmo naquela época, se constituiu em um caloroso refúgio para perseguidos pela repressão, brasileiros que se sentem eternamente gratos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Fake News: Sites de direita distorcem resolução da ONU sobre missões médicas cubanas

Fake News de sites da direita brasileira contra o programa Mais Médicos | Reprodução: PT na Câmara
Por Roberto Tomaz Jr no site do PT

A dupla bolsonarista "Antagonista/Crusoé" está disseminando mais uma fake news contra o programa Mais Médicos. Desta vez, atribuem à Organização das Nações Unidas (ONU) o enquadramento das missões de médicos cubanos – normalmente através de convênios firmados com a intermediação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e entes afins – como “trabalho forçado”. Em sites dedicados a difundir e aumentar as mentiras da extrema-direita, a “denúncia” é ampliada para “trabalho escravo”.

De acordo com as publicações, divulgadas no sábado (10), as relatoras especiais da ONU para os temas de Escravidão Contemporânea e de Tráfico de Pessoas, respectivamente Urmila Bhoola e Maria Grazia Giammarinaro, afirmaram isso num documento em resposta a questionamentos de uma ong espanhola chamada Defensores dos Prisioneiros Cubanos.

Há dois problemas graves na “notícia”. O primeiro é que os relatores temáticos não têm prerrogativa ou competência institucional para emitir decisões como um órgão do sistema ONU. E o problema mais grave é que simplesmente não existe tal afirmação na carta [confira a íntegra abaixo] das relatoras que foi enviada ao governo cubano em novembro passado.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Cuba repudia nova proibição de voos entre EUA e a ilha socialista

Além do governo de Cuba, cubanos que moram nos EUA, com família na ilha, também reagiram!
Avião da American Airlines em aeroporto cubano | Foto: Chip Somodevilla/Getty Images
Do Opera Mundi 

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, disse nesta sexta-feira (10/01), em sua conta no Twitter, rejeitar veementemente a nova proibição dos Estados Unidos a voos fretados para Cuba, anunciado em um comunicado emitido pelo Departamento de Estado norte-americano.

"Rechaço energicamente nova proibição pelo governo dos EUA de voos fretados a cuba, exceto Havana, e a restrição ao número de voos à ilha. É uma grave violação de direitos humanos, de liberdade de viajar dos norte-americanos e cria obstáculos para a reunificação familiar", afirmou o chanceler cubano.
Em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, o Departamento de Estado norte-americano informou que todos os voos fretados públicos entre os Estados Unidos e destinos cubanos estão suspensos. A única exceção são os voos para Havana, capital do país, mas, ainda assim, com uma nova restrição ao número de voos rumo ao aeroporto internacional José Martí.

“Hoje, a meu pedido, o Departamento de Transportes suspendeu, até novo aviso, todos os voos fretados públicos entre Estados Unidos e destinos cubanos que não sejam o Aeroporto Internacional José Martí, em Havana”, anunciou o secretário de Estado, Mike Pompeo, no documento.

Migrantes cubanos residentes nos EUA também reagiram depois do anúncio de Pompeo. "É realmente uma infâmia. Ao suspender anteriormente os voos das companhias aéreas, eles já haviam restringido a capacidade das pessoas que tem familiares no interior da ilha de visitá-los. No entanto, eles ainda tinham a opção de fretamento. E agora, a partir de março isso não será possível", disse a presidenta da Fundação para a Normalização das Relações EUA-Cuba (ForNorm), a ativista cubano-americana Elena Freyre.

Brasileira em Cuba: "Os cubanos amam Fidel"

Outdoor em Cuba homenageando Che Guevara e Chávez: "Aqueles que morrem pela vida, não podem ser chamados de mortos" | Foto: Fabiana Cristina
Por Fabiana Cristina

Foi necessário um período de silêncio para assimilar a viagem a Cuba. Quem me conhece sabe que, desde minha adolescência, quando meus pais estiveram em Cuba em busca de tratamento médico para o vitiligo de minha mãe, conhecer Cuba era meu sonho. Mas, nunca quis viajar pra lá como uma turista qualquer, conhecer os principais pontos turísticos, tirar fotos e só. Eu queria conhecer Cuba e sua gente, de verdade! Entender o que realmente acontecia lá, para além dos preconceitos e distorções que nos chegam por aqui. 

Da adolescência pra cá, tantas vezes, sobretudo nos últimos tempos conturbados aqui no Brasil, não me chamaram de comunista e não mandaram ironicamente ir pra Cuba? Pois bem! Finalmente fui, vi com meus próprios olhos e guiada pelas mãos de um comunista de verdade, que viveu em Cuba, tanto as grandiosas conquistas da revolução, quanto as crueldades de um bloqueio que tenta, há décadas, sabotá-la. 

Sempre me perguntei: se o capitalismo e seu principal representante, a águia/abutre dos EUA, que se alimenta do que mata, têm tanta certeza do fracasso do socialismo, qual a necessidade de sabotá-lo? Sempre desconfiei que, por trás dessa aparente certeza, escondia-se um medo terrível do triunfo do socialismo em Cuba e que isso levasse ao colapso do sistema capitalista em outros países. 

A revolução não falhou! Pelo contrário! Há quase 60 anos, pesem todos os esforços dos EUA e seus asseclas em destruí-la, todas as dificuldades decorrentes do bloqueio e do fim da URSS e graças a um povo consciente, politizado e aguerrido, segue firme. 

As dificuldades com transporte, materiais para construção, tecnologia, entre outras, são todas frutos de um bloqueio cruel e covarde. E os cubanos têm plena consciência disto! 
Capitólio de Havana | Foto: Fabiana Cristina
O primeiro mito que veio por terra foi o de que Cuba vive sob uma ditadura. Piada pronta, vinda de brasileiros que vivem sob um governo ilegítimo [1], fruto de um golpe parlamentar ou de americanos, cujo presidente foi eleito sem ter a maioria dos votos. Cuba estava em processo de reforma constitucional e pude ver a convocação popular para o debate, por todos os lados. Reuniões sendo realizadas por todas as partes com a população para ideias e sugestões. A minuta da constituição sendo distribuída nas ruas para, o que é mais importante!, uma população que tem plenas condições de ler, compreender e apresentar propostas, graças à educação e cultura geral que possui! Tampouco há censura ou lavagem cerebral. 

Exposição de fotos sobre os 61 anos da Revolução Cubana é inaugurada no Rio de Janeiro

Exposição está aberta ao público até o dia 15 no Espaço Raízes do Brasil | Fotos: Comitê Carioca Solidariedade a Cuba
Por Sturt Silva 

Na última quarta-feira (08/01), dia em que a entrada triunfal de Fidel Castro em Havana completou 61 anos, ato no Rio de Janeiro homenageou à Revolução Cubana.

Com a presença de amigos de Cuba e demais convidados, incluindo o Cônsul de Cuba - Antonio Mata Sallas-, foi inaugurado a exposição 61 janeiros de vitórias.

Além da inauguração da exposição com fotos, imagens, frases revolucionárias e demais materiais em homenagem a Cuba, também houve um jantar tipicamente cubano regado a mojitos e música cubana.

A exposição segue no Espaço Raízes do Brasil até quarta-feira, dia 15/01.

O Espaço Raízes do Brasil fica na Rua: Áurea, 80, Santa Teresa, Rio de Janeiro. A entrada é franca. Para outras informações acesse a página no Facebook do Raízes do Brasil e do Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Cuba é o país do mundo que mais investe em educação

Escola cubana | Foto:ACN
Por Sturt Silva

Para o Banco Mundial, Cuba é país do mundo que mais investe em educação:12,8% de seu  PIB (Produto Interno Bruto). No site da instituição é possível vê que Cuba segue liderando a lista com 12,8%, seguida por Estados Federados da Micronésia, Ilhas Marshall, Quiribati, Ilhas Salomão, Botsuana, Noruega, Dinamarca, Suécia e Palau.
Em 2014 reproduzimos reportagem do site Diário Liberdade, que também usou dados do Banco Mundial, para afirmar que Cuba era naquele ano o país do mundo que mais investia em educação no mundo: aproximadamente 13% do seu PIB.

O Banco Mundial não vem atualizando os dados de Cuba, por isso o indicador considerado para ilha caribenha ainda é o de 2010.

América Latina

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Taxa de mortalidade infantil cubana em 2019: entre as 35 mais baixas do mundo

Mãe cubana com seu filho | Foto:Cuba Debate
Por Sturt Silva

Cuba terminou 2009 com uma taxa de 5 mortos para cada mil nascidos vivos. No ano passado nasceram  na ilha 109.707 crianças, 6.626 nascimentos a menos que no ano anterior (116.320). 

Cuba continua dentro dos 35 países com a menor taxa de mortalidade infantil no mundo e entre os primeiros no continente americano.
Se compararmos com os anos anteriores, inclusive 2018, houve aumento. Em 2018 Cuba atingiu a menor taxa de mortalidade infantil de sua história, com 3,9 mortes para mil nascidos vivos. Em 1970 a taxa era de 38,7.

Segundo a doutora Noemí Causa Palma, diretora de Assistência Médica do Ministério da Saúde da ilha, as principais causas que influenciaram o indicador estão relacionadas às complicações associadas ao parto prematuro e ao retardo do crescimento intra-uterino, e apesar das ações contidas nos programas de atendimento a gestantes e recém-nascidos, e medidas adicionais tomadas, não foi possível reduzir seu impacto na mortalidade de crianças menores de um ano.

Pelo terceiro ano consecutivo a taxa de mortalidade por malformações congênitas é mantida em 0,8 óbitos por mil nascidos vivos. "Este indicador é o melhor da região das Américas e é o resultado do trabalho realizado pelos serviços genéticos comunitários, do desenvolvimento da rede nacional de genética médica e do programa nacional de prevenção de defeitos congênitos e doenças genéticas", afirmou a médica.