quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Vamos pra Cuba: Brigada Sul-americana com inscrições abertas

Brigada de solidariedade a Cuba com inscrições abertas até 30 de dezembro | Arte: Solidários a Cuba

Por Sturt Silva

Quer ir a Cuba e conhecer a realidade do único país socialista das Américas com seus próprios olhos?

A oportunidade pode ter chegado: trata-se da Brigada Sul-Americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba, na qual pessoas do Brasil e de outros países da América Latina visitam Cuba para conhecer melhor a realidade do povo cubano e praticar solidariedade por meio de jornadas de trabalho voluntário.

Em 2027, a brigada, que será realizada entre os dias 24 de janeiro e 6 de fevereiro, chegará à sua XXXII edição e será dedicada à resistência do heroico povo cubano e ao 174º aniversário de nascimento de José Martí, herói da independência do país socialista.

Neste ano, a brigada contou com 80 membros de vários países, dentre eles Brasil, Chile, Uruguai e El Salvador. Veja como foi clicando aqui. 

Hospedagem e trabalhos voluntários 

A programação da próxima brigada, organizada pelo ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos, prevê 13 noites em Cuba: 9 no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM), localizado no município de Caimito, na província de Artemisa, a 45 km da capital, Havana, e 4 noites em um hotel na cidade de Varadero. No total, o roteiro de viagem incluirá 4 províncias: Artemisa, Havana, Villa Clara e Matanzas.

As jornadas de trabalho voluntário ocorrerão em áreas próximas ao CIJAM, um acampamento criado em 1972 que oferece condições adequadas para atender à vida coletiva e às necessidades das pessoas que visitam Cuba.

Brigada Sul-americana chega em sua 32ª edição | Foto: Pé na Estrada

Além das atividades produtivas, os brigadistas visitam locais de interesse histórico, cultural, social e econômico em Cuba.

Quanto custa 

Uma estadia na Brigada Sul-Americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba terá o custo de 650 dólares, incluindo alojamento em habitações partilhadas no CIJAM e noutros locais, alimentação e transporte para as atividades oficiais do evento. 

Chegadas antecipadas ao acampamento (antes do dia 24) ou permanência prolongada (após o dia 6) geram um custo adicional de 20 dólares por noite, incluindo alojamento e alimentação.

O pagamento deverá ser feito em dinheiro, quando o brigadista chegar ao acampamento. É imprescindível viajar com seguro-saúde e seguro-viagem com cobertura em Cuba.

Para gastos no país, usa-se o peso cubano (CUP), embora muitos lugares também aceitem dólares ou euros. É importante verificar a cotação para evitar perdas na conversão entre real, dólar/euro e CUP. O valor citado não inclui passagem aérea (ida e volta) e nem custos como taxas aeroportuárias, excesso de bagagem ou ligações pessoais.

Também é necessário viajar com seguro de saúde de viagem, que tenha cobertura em Cuba, e estar vacinado contra a febre amarela. Além de ter em mãos outros documentos, como passaporte e visto. 

Como participar

As inscrições estarão abertas até 30 de dezembro de 2026. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

130 países: ONU aprova resolução contra bloqueio dos EUA a Cuba

ONU condena, pela 34ª vez, bloqueio dos EUA contra Cuba | Foto: TVT

Por Sturt Silva 

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou na última quarta-feira (28/10) uma resolução que pede o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. O texto recebeu 130 votos favoráveis, 17 contrários e 25 abstenções. O Brasil votou a favor da medida, que teve o menor número de apoios desde 1995, em meio à mobilização do governo de Donald Trump para reduzir a adesão internacional à iniciativa.

A votação representa uma mudança em relação aos últimos anos, quando a condenação ao bloqueio estadunidense reuniu amplo apoio entre os países-membros da ONU. Em 2025, foram 165 votos a favor, 7 contra e 12 abstenções. O maior respaldo foi registrado em 2017, quando 191 países apoiaram a resolução.

A primeira votação ocorreu em 1992, com 59 votos favoráveis, 3 contrários e 71 abstenções. Em 1995, o texto havia recebido 117 votos a favor. A partir de 2005, o número de países favoráveis superou 180 na maior parte das votações, com Estados Unidos e Israel entre os principais opositores. 

Brasil critica efeitos do bloqueio

O Brasil voltou a defender o fim das restrições dos EUA. Durante a sessão, o representante brasileiro na ONU, Sergio Danese, citou relatórios de agências independentes das Nações Unidas sobre os obstáculos impostos pelo bloqueio à chegada de ajuda humanitária a Cuba.
129 países votaram com Cuba; 16 votaram ao lado dos EUA | Foto: TVT

Danese também questionou os efeitos da legislação imperialista sobre outros países, afirmando que as medidas afetam a soberania de terceiros Estados e os interesses de seus cidadãos e empresas. O diplomata criticou ainda a inclusão de Cuba na lista dos Estados "patrocinadores do terrorismo" mantida por Washington.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Como foi a brigada 1º de Maio em Cuba

Por Sturt Silva 

Ocorreu em Cuba, entre 26 de abril e 10 de maio, com a presença de cerca de 224 participantes de mais de 20 países, sendo 22 do Brasil, a XIX Brigada Internacional 1º de Maio de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba. 

Os brigadistas vieram da América Latina (Brasil, Colômbia, Chile, Honduras e Venezuela); Europa (Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Suécia e Grécia); América do Norte (Estados Unidos e Canadá); África (Gana e África do Sul) e Austrália. 

A brigada teve sua abertura oficial no dia 28 de maio, no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, localizado no município de Caimito, à 45 Km da capital cubana, Havana.

A caminhada no dia 1° de Maio ocorrida em Havana começou na Praça da Revolução e encerrou se na Tribuna Anti imperialista, na frente da Embaixada Estadunidense. Foram 500 mil pessoas caminhando e cantando palavras de ordem, em defesa da pátria, da humanidade e da Revolução Cubana.


sábado, 14 de março de 2026

México entrega terceiro carregamento de ajuda à população de Cuba

Navio de ajuda humanitária do México em direção a Cuba | Foto: Brasil de Fato

Por Sturt Silva 

Cuba recebeu nesta sexta-feira (13) o terceiro carregamento de ajuda humanitária do México, reafirmando o apoio do governo da presidenta Cláudia Sheinbaum e do povo mexicano diante da intensificação da crise que a ilha socialista enfrenta devido ao bloqueio dos Estados Unidos.

Ainda em fevereiro, o governo mexicano enviou um carregamento de 1.193 toneladas de ajuda humanitária a Cuba, com alimentos como feijão, leite em pó e outros alimentos. Outro carregamento, no mesmo mês, entregou 814 toneladas de alimentos básicos e produtos de higiene, também provenientes do México.

Em 29 de janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva autorizando Washington a impor tarifas sobre produtos de países que fornecem petróleo a Cuba, fortalecendo assim o impacto de um bloqueio que já dura mais de 60 anos e que afetou gravemente a economia e o cotidiano do povo cubano. 

Segundo o governo de Cuba, há três meses o país não recebe um navio de petróleo. As novas medidas desumanas do governo dos Estados Unidos privaram Cuba de combustível, afetando a capacidade de produção, os serviços básicos e as fontes de subsistência. 

Com informações do Brasil de Fato. 

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Brasileiros enviam quase duas toneladas de remédios para Cuba

Tipos de medicamentos enviados a Cuba | Foto: Yuri Gringo 

Por Solange Engelmann do MST

A Campanha de Solidariedade à Cuba, coordenada pelo Movimento Sem Terra, logrou um avanço importante no último dia 11 de fevereiro, ao enviar o primeiro carregamento com 1.700 quilos de medicamentos, com diversos tipos de medicamentos prioritários para a ilha socialista. Os medicamentos foram adquiridos a partir da arrecadação de fundos da campanha que teve início, em outubro do ano passado, e se enquadram em uma lista de produtos do Ministério de Saúde de Cuba, com maior escassez para o atendimento da população.

A campanha é permanente, tendo em vista que o bloqueio dos Estados Unidos contra o país caribenho também é permanente e tem se tornado cada vez mais rígido nos últimos anos, principalmente com as últimas medidas do presidente Donald Trump, que atacou o setor energético. Com o lema Cuba vive e resiste! o objetivo central da campanha é arrecadar recursos para a compra de medicamentos que serão enviados para Cuba.

O sistema de saúde da ilha tem sido um dos mais impactados pelo bloqueio dos Estados Unidos que já dura mais de 60 anos, estrangulando a economia e, principalmente, os serviços públicos. Com o bloqueio o governo cubano está proibido, pelos EUA, de importar diversos produtos, entre eles medicamentos e diversas outras tecnologias médicas e de outras áreas, o que afeta diretamente a população com a falta de remédios básicos nas farmácias e hospitais, além do ataque ao direito humano de acesso à saúde pública, praticado pela revolução cubana.

Messilene Gorete, do setor internacionalista do MST, explica que a campanha é um gesto humanitário da classe trabalhadora do Brasil que busca prestar solidariedade à Cuba de forma mais concreta. “O setor da saúde é um dos mais afetados pelo bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba. Tem um processo de asfixia de todo o sistema econômico e de algumas frentes estratégicas, entre elas a saúde, com a falta de medicamentos, instrumentos médicos, equipamentos para os hospitais para atender a população cubana. Por isso, vamos seguir fortalecendo a campanha para enviar medicamentos a Cuba. Ela é prioritária e um dos pilares da nossa prática de solidariedade ao povo cubano”.

Os medicamentos foram doados pela campanha diretamente ao Ministério da Saúde de Cuba. Segundo o representante da brigada do MST em Cuba, Marcelo Durão, a previsão é de que estes medicamentos sejam distribuídos para os hospitais da província de Santiago. A região foi diretamente afetada pela passagem do furacão Melissa, que atingiu Cuba na madrugada de 29 de outubro do ano passado e, conforme o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês), foi considerado um dos furacões mais fortes do Atlântico já registrados na história.

Leia também:

A campanha tem enorme importância porque visa suprir a necessidade de medicamentos gerada pelo bloqueio que impede Cuba de obter as matérias primas para a produção destes medicamentos”, complementa Durão.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Como ajudar Cuba: campanha arrecada doações para o povo

Campanha de solidariedade com o povo cubano | Arte: MBSC
Por Sturt Silva 

O Movimento Brasileiro de Solidariedade com Cuba (MBSC) em parceira com a Câmara Empresarial Brasil Cuba, e demais movimentos sociais, lança campanha para a compra e envio de painéis solares para Cuba. 

O lançamento virtual será dia 25/02 (quinta-feira), às 19h30min, nos canais dos movimentos solidários e contará com a participação de artistas, intelectuais, dirigentes sindicais e políticos.  
Campanha energética de solidariedade com Cuba | Arte: MPSC 
O objetivo é enfrentar a atual crise energética cubana. O país, historicamente, é vítima das sanções dos EUA, e com Trump isso foi aprofundando. Em janeiro de 2026, o governo dos EUA ameaçou impor tarifas extras sobre países e empresas que exportem petróleo para à ilha, criando assim um embargo total de combustíveis e fontes de energia.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Brigada Sul-americana: Unidade em defesa da revolução e do socialismo

Brigada Sul-americana e Caravana Brasileira, edições 2026 | Fotos: ICAP 

Por Sturt Silva 

Ocorreu em Cuba, entre 25 de janeiro e 07 de fevereiro de 2026, com cerca de de 80 integrantes de vários países, a XXXI Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba. 

A edição de 2026 contou com a participação, principalmente, de militantes do Brasil, Chile, Uruguai e El Salvador. 

Entre as atividades oficiais do evento se destacaram a participação dos brigadistas na Marcha das Tochas, em resposta as ameaças dos EUA e de Trump, e visita guiada ao Centro de Estudos Fidel Castro para comemorar os 100 de nascimento do líder da Revolução Cubana. 

Os visitantes também fizeram jornadas de trabalho voluntário em áreas agrícolas, participaram de conferências e debates com a população e realizaram doações de medicamentos e outros materiais em hospitais e centro comunitários. 

Leia mais:

Durante o encerramento da brigada, o brasileiro Rodrigo Cavalcanti declarou que “durante nossa visita de 13 dias, fomos acolhidos pelo amor do povo cubano, que resiste e se recusa a perder seu espírito rebelde diante da barbárie imperialista. Não há a menor possibilidade de que percam sua dignidade exemplar; os imperialistas jamais os derrotarão”. Ele também expressou seu compromisso com Cuba, celebrando o centenário de Fidel Castro, dizendo: “Somos nações irmãs”.

O bloqueio dos EUA se combate com solidariedade a Cuba 

Em sua declaração final, a brigada condenou as sanções dos EUA, reafirmou a solidariedade com Cuba e seu povo, além de defender unidade e mobilização em prol da revolução e do socialismo.

Além disso, os brigadistas condenaram o ataque, ocorrido em janeiro, dos EUA à Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, e prestou homenagem aos 32 cubanos que foram assassinados por Trump em Caracas.

O comunicado ainda exigiu a retirada de Cuba da lista de países "patrocinadores do terrorismo" e a devolução do território ocupado, em Guantánamo, por uma base naval ilegal dos EUA. 

Mural da Brigada sul-americana: "A decisão é uma: Pátria ou morte! Venceremos!"
 | Foto: ICAP

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Juventude cubana marcha pelas ruas de Cuba

Marcha ressalta legado de José Martí e Fidel Castro | Foto: Cuba Debate 

Por José Reinaldo no 247

Cuba realizou nesta terça-feira (27), uma de suas mais emblemáticas mobilizações populares com a tradicional Marcha das Tochas, que tomou ruas, praças e universidades em todas as províncias do país. Liderada majoritariamente pela juventude, a marcha reafirmou a centralidade histórica de José Martí e Fidel Castro, reconhecidos como os maiores cubanos e referências incontornáveis do pensamento emancipador latino-americano.

A principal concentração ocorreu em Havana, nas escadarias da Universidade de Havana, sob a liderança do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, acompanhado por milhares de jovens. Segundo a Telesur, a mobilização deste ano assumiu um significado especial ao unir duas datas simbólicas: os 173 anos do nascimento de José Martí e o centenário de Fidel Castro, figuras que moldaram profundamente o projeto político, social e cultural da Revolução Cubana.

José Martí, Apóstolo da independência cubana, é celebrado como o formulador de um pensamento profundamente cubano, anti-imperialista e latino-americanista, cuja obra segue orientando a defesa da soberania nacional. Fidel Castro, por sua vez, é lembrado como o líder histórico que transformou esse ideário em ação revolucionária e em vitória, conduzindo Cuba por décadas de enfrentamento direto às pressões externas e à hostilidade dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, o presidente Miguel Díaz-Canel ressaltou o sentido histórico da mobilização. “Assim como fizemos há 73 anos, acenderemos tochas na véspera do aniversário de José Martí, Apóstolo da independência cubana e do anti-imperialismo”, declarou, ao destacar a continuidade entre gerações na preservação desse legado.

A marcha também resgatou sua origem histórica, datada da madrugada de 27 de janeiro de 1953, quando Fidel Castro liderou cerca de 300 jovens em uma caminhada simbólica em homenagem a Martí. Um dos participantes lembrou que Fidel “descia da Universidade com 300 jovens para homenagear a figura de Martí”, gesto que consolidou a Marcha das Tochas como expressão permanente de compromisso revolucionário e formação política da juventude cubana.