quinta-feira, 26 de março de 2020

Os médicos cubanos combatem o novo coronavírus em 44 países

Médicos cubanos antes de deixar Cuba para combater o coronavírus na Itália | Foto: Reuters/Alexandre Meneghini
Por Sturt Silva 

Segundo o site Cuba Informacíon, vários países afetados pela Covid-19 já contam com atendimento de médicos cubanos em suas redes públicas de saúde. 

São eles: África do Sul, Antígua e Barbuda, Angola, Andorra, Arábia Saudita, Bahrein, Burkina Faso, Belize, Cabo Verde, Chade, Congo, Dominica, Eritreia, Suazilândia, Etiópia, Gâmbia, Gana, Granada, Guatemala, República da Guiné, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Haiti, Itália, Jamaica, Quênia, Kuwait, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Nicarágua, Níger, Catar, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Neves, Suriname, Tanzânia, Timor Leste, Trinidad e Tobago, Uruguai, Venezuela,Vietnã e Zimbábue.

Vários países estão recebendo ajuda

Para ajudar no combate à Covid-19, o governo cubano enviou cerca de 58 médicos, enfermeiros e técnicos para Belize. 
A ilha socialista também enviaram profissionais de saúde para São Vicente e Granadinas (16) e Antígua e Barbuda (26) como mostra a reportagem da tv cubana.


quarta-feira, 25 de março de 2020

Em carta ao presidente de Cuba, Lula parabeniza solidariedade dos médicos cubanos

Presidente cubano respondeu a Lula: povo cubano está contigo | Foto UJS
Em carta ao mandatário de Cuba, Miguel Díaz-Canel, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou a solidariedade dos médicos cubanos que foram enviados à Itália para ajudar no combate ao novo coronavírus. 

No documento, enviado na última segunda-feira (23/03), Lula afirmou que escreveu ao presidente cubano para contar sobre a "emoção" que sentiu ao ver os profissionais desembarcando no país europeu. 

"Mais uma vez, o governo e o povo de Cuba dão ao mundo um exemplo de solidariedade, superando todas as barreiras, sejam de natureza econômica, geográfica ou política", disse. 

O petista ainda afirmou que são nos momentos de crise "que encontramos os verdadeiramente grandes". 

Na mensagem, o ex-presidente disse que a solidariedade "ativa, militante e revolucionária" de Cuba foi vista no mundo. "Em uma resposta altiva e soberana àqueles que tentam impor o bloqueio econômico e o isolamento político", pontuou.
Mais Médicos 

Cuba, a humanidade e a Covid-19

Médicos e enfermeiros cubanos chegam à Itália, para combater o coronavírus - Daniele Mascolo//Reutgers
Por Pedro Mozón na Folha de São Paulo

Pensei em escrever este artigo para promover o turismo de cidadãos brasileiros para a nossa segura, estável, amistosa e bela ilha, utilizando o bordão popular “Vai pra Cuba”. Porém, os tempos pedem outro importante tema.

Refiro-me à pandemia de Covid-19, que nos obriga a reflexionar profundamente sobre qual deveria ser a essência do ser humano. “Pátria é humanidade”. Este é o conceito que move a Revolução Cubana e sua política internacional solidária e massiva desde o triunfo em 1959, que se fez pública em múltiplas ocasiões, em particular na educação e na saúde. Um dos tantos casos destacados foi a luta contra o ebola; outro, mais recente, foi as boas-vindas em Cuba do contaminado barco inglês Braemar. Essa conduta nacional se explica porque os valores morais são a medula da formação dos cubanos e das políticas nacionais.

A pandemia de coronavírus constitui uma advertência para a espécie humana. É um alerta porque muitas mais ameaças pendem sobre nós. Entre elas, continuam avançando as guerras, a fome, mais mutações de vírus e uma catástrofe que se vislumbrava já faz muito: a destruição da natureza e a mudança climática. Tais tragédias prometem afetar o mundo inteiro, independentemente do poderio econômico-militar de um país, da cor da pele, das crenças, da origem social, da nacionalidade ou do fato de pertencer a um ou outro sistema econômico e político —ou qualquer ideologia. Em síntese, trata-se de um fenômeno anti-humano gerado, propiciado ou permitido pelos próprios seres humanos.

Em realidade, gostaríamos que o mercado pudesse deter estes aterradores processos, porém os fatos demonstram que é impossível, que se impõem políticas cujo centro seja a satisfação dos direitos e o bem-estar da humanidade. Diversos países, socialistas ou não, perceberam, finalmente, que setores tão importantes como a educação e a medicina não podem converter-se em âmbito do predomínio do mercado.

O centro das políticas deve ser a solidariedade, em um mundo inevitavelmente conectado, onde um fenômeno qualquer em um país pode afetar, quase de imediato, a outra nação distante. Se prevalecerem o egoísmo e os interesses comerciais, os resultados serão calamitosos para todos, os fortes e os débeis, os ricos e os pobres. O nacionalismo estreito e o mercantilismo extremo não são remédio porque excluem a ética, além de contraproducentes.

O financiamento multimilionário de guerras genocidas, a pretensão ilusória de que um país esteja acima de outro e as ações de extermínio, como os bloqueios politicamente motivados que se praticam contra Cuba, Venezuela e Irã, não só não favorecem como atrapalham esses países a se desenvolver e a ajudar os demais, a partir de suas fortalezas e talentos —por isso, devem acabar já. Decisões agressivas contra os seres humanos, como a perseguição à ajuda médica cubana, também devem terminar; este é o momento.

Cuba segue aberta a uma cooperação solidária sem limites e, como sempre, sem ataduras políticas e ideológicas. Temos a esperança de que essas ideias se imponham e ajudem o desenvolvimento de todos e a amizade entre Cuba e Brasil.

Pedro Monzón é Cônsul Geral de Cuba em São Paulo. 

"Cuba não dá sobras, Cuba dá o que tem", diz diplomata cubano

Cuba tem médicos em 37 países afetados pela Covid-19
Cuba recebeu solicitação de mais de 15 países para a compra do medicamento Interferon Alfa 2B, utilizado pela China no combate ao novo coronavírus.

O embaixador de Cuba em Moscou, Gerardo Peñalver, informou que Havana recebeu pedidos de mais de 15 países para adquirir a droga Interferon Alfa 2B, desenvolvida na ilha.

"Até o dia de hoje recebemos pedidos de mais de 15 países para comprar o medicamento, o que é um reconhecimento do desenvolvimento biotecnológico do nosso país", declarou o embaixador.

Peñalver lembrou que o medicamento foi utilizado com êxito na China para conter a pandemia do novo coronavírus.

O Interferon Alfa 2B é um medicamento terapêutico, e não uma vacina. Interferons são moléculas produzidas pelo corpo humano contra ataques virais. A medicação busca aumentar a capacidade do sistema imunológico de reagir ao coronavírus. 

A medicação cubana é normalmente aplicada de forma injetável, mas na China está sendo aplicada por inalação, uma vez que o método permite atingir os pulmões do paciente no estágio inicial da infecção, informou a AFP. 

Além da produção doméstica em Cuba, a medicação é produzida por uma joint-venture binacional sino-cubana instalada no país asiático.

A luta contra o coronavírus continua: Cuba enviará 500 médicos para Argentina

Médicos e enfermeiros chegam à Itália | Foto:Daniele Mascolo/Reuters
Do Opera Mundi 

O governo de Cuba enviará cerca de 500 profissionais da área da saúde à província de Buenos Aires, na Argentina, para ajudar a cidade na contenção da pandemia do novo coronavírus. Até o momento, o país contabiliza 243 casos ativos do covid-19 e seis mortes.

De acordo com o site Ámbito, o pedido foi feito pelo governo da província e anunciado pelo ministro da Saúde de Buenos Aires, Daniel Gollán, ao presidente Alberto Fernández nesta segunda-feira (23/03), em uma reunião sobre as ações de contenção do coronavírus. 

O site informa que a equipe cubana é formada por médicos de emergência e terapeutas. Segundo o Ámbito, os profissionais devem chegar a Buenos Aires no começo de abril.

Ainda não está definido como será realizada a distribuição dos médicos para os hospitais da província.

Na reunião, de acordo com o site, o ministro afirmou que mil novas unidades de terapia intensiva serão criadas, além de 18.000 leitos fora de hospitais em toda Buenos Aires.

Na última quinta-feita (19/03), o governo de Fernández decretou um "isolamento social preventivo obrigatório" até o final de março para tentar conter a disseminação do novo coronavírus no país. "Continuamos a ter o problema de gente que não entende que não deve circular pelas ruas porque o risco de contágio é enorme. Ninguém deve sair de casa. É hora de entender que estamos protegendo a saúde de todos", disse o mandatário. 

Desde que começou a pandemia, Cuba já enviou médicos e profissionais de saúde para 6 países (Itália, Venezuela, Granada, Nicarágua, Jamaica e Suriname). Argentina será o sétimo. Dos países afetados pela Covid-19 pelo menos 37 contam com atendimento de médicos cubanos em suas redes públicas de saúde.

terça-feira, 24 de março de 2020

"Cuba é um gigante da medicina", diz especialista

Médicos cubanos na Itália para combater a Covid-19 | Foto: Consulado de Cuba em Milão
Da Sputnik Brasil

Impotente face ao coronavírus, Roma solicitou ajuda internacional. Em resposta, Cuba, país vinte vezes menos rico que a Itália, enviou 52 médicos e enfermeiros para a Itália.

Com 6.077 mortes e 50.418 infectados até 23 de março, Itália, com o seu sistema de saúde em colapso, necessita urgentemente de ajuda internacional. 

Dez aviões militares russos já aterrissaram em Roma, transportando 100 virologistas, epidemiologistas e equipamentos de desinfecção e diagnóstico. 

Três milhões de máscaras devem chegar à península italiana vindas da China, Egito e Índia. 

Outro país, inesperadamente para alguns, respondeu igualmente ao apelo de ajuda: Cuba, que enviou com urgência 36 médicos, 15 enfermeiros e um administrador em 22 de março, muitos deles com experiência prévia em surtos epidemiológicos, como o ebola na África. 

Os profissionais de saúde cubanos começaram imediatamente a trabalhar na região da Lombardia, a mais afetada pela doença COVID-19.


Até agora, Cuba tem poucas infecções de SARS-Cov-2 e registrou apenas uma morte de um turista italiano.

Grupo Parlamentar Brasil-Cuba: Moção de apoio e solidariedade a Cuba

Médicos cubanos antes da partida para Itália | Foto: Granma
Do Comitê de Solidariedade a Cuba 

Neste momento de comoção mundial derivada da pandemia de coronavírus, vimos nos unir à opinião pública mundial e manifestar nosso apoio e solidariedade ao povo cubano, seus dirigentes e, principalmente, aos seus profissionais médicos e enfermeiros em mais essa batalha que põe em risco a saúde e a vida da humanidade. 

Em Cuba não se mercantiliza a vida. A saúde é uma prioridade nacional e considerada um direito humano. A expectativa de vida, 78 anos, é igual ou superior a de países do Primeiro Mundo. O índice de mortalidade infantil, por sua vez, é inferior a cinco óbitos para cada mil nascidos vivos. 

A respeito do sistema de saúde de Cuba, o Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde-OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, sintetizou: “Um dos melhores sistemas de saúde do mundo”. Uma realidade que o povo brasileiro reconhece por experiência própria, vivenciada nos mais longínquos rincões assistidos pelo exitoso programa Mais Médicos, composto majoritariamente por profissionais cubanos. Foram 4.053 municípios e 63 milhões de brasileiros atendidos, incluindo famílias quilombolas e indígenas. 

Para infelicidade geral do povo brasileiro, o Mais Médicos, um programa construído comumente por dois países livres e soberanos, foi, unilateral e violentamente, destruído de forma irresponsável pelo presidente Bolsonaro. Com o sistema brasileiro de saúde em colapso, foi necessária uma pandemia para despertar os meios de comunicação locais:

O desmonte do Mais Médicos foi responsabilidade construída por um irresponsável. 
O primeiro crime de responsabilidade de Bolsonaro foi destruir o Mais Médicos. 

Enquanto isso, após ter sido barrado em portos do Caribe com cinco casos de Covid-19 confirmados a bordo, o Cruzeiro britânico MS Braemar recebeu permissão do governo cubano para atracar na Ilha. Emocionada, passageira do navio agradece:

Obrigada, Cuba, por abrir seu coração a nós. 

Na Itália, um país europeu dos mais ricos do mundo, a população recebe, com calorosa salva de palmas, os profissionais de saúde cubanos que chegam para irmanadamente combater o inimigo comum.

Dilma: Expulsos do Brasil, médicos cubanos são celebrados na Itália

Médicos cubanos chegando na Itália | Foto: Jose Carlos Rguez  
Por Dilma Rousseff 

O desembarque de uma brigada de médicos cubanos neste domingo na região da Lombardia, na Itália, é uma forte ação de cooperação e solidariedade entre nações. A Itália, embora sendo um dos países mais ricos do mundo é, neste momento, o que mais tem perdido vidas para o COVID-19. Os italianos celebraram o apoio humanitário cubano com aplausos. 

A brigada de médicos que chegou à Itália dá continuidade à ajuda sanitária que, de forma sistemática, tem sido realizada por Cuba na Nicarágua, Jamaica, Suriname, Venezuela e Granada. Tais brigadas reafirmam que o caminho para uma vitória sobre a pandemia passa necessariamente pela cooperação e solidariedade entre as Nações.  

O povo e o governo de Cuba são um exemplo aos governantes que se rendem a atitudes mesquinhas e mentiras, desdenham da gravidade da crise com um comportamento irresponsavelmente agressivo e diversionista, e não descem do palanque sequer quando o mundo vive a sua maior tragédia em décadas. ,

Bolsonaro, na sua ignorância irresponsável, já tratou os médicos cubanos com a mesma visão míope e o mesmo preconceito ideológico que dedicou, semana passada, aos chineses, e que o levou a chamar o coronavírus de “gripezinha”. 

Em 55 anos, Cuba cumpriu 600 mil missões internacionalistas, em 164 países, envolvendo 400 mil profissionais de saúde. Entre outras ações, lutou contra o ébola na África Ocidental, tratou a cegueira na América Latina e no Caribe, enfrentou a cólera no Haiti e enviou 26 brigadas de resgate e salvação para países como Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, diante de grandes desastres e epidemias. A maioria destas missões foi patrocinada pelo governo cubano, que também ofereceu cursos para 35.613 médicos oriundos de 138 países. 

Estas ações internacionais correspondem à vocação humanista e solidária do povo cubano, razão pela qual seus médicos são reconhecidos internacionalmente, ao prestar serviço em cerca de 70 países. 

No Brasil, os médicos cubanos foram centrais para que o programa Mais Médicos se efetivasse, fortalecendo o SUS e suprindo a falta de profissionais brasileiros no atendimento à população pobre e mais vulnerável. Com mais de 18.000 médicos, o programa Mais Médicos atendeu 63 milhões de brasileiros. Uma parte significativa deste trabalho foi feita pelos mais de 11.000 médicos cubanos que foram o núcleo duro do programa.