sábado, 14 de setembro de 2019

Médicos cubanos já atenderam quase 2 bilhões de pessoas pelo mundo

Formatura de médicos em Cuba | Foto: Ministério da Saúde de Cuba
Por Sturt Silva 

Segundo Roberto Morales Ojeda, vice-presidente de Cuba e ex-ministro da Saúde da ilha socialista, em 56 anos, Cuba atendeu mais de 1 bilhão e 885 milhões pacientes em centenas de países e fez quase 348 milhões de cirurgias. 

Cuba iniciou sua cooperação médica internacional em 1963 quando enviou uma brigada de profissionais de saúde à Argélia. 

Atualmente os médicos cubanos estão presente em 65 países com cerca de 30 mil colaboradores. 

As informações são do site Cuba Debate.


Saúde em Cuba 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Censura: Twitter suspende perfis de jornalistas e da imprensa cubana

Principais perfis de Cuba bloqueados no twitter
Por Sturt Silva

O Twitter suspendeu as contas do Granma, principal jornal de Cuba, e de Cuba Debate, principal site de notícias do país, ontem à tarde (11).

Além do jornal do Partido Comunista Cubano e do site de notícias, também foram bloqueados as contas da Rádio Rebelde, rádio mais famosa de Cuba, Mesa Redonda, programa popular da TV cubana, entre outros meios de comunicação e jornalistas.

Perfis institucionais de Cuba e da assessoria do presidente Díaz-Canel também foram retirados do ar.

Até o momento é possível verificar também que a conta da ativista das causas LGBTs e presidenta do Centro Nacional de Educação Sexual, Mariela Castro Espín, está suspensa.

Segundo o Granma, "o incidente ocorreu exatamente quando começaríamos a compartilhar com nossos 166 mil seguidores, as medidas do governo revolucionário para mitigar os efeitos da atual situação energética de Cuba, devido à pressão dos Estados Unidos e seu interesse intervencionista em gerar mudanças políticas na Ilha". 

Ainda segundo o jornal, em 2018, o governo dos EUA anunciou a criação de uma força-tarefa para a internet com o objetivo de "promover o livre fluxo de informações em Cuba". Por meio dessa Força, examinam e financiam projetos de subversão política pela internet, sob o pretexto de ajudar a expandir o acesso à rede global em Cuba e à mídia inimiga da Revolução Cubana. 

Desde 2018 o governo cubano tem intensificado o uso da rede social como canal de comunicação com o povo de Cuba e com a comunidade internacional. Liderados pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Díaz-Canel, os cubanos também têm usado a rede para responder às campanhas midiáticas dos grandes meios internacionais contra à ilha socialista.

Parceria entre Cuba e Venezuela fez 6 milhões de pessoas recuperarem a visão

"Missão Milagre" se iniciou na Venezuela e espalhou-se por vários países latino-americanos

Durante uma reunião, em Caracas, para avaliar a qualidade da prestação de serviços de saúde, Nicolás Maduro sublinhou que foi realizado "um investimento importante em divisas" no projeto criado há 15 anos pelo comandante Hugo Chávez e pelo líder da Revolução Cubana, tendo como objetivo "levar a mais alta tecnologia da área da oftalmologia aos pobres" e devolver a visão a pessoas em vários países, sobretudo na América Latina, nas Caraíbas e em África.

Ressaltando a importância de dar visibilidade às ações que a Revolução Bolivariana levou a cabo nos seus 20 anos de existência e que foram "escondidas" pela campanha mediática da direita contra a Venezuela, o chefe de Estado afirmou que, neste momento, "estão em disputa dois modelos na América Latina: o racista de Donald Trump e o solidário da Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América [ALBA], representado entre outros pela Misión Milagro", informam a AVN e a Prensa Latina.

A propósito de modelos diferentes, referiu ainda que os hospitais e centros de saúde nos estados venezuelanos de Zulia, Táchira, Mérida, Apure e Amazonas estão cheios de colombianos, que são atendidos de acordo com o sistema da República Bolivariana da Venezuela, de forma gratuita e com qualidade.

Mais de seis milhões de beneficiados

Do número total de pessoas beneficiadas pela Missão Milagre, mais de três milhões são da Venezuela; 691 mil são bolivianos; 171 mil, nicaraguenses; 153 mil, equatorianos; e 136 mil, guatemaltecos, precisou Maduro.

Foram ainda consultadas e operadas pessoas do Uruguai (67 730), das Honduras (62 mil), do Brasil (mais de 61 mil), da Argentina (mais de 52 mil), do Panamá (mais de 50 mil), do Peru (40 mil), de El Salvador (37 998), do Paraguai (28 mil), da Guiana (15 mil), do México (11 953) e da Colômbia (9277).

Nunca o Brasil correu tanto risco de se transformar em uma Cuba

Fulgencio Batista deu um golpe de estado em 52 e governou Cuba até ser derrubada pela Revolução Popular de 59
Por Florestan Fernandes Jr. para o Jornalistas pela Democracia 

A cada dia que passa ficam mais claras as semelhanças entre o governo do capitão e dos ditadores da América Central alçados ao poder no século passado pelo serviço de inteligência norte-americano. Entre estes estão os Somozas, na Nicarágua, Manuel Noriega, no Panamá, e Fulgencio Batista, em Cuba. 

Todos contaram com apoio incondicional do governo dos Estados Unidos e para ele trabalharam incansavelmente. Um deles, o coronel Fulgencio Batista, chegou a ser presidente eleito antes de se tornar ditador nos anos 1950. Seu governo autoritário suspendeu a Constituição do país, estabeleceu a pena de morte e revogou as liberdades políticas, entre elas o direito de greve. 

Qualquer semelhança com o nosso capitão não é mera coincidência. Os apoiadores de Bolsonaro também defendem abertamente atentados à democracia. Querem, entre outras medidas, que seu líder feche o Congresso e o STF. O próprio filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, chegou a dizer publicamente que para o governo fechar o Supremo bastava um soldado e um cabo. Também como Batista, Bolsonaro conta com apoio dos latifundiários. Em Cuba eles plantavam apenas fumo e cana de açúcar, no Brasil criam gado e plantam soja e algodão.  

Na Cuba de Batista, a economia estagnada ampliou a pobreza, aprofundando ainda mais as desigualdades sociais. Algo que também vem ocorrendo de maneira devastadora em nosso país.  O governo de Batista transferiu para multinacionais americanas o patrimônio e o direito de exploração de propriedades pertencentes ao Estado cubano. 

Algo bem parecido com a privatização em marcha de grandes empresas, como Petrobras e Banco do Brasil, e concessões públicas de aeroportos, portos e ferrovias. Tudo está pronto para ser entregue, até mesmo os santuários da biodiversidade, como a Floresta Amazônica, os Lençóis Maranhenses e o Pantanal.  

terça-feira, 10 de setembro de 2019

"Nossa solidariedade à luta do povo cubano contra as sanções de Trump"

Coletivo de Jornalistas Amigos de Cuba foi fundado em 2015 | Foto: Blog Olhando para Cuba
Leia nota de solidariedade a Cuba e de repúdio contra as sanções dos EUA em relação à ilha socialista do Coletivo brasileiro de Jornalistas Amigos de Cuba. 

Seguir lutando é o caminho!

O Coletivo de Jornalistas Amigos de Cuba se une à onda internacional de solidariedade à Cuba diante da nova conduta agressiva do governo Donald Trump de ameaçar com processos judiciais em tribunais dos Estados Unidos contra instituições cubanas e estrangeiras, fora da jurisdição daquele país, que investiram em propriedades nacionalizadas em Cuba.

Trump direciona todo o seu ódio para Cuba, restringindo as remessas que residentes cubanos nos Estados Unidos enviam para seus parentes e amigos próximos e a nova restrição das viagens de cidadãos estadunidenses para Cuba, além da aplicação de sanções financeiras adicionais aplicadas há décadas contra Cuba.

O presidente dos EUA tenta prejudicar a crescente indústria não poluidora do turismo cubano, que tem atraído quase um milhão de norte-americanos anualmente, além de outros milhões de turistas de todo o mundo, que visitam Cuba para usufruir da hospitalidade de seu povo e de suas belezas naturais.

O povo cubano sabe que o recrudescimento do ódio de Trump é motivado por sua firme posição de total solidariedade ao povo venezuelano e contra as iniciativas imperialistas que visam se apoderar das valiosas reservas petrolíferas daquele país.

Mas se enganam aqueles que se imaginam os donos do mundo, que conseguirão chantagear e dobrar o povo cubano. A crescente solidariedade internacional confirma que Cuba está no caminho certo.

Em seu ódio desesperado, Trump interfere na vida dos norte-americanos querendo determinar onde devem passar suas férias e como devem gastar seu dinheiro. Além de nossa solidariedade à Cuba, esperamos que os norte-americanos, também saibam dar uma resposta à altura a esta repugnante política nas próximas eleições daquele país. 

No Más Trump! 
Hasta La Victoria Siempre!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Ato em Porto Alegre debateu saúde cubana e fim do "Mais Médicos"

Ato de comemoração pelos 60 anos da Revolução Cubana | Foto: ACJM-RS
Por Wálmaro Paz no Brasil de Fato

O arrocho de Trump no bloqueio a Cuba e o desmonte do programa Mais Médicos, substituídos pelo Médicos para o Brasil, além da excelência da saúde em Cuba foram os assuntos principais tratados no evento comemorativo dos 60 Anos da Revolução Cubana, no ultimo dia 2, no anfiteatro Álvaro Leal da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O ato, coordenado pela presidente da Associação Cultural José Marti (ACJM) Marajuara Azambuja, foi constituído por três palestras, “a Revolução Cubana, as transformações atuais e o bloqueio estado-unidense”, proferida apelo embaixador Pedro Monzón, Consul Geral de Cuba no Brasil foi a primeira. Na última segunda-feira (02/09), no Auditório da Faculdade de Farmácia da UFRGS, o Consul Geral de Cuba, Pedro Monzón, acompanhado do Consul Comercial Raul, falou para uma atenta platéia sobre os 60 anos da Revolução Cubana, suas transformações e o Bloqueio Econômico.

O Dr João Marcelo Goulart, médico formado pela ELAM-Cuba e coordenador do Programa Mais Médicos no Estado do Amazonas, falou sobre “a Excelência da Saúde em Cuba, sua ação internacional e o Programa Mais Médicos” e o doutor Alcides de Miranda professor da UFRGS falou sobre a “desconstrução do programa Mais Médicos no Brasil”.

O evento foi uma promoção da Associação Cultural José Marti, em conjunto com a Fundação Maurício Grabois (PCdoB), Fundação Perseu Abramo (PT), Fundação João Mangabeira (PSB), Fundação Lauro Campos (PSOL), Fundação Dinarco Reis (PCB), Instituto Novos Paradigmas, Unidade Popular Sindical (UCB), CEBRAPAZ, ADUFRGS, ASSUFRGS, UNE, UBES, UEE, CONAM, Sociedade Economia e Sindicato dos Economistas do RS.

Monzon iniciou sua fala contando a história da ilha caribenha anterior a Revolução de 1959. Lembrou que se tratava de um “paraíso da Máfia norte-americana com cassinos e profusão e onde campeavam, além dos jogos de azar, a drogadição, a prostituição, o analfabetismo e a miséria da maior parte da população.

Disse ainda que os revolucionários fizeram reformas radicais que desagradaram as elites, como duas reformas agrarias, a alfabetização de todo o povo cubano em menos de um ano e, em pouco empo om país tornou-se excelência mundial em ciências médicas. Segundo ele, atualmente, apesar do bloqueio econômico constante desde janeiro de 1959, imposto pelos Estados Unidos A Ilha possui índices de saúde e educação entre os melhores do planeta e um IDH elevado.

Explicou que durante o governo de Barack Obama, convencidos do fracasso do bloqueio, os norte-americanos iniciaram uma politica de abertura em relação ao país, pois a anterior política teve ampla resistência do povo cubano que “mesmo sofrendo privações enormes depois do fim da União Soviética, conseguiu manter sua cabeça erguida”. No entanto, com a eleição de Ronald Trump a situação mudou e o novo governo dos EUA criou a politica de bloqueio mais agressiva que se tem noticia na história. Segundo ele, a mesma agressão está sendo feita contra o povo da Venezuela. Porém reafirmou a vontade de resistência dos cubanos que não se renderão facilmente.

Excelência em Saúde

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Os médicos cubanos cuidariam até dos filhos de Bolsonaro

Médica cubana que trabalhou no Brasil pelo Mais Médicos | Foto: Prensa Latina
Por Alberto Rodríguez no Desde Abajo MX

A campanha do governo de Donald Trump contra Cuba atingiu níveis que chegam ao absurdo. Agora, Washington acusa Havana de obter dinheiro "explorando" e "escravizando" os médicos cubanos que prestam serviços no exterior. Paradoxos da política: aqueles que inventaram a exploração do trabalho e fundaram o país em leis escravistas, acusando outros de praticar seus métodos. Assim, não se sabe se os Estados Unidos acusam a ilha de exploração em si, ou por aparente plágio de seu sistema de governo.

Mas nem um nem o outro.

Ocorre que o secretário de Estado estadunidense, Mike Pompeo, entrou no twitter para anunciar que iria restringir vistos a autoridades cubanas relacionadas a missões médicas cubanas mundialmente famosas, baseadas na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA. Pompeo disse que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, se beneficia do dinheiro ao explorar os profissionais médicos cubanos.

A afirmação de Pompeo é baseada na saída de mais de catorze mil médicos cubanos do Brasil, após a chegada de Jair Bolsonaro. Os Estados Unidos afirmam que Cuba fica com mais de oitenta por cento dos salários destinados aos médicos, pelos países que se beneficiam das missões. O presidente brasileiro fez chantagem ao afirmar que a missão médica cubana poderia permanecer em território brasileiro desde que Cuba pagasse aos profissionais de saúde cem por cento dos lucros e adequasse seus estudos ao modelo do Brasil.

A isto foi acrescentado um processo nos tribunais de Miami de dois supostos médicos cubanos contra a Organização Pan-Americana da Saúde, acusando-a de facilitar a criação de uma “rede de tráfico humano” e “escravidão” por parte do Estado cubano. A iniciativa causou surpresa à OPAS – instituição ligada à Organização Mundial de Saúde - porque a denúncia foi feita na capital da Flórida e não em Washington, onde a agência está sediada.

A iniciativa revela a intenção de usar o sistema montado pelo senador republicado Marco Rubio, representante da comunidade de cubanos de direita que residem na Flórida para replicar as acusações contra as missões médicas de Cuba, em consonância com a narrativa do governo de Donald Trump.
Mas então, Cuba explora seus médicos e médicos? Você mantém mais da metade do seu salário?
A primeira coisa a notar é que os Estados Unidos ocupam conceitos como "exploração" ou "escravidão" sem realmente entender seu significado.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

7 mentiras sobre Cuba que você sempre quis retrucar, mas nunca soube como

Praça da Revolução em Havana 
Por Leandro Leite Leocadio no Fazendo Media

1 – A revolução liderada por Fidel tirou a liberdade dos Cubanos!

Refutação: A revolução liderada por Fidel Castro teve como objetivo, justamente, a derrubada de uma ditadura militar capitalista implantada e sustentada pelos Estados Unidos, defensores da democracia e da liberdade – deles -, que transformou a ilha caribenha em um antro de prostituição e jogos ilícitos.

2 – Se o comunismo fosse bom, Cuba não estaria na miséria!

Refutação: Cuba é uma ilha rochosa e, portanto, pobre em recursos naturais. Se houve miséria e problemas de abastecimento, foram claramente e comprovadamente causados pelo isolamento e bloqueio econômico promovidos também pelos Estados Unidos, por mais de 6 décadas, instituído, coincidentemente, logo após Fidel ter desapropriado empresas americanas para distribuir terras aos cubanos, e estreitar laços com a extinta União Soviética.

3 – Fidel é um ditador violento e sanguinário!

Refutação: Realmente, houve excessos ao longo da gestão do líder cubano. Mas por que só ele leva a fama, enquanto os presidentes dos Estados Unidos entram para a história como paladinos da liberdade e da democracia? Violento é o país que tentou matar o chefe de estado cubano mais de 500 vezes, literalmente. Além de atentar contra a vida de tantos outros líderes latino-americanos. Diga-se: os Estados Unidos. Uma nação que continua fabricando guerras por todo o planeta, matando milhões, para saciar seu vil interesse pelo petróleo.

4 – Mas o comunismo acabou com Cuba!

Refutação: Cuba tem hoje um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), um dos maiores do mundo. Maior mesmo que o do Brasil, que é uma democracia capitalista. E antes que falem que é culpa do Lula, foi no governo do sindicalista, também de viés social, que o nosso país atingiu sua maior marca de IDH da história. Esse índice é utilizado pela ONU para padronizar a avaliação e a medida do bem-estar de uma população, especialmente bem-estar infantil. É usado para medir igualmente o impacto de políticas econômicas na qualidade de vida da população. Tanto a medicina quanto a educação cubanas, altamente avançadas, servem de modelo para todo o mundo. Aliás, os 10 menores IDH do mundo são de países capitalistas. O que confirma que o capitalismo não é garantia de riqueza nem progresso para todos. Talvez para poucos.