sábado, 17 de novembro de 2018

Quer saber como Jair Bolsonaro mente e manipula pra enganar você sobre o Mais Médicos?

Médicos cubanos estão em 66 países | Foto: Sandman998 
Por Thiago Silva no VioMundo

Cuba faz cooperação com 66 países em todo o globo, inclusive europeus. Sabe como isso começou?

Com a brigada Henry Reeve, criada em 2005, como forma de ajuda humanitária pra atender as vítimas do Furacão Katrina nos EUA.

Fidel chamou centenas de médicos e pediu que se organizasse a brigada. EUA negaram a ajuda.

A brigada permaneceu mobilizada pois em pouco tempo haveria a crise em Angola e terremoto no Paquistão.

Na maioria dos países que faz parceria, Cuba envia médicos e medicamentos de graça, sem cobrar dos países.

Isso aconteceu em Angola, no Nepal, Haiti, Congo, e tantos outros países pobres do mundo.

Quem arcava com os custos? O próprio governo cubano.

E como o governo cubano fazia, já que é vítima de um bloqueio econômico há décadas, uma ilha pequena do Caribe que não consegue nem produzir a própria energia, pelas características de seu território?

Alguns países começaram a oferecer trocas pela Força de Médicos. A Venezuela ofereceu petróleo.

Alguns países europeus começaram a pagar mesmo diretamente pro governo Cubano. E essa parceria virou uma fonte de renda pra ilha, com impacto em suas contas públicas, dado o volume de médicos atuando no mundo todo.

E como funciona o pagamento?

Cuba abre edital via uma empresa estatal para contratar os médicos. Eles podem se oferecer ou não.

As condições salariais e os países são conhecidos previamente por todos antes de assinarem contrato. Contrato, conhecem? Pois é.
Cuba é referência mundial em saúde pública | Foto: José Guimarães
A maior parte do “salário” pago fica com o governo cubano? Sim e não.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Aos médicos cubanos e a Cuba, nossa eterna gratidão!

Durante 5 anos, 20 mil médicos cubanos atenderam aproximadamente 113,5 milhões de pacientes em 3,6 mil municípios (700 deles com acesso a médicos pela 1°vez), cuja cobertura atingiu a mais de 60 milhões de brasileiros.
Obrigado médico cubano | Charge: @DanielPxeira
Por Sturt Silva

Algumas entidades brasileiras, como o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), condenaram as atitudes do novo governo brasileiro que resultaram no fim da cooperação entre Cuba e Brasil no programa Mais Médicos. Outras organizações, como o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz) e o Partido dos Trabalhadores (PT), agradeceram a Cuba e ao médicos cubanos pelos serviços prestados no Brasil.


Leia algumas notas:

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Médicos cubanos não fazem mais parte do "Mais Médicos": leia nota de Cuba

Primeiros médicos cubanos chegaram em 2013 no Brasil 
Leia íntegra de comunicado do Ministério da Saúde de Cuba sobre saída do Mais Médicos:

Declaração do Ministério da Saúde Pública O Ministério da Saúde Pública da República de Cuba, comprometido com os princípios de solidariedade e humanistas que nortearam a cooperação médica cubana por 55 anos, está envolvido desde a sua criação, em agosto de 2013, no Programa Mais Médicos para o Brasil. A iniciativa de Dilma Rousseff, na época presidenta da República Federativa do Brasil, tinha o nobre propósito de garantir atendimento médico para o maior número da população brasileira, em consonância com o princípio da cobertura universal da saúde, promovida pela Organização Mundial da Saúde.

Esse programa previu a presença de médicos brasileiros e estrangeiros para trabalharem em áreas pobres e remotas daquele país.

A participação cubana na mesma é feita através da Organização Pan-Americana da Saúde e se distinguiu pela ocupação de vagas não cobertas por médicos brasileiros ou de outras nacionalidades.

Nestes cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam 113,3 milhões de pacientes (113.359.000) em mais de 3.600 municípios, chegando a ser atingidos por eles um universo de 60 milhões de brasileiros, constituindo 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O trabalho dos médicos cubanos em locais de extrema pobreza, nas favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador de Bahia, nos 34 Distritos Especiais Indígenas, especialmente na Amazônia, foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais daquele país e pela sua população, que concedeu 95% de aceitação, segundo um estudo encomendado pelo Ministério da Saúde do Brasil à Universidade Federal de Minas Gerais.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A nova constituição de Cuba: ampliação de direitos e manutenção do caráter socialista da Revolução


Por Frei Betto no Le Monde Diplomatique

Cuba se prepara para aprovar uma nova Constituição que trará importantes novidades ao país, como mudanças importantes na estrutura do Estado, entre as quais maior autonomia aos municípios, novas formas de economia mista e o reconhecimento da união homoafetiva. A atual Constituição foi aprovada em 1976 e revela forte influência das Cartas Magnas dos países socialistas do Leste europeu, em especial da União Soviética. Agora, ampla mobilização nacional promove nova reforma constitucional. No momento em que escrevo, novembro de 2018, o anteprojeto está sendo submetido à consulta popular e, em seguida, será referendado pela população mediante voto livre, direto e secreto.

Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, a Constituição cubana sofreu importante reforma em 1992, quando, por exemplo, se retirou o caráter ateu do Estado para introduzir o caráter laico. Fez-se ainda pequena reforma em 2002, ao blindar o caráter socialista da Revolução.

Diante das teses aprovadas no VI Congresso do Partido Comunista de Cuba, em 2011, ocorreram mudanças no modelo econômico, o que suscitou a necessidade de nova reforma da Constituição.

Em maio de 2013, o Birô Político criou o Grupo de Trabalho, presidido por Raúl Castro, para debater o aprimoramento institucional do país. Durante um ano o grupo preparou as bases do atual processo de reforma, aprovadas em junho de 2014. Analisaram-se os impactos de ordem jurídica nas reformas ocorridas no Vietnam e na China. Levaram-se em conta também as reformas constitucionais de Venezuela, Bolívia e Equador.

O resultado desses estudos foram analisados, em fevereiro deste ano, pelo Birô Político e, um mês depois, pelo Comitê Central do Partido. Em seguida, o Conselho de Estado, órgão de representação permanente da Assembleia Nacional do Poder Popular (equivalente ao nosso Congresso Nacional), convocou sessão extraordinária para dar início ao processo de reforma, o que aconteceu em dia 2 de junho. O parlamento instituiu a comissão encarregada de preparar o novo projeto constitucional. Um mês depois, um esboço foi submetido à Assembleia Nacional, que recolheu diversas críticas e propostas. A população acompanhou os debates por TV e outros meios de comunicação. O parlamento decidiu, então, submeter o texto à consulta popular, de modo a enriquecê-lo com a participação direta do povo, incluídos cidadãos cubanos residentes no exterior.

O que se debate agora em todo o país não é uma reforma do texto constitucional vigente, mas a aprovação de um novo texto que visa a introduzir mudanças profundas na estrutura do Estado e ampliar o leque de direitos de cidadania, sem prejuízo do caráter socialista da Revolução.

O texto propositivo contém 224 artigos (87 a mais do que o vigente); são modificados 113 artigos da atual Constituição; mantidos 11; e eliminados 13.

Não se convocou uma Assembleia Constituinte por respeito à cláusula que assegura à Assembleia Nacional função constituinte.

Inovações

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Vamos pra Cuba: Brigada 1º de Maio com inscrições abertas até 29 de março

XIV Brigada Internacional 1º de Maio |  22 de abril - 5 de maio [2019]
Desfile na Praça da Revolução - em Havana - 2018 | Foto: Irene Pérez/Cubadebate
Por Sturt Silva

Que ir ao único país socialista das Américas e conhecer a realidade de seu povo? Então o momento pode ser agora. 

Trata-se da Brigada Internacional 1º de Maio de trabalho voluntário e solidariedade com Cuba, onde pessoas de vários países vão a Cuba com objetivo de conhecer melhor a realidade do povo cubano. Os brigadistas participarão do desfile de 1º de maio na Praça da Revolução, em Havana, com centenas de milhares de trabalhadores cubanos.

A brigada que chegará a sua XIV edição em 2019, homenageará os heróis e mártires do processo libertador e emancipador cubano nos seus 60 anos de Revolução. 

Os participantes ficarão 14 dias na ilha e realizarão jornadas de trabalho voluntário, visitarão lugares de interesse social e histórico, receberão conferências sobre temas da atualidade e terão contato com representantes de organizações sociais, políticas e sindicais, como a CTC - Central dos Trabalhadores Cubanos - que está fazendo 80 anos de fundação.

Assista: brigada de 2018 na Praça da Revolução:

A brigada, que é organizada pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos - ICAP - e por sua agência de viagens (Amistur Cuba S.A), acontecerá entre os dias 21 de abril e 5 maio e terão atividades em 4 províncias cubanas: Havana, Artemisa, Villa Clara e Sancti Spiritus.

Os participantes hospedarão no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella”-CIJAM (10 noites), localizado no Município de Caimito, a 40 km da cidade de Havana, e em um centro turístico (4 noites) da província de Sancti Spiritus.

O custo será de $ 551 CUC (aproximadamente US$ 633 dólares, já que a cotação do dólar em Cuba é fixa: 1 dólar vale 0,87 CUC. Hoje em reais daria mais ou menos R$ 2.437,00), que incluem alojamento no CIJAM, em locais específicos nas províncias onde haverá atividades, alimentação e transporte dentro de Cuba. Esse valor não cobre a passagem de avião a Cuba (ida e volta).

É mais vantajoso levar euros para Cuba. O dólar apesar do câmbio fixo é super taxado (diz que 1 dólar vale 1 CUC, porém acaba valendo 0,87 CUC). Já o euro, não. Hoje 100 euros valeria uns 113 CUC (câmbio é variável). Porém a cotação do euro no Brasil está muito acima do dólar. Ai vai depender se você tem euros ou dólares em casa, em qual cidade comprar ou em que época comprar.
Noites adicionais (15 CUC), assim como atividades fora do programa oficial, serão cobradas por fora pelo CIJAM, sendo que o mínimo de estadias para a brigada é de 10 noites. Também é necessário ter seguro médico com cobertura em Cuba.  

Nas últimas edições a participação tem aumentando. Caso ultrapassar a capacidade máxima do alojamento - 220 pessoas -, serão oferecidas acomodações alternativas com condições similares e mesmo custo. 

As inscrições estarão abertas até 29 de março de 2019.

O interessado ao se inscrever deve informar nome completo, país de origem, datas, horários e números da chegada e saída dos voos em Cuba. 

Para se inscrever e maiores informações, entre em contato:

Dia do Trabalhador em Cuba - 2018 | Foto: Leysi Rubio/Cubadebate

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Mostra de cinema cubano será realizada em Manaus

Cine Teatro Guarany fica na Avenida 7 Setembro, centro de Manaus | Arte: Consulado de Cuba
Por Sturt Silva

Com intuito de celebrar os 150 anos do hino nacional de Cuba e a cultura cubana, o Consulado de Cuba em Manaus e a Secretaria de Cultura do Estado do Amazonas organizam mostra de cinema cubano no Cine Teatro Gurany entre os dias 6 e 8 de novembro. 

No primeiro dia da mostra será exibido "A Bela de Alhambra" (1989). Dirigido por Enrique Pineda Barnet o longa é baseada no romance "Canção de Rachel!" de Miguel Barnet. No segundo dia o público irá assistir "Cidade em Vermelho" (2009) de Rebeca Chávez. Tendo como tema central a violência, a diretoria faz uma releitura das personagens do romance "Bertillón 166" e da história de Santiago de Cuba. Já no último dia da mostra o filme exibido será "Deus Quebrados" (2008) de Ernesto Daranas. A obra foi selecionada para concorrer ao Oscar como melhor filme estrangeiro em 20010. Depois da exibição do longa ocorrerá degustação de comidas cubanas. 

Segundo o Cônsul Geral de Cuba na região Norte, Turcios López, Cuba celebra o dia nacional da cultural em 20 de outubro e esse ano o país está comemorando os 150 anos da primeira vez que cantou o hino nacional. A mostra de cinema encerra uma série de atividades comemorativas que vêm sendo realizadas no Brasil como a do último dia 20 de outubro que aconteceu em Porto Velho (RO).

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Pela 27ª vez consecutiva ONU condena bloqueio dos EUA contra Cuba

Todos a favor da resolução da ONU contra o bloqueio; EUA e Israel contra e Ucrânia e Moldávia não foram votar | Arte: Cuba Debate
Do Opera Mundi

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (01/11) uma resolução que pede o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, vigente desde os anos 1960.

Por 189 votos a favor e 2 contra, a resolução foi discutida e aprovada pela 27ª vez consecutiva. Votaram contra EUA e Israel, e não houve abstenções. A Ucrânia e Moldávia não votaram, tampouco se abstiveram, de forma que não entram na contagem. Todas as emendas à resolução que haviam sido apresentadas pelos EUA foram rejeitadas. O Brasil votou a favor do texto.

Em 2017, 191 dos 193 estados-membros haviam votado pelo fim do bloqueio. Em 2016, último ano do governo do democrata Barack Obama, os Estados Unidos, que estavam em rota de reaproximação com Havana, se abstiveram e não houve votos contra a resolução.

Em seu pronunciamento (leia abaixo), o embaixador cubano na ONU, Bruno Rodríguez, afirmou que a continuidade do bloqueio é uma "violação flagrante" contra a ilha. "O bloqueio constitui uma violação flagrante, massiva e sistemática dos direitos humanos das cubanas e dos cubanos e tem sido um impedimento essencial para as aspirações de bem-estar e prosperidade de várias gerações", disse.

Assista ao discuso:


O chanceler ainda destacou que "o bloqueio continua sendo o obstáculo fundamental do desenvolvimento cubano" e que ameaça a liberdade das nações. "É um ato de agressão e de guerra econômica", afirmou. "O governo dos EUA não tem a menor autoridade moral para criticar Cuba nem nada sobre a matéria de direitos humanos. Rechaçamos a reiterada manipulação deles com fins políticos", concluiu Rodríguez. 

A atual embaixadora norte-americana na ONU, Nikki Haley, afirmou que o órgão "não pode colocar fim ao bloqueio a Cuba", mas poderia "enviar uma mensagem" ao país e condenar supostas "violações de direitos humanos".

Discursos 

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Na ONU países condenam o bloqueio dos EUA a Cuba

Cuba: pelo fim do bloqueio | Foto: Cuba Hoy
Do Opera Mundi 

Durante sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas realizada nesta quarta-feira (31/10), o embaixador venezuelano na ONU, Samuel Moncada, afirmou que o bloqueio norte-americano contra Cuba constitui uma violação ao desenvolvimento da ilha.

Em nome do bloco dos Países Não Alinhados, Moncada rechaçou a política dos EUA com relação a Cuba e destacou que, nos últimos 27 anos, a Assembleia Geral tem votado a favor do país caribenho.

"O bloqueio constitui uma violação do desenvolvimento de Cuba, privando o país de dialogar com o plano internacional. O dano indireto e direto afeta todos os setores vitais da economia", disse o embaixador.

Moncada ainda apontou para as consequências do bloqueio, dizendo que "o dano econômico produzido supera 900 bilhões de dólares".

Bolívia

Por sua vez, o embaixador nas Nações Unidas da Bolívia, Sacha Llorenti, afirmou que "Cuba é um exemplo para toda a humanidade com inumeráveis avanços e uma população livre".

"Cuba sempre esteve com os países do mundo na luta contra o analfabetismo, contra o ebola, os ciclones e terremotos. Cuba serve de guia aos povos do mundo", afirmou.

O diplomata ainda destacou que, "durante mais de 26 anos consecutivos, a comunidade internacional tem contestado a um só Estado e um só país. Estados Unidos, se abstenham de políticas unilaterais e se unam ao resto das nações".

Em nome do Grupo dos 77, que compreende nações do sul em desenvolvimento, o embaixador do Egito na ONU, Mohamed Fathi Ahmed Edrees, ressaltou a importância de Cuba no cenário global e disse que "o fim do bloqueio contribuiria para o desenvolvimento mundial".

Também argumentaram a favor de Cuba o embaixador do Vietnã nas Nações Unidas, Dang Dinh Quy, e o representante da Jamaica na ONU, Courtenay Rattray. 

Ambos destacaram a importância do respeito à soberania dos povos e expressaram seu descontentamento com a continuidade do bloqueio norte-americano.