quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Fidel derrubou a ditadura em Cuba; Pinochet acabou com a democracia no Chile

Alende e Fidel Castro 
Por Breno Altman na Folha de São Paulo 

A Folha publicou, na sexta-feira (6), artigo do jornalista Fábio Zanini, intitulado “Se homenagem a Pinochet é vetada, por que a Fidel é permitida?”. O autor acolhe críticas contra homenagens ao ditador chileno, mas cobra repúdio de igual monta ao líder da Revolução Cubana.

Não é incomum esse tipo de abordagem, disfarçada de equidistância entre os extremos, destinada à edulcoração das ideias de direita. Tal narrativa faz parte do arsenal de certo pensamento liberal, cujo conflito com o fascismo costuma ser amortecido pela repulsa às experiências socialistas.

Zanini se abraça à tese dos dois demônios. Mas o texto exala contradições que desidratam seu ponto de vista. Reconhece que Fidel “liderou uma revolução popular, que derrubou um ditador”, enquanto Pinochet “deu um golpe sangrento contra um presidente eleito democraticamente”. O escriba, contudo, manda às favas o antagonismo das fontes de poder. Suas prévias conclusões, afinal, precisam sobreviver aos fatos.

Com algo a mais de honestidade intelectual, poderia ter registrado que Pinochet contou com o apoio praticamente irrestrito dos principais países capitalistas, enquanto Cuba foi submetida ao mais longo bloqueio econômico da história, patrocinado pelos Estados Unidos há quase 60 anos, que incluiu agressões militares (como a invasão da Baía dos Porcos em 1962) e inúmeros atentados da CIA contra a vida de Fidel Castro. Mas ganha um mojito quem achar menção de Zanini a esse respeito.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Bolsonaro quando acabou com o "Mais Médicos" criou condições para Cuba dar "calote" no Brasil

Porto de Mariel em Cuba | Arte: TV Record
Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, o empresário Marcelo Odebrecht falou sobre negócios da sua empresa em Cuba. 

Ele afirmou que em relação ao país caribenho o governo brasileiro, na época liderado pelo PT, tinha interesse em ajudar a desenvolver alguns projetos. O ex-presidente Lula defendia a empreiteira na construção de uma estrada. O projeto consistia em exportar serviços do Brasil, gerando emprego, renda e arrecadação. Só que o governo cubano queria a empresa na construção de casas e a Odebrecht acabou entendendo que o melhor para o Brasil economicamente e em termos de exportações de bens e serviços era tocar o negócio do porto. 

Para o empreiteiro, a obra de um porto tem muito mais conteúdo que demanda exportação a partir do Brasil: "Para fazer uma estrada ou uma casa, em geral, é mais difícil fazer exportação. No caso de um porto, tem estrutura metálica, maquinário, produtos com conteúdo nacional para exportar do Brasil". 

O porto também seria um gerador de divisas internacionais, o que ajudaria a pagar o financiamento. Com o Porto reformado, a economia de Cuba cresceria e ajudaria os negócios de outras empresas brasileiras que estavam investindo no país.

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Por Sturt Silva

Marcelo também faz a defesa do banco, afirmando que "em nenhum momento, o dinheiro do BNDES vai para fora. Sempre fica no Brasil. Não é verdade dizer que o BNDES financiava projetos no exterior. O BNDES financiava conteúdo nacional, geração de trabalho no Brasil, que era exportado para o exterior".

Governo Bolsonaro e a Lava Jato também são culpados pelos supostos calotes dados ao Brasil

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Vamos pra Cuba: Brigada do Dia do Trabalhador com inscrições abertas até 15 de abril

Trabalhadores cubanos na Praça da Revolução em Havana | Foto: Granma
Por Sturt Silva

Que ir ao único país socialista das Américas e conhecer a realidade de seu povo? Então o momento pode ser agora. 

Trata-se da Brigada Internacional 1º de Maio de trabalho voluntário e solidariedade com Cuba, onde pessoas de vários países vão a Cuba com objetivo de conhecer melhor a realidade do povo cubano. Os brigadistas participarão do desfile de 1º de maio na Praça da Revolução, em Havana, com centenas de milhares de trabalhadores cubanos. 

A brigada que chegará a sua XV edição em 2020, será realizada entre os dias 27 de abril e 10 de maio em 3 províncias cubanas: Havana, Artemisa e Pinar del Río. Os participantes hospedarão no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella”/CIJAM (10 noites), localizado no Município de Caimito - a 40 km da cidade de Havana -, e em um hotel (3 noites) da província de Pinar del Río.

Durante os 13 dias na ilha, os brigadistas realizarão jornadas de trabalho voluntário, visitarão lugares de interesse social e histórico, receberão conferências sobre temas da atualidade e terão contato com representantes de organizações sociais, políticas e sindicais.

O custo será de 402,00 CUCs (aproximadamente 462,00 dólares, já que a cotação do dólar em Cuba é fixa. Hoje em reais daria mais ou menos R$ 2.024,00), que incluem alojamento no CIJAM, em locais específicos nas províncias onde haverá atividades, alimentação e transporte dentro de Cuba. Esse valor não cobre a passagem de avião a Cuba (ida e volta). 

É mais vantajoso levar euros para Cuba. O dólar apesar do câmbio fixo é super taxado (diz que 1 dólar vale 1 CUC, porém acaba valendo 0,87 CUC). Já o euro, não. Hoje 364,00 euros valeria os 402,00 CUCs (câmbio é variável). Porém a cotação do euro no Brasil está muito acima do dólar. Ai vai depender se você tem euros ou dólares em casa, em qual cidade comprar ou em que época comprar.

Veja como a Brigada de 2019

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Voos para Cuba: o que você precisa saber para 2020

Havana em seus carros antigos, ao fundo o Capitólio | Foto: Falando de viagens

O fim de 2019 se aproxima e, do início do ano até agora, algumas mudanças ocorreram no itinerário das cias aéreas que operam voos regulares do Brasil para Cuba. 

A Dicas sobre CUBA entrou em contato com três companhias que operam voos até à ilha para obter informações e atualizar nossos leitores sobre como estão os trajetos realizados e a possibilidade de comprar o visto na conexão. 

Confira aqui o que mudou, quais cias aéreas realizam os voos e quais oferecem a venda do visto cubano. 

COPA AIRLINES

A Copa possui excelentes opções de voos para Cuba. Saindo de Guarulhos (SP), por exemplo, existem voos com bastante frequência que duram, em média, entre 10 e 11 horas. A conexão é no Panamá e a empresa oferece a possibilidade de comprar o visto cubano, chamado de “tarjeta del turista”, por US$ 30,00.

Foto: Copa Air
LATAM 

Desde 2018 a Latam aumentou consideravelmente a periodicidade de seus voos para Cuba. As conexões internacionais costumam ser em Lima e a companhia não fornece o visto a Cuba, como no caso da Copa.

Atenção! Os funcionários da Latam no Brasil são instruídos a informar que a cia não vende o visto na conexão, o que não é verdade. Ao chegar em Lima você poderá ser surpreendido ao ver passageiros adquirindo o visto a US$ 65,00 no balcão da companhia. De qualquer forma, o posicionamento oficial da Latam no Brasil é de que a empresa NÃO fornece o visto. Existem relatos tanto de pessoas que embarcaram sem o visto, quanto de outras que foram barradas. Não aposte na sorte. Se for viajar de Latam, solicite o visto antes a uma das representações diplomáticas de Cuba.

Dica: Leve em consideração as "promoções" da companhia. Para quem não mora perto de um consulado de Cuba, os trâmites e taxas de correio para a aquisição do visto podem não compensar e ser mais prático a compra através da Copa.

Nota de Solidários a Cuba: A tarjeta de turista (visto) deve ser comprada com tempo, pois os serviços do aeroporto da Copa e Latam foram terceirizados e todas as pessoas que vão a Cuba devem comprar antes a Tarjeta de Turismo. Pode ser nos consulados de Cuba ou na Agencia de Viagens sol y Playa em SP por sedex ou pessoalmente. Os voos da COPA tem a vantagem de serem muito pontuais (com informações de Maria Leite).

O governo Bolsonaro não nos representa! Pelo fim do bloqueio econômico a Cuba

"Viva Cuba Socialista! Fim do bloqueio dos EUA" | Foto: Mural  na festa do Avante!
Da Página do MST 

Nesta quinta-feira (07), a Assembleia Geral da ONU condenou pela 27ª vez consecutiva, o bloqueio norte-americano imposto a Cuba. Foram 187 votos a favor da resolução condenatória, 3 contra e 2 abstenções. Pela primeira vez, o Brasil se juntou a Israel e EUA e votou contra.  

Diante de tal postura, o MST e a CUT que sempre se posicionaram contra o bloqueio econômico a Cuba, divulgam nota afirmando que o Governo Bolsonaro não representa o legítimo interesse da maioria do povo brasileiro, que busca um mundo mais justo e fraterno.

“Ao votar pelos interesses dos Estados Unidos, o Brasil vota contra um país que tem se caracterizado pelo internacionalismo, anti-imperialismo, solidariedade e unidade junto aos mais pobres. Um país que tem contribuído para melhorar as condições de vida de outros povos e nações, em particular na África e na África Central, sendo um exemplo de cooperação entre os países”, salienta em trecho da nota. 

Confira abaixo na íntegra. 

O governo Bolsonaro não nos representa - Pelo Fim do Bloqueio Econômico a Cuba

domingo, 10 de novembro de 2019

Comunistas brasileiros: Vitória de Cuba isola política de Trump e desmoraliza Bolsonaro

EUA, Israel e Brasil a favor, mundo contra o bloqueio a Cuba | Arte: Cuba Debate
Do Vermelho 

A Secretaria de Política e Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou, nesta última quinta-feira (7), uma nota onde saúda a vitória de Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas. Por esmagadora maioria foi aprovada uma resolução condenando o bloqueio promovido pelos EUA contra Cuba socialista. 

Leia, abaixo, a íntegra do texto.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) saúda a aprovação, pela Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (7), da resolução intitulada “Necessidade de encerrar o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. A resolução obteve o apoio de 187 países. Apenas três nações votaram contra o texto (EUA, Israel e Brasil) e outras duas (Ucrânia e Colômbia) optaram pela abstenção.

Este foi o 28º ano consecutivo que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma resolução condenando o bloqueio. Em 1992, ano em que pela primeira vez a ONU tratou do tema, a resolução proposta por Cuba foi aprovada com o voto de 59 países. Ao longo do tempo o número de votos contra o cerco foi se ampliando e isolando a política dos EUA em relação a Cuba.

Países com os mais diversos tipos de orientação política e ideológica, incluindo fiéis aliados dos EUA na União Europeia e na Otan e mesmo nações governadas pela extrema-direita (como Hungria e Polônia), votam contra o bloqueio por uma noção básica da geopolítica: a compreensão de que o atropelo de normas mínimas de convivência entre as nações por um Estado superpoderoso, configura um precedente perigoso que pode, no futuro, ameaçar a soberania de todos.

O PT repudia o voto do Brasil na ONU a favor do bloqueio econômico contra Cuba

Bolsonaro e Trump | Foto: Latuff

O Partido dos Trabalhadores (PT) expressa seu profundo repúdio ao voto favorável do Brasil, na Assembleia Geral da ONU, à manutenção do criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial promovido pelos Estados Unidos contra Cuba, há mais de 50 anos. 

O Brasil infelizmente abandona sua histórica posição de defesa da soberania e de não ingerência em assuntos externos e do multilateralismo, reiterada ano após ano desde 1992. Passa, portanto, a se colocar ao lado de uma posição de caráter meramente ideológico e geopolítico, fruto do alinhamento do governo Bolsonaro com Donald Trump. Passa a figurar neste vergonhoso grupo de países que apoiam tais medidas, junto somente com Israel e Estados Unidos, sinal de isolamento em um mundo em que posições como esta não têm mais lugar. 

Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Cebrapaz se associa à vitória de Cuba na ONU e condena voto infame do governo Bolsonaro


Do Resistência

O Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz comemora a contundente vitória alcançada por Cuba na ONU, cuja Assembleia Geral rechaçou por 187 votos o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. E condena a posição submissa do governo Bolsonaro de votar a favor do bloqueio. “Um voto infame”, diz a nota da entidade.

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (7/11) pelo 28º ano consecutivo, uma nova resolução exigindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

A resolução contou com o apoio de 187 países, numa demonstração do quanto esse mecanismo é rechaçado pela comunidade internacional. Uma vitória maiúscula do povo cubano e de seu governo, uma afirmação da solidariedade internacional a um povo que, por suas próprias razões e vontade, escolheu um caminho próprio do desenvolvimento, da paz e da justiça social.

A votação registrou duas abstenções – Colômbia e Ucrânia. Votaram contra a resolução os Estados Unidos, Israel e o Brasil, que ficaram isolados diante da demanda da maioria esmagadora dos países membros da Organização das Nações Unidas.

O voto do Brasil, governado pelo regime de extrema-direita de Jair Bolsonaro foi infame, como é infame o bloqueio. Com este voto, o Brasil rompe com a tradição soberana, solidária e de amizade com Cuba, desde que restabeleceu relações diplomáticas com a Ilha caribenha em 1986.