quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Criada associação de solidariedade a Cuba no Piauí

Solidários a Cuba em ato de inauguração da Associação José Marti do Piauí | Foto: Consulado de Cuba/Nordeste
Por Sturt Silva 

No último dia 10 de outubro, quinta-feira, foi criada oficialmente em Teresina, capital do Piauí, a nova Associação Cultural José Martí do Brasil. 

Além da oficialização da entidade, o ato de inauguração reafirmou apoio à Revolução Cubana e ao seu povo e protestou contra o bloqueio estadunidense dos EUA contra Cuba, que já dura quase 60 anos.

O movimento brasileiro de solidariedade a Cuba, que é formado principalmente por associações culturais que levam ao nome do mártir da independência de Cuba - José Martí -, está organizado em pelo menos 19 estados. A última associação criada tinha sido a do Tocantins, em maio passado.  

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Cuba coletará assinaturas para reivindicar liberdade de Lula

Manifestante exibe cartaz "Lula Livre" em Havana | Foto: Anny Figueiredo 
Do Opera Mundi 

O governo cubano anunciou nesta terça-feira (15/10) o início de uma campanha para coletar assinaturas em um abaixo-assinado que pede a liberdade imediata ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba desde abril de 2018.

A coleta de assinaturas, que faz parte da campanha internacional pela liberdade do ex-presidente, acontecerá em diversos postos de trabalho, escolas e associações civis até o dia 28 de outubro.

Pelo Twitter, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que, "com nossas assinaturas, exigiremos a imediata liberdade de Lula da Silva".

Durante a jornada de assinaturas ainda serão realizados atos e manifestações de solidariedade ao ex-presidente brasileiro e contra a "estratégia do imperialismo, com a cumplicidade da direita regional, para desacreditar os líderes progressistas".

Segundo o jornal Granma, "também serão rechaçadas as medidas do presidente Jair Bolsonaro contra o povo do Brasil e suas declarações contra Cuba e contra nossa colaboração médica".

Após o fim da campanha, as assinaturas serão entregues pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos à delegação brasileira que participará do Encontro Anti-imperialista de Solidariedade pela Democracia e contra o Neoliberalismo, que acontecerá entre os dias 1º e 3 de novembro em Havana, capital de Cuba.

Número de brasileiros que visitaram Cuba mais do que dobrou entre 2016 e 2018

Praia cubana | Foto: Caribe News Digital

Em dois anos, o número de brasileiros que visitaram Cuba mais do que dobrou, passando de 22.862, em 2016, para 45.723, em 2018.

Esse dado representa um grande salto em relação aos três anos anteriores (de 2013 a 2016), onde o número de turistas brasileiros aumentou de 17.795 para 22.338. 

O turismo é a principal atividade econômica de Cuba. No último ano, o setor gerou cerca de 2.9 bilhões de pesos convertibles (aproximadamente 2.9 bilhões de US dólares).

4.683.655 foi o total de turistas recebidos pela ilha em 2018, quase o dobro dos 2.838.684 recebidos em 2013. A maior parte dos visitantes vêm do Canadá e Estados Unidos, seguidos pela Itália, Alemanha e Rússia. Embora tenha aumentado o número de brasileiros, ainda estamos na 15ª posição dos que mais visitaram Cuba no último ano.

Fonte: Dicas sobre Cuba
O que pode ter contribuído para esse aumento? 

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

A guerra suja contra a colaboração médica cubana

Médicos cubanos já atenderam em 164 países | Foto: Ministério de Saúde de Cuba
Por Rosa Miriam Elizalde, Flor de Paz, Víctor Martínez no Cuba Debate

Quando The New York Times publicou, em 17 de março de 2019, um artigo acerca dos médicos cubanos na Venezuela, a operação do governo Trump contra a cooperação internacional que Cuba oferece já estava em andamento.

O New York Times ignorou o trabalho dos médicos cubanos na Venezuela, apesar de dezenas de milhares de pessoas terem servido naquele país há quase vinte anos. Uma contribuição notável que teve um impacto na melhoria dos indicadores de saúde da população da Venezuela. O jornal usou como fontes principais alguns médicos cubanos que abandonaram a sua missão naquele país sul-americano e acusaram o governo venezuelano de usar médicos e serviços de saúde cubanos para pressionar os eleitores.

O titula do Ministério da Saúde Pública de Cuba (MINSAP), José Ángel Portal, declarou na sua conta no Twitter: Não é aceitável questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos mais de 400 mil colaboradores cubanos que completaram missões em 164 países, trazendo o melhor conhecimento e o mais alto desempenho integral.

Menos de uma dezena de médicos, de credibilidade duvidosa, não são suficientes para manchar o excelente desempenho de dezenas de milhares.

Segundo os registros estatísticos do MINSAP, os colaboradores cubanos da saúde trabalham atualmente em 67 países e “na esmagadora maioria das missões realizadas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Da mesma forma, 35.613 profissionais de saúde de 138 países foram treinados gratuitamente em Cuba”, disseram fontes desse ministério.

A engrenagem de uma guerra suja

domingo, 6 de outubro de 2019

20 mil turistas brasileiros deixaram de visitar Cuba por causa do bloqueio dos EUA

Turistas em Havana | Foto: Ministério do Turismo de Cuba
Por Sturt Silva

Segundo reportagem de Janaina Brito no site Mercado e Eventos, cerca de 20 mil turistas brasileiros deixaram de visitar Cuba por causa das novas medidas do bloqueio estadunidense. 

Sancionada em julho de 2019, a lei que proíbe viagens de cruzeiros à ilha socialista fez com que se encerrasse a entrada de navios no país, o que afetou o resultado de emissão e visitas de turistas brasileiros por via marítima e via aérea.

Mariano Fernández Arias (foto abaixo), conselheiro de Turismo de Cuba para Colômbia, Brasil, Perú e Equador, disse - que além da lei estadunidense - outros fatores influenciaram na queda:

“Não foi um bom ano para o turismo de Cuba, especialmente falando no mercado brasileiro. Em 2018, tivemos quase 42 mil turistas brasileiros, um crescimento de 16% em relação a 2017. Vários motivos influenciam nessa queda. A lei de proibição de cruzeiros foi um deles, o segundo é o câmbio, o aumento do dólar resultou numa diminuição dos brasileiros em Cuba, o outro defeito é a falta de voos diretos do Brasil ao país”.


Cuba promove ações para recuperar mercado brasileiro

A reportagem de "Mercado e Eventos" também informa que "para estimular o mercado e recuperar o número de turistas brasileiros, o escritório de Turismo de Cuba está promovendo ações no Brasil. Entre as ações programadas pela entidade estão participações em feiras nacionais como por exemplo a Abav 2019 e o Festuris, uma campanha sobre o destino nas ruas de São Paulo e um mega fam que levará agentes, operadores e mídia ao país em novembro", mês que comemorá os 500 anos de Havana. 

Durante o mês de aniversário da capital cubana diversas outras ações também serão realizadas.

Grupo parlamentar Brasil-Cuba pede aos EUA o fim do bloqueio à ilha

Grupo de amizade foi reinstalado no Congresso brasileiro no último dia 24 | Foto: Prensa Latina

O Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-Cuba, integrado até hoje por 65 deputados e 12 senadores, enviou uma carta aos congressistas dos Estados Unidos, em que exigem o fim do bloqueio à ilha caribenha.

Na carta, o grupo informa que, no dia 17 de dezembro de 2014, o ex-presidente estadunidense, Barack Obama, "reconheceu que mais de 50 anos de política estadunidense contra Cuba tinham falhado e deviam ser mudados".

O texto relembra que "o passo histórico da abertura de embaixadas em ambas capitais, em 20 de julho de 2015, foi um passo na direção correta. Nesse dia, as relações diplomáticas restabeleceram-se após 54 anos; os países da América Latina e outras regiões aplaudiram estas mudanças".

Baixo o mandato atual em Washington, alertam os legisladores brasileiros, "existe inexplicavelmente um verdadeiro revés nas relações respeitosas entre as duas nações soberanas".

Denunciam que, enquanto o mundo caminha para a paz e para as relações estáveis, o presidente Donald Trump decide unilateralmente colocar em vigor os artigos III e IV da Lei Helms-Burton sobre o bloqueio imposto a Cuba, com o objetivo de intensificar ainda mais o atentado e causar graves danos ao povo cubano.

Reiteram no ofício, assinado por sua presidenta, a deputada Lídice da Mata, do Partido Socialista Brasileiro, que "sobre o bloqueio e todos seus artigos, só o Congresso dos Estados Unidos tem o poder de revogar a dita lei em sua totalidade e, por isso, nos dirigimos aos congressistas".

O grupo parlamentar manifesta que finalmente tem fervorosa esperança que o Congresso dos Estados Unidos "escute as vozes de seus constituintes, bem como as vozes dos povos da América Latina, do Caribe e do mundo, e vote para eliminar o bloqueio o mais rápido possível".

Ministro das Relações Exteriores de Cuba: "Pátria ou Morte"


Na ONU, ministro cubano rebateu discursos dos EUA e do Brasil | Foto: @CubaMINREX
Discurso do ministro das Relações Exteriores da República de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, na ONU, em 28 de setembro de 2019. 

Senhor presidente;

Senhores Chefes de Estado e de Governo;

Delegadas e delegados ilustres:

Manifesto sinceras condolências à Comunidade das Bahamas pela perda de vidas e pela terrível destruição causada pelo furacão Dorian. Exorto a comunidade internacional a mobilizar recursos para ajudar.

Senhor presidente:

Eu denuncio perante a Assembleia Geral das Nações Unidas que o Governo dos Estados Unidos iniciou nos últimos meses a aplicação de medidas criminais, não convencionais, para impedir o fornecimento de combustível ao nosso país a partir de vários mercados, através da ameaça e a perseguição de empresas que o transportam, aos governos de registro e bandeira, às companhias de navegação e as companhias de seguros.

Como resultado, enfrentamos sérias dificuldades em garantir o suprimento de combustível necessário para a atividade diária do país, o que nos obrigou a adotar medidas de emergência temporárias, possíveis apenas em um país organizado, com um povo unido e solidário, disposto a se defender contra a agressão estrangeira e preservar a justiça social alcançada.

No último ano, o governo dos EUA aumentou qualitativamente suas medidas de hostilidade e bloqueio contra Cuba. Impôs obstáculos adicionais ao comércio exterior e aumentou a perseguição de nossas relações bancárias-financeiras com o resto do mundo. Impôs limitações extremas às viagens e a qualquer interação entre os dois povos. Isso dificulta os vínculos e contatos com a terra natal dos cubanos que vivem nos Estados Unidos.

Até a presente data, a estratégia imperialista contra Cuba é guiada pelo infame memorando, assinado em 1960, pelo subsecretário de Estado Lester Mallory, que cito: "…Não existe oposição política efetiva (…) O único meio possível de fazê-lo perder apoio interno [ao governo] é provocar decepção e desânimo através da insatisfação econômica e das dificuldades (...) Devemos rapidamente pôr em prática todos os meios possíveis para enfraquecer a vida econômica (...) negando dinheiro e suprimentos a Cuba, a fim de reduzir os salários nominais e real, com o objetivo de causar fome, desespero e queda do governo."

A ilegal Lei Helms-Burton de 1996 orienta a conduta agressiva dos Estados Unidos contra Cuba. Sua essência é a afirmação gritante de questionar o direito à autodeterminação e à independência da nação cubana.

Também concebe a imposição da autoridade legal norte-americana e a jurisdição de seus tribunais nas relações comerciais e financeiras de qualquer país com Cuba, para atropelar o Direito Internacional, jurisdição nacional e de Estados terceiros e estabelecer a suposta primazia da lei e a vontade política dos Estados Unidos sobre eles.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro continua sendo o principal obstáculo ao desenvolvimento de nosso país e ao avanço do processo de atualização do Modelo Socialista de Desenvolvimento Econômico e Social que nosso país elaborou. As novas medidas afetam particularmente o setor não estatal de nossa economia.

Todos os anos, os Estados Unidos destinam dezenas de milhões de dólares do orçamento federal à subversão política, com o objetivo de confundir e enfraquecer a unidade de nosso povo, articulada com uma campanha de propaganda concertada que tem como fim desacreditar a Revolução, seus líderes, seu glorioso legado histórico, denegrir políticas econômicas e sociais em favor do desenvolvimento e da justiça e destruir as ideias do socialismo.

Na quinta-feira passada, com base em calúnias grosseiras, o Departamento de Estado anunciou que o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, o general-de-exército Raúl Castro Ruz, não poderá receber um visto de entrada a este país. É uma ação, sem efeito prático, destinada a ultrajar a dignidade de Cuba e os sentimentos de nosso povo. É uma migalha eleitoral lançada à extrema direita cubano-norte-americana. No entanto, as falsidades abertas e ofensivas usadas para tentar justificá-la, e que rejeitamos em termos bem fortes, refletem a baixeza e o apodrecimento desse governo norte-americano, afogado na corrupção, mentiras e imoralidade.

Todas são ações que transgridem o Direito Internacional e violam a Carta das Nações Unidas.


O pretexto mais recente, reiterado aqui na terça-feira passada pelo presidente Donald Trump, é culpar Cuba pelo fracasso em derrubar pela força o governo da República Bolivariana da Venezuela. Para ocultar a façanha do povo venezuelano, os porta-vozes dos ianques usam repetidamente a calúnia vulgar de que nosso país tem "entre 20 mil e 25 mil militares na Venezuela" e que "o imperialismo cubano exerce domínio" sobre esse país.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Grupo Parlamentar Brasil-Cuba é reinstalado no Congresso Nacional

Grupo parlamentar Brasil-Cuba; ao centro Embaixador Cubano e Presidenta Lídice | Foto: Lídici da Mata 
Por Walter Félix no Vermelho

Criado inicialmente na Câmara em 1989, o grupo foi instalada no Senado em 1995 e nesta nova conformação tem, atualmente, a adesão de 65 deputados e 12 senadores, que representam um amplo espectro de forças políticas representas no Congresso.

A coordenação das atividades será exercida pela deputada Lídice da Mata (PSB-BA) em conjunto com os deputados Alexandre Padilha (PT-SP); Alice Portugal (BA), Perpétua Almeida (AC) e Jandira Feghalli (RJ) pelo PCdoB; Glauber Braga (PSOL-RJ); e André Figueiredo (PDT-CE). O colegiado conta ainda com parlamentares do PL, PP, Podemos, PROS, PSDB, DEM e MDB.

O evento, que tratou de temas como a defesa do fim das sanções econômicas dos Estados Unidos a Cuba e o Programa Mais Médicos, considerado uma das iniciativas mais exitosas no curso da cooperação entre os dois países, acabou tendo um simbolismo especial. A reunião ocorreu horas depois da fala de Jair Bolsonaro na abertura da 74ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), na qual o presidente desferiu uma série de ataques a Cuba.

Para a deputada Lídice da Mata, a estreia de Bolsonaro na ONU foi lamentável. Ela destacou que a amizade entre Brasil e Cuba ultrapassa os limites da cooperação em programas de interesse comum, mas cristaliza tradições e semelhanças culturais profundas. 
“O Mais Médicos espelha essa identidade, pois foi um dos programas mais bem aprovados que tivemos na área de saúde, com grande admiração dos gestores e adesão da população atendida. Ele levou saúde ao povo nos mais distantes rincões do Brasil”, lembrou.

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