domingo, 12 de agosto de 2018

Cresce o número de brasileiros que estão visitando Cuba

Ministério do Interior em Havana | Foto: reprodução/Suffolk
Por Sturt Silva 

Cresce o número de brasileiros que estão viajando para Cuba. Segundo reportagem da Agência Prensa Latina, entre janeiro e junho deste ano, mais de 21 mil brasileiros viajaram à ilha caribenha, o que significa um aumento de 12,2% em relação ao mesmo período de 2017.

O Brasil se consolida como o 16º maior mercado emissor de turistas para Cuba. A liderança mundial é do Canadá, o México lidera na América Latina e a Argentina na América do Sul. Nesses 6 primeiros meses do ano mais de 717 mil canadenses, quase 80 mil mexicanos e mais de 61 mil argentinos visitaram Cuba.

No último dia 9 de agosto, o Ministério do Turismo de Cuba informou que o país bateu a meta de 3 milhões de visitantes. Ano passado, cerca 4 milhões e 700 mil pessoas visitaram à ilha. 

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Realizado 3º encontro da juventude com Cuba em Fortaleza (+ vídeo)

3º Encontro da Juventude com Cuba | Foto: reprodução/Democracia Participativa
Uma performance do grupo "Verso de Boca", unindo teatro e poesia abriu o 3º Encontro da Juventude com Cuba, realizado pela Casa da Amizade Brasil-Cuba do Ceará. Com o tema "A luta anti-imperialista da juventude latino-americana e a resistência ao golpe neoliberal" o evento foi realizado nesse sábado (11/8), na sede da ADUFC-Sindicato, em Fortaleza (CE) e contou com a presença da Consul Geral de Cuba para o Nordeste do Brasil, Laura Pujol, além de coletivos juvenis, movimentos sociais e parlamentares do Estado. 

Formando a mesa inicial representantes da União da Juventude Comunista (UJC), Juventude 5 de Julho e Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD) deram seu recado a respeito dos atuais ataques imperialistas na América Latina, a importância da juventude revolucionária e as questões que afetam os jovens das periferias. A mesa foi mediada pelo Secretário Geral da Casa da Amizade, Francisco Malta.

Assista a íntegra do encontro:

Durante o evento abriu-se espaço para o aniversário de Fidel Castro, que no próximo dia 13 completaria 92 anos de vida. O jornalista, escritor e amigo de Fidel, Fernando Morais, mandou recado em vídeo para os cearenses e enalteceu a importância do Comandante para a luta dos povos, além do enfrentamento de ataques contra a democracia, como a prisão do ex-presidente Lula.

sábado, 11 de agosto de 2018

Vamos pra Cuba: Organização seleciona interessados em São Paulo

A seleção é para a Brigada Sul-americana que ocorre entre janeiro e fevereiro | Reprodução/MPSC

O Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba começa a selecionar a partir do dia 18 de agosto brigadistas para a Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade a Cuba - edição 2019. Os interessados devem comparecer no local, dia e hora citados acima.

Para maiores informações entre em contato com a página do movimento.

Veja como a Brigada deste ano:

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Evento em São Paulo comemora dia da rebeldia cubana (+ vídeo)

Altamira Borges, Mercedes Lima, Nélida Hernández e Fernando Morais | Foto David Chaves
Por Sturt Silva

No último dia 26 de julho, dia da rebeldia cubana, foi realizado, em São Paulo, ato político e cultural em comemoração aos 65 anos dos assaltos ao Quartel Moncada e Carlos Manuel de Céspedes. 

Organizado pelo Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba, o evento contou com a presença de cerca de 200 pessoas oriundos de partidos políticos, de sindicatos, de movimentos sociais e de organizações de solidariedade a Cuba.

O momento mais importante do ato, que aconteceu no Sindicato dos Arquitetos do estado de São Paulo,  foi o debate sobre "26 de Julho", que teve a participação dos jornalistas Fernando Morais e Altamiro Borges e da Cônsul Geral de Cuba em São Paulo, Nélida Hernández Carmona.

Já a apresentação cultural ficou por conta do cantor Jara Arraes, com longa carreira no Brasil, na banda Raízes de América.

Assista a íntegra:

Vejas fotos:

Criada associação de Solidariedade a Cuba no Grande ABC

Cerca de 100 pessoas participaram do ato | Foto: Vicentinho
Por Sturt Silva

No último dia 19 de Julho foi criada em São Bernado do Campo a Associação Cultural José Martí do grande ABC Paulista (ACJM-GABC).

O evento contou com a participação de sindicalistas, políticos, representantes de variados movimentos sociais e representantes do Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba. Vários amigos de Cuba do ABC, de várias décadas, marcaram presença no ato. Entre eles o deputado federal do PT, Vicentinho; o padre Paulinho; o professor Marcelo Buzetto; Jose do Fellippi junior; Adi dos Santos Lima; Ivette Garcia; Alberto Sousa; Terecinha Toledo; Davina Valentim; Thiago Nogueira e Angelina Fernandes.

Durante o evento, Silvana Gomes - coordenadora da associação-, fez uma homenagem ao recém-falecido Wagner Lima, um dos pioneiros da solidariedade com Cuba na região.

O Cônsul de Cuba, Antonio Mata Salas, agradeceu a participação dos presentes e saudou a criação da entidade de solidariedade a Cuba, além de discorrer sobres questões históricas a atuais de Cuba.

Entre os objetivos da ACJM-GABC está a realização atividades nas diferentes cidades do grande ABC para ampliar a participação de diferentes segmentos sociais na solidariedade com Cuba, como debates, exibição de filmes, atos culturais e de confraternização; assim como criação de grupos de estudos sobre José Martí, a história de Cuba e temas atuais da conjuntura cubana.

Criado grupo de solidariedade a Cuba em Campinas

Reunião de solidários a Cuba em Campinas | Foto: Consulado de Cuba em São Paulo
Por Sturt Silva

Aconteceu no último dia 28 de julho, além da primeira reunião do grupo de solidários a Cuba em Campinas, ato de comemoração aos 65 anos dos ataques aos quarteis Moncada e Carlos de Céspedes e debate sobre a atualização do modelo socialista cubano. 

Renato Nucci, coordenador do grupo, disse que o coletivo está se conectando com integrantes de diferentes setores políticos, sindicais e sociais para construir em breve a Associação Cultural José Martí de solidariedade com Cuba em Campinas, cidade tradicional de lutas operárias e de solidariedade com à Revolução Cubana. 

Everton Souza (MPSC) e Gabriela Ortega (ACJM-Santos) interveriam destacando as atividades solidárias com Cuba que desenvolvem em suas organizações e suas experiências. 

Em nome de Cuba, o Cônsul Antonio Mata Salas, expôs acontecimento dos assaltos aos quarteis em 1953, do sistema político e do processo eleitoral que elegeu Díaz-Canel em abril, do fortalecimento do bloqueio pelos EUA com vitória de Trump e sobre o projeto de uma nova constituição cubana.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Cuba em Barranquilla 2018 [todas as medalhas]

Atletas cubanos no jogos | Fotos: Cuba Debate
Por Sturt Silva

Pela primeira vez desde Panamá-70, com exceção de San Salvador-2002 e Mayagüez-2010 - quando a ilha socialista não enviou delegação, Cuba perde o título dos Jogos Centro-americanos e do Caribe para o México. A competição multiesportiva, que é realizado em 4 em 4 anos, conta com a participação das ilhas do Caribe, dos países da América Central, do México, da Colômbia e da Venezuela. 

O fator se agrava quando lembramos que pela primeira vez desde Cali-71, sendo que em Havana-91 o esporte cubano foi campeão, Cuba perdeu a vice-liderança dos Jogos Pan-americanos. Em Toronto-15, Cuba viu o Canadá tomar a sua segunda colocação com 78 medalhas de ouro. Acabou apenas em quarto, com apenas 36 douradas, atrás do Brasil, que terminou em terceiro lugar com 42 medalhas. 

Na edição de Barranquilla dos jogos centro-americanos e do Caribe, Cuba pretendia ganhar 117 ouros, porém veio apenas 102. Para surpresa de todos o México fez um feito histórico ao ganhar 132 medalhas douradas. Em Veracruz-10, Cuba venceu com 123 ouros e o México ficou logo em seguida com 115. Olhando o quadro de medalhas nas duas edições percebe-se que Cuba perdeu competitividade pelo primeiro lugar: foram 21 ouros a menos, contra 17 a mais do México. No pódio, enquanto Cuba aumentou em apenas 3 bronzes e 6 pratas, o México, além dos ouros, teve aumento de 12 pratas, embora também tenha ganho muito menos bronzes (- 20).
Os esportes que Cuba teve melhora de desempenho em comparação a Veracruz-2014 foram: Esgrima - foram 7 ouros, eram apenas 2; Luta - eram 10 douradas, passaram para 13: isso em 18 finais; Ginastica Artística - de 4 passou para 6 ouros; Taekewondo - eram apenas 3 medalhas de ouro, passou para 6. México tinha ganho 10, caiu para 8; Polo Aquático - ouro no feminino; Softbol - ouro no masculino; Tênis de Mesa - era 1 ouro e agora passou para 2; Badminton - tinha ganho 1 ouro, agora ganhou 2 e venceu a disputa contra o México no duelo das pratas (5 contra 1); Ginastica Rítmica e os Saltos Ornamentais ganharam um ouro cada.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

A obra de FIDEL é única na história da humanidade!

Lula e Fidel Castro durante o Foro de São Paulo de 1993 | Foto: Revista Bohemia
Foro de São Paulo: Unidade e Resistência

Por Maria leite 

As significativas palavras do apóstolo nacional de Cuba: "RESISTIR VALE TANTO COMO ACOMETER", foram a essência do XXIV encontro do Foro de São Paulo, realizado em La Habana de 15 a 17 de julho de 2018. 

Criado em 1990 por Lula e Fidel Castro, o Foro de São Paulo reuniu as principais lideranças de Latino-américa. Contou com as presenças de Miguel Díaz-Canel, de Cuba; Dilma, do Brasil, Nicolás Maduro, da Venezuela; Evo Morales, da Bolívia; Salvador Sánchez Cerén, de El Salvador; e Manuel Zelaya, o ex-presidente de Honduras.

O presidente venezuelano fez discurso contundente: “Vemos com dor, mas não com resignação, o martírio de Lula, a perseguição a Lula, que está sendo escondido numa masmorra para impedir sua ação política, porque sabem que Lula livre ganhará a eleição presidencial no Brasil. Basta!”, clamou Maduro. Neste momento e em diversas atividades, a assembleia irrompeu aplausos em meio aos gritos de “Lula Livre”. Tanto Maduro quanto Morales manifestaram irrestrita solidariedade ao ex-presidente brasileiro mantido como preso político em Curitiba. 

O Foro defendeu que a América Latina e o Caribe sejam declaradas ‘zona de paz’ e condena as iniciativas de desestabilização no continente, como o descumprimento dos acordos de paz entre o governo colombiano e a guerrilha das Farc, os recentes atos violentos na Nicarágua contra o governo de Daniel Ortega. O governo sandinista contou com a defesa dos presentes no Foro, assim como a Revolução Cidadã de Rafael Correa no Equador.

A declaração final do Foro de São Paulo marcou a condenação de todas as formas de opressão colonialista ainda vigentes no continente latino-americano.
1º encontro do Foro de São Paulo em 1990 | Foto: Instituto Lula