domingo, 18 de agosto de 2019

Grupo parlamentar Brasil-Cuba: Nota de repúdio contra Bolsonaro


Grupo parlamentar Brasil-Cuba, presidido pela deputada Lídice da Mata, emitiu, no ultimo dia 13 de agosto, nota de repúdio depois de mais um ataque de Bolsonaro aos médicos cubanos e a Cuba.

Leia a nota: 

Médicos brasileiros divulgam Carta em solidariedade a Cuba

Médicos desfilando em Cuba
A Associação Médica Nacional Maíra Fachini, uma associação médica brasileira fundada por médicos formados em Cuba, divulgou em julho um manifesto contra a campanha norte-americana de difamação das brigadas médicas internacionalistas.

Veja a íntegra do manifesto: 

Carta-aberta da Associação Médica Nacional “Maíra Fachini” (AMN-MF) dirigida ao presidente dos Estados Unidos da America Sr Donald Trump.

O Trafico da Vida do Amor e da Esperança!

Saudamos o povo americano e denunciamos a campanha sórdida, suja e retaliativa promovida pelo presidente estadunidense Donald Trump, contra Cuba e suas Brigadas Médicas Internacionalistas. Cuba oferece ajuda humanitária ante os desastres naturais ocorridos na história mundial desde o ano de 1960 , sendo a República do Chile o marco inicial desta cooperação a partir do terremoto sofrido por esta nação latino americana.

Injusta e Criminosamente, Cuba acaba de ser incluída pelo governo americano em uma ´´lista negra´´ classificada como a mais severa sobre o tráfico de pessoas subindo para o nível 3, este que é passível de sansões econômicas, onde citam o programa mais médicos como umas de suas razoes para tal descalabro, acusação a qual refutamos integralmente, pois somos uma instituição que atuou tanto na construção do programa como na execução, fiscalização e acompanhamento.

É importante que façamos um resgate histórico, pois desde o ano de 1961 o governo Cubano oferece bolsas de estudos para formação de profissionais e técnicos da saúde, destinados prioritariamente aos países do terceiro mundo, destacando se como referencia a criação da ELAM - Escola Latino Americana de Medicina no ano de 1999, após a passagem em 1998 dos furacões George e Mitch, estes que infelizmente dizimaram mais de 30 mil vidas na América Central. Catástrofe esta que os médicos cubanos responderam prontamente evitando uma tragédia ainda maior.

Reforçamos que a ELAM, obra solidaria e humanista, construída pela revolução cubana é uma renomada instituição, mundialmente reconhecida, inclusive pela Organização das Nações Unidas ONU, bem como, por outros organismos internacionais do campo da saúde OMS/OPAS, sendo responsável pela formação gratuita de mais de 28 mil médicos estrangeiros, em sua grande maioria de origem pobre, periférica e de áreas remotas da África e do continente americano, incluindo também - a que se dar ênfase- mais que uma centena de jovens norte americano beneficiados.

Destacamos ainda a estruturação do programa integral de saúde PIS, que consolidou estratégias para cooperação medica internacionalista e fortalecimento da infraestrutura e reconstrução de sistemas de saúde das nações claudicantes afetadas por desastres naturais, que em sua maioria conformam o conjunto de países subdesenvolvidos, alcançando a impressionante marca de ter contribuído e cooperado com mais de 70 países no mundo, com ações voltadas para o fortalecimento da atenção primaria a saúde. Seria injusto não citarmos nessa contextualização, alguns outros programas, que tornaram se referencia mundial e são as principais marcas desta cooperação cinquentenária, desenvolvida solidariamente pelos médicos cubanos, tais como o Programa Mais Médicos para o Brasil, Operação Milagre, Bairro Adentro e Brigada Henry Reeve. Esta ultima formada por um contigente internacionalista com mais de 10 mil médicos cubanos e egressos da ELAM, que após a passagem do furacão Katrina que tragicamente quase borrou do mapa a cidade de Nova Orleans nos EUA, se dispuseram a ajudar e infelizmente tal ajuda oferecida pelo povo e governo cubano não foram aceitas pelo governo norte americano.

sábado, 17 de agosto de 2019

Visite Cuba: Ilha socialista atinge marca de 3 milhões de visitantes

Turistas em frente ao Museu da Revolução | Foto Lala Rebelo
Por Sturt Silva

Cuba acaba de atingir a marca de 3 milhões de visitantes internacionais. 

A informação foi divulgada, na última quinta-feira (15/08), pelo Ministério do Turismo da ilha e destaca que o maior mercado emissor continua sendo Canadá; seguido por países europeus, sendo que entre eles a Rússia é que tem maior ritmo de crescimento.

Foram seis dias de atraso em relação a 2018, já que o país bateu a marca de 3 milhões em 9 de agosto do ano passado. 

A ilha socialista aparece como um importante destino turístico por sua natureza, praias, patrimônio cultural, segurança e hospitalidade de seu povo.
Queda de turistas em 2019?

Cerca de 4 milhões e 700 mil turistas visitaram à ilha caribenha em 2018. Devido as novas medidas do governo dos EUA como proibições de viagens de estadunidenses à ilha e aplicações de sanções contra investidores sócios do governo cubano, o Ministério do Turismo de Cuba diminui a meta prevista para 2019: inicialmente de 5 milhões caiu para 4 milhões e 300 mil, menor que a dos últimos dois anos. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Vamos pra Cuba: Brigada Sul-americana com inscrições abertas até 20 de dezembro

Brigada homenageará os 60 anos do ICAP | Foto: Praça da Revolução, ao fundo Che e Camilo - Pé na Estrada
Por Sturt Silva

Que ir a Cuba e conhecer a realidade do único país socialista das Américas com seus próprios olhos?

A oportunidade pode ter chegado.

Trata-se da Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade a Cuba, onde pessoas do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai visitam Cuba com objetivo de conhecer melhor a realidade do povo cubano e contribuir, através de jornadas de trabalho voluntário, com o desenvolvimento agrícola e produtivo do país.

Em 2020 a brigada, que será realizada entre os dias 26 de janeiro e 9 de fevereiro, chegará a sua XXVII edição e homenageará os 60 anos do ICAP (Instituto Cubano de Amizades com os Povos).

Serão 14 noites, sendo 9 no Acampamento Internacional “Julio Antonio Mella” (CIJAM), localizado no Município de Caimito, província de Artemisa, a 45 km da capital Havana, e 6 em hotéis das províncias de Camaguey e La Tunas. No total serão 5 províncias no roteiro da brigada: Havana, Villa Clara, Artemisa e já citadas: Camaguey e La Tunas.

A estadia terá o custo de 565 CUC (moeda cubana forte) e inclui alojamento em habitações compartilhadas com 6 pessoas no caso do CIJAM e duplas e triplas nas províncias, alimentação e transporte para todas as atividades da programação.

Veja a cotação na época de reais para euros ou dólares. E de euros para CUC, que tem câmbio variante em Cuba. Em relação ao dólar o câmbio é fixo: 100 dólares vale 87 CUC em Cuba. O valor de 565 CUC não cobre a passagem de avião (ida e volta) e outros serviços (como taxas de aeroportos, excesso de bagagens, ligações telefônicas pessoais, etc). É mais ou menos uns 500 euros ou 600 dólares. Sempre é recomendável levar euros para Cuba para trocar por CUCs.
As jornadas de trabalho voluntário serão em áreas próximas ao CIJAM – acampamento criado em 1972 que conta com condições adequadas para satisfazer a vida coletiva e as necessidades das pessoas que visitam Cuba.

sábado, 10 de agosto de 2019

Cuba convoca para Encontro Anti-imperialista, democrático e contra o neoliberalismo


O Encontro Anti-imperialista de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo acontecerá em Havana de 1 a 3 de novembro do presente ano, organizado pelo Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), junto ao Capítulo Cubano dos Movimentos Sociais e a Jornada Continental pela Democracia e contra o Neoliberalismo. 

A realização do Encontro em Havana expressa a decisão da Revolução Cubana de responder à reivindicação da esquerda política, a esquerda social e o Movimento de Solidariedade a Cuba de que nosso país continue sendo um ponto de encontro das lutas dos povos em nosso continente. 

Propomos que o evento seja uma contribuição real ao confronto à atual ofensiva contrarrevolucionaria do imperialismo norte-americano, em busca da mais ampla unidade possível das forças de esquerda da região e ao fortalecimento da solidariedade militante com as causas justas que defendem os povos. 

Na atual conjuntura política, marcada pela agressividade da administração Trump, se buscarão novas vias para reforçar a solidariedade com estas causas, principalmente em nossa região. 

Em novembro se fará presente também em Havana uma heterogênea representação de Estados Unidos e Canadá, amigos que sempre se tem colocado ao lado da justiça e que desde o triunfo da Revolução Cubana tem sido solidários com nosso povo. Contaremos também com importantes figuras da intelectualidade, comprometidas com as lutas libertadoras dos povos. 

A crescente hostilidade contra Cuba e demais países da região, a perseguição judicial de líderes progressistas, a imposição do neoliberalismo reciclado, são traços típicos da atual política norte-americana para América Latina e o Caribe que acordam a capacidade de luta dos povos latino-americanos e caribenhos. Da mesma forma, a mobilização para a ocasião de centenas de lutadores sociais, líderes políticos, intelectuais, camponeses, mulheres, indígenas, ativistas da solidariedade, entre outros; se constituirá em um formidável impulso à resistência heroica do povo cubano, empenhado em derrotar a Lei Helms Burton, o bloqueio e levar adiante a atualização de seu modelo de desenvolvimento econômico e social. 

Frente ao pessimismo e à submissão de alguns, os participantes do Encontro anti-imperialista de solidariedade responderão com o fortalecimento da moral de luta e a convicção profunda de que os povos de América Latina e do Caribe continuarão marchando para sua segunda e definitiva independência. 

O Comitê organizador do Encontro Anti-imperialista de Solidariedade, pela Democracia e contra o Neoliberalismo, convoca a um evento que reafirme as melhores tradições de hospitalidade do povo cubano e seu compromisso com a independência, a justiça, a paz e a fraternidade entre os povos. 


Encontro Anti-imperialista de Solidariedade pela Democracia e contra o Neoliberalismo
Havana, Cuba, 1 a 3 de novembro de 2019.

Projeto de Programa 

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Entenda o que é a Lei Helmes-Burton e como ela afeta o povo cubano

Lei Halmes-Buron é endurecimento do bloqueio econômico dos EUA | Arte: Latuff
Licia Hauer e Luis Eduardo Mergulhão (dirigentes da Associação Cultural José Martí do Rio de Janeiro) explicam os objetivos da Lei Helmes-Burton que os Estados Unidos pretende aplicar em sua totalidade em relação a Cuba. Na prática endurece o bloqueio que já dura quase 60 anos.

As consequências desta situação para a ilha, bem como o cenário internacional atual que incidem sobre esta questão são abordadas no programa. Eles ainda destacam os trabalhos que a Associação Cultural José Martí vem promovendo em solidariedade à Cuba e em defesa de preceitos jurídicos internacional importantes para a manutenção da paz no mundo: autodeterminação dos povos e repeito à soberania dos países, todos descritos na Carta da ONU.

Assista:


Assista também:
Lei Helms-Burton: um ataque a Cuba e ao seu povo

Não acredite na propaganda antissocialista sobre Cuba

Praça da Revolução em Havana | Foto: Dicas sobre Cuba
Do Dicas sobre Cuba

Por Andreza Sant'ana

Em fevereiro de 2018, tive a oportunidade de conhecer a capital de Cuba. Depois de 5 dias em Havana, tentando ao máximo me conter nos locais “menos turísticos” possíveis, me hospedei na casa de uma família cubana que recebe pessoas de diversas partes do mundo, em uma atmosfera totalmente diferente do Brasil, onde também já me hospedei em casa de família. 

Logo no primeiro dia, percebi que tudo o que havia ouvido falar e lido, sempre chegava distorcido. A família, cuja casa estive hospedada, era composta por pessoas maravilhosas, que me ajudaram desde o primeiro dia a pegar ônibus, chegar aos lugares, entender os preços, e conhecer MESMO onde eu estava.

Eram quatro gerações na mesma casa. Ouvir de quem esteve presente na revolução sobre como era Cuba dos anos 50 e como é hoje, não tem comparação. Ver crianças e adolescentes não imersos em mundos eletrônicos e midiáticos e sim em inúmeros livros (que, por um acaso, alguns não chegam a custar um real) é de cair o queixo, porque tudo o que ouvimos e lemos como: “Cuba é um país pobre, as pessoas não têm papel higiênico, não têm pasta de dente...”, é puramente propaganda anti socialista. Ver que essas mesmas crianças estarão cursando medicina, economia, engenharia e direito sem pagar um centavo por isso, em uma das melhores universidades da América Latina, e saindo de lá com garantia de emprego é uma experiência inimaginável.

Quando cheguei, também me pareceu muito interessante que existam escolas em todas as esquinas, perto ou longe do centro. Tem ônibus para estudantes, ônibus para trabalhadores e um transporte público pensado para o povo, que custa 0,40 em moeda nacional (aproximadamente menos de 15 centavos!!!!!!). E são ônibus grandes, com espaço, ar condicionado, etc.
Andreza na Praça da Revolução
Me sentei um dia para conversar com o morador da casa onde estava hospedada e ele me disse que teve dois infartos e que tudo fora resolvido em menos de um dia, nas duas vezes.

Sua esposa, que teve isquemia e necessitou fazer uma ressonância, não teve sequer de esperar um dia: foi e fez. Simples.

De graça. Para qualquer pessoa que tenha problemas de saúde, uma consulta do melhor especialista não demora nem um mês. Quanto tempo, você, espera uma consulta pela UNIMED? Ou pela rede pública?

3 motivos para visitar Cuba!

Praça da Revolução em Havana | Foto: Dicas sobre Cuba

Cuba é um país fascinante situado em um arquipélago belíssimo de ilhas no coração do Caribe. A nação tem cerca de 12 milhões de habitantes, dos quais 2 milhões estão concentrados em sua capital, Havana. 

Cuba é um verdadeiro paraíso para os entusiastas por viagens dos mais variados estilos. Repleto de belezas naturais, eventos culturais, cena artística vibrante e, acima de tudo, um povo extremamente acolhedor e receptivo.

Motivos para conhecer Cuba não faltam, mas nesta seção listaremos três ótimas razões para visitar Cuba que comprovam que a ilha é um destino que encanta pessoas que buscam as mais variadas experiências em suas viagens. Confira!

Sistema Sócio-Econômico e História 

Muitas vezes, quando alguém menciona Cuba a imagem que surge quase automaticamente é o modelo socialista implantado no país. De fato, o país é o único a ter adotado e mantido até hoje o sistema socialista em toda a América. No entanto, a narrativa que repercute frequentemente na mídia é a de que os cubanos vivem sob um regime autoritário, que reprime quaisquer formas de contrárias de expressão política. Esse imaginário leva muitas pessoas a sentirem insegurança de visitar a ilha mesmo com grande curiosidade em fazê-lo. A realidade, contudo, é que aqueles que viajam para Cuba descobrem um país extremamente aberto e preparado para o turismo, com um povo extremamente receptivo e um ambiente seguro ao qual muitos brasileiros (infelizmente) não estão acostumados.
Interior de uma casa no centro histórico de Havana | Foto: Dicas sobre Cuba
Conhecer um país que adere a um sistema sócio-econômico diferente do qual estamos habituados é uma experiência fascinante e singular, que levamos para o resto da vida. Trata-se de uma grande oportunidade de vivenciar outros modos de organização social e material através da qual abrem-se novas perspectivas para refletir sobre a sociedade na qual vivemos.