terça-feira, 12 de novembro de 2019

Voos para Cuba: o que você precisa saber para 2020

Havana em seus carros antigos, ao fundo o Capitólio | Foto: Falando de viagens

O fim de 2019 se aproxima e, do início do ano até agora, algumas mudanças ocorreram no itinerário das cias aéreas que operam voos regulares do Brasil para Cuba. 

A Dicas sobre CUBA entrou em contato com três companhias que operam voos até à ilha para obter informações e atualizar nossos leitores sobre como estão os trajetos realizados e a possibilidade de comprar o visto na conexão. 

Confira aqui o que mudou, quais cias aéreas realizam os voos e quais oferecem a venda do visto cubano. 

COPA AIRLINES

A Copa possui excelentes opções de voos para Cuba. Saindo de Guarulhos (SP), por exemplo, existem voos com bastante frequência que duram, em média, entre 10 e 11 horas. A conexão é no Panamá e a empresa oferece a possibilidade de comprar o visto cubano, chamado de “tarjeta del turista”, por US$ 30,00.

Foto: Copa Air
LATAM 

Desde 2018 a Latam aumentou consideravelmente a periodicidade de seus voos para Cuba. As conexões internacionais costumam ser em Lima e a companhia não fornece o visto a Cuba, como no caso da Copa.

Atenção! Os funcionários da Latam no Brasil são instruídos a informar que a cia não vende o visto na conexão, o que não é verdade. Ao chegar em Lima você poderá ser surpreendido ao ver passageiros adquirindo o visto a US$ 65,00 no balcão da companhia. De qualquer forma, o posicionamento oficial da Latam no Brasil é de que a empresa NÃO fornece o visto. Existem relatos tanto de pessoas que embarcaram sem o visto, quanto de outras que foram barradas. Não aposte na sorte. Se for viajar de Latam, solicite o visto antes a uma das representações diplomáticas de Cuba.

Dica: Leve em consideração as "promoções" da companhia. Para quem não mora perto de um consulado de Cuba, os trâmites e taxas de correio para a aquisição do visto podem não compensar e ser mais prático a compra através da Copa.

Nota de Solidários a Cuba: A tarjeta de turista (visto) deve ser comprada com tempo, pois os serviços do aeroporto da Copa e Latam foram terceirizados e todas as pessoas que vão a Cuba devem comprar antes a Tarjeta de Turismo. Pode ser nos consulados de Cuba ou na Agencia de Viagens sol y Playa em SP por sedex ou pessoalmente. Os voos da COPA tem a vantagem de serem muito pontuais (com informações de Maria Leite).

O governo Bolsonaro não nos representa! Pelo fim do bloqueio econômico a Cuba

"Viva Cuba Socialista! Fim do bloqueio dos EUA" | Foto: Mural  na festa do Avante!
Da Página do MST 

Nesta quinta-feira (07), a Assembleia Geral da ONU condenou pela 27ª vez consecutiva, o bloqueio norte-americano imposto a Cuba. Foram 187 votos a favor da resolução condenatória, 3 contra e 2 abstenções. Pela primeira vez, o Brasil se juntou a Israel e EUA e votou contra.  

Diante de tal postura, o MST e a CUT que sempre se posicionaram contra o bloqueio econômico a Cuba, divulgam nota afirmando que o Governo Bolsonaro não representa o legítimo interesse da maioria do povo brasileiro, que busca um mundo mais justo e fraterno.

“Ao votar pelos interesses dos Estados Unidos, o Brasil vota contra um país que tem se caracterizado pelo internacionalismo, anti-imperialismo, solidariedade e unidade junto aos mais pobres. Um país que tem contribuído para melhorar as condições de vida de outros povos e nações, em particular na África e na África Central, sendo um exemplo de cooperação entre os países”, salienta em trecho da nota. 

Confira abaixo na íntegra. 

O governo Bolsonaro não nos representa - Pelo Fim do Bloqueio Econômico a Cuba

domingo, 10 de novembro de 2019

Comunistas brasileiros: Vitória de Cuba isola política de Trump e desmoraliza Bolsonaro

EUA, Israel e Brasil a favor, mundo contra o bloqueio a Cuba | Arte: Cuba Debate
Do Vermelho 

A Secretaria de Política e Relações Internacionais do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) divulgou, nesta última quinta-feira (7), uma nota onde saúda a vitória de Cuba na Assembleia Geral das Nações Unidas. Por esmagadora maioria foi aprovada uma resolução condenando o bloqueio promovido pelos EUA contra Cuba socialista. 

Leia, abaixo, a íntegra do texto.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) saúda a aprovação, pela Assembleia Geral da ONU, nesta quinta-feira (7), da resolução intitulada “Necessidade de encerrar o embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. A resolução obteve o apoio de 187 países. Apenas três nações votaram contra o texto (EUA, Israel e Brasil) e outras duas (Ucrânia e Colômbia) optaram pela abstenção.

Este foi o 28º ano consecutivo que a Assembleia Geral das Nações Unidas aprova uma resolução condenando o bloqueio. Em 1992, ano em que pela primeira vez a ONU tratou do tema, a resolução proposta por Cuba foi aprovada com o voto de 59 países. Ao longo do tempo o número de votos contra o cerco foi se ampliando e isolando a política dos EUA em relação a Cuba.

Países com os mais diversos tipos de orientação política e ideológica, incluindo fiéis aliados dos EUA na União Europeia e na Otan e mesmo nações governadas pela extrema-direita (como Hungria e Polônia), votam contra o bloqueio por uma noção básica da geopolítica: a compreensão de que o atropelo de normas mínimas de convivência entre as nações por um Estado superpoderoso, configura um precedente perigoso que pode, no futuro, ameaçar a soberania de todos.

O PT repudia o voto do Brasil na ONU a favor do bloqueio econômico contra Cuba

Bolsonaro e Trump | Foto: Latuff

O Partido dos Trabalhadores (PT) expressa seu profundo repúdio ao voto favorável do Brasil, na Assembleia Geral da ONU, à manutenção do criminoso bloqueio econômico, financeiro e comercial promovido pelos Estados Unidos contra Cuba, há mais de 50 anos. 

O Brasil infelizmente abandona sua histórica posição de defesa da soberania e de não ingerência em assuntos externos e do multilateralismo, reiterada ano após ano desde 1992. Passa, portanto, a se colocar ao lado de uma posição de caráter meramente ideológico e geopolítico, fruto do alinhamento do governo Bolsonaro com Donald Trump. Passa a figurar neste vergonhoso grupo de países que apoiam tais medidas, junto somente com Israel e Estados Unidos, sinal de isolamento em um mundo em que posições como esta não têm mais lugar. 

Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Cebrapaz se associa à vitória de Cuba na ONU e condena voto infame do governo Bolsonaro


Do Resistência

O Cebrapaz – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz comemora a contundente vitória alcançada por Cuba na ONU, cuja Assembleia Geral rechaçou por 187 votos o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos. E condena a posição submissa do governo Bolsonaro de votar a favor do bloqueio. “Um voto infame”, diz a nota da entidade.

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (7/11) pelo 28º ano consecutivo, uma nova resolução exigindo o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

A resolução contou com o apoio de 187 países, numa demonstração do quanto esse mecanismo é rechaçado pela comunidade internacional. Uma vitória maiúscula do povo cubano e de seu governo, uma afirmação da solidariedade internacional a um povo que, por suas próprias razões e vontade, escolheu um caminho próprio do desenvolvimento, da paz e da justiça social.

A votação registrou duas abstenções – Colômbia e Ucrânia. Votaram contra a resolução os Estados Unidos, Israel e o Brasil, que ficaram isolados diante da demanda da maioria esmagadora dos países membros da Organização das Nações Unidas.

O voto do Brasil, governado pelo regime de extrema-direita de Jair Bolsonaro foi infame, como é infame o bloqueio. Com este voto, o Brasil rompe com a tradição soberana, solidária e de amizade com Cuba, desde que restabeleceu relações diplomáticas com a Ilha caribenha em 1986.

Bolsonaro envergonha Brasil ao votar com EUA a favor do bloqueio genocida contra Cuba

Arte sobre o bloqueio dos EUA a Cuba | Foto: Cubanito en Cuba
Do Diálogos do Sul 

O governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro rompeu nesta quinta-feira (7) com uma tradição diplomática brasileira existente desde 1992 e se alinhou à política exterior dos Estados Unidos ao votar, nas Nações Unidas (ONU), a favor do bloqueio que o país do Norte impõe a Cuba.

Durante a votação na Assembleia Geral da ONU, Cuba recebeu o apoio avassalador da comunidade internacional, com o posicionamento de 187 Estados-membros contra o cerco econômico, social e financeiro imposto pelos EUA à ilha.

Apenas dois países se abstiveram: Colômbia e Ucrânia. Os que votaram contra o fim do bloqueio foram: Estados Unidos, Israel e, pela primeira vez, Brasil. A posição brasileira coloca o país em isolamento com relação à comunidade internacional que, há décadas, rechaça a política estadunidense no bloqueio econômico mais longo da história.

O líder do PT na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Pimental (PT-RS), classificou como “vergonhosa” a posição brasileira. Para ele, a postura de Bolsonaro indica que o Brasil “se comporta como colônia dos Estados Unidos”. O deputado disse ainda que “o Brasil se submeteu a esta vergonha pelo capricho de um miliciano”.

De acordo com a imprensa brasilera, o embaixador Mauro Vieira, chefe da missão permanente de Brasília na ONU, tentou convencer o excutivo para que ao menos se abstivesse, mas o governo Bolsonaro preferiu chancelar sua posição de submissão diante dos Estados Unidos.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

ONU condena por 187 votos a 3 bloqueio dos EUA a Cuba; Brasil vota contra pela 1ª vez

Capa do Jornal Juventud Rebeld | 8 de
novembro de 2019

A Assembleia Geral da ONU condenou nesta quinta-feira (07/11), pela 27ª vez consecutiva, o bloqueio norte-americano imposto a Cuba. Foram 187 votos a favor da resolução condenatória, 3 contra e 2 abstenções. Pela primeira vez, o Brasil se juntou a Israel e EUA e votou contra.

Colômbia e Ucrânia se abstiveram desta vez. No ano passado,  191 dos 193 estados-membros haviam votado pelo fim do bloqueio. Em 2016, último ano do governo do democrata Barack Obama, os Estados Unidos, que estavam em rota de reaproximação com Havana, se abstiveram e não houve votos contra a resolução.

Pouco antes da votação, o chanceler cubano Bruno Rodríguez agradeceu o apoio de outros países contra o bloqueio.

“Reconhecemos com profunda gratidão a todos os que expressaram seu rechaço ao bloqueio contra nosso país e aos que acompanharam desde sempre em nossa incessante luta pelo fim desta política”, afirmou.

Em seu discurso, o chanceler afirmou que o bloqueio norte-americano provoca danos humanitários na população da ilha. Em Cuba, "não há uma família cubana que não sofra as consequências [do bloqueio]".

"Ano após ano, a delegação dos EUA expressa, com altas doses de cinismo, que seu governo apoia o povo cubano... pode alguém acreditar que o governo norte-americano está interessado nos cubanos?", disse.  

Pelo Twitter, Rodríguez afirmou que a vitória de Cuba é "um triunfo da verdade e da justiça".

Nesta quarta-feira (06/11), ocorreu a primeira sessão para discutir o projeto de resolução. Foram ouvidos os discursos dos grupos de países e membros da ONU, incluindo as delegações da China, Rússia, México, Palestina, Nicarágua e Azerbaijão, todas se posicionando contra o bloqueio.

Manifestação do presidente cubano

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse pelo Twitter que a condenação da ONU sobre o bloqueio norte-americano é uma vitória do povo cubano e das populações do mundo que acompanha a ilha na resistência. 

"O bloqueio é real. E nós o derrotaremos com o apoio da comunidade internacional que hoje em grande maioria votou ao lado de Cuba. Os governos lacaios mostram onde estão suas afinidades. E eles estão sozinhos ao lado do império", afirmou.

Díaz-Canel ainda disse que os governos que votaram contra a ilha, votaram pela "continuidade do genocídio".

sábado, 2 de novembro de 2019

Abaixo-assinado cubano pela liberdade de Lula tem mais de 2 milhões de assinaturas

Recolhimento das assinaturas foi feita em apenas 14 dias | Foto: Agência PT
Da Agência PT 

A presidenta Nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, e a secretária Nacional de Relações Internacionais do PT, Monica Valente estão participando da Reunião Anti-Imperialista de Solidariedade, pela Democracia e Contra o Neoliberalismo em Havana, Cuba. 

Neste sábado (2), Gleisi recebeu, junto aos representantes de movimentos sociais e populares, as mais de 2 milhões de assinaturas do povo cubano pela anulação da condenação de Lula.
O encontro

A Reunião Anti-Imperialista de Solidariedade, pela Democracia e Contra o Neoliberalismo, acontece hoje com comissões orientadas a um plano de ação para as lutas dos povos na defesa de seus direitos. Neste sábado (02), os mais de mil delegados de 95 países estão reunidos em seis grupos, com temas como a solidariedade a Cuba, entre outras causas. 

No dia anterior, na abertura do evento, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, alertou para o possível aumento da hostilidade dos EUA contra a ilha e medidas adicionais de bloqueio, devido à campanha eleitoral presidencial no país do norte. Nesse sentido, ele pediu para reunir todos os esforços em prol da solidariedade com a nação do Caribe. 

Outro assunto debatido foi o uso das redes sociais pelos movimentos sociais e populares, a esquerda e as forças progressistas, na defesa de seus povos. Nesse sentido, Rodríguez considerou a comunicação, a organização política e digital das massas excluídas e exploradas. “Não podemos dar ao adversário que usa todas as armas um espaço”, disse o chefe da diplomacia da ilha. Ele lembrou que o uso malicioso das redes sociais contribuiu para a derrota eleitoral de projetos esquerdistas, progressistas e populares, como foi o caso de Jair Bolsonaro (PSL) no Brasil.

Lula Livre