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terça-feira, 17 de maio de 2011

Cuba, 52 anos de Reforma Agrária!

Cuba comemora aniversário da primeira Lei de Reforma Agrária

Havana, 17 mai (Prensa Latina) Os cubanos comemoram hoje, no Dia do Camponês, os 52 anos da primeira Lei de Reforma Agrária, fato que significou para este país uma mudança total na estrutura de propriedade da terra.

Na década de 50, o campo era evidência da concentração das terras férteis em poucas mãos, e a maioria dos que a trabalhavam não possuíam sua propriedade, outros obtinham baixos salários ou careciam de emprego e viviam em condições miseráveis.

Uma das primeiras medidas do processo revolucionário iniciado em janeiro de 1959 resultou na aprovação dessa Lei, que proscreveu o latifúndio com a nacionalização de todas as propriedades com mais de 402 hectares e entregou a terra a dezenas de milhares de camponeses.

A ação acentuou a hostilidade dos Estados Unidos com o arquipélago, pois as companhias dessa nação do Norte possuíam importantes propriedades e interesses nesse e outros setores do país caribenho.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estudo acerca da Reforma Agrária em Cuba

Reforma Agrária e subdesenvolvimento: a experiência revolucionária de Cuba
por Joana Salém Vasconcelos *
Ilustração: Suzana Longo

Em 1948, a CEPAL surgiu como novidade no cenário do pensamento econômico mundial. O grupo de economistas reunidos a partir desta peculiar instância da ONU formulou um programa econômico original para a região latino-americana, viabilizado como “programa continental” devido às características estruturais (históricas e produtivas) compartilhadas pelas formações nacionais da América Latina. A principal delas, já identificada por autores marxistas e não marxistas desde o século XIX, era a dependência econômica e cultural que América Latina vivia em relação aos “países do norte”.

O conceito de subdesenvolvimento elaborado pelos economistas da CEPAL é uma chave posteriormente desdobrada pela teoria da economia-mundo (ou sistema-mundo), síntese de Immanuel Wallerstein para a explicar a estrutura e a dinâmica do capitalismo mundial, a partir de seus intrínsecos desequilíbrios internacionais. A teoria do sistema-mundo define com eficiente didatismo os distintos papéis que cada país ou região ocupam no cenário das trocas, da produção e do domínio financeiro. As funções reprodutoras, nacionais e regionais, do circuito de realização do capital em escala mundial (centros, periferias, semi-periferias) expressam uma articulação desigual e combinada.