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sábado, 24 de dezembro de 2011

Cuba anuncia libertação de mais de 2900 presos!

O site cubano Cuba Debate informou nesta sexta (23/10) que o Conselho de Estado da República de Cuba em cumprimento de uma política estabelecida com as famílias e variadas organizações religiosas, num gesto humanitário e soberano, resolveu libertar mais de 2900 presos, entre estes se encontram doentes, pessoas acima de 60 anos, mulheres e jovens que não tem antecedentes criminais, que obtiveram um ofício, elevaram seu nível cultural e que tem condições de reinserção social.

Não incluem como beneficiados, a não serem em casos especiais, aqueles condenados por espionagem, terrorismo, homicídio, tráfico de drogas, corrupção de menores, assalto a mão armada à casa habitada e violência. No entanto alguns que praticaram crimes contra a seguridade do estado também serão beneficiados. Todos cumpriram boa parte da pena e registrou bom comportamento.

Segundo informações da blogueira cubana, Yohandry Fontana, ao mesmo tempo foi manifestado à disposição de libertar antecipadamente 86 presos estrangeiros, de 25 países, incluído 13 mulheres, condenados pelos tribunais cubanos por delitos cometidos em Cuba, desde que seus governos de suas nacionalidades de origem aceite a repatriação. Pelas declarações de Raul Castro, Alan Gross, estadunidense condenado recetemente em Cuba, deve não estar incluído entre os beneficiários.

As libertações acontecerão nos próximos dias.

Com informações do site Cuba Debate e do blog Um Olhar direito de Cuba

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Cuba, o país mais seguro do mundo!

Neste texto, o jornalista mexicano analisa o problema da segurança pública, o global aumento da criminalidade das últimas décadas, o uso político deste fenômeno, e compara dados e fatos à realidade de Cuba. E conclui: "Cuba está cheia de problemas ... Mas, se a impossibilidade de caminhar tranquilos pelas ruas ... é um grande déficit nas sociedades de hoje ; Se andar à noite tornou-se um drama de proporções gigantescas ... etc; se tudo isso é o principal problema dos nossos dias, a "ditadura" cubana não o apresenta".
Praça da Revolução
Por Marcelo Colussi no Argenpress - Tradução: Robson Luiz Ceron - Blog Solidários

Para uma introdução

Vamos começar por dizer que "o único paraíso é o paraíso perdido". Ou seja: a vida dos seres humanos, pelo menos até agora, nesses dois milhões e meio de anos que levamos como espécie - desde que os nossos antepassados desceram das árvores - não tem sido exatamente um paraíso. Como as coisas estão, nada leva a pensar que o paraíso está na próxima esquina.

Mas, não propomos algo tão inatingível como um "paraíso", ao contrário, boa parte da população mundial - que vive agora ou já viveu - tem uma experiência mais próxima, do que se poderia chamar "inferno": a pobreza e a violência; a pura sobrevivência aos golpes que com todo rigor os desferem; a guerra e os efeitos das sociedades estruturadas em torno da detenção do poder como elemento chave – com todos os desastres que traz – ; estes elementos são o pão nosso de cada dia, cada dia para a maior parte da humanidade. Entre o céu e o inferno, a grande maioria está mais próxima do segundo.

Além da pobreza crônica que grande parte das pessoas vivem, a violência - em suas diversas formas - é um dos flagelos que marcam nossas vidas. Violência, por certo, que assume uma grande variedade de expressões: As diferenças socioeconômicas irritantes – 20% dos mais ricos do mundo, têm 80 vezes mais recursos, do que os 20% mais pobres, por exemplo – não são uma forma de violência?

Em geral, de acordo com os (questionáveis) critérios dominantes, a violência envolve agressão direta contra o outro, o ataque físico, o movimento para a ação concreta. Nesse sentido, a guerra, por um lado, ou a criminalidade são seus modelos por excelência.