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domingo, 6 de agosto de 2023

Cuba na visão do Ministro dos Direitos Humanos de Lula

Cuba por Silvio de Almeida | Arte: Silvio de Almeida/Youtube

Por Sturt Silva 

Para o ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, Silvio de Almeida, Cuba é uma ilha com histórias de resistências e também com contradições. No vídeo abaixo, Almeida analisou 5 fatos sobre Cuba, sua história, seu povo e suas lutas.


Assista: 

terça-feira, 27 de abril de 2021

5 fatos sobre Cuba!

Falando sobre Cuba | Arte: Silvio de Almeida/Youtube

Por Sturt Silva 

Para o filósofo Silvio de Almeida, Cuba é uma ilha com histórias de resistências e também com contradições. No vídeo abaixo, Almeida analisou 5 fatos sobre Cuba, sua história, seu povo e suas lutas. 

Principais temas do vídeo:

🚩 Revolução Socialista [2:32]
🚩 Bloqueio dos EUA [5:56]
1️⃣🚩 Saúde, educação e expectativa de vida [8:08]
2️⃣🚩Território cubano roubado pelos EUA [10:47]
3️⃣🚩Segurança em Cuba [13:13]
🚩Cuba: 1º em educação na América Latina [13:54]
🚩Cuba: 2º na expectativa de vida na América Latina [14:04]
4️⃣🚩Fim do analfabetismo [14:12]
5️⃣🚩Música e cultura cubana [16:20]


Silvio de Almeida é um advogado, filósofo e professor universitário.

sábado, 2 de julho de 2016

Cuba é segura e tranquila, na visão dos turistas

Cuba: tão segura quanto bela
Os argentinos Walter Olivera e Rubí Barnatan visitando a Praça da Revolução de Havana
Por Nuria Barbosa León no Granma

A tranquilidade de caminhar pelas ruas em Cuba é reconhecida pelos visitantes, os quais passeiam livremente por qualquer lugar e recebem a imagem de cidade segura, longe da violência de gangues armadas ou a gerada por criminosos comuns. 

A brasileira Juliana Maria de Araujo visitou a Ilha caribenha de 17 de janeiro a 5 de fevereiro de 2015, fazendo parte da 22ª Brigada Sul-americana de Solidariedade com Cuba, se alojando no Acampamento Internacional Julio Antonio Mella, localizado no município de Caimito e assegura que percorreu o povoado do Guayabal, uns quilômetros perto dali, com total desenfado e sem temor. 
Juliana (centro) no acampamento com outros membros da 22ª Brigada Sul-americana de Solidariedade a Cuba
Após concluir o programa, alugou uma habitação na capital e ficou uma semana. “Em nenhum momento senti medo e sempre resultou muito tranquilo, tanto pelo dia quanto à noite. Uma experiência muito positiva que demonstra a educação e o nível de formação política dos cidadãos” expressou ao semanário Granma Internacional pelo correio eletrônico.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sequestros e crime organizado são praticamente inexistentes em Cuba

Muro na ilha socialista com a mensagem: "Viva Cuba" | Foto: Desmond Boylan
Do Diário Liberdade 

Comparada a outras capitais da América Latina, Havana é uma cidade segura. O índice de homicídios por armas de fogo, por exemplo, está entre os mais baixos do continente e a maioria dos cubanos são testemunhas de tiroteios “somente na televisão”. É o que escreve em seu blog na BBC o jornalista Yuris Nórido.

Mesmo vivendo no subúrbio de Havana, a capital e maior cidade de Cuba, e chegando tarde da noite em casa após caminhar por ruas pouco iluminadas, o correspondente do jornal inglês relata que nunca teve nenhum transtorno em relação a assaltos.

“Em Havana não são comuns os tiroteios, os assaltos a mão armada contra comércios ou domicílios... E são praticamente inexistentes fenômenos que afetam a outras cidades da região, como os sequestros ou as ações do crime organizado”, escreve.

Leia mais:

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Sistema penitenciário cubano: um exemplo!

Outddor em Cuba: "Todo pela Revolução" | Foto: Cubafotos

Por Victor Bellizia no Vermelho à Esquerda

Ao contrário de algumas políticas de “punição” que são utilizadas em vários países “desenvolvidos” nas cadeias, Cuba, uma pequena ilha socialista do Caribe, tem suas políticas ligadas para a “reconstrução do ser social”, “ressocialização” ou “criação”, dependendo do caso. Mesmo com um nível de violência urbana baixa (com uma taxa de homicídio em 5.0, enquanto o Brasil beira chega em 21.0 e a média da América chega em 15.4), há uma grande importância depositada das autoridades da ordem social cubana, principalmente em entender os motivos e os valores dos que cometem delitos utilizando de assistentes sociais. 

Os reclusos são colocados para trabalharem em indústrias manufatureiras, trabalho comunitário e etc., enquanto pagam por seus delitos. Mesmo estando presos, os detentos recebem por seus trabalhos, sendo entregues os salários aos filhos e mulher(es). Quando trabalham nas indústrias, são livres para andarem nas ruas, apenas com um uniforme de identificação (de recluso) e, após sete horas de trabalho, voltam para a penitenciaria. Dentro dela, os reclusos têm direito de andarem por toda a penitenciária, assistirem televisão (não por horário, mas sim por programação), a receberem visitas, etc. Ainda presos, têm direito a estudo fundamental e/ou superior, atividades intelectuais (Xadrez, leitura, informática, etc.), atividades culturais e esportivas.

No regimento feminino, por exemplo, as mulheres trabalham em confecções, fazendo roupas que elas e suas companheiras vão vestir, oito horas por dia.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sem violência: "morei 3 anos em Cuba e nunca vi uma briga", afirma brasileiro

Estudantes cubanos, ao fundo um outdoor de Fidel Castro em Santa Clara | Foto: Ivan Alvarado/Reuters

Por Guilherme Soares Silveira Bueno no site do PCB

Eu gostaria de me expressar um pouco aqui sobre os comentários desta recém famosa blogueira cubana (Yioani Sánchez). Eu sou saxofonista, morei três anos na ilha, sem visitar o Brasil neste período, estudei música no ISA (Instituto Superior de Arte de Havana), antigo clube de campo dos turistas norte-americanos antes de 1959.

Fiquei a maioria do tempo em Havana, onde eu estudava, mas em um dos períodos de férias, com a mochila nas costas e pedindo carona, atravessei durante quase dois meses a ilha inteira, de ponta a ponta, passando por todas as capitais e outros lugares, como Placetas, Puerto Padre, Mayarí e Chivirico.

Tentei me manter o mais longe possível dos programas turísticos, pois queria conhecer a Cuba vivida pelos cubanos. Nos três anos em que lá estive, minha convivência foi basicamente com os cubanos, no ISA não tem muitos estrangeiros e eu era o único brasileiro.

Em primeiro lugar, eu gostaria de dizer que considero o conteúdo do blog desta cubana uma piada pra quem já viveu em Cuba. Ela criticou a educação em Cuba? O sistema de saúde cubano? A violência na ilha? Não minha gente, não, isso só pode ser piada. Voltei há sete meses de Havana e ontem estava em um consultório médico quando resolvi folhear a droga da revista da manipuladora VEJA e lá estava a blogueira. Escreveu que foi agredida numa manifestação contra a violência.

Manifestação contra a violência em Cuba? Nossa meus amigos, sinto muito, eu vivi três anos na ilha, sou músico, portanto, frequentava muito os bares nas noitadas de Havana (sempre regadas de muita música), andando por toda a cidade durante a madrugada: foram três anos, e nesses três anos e eu não vi nem sequer uma briga, nem sequer um tapa, nem sequer um puxão de cabelo, e essa cubana me vem dizer que estava numa manifestação contra a violência? Só pode ser piada mesmo.

Até mesmo os cubanos que são contra o regime (na sua imensa maioria jovens que não viveram o país antes de 1959 e que sonham em ir para os EUA, enriquecer, comprar carros luxuosos, joias, mansões, roupas de grife, etc.) sempre me diziam nas discussões: "Isso é verdade, aqui não deixam ninguém morrer, se você tem algum problema eles te curam" ou "Aqui não precisa ficar preocupado, se tem alguma coisa de bom em Cuba é que é um lugar seguro, aqui não tem a violência do seu país" ou "É verdade, aqui te dão educação grátis e de excelente qualidade, mas não te deixam prosperar, o que significava ganhar muito dinheiro, enriquecer e consumir. Esse desejo surgiu ou intensificou a partir do contato com os milhares de turistas que a ilha recebe por ano e, como o próprio Fidel Castro diz, o turismo foi um mal necessário. Prosperar para nós não é conhecer, aprender e produzir e sim ganhar mais e mais dinheiro para consumir cada vez mais".

Que tristeza ver no que nos transformamos, estamos perdendo a essência do ser humano para enraizar uma essência de consumo, destruindo cada vez mais o nosso planeta e se importando cada vez menos com as milhares de pessoas que não têm nem um prato de comida na mesa, quando têm mesa.

É triste pensar que tantas pessoas que lutaram muito durante uma época bastante conturbada em nosso país, só estavam lutando contra uma ditadura e não contra a desigualdade social, a exploração das pessoas, a miséria, a falta de moradia, a fome. Já em Cuba é muito fácil perceber que estas lutas são claramente as prioridades do governo cubano, se necessita muita falta de sensibilidade para não enxergar isso. Uma das primeiras coisas que me chamou a atenção quando cheguei em Havana, foi a aparência das pessoas que encontrava pelas ruas.

Percebi que todos tinham uma boa pele, os dentes brancos e em perfeito estado. Tinham a aparência de pessoas fortes e como são fortes os cubanos. Altos e fortes. Logo pensei: "Ué! cadê a fome? Acredito que gente que passa fome, não cresce tanto. Notei isso em todos os lugares que passei, em muitas outras províncias, e não somente em Havana.