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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

As 10 formas mais bizarras que a CIA usou para tentar matar Fidel Castro

Foram mais de 600 tentativas utilizadas pela agência estadunidense para assassinar o líder da Revolução cubana, que morreu aos 90 anos, de causas naturais
Fidel Castro na Praça da Revolução, ao fundo imagem do companheiro Che Guevara
Do RT

Em fevereiro de 1959, Fidel Castro se converteu no primeiro-ministro de Cuba. Desde então, de acordo com Fabián Escalante, responsável por sua proteção durante a maior parte de seu mandato, Fidel sobreviveu a mais de 600 tentativas de assassinato. A Revista Samuel reproduz artigo publicado no site Russia Today em 2014.

Escalante, ex-chefe do serviço secreto cubano, afirma que as tentativas frustradas de assassinar o líder cubano, que morreu no último dia 25/11 aos 90 anos, foram muitas em todos os governos dos Estados Unidos, desde Eisenhower até Clinton, passando por Kennedy, Johnson, Nixon, Carter, Reagan ou Bush (pai). 

A seguir, mencionamos as possíveis dez tentativas mais chamativas de acabar com sua vida ou carreira política, de acordo com a revista norte-americana Mental Floss.

1 Mulher fatal

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Fidel Castro é o 1º grande revolucionário a completar 90 anos graças a inteligência cubana

Homenagem a Fidel no dia em que ele completou 90 anos
Em artigo publicado no jornal O Globo, Frei Betto, teólogo e escritor brasileiro, disse que o fato de Fidel ser o primeiro grande revolucionário a comemorar 90 anos não se atribui a nenhum milagre. E sim a inteligência cubana, que infiltrou agentes entre os conspiradores ou contou com a contrainformação voluntária de funcionários da CIA e do FBI solidários à Revolução Cubana.

Frei Betto
No texto, Betto, que visitou Fidel em sua casa na última semana, também narrou como foi a homenagem a Fidel, pelos 90 anos, no teatro Karl Marx, no último sábado.

Segundo o autor de "Fidel e a religião", relançado em julho, o comandante parecia estar feliz com as conquistas do povo cubano que há 57 anos desafia e frustra todas as previsões do fim do socialismo em Cuba.

Leia artigo completo aqui.

sábado, 13 de agosto de 2016

Reflexão de Fidel Castro: O Aniversário


Ninguém melhor que ele próprio para falar sobre como se sente no marco de seus 90 anos. Na noite desta sexta-feira (12), Fidel Castro publicou um artigo no veículo do Partido Comunista de Cuba, o Granma, sobre seu aniversário. Refletiu sobre sua infância, sobre a importância de se educar as crianças e sobre os crimes do imperialismo contra os povos do mundo. Uma vez mais, surpreende por sua lucidez e altivez. Com a palavra, o comandante:

Amanhã completarei 90 anos. Nasci em um território chamado Birán, na região oriental de Cuba. É conhecido com esse nome, embora nunca tenha aparecido no mapa. Devido a seu bom comportamento, era conhecido por amigos próximos e, desde já, por uma praça de representantes políticos e inspetores que se viam em torno de qualquer atividade comercial ou produtiva próprias dos países neocolonizados do mundo.

Em uma ocasião acompanhei meu pai a Pinares de Mayarí. Eu tinha então oito ou nove anos. Como ele gostava de conversar quando saía da casa de Birán! Ali era o dono das terras onde se plantava cana, pastos e outros cultivos agrícolas. Nos Pinares de Mayarí ele não era proprietário, mas arrendatário, como muitos espanhóis, que foram donos de um continente em virtude dos direitos concedidos por uma Bula Papal, cuja existência nenhum dos povos e seres humanos deste continente conhecia. Os conhecimentos transmitidos já eram em grande parte tesouros da humanidade.

A altitude era de até 500 metros aproximadamente, de colinas íngremes, pedregosas, onde a vegetação é escassa e por vezes hostil. Árvores e rochas obstruem o trânsito; repentinamente, a uma determinada altura, se inicia um planalto que calculo se estende aproximadamente sobre 200 quilômetros quadrados, com ricas jazidas de níquel, cromo, manganês e outros minerais de grande valor econômico. Daquele planalto se extraíam diariamente dezenas de caminhões de pinheiros de grande tamanho e qualidade.

Observe-se que não mencionei o ouro, a platina, o paládio, os diamantes, o cobre, o estanho e outros que paralelamente se converteram em símbolos dos valores econômicos que a sociedade humana, em sua etapa atual de desenvolvimento, requer.

Poucos anos antes do triunfo da Revolução meu pai morreu. Antes, sofreu bastante.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

'Assim como nunca foi anti-EUA, Cuba seguirá sendo anti-imperialista', diz diplomata das relações com EUA

Ao jornal Granma, Josefina Vidal afirma que relação entre países irá se normalizar se 'EUA renunciarem a pretensão histórica de controlar destino de Cuba'

Che: "Até a vitória sempre"
Do Opera Mundi

Em entrevista exclusiva ao Granma, jornal oficial do Partido Comunista de Cuba, publicada na terça-feira (19/07), a diplomata e diretora para questões dos EUA do Ministério das Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal, afirmou que a ilha caribenha “é e seguirá sendo profundamente antimperialista” mesmo com sua reaproximação com o país norte-americano.  

Leia a entrevista completa aqui.

Ao ser questionada se a busca de novas relações com Washington implica abandonar o anti-imperialismo da Revolução Cubana, Vidal respondeu que "absolutamente não". "Assim como nunca foi anti-EUA, Cuba é e seguirá sendo profundamente anti-imperialista. O fato de que estejamos tratando de construir uma relação de um novo tipo com os EUA não implica que Cuba renuncie sua política exterior comprometida com as causas justas do mundo, a defesa da autodeterminação dos povos e o apoio aos países irmãos, sem renunciar a nenhum de seus princípios”, respondeu a diplomata.

Vidal ressaltou, entretanto, que o país e a população cubana não podem “se descuidar” e deixar de defender os “valores e símbolos consolidados nos quase 60 anos de revolução socialista” e devem “seguir transmitindo-os de geração em geração”.

Leia mais:
Cuba - EUA: "socialismo, soberania e conquistas sociais não estão em negociação" 
Cuba-EUA: "não renunciamos ao socialismo", diz cantor Silvio Rodríguez 
Vídeo: A força da Revolução Cubana venceu a crueldade do bloqueio estadunidense 
Entrevista: "Cuba não mudou de posição, quem se rendeu foram os EUA", diz especialista

A diplomata também abordou algumas questões que ainda devem ser resolvidas entre ambas as nações, que anunciaram o restabelecimento de relações diplomáticas em dezembro de 2014 e formalizaram a reaproximação em julho de 2015 quando reabriram suas respectivas embaixadas em Washington e Havana. Especificamente, ela citou o bloqueio econômico imposto pelos EUA em 1962.

quarta-feira, 23 de março de 2016

Obama no Grande Teatro ou o grande teatro de Obama em Havana?

O presidente dos Estados Unidos, neste 22 de março, desde o Gran Teatro de La Habana, ofereceu um discurso conciliador, inteligente e sedutor.


Por Iroel Sánchez no Juventud Rebelde

Cuba, América Latina e o mundo escutaram com grande expectativa Barack Obama neste 22 de março no Gran Teatro de La Habana, com um discurso conciliador, inteligente e sedutor. Não foi a primeira vez que durante a sua visita ele usou extensivamente da palavra e se dirigiu aos cubanos através da televisão nacional. Mas, foi a única na qual o presidente dos Estados Unidos não compartilhava o palco com ninguém e tinha todo o espaço para si, desde que chegou dois dias antes nessa ilha.

Como convêm a cultura política que representa, e tem acontecido desde que ele pôs os pés em Havana, novamente nada foi deixado ao acaso e, mais precisamente, o teleprompter trazido de Washington, (o mesmo utilizado na gravação do seu diálogo com o mais popular dos comediantes de Cuba?) o escoltava de ambos os lados do palco com um discurso cuidadosamente escrito.

Para um espectador atento do público, eram perfeitamente reconhecíveis um par de pessoas - situadas  no grupo de 40 congressistas que viajaram dos EUA para a ocasião - cada vez que a palavra do orador era respondida com palmas. Este grupo de legisladores, e a delegação dos EUA que acompanhou o presidente durante sua visita, foram os únicos que aplaudiram as muitas vezes que sua intervenção tomou a estrada de conselho paternalista, ou pior, a ingerência mais ou menos disfarçada.

Poucos segundos antes de iniciar, um contra-regra apressado colocou na frente do púlpito o escudo da águia, como se um sinal de prevalência entre bandeiras cubanas e norte-americanas duplamente localizado ao fundo do cenário e de frente aos espectadores fosse necessário.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Bloqueio estadunidense contra Cuba completa 54 anos e deverá continuar em 2016


Da ADITAL

A entupida rede de legislações que formam o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba há mais de meio século continuará em 2016, o que será um obstáculo entre os dois países, que restabeleceram relações diplomáticas em 2015.

"Temos reiterado ao Governo dos Estados Unidos que, para normalizar a relação bilateral, o bloqueio deve ser levantado”, afirmou o presidente cubano, Raúl Castro, recentemente, ao encerrar uma sessão do parlamento (Assembleia Nacional).

Raúl Castro pediu ao presidente estadunidense, Barack Obama, que utilize, "com determinação, suas amplas faculdades executivas para modificar a aplicação do bloqueio, o que dará sentido ao alcançado e permitirá que se produzam sólidos progressos”.

O bloqueio econômico, comercial e financeiro foi imposto em fevereiro de 1962 pelo então presidente estadunidense, John F. Kennedy, para forçar a derrocada do recém- nascido governo revolucionário e, atualmente, constitui uma teia de leis que só podem ser derrogadas pelo Congresso norte-americano.

Estes anos de fechado cerco estadunidense custaram à Ilha perdas acumuladas em mais de 1 trilhão de dólares, ao considerar a depreciação do dólar frente ao valor do ouro no mercado internacional, de 1960 até hoje, de acordo com cifras oficiais, que são atualizadas a cada ano.

Leia mais:

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Veja como a CIA tentou criar uma suposta oposição de esquerda em Cuba para derrubar o governo de Castro

Ex-agente duplo conta como a CIA promove ‘guerras não violentas’ para implodir governos
 
Outdoor em Cuba: "Toda nossa ação é um grito de guerra contra o imperialismo"
Por Marco Weissheimer no Sul21

Entre 2004 e 2011, o escritor e professor cubano Raúl Antonio Capote Fernández atuou, a pedido da inteligência cubana, como agente duplo infiltrado na CIA. Raúl Capote foi contatado muito jovem por pessoas ligadas à agência de inteligência norte-americana e convidado a participar de um projeto que pretendia criar uma “oposição de novo tipo” em Cuba, capaz de, após o desaparecimento de Fidel Castro, iniciar uma “revolução suave” que acabasse por derrubar o governo de Havana. A sua missão era formar líderes universitários e criar o projeto “Genesis”, com o objetivo de estabelecer em Cuba a estratégia do “golpe suave”, elaborada por autores como Gene Sharp.

Em entrevista ao Sul21, Raúl Capote conta essa experiência, relata como ela fracassou em Cuba e diz que ela já foi aplicada em países como Venezuela, Irã e Líbia e que segue sendo implementada em diversas regiões do mundo. “A ideia da guerra não violenta consiste em ir solapando os pilares de um governo até que ele imploda. O objetivo não é fazer com que um governo renuncie. Se isso acontecer, o projeto fracassou. A ideia é que o governo imploda e que isso cause caos. Com o país em caos, é possível recorrer a meios mais extremos”, assinala.

Raúl Capote veio a Porto Alegre a convite da Associação Cultural José Martí/RS para participar de uma série de encontros e debates. Ele mantém o blog El Adversário Cubano, onde conta outros detalhes sobre essa história e sobre outras “guerras não violentas” em curso no planeta.

Sul21: Como é que você começou a trabalhar com assuntos de segurança em Cuba e sob que circunstâncias se tornou um agente duplo, atuando infiltrado na CIA?

Raúl Antonio Capote Fernández, por Guilherme Santos/Sul21
Raúl Capote: Isso começou em 1986. Eu era um jovem inquieto e rebelde que fazia parte de uma organização chamada Associação Hermanos Saiz, que agrupava jovens poetas, pintores e escritores. Esse espírito rebelde para nós era algo muito natural. Fomos ensinados a ser assim. Creio que os serviços especiais norte-americanos confundiram esse espírito de rebeldia com um espírito de possível oposição ao sistema. Eles começaram a se aproximar de nós. Eu vivia em Cienfuegos, no centro-sul de Cuba, uma cidade que tinha uma importância estratégica nesta época porque a revolução queria convertê-la num centro industrial para o país. Havia muitas obras em construção, entre elas uma central Eletronuclear e fábricas de todo tipo. Era uma cidade muito jovem e onde trabalhavam muitos cubanos que tinham se formado na União Soviética e em outros países do campo socialista. Creio que essa conjuntura de ser uma cidade jovem e industrial, com muitos jovens interessados em temas da cultura, da política e da economia, chamou a atenção da CIA.

Eles começaram a se aproximar de nós por meio de organizações não-governamentais. A primeira pessoa que veio falar conosco foi Denis Reichler, um jornalista freelancer da revista Paris Match, que para nós era uma espécie de ídolo do jornalismo esportivo. O que admirávamos nele era sua atuação como jornalista que havia estado na África e em muitos outros lugares. Era uma referência positiva para se aproximar de um grupo de jovens tão rebelde. Ele nos colocou em contato com organizações não-governamentais que, supostamente, estavam interessadas em financiar projetos artísticos em Cuba. Nos colocou em contato com pessoas que começaram a planejar ajuda econômica e a trabalhar conosco, em um processo de aproximação que buscava ganhar a nossa confiança. Éramos jovens e estávamos começando a fazer literatura ou artes plásticas. Ainda não tínhamos nenhuma obra, só tentativas.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Ramón Salazar, herói cubano: "Cuba está preparada para novas batalhas contra o Império"

A Carta Maior entrevistou [matéria do dia 27 de setembro] um dos ex-agentes cubanos infiltrados entre terroristas de Miami, libertado após o restabelecimento de relações entre EUA e Cuba


Por Darío Pignotti na Carta Maior

“Gostaria de dizer ao papa, pessoalmente, o quanto eu estou agradecido pelo que ele fez por mim e pelos meus quatro companheiros”. Ramón Labañino Salazar é um dos cinco heróis cubanos condenados por um tribunal de Miami e liberados em dezembro de 2014, depois de 16 anos de prisão.

Salazar estava acompanhado por sua esposa, Elizabeth Palmeiro, quando concedeu esta entrevista exclusiva a Carta Maior, em uma antiga casona da Rua 17, que desemboca no Malecón, onde Francisco e seu papamóvel passaram na noite de segunda-feira (21/9), em sua despedida de Havana.

Depois dos cinco dias de visita ao país caribenho, Francisco voou rumo a Washington, e dali até Nova York, onde pronunciou um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta sexta-feira (25/9), sendo aplaudido por um Raúl Castro que retornou aos Estados Unidos após de 56 anos de uma guerra fria recentemente concluída.

Eixo Raúl - Francisco

– O fato de que Raúl receba o papa em Havana e depois viaje aos Estados Unidos para escutá-lo indica que as relações passaram a ser bastante amigáveis.

– É verdade, porque este é um papa diferente. Eu diria até que é um papa progressista, que fala bem dos nossos povos, que critica fortemente o capitalismo e as guerras. Ele é uma pessoa que observa claramente a situação internacional. É um amigo de Cuba. Ou seja, as coisas que ele faz e diz são realmente admiráveis, ainda mais vindas de um papa. Isso é algo que nunca havia acontecido e faz com que nos sintamos mais próximos a ele. Há muitos comentários sobre a participação dele no processo que levou à nossa liberdade, e tomara que algum dia eu possa conversar com ele sobre isso, eu gostaria muito de uma oportunidade dessas. Claro que ele, que é uma pessoa de modéstia infinita, não quis reconhecer essa ajuda, mas qualquer que tenha sido sua intervenção já é o suficiente para eu querer agradecer. Ele tem a nossa gratidão e a nossa admiração.

Leia mais:

Sobre o Héroi Gerardo Hernández
Os 16 anos de prisão nos EUA
Antiterrorista cubano no Brasil

Sobre o Herói René González: 
"Foi muito difícil deixar Cuba como traidor"
"Estive entre pessoas que planejavam lançar um avião contra a Praça da Revolução"

domingo, 23 de agosto de 2015

A hipocrisia das boas intenções estadunidenses com Cuba

Por Ilka Oliva Corado no Diário Liberdade

De um país como os Estados Unidos, o qual tem uma política externa de exterminação para todo o país que não se submeta à perfídia do saqueio e ao despotismo e que propaga guerras inventadas para invadir e devastar, não se pode acreditar em nada em matéria de Direitos Humanos e justiça. As suas aproximações com Cuba não podem ter boas intenções com a existência de Guantánamo e o bloqueio. Que classe de dupla moral é essa? Bom... Será que os EUA sabem o que é a integridade?

A sua hipocrisia é latente, é um regime que procura constantemente a extração da vida de todos os povos que procuram crescer independentes. Não se pode esquecer as invasões que realizaram em mais de 70 países, deixando pelo caminho tortura, saqueio, violações, genocídios, desaparecimentos forçados, miséria e marcas inesquecíveis no tecido social que jamais voltará a ser o mesmo.

A hipocrisia das boas intenções sobre as quais faz alarde ultimamente quando fala de Cuba é desmascarada com o genocídio palestino que realiza Israel com o apoio absoluto que os EUA lhes brinda. É delatada com os infinitos golpes fracassados que tentou realizar na América do Sul, na América do Sul socialista que emerge, se levanta, se reconstrói com todo afinco, consciência, identidade, memória histórica e justiça.

Como é possível acreditar em um país que diz querer se aproximar de Cuba, mas que tem Porto Rico encadeado?

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Assata Shakur: da prisão nos EUA às conquistas sociais e liberdade em Cuba

“O imperialismo é um sistema de exploração internacional e nós, como revolucionários, devemos ser internacionalistas para derrotá-lo.”

Por Ramón Pedregal Casanova, Resumen Latinoamericano

"Negros del continente, al Nuevo Mundo
habéis dado la sal que le faltaba:
sin negros no respiran los tambores
y sin negros no suenan las guitarras."

“Bailando com os negros”, do livro “Canción de gesta”, de Pablo Neruda.

O negócio carcerário nos EUA se alimenta, sobretudo, da população negra e latina. É um negócio empresarial do capitalismo, negócio da minoria privatista. Se antes o negócio era a captura de africanos e africanas para vendê-los, hoje os mesmos são capturados nos EUA para que o regime estadunidense pague com o dinheiro do Estado os empresários carcerários por cada afro-americano ou latino que os corpos de polícia capturam. Depois, os negros e as negras aprisionados terão que trabalhar. Na prisão, trabalham como escravos para empresas capitalistas que levam o fruto de seu trabalho. Lembra muito o que fazia o franquismo, a ditadura na Espanha, com os presos políticos republicanos.

O objetivo com a repressão permanente sobre a população negra é isolá-la e submetê-la. Os brancos racistas controlam o aparato do regime estadunidense e um de seus numerosos braços desde os anos 70 do século XX é o FBI, centro de controle e terrorismo sobre a população negra, cujo objetivo prioritário até então foi Martin Luther King, seguido por “milhares de ativistas por direitos civis menos proeminentes”. Tudo isto aparece no “informe do Comitê Church, do Comitê Seleto do Senado para o Estudo das Operações Governamentais e pelo Subcomitê de Inteligência Interior”, que se empenhavam “contra os direitos civis e humanos de todo tipo de ativistas políticos e, de maneira muito particular, dos de raça negra”.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Assista - "Operação Mangosta": terrorismo da CIA contra Cuba

Outdoor em Cuba exigindo Justiça e lembrando o trigésimo aniversário
 de um atentado terrorista. Por Luiz Carlos Azenha
Documentos comprovam o terrorismo da CIA (Agência de inteligência estadunidense) contra Cuba e sua estratégia para negá-lo. 

Atualmente o objetivo do governo estadunidense é o mesmo, apesar do silêncio da grande mídia. 

A reportagem é da TV Cubainformación e baseado em um texto de Arthur González – Blog “Heraldo cubano”.

Assista:

-  

Assista também: 
Educadores de Cuba: vítimas do terrorismo de estado dos EUA 
Documentário - Bloqueio: a guerra contra Cuba

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Educadores de Cuba: vítimas do terrorismo de estado dos EUA [vídeo]

Como os educadores cubanos foram vítimas de ações terroristas executadas por grupos financiados pela estadunidense CIA

Uma escola cubana nos dias de hoje
A educação cubana é um dos setores mais atingidos pela política hostil e agressiva dos Estados Unidos. Durante décadas professores e estudantes foram vítimas do anseio da CIA para semear o terror e sabotar os projetos educativos da Revolução Cubana.

A reportagem é da TV Cubana.

Assista:


quarta-feira, 17 de junho de 2015

Líder dos “Cinco Cubanos” fala sobre os 16 anos de prisão nos EUA

Em Porto Alegre, Geraldo visitou o Memorial Luis Carlos Prestes, que deve ser inaugurado ainda este ano.
Por Guilherme Santos
Por Marco Weissheimer no Sul 21

Gerardo Hernández Nordelo ficou 16 anos e 4 meses preso nos Estados Unidos. Ele fazia parte do grupo dos “Cinco Cubanos”, presos em 1998 na Flórida sob a acusação de espionagem. Os cinco faziam parte de um grupo da inteligência cubana que monitorava a prática de grupos sediados em Miami, acusados de promover invasões e atentados contra Cuba. Um desses atentados, organizados por Luis Posada Carriles, derrubou em 1976 um avião da companhia Cubana de Aviação, resultando na morte de 73 pessoas. Carriles vive até hoje em Miami, gozando da proteção do governo dos Estados Unidos. A missão de Gerardo Hernández e seus colegas era infiltrar e monitorar esses grupos para tentar evitar novos atentados contra alvos cubanos.

Acabaram presos e condenados às sentenças máximas. No caso de Gerardo, foram duas prisões perpétuas e mais 15 anos. “Eu era o único que não tinha data para sair”, relata o integrante da inteligência cubana que esteve em Porto Alegre na semana passada para agradecer a campanha de solidariedade coordenada pela Associação Cultural José Martí. Em entrevista ao Sul21, concedida no Memorial Luiz Carlos Prestes, Gerardo Hernández fala sobre a experiência de mais de 16 anos de prisão nos Estados Unidos e também sobre o presente e o futuro de seu país. Ele considera a melhoria das relações entre Cuba e Estados Unidos como algo inevitável e destaca que os povos dos dois países têm muitas coisas em comum.

Por outro lado, adverte que há setores nos EUA que verão essa reaproximação como uma oportunidade para tentar fazer o que não conseguiram por meio de invasões e atentados terroristas: derrotar a revolução cubana. Gerardo garante que o povo cubano não vive de costas para os problemas que precisa enfrentar. “Como toda sociedade, temos nossas luzes e nossas sombras. Felizmente, as nossas luzes são muito maiores que as sombras”, afirma.

Sul21: Você poderia falar um pouco sobre a tua formação e como acabou indo trabalhar no serviço de inteligência cubano, em Miami, trabalho este que resultou na tua prisão e de outros integrantes do grupo com o qual trabalhava?

Gerardo Hernández: Meu nome é Gerardo Hernández Nordelo, nasci em 1965 e completei 50 anos no último dia 4 de junho. Sou formado em Relações Políticas Internacionais, no Instituto Superior de Relações Internacionais, em Havana. Eu me graduei em 1989 e me inscrevi como voluntário para ir lutar em Angola, nos anos em que Cuba participava da guerra contra o colonialismo na África. Cumpri missão internacionalista em Cabinda, como chefe de um pelotão de exploradores.

Sul21: Quanto tempo você ficou lutando em Angola?

Leia também:

terça-feira, 16 de junho de 2015

E se um político cubano pedisse o assassinato do presidente dos EUA?


Congressista dos EUA já pediu o assassinato de Fidel Castro. Mas o que aconteceria se algum político cubano pedisse o assassinato do atual presidente dos EUA? 

A Reportagem é da TV Cubainformación.

Assista:


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ataques biológicos dos EUA contra Cuba, impossíveis de se esquecer

Capa do livro: "A história não contada". Por Cuba Hoy.
Por Pedro Etcheverry Vázquez no Granma/Tradução do Diário Liberdade

A guerra biológica desencadeada contra Cuba pelo governo dos Estados Unidos e seus serviços de inteligência afetou diretamente às pessoas, os animais e os cultivos, causando danos humanos irreparáveis e perdas milionárias à economia nacional.

Os enormes danos causados pela guerra biológica desencadeada contra Cuba pelo governo dos Estados Unidos e seus serviços de inteligência, dirigida a afetar programas de saúde, e frustrar planos de desenvolvimento focados no aumento da produção agrícola, o incremento da capacidade exportadora, e o fortalecimento da base alimentar do povo cubano, não podem ser apagados da memória histórica da nação.

Em 18 de janeiro de 1862, em um documento secreto intitulado "Projeto Cuba", onde foram expostas as 32 tarefas originais da Operação Mangosta, apareceu a seguinte formulação: Tarefa 21: "Para 15 de fevereiro a CIA tem que submeter à aprovação um plano para induzir erros no cultivo dos alimentos em Cuba" [1]. A Tarefa 33 que não foi incluída naquele momento planejava: "(...) um plano para incapacitar os trabalhadores açucareiros cubanos durante a safra mediante o emprego de meios químicos bélicos" [2].

terça-feira, 9 de junho de 2015

EUA e Cuba: quem deveria estar em uma lista de países terroristas?

EUA, Cuba e suas relações com os conflitos internacionais: quem deveria estar em uma lista de países terroristas?

Mural de Che Guevara em Havana. Por Enrique de la Osa/REUTERS
Versão em português de uma reportagem da TV Cubainformación.

No último dia 29 de maio os Estados Unidos retiraram Cuba de sua lista de países "patrocinadores do terrorismo internacional". Leia mais sobre o tema aqui.

Abaixo, vídeo produzido por Cubainformación - mídia especializada em temáticas cubanas - que traduzimos e dublamos, sobre o papel de Cuba e EUA em alguns conflitos recentes.

Assista:


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terça-feira, 2 de junho de 2015

Vítima do terror estadunidense, Cuba é retirada de lista de países “patrocinadores do terrorismo”

Manifestante cubana segura cartaz com a seguinte palavra de ordem: "Abaixo o terrorismo"
Por Granma.
Do Diário Liberdade

Na última sexta-feira (29/05) os EUA retiraram Cuba da lista de países "patrocinadores do terrorismo".

Um dia depois do anúncio (30/05), o jornal Granma - órgão oficial do Partido Comunista Cubano -, afirmou em artigo que Cuba saiu de uma lista da qual jamais deveria ter feito parte.

Para o jornal a definitiva exclusão de Cuba da lista não implica em um alívio do bloqueio econômico, comercial e financeiro dos EUA sobre a ilha.

Em 1982 o então presidente Ronald Reagan incluiu, arbitrariamente, Cuba na lista por seu apoio à causa revolucionaria na América Latina e no mundo. A inclusão de Cuba na lista terrorista, que durou 33 anos, não sofreu alteração por parte de vários presidentes estadunidenses.

Para o Granma, nem as transformações geopolíticas ocorridas ao redor do mundo durante as últimas três décadas, nem a ratificação do estado cubano com as convenções e protocolos sobre tal matéria na ONU, nem a proposta de cooperação com os EUA ao enfrentamento do terrorismo internacional e nem mesmo a apresentação de provas de como Cuba tem sido vítima de centenas de ataques terroristas, que ocasionaram a morte de milhares de pessoas, fizeram os EUA mudarem de opinião.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

25 verdades sobre o dissidente cubano Manuel Cuesta Morúa, patrocinado pelos EUA

O opositor cubano participa da Cúpula das Américas entre os dias 10 e 11 de abril no Panamá e leva a palavra de Washington, seu principal patrocinador.

Delegação cubana denuncia presença de mercenários na Cúpula das Américas
Por Salim Lamrani no Al Mayadeen - Tradução do Diário Liberdade

1. Nascido em 1962, Manuel Cuesta Morúa é um opositor cubano, fundador, entre outros, do Partido Arco Progressista de Cuba. Também é coordenador da Plataforma "Nuevo País", que reúne uma parte da dissidência.

2. Favorável a uma mudança de sistema em Cuba, Cuesta Morúa, que também militou na Unión de Jóvenes Comunistas (UJC), é um feroz detrator do Governo e publica regularmente amargas crônicas no site Cubanet, que recebe subsídios da Agência Estadunidense Internacional para o Desenvolvimento (USAID), ela mesma financiada diretamente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

3. A Fundação Nacional para a Democracia (National Endowment for Democracy, NED) financia as atividades de oposição de Cuesta Morúa. A NED foi criada pelo antigo presidente estadunidense Ronald Reagan em 1983, em uma época em que a violência militar havia tomado o lugar da diplomacia tradicional nos assuntos internacionais. Graças a sua poderosa capacidade de penetração financeira, a NED tem como objetivo enfraquecer os governos que se opõem à política exterior de Washington.

4. Segundo o New York Times [artigo de março de 1997], a NED "foi criada há 15 anos para realizar publicamente o que a Central Intelligence Agency (CIA) fez clandestinamente durante décadas. Gasta 30 milhões de dólares por ano em apoiar partidos políticos, sindicatos, movimentos dissidentes e meios informativos em dezenas de países".

Leia também: 
Movimentos denunciam presença de mercenários na Cúpula das Américas
Dissidentes ou mercenários?
Que dissidência existe em Cuba?

Movimentos Sociais denunciam presença de mercenários cubanos na Cúpula das Américas

Ativista cubano segura cartaz do terrorista Carriles
e denuncia presença de mercenários cubanos no evento
Da ADITAL

Durante a última quarta-feira, 08 de abril, foram registradas ocorrências que desmobilizaram os cidadãos panamenhos, seja pela "excludente” Cúpula das Américas e pelo estado de sítio camuflado por militares protegendo o presidente estadunidense, Barack Obama. A denúncia parte de movimentos sociais presentes na Cidade do Panamá para as Cúpulas dos Povos e das Américas, que reúnem os movimentos sociais e os governantes latino-americanos e caribenhos, respectivamente, em eventos paralelos.

O foco de atenção teria sido a "desesperada” mobilização de representantes da dissidência cubana e venezuelana, que irromperam a soberania panamenha, enquanto o governo descuidou ou admitiu toda manifestacão no Foro da Sociedade civil, realizado no Hotel El Panamá.

Ante esse fato a sociedade civil cubana se manifestou nos prédios e denunciou a presença de mercenários cubanos a serviço dos Estados Unidos, no Foro da Sociedade Civil, da Cúpula das Américas.

sábado, 4 de abril de 2015

Em reunião inédita sobre direitos humanos, Cuba questiona violência e racismo nos EUA

Conversa é parte do processo de normalização das relações diplomáticas; ilha caribenha também questionou 'limbo jurídico' dos prisioneiros de Guantánamo. 
Crítica de Latuff as violações de DHs na estadunidense Guantanamo

A reunião preliminar realizada entre Estados Unidos e Cuba para definir a metodologia e a estrutura das próximas conversas sobre direitos humanos, realizada a portas fechadas em Washington, foi concluída na última terça-feira (31/03) “de maneira exitosa”, de acordo com fontes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A ilha, no entanto, aproveitou a oportunidade para destacar o avanço que obteve com relação ao tema e questionar o país norte-americano a respeito de questões como violência policial, discriminação racial e a situação dos presos de Guantánamo.

Apesar do “clima profissional e de respeito” existente segundo a delegação cubana, ambas as partes evidenciaram a falta de concordância sobre o tema.

Ao contrário dos cubanos, o governo norte-americano não entrou em detalhes sobre a reunião. O principal ponto abordado pelos Estados Unidos no que se refere aos direitos humanos da ilha caribenha diz respeito à maneira como os dissidentes políticos são tratados.