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quarta-feira, 25 de março de 2020

Cuba, a humanidade e a Covid-19

Médicos e enfermeiros cubanos chegam à Itália, para combater o coronavírus - Daniele Mascolo//Reutgers
Por Pedro Mozón na Folha de São Paulo

Pensei em escrever este artigo para promover o turismo de cidadãos brasileiros para a nossa segura, estável, amistosa e bela ilha, utilizando o bordão popular “Vai pra Cuba”. Porém, os tempos pedem outro importante tema.

Refiro-me à pandemia de Covid-19, que nos obriga a reflexionar profundamente sobre qual deveria ser a essência do ser humano. “Pátria é humanidade”. Este é o conceito que move a Revolução Cubana e sua política internacional solidária e massiva desde o triunfo em 1959, que se fez pública em múltiplas ocasiões, em particular na educação e na saúde. Um dos tantos casos destacados foi a luta contra o ebola; outro, mais recente, foi as boas-vindas em Cuba do contaminado barco inglês Braemar. Essa conduta nacional se explica porque os valores morais são a medula da formação dos cubanos e das políticas nacionais.

A pandemia de coronavírus constitui uma advertência para a espécie humana. É um alerta porque muitas mais ameaças pendem sobre nós. Entre elas, continuam avançando as guerras, a fome, mais mutações de vírus e uma catástrofe que se vislumbrava já faz muito: a destruição da natureza e a mudança climática. Tais tragédias prometem afetar o mundo inteiro, independentemente do poderio econômico-militar de um país, da cor da pele, das crenças, da origem social, da nacionalidade ou do fato de pertencer a um ou outro sistema econômico e político —ou qualquer ideologia. Em síntese, trata-se de um fenômeno anti-humano gerado, propiciado ou permitido pelos próprios seres humanos.

Em realidade, gostaríamos que o mercado pudesse deter estes aterradores processos, porém os fatos demonstram que é impossível, que se impõem políticas cujo centro seja a satisfação dos direitos e o bem-estar da humanidade. Diversos países, socialistas ou não, perceberam, finalmente, que setores tão importantes como a educação e a medicina não podem converter-se em âmbito do predomínio do mercado.

O centro das políticas deve ser a solidariedade, em um mundo inevitavelmente conectado, onde um fenômeno qualquer em um país pode afetar, quase de imediato, a outra nação distante. Se prevalecerem o egoísmo e os interesses comerciais, os resultados serão calamitosos para todos, os fortes e os débeis, os ricos e os pobres. O nacionalismo estreito e o mercantilismo extremo não são remédio porque excluem a ética, além de contraproducentes.

O financiamento multimilionário de guerras genocidas, a pretensão ilusória de que um país esteja acima de outro e as ações de extermínio, como os bloqueios politicamente motivados que se praticam contra Cuba, Venezuela e Irã, não só não favorecem como atrapalham esses países a se desenvolver e a ajudar os demais, a partir de suas fortalezas e talentos —por isso, devem acabar já. Decisões agressivas contra os seres humanos, como a perseguição à ajuda médica cubana, também devem terminar; este é o momento.

Cuba segue aberta a uma cooperação solidária sem limites e, como sempre, sem ataduras políticas e ideológicas. Temos a esperança de que essas ideias se imponham e ajudem o desenvolvimento de todos e a amizade entre Cuba e Brasil.

Pedro Monzón é Cônsul Geral de Cuba em São Paulo. 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

OMS, Brasil e Cuba oficializam em Washington renovação do programa Mais Médicos

Para a diretora regional da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Carissa Etienne, o programa Mais Médicos contribuiu para “assegurar que a população brasileira tivesse acesso a uma atenção básica de saúde de qualidade”, sendo um importante exemplo de parceria internacional bem-sucedida.

A OPAS/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde) e o Ministério da Saúde do Brasil e de Cuba oficializaram na segunda-feira (26/09) a renovação por mais três anos do programa Mais Médicos. A assinatura de um termo de ajuste com o Brasil e de um convênio de cooperação com Cuba foi feita no marco do 55º Conselho Diretor da OPAS, em Washington, nos Estados Unidos.

De acordo com a diretora regional da OPAS/OMS, Carissa Etienne, o Mais Médicos é um grande exemplo de parceria internacional bem-sucedida. “Não surpreende que o programa tenha despertado o interesse de outros países da região”, disse.

Ela também agradeceu Brasil e Cuba pela oportunidade que significou para a OPAS de “servi-los no processo” que tornou possível a existência do programa. Para Carissa, a iniciativa contribuiu para “assegurar que a população brasileira tivesse acesso a uma atenção básica de saúde de qualidade”.

O representante da OPAS/OMS no Brasil, Joaquín Molina, disse estar satisfeito com os resultados da iniciativa, que tem levado assistência a milhões de brasileiros. “A renovação do programa Mais Médicos depois de seus primeiros três anos significa o reconhecimento do importante valor e o saldo que o projeto deixou tanto para a cooperação cubana quanto para o sistema de saúde no Brasil. É um projeto de grandes proporções, com 11,4 mil médicos mobilizados pela OPAS/OMS”.


Já o vice-ministro de Saúde Pública de Cuba, José Angel Portal Miranda, ressaltou que o programa “mostra o valor da cooperação na melhoria da saúde da população”, enquanto o secretário-executivo do Ministério da Saúde do Brasil, Antonio Carlos Figueiredo Nardi, disse que a iniciativa “é uma parceria extraordinária que muda vidas”.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A rebeldia que irradia: Mostra "Fidel é Fidel" vai até dia 13 de agosto em Brasília

Inaugurada no último dia 26, mostra é uma homenagem aos 90 anos de Fidel Castro


Inauguração de "Fidel é Fidel". Foto: Embaixada de Cuba
Do site do MPA

Na noite da última terça-feira, 26 de julho, dia em que se comemora a Rebeldia Nacional Cubana, deu-se por aberta a Mostra Fotográfica “Fidel es Fidel” [Fidel é Fidel], do cinegrafista cubano Roberto Chile, em comemoração ao 90º aniversário do Comandante em Chefe, Fidel Castro Ruz e o 63º aniversário do Dia da Rebeldia Nacional, no Teatro dos Bancário em Brasília. Na oportunidade se fizeram presente representantes do parlamento, dos movimentos populares, amigos e parceiros do comandante e de Cuba.

As obras expostas retratam a imagem em movimento do líder cubano, a vida, o legado, a memória registrada em papel, vídeo e na vida daqueles que o conheceram. Imortalizando o significado desses momentos decisivos da história, marcando no tempo o símbolo épico de um líder revolucionário. Descrito como guerrilheiro, soldado das ideias agudas, afiadas, provocantes, Fidel é Fidel, não há o que tirar ou ignorar. Desde os dias da Serra, o verde-oliva foi o sinal mais visível do guerreiro sem descanso. “Às vezes, por motivos de protocolo, tinha que vestir guayabera ou o clássico terno preto, mas logo voltava a usar as roupas da campanha, a mesma das dragonas com losango rubro negro entre laureis, Santo e sinal do líder revolucionário”, relata ele mesmo em uma das gravações exposta que leva o nome da mostra.

"Fidel é Fidel". Foto: Embaixada de Cuba
Além da abertura da mostra, o ato também celebrou o 90º aniversário de Fidel e 63º aniversário do Dia da Rebeldia Nacional. Onde a embaixadora de Cuba no Brasil, Marielena Ruiz Capote, destacou o legado de Fidel e a solidariedade internacionalista: “inspirador de muitos outros processos revolucionários”.

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Dia da rebeldia cubana é comemorado em Brasília com abertura da mostra "Fidel é Fidel"

Ato em homenagem ao "26 de julho" - dia da rebeldia cubana - também homenageou Fidel Castro

Marielena Ruiz Capote -embaixadora de Cuba - durante o evento

Com a presença de representantes do governo do Distrito Federal (DF); do grupo parlamentar de Amizade Brasil-Cuba; da frente parlamentar de solidariedade com Cuba da Câmara Legislativa do DF; das direções nacionais dos partidos PCdoB, PT, PDT, PSOL, PCB e Refundação Comunista; membros dos movimentos populares e sindicais; da Associação Nacional de cubanos residentes no Brasil; da Associação Nacional de médicos graduados em Cuba; da Brigada médica cubana no Brasil e de membros do corpo diplomático se celebrou no teatro dos bancários, no último dia 26, ato central pelo dia da rebeldia cubana, que este ano se dedicou a homenagear o Comandante Fidel Castro, líder da Revolução Cubana, pelos seus 90 anos a ser completados no próximo 13 de agosto.

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Na cerimônia se inaugurou a exposição “Fidel es Fidel” (Fidel é Fidel), de Roberto Chile. 

Atos similares se realizaram em São Paulo, Bahia, Manaus e Rio de Janeiro, onde se encontra uma parte da delegação cubana que participará dos jogos olímpicos Rio-2016.

Tradução e adaptação: Sturt Silva/Blog Solidários.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

26 de Julho: dia da rebeldia cubana é comemorado em Salvador

Celebração do "26 de Julho" na Bahia. Foto: Médicos de Cuba no Brasil
Da Brigada de médicos cubanos no Brasil 

O Consulado de Cuba em Salvador, uma representação da brigada médica cubana no Brasil, atletas do judô e taekwondo de Cuba, que se preparam na Bahia para os jogos olímpicos do Rio de Janeiro, festejaram o "26 de Julho" - mais conhecido como o dia da rebeldia cubana – na capital baiana. 

A celebração mostrou que os cubanos sentem-se orgulhosos com a data que marcou o início da independência definitiva de Cuba, finalmente conquistada com a Revolução de 1959. 

Além dos cubanos, compareceram na celebração, os amigos de Cuba, a Associação Cultural José Martí, os cubanos residentes em Salvador, o secretário estadual de esportes do estado, Álvaro Gomes, e demais autoridades baianas. 

A Cônsul de Cuba na Bahia, Laura Pujol, explicou o significado que tem o “26 de Julho” para os cubanos e manifestou alegria de poder compartilhar isso com os atletas e os médicos naquele dia. Já Rafael Manso, presidente da Federação cubana de Judô, agradeceu a oportunidade de celebrar em família essa bonita data, saudou os médicos cubanos por excelente trabalho realizado e reafirmou o compromisso da delegação cubana de representar Cuba com honra e dignidade.

26 de Julho: 63 anos do assalto ao Moncada é comemorado em Manaus

26 de Julho: Realizada em Manaus comemoração pelo 63º aniversário do assalto ao quartel de Moncada



Com a presença de amigos de Cuba, médicos cubanos do Programa Mais Médicos e residentes cubanos na região, o Consulado Geral de Cuba em Manus comemorou o dia nacional da rebeldia cubana.

O programa da celebração incluiu a apresentação de um vídeo sobre a organização dos ataques aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes, onde foi exposta a situação em Cuba no momento dessas ações. Posteriormente, o Cônsul Geral, Turcios Esquivel (foto), explicou a importância do movimento na luta final de Cuba para sua plena independência, o julgamento dos revolucionários e a alegação de Fidel, conhecido como História me absolverá, onde se traçou o programa da Revolução. 

Na atividade interveio também o Cônsul Geral da Venezuela, Faustino Torella, que dedicou emocionadas palavras para as ações de 26 de julho de 1953 e leu a mensagem do presidente Nicolás Maduro ao povo cubano pela data. 

A celebração também foi propícia para lembrar que nos próximos dias o organizador dessas ações, o Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz, completa seu 90º aniversário, que será comemorado com alegria e felicidade por todos os revolucionários do mundo.

Edição: Blog Solidários.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Novos médicos cubanos desembarcando no Brasil; permanência de cubanos no Mais Médicos está assegurada

Corpo diplomático diz que permanência de médicos cuja missão no país está próxima do fim será prorrogada até 31 de outubro deste ano e afirma que eles serão repostos

O médico cubano Sael Castelo Caballero. Foto: Araquém Alcântara
Do Opera Mundi

A Embaixada de Cuba no Brasil negou, nesta segunda-feira (18/08), que o país pretende chamar de volta os profissionais que atuam no Programa Mais Médicos, do governo federal, e disse que vai repor os médicos cujos contratos se encerram este ano.

Em uma mensagem de e-mail enviada a Opera Mundi, a representação do país caribenho no Brasil disse ser falso um comunicado que circulou na internet no domingo (17/07), atribuído ao Ministério de Saúde Pública de Cuba, com um suposto cronograma para o retorno dos profissionais à ilha. O texto que a diplomacia cubana diz não ser verdadeiro afirma também que os médicos não deveriam fazer “comentários” sobre o caso “na presença de pessoal brasileiro” e que, só depois de cinco anos, os médicos poderiam sair do país em novas missões.

Segundo a Embaixada de Cuba, a única comunicação oficial feita com os médicos cubanos no Brasil foi no sentido de informar sobre a prorrogação dos contratos que venceriam entre os meses de julho e outubro até o dia 31 desse último mês. Além disso, os médicos que entrariam de férias nos meses de julho, agosto e setembro estarão autorizados a ter o benefício somente a partir de novembro.

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“A decisão obedece à necessidade de permanecer nos postos de trabalho devido aos diferentes eventos epidemiológicos presentes e à celebração das Olimpíadas”, diz a Embaixada em nota.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Cuba desmente estar chamando médicos de volta

Arte: Brasil de Fato
Por Tereza Cruvinel no Brasil 247

Segundo fontes da embaixada cubana em Brasília, o governo do presidente Raúl Castro e o ministério da Saúde cubano não emitiram nenhum comunicado convocando 1.672 médicos que atuam no programa Mais Médicos a retornarem à ilha, como noticiou o blog de Cynara Menezes, a Socialista Morena.

Pelo contrário, o governo de Cuba está cumprindo todos os termos do acordo assinado com mediação da Opas - Organização Panamericana de Saúde/OMS, certo de que os médicos cubanos estão prestando serviços relevantes aos brasileiros de cidades do interior e de comunidades isoladas que anteriormente não dispunham de assistência médica, disse uma fonte da Embaixada, estranhando a notícia: “é totalmente improcedente esta informação sobre um comunicado chamando os médicos de volta." O que Cuba está buscando é uma renegociação de termos do acordo.

Houve mesmo na semana passada uma reunião entre autoridades brasileiras e representantes da OPAS e do governo cubano, entre eles a vice-ministra da saúde pública de Cuba, Marcia Cobas Ruiz, que externou o desejo de Cuba de manter o acordo de cooperação mas com a revisão de algumas condições. “Respeitaremos o compromisso firmado entre a OPAS e o Brasil, porém, há uma série de fatores a serem revistos e acordados entre as partes. A desvalorização do câmbio nos últimos três anos foi maior do que o previsto e não houve nenhum reajuste, também gostaríamos de avaliar a possibilidade de uma remuneração diferenciada para os profissionais que estão trabalhando em áreas isoladas e de maior risco, entre outras considerações”, teria dito a ministra, segundo registra o site do Ministério da Saúde brasileiro.

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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Médicos cubanos se destacam no atendimento humanizado em Curitiba

Apesar dos resultados, Programa Mais Médicos completa três anos ainda sob ataques 

Jorge Luis González, médico cubano que atua na Unidade de Saúde São Miguel, 
localizada na Cidade Industrial de Curitiba (PR) / Fotos: Joka Madruga
Por Camilla Hoshino no Brasil de Fato

Residente há dois anos no Paraná, o cubano Jorge Luis González (49) atua na Unidade de Saúde São Miguel, localizada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Ele estava na Venezuela, onde exercia sua profissão de oftalmologista, quando recebeu o convite para trabalhar como clínico geral no Brasil, por meio de um contrato com o Programa Mais Médicos (PMM). “Isso é visto por muitas pessoas como um retrocesso na profissão”, conta. Apesar disso, Jorge aceitou a missão.  

Ao contrário do preconceito com que muitos cubanos foram recebidos no país, Jorge lembra que foi muito bem acolhido, mas que estranhou o modelo de tratamento focado na “polifarmárcia”. “Quando cheguei, me assustei com o exagero no consumo de remédios pelos brasileiros”, diz. Para ele, a medicina deve ser fundamentalmente baseada na prevenção. E revela: “Este é o sucesso do modelo cubano”.  

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Doutores cubanos são homenageados na Bahia 
São Paulo homenageia médicos cubanos 
Médicos cubanos são homenageados no Ceará

Atualmente, o PMM conta com 957 profissionais no estado. Entre eles, 691 são cubanos, 117 são brasileiros formados em outros países e 159 são brasileiros formados no país. O programa permitiu, com a criação do Cadastro Nacional de Especialistas, dar mais transparência às informações sobre a formação médica, possibilitando alinhar a especialidade de profissionais menos disponíveis- como pediatras, geriatras, ortopedistas, entre outros- à necessidade de cada região.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

3 anos de Mais Médicos: Doutores cubanos são homenageados pelo governo da Bahia

Homenagem marca a despedida das primeiras turmas de médicos cubanos na Bahia depois de 3 anos

Fala da Doutora Jacqueline Virginia Junco durante o evento. Foto: Leonardo Rattes/Ascom Sesab
A Bahia se destaca como um dos estados que mais recebeu médicos do programa Mais Médicos desde a sua criação.

No último sábado (9) esses médicos, com destaque para os cubanos, foram homenageados em cerimônia com a presença do governador Rui Costa (PT) e da Cônsul cubana para o Nordeste, Laura Pujol,

O evento que foi promovido pelo Governo do Estado, por meio das secretarias de Relações Institucionais (Serin) e da Saúde (Sesab), aconteceu no Instituto Anísio Teixeira (IAT), em Salvador, e teve a participação de secretários estaduais, médicos do programa, deputados estaduais, prefeitos e vereadores de várias cidades baianas e de outras autoridades políticas como a senadora Lídice da Mata (PSB) e os deputados federais Jorge Solla (PT) e Alice Portugal (PCdoB).

Mesa de Cerimônia. Foto: Leonardo Rattes/Ascom Sesab
O movimento baiano de solidariedade a Cuba e demais representantes da sociedade civil também marcaram presença.

Na Bahia, 1.064 dos 1.432 médicos do programa que atendem no estado são cubanos, o que representa 74% do total.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

São Paulo homenageia médicos cubanos

Mesa do ato na Câmara de São Paulo/Michelle Dias da Silva
A Câmara Municipal de São Paulo em conjunto com o Movimento Paulista de Solidariedade com Cuba, realizou no último dia 17 à noite, um ato em homenagem aos médicos cubanos que trabalham no estado paulista. Com a participação do ex-ministro Alexandre Padilha (atual secretário de saúde de São Paulo) e dos vereadores Jamil Murad, Toninho Vespoli e Juliana Cardoso, mais de uma centena de participantes compartilharam testemunhos e elogios aos doutores cubanos.

Fala de Alexandre Padilha:


Michelle Diaz falou em nome do Movimento Paulista e disse que os médicos cubanos mereceram essa homenagem não só pelo trabalho que realizaram no Brasil, mas também pelas ações humanitárias que desenvolvem em todo o mundo há cinco décadas.

Assista:


quarta-feira, 22 de junho de 2016

Médicos cubanos são homenageados no Ceará

“Estamos à disposição do povo de Tamboril, do povo do Brasil, não queremos ir embora, essa é uma tarefa de nossa revolução"
Montagem: Blog Solidários
Por Aline Oliveira da página do MST

Na última sexta- feira (17), médicos cubanos que participam do programa ‘Mais Médicos’, foram homenageados em uma sessão solene realizada na câmara municipal de Tamboril, Ceará. 

A atividade, que contou com a presença de médicos cubanos, representantes das comunidades acompanhadas pelo programa, movimentos populares, equipes do Saúde da Família, representantes das secretaria e vereadores desse município foi resultado de um requerimento do vereador Geovane do (PT) que solicitou ao parlamento municipal uma sessão onde pudesse reconhecer e homenagear o programa ‘Mais Médicos’ e os médicos cubanos que trabalham em Tamboril. Em seu discurso, o vereador Geovane, requerente da homenagem afirmou se sentir feliz por ter a oportunidade de homenagear os médicos cubanos. 

“Saibam que vocês cubanos nos ensinaram muito, não apenas em relação à medicina, mas em relação à humanização das pessoas. Tudo que fizermos será pouco para agradecer vocês e o governo cubano”, afirmou. 

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Médicos cubanos serão homenageados em São Paulo

Médicos cubanos que trabalham no Brasil serão homenageados hoje em São Paulo


Além do papel que eles desempenham no Mais Médicos, os profissionais cubanos serão saudados devido ao seu trabalho humanitário que acontece em todo mundo. Ao contrário dos EUA - que invade países através das armas, Cuba marca presença com ajuda humanitária, remédios, vacinas e médicos.

A homenagem  que é de responsabilidade do Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba acontecerá na Câmara Municipal de São Paulo/SP a partir das 19 horas.

Evento no facebook.

Mais informações aqui.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Presidenta do Brasil: "Viva o médico cubano! Viva o médico cubano!"


Em entrevista ao jornal Brasil 247 a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, falou sobre o "Mais Médicos" e sobre a importância dos médicos cubanos para o programa.

Ao responder a uma pergunta dos jornalistas Tereza Cruvinel, Leonardo Attuch e Paulo Moreira Leite sobre a tentativa do governo interino de Michel Temer de tirar os médicos cubanos do programa ela afirmou: "Eu não acredito, especialmente depois que os Estados Unidos buscaram uma reaproximação com Cuba, isso perdeu força, ficou fora de moda".

Dilma também aproveitou a oportunidade para elogiar os cubanos: "Mas eu preciso dizer uma coisa.Viva o médico cubano! Viva o médico cubano! O médico cubano segura no paciente, ele olha você, ele te toca, ele olha o seu histórico, ele vai na sua casa, se for necessário. Eles têm uma visão da medicina que é muito importante para os médicos brasileiros".

Leia o trecho da entrevista onde o assunto é o Mais Médicos e os médicos cubanos:

247 – O governo interino já fala em tirar os estrangeiros do programa Mais Médicos. Quais seriam as consequências?

Dilma Rousseff – Olha, se tirarem os médicos estrangeiros, o Mais Médicos acaba hoje. Porque os estrangeiros, especialmente os cubanos, são a grande maioria dos profissionais que participam do programa. Por que nós fizemos o Mais Médicos? Porque a nossa quantidade de médicos per capita era e ainda é muito baixa. Bem abaixo de países vizinhos como Argentina e Uruguai. E quando se compara com países como a Inglaterra, aí nem se fala. Um dos objetivos do governo é ampliar as escolas de medicina, e não apenas nas capitais. Mas leva-se muito tempo para formar um médico. 

247 – Não é possível continuar o programa apenas com médicos brasileiros?

Dilma – Não. Antes do Mais Médicos, tínhamos mais de 700 municípios brasileiros sem um único médico. O médico formado no Brasil, muitas vezes, não ia para a periferia de grandes cidades. Aliás, o estado de São Paulo, o mais rico do País, foi o que mais demandou profissionais do programa. Tínhamos mais de 20 milhões de habitantes mal atendidos. Não estamos falando do Cafundó do Judas, mas de São Paulo.

247 – Muitos consultórios médicos foram departamentos de propaganda do impeachment, a senhora sabe?

Dilma – Bom, mas aí meu querido... Como a oferta de médicos é pequena, médicos não iam para a periferia das grandes cidades, para o Amazonas, para os departamentos de saúde indígena. Nós temos pesquisa. Mais de 90% das pessoas beneficiadas aprovam. E mais de 60 milhões de pessoas são atendidas pelo Mais Médicos. São 63 milhões de pessoas.

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Presidenta Dilma agradece a médicos cubanos que vieram trabalhar no Brasil 
Nota do governo revolucionário de Cuba sobre o afastamento de Dilma

247 – Mas este governo toma muitas decisões de natureza ideológica. Isso por determinar a saída dos cubanos?

terça-feira, 7 de junho de 2016

População do Piauí escolhe médico cubano para carregar tocha olímpica

Médico cubano Argelio. Por Vila Nova Notícias
O respeito e a consideração aos médicos cubanos integrantes do programa Mais Médicos foi expressado de forma emblemática pela população de Vila Nova do Piauí. Eles escolheram o médico cubano Argelio Hernández Pupo para participar do revezamento da tocha olímpica em Lagoa Grande, Pernambuco.

O Piauí é o estado brasileiro onde o programa Mais Médicos conseguiu zerar a mortalidade infantil. Em janeiro deste ano a médica Olívia Rodríguez Gonzalez e seu colega Omar Diaz, anunciaram: “há um ano não registramos nenhuma morte de criança e de gestante. Estamos sem mortalidade materna e infantil’. 

 A pequena Vila Nova do Piauí tem pouco mais de 3 mil habitantes e escolheu o médico que atende a população mais pobre para representar o município na cerimônia de passagem da tocha olímpica pela cidade pernambucana de Lagoa Grande no dia 27 de maio. E a escolha da população reflete o carinho e a admiração que a população sente pelo médico integrante do programa que atende mais de 50 milhões de brasileiros nas regiões mais remotas do país. 

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Médico cubano carregando a tocha do Rio-2016. Por Vila Nova Notícias

terça-feira, 31 de maio de 2016

Tirar cubanos do Mais Médicos prejudicaria 40 milhões de brasileiros

Afirmação é do coordenador do programa do governo da presidenta Dilma, contestando declarações do ministro golpista que quer tirar médicos estrangeiros

Médico do "Mais Médicos". Por Araquém Alcântara 
Por Luana Spinillo na Agência PT

Diminuir a participação de estrangeiros no programa Mais Médicos vai deixar quase 40 milhões de brasileiros sem atendimento médico, afirma o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde do governo da presidenta eleita Dilma Rousseff, Heider Pinto.

Em declarações recentes, o ministro interino da Saúde do governo golpista de Michel Temer (PMDB), Ricardo Barros, afirmou que pretende tirar ao menos 10 mil médicos estrangeiros do programa. Heider, que foi coordenador do Mais Médicos, acredita que a decisão do ministro golpista visa atender acordos firmados por ele com entidades médicas conservadoras, extremistas e até xenófobas, que nunca aceitaram a vinda dos médicos cubanos ao Brasil.

“É inadmissível a possibilidade de dezenas de milhões de pessoas serem prejudicadas por causa de interesses de pouquíssimas milhares de pessoas, que são os médicos mais conservadores”, contesta Heider.

“Os brasileiros hoje vão a uma unidade de saúde perto da sua casa e tem um médico. Além disso, mais de 95% da população aprova o programa, porque agora tem médico todos os dias no posto de saúde, as pessoas conseguem atendimento, o médico resolve os problemas e o atendimento é mais humanizado”.

Outro número que comprova os benefícios do Mais Médicos é o aumento de 33% nas consultas em municípios participantes do programa. “Fora do Mais Médicos, o aumento foi de 15%. É mais do que o dobro. E nesses municípios do programa os indicadores de saúde são muito fortes. Houve uma redução muito maior das internações por causa do Mais Médicos”, completa. Para Heider Pinto, isso tudo está em risco com o governo golpista de Temer.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Infelizmente, falece a médica Clara Eliza; felizmente, o sertão conhece a solidariedade dos médicos cubanos

Vítima do H1N1, ela não voltará a pisar o Malecón de Havana. Mas sua presença no sertão baiano diz muito sobre solidariedade — e também sobre elitismo e preconceitos de certos grupos sociais

Por Roberto Malvezzi na Outras Palavras

Faleceu em Bom Jesus da Lapa a médica cubana Clara Elisa (foto), 46 anos, vítima do H1N1. 

É imperdoável que aqueles que lutam para pôr um limite na crueldade do sistema capitalista, expresso na saúde pública, não tenham dito uma única palavra. 

Quando cheguei para morar no sertão, Campo Alegre de Lourdes, Bahia, junto com outros colegas, o índice de desenvolvimento humano sequer era calculado. Em 1990 era de 0,27. Em 2000 era de 0,32. 

Em 2010 era de 0,56. Ainda um dos mais pobres do Brasil, mas já não índices de miséria absoluta. 

Um prefeito do Partido Comunista do Brasil, alguns anos atrás, quis contratar um médico permanente para o município, se dispunha a pagar 22 mil reais ao mês e nunca conseguiu um brasileiro que se dispusesse a morar naquele sertão. 

 Nos últimos anos três médicos cubanos, alocados no “Mais Médico”, não só foram morar em Campo Alegre, mas no interior do município, onde só íamos nós e quando havia a SUCAM.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Médicos cubanos são homenageados durante encontro do MST

A homenagem teve o objetivo de fortalecer a solidariedade internacional, bem como reconhecer a unidade e o compromisso político social dos médicos com a população baiana.



Nesta última quarta-feira (13/01), cerca de 1.500 trabalhadores e trabalhadoras Sem Terra realizaram uma homenagem aos médicos cubanos que atuam no programa “Mais Médicos” na Bahia.

A homenagem que ocorreu no Encontro Estadual do MST, em Salvador, teve o objetivo de fortalecer a solidariedade internacional, bem como reconhecer a unidade e o compromisso político social dos médicos com a população baiana, cujo programa ganhou um significado especial para toda classe trabalhadora do campo e da cidade.

De acordo com Edinaldo Correia, do coletivo estadual de saúde do MST, o diferencial dos médicos internacionalistas cubanos é a capacidade de se adaptarem as diversas realidades e de conviverem com o povo, “essas são qualidades dignas que precisam ser reconhecidas”.

“Esse diferencial existe porque Cuba desenvolve um sistema de educação que prepara seus profissionais para se preocuparem com o ser humano e não com o capital”, explicou Correia.

A homenagem contou com músicas cubanas, os símbolos do MST, as bandeiras dos países e muitos gritos de ordem que dão unidade internacionalista as lutas populares.

Atuação

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Médicos cubanos apresentam projetos para melhorar a vida do povo do Maranhão

Com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde, iniciativas foram selecionados pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão, pela Secretaria de Saúde do Maranhão e pela Universidade Federal do Maranhão.

Médico cubano do ‘Mais Médicos’ realiza atendimento em Marajó, no Pará.
Foto: OPAS/OMS
 Do site da ONU-Brasil

Cinco médicos cubanos que trabalham no Brasil por meio de cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) apresentaram no último dia 26 projetos que serão implementados nos municípios maranhenses em que atuam.

Os trabalhos foram mostrados durante o III Congresso das Prefeituras e Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão, encerrado na último dia 27, em São Luís (MA). Os projetos foram selecionados pelo Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEM-MA), pela Secretaria de Saúde do Maranhão e pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) por estarem em sintonia com as prioridades do Estado para a saúde.

A médica Maria Lenin Alvarez, que atua em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de São João Batista (MA), elaborou uma intervenção para aumentar a adesão ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade. Segundo um levantamento feito por ela, essa prática é pouco adotada na região.

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domingo, 27 de setembro de 2015

Médico cubano fala da experiência de ser médico em São Paulo


Victor Manuel é cubano e médico da família. Chegou ao Brasil em 2013 para participar do projeto Mais Médicos. Desde então, atua no bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista. 

Nesta entrevista portal Saúde Popular, ele conta um pouco da experiência no Brasil.

Assista: