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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Juventude cubana marcha pelas ruas de Cuba

Marcha ressalta legado de José Martí e Fidel Castro | Foto: Cuba Debate 

Por José Reinaldo no 247

Cuba realizou nesta terça-feira (27), uma de suas mais emblemáticas mobilizações populares com a tradicional Marcha das Tochas, que tomou ruas, praças e universidades em todas as províncias do país. Liderada majoritariamente pela juventude, a marcha reafirmou a centralidade histórica de José Martí e Fidel Castro, reconhecidos como os maiores cubanos e referências incontornáveis do pensamento emancipador latino-americano.

A principal concentração ocorreu em Havana, nas escadarias da Universidade de Havana, sob a liderança do presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, acompanhado por milhares de jovens. Segundo a Telesur, a mobilização deste ano assumiu um significado especial ao unir duas datas simbólicas: os 173 anos do nascimento de José Martí e o centenário de Fidel Castro, figuras que moldaram profundamente o projeto político, social e cultural da Revolução Cubana.

José Martí, Apóstolo da independência cubana, é celebrado como o formulador de um pensamento profundamente cubano, anti-imperialista e latino-americanista, cuja obra segue orientando a defesa da soberania nacional. Fidel Castro, por sua vez, é lembrado como o líder histórico que transformou esse ideário em ação revolucionária e em vitória, conduzindo Cuba por décadas de enfrentamento direto às pressões externas e à hostilidade dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, o presidente Miguel Díaz-Canel ressaltou o sentido histórico da mobilização. “Assim como fizemos há 73 anos, acenderemos tochas na véspera do aniversário de José Martí, Apóstolo da independência cubana e do anti-imperialismo”, declarou, ao destacar a continuidade entre gerações na preservação desse legado.

A marcha também resgatou sua origem histórica, datada da madrugada de 27 de janeiro de 1953, quando Fidel Castro liderou cerca de 300 jovens em uma caminhada simbólica em homenagem a Martí. Um dos participantes lembrou que Fidel “descia da Universidade com 300 jovens para homenagear a figura de Martí”, gesto que consolidou a Marcha das Tochas como expressão permanente de compromisso revolucionário e formação política da juventude cubana.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Cuba: povo homenageia 32 cubanos assassinados por Trump

Ato de despida em Havana, capital de Cuba | Foto: @MMarreroCruz

Por Sturt Silva 

Cuba prestou várias homenagens, entre 15 e 16 de Janeiro, aos 32 soldados cubanos que morreram em combate contra as forças militares dos Estados Unidos no último dia 3 de janeiro, na Venezuela, que terminou com o sequestro do presidente bolivariano Nicolás Maduro e sua esposa Cilia Flores. 

Os restos mortais dos cubanos chegaram ao país, na quinta-feira (15/01), ainda de madrugada e foram recebidos e homenageados por milhares de cubanos e cubanas. Durante todo dia familiares, autoridades, amigos e milhares de compatriotas prestaram novas homenagens. 

Assista:

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Na sexta-feira (16/01), o principal ato de despedida foi realizado, pela manhã, em torno da Tribuna Anti-Imperialista, próxima à sede da missão dos Estados Unidos na capital cubana e contou com a assistência de dezenas de milhares de pessoas, segundo o canal TeleSur.

Honra e glória

Em seu discurso, Díaz-Canel, presidente da ilha socialista, enfatizou que os 32 soldados “demonstraram possuir todas as qualidades que distinguem os heróis”. 
Presidente de Cuba discursa no enterro das vítimas dos EUA : Foto: Presidência de Cuba 

“Os nomes destes 32 combatentes entraram para a história do país, por defenderem de forma valente a soberania de uma nação irmã, incorporando todas as qualidades que distinguem os heróis. Todos eles são verdadeiros heróis cubanos”, expressou o mandatário.

sábado, 3 de maio de 2025

Em defesa do socialismo: multidão de cubanos sai às ruas no 1º de Maio

Povo cubano nas ruas de Havana no dia do trabalhador | Foto: @MMarreroCruz  

Por Gabriel Lopes no Brasil de Fato

Milhões de cubanos, autoridades políticas, sociais e sindicais do país, assim como convidados de delegações internacionais, se reuniram nesta quinta-feira (1) nos principais pontos do país para celebrar o Dia Internacional do Trabalhador. A maior concentração ocorreu na Praça da Revolução José Martí em Havana, capital de Cuba, que contou com cerca de 600 mil pessoas.

A marcha deste ano foi dedicada aos médicos cubanos, o chamado “exército de jalecos brancos”. A professora Miltadia González Giménez conversou com a reportagem no Brasil de Fato nas ruas de Havana e disse que os cubanos estão “interessados na paz”.

“Cuba acredita num mundo melhor, Cuba acredita na juventude, acredita na paz, no Brasil, no movimento pela terra. É disso que precisamos: trabalhadores, não guerra, não bombas. Comida e médicos, não bombas”, disse.

Além disso, a mobilização teve um caráter especial, pois marcou o 25º aniversário do emblemático discurso de Fidel Castro durante as comemorações do 1º de Maio de 2000, quando ele definiu o significado da Revolução.

Trabalhadores cubanos na Praça da Revolução em Havana | Foto: @PartidoPCC

Foi a primeira vez que Fidel fez uma definição da palavra e, naquela ocasião, diante de milhares de pessoas (assista no vídeo abaixo), ele declarou que: 

“Revolução é sentido do momento histórico, é mudar tudo o que deve ser mudado, é a plena igualdade e liberdade; é ser tratado e tratar os demais como seres humanos; é emancipar-se por nós mesmos e com nossos próprios esforços; é desafiar as poderosas forças dominantes dentro e fora da esfera social e nacional; é defender os valores em que se acredita ao preço de qualquer sacrifício; é modéstia, abnegação, altruísmo, solidariedade e heroísmo; é lutar com audácia, inteligência e realismo; é jamais mentir ou violar princípios éticos; é a profunda convicção de que não há força no mundo capaz de esmagar a força da verdade e das ideias. Revolução é unidade, é independência, é lutar por nossos sonhos de justiça para Cuba e para o mundo, que é a base de nosso patriotismo, nosso socialismo e nosso internacionalismo”.

O que é Revolução?

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Cuba: 50 mil cubanos protestam contra envio de imigrantes para Guantánamo

Cubanos protestam contra Trump em Guantánamo | Foto: Yoel Garcia 

Por Sturt Silva 

Segundo a imprensa cubana, mais de 50 mil cubanos se reuniram hoje (26/02), em Guantánamo, cidade do sudeste do país e região onde está localizada uma base naval estadunidense, para protestar contra as políticas dos EUA contra Cuba. 

Além de condenar o envio de imigrantes, a maioria latino-americanos, para a prisão que os EUA tem na base, os moradores da cidade e região, exigiram o fim das sanções contra à ilha socialista e devolução do território ocupado pelos EUA para o povo cubano. 

O evento que foi chamado de Tribuna Anti-imperialista contou com a presença do presidente do país, Miguel Díaz-Canel e de outras lideranças cubanas. 

A manifestação foi mais um recado do povo cubano para Trump e sua política agressiva contra Cuba. Em dezembro passado, logo depois da vitória do republicano, cerca de 700 mil cubanos já havia protestado em frente a Embaixada dos EUA em Havana e também em outras cidades do país. 

Assista:

sábado, 21 de dezembro de 2024

Cuba: povo saem às ruas contra sanções dos EUA e em defesa do socialismo

Povo cubanos nas ruas em defesa do socialismo (20/12/24) | Foto: UJC Cuba

Por Sturt Silva 

Os cubanos saíram as ruas nesta sexta-feira (20/12) para protestar contra o bloqueio (embargos e sanções) dos EUA contra Cuba. 

Além do levantamento do bloqueio estadunidense, os manifestantes exigiram a exclusão da ilha socialista da lista de países que "supostamente patrocinam o terrorismo". 

A mobilização que ocorreu no Malecón de Havana, e passou de fora da Embaixada dos EUA, teve a participação do presidente Díaz-Canel e de várias outras autoridades e lideranças do país. 
Presidente de Cuba, Díaz-Canel, em manifestação em Havana (20/12/24) | Foto: @DiazCanelB

Segundo a imprensa cubana, faltando 30 dias para o presidente democrata dos EUA, Joe Biden, deixar a Casa Branca, quase todas as medidas adotadas pelo governo do republicano Donald Trump (2017-2021) contra o povo cubano continuam em vigor.  

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Cuba: povo nas ruas em defesa da Palestina

Manifestação em solidariedade à Palestina, Havana - Cuba | Fotos: @leticiadeCuba, @DiazCanelB e CubaSí

Por Sturt Silva 

Dezenas de milhares de cubanos marcharam na última quinta-feira (23/11), em Havana, condenando o “genocídio” de Israel contra os palestinos.

A marcha, que foi organizada por organizações da juventude cubana, teve a participação do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e de outras autoridades e lideranças da ilha socialista. 

Na imprensa cubana foi destacado que Díaz-Canel, até agora, é um dos poucos líderes mundiais a encabeçar uma manifestação contra os crimes de Israel e em solidariedade às vítimas palestinas.  
A multidão, ostentando bandeiras e faixas palestinas, gritava "Palestina livre" e "Israel é genocida." 

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Jornalista cubana percorre EUA com documentário que denuncia sanções contra Cuba

The War on Cuba: a guerra contra Cuba | Foto: Belly of The Beast Cuba 

Por Jim Cason e David Brooks no Diálogos do Sul

“É bom vê-los todos aqui, isso significa que o trabalho que estamos fazendo tem um impacto”, começou Liz Oliva Fernández ao saudar um público de estudantes e outros jovens, assim como alguns velhos esquerdistas estadunidenses em Washington DC que chegaram para conhecê-la e ver partes de sua série documental premiada: “A Guerra contra Cuba” (assista abaixo, antes você deve ativar as legendas em português).

Assista: Parte I

O fórum e a apresentação foram só uma escala de uma turnê que jornalista cubana levou a Nova York, Boston, Filadélfia, Baltimore e à capital nacional em abril com seus colegas da empresa de meios independentes Belly of the Beast. Em cada lugar, ela fala sobre sua própria vida, família e a realidade cotidiana em Cuba e o impacto do bloqueio estadunidense em tudo. 

“Hoje em Cuba estamos em um momento realmente difícil, está realmente escuro”, comentou Fernández ante o público que se havia reunido na livraria e centro ativista “The Outrage”, em Washington. “Estou aqui como jornalista e para falar da política contra Cuba, esse embargo que enfrentamos desde os anos 1960”.

Assista: Parte II

sexta-feira, 5 de maio de 2023

Cuba: trabalhadores saem às ruas em defesa do Socialismo

Trabalhadores cubanos marcham em Havana | Foto: Luis De Jesús

Por Sturt Silva 

Os cubanos e cubanas voltaram às ruas de Cuba nesta sexta-feira (5 de maio), em eventos pelo Dia Internacional do Trabalhador e pelos 205 anos de nascimento do fundador do socialismo científico, Karl Marx. 

Os desfiles e atos foram convocados pela Central de Trabalhadores de Cuba e tiveram apoio e participação do governo socialista de Díaz-Canel, do Partido Comunista e de outras organizações da sociedade cubana. 

Os atos aconteceriam em 1º de maio, mas foram adiados para esta sexta devido às condições meteorológicas desfavoráveis que provocaram chuvas intensas em todo país no último final de semana. 
Os atos também foram menores e mais localizados em comparação com o ano passado, já que o país enfrenta uma escassez de gasolina e diesel. 

Ato em Havana reúne mais de 100 mil 

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Díaz-Canel é reeleito presidente de Cuba com 97% dos votos

Presidente de Cuba reeleito para um novo mandato de cinco anos | Foto: José Correia/Granma

Por Sturt Silva 

Miguel Díaz-Canel, atual presidente de Cuba e deputado reeleito na última eleição de 26 de março, foi reeleito hoje, 19 de abril de 2023, presidente de Cuba para um novo mandato de 5 anos. 

O presidente teve apoio de 97,66% dos 462 deputados presentes na Assembleia Nacional do Poder Popular (parlamento). Ou seja: 459 votos. Ao seu lado, Salvador Mesa foi reeleito vice-presidente com 93,4% de apoio, o que significa 439 votos. 

Os parlamentares que tomaram posse hoje foram eleitos no pleito ocorrido no dia 25 de Março, que contou com a participação de 75,87% dos cubanos. 

Miguel Díaz-Canel 

domingo, 9 de abril de 2023

O socialismo cristão em Cuba

Cristo em Havana, capital de Cuba | Foto: Victor Toledo/Fotos de Havana 

Por Sturt Silva 

Na primeira semana de abril comemora-se em Cuba, assim como na maioria dos países ocidentais, a Semana Santa. Segundo reportagem de Gabriel Vera Lopes, do jornal Brasil de Fato, 60% da população cubana é batizada na Igreja Católica. 
 
A liberdade religiosa em Cuba é incorporada como um direito constitucional. A Carta Magna do país declara expressamente que "o Estado reconhece, respeita e garante a liberdade religiosa" e que "as diferentes crenças gozam de igual consideração". A discriminação com base em crenças religiosas é proibida e o país se declara um Estado secular, agindo independentemente de preceitos e doutrinas religiosas, afirma a matéria do Brasil de Fato. 

Cuba tem 1.850 organizações religiosas reconhecidas e fazem parte delas cerca de 1,5 milhão de cubanos e cubanas. 

Socialismo cristão 

Para Claudia Morales Moreno, do Movimento de Estudantes Cristãos, "não há maior expressão de socialismo do que a obra de Jesus. De um sentimento social, de um sentimento de amor ao próximo, e assim é também o que o socialismo nos ensina. Querer ajudar o outro, acima de tudo, e este é o nosso exemplo de Jesus. Eu sempre digo que Jesus foi um socialista de seu tempo. Às vezes se diz que a religião não deve ser misturada com a política. Mas tudo é político, toda ação tem uma atitude política. Portanto, parece-me que o socialismo e a religião estão muito ligados". 

Assista:

segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Cuba elege representantes nas cidades; comparecimento às urnas foi de quase 70%

Cubano votando em um colégio eleitoral do país | Foto: Juventud Rebelde 

Por Sturt Silva 

Segundo dados do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de Cuba, foram eleitos no último domingo (27/11) mais de 11 mil representantes para Assembleias Municipais, o que equivale às Câmaras de Vereadores no Brasil. 

A presidente do CNE, Alina Balseiro, informou que votaram 5.728.220 cubanos dos 8.351311, o que representa 68,58% de todo eleitorado nacional. Dos votos depositados nas urnas, 89,11% foram válidos, 5,22% em branco e 5,67% anulados. 

Estavam em jogo 12.427 cargos, sendo que neste domingo (28/11) foram eleitos 11.502 delegados. O restante deve serem eleitos no segundo turno, no próximo domingo. 
Resultado das eleições municipais de Cuba | Arte: CNE

terça-feira, 4 de outubro de 2022

Cuba aprova novo Código das Famílias com mais de 66% de apoio popular

Jovem cubana vota em referendo do Código das Famílias, em Cuba | Foto: Diario Mayabeque

Por Sturt Silva 

Em referendo, realizado no último domingo (25/09), Cuba aprovou o novo Código das Famílias com apoio de 3,9 milhões de cubanos. 

Segundo resultados da Comissão Nacional Eleitoral, dos 8.457.978 eleitores aptos a votar, 6.269.427 exerceram o direito de voto. Ou seja, o comparecimento às urnas foi 74,12%. Já os votos válidos foram 94,25%, brancos 3,22% e nulos 2,51%.

A consulta perguntava ao eleitor: "Você concorda com o Código das Famílias?" - Sim ou não. Os resultados finais, divulgados hoje (04/11), mostraram que 66,85% (3.950.288) optaram pelo SIM e 33,15% (1.959.097) pelo NÃO

Para tornar-se lei, o novo Código das Famílias deveria ter apoio de pelo menos 50% dos votantes. O voto "sim" foi amplamente apoiado pelo governo socialista de Díaz-Canel e objeto de uma intensa campanha nas ruas, televisão e redes sociais. 

Resultados finais do referendo | Arte: Solidários a Cuba 

sábado, 30 de julho de 2022

Cubanos vão às urnas em setembro aprovar casamento gay

Fachada do Ministério da Saúde de Cuba em 2021 | Foto: Solidários a Cuba

Por Cezar Xavier no Vermelho 

A Assembleia Nacional de Cuba (parlamento) aprovou no último 22 uma ampla atualização de sua lei de família que abre as portas para permitir o casamento homoafetivo, maiores direitos das mulheres e maior proteção para crianças, idosos e outros membros da família.

O novo Código das Famílias será votado em referendo em 25 de setembro, depois de ser debatido em reuniões comunitárias no início deste ano, onde os organizadores disseram que 62% dos participantes expressaram seu apoio. 

Na consulta popular, cujos resultados foram conhecidos em 15 de maio, participaram 6.481.207 cubanos (75,93% da população total), 61,96% dos quais se manifestaram a favor do texto. Como resultado desse processo, 47,93% do texto geral e 49,15% do total de artigos foram modificados.

Os opositores à mudança de regra incluem muitas igrejas.

O novo código legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo e as uniões civis, permite que casais do mesmo sexo adotem crianças e promove o compartilhamento igualitário das responsabilidades domésticas. Também permite acordos pré-nupciais e gravidezes de aluguel sem fins lucrativos.

Os pais teriam “responsabilidade” em vez de “custódia” dos filhos, e seriam obrigados a “respeitar a dignidade e a integridade física e mental das crianças e adolescentes”.

Cuba já é líder continental em direitos das mulheres. As mulheres chefiam quase 50% das famílias e representam 60% dos profissionais, têm acesso gratuito ao aborto e podem reivindicar até dois anos de licença-maternidade.

Mariella Castro

Na opinião de Mariela Castro, este é um momento emocionante para um povo comprometido com as ideias mais avançadas da Revolução. A diretora do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenesex) qualificou o documento como admirável, por ser resultado de “um processo impecável de participação popular, de exercício democrático”.

Ela agradeceu a participação do povo, que fortaleceu sua cultura neste processo de consulta. “Houve quem não acreditou que este código fosse possível”, disse, e lembrou que este passo foi cuidadosamente alcançado, em diálogo permanente.

Ela destacou a geração histórica da Revolução, “que deu oportunidades de avançar em todos os elementos que estamos colocando em nossa vida coletiva, superando preconceitos”.

“Não se pode culpar ninguém, porque todos os processos de conquista de direitos são complexos”, acrescentou.

Mariela Castro agradeceu a Fidel, Raúl e Vilma o amor que lhe incutiram, o compromisso com a Revolução e a história de Cuba, a capacidade de ouvir, dialogar e colocar em prática na vida familiar muitos dos princípios que hoje apóia a Código familiar.

terça-feira, 3 de maio de 2022

1º de Maio: milhões lotam ruas de Cuba em defesa do socialismo

Multidão em Havana no dia 1º de maio | Foto: Brasil de Fato

Por Sturt Silva e Maria Lívia 

“Por Cuba, Unidade e Compromisso” , “Cuba Vencerá”, “Preservar e aperfeiçoar o socialismo” e “Viva o 1º de Maio”, eram as mensagens escritas nas inúmeras faixas e cartazes que invadiram as ruas das principais cidades cubanas no último 1º de Maio, dia do trabalhador.  

O ápice da festa aconteceu em Havana, capital da ilha socialista, no momento em que a multidão cantou A Internacional [Comunista] - Hino Universal dos Trabalhadores, onde reafirmaram o comprometimento com a Revolução e o sistema socialista,  adotado democraticamente pela maioria da população.

O ex-presidente Raúl Castro e o Presidente da República, Miguel Díaz-Canel, marcaram presença em Havana. Já os outros líderes políticos do país participaram de atos nas grandes cidades, pelo interior do país. 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Segunda Declaração de Havana: povo cubano escolhe construir o socialismo

Fidel Castro durante a Segunda Declaração de Havana | Foto: Prensa Latina 

Por Sturt Silva 

No dia 4 de fevereiro de 1962, mais de 1 milhão de cubanos se reuniram na Praça da Revolução na capital do país e aprovaram a Segunda Declaração de Havana após pronunciamento de Fidel Castro.

A Declaração foi uma resposta à expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA) durante a reunião da OEA em Punta del Este, Uruguai, em 31 de janeiro daquele mesmo ano, devido à pressão de Washington, que estava tentando isolar a nascente Revolução.

O texto expressava a vontade inabalável de autodeterminação do povo cubano e seu objetivo de construir o socialismo, apesar das agressões dos EUA. 

Foi aprovada quase dois anos depois da Primeira Declaração de Havana, grande reação pioneira da Revolução contra ações imperialistas e anterior da declaração do caráter socialista, ocorrida em 16 de abril de 1961. 

No dia anterior, em 3 de fevereiro de 1962, o Presidente dos Estados Unidos -  John F. Kennedy - assinou a Ordem Executiva 3447, que formalizou o bloqueio contra à ilha revolucionária. 


"Segunda Declaração de Havana"

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Há 60 anos, Fidel Castro declarava Cuba território livre do analfabetismo

Campanha cubana de alfabetização em 1961 | Foto: EcuRED

Por Sturt Silva 

No dia 22 de dezembro de 1961, Fidel Castro declarava Cuba livre do analfabetismo, alcançando assim um sonho que se iniciara em 1960 com a campanha massiva de alfabetização de iniciativa de Che Guevara.  

A campanha que mobilizou 270 mil voluntários cubanos alfabetizou cerca de um milhão de pessoas em menos de um ano. Hoje, praticamente 100% dos cubanos podem ler e escrever.

Por isso Cuba celebra no dia 22 de dezembro o dia do educador, recordando assim a façanha realizada por aqueles milhares de voluntários que tornara Cuba o primeiro território da América Latina livre do analfabetismo.

A campanha vitoriosa mostrou que a educação de um povo é um acontecimento que depende fundamentalmente da participação organizada e massiva do próprio povo e de suas organizações. 

Leia também:
 
Cuba, impulsionada por Fidel Castro, é hoje exemplo em matéria de educação para o mundo, principalmente por sua condição solidária que estende a quem precisa o seu método de alfabetização "Sim, eu posso", que já alfabetizou mais de 10 milhões de pessoas em vários países. 

Direito de Cuba 

Sobre o tema assista o vídeo de Márcia Choueri:

sábado, 20 de novembro de 2021

Assista: Cubanos passaram fome durante a quarentena da Covid-19?

Estudantes cubanos | Foto: Gerardo Nordelo

Por Sturt Silva 

No vídeo abaixo, realizado nas ruas da ilha socialista, cubanas e cubanos falam se passaram fome ou qual quer necessidade do tipo durante a pandemia da Covid-19. 

Segundo o "Pensar História", mesmo sentindo os efeitos devastadores do bloqueio comercial mantido pelos EUA há 60 anos — que já causou prejuízos de mais de 750 bilhões de dólares à sua economia — e apesar de todas as limitações advindas de suas condições geográficas, Cuba segue possuindo a menor taxa de subnutrição do continente. Os indicadores sociais como mortalidade infantil e expectativa de vida também são superiores aos de muitas nações desenvolvidas, incluindo os Estados Unidos.

Em 2020 o PIB cubano caiu 11%. O turismo, principal atividade comercial do país, foi paralisado em quase 90%. Para piorar a situação, desde 2016, a ilha socialista foi alvo de uma nova série de sanções dos EUA - que não foram suspensas durante a pandemia - dificultando assim acesso a matérias primas, máquinas e outros produtos básicos. Tal contexto levou Cuba a enfrentar uma escassez de comida e eletricidade, mas o governo cubano conseguiu garantir que seus cidadãos tivessem o básico para enfrentar tal situação. 

Se não bastasse, Cuba ainda produziu 3 vacinas próprias contra Covid-19: Abdala, Soberana 2 e Soberana Plus. Atualmente 80% dos cubanos, incluindo crianças, estão vacinados com 3 doses.

 Assista:

sábado, 14 de agosto de 2021

Assista: Tem 5 Cubas passando fome nos Estados Unidos

A situação em Cuba | Foto: TV Brasil 247

Por Sturt Silva 

O jornalista Leonardo Attuch, diretor da Portal Brasil 247, promoveu um debate entre Breno Altman e Joana Salém sobre o que realmente está acontecendo em Cuba. 

Os dois, que são especialistas em Cuba, falaram sobre: os protestos contra e a favor do governo socialista de Miguel Díaz-Canel, a economia socialista, o bloqueio econômico dos EUA e o papel da China e do Brasil no processo. 

Joana Salém Vasconcelos é professora de História Contemporânea na Faculdade Cásper Líbero. Doutora em História Econômica pela USP (2020), Mestra em Desenvolvimento Econômico pela UNICAMP (2013) e Graduada em História pela USP (2010). 

Breno Altman é jornalista e fundador e editor do Portal Opera Mundi.

Ao rebater uma declaração do presidente estadunidense - que disse que os EUA podiam fazer uma intervenção humanitária em Cuba - a historiadora destacou que há mais de 50 milhões de pessoas passando fome (ou vivendo na pobreza) no interior dos EUA, ou seja 5 vezes a população de Cuba.

Assista essa e outras afirmações no vídeo abaixo. 

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Por que a direita não ganha eleição em Cuba

Jovem cubana vota em referendo que aprovou a nova constituição de Cuba, em 2019 | Foto: UCI-Cuba

Por Hélio Doyle no Expresso 61

A oposição [direita] ao governo e ao socialismo em Cuba representa, aproximadamente, entre 20% e 25% dos eleitores. Não passa disso. É pouco, para os que acham que a maioria dos cubanos deseja derrubar o regime e voltar ao capitalismo. E, principalmente, que seja capaz de executar esse projeto.

O baixo índice de oposicionistas radicais não quer dizer que entre os 75% e 80% que querem manter o governo e o sistema não haja insatisfações, frustrações e críticas, algumas bem fortes — há, e muitas, mas são feitas nos marcos do sistema implantado em 1959 e não significam querer a sua derrubada. Como se diz em Cuba, o sistema tem de ser aperfeiçoado, não destruído.

Por ser pequena e espalhada em várias organizações com poucos membros e pouco enraizamento na sociedade, essa oposição antissocialista sabe que só conseguirá derrubar o governo cubano com a ajuda dos Estados Unidos. O plano não é original: sanções econômicas que provoquem uma situação de caos social que leve à repressão por forças policiais e militares e sirva como pretexto para uma intervenção “humanitária” de tropas estrangeiras.

Por isso, os oposicionistas radicais recebem ajuda financeira, material e ideológica do governo e de organizações estadunidenses, e de alguns países europeus, para se manter e provocar situações que criem instabilidade social e repercussão no exterior. E, em um país boqueado, atacado e hostilizado por uma potência estrangeira que assume declaradamente a intenção de derrubar seu governo, os oposicionistas alinhados a esse projeto são considerados inimigos, e não adversários.   

As eleições

Mas, como é possível avaliar esses percentuais se a oposição em Cuba não é institucionalizada, não há disputa entre partidos políticos e não se tem notícias de pesquisas de opinião? Resposta: analisando-se os resultados eleitorais. Sim, há eleições em Cuba, muito mais democráticas, em vários aspectos, do que as realizadas no Brasil e em outros países. É um sistema diferente do que a que estamos habituados, com defeitos também, mas que permitem avaliar com bastante precisão o apoio e a rejeição ao governo e ao sistema.

Para entender como é possível mensurar a oposição, é importante conhecer algumas características das eleições em Cuba, onde vigoram o parlamentarismo e o voto distrital, e não há partidos na disputa eleitoral — o Partido Comunista de Cuba, de acordo com o modelo leninista, tem papel dirigente da sociedade e não eleitoral.

Em resumo: 

— Os candidatos às eleições locais, para compor as assembleias municipais do Poder Popular, são escolhidos pelos moradores de cada área das circunscrições eleitorais dos 169 municípios, que se reúnem especialmente para isso. Todos os cidadãos residentes em cada área da circunscrição podem indicar candidatos ou serem indicados, sendo as candidaturas decididas pelo voto dos moradores. Os chamados delegados municipais são eleitos por maioria absoluta dos votos nas circunscrições eleitorais do município. Se nenhum consegue maioria absoluta, há um segundo turno uma semana depois.

— Os candidatos à Assembleia Nacional do Poder Popular (ANPP), com 605 deputados, são escolhidos pelos delegados municipais e pelas principais entidades da sociedade civil, entre as quais a Central dos Trabalhadores de Cuba, a Federação das Mulheres e as federações dos estudantes universitários e dos estudantes secundaristas. Metade dos candidatos à ANPP, em cada município, tem de ter sido eleita delegada municipal. O eleitor pode votar em todos os candidatos apresentados ou em um ou mais deles, deixando de votar em algum. O eleito tem de ter mais de 50% dos votos dos eleitores do município.

— A campanha eleitoral limita-se à apresentação do nome, foto e currículo do candidato em locais públicos, e nenhum candidato pode participar de uma reunião com eleitores sem a presença dos demais. O voto é secreto, sendo a cédula preenchida em cabines indevassáveis e colocado na urna, sendo a apuração feita no local de votação e aberta a quem quiser assistir.

Esse método explica porque a oposição não elege delegados municipais nem deputados nacionais. Para ser candidato a delegado municipal, o oposicionista teria de ser aprovado pela maioria dos moradores de sua área na circunscrição, o que nunca aconteceu, pois são minoritários. E para ser deputado nacional teria de já ter sido eleito delegado municipal ou indicado por uma das entidades nacionais de trabalhadores, estudantes, agricultores, mulheres e jovens, ou pelos Comitês de Defesa da Revolução em cada quadra — das quais os oposicionistas não participam, ou, quando participam, são minoritários.

sábado, 17 de julho de 2021

Democracia: Como funcionam as eleições em Cuba?

Eleição em Cuba seria mais democrática que nos EUA ou no Brasil | Arte: Laura Carvalho/Youtube

Por Sturt Silva 

A grande mídia e a direita brasileira vive chamando Cuba de "ditadura". Para justificar seus argumentos repetem o discurso dos EUA e ignora a participação política do povo cubano e as eleições no país socialista. 

Assista ao vídeo da historiadora Laura Sabino sobre as eleições em Cuba:


O vídeo foi feito durante a época das eleições nos EUA (2020). Recentemente Cuba aprovou uma nova constituição e fez algumas mudanças no seus sistema político e eleitoral. O processo foi o ato político mais popular dos últimos 40 anos e teve aprovação de quase 90% da população. Essas novas medidas ainda estão implantadas no momento.