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terça-feira, 11 de novembro de 2025

Brasil e Cuba peitam EUA na cúpula da Celac contra retorno da Doutrina Monroe

Lula durante a IV Cúpula CELAC–União Europeia na Colômbia | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Por Lucas Toth no  Vermelho 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (9) que “a ameaça do uso da força militar voltou a fazer parte do cotidiano da América Latina e do Caribe” e advertiu sobre o “reciclamento de velhas manobras retóricas para justificar intervenções ilegais”. 

A declaração foi feita durante a IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE), encerrada em Santa Marta, na Colômbia, com uma declaração conjunta que reafirma a região como zona de paz.

O discurso de Lula ocorreu em meio à escalada militar dos Estados Unidos contra o governo venezuelano de Nicolás Maduro. 

Desde agosto, a ameaça imperialista mobiliza porta-aviões, destróieres e aviões de patrulha no mar do Caribe, sob o argumento de combater redes internacionais de narcotráfico. As operações já deixaram dezenas de mortos e provocaram a destruição de embarcações na região.

Lula criticou a presença militar estrangeira no hemisfério e alertou que “democracias não combatem o crime violando o direito internacional”. 

O presidente defendeu que a segurança deve ser tratada como “um dever do Estado e um direito humano fundamental” e que nenhuma nação é capaz de enfrentar sozinha o crime transnacional. 

“Nenhum país pode enfrentar esse desafio isoladamente; é preciso agir em cooperação”, disse.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Estudo de brasileira analisa os discursos sobre a realidade de Cuba

Pesquisa tem como referência modelo econômico adotado pelo país em três diferentes momentos

Por Luiz Sugimoto no jornal da UNICAMP

Amanda Cotrim, autora de dissertação de mestrado em que analisou os discursos construídos sobre Cuba por jornais estrangeiros (inclusive um brasileiro) e também pelos próprios cidadãos cubanos. Intitulada “Os discursos sobre Cuba: imprensa, vozes e memória (da atualização do modelo econômico à retomada das relações diplomáticas com os EUA: 2011/2015)”, a dissertação foi orientada pela professora Maria Graça Caldas e apresentada junto ao Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) e ao Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor). 

Amanda Cotrim avaliou, na perspectiva da análise de discurso materialista, com referência em Michel Pêcheux e Eni Orlandi, como os jornais The New York Times (EUA), El País (Espanha), Granma (Cuba) e O Estado de S. Paulo (Brasil) constroem saberes sobre Cuba, além de entrevistar um grupo de moradores para observar os sentidos da Ilha para esses cubanos. A autora adotou como referência a atualização do modelo econômico do país, em três momentos específicos: a II Celac (Cúpula de Estados Latino-americanos e Caribenhos), em janeiro de 2014; o reatamento das relações diplomáticas com os Estados Unidos, em dezembro de 2014; e a primeira reunião diplomática entre Cuba e EUA, que aconteceu em Havana em janeiro de 2015.

A jornalista esclarece que no trabalho considera-se a ideologia como um fato de linguagem, sendo no discurso, portanto, que se consegue identificá-la. Segundo ela, a mídia participa da produção discursiva e, desse modo, organiza certo imaginário. “Quando pensamos em Cuba, esse imaginário geralmente é polarizado: ou o país é idealizado ou é demonizado. A metodologia utilizada visa analisar a produção dos sentidos, levando em consideração as condições em que os discursos foram produzidos (quem fala, como fala), além de aspectos históricos, ideológicos e cotidianos. Quis saber por que o jornalista falou de um jeito e não de outro e quais os efeitos de sentidos que o seu texto produziu. Para dizer que Cuba é uma ‘ditadura’, o jornal não precisa usar esta palavra; ele diz que no país ‘não existe democracia’, ou que ali ‘falta liberdade política’, ou só ouve a oposição.”

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Embaixadora de Cuba no Brasil fala sobre a IV Cúpula da CELAC

A próxima cúpula de chefes de Estado da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC) será realizada em Quito, Equador, no período de 27 a 29 de janeiro, quando a presidência do bloco passará a ser exercida pela república Dominicana.

Embaixadora Marielena Ruiz Capote durante a XXII Convenção de Solidariedade a Cuba/2015. Por Conasol

 Por Claudio Machado

O encontro reunirá os chefes de estado e ministros das relações exteriores dos 33 países membros. Os representantes dos países que integram o bloco regional avaliaram temas como a erradicação da pobreza e a redução da desigualdade.

Em entrevista com a embaixadora de Cuba no Brasil, Marilena Ruiz Capote, a diplomata falou sobre a importância da CELAC para a América Latina e para a superação dos históricos problemas sociais que persistem na maioria dos 33 países membros.

Disse a embaixadora que Cuba, como os demais países da América Latina e Caribe se empenham para o fortalecimento da CELAC, importante  mecanismo de diálogo e integração regional, que vem consolidando-se progressivamente desde sua fundação, em 2011.

Ao ser perguntada sobre o papel que Cuba exercerá na IV Cúpula da CELAC, a embaixadora destacou que desde a fundação da  Comunidade de Estados Latinos Americanos e Caribenhos, seu país trabalha para seu fortalecimento, considerando essa  organização como um importante e fundamental mecanismo de diálogo e integração para os países e  os povos dos 33 países membros.

Segundo a embaixadora, as delegações técnicas de todos os países trabalharam intensamente durante todo o ano de 2015, procurando consensos para o desenvolvimento de propostas comuns de linhas de ação. 
Declarou que seu país tem grandes expectativas  em relação à próxima Cúpula, por  que nela serão debatidos os grandes problemas da região, buscando avançar em direção à erradicação da pobreza e para que se  aperfeiçoe cada vez  mais o diálogo político entre os países membros.

Segundo informou a Embaixadora, a delegação cubana será presidida por Miguel Díaz-Canel Bermudez, primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba.

A Embaixadora destacou que neste momento em que a região latino-americana e caribenha enfrenta uma situação complexa, a CELAC é um dos mecanismos capazes de contribuir para supera-la.  

Disse que os problemas enfrentados pela Comunidade, como o desenvolvimento e a erradicação da pobreza, são comuns e que, podemos e devemos buscar soluções conjuntas, tentando alcançar a maior unidade possível dentro da diversidade de nossas realidades e processos. 

Segundo a embaixadora, essa é a posição de Cuba, reafirmada pelo Presidente Raul Castro em dezembro passado, no encerramento da sessão da Assembleia Nacional do Poder Popular. 

Marielena Ruiz Capote destacou que a proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, aprovada na Cúpula de Havana em 2014, baseia-se no respeito à diversidade como a base das relações entre a América Latina, o Caribe e qualquer outro país do mundo.

II Cúpula da CELAC, Cuba/2014. Por Ismael Francisco/CubaDebate

Cuba reforça, na IV Cúpula da CELAC, campanha pelo fim do bloqueio dos EUA

Cuba foi sede do II Encontro da CELEC em 2014

A cidade de Quito, no Equador, está sediando de 24 a 29 de janeiro a IV Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC), que reúne 21 presidentes dos 33 membros do bloco, ministros de Estado e vice-presidentes. A cúpula foi precedida pela reunião de ministros de Relações Exteriores e coordenadores nacionais, onde se negociaram os documentos que, posteriormente, serão aprovados pelos chefes de Estado e de Governo. Chefiada pelo vice-presidente Miguel Díaz Canel Bermúdez, a delegação cubana trata a reunião da CELAC com especial importância, defendendo a necessidade de fortalecimento da entidade.

“Em meio a um contexto regional complexo e cheio de riscos, é essencial defender a unidade da CELAC como mecanismo indispensável, legítimo, unitário e diverso de concertação política e integração, que tornou possível reunir pela primeira vez, sob um propósito comum, os 33 Estados de nossa América”, destacou o presidente cubano Raúl Castro. A IV Cúpula deverá reafirmar o rechaço ao bloqueio que os Estados Unidos mantem contra Cuba e fará um chamado ao presidente Obama para que comece a flexibilizar a aplicação desse bloqueio. Cuba também espera que a reunião reafirme a posição da CELAC sobre a devolução para o país do território que os EUA ocupam com a base naval de Guantánamo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Raúl Castro exige fim do bloqueio dos EUA e respeito à soberania cubana


O presidente de Cuba, Raúl Castro, disse ontem (28) na Costa Rica que a normalização das relações entre Cuba e  Estados Unidos não será possível enquanto persistir o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto por Washington contra Havana, além da resolução de outras questões. 

Segundo Raúl Castro, o estabelecimento de relações diplomáticas é o início de um processo para a normalização das relações bilaterais. Mas a normalização só virá com o fim do bloqueio, com a devolução do território ilegalmente ocupado pela Base Naval de Guantânamo, e com o término das transmissões de rádio e televisão com provocações, transmissões estas que violam as normas internacionais. Raúl também exige uma compensação “justa para o nosso povo pelos danos humanos e econômicos que sofreu”.

Houve avanços

Falando na Terceira Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe (CELAC), que acontece na cidade de San José, capital da Costa Rica, o presidente cubano também afirmou que se estes problemas não se resolvem, esta reaproximação diplomática entre Cuba e Estados Unidos fica sem sentido. Além disso, disse ele, não se pode esperar que Cuba se comprometa a negociar questões levantadas que digam respeito a assuntos internos, absolutamente soberanos.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Celac e Cepal: Unidas na luta contra a fome na América Latina

A 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), realizada em janeiro, em Cuba, realçou a luta contra a fome, a pobreza e as desigualdades na região, e constituiu bases para encaminhar tais propósitos.




Por Lourdes Pérez Navarro* na Prensa Latina

Na Declaração de Havana, os Estados membros do organismo reafirmaram que para a erradicação da pobreza e da fome é necessário impulsionar políticas econômicas que favoreçam a produtividade e o desenvolvimento sustentável das nações.

Além disso, enfatizaram a necessidade de trabalhar para o relançamento da ordem econômica mundial em benefício dos países da área, fomentar a complementariedade, a solidariedade e a cooperação, e exigir o cumprimento dos compromissos de ajuda ao desenvolvimento, por parte das nações desenvolvidas.

Os membros da Celac outorgaram como mais alta prioridade fortalecer a segurança alimentar e nutricional, a alfabetização, a educação geral, pública e gratuita, a gestão da terra, o desenvolvimento da agricultura e o apoio aos pequenos produtores agrícolas.

Deve também priorizar aspectos como o seguro desemprego, a saúde pública universal, o direito à moradia adequada para todos e o desenvolvimento produtivo e industrial, como fatores decisivos para a erradicação da fome, da pobreza e da exclusão social.

Na consecução destes propósitos, a Celac tem um grande aliado na Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Foi o que evidenciou a secretária executiva do organismo, Alicia Bárcena, que participou na reunião de chanceleres, preâmbulo da cúpula, e apresentou a solicitação da presidência da Celac (que nesse momento era exercida por Cuba), documentos a respeito da situação dos recursos naturais e o panorama econômico e social na região.

"A Celac é o lucro político mais importante dos últimos tempos na região, e a Cepal, através destas contribuições, reitera seu compromisso com a consolidação e sucesso desta Comunidade"; assinalou a alta servidora pública durante a apresentação dos textos.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A Celac e o sonho de José Martí


Por José Reinaldo Carvalho no Vermelho 

A realização da segunda reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), em Havana, Cuba, coincidiu com a passagem do 161º aniversário natalício do grande prócer das lutas pela independência da maior das Antilhas, José Martí.

A própria Celac e a sua consolidação como bloco da integração, da soberania, do desenvolvimento econômico e social, do exercício de uma política internacional anti-hegemônica constituem uma indicação de que seguem vigentes as ideias do apóstolo da independência cubana. 

Em um mundo dilacerado por contradições, instabilidade, crises e guerras, as ideias de José Martí podem contribuir para que a humanidade reencontre caminhos e rumos por onde trilhar para buscar o progresso social, a liberdade, a autodeterminação dos povos e nações, a paz, a justiça e a felicidade.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos

Chefes de estados durante 2ª Cúpula da Celac/2014
Por Elaine Tavares

Começou nesse dia 28, em Cuba, a segunda reunião da Celac, uma realização até então inédita de união dos estados latino-americanos e caribenhos. A proposta do encontro é discutir ações conjuntas que possam ser defendidas por todos os envolvidos e que avancem na consolidação da soberania dos povos, tal como instigou Hugo Chávez, em dezembro de 2011, na instalação da Comunidade: “União, esse caminho é o único caminho. Com suas variantes, com suas diversidades. A unidade entre nossos povos, entre nossos estados, nossas repúblicas, nossos governos. Aceitando, insisto, e respeitando nossas diferenças. Mas, sem permitir que a intriga vingue entre nós. Sem permitir que a cizânia venenosa venha impedir, mais uma vez, o esforço unitário. Estou seguro de isso não vai descarrilhar, que não vai triunfar a intriga que permitiu ao monroísmo impor-se e sepultar bem fundo o projeto de Bolívar, Morelos, Artigas, Juana Azurduy e Manuela Sáenz”.

A história da unidade

O sonho de uma integração latino-americana e caribenha paradoxalmente foi gerado pelo invasor. Antes de 1492 – quando Cristóvão Colombo aportou em Santo Domingo – o continente abrigava inúmeros povos, alguns conformando gigantescos impérios. Há notícias de que muitos desses povos se comunicavam, se visitavam, intercambiavam mercadorias, e até guerreavam. E, talvez, por não identificarem nenhum inimigo forâneo, não há, pelos menos até agora, registros de que buscassem algum tipo de integração. Cada povo conservava seus deuses, sua cultura, sua língua. Mas, os “estranhos barbudos” que aportaram no Caribe mudaram toda a maneira de ver o mundo que existia em Abya Yala.

O primeiro morador dessas terras a tomar consciência de que havia um inimigo poderoso a exigir uma união das gentes foi o cacique Hatuey, da etnia Taíno, que habitava a ilha de Quisqueya, chamada de “A Espanhola” por Colombo, e depois de Santo Domingo. Pois, Hatuey, observando a selvageria dos espanhóis decidiu rebelar-se contra eles e uma de suas primeiras ações de solidariedade com as demais gentes do continente foi remar até a ilha de Guanahany (Cuba) para avisar os moradores sobre os invasores e iniciar uma aliança. Segundo Bartolomé de las Casas, essa era a fala do cacique taíno: “Nos dizem esses tiranos que adoram a um deus de paz e igualdade, mas usurpam nossas terras e nos fazem de escravos. Eles nos falam de uma alma imortal, de suas recompensas e castigos eternos, mas roubam nossos pertences, seduzem nossas mulheres, violam nossas filhas. Incapazes de se igualarem a nós em valor, esses covardes se cobrem com ferro que nossas armas não podem romper… Por isso temos de atirá-los ao mar”.

Cuba integrou Caribe à Celac, afirma presidente haitiano

Por Vanessa Silva no Vermelho

A Celac é o espaço que todos precisávamos. No Haiti a fome, a pobreza e as desigualdades nos impede de progredir, mas sabemos das possibilidades que temos na agropecuária e através da Celac encontramos pessoas que estão interessadas em nos apoiar e alguns fundos necessários para investir nestas áreas”, declarou o presidente do Haiti, Michel Martelly em entrevista ao jornal Granma nesta terça-feira (28).

Foto: José M. Correa

“Cuba fez um trabalho extraordinário na presidência temporária da Celac. As prioridades dos países do Caribe estão sendo levadas em conta. Nos sentimos parte da Celac. Ao nos integrar ao bloco, Cuba nos fez ver que países com diferentes orientações podem se aproximar, sentar-se juntos, discutir e aproveitar as experiências uns dos outros”, enfatizou.

Para Martelly, o bloco integracionista é como uma grande família: “nos dá confiança estar em uma grande família. Creio que Celac como instituição vai sobreviver e vai aportar muitos frutos”.

Solidariedade

Em discurso na Celac, Dilma condena bloqueio a Cuba


A presidenta Dilma Rousseff voltou a condenar nesta terça-feira (28) as políticas de sanção impostas a Cuba pelos Estados Unidos desde 1962. Segundo ela, a participação do país caribenho nos acordos econômicos dos demais países do Caribe e da América Latina é imprescindível para a região.

“Criticamos com empenho a política de bloqueio a Cuba. Temos a convicção de que não haverá verdadeira integração econômica na América Latina e no Caribe sem Cuba”, declarou, durante discurso na 2ª Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

O evento ocorre em Havana, capital Cubana, e esta foi a primeira intervenção pública da presidenta na cúpula. Na segunda-feira (27), Dilma já havia dito, durante inauguração do Porto de Mariel que p bloqueio é injusto. Desde sua chegada a Havana, a presidenta se encontrou com os líderes de Cuba, Raúl Castro, e da Argentina, Cristina Kirchner, além de ter se reunido com o líder histórico da Revolução cubana, Fidel Castro.

Discurso da presidenta Dilma Rousseff na 2ª cúpula da Celac em Cuba


28/01/14.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

II Celac: Discurso de abertura do presidente cubano Raúl Castro Ruz (em espanhol)

Palabras de apertura del General de Ejército Raúl Castro Ruz, Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros de la República de Cuba en la II Cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (CELAC), La Habana, 28 de enero de 2014. 

 MAR, 28/01/2014 - 10:47

Estimadas y estimados Jefas y Jefes de Estado o de Gobierno de América Latina y el Caribe;

Distinguidos Cancilleres e invitados.

En nombre del pueblo y el gobierno de Cuba les doy la más cordial bienvenida y les deseo una grata estancia. Para nosotros es un gran honor y motivo de sincero agradecimiento contar con la presencia de todos ustedes en esta Cumbre de “Nuestra América”, convocada en el 161 aniversario del natalicio de José Martí.

Lamentamos profundamente la ausencia física de uno de los grandes líderes de nuestra América, el inolvidable Presidente venezolano, Hugo Rafael Chávez Frías, un ferviente e incansable promotor y luchador por la independencia, la cooperación, la solidaridad, la integración y la unidad latinoamericana y caribeña, y por la propia creación de esta Comunidad.


O quase milagroso fortalecimento da Celac e o sonho da "Pátria Grande"

Por Atílio Borón

Não é um milagre, mas quase. Contra todos os prognósticos, a Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos) vai se consolidando como instituição "nuestroamericana" e está a ponto de celebrar em Havana sua segunda cúpula de presidentes. 

Dizemos "milagre" porque quem poderia ter imaginado, há apenas cinco anos, que o sonho bolivariano de Hugo Chávez – sonho fundando em um impecável diagnóstico da geopolítica mundial – de construir um organismo regional sem a presença dos Estados Unidos e do Canadá, daria frutos?

Ele, Chávez, e aqueles que o acompanharam nessa empreitada patriótica, tiveram que vencer toda a classe de obstáculos: a resignação de alguns governos, a claudicação de outros, o ceticismo dos mais distantes e a sistemática oposição de Washington, dado menor na política de outros países. Eppur si muove, diria Galileu, ao contemplar a co-criação desse projeto bolivariano que pela primeira vez na história comum a todas as nações da América Latina e do Caribe com a única exceção – até o momento! – de Porto Rico. Sem dúvidas, o fortalecimiento da Celac – como o da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) no plano sul-americano – são muitos boas notícias para a causa da emancipação da Pátria Grande.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Brasil quer se tornar parceiro econômico de primeira ordem de Cuba, garante presidente Dilma

Em Cuba, Dilma inaugura Porto de Mariel. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Do Blog do Planalto

A presidenta Dilma Rousseff destacou, nesta segunda (27), durante a inauguração do Porto de Mariel, em Cuba, o desejo do Brasil em transformar-se em um parceiro de “primeira ordem” para o país do Caribe. Segundo Dilma, a iniciativa é o primeiro porto terminal de contêineres do Caribe, e conta com financiamento de US$ 802 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O investimento serviu para contratação de bens e serviços de 400 empresas brasileiras.

“O Brasil quer tornar-se parceiro econômico de primeira ordem para Cuba. Acreditamos que estimular essa parceira é aumentar o fluxo bilateral de comércio. São grandes as possibilidades de desenvolvimento industrial conjunto, no setor de saúde, e medicamentos, vacinas nos quais a tecnologia de ponta é dominada por Cuba. (…) Queria aproveitar para agradecer ao governo e ao povo de Cuba pelo enorme aporte ao sistema brasileiro de saúde por meio do programa Mais Médicos”, afirmou Dilma.

Leia a íntegra do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff (grifo nosso):

domingo, 26 de janeiro de 2014

Dilma visita Cuba para encontro da Celac e inauguração da primeira parte do Porto de Mariel

Criada oficialmente em 2011, a Celac visa ao diálogo político e à cooperação de todos os 33 países da América Latina e do Caribe

Do Opera Mundi

Além de participar junto aos outros chefes de Estado que formam a Celac (Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos) do segundo encontro do bloco, a presidente Dilma Rousseff aproveitará a visita a Cuba para inaugurar ao lado do líder cubano, Raúl Castro, a primeira parte da Zona de Desenvolvimento do Porto de Mariel, uma obra financiada com recursos do Brasil.

A presidente terá nesta segunda-feira (26/01) uma reunião de trabalho com Raúl e irá permanecer em Havana a terça-feira (27/01) para participar da cúpula. A ampliação do porto cubano de Mariel, localizado 45 quilômetros a oeste de Havana, é considerada uma obra emblemática da colaboração entre Cuba e Brasil.

O projeto, iniciado em 2010, é executado pela construtora brasileira Odebrecht e conta com um financiamento de US$ 682 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), sendo a maior parte do investimento total previsto, de US$ 957 milhões.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Começa a 2ª Cúpula da CELAC em Cuba


Bruno Rodriguez Parrilla, chanceler de Cuba, inaugura sala de imprensa da 2ª Cúpula da Celac

“Cuba tem a honra de receber dezenas de chefes de Estado da região”, afirmou o chanceler cubano Bruno Rodriguez Parrilla ao inaugurar nesta sexta-feira (24) a sala de imprensa montada para a 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, em Havana.

Parrilla assegurou que os países da América Latina e o Caribe mudaram muito nas últimas décadas, o que, segundo ele, “expressa um profundo sentido de soberania nacional”.

O chanceler afirmou ainda que Cuba tem relações muito satisfatórias com todos os Estados da região e classificou de “fracasso” a tentativa dos Estados Unidos de isolar o país.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

"À frente da Celac, Cuba lutou por caribenhos e contra pobreza"


Do Vermelho 

“Durante a presidência da Celac [Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos], em todas as suas atividades, Cuba orientou ao menos um elemento para a luta contra a pobreza, a fome e a desigualdade”, afirmou o vice-ministro de Relações Exteriores de Cuba Abelardo Moreno em entrevista à televisão nacional cubana.

De acordo com Moreno, Cuba atuou com grande responsabilidade à frente da presidência pró-tempore do bloco, que exerce desde janeiro de 2013 e se propôs a trabalhar pela incorporação plena dos estados do Caribe à Celac.

O resultado disso, apontou, foi o envio de várias propostas dos países do Caribe de temas para serem debatidos no 2ª Cúpula da Celac, que será realizada em Havana nos dias 28 e 29 de janeiro, “fato inédito”, acrescentou.

“Devemos reconhecer que estes países têm uma situação especial, são mais vulneráveis às crises econômicas mundiais e a elementos como a mudança climática, por tanto, exigem um tratamento diferenciado”, defendeu.

Com informações da Prensa Latina.

Celac: Cuba vai propor que a América Latina seja "zona de paz"

Do Vermelho

Cuba planeja declarar a América Latina como uma zona de paz durante a 2ª Cúpula da Comunidade da América Latina e do Caribe da América (Celac) que acontece entre os dias 28 e 29 de janeiro, em Havana, e reúne chefes de Estado e representantes dos 33 membros desta organização de integração regional.

A 2ª Cúpula da Celac acontece na próxima semna em Havana, Cuba.

Cuba considera "muito importante" que nesta cúpula seja aprovada essa declaração, de acordo com declarações do vice-chanceler da ilha, Abelardo Moreno, à imprensa local.