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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

As 10 formas mais bizarras que a CIA usou para tentar matar Fidel Castro

Foram mais de 600 tentativas utilizadas pela agência estadunidense para assassinar o líder da Revolução cubana, que morreu aos 90 anos, de causas naturais
Fidel Castro na Praça da Revolução, ao fundo imagem do companheiro Che Guevara
Do RT

Em fevereiro de 1959, Fidel Castro se converteu no primeiro-ministro de Cuba. Desde então, de acordo com Fabián Escalante, responsável por sua proteção durante a maior parte de seu mandato, Fidel sobreviveu a mais de 600 tentativas de assassinato. A Revista Samuel reproduz artigo publicado no site Russia Today em 2014.

Escalante, ex-chefe do serviço secreto cubano, afirma que as tentativas frustradas de assassinar o líder cubano, que morreu no último dia 25/11 aos 90 anos, foram muitas em todos os governos dos Estados Unidos, desde Eisenhower até Clinton, passando por Kennedy, Johnson, Nixon, Carter, Reagan ou Bush (pai). 

A seguir, mencionamos as possíveis dez tentativas mais chamativas de acabar com sua vida ou carreira política, de acordo com a revista norte-americana Mental Floss.

1 Mulher fatal

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Veja como a CIA tentou criar uma suposta oposição de esquerda em Cuba para derrubar o governo de Castro

Ex-agente duplo conta como a CIA promove ‘guerras não violentas’ para implodir governos
 
Outdoor em Cuba: "Toda nossa ação é um grito de guerra contra o imperialismo"
Por Marco Weissheimer no Sul21

Entre 2004 e 2011, o escritor e professor cubano Raúl Antonio Capote Fernández atuou, a pedido da inteligência cubana, como agente duplo infiltrado na CIA. Raúl Capote foi contatado muito jovem por pessoas ligadas à agência de inteligência norte-americana e convidado a participar de um projeto que pretendia criar uma “oposição de novo tipo” em Cuba, capaz de, após o desaparecimento de Fidel Castro, iniciar uma “revolução suave” que acabasse por derrubar o governo de Havana. A sua missão era formar líderes universitários e criar o projeto “Genesis”, com o objetivo de estabelecer em Cuba a estratégia do “golpe suave”, elaborada por autores como Gene Sharp.

Em entrevista ao Sul21, Raúl Capote conta essa experiência, relata como ela fracassou em Cuba e diz que ela já foi aplicada em países como Venezuela, Irã e Líbia e que segue sendo implementada em diversas regiões do mundo. “A ideia da guerra não violenta consiste em ir solapando os pilares de um governo até que ele imploda. O objetivo não é fazer com que um governo renuncie. Se isso acontecer, o projeto fracassou. A ideia é que o governo imploda e que isso cause caos. Com o país em caos, é possível recorrer a meios mais extremos”, assinala.

Raúl Capote veio a Porto Alegre a convite da Associação Cultural José Martí/RS para participar de uma série de encontros e debates. Ele mantém o blog El Adversário Cubano, onde conta outros detalhes sobre essa história e sobre outras “guerras não violentas” em curso no planeta.

Sul21: Como é que você começou a trabalhar com assuntos de segurança em Cuba e sob que circunstâncias se tornou um agente duplo, atuando infiltrado na CIA?

Raúl Antonio Capote Fernández, por Guilherme Santos/Sul21
Raúl Capote: Isso começou em 1986. Eu era um jovem inquieto e rebelde que fazia parte de uma organização chamada Associação Hermanos Saiz, que agrupava jovens poetas, pintores e escritores. Esse espírito rebelde para nós era algo muito natural. Fomos ensinados a ser assim. Creio que os serviços especiais norte-americanos confundiram esse espírito de rebeldia com um espírito de possível oposição ao sistema. Eles começaram a se aproximar de nós. Eu vivia em Cienfuegos, no centro-sul de Cuba, uma cidade que tinha uma importância estratégica nesta época porque a revolução queria convertê-la num centro industrial para o país. Havia muitas obras em construção, entre elas uma central Eletronuclear e fábricas de todo tipo. Era uma cidade muito jovem e onde trabalhavam muitos cubanos que tinham se formado na União Soviética e em outros países do campo socialista. Creio que essa conjuntura de ser uma cidade jovem e industrial, com muitos jovens interessados em temas da cultura, da política e da economia, chamou a atenção da CIA.

Eles começaram a se aproximar de nós por meio de organizações não-governamentais. A primeira pessoa que veio falar conosco foi Denis Reichler, um jornalista freelancer da revista Paris Match, que para nós era uma espécie de ídolo do jornalismo esportivo. O que admirávamos nele era sua atuação como jornalista que havia estado na África e em muitos outros lugares. Era uma referência positiva para se aproximar de um grupo de jovens tão rebelde. Ele nos colocou em contato com organizações não-governamentais que, supostamente, estavam interessadas em financiar projetos artísticos em Cuba. Nos colocou em contato com pessoas que começaram a planejar ajuda econômica e a trabalhar conosco, em um processo de aproximação que buscava ganhar a nossa confiança. Éramos jovens e estávamos começando a fazer literatura ou artes plásticas. Ainda não tínhamos nenhuma obra, só tentativas.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Assista - "Operação Mangosta": terrorismo da CIA contra Cuba

Outdoor em Cuba exigindo Justiça e lembrando o trigésimo aniversário
 de um atentado terrorista. Por Luiz Carlos Azenha
Documentos comprovam o terrorismo da CIA (Agência de inteligência estadunidense) contra Cuba e sua estratégia para negá-lo. 

Atualmente o objetivo do governo estadunidense é o mesmo, apesar do silêncio da grande mídia. 

A reportagem é da TV Cubainformación e baseado em um texto de Arthur González – Blog “Heraldo cubano”.

Assista:

-  

Assista também: 
Educadores de Cuba: vítimas do terrorismo de estado dos EUA 
Documentário - Bloqueio: a guerra contra Cuba

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ataques biológicos dos EUA contra Cuba, impossíveis de se esquecer

Capa do livro: "A história não contada". Por Cuba Hoy.
Por Pedro Etcheverry Vázquez no Granma/Tradução do Diário Liberdade

A guerra biológica desencadeada contra Cuba pelo governo dos Estados Unidos e seus serviços de inteligência afetou diretamente às pessoas, os animais e os cultivos, causando danos humanos irreparáveis e perdas milionárias à economia nacional.

Os enormes danos causados pela guerra biológica desencadeada contra Cuba pelo governo dos Estados Unidos e seus serviços de inteligência, dirigida a afetar programas de saúde, e frustrar planos de desenvolvimento focados no aumento da produção agrícola, o incremento da capacidade exportadora, e o fortalecimento da base alimentar do povo cubano, não podem ser apagados da memória histórica da nação.

Em 18 de janeiro de 1862, em um documento secreto intitulado "Projeto Cuba", onde foram expostas as 32 tarefas originais da Operação Mangosta, apareceu a seguinte formulação: Tarefa 21: "Para 15 de fevereiro a CIA tem que submeter à aprovação um plano para induzir erros no cultivo dos alimentos em Cuba" [1]. A Tarefa 33 que não foi incluída naquele momento planejava: "(...) um plano para incapacitar os trabalhadores açucareiros cubanos durante a safra mediante o emprego de meios químicos bélicos" [2].

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cuba disposta à solução conjunta com EUA no caso de Alan Gross


Cuba reiterou sua disposição a buscar, em conjunto com os Estados Unidos, uma solução ao caso do norte-americano Alan Gross, preso aqui desde 2009 por violar leis do país caribenho, indica uma nota do Ministério de Relações Exteriores (Minrex).

Dita solução deverá ser "aceitável para ambas partes, que contemple as preocupações humanitárias de Cuba relacionadas ao caso dos três cubanos do grupo dos Cinco que continuam injustamente encarcerados nos Estados Unidos por mais de 15 anos", aponta o texto.

Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero estão presos no vizinho país desde 1998. O quinteto é completado por René González e Fernando González, que já estão na nação caribenha depois de cumprir integralmente suas sanções.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

"Fabricando um líder" da série Razões de Cuba (vídeo com legenda em português)


Ano passado a televisão cubana produziu uma série de documentários em defesa da revolução cubana. O foco era apresentar evidências de que os planos dos Estados Unidos para desabilitar o governo de Raúl Castro e por fim a soberania nacional conquistada em 1959 continuava a todo vapor. Além disso, ofereceram provas que mostraram que os estadunidenses usam a contrarrevolução interna para atingir seus objetivos.

No primeiro episódio, "Peões do Império", mostrou que a contrarrevolução interna é sustentada principalmente pelo governo dos Estados Unidos. Logo em seguida foram ao ar, “Verdades e princípios”, “Mentiras bem pagas”, “Ciberguerra”, “Ajudas perigosas” e “Fabricando um líder”.

Os vídeos da série “Razões de Cuba”, legendados em português pelo Jornal Inverta/Partido Comunista Marxista-leninista, estão no you tube desde 2011.

Já tínhamos colocado ano passado o episódio “Mentiras bem pagas”, onde diplomatas do Escritório de Interesses dos EUA em Cuba mostram interesse por projetos culturais alternativos e “Ciberguerra”, onde expõe novas formas de dominação e ataque dos EUA contra o povo e a Revolução Cubana, agora com o uso das novas tecnologias.

Fabricando um líder: mostra como a Agência Central de Inteligência (CIA) dirige um plano para fabricar "líderes" artificiais da sociedade civil que apóiem planos de Washington para derrotar o governo cubano

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Fidel Castro entra no Guinness como vítima do maior número de tentativas de assassinato

Fidel Castro, o líder da Revolução cubana, é a pessoa que mais vezes sofreu tentativas de assassinato, segundo registra o Livro Guinness de Recordes e conforme os arquivos da Agência Central de Inteligência dos EUA, principal promotora destes homicídios frustrados.

Segundo dados postados hoje no portal Yahoo, até 2006 contavam-se 638 tentativas de assassinato contra Castro, promovidas quase todas pela CIA, de acordo com informe emitidos nesse mesmo ano pelo serviço de inteligência cubano.

Os métodos planejados para matá-lo foram múltiplos, apesar de todos fracassarem: desde franco-atiradores, explosivos colocados em seus sapatos, veneno injetado num charuto, até uma carga explosiva dentro de uma bola de beisebol (esporte favorito de Castro), entre outras variantes.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Terrorismo psicológico: como CIA e Igreja Católica tiraram 14 mil crianças de Cuba

Imagem do filme Operação Peter Pan | Foto: Terceira Informação

Por Maria do Rosário Caetano no Brasil de Fato

Em 1961, 14 mil crianças e adolescentes cubanos foram levados aos EUA por vontade de suas famílias, apoiadas pela Igreja Católica e pela CIA, a Central de Inteligência Americana. O inusitado êxodo infanto-juvenil, episódio pouco conhecido da Guerra Fria, ganhou o nome de “Operação Peter Pan” e foi reconstruído - ao longos dos últimos 32 anos - pela cineasta estadunidense cubana Estela Bravo, no documentário "Operação Peter Pan: fechando o Círculo em Cuba" (assista aqui).

Cópia de trabalho do filme foi exibida pela TV cubana em 1991, no momento em que Cuba e EUA disputavam “poder pátrio” sobre o menino Elián González. A comunidade de exilados cubanos queria manter a criança em Miami. O pai cubano queria repatriá-lo. Cuba venceu a “disputa”. O “exílio coletivo” dos meninos de 1961 servia para lembrar aos espectadores cubanos que, 30 anos depois, as relações entre os dois países continuavam tensas.

De passagem pelo Brasil, a cineasta Estela Bravo e seu produtor (e marido há quase 60 anos) Ernesto Bravo, em conversa com o Brasil de Fato, relembraram os 30 anos dedicados ao documentário Operação Peter Pan, e as motivações que fizeram de ambos cidadãos cubanos.

domingo, 10 de abril de 2011

Terrorista Luis Posada Carriles é absolvido nos EUA

Um tribunal estadunidense absolveu na ultima sexta-feira (dia 08) o ex-agente da CIA e atual membro da extrema-direita de Miami Luis Posada Carriles das acusações movidas pela  Venezuela e pela própria imigração dos EUA, que lhe faz onze denúncias.

Após um julgamento de mais de três meses no Texas, a juíza Kathleen Cardone rejeitou o pedido de extradição de Posada Carriles feito pela Venezuela ao absolvê-lo de culpa nos onze processos aos quais respondia nos EUA, onde é acusado de fraude, obstrução de processos, omissão de informações, falsas declarações no pedido de “asilo político” e falsidade ideológica.

"Isso demonstra que, nos EUA, a dramatização pesa mais que as provas. Montaram um tremendo teatro e conseguiram persuadir o júri. Sequer mostraram todas as provas que existiam por determinação da própria juíza", afirmou o representante legal da Venezuela no pedido de extradição, José Pertierra. Para o representante, era "obrigação" dos EUA extraditar Posada Carriles para Caracas, onde ele responderia por 72 processos de homicídio qualificado em que é acusado na Venezuela.