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quinta-feira, 23 de maio de 2024

De JK a Lula: Fidel Castro visitou o Brasil 12 vezes

Lula e Fidel Castro se encontra em São Paulo no ano de 1989 | Foto: Paulo Pinto

Por Adolfo Curbelo Castellanos no Brasil de Fato

Poucos são os que sabem que a Revolução Cubana ainda não completara quatro meses de vida e o comandante Fidel Castro desembarcava… no Brasil! Sim, no dial 29 de abril se completou 65 anos desde a primeira de 12 viagens ao Brasil do Líder da Revolução Cubana, naquela época o ainda primeiro-ministro Fidel Castro Ruz.  

Fidel permaneceu uma semana em território brasileiro e realizou um intenso programa em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Nas reuniões, defendeu a unidade e a integração latino-americanas; enfatizou o status do Brasil como potência e, de forma um tanto profética, suas possibilidades de estimular a criação de um mercado comum que possibilitasse o desenvolvimento econômico do continente. 

Em Brasília, na lanchonete futurista concebida pelo gênio de Oscar Niemeyer, ele teve um encontro memorável com o presidente Juscelino Kubitscheck (JK) no Palácio da Alvorada. O ar aberto e sorridente entre os dois chefes de Estado que aparece impresso é um retrato fiel da relação cordial que unia os dois países. 

sábado, 18 de maio de 2024

Entre a utopia e o cansaço: conheça o novo livro sobre Cuba

Novo livro sobre Cuba publicado pela editora Elefante | Arte: Solidários a Cuba

Da Editora Elefante 

Alguns assuntos, ainda que passem anos ou décadas, não saem do noticiário. Nem do imaginário. Cuba é um deles. Desde que um bando de barbudos deu início à luta armada que levaria ao sucesso da Revolução Cubana em 1959, a ilha é motivo de debates apaixonados. Entre a utopia e o cansaço busca romper com essa tradição: não a do debate, mas a das paixões. 

Os 22 textos aqui reunidos complexificam os principais tópicos de discussão sobre a realidade cubana. Homossexualidade, religião, racismo, protestos políticos, participação popular, as Forças Armadas, as reformas econômicas e monetárias, a imigração, as relações com Washington, a nova Constituição, a juventude. 

A cada página, este livro se distancia da dicotomia estreita que, por um lado, destaca alguns aspectos da vida na maior das Antilhas como prova inequívoca de que o socialismo não funciona, ou, por outro, recorta a realidade de maneira a louvar apenas as evidentes benesses do regime. As análises, portanto, se baseiam em uma Cuba de hotéis luxuosos e casas caindo aos pedaços, atendimento médico universal e escassez de alimentos, educação para todos e apagões elétricos, partido único e Facebook. 

Embora as vozes aqui reunidas tenham pontos de vista divergentes, nenhum dos autores e autoras desta compilação deixa de reconhecer a façanha do grupo de jovens revolucionários que, no quintal dos Estados Unidos, em plena Guerra Fria, derrubou a ditadura de Fulgencio Batista e depois repeliu uma invasão militar ianque com a força da vontade de um povo comprometido com o anti-imperialismo. Apesar dessa constatação, cada capítulo ressalta uma miríade de contradições que foram se acumulando ao longo de 65 anos de transformações nacionais, regionais e globais. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

Resenha: "A Ilha" de Fernando Morais

Capa do livro "A Ilha - um repórter brasileiro no país de Fidel Castro" | Foto: Amazon 

Por William Mendes no Refeitório Cultural

"Uma vez eu estava em um barraco, numa clareira, num lugar sem árvores, que seria um alvo formidável para a aviação da ditadura. Fidel viu aquela movimentação em volta da minha mesa e me disse: 'Olha, vê se você se mete logo dentro do bosque com essa gente, porque se um avião nos localiza aqui não sobra ninguém". A partir desse dia, passei a montar minha barraquinha de médico sempre dentro de algum matagal bem coberto por árvores. E Fidel aproveitava esse tempo para fazer propaganda política. Enquanto eu, de um lado, atendia os doentes, ele aproveitava os que esperavam, ou que já tinham sido atendidos, para conversar. E lhes falava que íamos fazer a reforma agrária, que eles não deviam mais pagar aluguel aos donos da terra, que enquanto estivéssemos na serra eles não tinham mais obrigações de pagar aos donos - e que depois que descêssemos à cidade, aí sim, eles seriam definitivamente donos da terra. Ele insistia em que a terra era de quem trabalhava nela, não do dono que a alugava. E o poder de persuasão desse homem é tão grande que eu vi centenas e centenas de camponeses que eram batistianos se transformarem em fidelistas depois de alguns discursos dele." (Depoimento do médico Julio Martinez Paes, in: "O médico da Sierra Maestra", pág. 221).

Seguindo meu desejo de conhecer um pouco mais a respeito da história do povo cubano, desta vez li um livro reportagem de Fernando Morais. A Ilha, livro publicado em 1976, fruto de uma viagem do jornalista a Cuba uns 16 anos após a revolução. O mundo vivia ainda o clima de guerra fria entre países capitalistas e socialistas. 

A edição que tenho, a 30ª (2001), traz textos extras muito bons. Ela inclui um prefácio do autor - "Cuba revisitada, um quarto de século depois" - e mais 4 textos excepcionais, incluindo uma entrevista com Fidel Castro em 1977 e uma com um médico que esteve praticamente todo o período vivido pelos revolucionários na Sierra Maestra. Aulas de resistência e determinação! 

A leitura foi rápida, intensa, e me pôs a pensar bastante no que estamos vivendo no mundo neste exato momento. Alguns capítulos do livro me colocaram a pensar sobre a encruzilhada histórica em que estamos enfiados. Ou a esquerda volta a ter como horizonte de lutas o socialismo ou a humanidade será extinta muito rapidamente! É chocante ver sair da agenda dos partidos e sindicatos o socialismo como objetivo histórico!

Enquanto lia cada capítulo com uma temática específica sobre a vida no país após a Revolução Cubana de 1959, o antes e o depois do fim da ditadura de Batista, e após os embargos econômicos norte-americanos em retaliação à ilha, me vinha à cabeça alguma lembrança sobre a nossa própria miséria capitalista porque aqui não há embargo econômico e não vivemos sob o regime socialista e o povo brasileiro viveu sua história de 5 séculos sob a mais absoluta miséria capitalista, exceção somente no período dos 3 governos do PT, de Lula e Dilma.

domingo, 6 de agosto de 2023

Cuba na visão do Ministro dos Direitos Humanos de Lula

Cuba por Silvio de Almeida | Arte: Silvio de Almeida/Youtube

Por Sturt Silva 

Para o ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, Silvio de Almeida, Cuba é uma ilha com histórias de resistências e também com contradições. No vídeo abaixo, Almeida analisou 5 fatos sobre Cuba, sua história, seu povo e suas lutas.


Assista: 

segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

Confira 10 falas históricas de Che Guevara

Che Guevara | Arte: MST 

Por Sturt Silva 

O legado de Che Guevara é um grande exemplo de luta, determinação e solidariedade para os povos do mundo, principalmente os oprimidos e explorados.  

Dessa forma listamos 10 momentos da trajetória do guerrilheiro heroico.  

Confira:

1. Discurso de Che na Conferência sobre comércio e desenvolvimento das Nações Unidas em 17 março de 1964, Genebra (Suiça).

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Paulo Freire foi um admirador da Revolução Cubana

Grafites de Paulo Freire | Arte: Cezar Xavier/Vermelho 

Por Pedro Monzón

Paulo Freire foi um admirador da Revolução Cubana desde o seu triunfo; ele viu isso como uma esperança. Junto com a Revolução e graças a ela teve acesso à obra de José Martí, o apóstolo, herói da independência cubana, jornalista, pedagogo, poeta e um orador com profundo senso de ética; um homem que marcou para sempre o pensamento e a ação dos cubanos, em todos os campos, e dos dirigentes de todos os movimentos revolucionários em Cuba, especialmente Fidel Castro.

Freire viu a Revolução como uma tábua de salvação em que a justiça social, a independência e a solidariedade internacional eram pilares fundamentais. Ele declarou sentir admiração por Che e Fidel, porque ambos compartilhavam um pensamento e ação política autenticamente humanista, e eram seguidores de Marti. Ele os definiu como pedagogos da Revolução.

De Che disse: “… isso me tocou e continua a me tocar por uma série de qualidades humanas e intelectuais. Como um homem que lutou, um homem que se expôs…. Um homem que continua a testemunhar uma coragem mansa, uma coragem digna. E como um homem que também pensou, e colocou no papel de uma forma muito convincente e bonita as reflexões que fez sobre a prática ”.

De Fidel observou, por ocasião de sua visita a Cuba, no momento em que o dirigente cubano proferiu um discurso relacionado à etapa que conhecemos como “retificação de erros e tendências negativas”: “Senti uma grande emoção ontem quando eu ouviu Fidel, que falava como político e como pedagogo. Seu discurso foi repleto de pedagogia, esperança, realidade. Acho que vim em boa hora, embora me pergunte qual é a hora errada para vir a Cuba? Esse momento não existe ”.

E continuou: “… percebi ontem no discurso de Fidel toda a questão da retificação. Acho que a questão da dimensão da humildade, que eu acho que uma revolução deve ter, é extraordinariamente importante. No momento em que uma revolução não reconhece os prováveis ​​erros cometidos, essa revolução se perde, porque se pensa que foi feita pelos santos. Precisamente porque são feitas por homens e mulheres, e não por anjos, as revoluções cometem erros. Na minha opinião, o fundamental é reconhecer os erros prováveis ​​e retificá-los”. 

“Para mim, o impulso para a retificação é o teste de vitalidade”. Essas posturas de Fidel que Freire destacou ainda são válidas hoje.

Freire estudou, com grande interesse, a Cartilha Cubana utilizada na alfabetização, processo fundamental que rompeu, no importante campo da educação, com as misérias sociais que o hegemonismo dos Estados Unidos alimentou. Isso acontecia justamente no momento em que o pedagogo brasileiro buscava algo diferente das cartilhas tradicionais. Uma cartilha que sensibilizaria as massas e que, como em Cuba, constituiria um componente de projetos e ações em torno de uma educação política de essência anticolonialista, anticapitalista e anti-imperialista. Freire ficou muito impressionado com a façanha cubana de acabar com o analfabetismo em Cuba em apenas um ano, sobre a qual comentou: “... para mim, a Campanha de Alfabetização cubana, seguida anos depois pela da Nicarágua, constitui um dos fatos mais importantes da história de educação neste século".

sábado, 14 de agosto de 2021

Assista: Tem 5 Cubas passando fome nos Estados Unidos

A situação em Cuba | Foto: TV Brasil 247

Por Sturt Silva 

O jornalista Leonardo Attuch, diretor da Portal Brasil 247, promoveu um debate entre Breno Altman e Joana Salém sobre o que realmente está acontecendo em Cuba. 

Os dois, que são especialistas em Cuba, falaram sobre: os protestos contra e a favor do governo socialista de Miguel Díaz-Canel, a economia socialista, o bloqueio econômico dos EUA e o papel da China e do Brasil no processo. 

Joana Salém Vasconcelos é professora de História Contemporânea na Faculdade Cásper Líbero. Doutora em História Econômica pela USP (2020), Mestra em Desenvolvimento Econômico pela UNICAMP (2013) e Graduada em História pela USP (2010). 

Breno Altman é jornalista e fundador e editor do Portal Opera Mundi.

Ao rebater uma declaração do presidente estadunidense - que disse que os EUA podiam fazer uma intervenção humanitária em Cuba - a historiadora destacou que há mais de 50 milhões de pessoas passando fome (ou vivendo na pobreza) no interior dos EUA, ou seja 5 vezes a população de Cuba.

Assista essa e outras afirmações no vídeo abaixo. 

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Revolta popular em Cuba: só em versões delirantes das redes sociais ou na imprensa cheia de ódio

Policial cubano segura pedras usadas por um grupo durante a manifestação | Foto: Folha de São Paulo 

Por Breno Altman na Folha de São Paulo 

No último domingo, 11 de julho, assistimos a outro episódio da mais longa e complexa guerra da história americana, movida desde 1959 pelos Estados Unidos contra uma ilha caribenha que ousou confrontar os interesses da grande potência imperial. 

Há quase 60 anos foi decretado um bloqueio financeiro e comercial sem paralelos na modernidade. Cuba sofre restrições dantescas no acesso ao crédito e aos mercados internacionais. Mesmo empresas de terceiras nações podem ser punidas pesadamente se fizerem negócios com a república rebelde.

Ao contrário de Cuba, que na pandemia ofereceu ao mundo serviços médicos, a Casa Branca enxergou nesse período catastrófico uma janela de oportunidade para tentar quebrar a revolução liderada por Fidel Castro. A crise sanitária, afinal, derrubava drasticamente as receitas internacionais com o turismo, principal fonte de recursos em dólar ou euro.

O país viu-se obrigado a recortar em mais de 30% suas importações, o que afetou o fornecimento de energia e a oferta de produtos básicos, obrigando o governo Díaz-Canel a adotar severas políticas de racionamento, com total prioridade para combater o novo coronavírus.

A ilha está entre as melhores performances mundiais no controle da doença, com taxas de transmissão e mortalidade muito abaixo de países absurdamente mais ricos. Basta comparar com a Bélgica, sede da União Europeia, que tem os mesmos 11 milhões de habitantes, mas registra 1.098.332 casos e 25.207 mortes até 15 de julho, contra 256.607 ocorrências e 1.659 falecimentos em Cuba.

Com um sistema público de saúde mundialmente reconhecido por sua eficácia, apesar dos obstáculos para aquisição de remédios e equipamentos, Cuba é a única nação latino-americana a ter desenvolvido suas próprias vacinas, cuja aplicação massiva começou há menos de 30 dias, em meio a um abrupto repique da contaminação depois que foram relaxadas certas proibições a viagens turísticas.

Sob essas condições dramáticas, irromperam protestos localizados, logo aproveitados por grupos opositores para impulsionar uma pretendida revolta popular, existente apenas em versões delirantes nas redes sociais ou de uma imprensa cheia de ódio contra o regime cubano.

As manifestações ocorreram sem repressão, limitada a atos de violência das frações de extrema direita ou de conspiração com inimigos externos. O presidente Díaz-Canel admitiu publicamente os problemas e assumiu compromisso de encontrar soluções, dirigindo-se imediatamente ao olho do furacão, a pequena San Antonio de los Baños, marco zero dos protestos, para dialogar com os próprios manifestantes.

Ele também chamou os defensores da revolução a ocupar pacificamente as ruas, o que ocorreu nos dias seguintes, deixando claro que Cuba não irá responder com rendição ou lágrimas no rosto.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Frei Betto: Para um brasileiro pobre, Cuba é um paraíso

Cubanos protestam contra o bloqueio e apoia governo socialista em 2021 | Foto: Embaixada de Cuba

Por Frei Betto 

Poucos ignoram minha solidariedade à Revolução Cubana. Há 40 anos visito com frequência a Ilha, em função de compromissos de trabalho e convites a eventos. Por longo período intermediei a retomada do diálogo entre bispos católicos e o governo de Cuba, conforme descrito em meus livros “Fidel e a religião” (Fontanar/Companhia das Letras) e “Paraíso perdido – viagens ao mundo socialista” (Rocco). 

Atualmente, contratado pela FAO, assessoro o governo cubano na implementação do Plano de Soberania Alimentar e Educação Nutricional. 

Conheço em detalhes o cotidiano cubano, inclusive as dificuldades enfrentadas pela população, os questionamentos à Revolução, as críticas de intelectuais e artistas do país. Visitei cárceres, conversei com opositores da Revolução, convivi com sacerdotes e leigos cubanos avessos ao socialismo. 

Quando dizem a mim, um brasileiro, que em Cuba não há democracia, desço da abstração das palavras à realidade. Quantas fotos ou notícias foram ou são vistos sobre cubanos na miséria, mendigos espalhados nas calçadas, crianças abandonadas nas ruas, famílias debaixo de viadutos? Algo semelhante à cracolândia, às milícias, às longas filas de enfermos aguardando anos para serem atendidos num hospital? 

Advirto os amigos: se você é rico no Brasil e for viver em Cuba conhecerá o inferno. Ficará impossibilitado de trocar de carro todo ano, comprar roupas de grife, viajar com frequência para férias no exterior. E, sobretudo, não poderá explorar o trabalho alheio, manter seus empregados na ignorância, “orgulhar-se” da Maria, sua cozinheira há 20 anos, e a quem você nega acesso à casa própria, à escolaridade e ao plano de saúde. 

Se você é classe média, prepare-se para conhecer o purgatório. Embora Cuba já não seja uma sociedade estatizada, a burocracia perdura, há que ter paciência nas filas dos mercados, muitos produtos disponíveis neste mês podem não ser encontrados no próximo devido às inconstâncias das importações. 

Se você, porém, é assalariado, pobre, sem-teto ou sem-terra, prepare-se para conhecer o paraíso. A Revolução assegurará seus três direitos humanos fundamentais: alimentação, saúde e educação, além de moradia e trabalho. Pode ser que você tenha muito apetite por não comer o que gosta, mas jamais terá fome. Sua família terá escolaridade e assistência de saúde, incluindo cirurgias complexas, totalmente gratuitas, como dever do Estado e direito do cidadão.

Frei Betto e Fidel Castro | Foto: Acervo Pessoal 

Nada é mais prostituído do que a linguagem. A celebrada democracia nascida na Grécia tem seus méritos, mas é bom lembrar que, na época, Atenas tinha 20 mil habitantes que viviam do trabalho de 400 mil escravos... O que responderia um desses milhares de servos se indagado sobre as virtudes da democracia?

terça-feira, 27 de abril de 2021

5 fatos sobre Cuba!

Falando sobre Cuba | Arte: Silvio de Almeida/Youtube

Por Sturt Silva 

Para o filósofo Silvio de Almeida, Cuba é uma ilha com histórias de resistências e também com contradições. No vídeo abaixo, Almeida analisou 5 fatos sobre Cuba, sua história, seu povo e suas lutas. 

Principais temas do vídeo:

🚩 Revolução Socialista [2:32]
🚩 Bloqueio dos EUA [5:56]
1️⃣🚩 Saúde, educação e expectativa de vida [8:08]
2️⃣🚩Território cubano roubado pelos EUA [10:47]
3️⃣🚩Segurança em Cuba [13:13]
🚩Cuba: 1º em educação na América Latina [13:54]
🚩Cuba: 2º na expectativa de vida na América Latina [14:04]
4️⃣🚩Fim do analfabetismo [14:12]
5️⃣🚩Música e cultura cubana [16:20]


Silvio de Almeida é um advogado, filósofo e professor universitário.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Cuba: exemplo no combate à fome para outros países da América Latina [vídeo]

Assista: As principais conquistas da Revolução Cubana e o bloqueio dos EUA contra o povo cubano!
Boulos, filósofo e coordenador do MTST 
Por Sturt Silva

Depois de visitar Cuba, o filósofo e professor brasileiro Guilherme Boulos fez um vídeo sobre a ilha socialista. Em 10 minutos, Boulos falou sobre a situação de Cuba, as vitórias da Revolução, o bloqueio econômico, o motivo dos EUA não invadir à ilha e como Fidel Castro era mais esperto que a CIA. 


⏩0:48 - Situação de Cuba;
⏩1:20 - As vitórias da Revolução Cubana;
⏩4:25 - Por que os EUA nunca invadiram Cuba?
⏩5:05 - O bloqueio econômico dos EUA contra Cuba;
⏩7:40 - Fidel Castro enganando os EUA.

As principais conquistas de Cuba socialista levantadas por Boulos no vídeo foram:

sábado, 13 de agosto de 2016

O legado revolucionário de Fidel Castro

Fidel Castro, 90 anos | Arte: FLC/PSOL
Por Juliano Medeiros no site do PSOL

Fidel Castro não é apenas o principal líder de uma das mais extraordinárias páginas da história universal – a Revolução Cubana – ou o longevo líder de um povo que resiste há quase sete décadas às investidas do imperialismo contra sua liberdade. Fidel é o símbolo de um tempo: o tempo em que homens e mulheres enfrentavam corajosamente a morte em busca da liberdade, como fizeram antes dele Martí e Bolívar, como fizeram depois dele milhares de revolucionários em todo o mundo. Mas Fidel é também um homem do nosso tempo. O século XXI é pródigo naquilo que as enciclopédias antigamente chamavam de “vultos da humanidade”. E Fidel é um dos poucos nomes da envergadura de nomes como Lenin, Mao Tsé Tung, Ho Chi Min, Mandela e Gandhi, que chegaram aos dias de hoje.

Neste 13 de agosto Fidel Castro completa 90 anos. E diante desta data extraordinária para qualquer ser humano, estive pensando, nos últimos dias, que tipo celebração a data mereceria. Já li muito sobre Fidel e aprendi a admirá-lo desde meus primeiros dias de militância política. Mas se tratando do líder cubano, sempre há formas de nos surpreender. Buscando algumas declarações recentes de Fidel, me deparei com seu breve discurso na sessão de encerramento do VII Congresso do Partido Comunista de Cuba. Nele, do alto de seus quase 90 anos, Fidel reafirma seu compromisso histórico com o socialismo, a revolução e a luta contra as opressões. Quantos chegaram a essa altura da vida sem renegar tais compromissos? Quantos não teriam deixado se levar pelo caminho fácil da conciliação? Quantos não teriam se curvado ante as promessas do inimigo?

Em seu discurso, Fidel lembrou o lugar da história na luta pela transformação. Citou os exemplos dos pais da luta contra o imperialismo em Cuba: Maceo, Gómez e Martí. Com eles Fidel conclamou a revolução cubana a “melhorar com a máxima lealdade e força unida”. Citou, ainda, Lenin. E afirmou que seria inimaginável ver a obra do grande revolucionário de outubro ultrajada setenta anos depois, numa referência à restauração capitalista na Rússia no início dos anos 90. Mais do que isso, disse que “não devem transcorrer outros 70 anos para que ocorra outro evento como a Revolução Russa, para que a humanidade tenha outro exemplo de uma grande Revolução Social”, numa clara exortação à revolução como direito inalienável dos povos, tal como defendera em 1953 durante sua defesa no tribunal que o processara pelo fracassado assalto ao Quartel Moncada.

sábado, 11 de abril de 2015

Resenha: “Fidel – Grandes Líderes” de John J. Vail

Resenha do Livro - “Fidel – Grandes Líderes” – John J. Vail – Editora Nova Cultural, 1987 | Foto: Reuters 

Por Paulo Marçaioli no Diário Liberdade

Qual é o papel que um indivíduo pode exercer no desenvolvimento da história? O indivíduo quando se converte num líder é a expressão de um movimento objetivo e independente de sua vontade ou é antes de mais nada o verdadeiro portador da “luz” que ilumina os caminhos das massas e dos fatos?

Esta discussão sobre os “Grandes Líderes” na história tem intrigado historiadores e é um campo aberto para filosofia/metodologia da História.

Desde o ponto de vista marxista, entende-se que “os homens fazem sua própria história, mas não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. (MARX, Karl. O 18 de Brumário. 1852).

E nos momentos de acirramento da luta de classes é comum a polarização política projetar lideranças que expressam os anseios, as expectativas e a consciência de sua respectiva classe ou fração de classe. Mussolini com o seu terror fascista na Itália foi uma expressão do ponto de vista da pequeno-burguesia e da burguesia italiana diante da possibilidade real de revolução na Itália do Pós Guerra.

Lênin foi a maior autoridade da Revolução Russa não só por ser o porta-voz mais perfeito do proletariado e campesinato revolucionário especialmente nos meses que antecedem outubro de 1917, mas por também angariar a confiança das massas trabalhadores da cidade e do campo no sentido de trilhar o caminho da vitória.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Resenha: “A História Me Absolverá” de Fidel Castro

Resenha do livro "A História Me Absolverá" de Fidel Castro - Editora Alpha-Ômega | Arte: Kd Frases

Por Paulo Henrique Marçaioli em seu blog

Em 26 de Julho de 1953, 165 homens, liderados pelo jovem advogado Fidel Castro, atacaram o Quartel de Moncada, fortaleza militar localizada em Santiago de Cuba, província ao oriente da Ilha.

A ação corresponderia à primeira etapa da vitoriosa revolução cubana que teria como desfecho final o 31 de Dezembro de 1958 com a fuga do sanguinário ditador Batista da Ilha e a efetiva tomada do poder político pelas forças revolucionárias em 1º de Janeiro de 1959.

“A História Me Absolverá” por sua vez é a defesa de Fidel Castro dentro do processo crime instaurado após a ação do 26 de Julho. Não se tratava evidentemente de uma mera peça jurídica: desde 10 de Março de 1952 com o Golpe Militar de Batista, Cuba vivia sob um estado de exceção, com todas as garantias constitucionais suspensas, sendo aquele processo e especialmente o tratamento bárbaro dado pelos militares tanto à população civil de Santiago de Cuba quanto aos homens do movimento do 26 de Julho o maior testemunho de que não havia em Cuba nada semelhante a uma situação de normalidade democrática.

Sabe-se que o exército de Batista conseguiu apenas reprimir a ação dos revolucionários diante de sua enorme maioria em homens e armas – ainda assim a vantagem moral dos revolucionários fizeram com que o exército tivesse 3 vezes mais baixas nos conflitos do assalto de Moncada. Diante disso, nos três dias subsequentes à ação dos homens de Fidel, ordens superiores deram instruções para que, após o conflito e da forma mais covarde, se executasse dentro da prisão e mesmo nos hospitais, arrancando das camas os feridos, pelo menos 70 feridos combatentes do Moncada – tudo para não macular a “imagem” do exército. A população de Santiago de Cuba igualmente sofreu dos abusos do exército, com muitos presos e mortos confundidos com revolucionários.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Resenha: “Fidel - A Estratégia Política da Vitória” de Marta Harnecker

Resenha do livro "Fidel - A Estratégia Política da Vitória" de Marta Hernecker | Foto: Expressão Popular

Por Paulo Marçaioli no Diário Liberdade

Conforme indica a própria autora em sua introdução, esta narrativa da revolução cubana de 1959 preza pela clareza, pela objetividade e pela acessibilidade. Seu objetivo é dialogar com a juventude e introduzi-la sempre de forma didática a um capítulo da vasta história das lutas de resistência no continente americano, no caso, à história de um primeiro movimento guerrilheiro vitorioso na América Latina que iria reivindicar para si, após a vitória da revolução, a perspectiva socialista.

Mas a trajetória da vitória do movimento 26 de Julho e de sua principal liderança, Fidel Castro, remonta a pelo menos 10 anos antes de 1959. Na Cuba dos anos 50 o partido mais próximo do marxismo era o Partido Socialista. Fidel, por outro lado, militava, desde a faculdade de Direito, no Partido Ortodoxo. Tratava-se de uma agremiação mais associada aos setores da pequeno-burguesia nacionalista: lutavam pela moralização da política e contra a espoliação econômica estrangeira.

Um momento decisivo na história de Cuba ocorre em 10.03.1952 quando Batista dá um Golpe Militar e instala uma ditadura. Haveria aqui uma exigência de mudança drástica na linha política dos partidos de oposição. Tratava-se de uma ditadura do tipo militar, corrupta e que, ao longo do tempo, foi mostrando-se profundamente antipopular. Diante das perseguições políticas aos opositores, um setor do partido ortodoxo liderados por Fidel e por militantes jovens egressos em boa parte da universidade, partem para o enfrentamento com armas contra o regime.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Resenha: "Dossiê Fidel Castro" - um livro que valoriza da criação ao criador

Resenha do livro Dossiê Fidel Castro - as aventuras e desventuras
do último grande revolucionário da história 
de Rodolfo Lorenzato | Foto: Amazon
Por Amanda Cotrim em seu blog

O livro é fácil de ler. As letras são grandes e ele tem um bom formato. O autor Rodolfo Lorenzato não filosofa muito. Vai direto ao ponto. “Dossiê Fidel Castro - as aventuras e desventuras do último grande revolucionário da história” seria um livro maravilhoso, se fosse mais bem apurado, com entrevistas que fugissem de pessoas já esperadas, como trechos de falas do próprio Fidel. Mas, talvez isso aconteceu por não ser um livro reportagem, mas sim um dossiê histórico, com passagens desde a vida de Fidel (não em detalhes- pois o livro todo contem 110 páginas), até o momento em que ele renunciou ao governo cubano, em 2008.

O livro, assim como qualquer obra, se posiciona. Apesar de legitimar ações do Comandante, o autor não se isentou das críticas. Ele busca, e consegue, desmistificar Fidel, sem perder a poesia. Lorenzato motra que Castro vai muito além de um possível ditador. O autor consegue fazer isso, porque tenta humaniza-lo. O autor aponta as complexidades que cercam Fidel, além de suas dificuldades e, principalmente, sua resistência em governar Cuba, tendo ao seu lado, a 100 km, os Estados Unidos da América. Apesar disso, é o povo cubano que é ressaltado no livro, ainda que a proposta tenha sido falar sobre a figura do Fidel. Mas, com tudo que a história nos mostra, é impossível dissociar a imagem do Comandante a de Cuba. Ela prova que, neste caso, criação superou o criador. 

O livro instiga o leitor, que não consegue abandoná-lo. Às vezes, no entanto, durante o caminho, faltam explicações mais precisas, como por exemplo quando foi criada a nova Constituição cubana pós revolução; e sobre a morte de Chibas, que influenciou muito Fidel, mas que não tem o espaço que mereceria no livro. Além disso, os diversos golpes que Batista deu para assumir Cuba também não são expostos. 

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

50 verdades sobre Ernesto "Che" Guevara

Che Guevara na lente de Alberto Korda | Foto: Cuba Debate

Por Salim Lamrani no
Opera Mundi

Continuando com a série de artigos sobre os 55 anos anos da Revolução Cubana, 50 verdades sobre o “guerrilheiro heróico” Ernesto "Che" Guevara, que perdura na memória coletiva como símbolo da resistência à opressão.

1. Ernesto Guevara nasce no dia 14 de junho de 1928 em Rosário, na Argentina, no seio de uma família de cinco filhos. Seus pais, Ernesto Guevara y Lynch e Celia de la Serna, fazem parte da classe acomodada e aristocrática.

2. Aos dois anos de idade, o jovem Guevara sofre sua primeira crise de asma, doença que o acompanharia toda a vida e forjaria sua força de vontade à toda prova. Sua família se instala em Córdoba e depois em Alta Gracia, onde o clima lhe é mais favorável. Guevara passaria 17 anos de sua vida lá, até 1947.

3. Leitor ávido, Guevara devora os livros desde muito novo e se apaixona por filosofia, particularmente a social.

Leia mais:
50 verdades da Revolução Cubana
50 verdades da Ditadura de Fulgencio Batista
50 verdades sobre Fidel Castro
50 verdades sobre Raúl Castro

4. Em 1948, começa a faculdade de medicina na Universidade de Buenos Aires. Ele se formaria em 1953.

5. Em 1950, Guevara realiza sua primeira viagem de moto pelo norte da Argentina e visita as regiões mais pobres do país. Percorre um total de 4500 km e a miséria que atinge seu povo o impressiona muito. A respeito, escreve: “Não me nutro das mesmas formas que os turistas [...]. A alma [do povo] está refletida nos doentes dos hospitais.”

6. Um ano mais tarde, percorre a costa atlântica da América do Sul a bordo de um navio petroleiro da companhia nacional argentina que o recruta como médico da equipe.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

50 verdades sobre Fidel Castro

Fidel Castro na ONU, em 1979 | Foto: Yutaka Nagata/UN 

Por Salim Lamrani no Opera Mundi

1. Procedente de uma família de sete filhos, Fidel Castro nasceu no dia 13 de agosto de 1926 em Birán, na atual província de Holguín, da união entre Ángel Castro Argiz, rico proprietário de terras espanhol oriundo da Galícia, e Lina Ruz González, cubana.

2. Aos sete anos, ele se muda para a cidade de Santiago de Cuba e vive na casa de uma professora encarregada de educá-lo. Ela o abandona à própria sorte. “Conheci a fome”, lembraria Fidel Castro e “minha família tinha sido enganada”. Um ano depois, ele entra no colégio religioso dos Irmãos de la Salle, em janeiro de 1935, como interno. Deixa a instituição para ir para o colégio Dolores, aos 11 anos, em janeiro de 1938, depois de se rebelar contra o autoritarismo de um professor. Segue sua escolaridade com os jesuítas no Colégio de Belém em Havana, de 1942 a 1945. Depois de uma graduação brilhante, seu professor, o padre Armando Llorente, escreve no anuário da instituição: “Distinguiu-se em todas as matérias relacionadas às letras. Excepcional e congregante, foi um verdadeiro atleta, defendendo sempre com valor e orgulho a bandeira do colégio. Soube ganhar a admiração e o carinho de todos. Cursará a carreira de Direito e não duvidamos de que encherá de páginas brilhantes o livro de sua vida.”

3. Apesar de se exiliar em Miami, em 1961, por causa das tensões entre o governo revolucionário e a Igreja Católica cubana, o padre Llorente sempre guardou uma lembrança nostálgica de seu antigo aluno. “Me dizem: ‘o senhor sempre fala bem de Fidel’. Eu falo do Fidel que eu conheci. Inclusive, [ele] uma vez salvou a minha vida e essas coisas não podem ser esquecidas nunca”. Fidel Castro se jogou na água para salvar seu professor, levado pela correnteza.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

50 verdades sobre a ditadura de Fulgencio Batista em Cuba

A ditadura de Fulgencio Batista, de 1952 a 1958, precipitou o advento da Revolução Cubana. Alguns mitos, cuidadosamente alimentados pelos partidários do antigo regime exilados em Miami e pelos detratores de Fidel Castro, ainda persistem
Ditadura de Batista foi derrubada pela Revolução liderada por Fidel Castro | Foto:  Rádio Surco

Por Salim Lamrani no Opera Mundi

1. O golpe de Estado de 10 de março de 1952, organizado por Fulgencio Batista, que tinha sido presidente da República entre 1940 e 1944, colocou fim à ordem constitucional e derrubou o governo democraticamente eleito de Carlos Prío Socarrás, alguns meses antes das eleições presidenciais de junho de 1952.

2. Antigo sargento estenógrafo, Batista passou a fazer parte da política cubana durante a Revolução  de 4 de setembro de 1933, que foi liderada pelos estudantes e que derrubou a ditadura odiada de Gerardo Machado. Ele encabeçou uma rebelião de suboficiais e se apoderou do Exército, transformando-se no novo chefe do Estado- Maior. No dia seguinte, 5 de setembro de 1933, Batista visitou o embaixador estadunidense Sumner Welles, que profetizou sua futura traição. Welles estava preocupado com os “elementos extremamente radicais” que acabavam de tomar o poder. O governo revolucionário de Ramón Grau San Martín, conhecido como “A Pentarquía”, tinha o apoio da “imensa maioria do povo cubano”, segundo a embaixada estadunidense.

3. Os Estados Unidos se negaram a reconhecer o novo governo revolucionário e encorajaram Batista a usar a força para derrubar San Martín. Este último defendia, por meio da voz de Antonio Guiteras, verdadeira alma da Revolução de 1933, a soberania nacional e a justiça social. Welles informou a Batista que dispunha do “apoio da imensa maioria dos interesses econômicos e financeiros em Cuba.”

domingo, 15 de setembro de 2013

50 verdades sobre a Revolução Cubana

Símbolo dos desejos de independência da América Latina e do Terceiro Mundo, a Revolução Cubana marcou a história do século XX
Revolução Cubana triunfou em 1º de janeiro de 1959 | Foto: O que é

Por Salim Lamrani no Opera Mundi

1. O triunfo da Revolução Cubana, no dia 1 de janeiro de 1959, é o acontecimento mais relevante da história da América Latina no século XX.

2. As raízes da Revolução Cubana remontam ao século XIX e às guerras de independência.

3. Durante a primeira guerra de independência, de 1868 a 1878, o exército espanhol derrotou os insurgentes cubanos atolados em profundas divisões internas. Os Estados Unidos apoiaram a Espanha, vendendo ao país armas mais modernas e se opôs aos independentistas perseguindo os exilados cubanos que tentavam dar sua contribuição à luta armada. No dia 29 de outubro de 1872, o secretário de Estado Hamilton Fish compartilhou com Daniel Sickles, então embaixador estadunidense em Madrid, seus "desejos de êxito para a Espanha na supressão da rebelião". Washington, contrário à independência de Cuba, desejava tomar posse da ilha.

4. Cuba é efetivamente uma das mais antigas inquietudes da política exterior dos Estados Unidos. Em 1805, Thomas Jefferson observou a importância da ilha, salientando que sua "posse [era] necessária para assegurar a defesa de Luisiana e da Flórida porque [era] a chave do Golfo do México. Para os Estados Unidos, a conquista seria fácil". Em 1823, John Quincy Adams, então Secretário de Estado e futuro presidente dos Estados Unidos fez alusão ao tema da anexação de Cuba e elaborou a teoria da "fruta madura": "Cuba, separada pela força de sua própria conexão desnaturalizada com a Espanha, e incapaz de sobreviver por si própria, terá necessariamente que gravitar ao redor de união norte-americana, e unicamente ao redor dela". Assim, durante o século XIX, os Estados Unidos tentaram 6 vezes comprar Cuba da Espanha.