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quinta-feira, 9 de abril de 2015

sábado, 31 de maio de 2014

Deputada e sindicalista cubana: “A empresa estatal socialista será sempre preponderante em Cuba”


Por Enric Llopis no Rebelión/ Tradução do Diário Liberdade

Entrevista a Milagros de la Caridad Pérez Caballero, deputada e membro da Secretaria Nacional da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC).

A abertura a setores emergentes, como os trabalhadores autônomos ou as cooperativas, ou a chegada de investimento estrangeiro em Cuba não significa que a empresa estatal socialista deixe de ser predominante na economia do país. Ao contrário. “É a que carrega o peso fundamental e o desenvolvimento da economia”, afirma Milagros de la Caridad Pérez Caballero, deputada da Assembleia Nacional do Poder Popular e membro da Secretaria Nacional da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC). A dirigente sindical participou de um ato sobre “As novas relações trabalhistas e o sindicalismo cubano no contexto da atualização do socialismo”, organizado pela Associação Valenciana José Martí de Amizade com Cuba [Espanha].

Em fevereiro foi celebrado o XX Congresso da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC). Quais foram as principais conclusões?

Teve lugar depois de mais de um ano de atividades e programas desenvolvidos por todo o país, com os trabalhadores e o movimento sindical cubano. Ao Congresso chegamos com uma Plataforma política, econômica e social aprovada: os mais de 300 planos aprovados pelo VI Congresso do Partido. O Congresso da CTC contou com três comissões de trabalho, que elaboraram e aprovaram propostas. Nas sessões finais de 22 de fevereiro foram aprovados os 30 objetivos de trabalho do movimento sindical para os próximos cinco anos, no âmbito econômico, político-ideológico, a organização sindical e as relações internacionais. Isso abrange aspectos como a participação dos trabalhadores na gestão da economia; fazer valer o princípio socialista de “a cada qual segundo o seu trabalho, de cada qual segundo sua capacidade” ou fazer mais eficiente o funcionamento do sindicato.

Como se organiza o sindicalismo em Cuba?

sábado, 15 de março de 2014

Cuba: renovando a Revolução

Todos em Cuba, população e governo, partido e sindicatos, estão plenamente conscientes da necessidade urgente de eliminar a existência das duas moedas


Por Eric Nepomuceno na Carta Maior

Um dos pesadelos infernais do cotidiano dos cubanos é ganhar numa moeda e enfrentar os preços em outra. A distorção causada pela convivência entre o peso cubano (o CUP) e o peso conversível (o CUC) afeta todos os trabalhadores que recebem seus salários em moeda nacional. É que os preços de praticamente todos os bens de consumo são calculados em CUC. Como um CUC equivale a 25 pesos, o salário de um médico, por exemplo, mal alcança para comprar um par de tênis para seu filho. Usar a internet por uma hora pode significar um terço do salário médio de um engenheiro. E por aí vai.

Todos em Cuba – população e governo, partido e sindicatos – estão plenamente conscientes da necessidade urgente que eliminar a existência das duas moedas, e desta forma acabar com uma divisão radical na sociedade. Os que têm acesso ao CUC, a moeda conversível, dispõem de um poder aquisitivo muitas vezes maior dos que ganham seu salário na moeda nacional.

Remessas de parentes que vivem no exterior criaram uma nova casta numa sociedade que vive uma Revolução que deveria criar a igualdade. Quem trabalha no setor de turismo, por exemplo, seja porteiro ou garçom, motorista ou telefonista, ganha dez vezes mais que um físico nuclear ou um médico. O salário dos funcionários públicos – e eles conformam 75% da força de trabalho da Ilha – é o mais pressionado. Mesmo tendo uma bonificação em CUC, mal dá para chegar ao meio do mês. Ao fim, nem pensar. É preciso buscar ‘complementações paralelas’.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O porto de Mariel, Brasil, Cuba e o socialismo

Dilma e Raúl Castro na inauguração do Porto de Mariel em Cuba 
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Por Beto Almeida na Carta Maior

Tem sido extremamente educativo registrar, aqui em Havana, a reação do povo cubano diante da inauguração do Porto de Mariel. Expressando um elevado nível cultural, uma mirada política aprofundada sobre os fenômenos destes tempos, especialmente sobre a Reunião de Cúpula da Celac que se realiza por estes dias aqui na Ilha, tendo como meta central, a redução da pobreza, os cubanos revelam, nestas análises feitas com desembaraço e naturalidade, todo o esforço de 55 anos da Revolução Cubana feita na educação e na cultura deste povo.

Mariel, uma bofetada no bloqueio 

Poderia citar muitas frases que colhi ao acaso, conversando com os mais diversos segmentos sociais, faixas etárias distintas, etc, mas, uma delas, merece ser difundida amplamente. O marinheiro aposentado Jorge Luis, que já esteve nos portos de Santos e Rio de Janeiro, que vibra com o samba carioca, foi agudo na sua avaliação sobre o significado da parceria do Brasil com Cuba para  construir o Complexo Portuário de Mariel. “ Com Mariel,  Brasil rompe concretamente o bloqueio imperialista contra Cuba”, disse. E adverte: “ Jamais os imperialistas vão perdoar Lula e Dilma”. Ele não disse, mas, no contexto do diálogo com este marinheiro negro, atento ao noticiário de televisão, leitor diário de jornal, informado sobre o que ocorre no Brasil e no mundo,  estava subentendido, por sua expressão facial, que ficava muito claro porque Dilma é alvo de espionagem dos EUA.

O tom da cobertura do oposicionismo impresso brasileiro, pré-pago, à inauguração do Porto de Mariel, não surpreende pela escassa informação que apresenta, muito menos pela abundante insinuação de que tratar-se-ia apenas  de um gasto sem   sentido,  indefensável, indevido.  Ademais, sobram  os  rançosos preconceitos de sempre, afirmando que o Brasil estaria financiando a “ditadura comunista”,  tal como este oposicionismo chegou a mencionar que seria esta a única razão para empreender um programa como o Mais Médicos, que salva vidas e que tem ampla  aprovação  da sociedade brasileira.

É necessário um jornalismo de integração

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Integração latino-americana não será completa sem Cuba, afirma Dilma

Acordo pelo financiamento do BNDES ao porto de Mariel garantiu participação de 400 empresas brasileiras nas obras; presidenta agora quer Brasil na primeira Zona Especial de Investimento da ilha


Por Diego Sartorato, da RBA

Em entrevista coletiva após discurso na abertura da Cúpula da Comunidade dos Estados Latino-americanos (Celac), em Cuba, a presidenta Dilma Rousseff respondeu ontem (28) às críticas dos partidos de oposição ao financiamento concedido às obras do porto de Mariel, a 40 quilômetros da capital Havana.

Segundo ela, a integração continental não estará completa sem a ilha governada pro Raúl Castro. Daí a necessidade de parcerias e investimentos.

Dos US$ 957 milhões investidos na reforma e ampliação do terminal portuário cubano, US$ 628 foram financiados pelo BNDES, em acordo que levou 400 empresas brasileiras para trabalhar no projeto; segundo o Planalto, 156 mil empregos diretos foram criados no Brasil pela parceria, e outros US$ 800 milhões foram investidos diretamente no país para viabilizar a exportação de produtos e serviços para Cuba.

"Esse é um modelo adotado por muitos países em desenvolvimento, inclusive, em alguns momentos, conosco. Vamos lembrar que muitos países desenvolvidos financiaram investimentos no Brasil não por nenhum processo caritativo, mas financiaram porque isso leva ao fortalecimento das empresas desses países. No nosso caso, aqui, é um processo ganha-ganha. Cuba ganha e o Brasil também ganha. É um bom negócio", avaliou a presidenta.

Segundo Dilma, o Brasil acompanha de perto as reformas no porto por conta de sua importância estratégica para o transporte de cargas, uma vez que o terminal poderá receber embarcações Super Post-Panamax (nome dado a cargueiros gigantes, maiores que a passagem do Canal do Panamá), e também para garantir que empresas brasileiras estejam presentes na Zona de Desenvolvimento Especial de Mariel, área de 450 km² que terá legislação especial e infraestrutura para empresas de tecnologia, em modelo similar ao adotado pela China.

"Lá na Zona Especial de Mariel nós estamos querendo estabelecer uma forte parceria. Cuba é um dos países líderes na questão de biotecnologia, de biofármacos", ressaltou a presidenta. "O Brasil perdeu a corrida no que se refere à farmoquímica, chegamos um pouco atrasados. Agora, não vamos chegar atrasados na biotecnologia, na produção de biofármacos, na produção de vacinas também com esse conteúdo baseado na biotecnologia. Qual é um dos países mais fortes nessa área? É Cuba", completou.

A presidenta também aproveitou a oportunidade para elogiar a parceria com Cuba pela concessão de profissionais para o programa Mais Médicos.

"Eles têm uma formação médica que implica no contato direto com o doente, no tratamento do doente de uma forma muito humana, e isso para nós é muito importante. É um médico que toca a pessoa, é um médico que escuta o que ela quer falar, e é um médico que, muitas vezes, vai até à casa da pessoa", afirmou.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Cuba: fim da "sociedade igualitária", fim dos “sacrifícios” e mudança de tática na luta

Resumindo: se os "predestinados" a serem os de "cima" no futuro, estão pautando suas políticas em pautas especificas e individuais, portanto cabem também aqueles que serão os de "baixo", na visão desses primeiros, fazerem o mesmo.


Por Aloísio Silva no Diário Liberdade 

Ao contrário de alguns setores da esquerda, inclusive aqueles que defendem o tal "socialismo democrático" para o Brasil, que acham que Cuba é uma ditadura ou é uma "ditadura" - devido ao "estado de sítio" que o país vive devido ao bloqueio e a pressão dos ianques -, sempre defendi que o regime cubano é democrático.

E é uma democracia peculiar. E é, também, um regime socialista. No entanto, até pelas condições que temos na ilha, principalmente econômicas e naturais, Cuba não passa de um estado operário burocratizado. Em outras palavras: a construção do socialismo se encontra degenerada. Ou seja, o socialismo democrático cubano foi até certo estágio e parou, em algumas questões, até retrocedeu. Agora tenta recuperar elementos, que foram descartados antes, com o processo chamado de "atualização do socialismo".

sábado, 24 de agosto de 2013

Como anda o experimento das cooperativas não agropecuárias em Cuba

Fonte: trabajadores.cu e TV cubana*


Em 1º de julho de 2013 entraram em funcionamento as primeiras 124 cooperativas não-agrícolas no país, após a aprovação do início do experimento pelo Conselho de Ministros.

Sua constituição responde às Diretrizes da Política Econômica e Social aprovadas pelo VI Congresso do Partido, incluindo:

- Diretriz 02: o modelo de gestão reconhece e promove, além da empresa estatal socialista, que é a forma principal na economia nacional, as modalidades de investimento estrangeiro autorizado por lei (joint-ventures, contratos internacionais de associação econômica, etc), as cooperativas, os pequenos agricultores, os usufrutuários, os arrendatários, os trabalhadores autônomos e outras formas que, em conjunto, devem ajudar a aumentar a eficiência.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Cuba detalha reformas e reforça importância de empresa socialista

Fonte: OPERA MUNDI
Entre as mudanças, empresas ficarão com os fundos de amortização, cuja maioria hoje passa para as mãos do Estado
Durante o próximo um ano e meio o governo cubano deve implementar uma nova fase de reformas, concentradas na desregulamentação paulatina das empresas do Estado e o estímulo ao investimento estrangeiro com o intuito de estimular a tecnologia, financiamento, mercado e emprego no país caribenho.

“No que resta de 2013 e em 2014, trabalharemos nas mais profundas transformações”, afirmou nesta terça-feira (09/07) o vice-presidente do Conselho de Ministros, Marino Murillo. Ele atualmente preside a comissão encarregada de executar as diretrizes da nova política social e econômica formulada pelo presidente Raúl Castro em 2010.

“A primeira etapa das reformas foi até agora, fundamentalmente, a eliminação das proibições à sociedade”, sublinhou Murillo. O funcionário adiantou que, entre outras mudanças, o governo cubano pretende dar mais autonomia às empresas estatais. “Devemos eliminar todos os impedimentos que põem freios às possibilidades”. No entanto, ele destacou que “o modelo no qual a revolução e seus dirigentes apostam se sustentará na propriedade social e não na privada, apesar de estas alimentarem o emprego."

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Raúl Castro diz que Cuba avança em termos econômicos e sociais

Fonte: VERMELHO

O presidente cubano, Raúl Castro, afirmou que o país avança e os resultados podem ser verificados. A afirmação foi feita durante reunião com o Conselho de Ministros, na qual a análise dos temas econômicos voltou a protagonizar as sessões, destaca o jornal Granma desta segunda-feira (1º/7).

Movemo-nos a um ritmo mais rápido do que imaginam os que criticam nossa suposta lentidão e ignoram as dificuldades que enfrentamos, indicou o mandatário no encontro efetuado na sexta-feira passada.

O ministro da Economia e Planejamento, Adel Yzquierdo, que apresentou o relatório sobre o cumprimento do Plano da Economia no encerramento do primeiro semestre de 2013, informou que se estima um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,3 por cento, superior em dois décimos ao registrado em igual período do ano passado.

A maioria das atividades registra aumentos, das quais se destacam por sua contribuição ao PIB o comércio, o transporte, as comunicações e a indústria manufatureira, precisou o titular.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Cuba inaugura cooperativas experimentais

Fonte: AP

Cuba inaugurou nesta segunda-feira, em caráter experimental, 124 cooperativas para atuarem em setores como construção, transporte e serviços. O objetivo das primeiras cooperativas não agrícolas em meio século no país é promover ações em áreas da economia  nas quais o governo cubano considera que o Estado não vem atuando com eficiência.

"Com esta medida estamos apostando na gestão, de maneira cooperativa, de atividades que o Estado não vinha promovendo com eficiência", disse Grisel Tristá, integrante da Comissão Permanente de Implementação e Desenvolvimento, em entrevista ao jornal Granma, do Partido Comunista de Cuba.

A Comissão Permanente de Implementação e Desenvolvimento foi incumbida pelo presidente de Cuba, Raúl Castro, de supervisionar as reformas econômicas implementadas nos últimos anos.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Cuba retira proibição de entrada de equipamentos elétricos de alto consumo

A proibição da importação destes equipamentos foi motivada por uma aguda crise energética sofrida pela ilha em 2004, que levou à reparação de suas principais centrais termoelétricas
Fonte: France Presse (ler com cuidado)

Havana - Os viajantes que chegarem a Cuba poderão entrar a partir desta segunda-feira (20/5) com equipamentos elétricos de alto consumo, como fogões, aparelhos de ar-condicionado e fornos de micro-ondas, após o levantamento de uma proibição em vigor desde 2005, segundo uma resolução da Alfândega Geral.
Os viajantes - ou qualquer cubano ou estrangeiro residente - poderão entrar no país com até dois aparelhos de ar-condicionado cuja capacidade não exceda uma tonelada; até dois fogões elétricos e placas de vitrocerâmica cujo "consumo elétrico não exceda 1.500 mil Watts" por boca, segundo a resolução.

Além disso, até dois fornos elétricos ou de micro-ondas cujo consumo não exceda os 2.000 watts, e o mesmo número de chuveiros elétricos, fritadeiras, aquecedores de água, ferros de passar roupa e torradeiras.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Cuba debate temas estruturais em Conselho de Ministros

Fonte: VERMELHO
O presidente cubano Raúl Castro pediu a continuação do trabalho disciplinado e eficiente para que o país alcance um desenvolvimento sustentável. O presidente discursou durante uma reunião com o Conselho de Ministros, realizada na passada sexta-feira (15), na capital Havana, e suas declarações foram emitidas nesta segunda-feira (18) pela mídia nacional.
“Devemos ser sistemáticos”, manifestou, “no enfrentamento aos problemas, e contê-los antes que nasçam, quando começam a serem notados os seus primeiros sintomas.”

A reunião abordou diversos temas de vital importância para um melhor desenvolvimento econômico, de acordo com o diário cubano Granma, como o reordenamento institucional, o processo de recuperação e o desenvolvimento do sistema ferroviário e o plano da economia para 2013.

O segundo chefe da Comissão Permanente para a Implementação e Desenvolvimento, Leonardo Andollo, detalhou os principais resultados de um estudo sobre a organização estrutural do Ministério de Relações Exteriores, em consonância com o processo de melhoria dos Organismos da Administração Central do Estado.

De acordo com Andollo, as mudanças propostas contribuem para uma definição mais precisa das funções deste organismo e facilitam o seu cumprimento, propiciando uma maior integração e articulação da atividade da entidade.

Por outro lado, expôs a política desenhada para as zonas com regulações especiais no país, que constituem as áreas onde é necessário aplicar um tratamento diferenciado, na função de interesses meio-ambientais, histórico-culturais, econômicos, de defesa, segurança e ordem interior.

O ministro da Indústria Salvador Pardo Cruz referiu-se à política definida para o desenvolvimento das indústrias produtoras de envases e embalagens, cuja produção nacional cobre apenas 36% da demanda, sendo o resto importado.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Parlamento cubano, desafio da atualização socioeconômica

A Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba instalou no domingo sua Oitava Legislatura com o desafio de impulsionar a atualização socioeconômica da ilha, um processo que o Governo modula no fortalecimento do socialismo.
O Parlamento ficou constituído para os próximos cinco anos pelos 612 deputados que em 3 de fevereiro foram eleitos por quase oito milhões de cidadãos, eleições nos quais participou em torno de 90 por cento dos votantes inscritos neste país caribenho.

No Palácio de Convenções de Havana, os parlamentares ratificaram Raúl Castro como presidente do Conselho de Estado, órgão de 31 membros que mediante o direto de votar em segredo resultou renovado em um 54,8 por cento, com a presença de 13 mulheres e 12 negros e mestiços.

Também selecionaram a Miguel Díaz-Canel para o posto de primeiro vice-presidente da entidade colegiada que representa à Assembleia Nacional entre seus dois períodos ordinários anuais de sessões.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Alarcón: um sistema que não é copiado de ninguém

Fonte: GRANMA

"Cada eleição em Cuba é uma reafirmação de soberania, do respaldo a um sistema que não é copiado de ninguém e tem suas raízes na tradição dos lutadores pela independência do século 19", afirmou o presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular (Parlamento), Ricardo Alarcón de Quesada, depois de votar num colégio do município Playa, na capital.

Alarcón lembrou que aqueles lutadores independentistas elegiam seus líderes em plena guerra, sem que mediasse o dinheiro, os partidos e as grandes campanhas políticas.

A uma pergunta do Granma acerca dos desafios da nova Legislatura, o parlamentar respondeu que o próximo quinquênio vai ser chave na adoção de normas legislativas, legais e administrativas para continuar implementando o processo de aperfeiçoamento de nossa sociedade.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Cuba: as armadilhas no caminho

Por Frank Josué Solar Cabrales [*]
Fonte: RESISTIR.INFO

A Conferência Nacional do Partido Comunista de Cuba (PCC) celebrada em Janeiro último [2012] foi uma oportunidade única para saldar contas com o nosso passado, com a história do socialismo no século XX e com o modelo socialista verticalista e burocrático que em grande medida copiámos dos soviéticos. Ela pode ter sido o início de um debate que é há muito adiado na sociedade cubana: a análise da experiência da União Soviética, de como uma grande revolução foi traída e o poder foi usurpado aos trabalhadores. Do processo de restauração capitalista na URSS e Europa do Leste podemos aprender muito para saber porque se produziu, emendar os erros deles que repetimos aqui e evitar o mesmo destino.

Contudo, o momento não foi aproveitado para uma revisão a fundo do nosso modelo político. Já antes da Conferência era evidente que ela teria um perfil inferior ao do VI Congresso do PCC (Abril de 2011). Inicialmente fora dito que ambos eram momentos distintos, com igual nível, de um mesmo processo de actualização e que se separavam só para debater com maior profundidade os temas económicos no Congresso e os políticos, sociais e culturais na Conferência. Ainda que nesse momento tenhamos assinalado que a realidade social não se pode separar arbitrariamente, como se ela transcorresse em compartimentos estanques, tínhamos a esperança de que a reunião dedicada aos assuntos políticos produzisse impactos tão transcendentes como aquela referida à economia. Mas logo foi dito que a Conferência seria concentrada nos assuntos internos do Partido, que o seu documento base não seria discutido com todo o povo, como se fez com os Lineamientos , e sim só com os militantes, e que não se deviam levantar muitas expectativas sobre ela, porque as decisões importantes já haviam sido adoptadas no Congresso e do que se tratava agora era de adequar o trabalho do Partido às novas condições.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 foi ano de transformações em Cuba - vídeo

Cuba termina o ano de 2012 convencido da necessidade de mudanças profundas. A ilha caribenha recebeu a visita do Papa, teve a Conferência Nacional do Partido Comunista, sofreu as consequências do furacão Sandy e agora abriga os diálogos para a paz na Colômbia. Veja abaixo o vídeo da TeleSUR.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Raúl Castro: abertura econômica preserva socialismo cubano

Fonte: GRANMA

O processo de abertura econômica de Cuba será mantido de forma "constante", ressaltou o presidente cubano, Raúl Castro. Nos últimos meses, o governo autorizou a atuação de alguns profissionais liberais, a compra de imóveis e automóveis, além de abrir oportunidades para que cubanos viajem ao exterior. A declaração de Castro ocorreu durante o encerramento do Ano Legislativo, na Assembleia Nacional.

Para o primeiro trimestre de 2013, Castro disse que começarão as experiências em agências governamentais para incentivar o sistema de negócios. Segundo ele, serão estimuladas técnicas mais modernas para produção e serviços, permitindo mais autonomia para aumentar o desempenho e a eficiência. O presidente disse ainda que o setor privado ganhará estímulos com mais autorizações de licenças, principalmente para restaurantes, mas não detalhou.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Cuba cria Grupo das Indústrias Biotecnológicas e Farmacêuticas

Fonte: YOHANDRY.COM
Tradução Blog Solidários

O Conselho de Ministros, através do Decreto 307, de 27 de novembro de 2012, aprovou a criação do Grupo das Indústrias Biotecnológicas e Farmacêuticas, a BioCubaFarma.

Este grupo se forma essencialmente baseado na integração das empresas pertencentes ao Pólo Científico e Grupo Empresarial Quimefa, com a missão de produzir medicamentos, equipamentos e serviços de alta tecnologia com vista a melhorar a saúde do povo e a geração de bens e serviços exportáveis​​, como resultado do desenvolvimento científico e técnico alcançado pelo nosso país.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

MEDIDAS PARA MELHORAR O FUNCIONAMENTO DAS UNIDADES BÁSICAS DE PRODUÇÃO COOPERADA (UBPCs)

Autonomia básica para a produção cooperativa
Por Sheyla Delgado Guerra e Anneris Ivette Leyva no Granma
Como parte da atualização do modelo econômico cubano, o país se tinha proposto conseguir uma gestão mais eficiente por parte das Unidades Básicas de Produção Cooperada (UBPCs), eliminando os obstáculos que enfrentaram durante muitos anos.

Com esse objetivo, o Comitê Executivo do Conselho de Ministros aprovou um grupo de medidas para legitimar a autonomia que essas entidades tiveram em sua concepção inicial, mas que somente ficou “nos papeis”, pois poucas vezes a conseguiram na prática. Entre elas, se prevê a aprovação de um novo Regulamento Geral, publicado na Gazeta Oficial da República e Cuba, em sua 37ª edição extraordinária.

Criadas em 1993, com o propósito de revitalizar o sistema agrícola e produtivo do país, as UBPCs surgiram a partir de fazendas estatais, com quatro pontos essenciais que deviam reger seu funcionamento: a vinculação do produtor à área, como incentivo trabalhista; a capacidade de auto-fornecimento dos trabalhadores e suas famílias; a correlação entre a produção e as receitas recebidas e o desenvolvimento efetivo da autonomia da gestão, princípios básicos que, ao amparo do Decreto-Lei nº 142, de 1993, atualmente continuam encaminhando seu destino.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cuba abraçará a Economia Solidária?

Para reativar e desburocratizar a economia, país aposta nas cooperativas e busca conhecer experiências internacionais. Mas os empreendimentos serão autônomos? E reforçarão os valores socialistas?
Por Hugo Albuquerque
Fonte: OUTRAS PALAVRAS 
Pode ter sido um choque, para quem julga impossível uma mudança efetiva na economia cubana. Em 25 de julho, numa das sessões mais concorridas do encontro semestral da Assembleia Nacional do Poder Popular (uma espécie de Legislativo) de Cuba, a estrela foi Marino Murilo. Falou por mais de duas horas. Chefe da comissão criada pelo Comitê Central do Partido Comunista para a reforma econômica, detalhou os planos para os próximos anos.

Boa parte das empresas estatais deixará de ser simples apêndice dos ministérios e terá relativa autonomia operacional e financeira — como a Petrobrás ou o Banco do Brasil, por exemplo. Ainda mais importante: 222 empreendimentos de médio porte, hoje pertencentes ao Estado, serão transformados em cooperativas, em tese 100% autônomas. Uma ampla gama de serviços — entre os quais transportes públicos, mercados de frutas, restaurantes e criações de camarões — serão executados e geridos nos moldes da chamada “economia solidária”.