Por Oscar Sánchez Serra, no jornal Granma
Como os acordos são para serem cumpridos e não para serem colocados numa gaveta, hoje começa a tomar vida uma das decisões do passado 7º Congresso do Partido, aquela que apareceu na primeira jornada no Relatório Central: “Temos concebido que ambos os documentos, ou seja, a Conceituação e as bases do Plano Nacional de Desenvolvimento, após sua análise no Congresso, sejam debatidos democraticamente pela militância do Partido e a União dos Jovens Comunistas, representantes das organizações de massas e de amplos setores da sociedade, com o propósito de enriquecê-los e aperfeiçoá-los”.
E acrescentava o primeiro-secretário, general-de-exército Raúl Castro Ruz: “Com esse fim solicitamos do Congresso dar licença ao Comitê Central que for eleito para introduzir as modificações que resultem do processo de consulta e sua aprovação definitiva, incluindo os ajustes pertinentes às diretrizes que sejam aprovadas neste evento”.
É um acordo transcendental que encarna desde sua proposta a visão do país que propõe o modelo, cujas essências conceituais passem por uma sociedade soberana, independente, socialista, democrática, próspera e sustentável. Isto é, o Partido da nação, único, mas com profundo caráter democrático, submete ao povo ambos os textos para consolidar um projeto participativo por excelência.
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Tem-se dito e com razão que são documentos abrangentes e de grande complexidade, que exigem lê-los e analisá-los mais de uma vez para um debate pró-ativo e de propostas. Uma lógica para seu melhor entendimento, passaria por um momento inicial que é aprofundar no Relatório Central ao 7º Congresso para encontrar os porquês; entretanto, face aos dois textos para consulta, primeiro tem que estudar-se a conceituação, em prol de encontrar a proposta de o que queremos e depois as bases do Plano Nacional de Desenvolvimento até 2030, para ver como chegar ao país anelado uma vez atualizado o modelo econômico e social.









