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terça-feira, 10 de novembro de 2015

A resistência de Cuba: Discursos de Fidel Castro sobre a dissolução da URSS

Fidel durante o 30º aniversário da Revolução Cubana, 1989 - Foto: AFP
Trechos de discursos de Fidel Castro, ocorridos entre o final da década de 80 e início de 90, sobre a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Mostra como Cuba decidiu resistir em prol de sua Revolução e do socialismo, mesmo com o fim da URSS e o regresso do capitalismo no Leste Europeu. 

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Fidel Castro: Nosso direito de sermos marxistas-leninistas

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Fidel Castro: Nosso direito de sermos marxistas-leninistas

Depois de amanhã, 9 de maio, se comemorará o 70º aniversário da Grande Guerra Patriótica. Dada à diferença de horário, quando elaboro estas linhas, os soldados e oficiais do Exército da Federação Russa estarão, cheios de orgulho, desfilando na Praça Vermelha de Moscou com os rápidos e marciais passos que os caracterizam.

Lênin foi um genial estrategista revolucionário que não vacilou em assumir as ideias de Marx e levá-las a cabo em um país imenso e somente em parte industrializado, cujo partido proletário se converteu no mais radical e audaz do planeta depois da maior matança que o capitalismo havia promovido no mundo, onde pela primeira vez os tanques, as armas automáticas, a aviação e os gases asfixiantes apareceram nas guerras, e até um famoso canhão capaz de lançar um pesado projétil a mais de cem quilômetros participou na sangrenta contenda. 

Daquela matança surgiu a Liga das Nações, uma instituição que devia preservar a paz e não conseguiu sequer impedir o avanço acelerado do colonialismo na África, grande parte da Ásia, Oceania, Caribe, Canadá, e um grosseiro neocolonialismo na América Latina.

Cuba, década de 60: em destaque - Marx, Fidel e Lênin

Em carta, Fidel Castro presta tributo a soldados soviéticos nos 70 anos do "Dia da Vitória"

Encerramento do I Congresso do Partido Comunista de Cuba.
Havana, 22 de dezembro de 1975. Foto: revista Bohemia.


O líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, publicou uma carta intitulada “Nosso direito de ser Marxistas-Leninistas” nesta sexta-feira (08/05) em homenagem aos soldados soviéticos no aniversário de 70 anos do "Dia da Vitória”, que será celebrado na Praça Vermelha de Moscou, capital russa, no sábado (09/05).

No texto, Castro expressou “profunda admiração pelo heroico povo soviético que prestou à humanidade um serviço colossal”, após a vitória do Exército Vermelho da União Soviética contra a Alemanha nazista que se estendia para além da Europa, resultando no fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Segundo o ex-presidente, os 27 milhões de soviéticos que morreram no conflito também atuaram “pelo direito de pensar e de ser socialista, ser marxista-leninista, ser comunista e sair da pré-história”.
Sobre Lênin, Fidel ressalta que o russo foi “um genial estrategista revolucionário que não vacilou em assumir as ideias de Marx e levá-las a cabo em um país imenso e industrializado em partes, cujo partido proletário se converteu no mais radical e audaz do planeta diante da maior matança que o capitalismo havia promovido no mundo”.

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