quarta-feira, 31 de julho de 2019

Dia da rebeldia cubana comemorado no Rio de Janeiro

Público da festa cubana no Rio de Janeiro - 27 de julho de 2019 | Foto: Comitê Carioca
Do Comitê Carioca

No último sábado (27), o Comitê Carioca de Solidariedade a Cuba e a Casa "Raízes do Brasil" realizaram, em Santa Tereza, a já tradicional festa cubana em homenagem ao 26 de julho - Dia da Rebeldia Cubana. 

O dia 26 de julho marca a data do assalto ao Quartel de Moncada e de Carlos Manuel de Céspedes, onde os revolucionários cubanos pretendiam conseguir armas para combater a sanguinária ditadura de Fulgêncio Batista em 1953. Ali foram mortos, presos e torturados aqueles que seriam seis anos depois, os vencedores com o triunfo da Revolução: o Movimento 26 de Julho (M-26-7). 

Ali ficou preso também Fidel Castro que, já advogado, fez a própria defesa com base no que mais tarde seria um famoso livro: "A história me absolverá".

Por isso se diz que 1953 não ocorreu uma derrota e sim o preâmbulo do grande feito histórico: a Revolução Cubana. 

Ato político

O evento se iniciou com a fala da Presidente da Rede Internacional de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em defesa da Humanidade (REDH) - Capítulo Brasil - Marília Guimarães, que contou um pouco da realidade de Cuba, país que viveu por dez anos.

Logo em seguida, o cubano Jesus que vive no Brasil explicou um pouco da questão do bloqueio que o governo dos EUA impõe a Cuba há sessenta anos.

Beto Santos, militante do MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) que administra a Casa, prestou homenagem ao resistente povo cubano e à sua Revolução que inspira toda a América Latina.

O Cônsul da Venezuela no Rio de Janeiro, Edgar Marin, também se solidarizou com Cuba e o criminoso bloqueio que agora se estende à Venezuela atingindo principalmente o povo venezuelano que segue resistindo às sucessivas tentativas de golpes por parte do governo Trump e de países submissos da região. 

Por fim o presidente regional do PCdoB, João Batista, fez uma chamada à solidariedade a Cuba em tempos de recrudescimento do bloqueio à Ilha socialista.

Vamos pra Cuba: oportunidade em uma expedição revolucionária

Expedição para Cuba - janeiro de 2020
Por Amanda Cotrim 

Eu e o Leon K. Nunes, historiador e especialista em Cuba, estamos organizando uma Expedição para Cuba. Estamos chamando de Expedição Revolucionária: uma experiência histórica e fotográfica.

Uma expedição, pra quem não está familiarizado com o termo, é um turismo de experiência. Não somos agência de viagem e não estamos vendendo um pacote. Somos dois profissionais (eu jornalista e fotógrafa de viagem e o Leon especialista em Cuba) que conhecem o país e vão voltar pra lá em janeiro de 2020. 

Pensamos: pq não levar um grupo com a gente?

A ideia é sair do roteiro turístico e fazer uma imersão histórica e fotográfica! Se você gosta de fotografia essa é uma oportunidade incrível. Cuba é muito fotogênica e nos ensina muito! Se você quer entender o contexto histórico e político, nada melhor do que um especialista no tema pra ir com a gente !

Preparamos uma programação peculiar! Queremos ser os facilitadores dessa imersão.

Abrimos uma turma pra janeiro, São 10 dias de expedição! Apenas 6 vagas.

Se você quiser saber mais, me manda um e-mail que envio todas as informações, bem como o valor do investimento.

Não teremos lucro. Somos profissionais e queremos aliar nossa paixão: Cuba, história, viagem, fotografia... com pessoas que também gostam desses temas e estão dispostos a conhecer uma Cuba fora dos roteiros turísticos.

Uma expedição é um meio que facilita uma viagem. Você pode ir sozinho, mas compartilhar descobertas pode ser melhor ! Além disso, essa programação... só com a gente. 

Não precisa ter câmera fotográfica! Não precisa ser profissional. Apenas com seu celular você já consegue participar das práticas fotográficas que teremos na expedição. Vamos exercitar nosso olhar!!!

E-mail: amandacotrim87@gmail.com

Amanda Cotrim é jornalista e fotógrafa, fez especialização em cinema em Cuba e atualmente é doutorando pela UNICAMP.

terça-feira, 30 de julho de 2019

30 de Julho: dia de todos os mártires da Revolução Cubana

Frank País García, vítima da ditadura de Batista | Foto: Radio Angulo
Por Maria Leite 

30 DE JULIO: “DÍA DE TODOS LOS MÁRTIRES DE LA REVOLUCIÓN CUBANA”. 

Todos os anos, no dia 30 de julho, o povo de Cuba rende homenagem aos mártires, que ofereceram suas existências como compromisso em defesa da liberdade. Para José Martí; “Cuando se muere en brazos de la Patria agradecida/ la muerte acaba, la prisión se rompe/ empieza al fin, con el morir, la vida”. Nesta data, no ano de 1957, por ordem das tropas repressivas de Fulgencio Batista, os jovens Frank País García e Raúl Pujol Arencibia foram assassinados. 

Declarado, desde 1959, dia dos mártires e de luto nacional, todos os anos, o povo de Santiago reedita a peregrinação, que se realizou desde a casa da Calle Heredia, onde o mártir foi velado, até o cemitério de Santa Ifigênia. 

Frank era o chefe do movimente M26 no Oriente de Cuba e liderou a revolta de Santiago, em 30 de novembro de 1956, visando apoiar o desembarque do Granma. Seu enterro passou à história, como um ato massivo de resistência da cidade e do país.

Leia também: 26 de Julho: dia da rebeldia nacional em Cuba

Fidel descreveu Frank País, morto aos 22 anos, como "o mais valioso, o mais útil, o mais extraordinário dos nossos lutadores". O jovem sabia que era perseguido pelas forças do regime, entretanto, a intensa atividade revolucionária para obter armas e munições, com vistas a enviá-las aos combatentes em Sierra Maestra, levou-o às ruas naquela terça-feira, 30 de julho de 1957, ao lado de seu companheiro de combate Pujol. Estavam avançando por Santiago, quando foram interceptados pelos militares. Em poucas horas, delatados por um ex-colega, ambos foram presos e brutalmente espancados. Minutos depois, mataram Frank com 22 tiros pelas costas e, a seguir, executaram Pujol.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Cuba: sinônimo de solidariedade [vídeo]

Vanessa Martina, Naoemi Rabasa, Pedro Monzon e Paulo Canabrava | Reprodução 
Acompanhe a primeira parte da entrevista, realizada pela revista Diálogos do Sul, com o Cônsul Geral de Cuba, Pedro Monzon e a Vice Presidenta do Icap (Instituto Cubano de Amizade com os Povos), Noemi Rabasa, para tratar de questões como a relação de Cuba e Estados Unidos, Cuba e Brasil, bloqueio econômico, lei Helms-Burton, Porto Mariel, atualização do socialismo e medicina cubana.

Assista:

domingo, 28 de julho de 2019

Realizado ato contra o bloqueio em São Paulo: "Cuba sim, Yankees não"

Manifestantes de fora do Consulado dos EUA em São Paulo | Foto: Antonio Mata Salas
Por Sturt Silva

Ontem (27), manifestantes do movimento solidário a Cuba se concentraram em frente ao Consulado dos EUA em São Paulo para denunciar a aplicação total da Lei Helms-Burton e a intensificação do bloqueio econômico a Cuba.


Solidariedade a Cuba 

Realizado ato de solidariedade a Cuba em São Paulo

Cônsul de Cuba em São Paulo, Pedro Monzon, participou do evento | Foto: CTB
Por Sturt Silva 

Na última sexta-feira (26), foi realizado em São Paulo, ato em homenagem aos 66 anos do assalto ao quartel Moncada de Santiago de Cuba, ocorrido em 26 de julho de 1953. 

A ação revolucionária, liderada por Fidel Castro, embora derrotada pelo ditador Fulgêncio Batista, foi considerada o estopim da revolução socialista, que acabou eclodindo no réveillon de 1959. A data, feriado nacional em Cuba, é conhecida como o “Dia da Rebeldia Nacional”.

O evento foi organizado pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e o CES (Centro de Estudos Sindicais) e aconteceu na sede do Sindicato dos Eletricitários. Foi um de muitos atos que aconteceram essa semana no Brasil para comemorar a data.
Público do ato em São Paulo | Fotos: CTB

sábado, 27 de julho de 2019

Cuba ou Brasil: quem vai ficar com a vice-liderança dos jogos Pan-americanos?

Cuba nos jogos Pan-americanos de Lima competirá com 420 atletas | Arte: @Lima2019juegos
Por Surt Silva

Depois de perder a 2ª colocação, desde Cali/73, dos jogos pan-americanos em Toronto/2015 e a 1ª colocação dos jogos centro-americanos e do Caribe, desde Panamá/70, em Barranquilla/18, os cubanos estão cautelosos sobre seus resultados nos jogos Pan-americanos de Lima/19.

Falam apenas que buscam ganhar mais dos que os 36 ouros conquistados 4 anos atrás, quando a ilha socialista ficou na 4ª posição no quadro de medalhas, atrás do Brasil (42 ouros) e Canadá (78 ouros). Especialistas estão calculando ganhar entre 20 e 40 medalhas douradas. Eles também estão dizendo que há 44 atletas cubanos com chances reais de ouro. Se olharmos os últimos jogos (Toronto 2015 e Guadalajara 2011), o  número máximo de Cuba não dá nem para chegar na 3ª colocação.

Cuba deve ficar entre a 2ª e 5ª colocação. Assim 5 países estariam disputando a vice-liderança dos jogos. Além de Cuba, seria o Brasil, o Canadá, o México e a Colômbia. A liderança mais uma vez deve ficar com os EUA.

O Brasil está com uma grande delegação (maior que a de Cuba) e fala até em ganhar 60 medalhas de ouro. O México que venceu Cuba em "Barranquilla 2018" também tem chance de ficar à frente da ilha socialista. Já a Colômbia, não deve ir tão longe. Ano passado, mesmo dentro de casa, ficou em 3ª  (atrás de México e Cuba) nos jogos Centro-americanos e do Caribe. 

Embora tenha esses dois resultados ruins recentes em termos de competições regionais, Cuba se mantém dentro de sua meta em relação aos jogos olímpicos. Ficou entre as 20 melhores, e à frente da equipe do Canadá, no Rio 2016.

No caso dos canadenses, eles conseguiram esse resultado negativo depois de ganhar mais de 70 ouros e a vice-liderança isolada do Pan de 2015.

Pela lógica, o grande rival de Cuba é o Brasil. Mas isso também vai depender das conquistas cubanas.

Na primeira semana, Cuba tem mais chances de medalhas em 5 esportes: Taekwondo e Canoagem (27/07 e 29/07); Tiro Esportivo (29/07); Ginastica Artística (31/07) e Boxe (01/08 e 02/08). 

Na segunda semana o número sobe para 7 modalidades: Beisebol (04/08); Atletismo (06/08, 07/08 e 08/08); Lutas (07/08, 08/08 e 09/08); Remo (08/10 e 10/10); Judô (09/10 e 10/10) e Ciclismo/Pelota Basca (10/10).

Há outros esportes com possibilidades de títulos. São os casos de Badminton, Esgrima, karatê, Handebol e Levantamento de Peso.

As esperanças de medalhas de Cuba:

Rio de Janeiro: realizado ato contra o bloqueio dos EUA a Cuba

Ato contra o bloqueio foi em frente ao Consulado dos EUA no Rio | Foto: ACJM/RJ

Em 26 de julho de 1953, um grupo de jovens rebeldes cubanos se atreveu a realizar um assalto a um quartel no perímetro urbano de Santiago de Cuba, o quartel Moncada. Esta data se imortaliza no nome da resistência armada que triunfa em 1959, expulsa Fulgêncio Batista da ilha e inaugura a Revolução em Cuba.

66 anos depois, o movimento de solidariedade a Cuba espalhado por todo o mundo se organiza para denunciar e repudiar a manutenção e a intensificação do criminoso bloqueio imposto a Cuba pelo governo nefasto de plantão nos Estados Unidos, através do resgate da lei Helms-Burton, gestionada em 1996 para impedir relações comerciais com a ilha revolucionária.

No Rio de Janeiro, a Associação Cultural José Martí se somou a diversas entidades (Casa da América Latina, CeCAC, Brigadas Populares, Amigos de 68, Mandato Leonel Brizola, Modecon, Comitê de Solidariedade à Revolução Bolivariana, MAPI-PDT, FIST, TVCRIO, Inimigos do Império, CUT, Coletivo Ana Montenegro, UJC, UJR, Ala Moça, PCB, UP, PCR, PDT, PCO, PT e a presença do deputado Paulo Ramos) para ocupar as ruas, diante do Consulado dos Estados Unidos da América, informar a população carioca sobre as agressões do bloqueio ao povo cubano e ressaltar nosso rechaço a esta covardia através da entrega de uma carta ao representante consular norte-americano. A recusa do recebimento do documento, no entanto, não impediu que o mesmo penetrasse o prédio do Consulado.


A ganância do governo de Donald Trump não suporta a insubmissão às suas ordens. Por isto, priva o povo cubano de bens necessários ao seu bem-estar e sobrevivência, como alimentos, remédios e insumos para produção. Mas se em Cuba o povo resiste bravamente às investidas do sanguinário império, no Brasil o sabotador que atualmente ocupa a cadeira presidencial, Jair Bolsonaro, prefere entregar nossos ativos e recursos enquanto bate continência para a “bandeira estrelada”. Não deixaremos que a ave de rapina do Norte finque suas garras na carne do povo trabalhador latino-americano, cubano, venezuelano e brasileiro.
Ato foi realizado no dia em que se comemora a dia da rebeldia cubana | Fotos: ACJM/RJ
Abaixo segue a íntegra da carta endereçada ao presidente dos Estados Unidos:

sexta-feira, 26 de julho de 2019

“Defender Cuba é defender a independência, solidariedade e justiça”

Em manifestação em Havana, menina cubana levanta cartaz: "Sou Cuba, sou Fidel, sou revolução"

O Partido da Causa Operária (PCO), como um partido comunista e revolucionário, sempre se manteve na luta contra o imperialismo e seus ataques aos países oprimidos. Diante do endurecimento do bloqueio criminoso contra Cuba, o PCO está levando a cabo uma campanha nacional e internacional contra tamanha agressão.

Como parte disso, o Diário Causa Operária entrevistou o cônsul-geral de Cuba em São Paulo, Pedro Monzón, que denunciou os efeitos do bloqueio contra o povo da ilha. Além disso, ele falou sobre como era Cuba antes da Revolução de 1959, as conquistas da revolução, a histórica solidariedade que o país oferece aos povos oprimidos do mundo e o avanço imperialista sobre toda a América Latina. 

Confira os principais pontos da entrevista, nas palavras de Pedro Monzón:

Cuba antes da Revolução

Desde a época em que era colônia espanhola até o triunfo da revolução, em 1959, Cuba esteve submetida aos EUA como uma espécie de neocolônia. Os EUA tinham o controle da economia de Cuba, a sociedade cubana estava viciada e deteriorada devido à relação dos EUA com uma burguesia que não era realmente nacional. Poderíamos dizer muitas coisas dessa nefasta etapa da história de Cuba. Por exemplo, o ínfimo desenvolvimento da saúde pública. Ela atendia aos capitalistas, enquanto o grosso da população não tinha acesso seguro à saúde pública; a educação era muito pobre, também com muitas limitações porque era privada em sua maior parte e quase 40% da população era analfabeta e muitos outros eram analfabetos funcionais. Havia uma grande desigualdade na riqueza, com um grupo minoritário – como ocorre em muitos países da América Latina e do mundo – mantendo o controle essencial da economia e a maioria do povo era miserável, tanto nas cidades como no campo. A criminalidade era alta devido ao desemprego e também ao uso de drogas, que era comum na Cuba pré-revolucionária.

Os EUA eram proprietários dos hotéis, dos casinos (que normalmente estavam nas mãos das máfias norte-americanas), os marines dos EUA habitualmente permaneciam nas costas da baía cubana e ao redor disso se desenvolveu a propagação do crime, das drogas, da prostituição. Enfim, Cuba era um país, nesse sentido, desastroso, e seus problemas tinham muitíssimo a ver com os EUA. Cuba não era nada senão um grande antro de vício para que os EUA os desfrutassem e os norte-americanos se divertissem, e não o povo.

Solidariedade de Cuba

Há 66 anos, grupo liderado por Fidel Castro plantava a semente da Revolução Cubana

Ataque ao Quartel Moncada, em 1953, é considerada o embrião do processo revolucionário que triunfaria em 59
Por Thiago Ângelo no Brasil de Fato

Em 26 de julho de 1953, um grupo de até então desconhecidos guerrilheiros foi responsável por organizar a insurgência que é considerada o embrião da Revolução Cubana. O assalto ao Quartel Moncada, como o marco ficou conhecido, completa 66 anos nesta sexta-feira (26).

A ação foi protagonizada por um pequeno contingente formado por 131 jovens militantes. Fidel Castro, Abel Santamaria e Raúl Castro lideraram a empreitada. O levante, que acabou falhando, tinha como objetivo desencadear a luta armada contra a ditadura de Fulgêncio Batista (1952-1959).

O cônsul de imprensa de Cuba em São Paulo, Antonio Mata Salas, explicou em entrevista ao Brasil de Fato que Fidel Castro, aos 25 anos, considerava "necessário iniciar um pequeno motor que ajudasse a dar partida no motor maior: as massas. Esse pequeno motor foi a ação armada contra o quartel Moncada em Santiago de Cuba”.

O levante fracassou porque o fator surpresa, fundamental para o sucesso da ação, acabou não funcionando. No entanto, embora a ofensiva não tenha saído vitoriosa, Mata considera que ela acendeu o pavio que levou, mais tarde, ao triunfo da Revolução Cubana.

“Cinco anos, cinco meses e cinco dias depois da ação de Moncada, teve êxito a derrubada da tirania de Batista, [que era] apoiada pelos EUA. Assim, o revés de 26 de julho se converteu em vitória”, conta.

26 de Julho: dia da rebeldia cubana é comemorado em Brasília

Ato pelo dia da rebeldia cubana em Brasília | Foto: Aliuska Gomez 
Da Prensa Latina 

Na última quarta-feira (24), diplomatas de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Angola, Bolívia e outros países, políticos brasileiros, representantes de movimentos sociais, solidários e cubanos residentes no Brasil comemoraram, em Brasília, o 66º aniversário do assalto ao Quartel Moncada, dia nacional da rebeldia cubana. 

Continuaremos o legado dos protagonistas de 26 de julho de 1953 e "como eles também estamos dispostos a sermos heróis ou mártires quando a Revolução precisar", disse Alexis Gonzalo, em nome da Associação Nacional de Residentes Cubanos no Brasil (Ancreb), no início do ato político-cultural para a data, realizado no teatro dos bancários, na capital do Brasil. 

O cubano denunciou o bloqueio brutal e desumano dos Estados Unidos que, há 59 anos, atinge a ilha socialista: "dilacerou muitas vidas, mas não nos derrotou".  Também condenou o fortalecimento desse cerco com novas medidas ditadas por Washington para sufocar o guerreiro povo cubano.

Após as palavras do presidente da Ancreb, o grupo musical Sabor de Cuba interpretou as lendárias canções "Yolanda", "Hasta siempre Comandante" e "Guantanamera". 
Evento também denunciou o bloqueio dos EUA contra Cuba | Fotos: Blog Hoy
Minutos depois foi feita uma apresentação sobre a data e Alejandro Malmierca, da Embaixada de Cuba no Brasil, falou sobre o feito de Moncada, que inspirou a retomada da luta armada, em 2 de dezembro de 1956, até alcançar a independência definitiva de Cuba, em 1 de janeiro de 1959, com o triunfo da Revolução.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Atos contra o bloqueio criminoso dos EUA a Cuba; saiba em quais cidades ocorrerão

Atos contra o bloqueio a Cuba estão marcados para os dia 26 e 27 de julho
Por Sturt Silva 

Além dos atos em homenagem ao dia da rebeldia cubana que serão realizados em várias cidades brasileiras nos dias 26 e 27 de julho, a semana também será marcada por protestos contra o bloqueio e as sanções que os EUA vêm aplicando contra Cuba.

O governo estadunidense, tendo à frente Trump e John Bolton está tentando matar a revolução cubana por asfixia. O fortalecimento do bloqueio representa um risco para o povo cubano e para a soberania do estado socialista.

Depois de acabar com os avanços do reatamento diplomático feito por Obama, Trump fortaleceu o bloqueio à ilha e agora aplica, pela primeira vez na história, e em sua totalidade, a Lei Helms-Burton. A lei foi criada em 96 e em seu dispositivo III pretende impor sanções às empresas que se instalem, aluguem ou mantenham vínculo com atividades nas propriedades nacionalizadas em Cuba, a partir de 1959.

O governo Trump também tem se utilizado desse dispositivo para proibir viagens de estadunidenses à ilha. A decisão ataca diretamente o turismo, importante fonte de divisas para Cuba. Eles ainda estão usando a ajuda médica cubana na Venezuela, dizendo que é ajuda militar, para aplicar outras sanções contra Cuba e seu povo.

Até o momento têm atos confirmados para São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas.

26 de julho, dia da rebeldia cubana: onde comemorar no Brasil

Ato pelo dia da rebeldia cubana em Santiago de Cuba | Foto: Reuters/TeleSUR
Do Dicas sobre Cuba

No próximo dia 26, sexta-feira, celebra-se em Cuba o Día de la Rebeldía Nacional. Há 66 anos, Fidel Castro liderava o assalto aos quartéis Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Céspedes, em Bayamo, estratégicos para obter armamentos para a guerrilha revolucionária que se opunha à ditadura de Fulgencio Batista.

A conjuntura da época era marcada pela crise econômica, que relegou milhares à informalidade, à precarização e à fome, e pela instabilidade política, na qual os EUA patrocinaram um golpe de Estado para posicionar, novamente, um governante alinhado aos seus interesses neocoloniais na ilha.

Contudo, a operação contra os quartéis não obteve sucesso: dezenas de guerrilheiros morreram, a maior parte não em combate, mas após serem brutalmente torturados.

No entanto, a conquista de grande apoio popular aos guerrilheiros e a intensificação da oposição ao governo foram consequências políticas do assalto aos quartéis que Bastista não esperava.

A data da operação passou a denominar o grupo revolucionário liderado por Fidel, “Movimiento Revolucionario 26 de Julio” (MR 26-7). Em maio de 1955, depois de forte pressão popular, Fidel Castro e os demais revolucionários que permaneciam encarcerados foram libertados e prosseguiram com a luta contra o regime vigente até o triunfo da Revolução, quatro anos mais tarde.

Depois da Revolução, a data foi convertida em feriado nacional e, neste dia, rememora-se os revolucionários que foram assassinados em nome da causa social na qual acreditavam e o acontecimento que é considerado o ponto inaugural do período de lutas contra o imperialismo e à tirania de Batista.

No Brasil, o movimento de solidariedade a Cuba, através das Associações Culturais José Martí, organiza eventos para celebrar o 26 de julho. Saiba onde participar:

terça-feira, 23 de julho de 2019

26 de julho: dia da rebeldia nacional em Cuba

Ato pela comemoração do dia da rebeldia cubana em Santiago de Cuba | Foto: Yaciel Pena
Por Maria Leite 

“O que foi sedimentado em sangue, deve ser edificado com ideias”

A revolução cubana começou em 26 de julio, quando do assalto ao Quartel Moncada? Ou no dia primeiro de janeiro de 1959, depois a fuga do tirano Batista? Ou teve início nos vários levantes ocorridos na primeira metade do século XX, - as revoluções inacabadas -, que não atingiram seus objetivos, mas contribuíram para a construção da identidade dos cubanos? Uma corrente de historiadores defende que a revolução cubana começou em 1511, quando o cacique Hatuey, o primeiro rebelde das Américas, pegou em armas contra os colonizadores. 

Fidel Castro havia manifestado em diferentes ocasiões o rechaço à inoperância da oposição legal ao regime de Batista, que se limitava, em plena guerra fria, às denúncias no âmbito do congresso. Foi a partir deste contexto que Fidel e um pequeno destacamento, autodenominado Generación del Centenario, de diversas procedências geográficas e sociais, adotaram a estratégia insurrecional. Cem anos após o nascimento de Martí, para o grupo de jovens, atacantes de Moncada, era inaceitável tolerar passivamente que reinasse o despotismo e a entrega das riquezas da pátria cubana, sem atos de rebeldia, que o próprio Apóstolo da Independência demonstrara desde sua juventude. 

Dada a tradição de lutas anticolonialistas, que sempre caracterizou a parte oriental da Ilha, os insurgentes decidiram tomar os quartéis de Santiago. Do grupo, composto por 135 atacantes, 65 deles foram mortos, a maioria feitos prisioneiros e torturados. Fidel e um punhado de homens lograram alcançar as montanhas, porém em primeiro de agosto de 1953 foram presos pelo exército de Batista. Depois de dois meses de confinamento em solitárias, o jovem advogado de 27 anos decide assumir sua própria defesa, no manifesto conhecido como “A história me absolverá”.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Assista: Para onde caminha a renovação política e econômica do socialismo cubano?

Manifestação na Praça da Revolução - Havana
O presidente Díaz-Canel anuncia fortes aumentos de salários do setor público e aposta no mercado interno. Diante da radicalização do bloqueio estadunidense, Cuba facilita investimentos externos e diversifica parceiros. Para onde caminha a renovação política e econômica do socialismo cubano?

Assista no vídeo do jornalista Breno Altman:


Assista também:
Como Cuba derrotou a invasão norte-americana de 1961?
Qual o caminho da Revolução Cubana depois de Raúl Castro? 
Por que a medicina cubana tem impacto no mundo? 
Como será Cuba com Miguel Díaz-Canel?

segunda-feira, 15 de julho de 2019

EUA: mais 32 milhões de dólares para desestabilizar Cuba

Nos últimos 2 anos os EUA gastaram pelo menos 22 milhões em ações subversivas em Cuba | Foto: MINREX
Por Sturt Silva 

A Câmara dos Deputados dos EUA, aprovou em junho, um projeto de lei, referente a gastos para o ano de 2020. Cuba aparece como beneficiária de um pacote de "ajuda" de 32 milhões de dólares. 

Os deputados sugeriram que 20 milhões desse valor seria gerido pelo governo estadunidense com objetivo de promover a "democracia", os "direitos humanos" e a "sociedade civil" em Cuba. Em outras palavras: desestabilizar a Revolução Cubana. Os beneficiados na prática seriam membros da oposição interna à Revolução Cubana - um conjunto de ONGs, associações e micro partidos que em sua maioria, se não em sua totalidade, atuam de forma ilegal na ilha.

Já o restante, 12 milhões, seria destinado à TV/Rádio Martí, controlada pela extrema direita cubana de Miami.

Leia também: 
Aonde vão parar os milhões que Washington financia contra a Revolução Cubana?

Dentro de sua política de cortes relacionados à diplomacia e desenvolvimento internacional, o governo Trump defende apenas apenas 6 milhões para o "desenvolvimento econômico" de Cuba, sendo que metade disso seria para a "defesa" dos direitos humanos e outra para fabricar novos líderes da chamada "sociedade civil cubana". 

Segundo a TV Cuba Información, Cuba não tem encarcerado aqueles que atualmente tem planejado desestabilizar o país. Se fosse nos EUA eles poderiam pegar até 10 anos de cadeia.

"Só no socialismo e no comunismo que o ser humano atinge a plena dignidade"

"Viva a Revolução" | Lênin, Che, Fidel e Marx
Por Raúl Antonio Capote no Granma

O socialismo se parece com o homem, assim como o fascismo é a negação do homem. O socialismo é "o caminho" não isento de erros para o comunismo, é um caminho de justiça cheio de obstáculos, marcado por desafios, retrocessos e avanços. "Na construção socialista, planejamos a dor de cabeça que não a torna escassa, mas pelo contrário. O comunismo será, entre outras coisas, uma aspirina do tamanho do Sol". [1]

O capitalismo procura semear a falta de fé no ser humano, exalta o cinismo, o ego reverenciado, como Ayn ​​Rand definiu o homem ideal do capitalismo: "Enquanto o criador é egoísta e inteligente, o altruísta é um imbecil que não pensa, não sente, não julga, não age". [2]

Antes da Revolução Francesa, houve uma profunda batalha de ideias na Europa, antes das revoltas revolucionárias, uma nova maneira de ver o mundo abriu o caminho. O Iluminismo plantou a semente que propiciou a Revolução. Um consenso foi criado em toda a Europa, emergiu uma Internacional espiritual burguesa. «"oda revolução foi precedida por um intenso trabalho de crítica, de penetração cultural, de permeação de ideias".[3]

Se a nossa maneira de ver o mundo é marcada pela axiologia do capitalismo, se o nosso princípio básico ainda é ter, a todo o custo, acima do ser humano, se o egoísmo é o sinal que move nossas vidas, se vemos a miséria como um tipo de fatalismo e a sociedade dividida em classes como algo natural e imutável, se não temos fé no ser humano e em sua capacidade de entrega, em seu altruísmo, do que estamos falando?

Não é com os mísseis, não é com exércitos, não é com forças policiais apenas com o que os poderosos garantem o domínio, as defesas do capital estão no inconsciente dos indivíduos e são mais poderosas do que a arma mais moderna desenvolvida pelo complexo militar industrial. Elas fazem com que os dominados ajam contra seus interesses e defendam os governos que os oprimem. É difícil libertar-se do sonho narcótico do consumo e do individualismo atroz.

O sistema de educação do capitalismo é projetado para treinar o homem do capitalismo. Exalta a competição, a falta de solidariedade, o individualismo. "A classe que tem os meios de produção material tem, ao mesmo tempo, os meios de produção ideológicos". [4]

Na sociedade capitalista, o homem vive uma ilusão de liberdade, é uma mercadoria e entre mercadorias — pois esse é o homem do capitalismo — não pode haver solidariedade, mas sim competição.

domingo, 14 de julho de 2019

Cuba merece ser castigada?

Cubanos choram com a morte do líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro - novembro de 2016 | Foto EPA
Por Pedro Monzon Barata na Folha de São Paulo

Cuba é uma nação pacífica e estável, com belezas naturais e arquitetônicas excepcionais. Nela, há um povo alegre, com alto nível de educação científica e cultural. O país desfruta de um sistema gratuito de saúde, o que explica a baixa mortalidade infantil, a alta esperança de vida e o fim de doenças tropicais.

As políticas públicas levam à inexistência de uma desigualdade crítica; não há desnutrição infantil, cidadãos sem teto, tampouco moradores de rua. A segurança social é abrangente, e a delinquência, mínima. Trata-se de um dos países mais seguros do mundo, e as drogas não são um problema nacional. Não há discriminações. A mulher é a maior força científica, universitária e política. Não se tortura e há um autóctone sistema democrático.

Cuba pratica uma solidariedade sem precedentes e promove boas relações internacionais. Crê que o mundo deve ser diverso e multipolar, sem imposições ideológicas ou políticas. É independente, respeitada e com um alto sentido da dignidade.

Então, por que castigar Cuba?

sábado, 6 de julho de 2019

Convocado ato em favor de Cuba em frente ao Consulado dos EUA em São Paulo

"Abaixo a Lei Helms-Burton", protesto no Dia Trabalhador em Cuba | Foto: Cuba Sí
O Movimento Paulista de Solidariedade a Cuba vem conclamar as organizações do povo brasileiro a retribuir a solidariedade da Revolução Cubana, que tantas e tantas vezes foi o ponto de apoio da classe trabalhadora em várias partes do mundo - da África à América Latina.

O governo dos Estados Unidos, tendo à frente as figuras nefastas de Trump e John Bolton (recebido por Bolsonaro com continência e subordinação aos EUA) está tentando matar a revolução cubana por asfixia. O recrudescimento do bloqueio representa um risco real para a população cubana: risco de escassez de alimentos e dos insumos mais básicos.

A partir de dois de maio o governo estadunidense passou a aplicar na totalidade a Lei Helms-Burton, ou seja, adotou o dispositivo III da lei, que utilizando-se de retroatividade e extraterritorialidade, pretende impor sanções às empresas que se instalem, aluguem ou mantenham vínculo com atividades nas propriedades nacionalizadas em Cuba, a partir de 1959.

O governo Trump também tem se utilizado desse dispositivo para proibir viagens em grupo de estadunidenses a ilha. Além de impedir um intercâmbio entre os dois povos, a decisão ataca diretamente o turismo, importante fonte de divisas para Cuba.

Precisamos mostrar que o Brasil não vai deixar na mão quem tanto abrigou nossos perseguidos pela ditadura e quem tanto formou médicos da classe trabalhadora.

É urgente a mobilização contra a Lei Helms Burton e o bloqueio.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Conselho Mundial da Paz condena bloqueio e sanções contra Cuba

Conselho Mundial da Paz é presidido pela brasileira Socorro Gomez | Foto: Prensa Latina
Da Prensa Latina

O Conselho Mundial da Paz (CMP) reiterou sua condenação ao bloqueio e às novas sanções impostas por Estados Unidos contra Cuba que pretendem destruir sua revolução. 

"Queremos expressar nosso irrestrito apoio ao povo e à nação cubana que está sendo vítima da mais odiosa perseguição por parte dos Estados Unidos e de seu presidente Donald Trump”, afirma a presidenta do CMP, Socorro Gomes, em um breve vídeo (assista abaixo) enviado ao escritório da Prensa Latina em Brasília. 

A pacifista e política brasileira denúncia que Trump "implementa o artigo III da Lei Helms-Burton para estrangular a economia cubana e instalar o sofrimento e o caos, com o objetivo de destruir a Revolução cubana". 

Assegura que o anterior "seria impossível porque a Revolução cubana há 60 anos enfrenta um genocida bloqueio dos Estados Unidos e se mantém com sua bandeira de autodeterminação, de autodefesa do Estado soberano e socialista. Sabemos que uma vez mais o povo cubano vencerá", destaca. 

Gomes reitera na representação audiovisual sua indignação por "a atitude criminosa dos Estados Unidos que tenta destruir uma nação soberana que vive em paz e tenta repartir para todos os frutos e riquezas de seu povo".