domingo, 4 de março de 2018

Criada em Goiás associação de solidariedade a Cuba

Thaís Falone, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) | Foto:‎Vinícius Schmidt Santos 
Por Sturt Silva

No último dia 23 de fevereiro, foi criada, em Goiânia, durante ato de solidariedade a Cuba, a Associação Cultural José Martí de Goiás (ACJM-GO).

Em nome da nova equipe de coordenação da recém criada associação foi lida a "Declaração de Goiás" (leia abaixo), documento em que os presentes reafirmaram o compromisso de solidariedade e apoio à Revolução, iniciada em 1959, e ao socialismo cubano.

O evento, que ocorreu na Faculdade de Educação da UFG, contou com a presença de mais de uma centena de representantes de movimentos sociais, estudantis, sindicais, partidos políticos e parlamentares (como a deputada Isaura Lesmo, publicação abaixo).


O Encarregado de Negócios a.i. de Cuba no Brasil, (embaixador interino), Rolando Gómez Gonzalez também participou do ato e trouxe informações sobre o processo de atualização do socialismo cubano e tirou dúvidas dos presentes a respeito do país.

De forma uniforme os presentes exigiram o fim do bloqueio econômico contra  Cuba e o fechamento da base militar estadunidense em Guantánamo.

Houve também a defesa da Revolução Cubana como exemplo para a esquerda brasileira e das conquistas sociais de Cuba.

Assista trecho do ato:


Fortalecimento do movimento brasileiro de solidariedade a Cuba

Agora a ACJM-GO passa a fazer parte do movimento brasileiro de solidariedade a Cuba que está organizado em pelo menos 19 estados brasileiros. Entre outras atividades, a associação será responsável pela organização das brigadas solidárias à ilha socialista e de atividades em defesa da experiência revolucionária cubana.

Veja mais fotos aqui e aqui.

Declaração do encontro goiano de solidariedade a Cuba

Convocados para estabelecer a Associação Cultural José Martí em Goiás (ACJM/GO) e pelo Movimento Brasileiro de Solidariedade a Cuba, amigas e amigos da ilha sempre rebelde, representantes de dezenas de organizações políticas, sociais, juvenis, religiosas, sindicais e estudantis estivemos presentes ao encontro estadual de Solidariedade a Cuba, ocorrido em 23 de fevereiro de 2018, na cidade de Goiânia, Goiás.

Nesta ocasião prestamos nossas homenagens ao legado imortal do líder histórico da Revolução Cubana, Comandante-em-Chefe Fidel Castro Ruz e ao Guerrilheiro Heroico Ernesto "Che" Guevara. Também celebramos os 200 anos do nascimento de Karl Marx, reconhecendo que somente o socialismo terminará com exploração imposta pelo neoliberalismo selvagem.

Num contexto em que a contraofensiva imperialista, a burguesia nacional e a grande imprensa pretendem calar nossas vozes; nesta hora de luta do povo brasileiro pela volta da democracia e por nenhum direito a menos; neste momento decisivo para a América Latina em sua luta por sua definitiva independência e soberania, o Movimento Goiano de Solidariedade a Cuba reafirma suas bandeiras de permanente compromisso e amizade com a Revolução Cubana.

Acrescentaremos o trabalho solidário conforme a realidade apresentada depois de conhecer a desastrosa decisão do presidente dos Estados Unidos de romper os acordos assinados há dois anos entre Obama e Cuba. Uma vez mais os EUA se colocam em uma posição isolada, ignorando a comunidade internacional na tentativa frustrada de derrotar a Revolução Cubana. Agora, com mais empenho, reafirmamos nossa posição de acompanhar e apoiar militantemente ao povo cubano.

A todos e todas reunidos nesta histórica data, declaramos: 

1.Ratificar nossa confiança no processo de atualização do modelo econômico, político e social cubano que conduzirá ao fortalecimento de seu sistema socialista.

2.Apoiar incondicionalmente o povo cubano, convencidos de que as novas gerações de cubanos não renunciarão aos princípios éticos e valores legados pela geração histórica, relacionados com os povos de Nossa América e do mundo.

3.Rechaçar as declarações e medidas anunciadas pelo atual presidente estadunidense, hostilizando, mais uma vez, a população cubana, no rompimento, de forma unilateral, dos acordos assinados com a administração anterior.

4.Exigir o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto a Cuba pelos Estados Unidos, em respeito à resistência do povo cubano e da Comunidade Internacional que, no ano passado, retificou sua posição ao lado da Revolução Cubana em votação histórica de 191 votos a favor e duas abstenções: o próprio Estados Unidos e Israel. E também como forma de atuar consequentemente em razão do reconhecimento do próprio governo de seus país da falência desta política criminosa e genocida.

5.Exigir o fim da ocupação ilegal estadunidense da Base Naval em Guantánamo e devolver imediatamente este território usurpado por mais de um século a seus legítimos donos, o governo e o povo de Cuba.

6.Exigir o fim das transmissões ilegais das mal intencionadas “Radio e Televisão Martí, violadoras das normas da União Internacional de Telecomunicações.

7.Denunciar por todos os meios de imprensa tradicionais e meios alternativos ao nosso alcance, assim como através das redes sociais, os programas de subversão e desestabilização que contra a Ilha tramam a CIA, a USAID, a NED e outras organizações estadunidenses em complô com grupos contrarrevolucionários de Miami.

8.Acompanhar o trabalho de mais de 10.000 cubanos e cubanas, profissionais da saúde que hoje prestam colaboração em nosso país como parte do programa “Mais Médicos”.

9.Denunciar a ingerência do governo estadunidense na República Bolivariana da Venezuela, condenando o financiamento e o apoio logístico à burguesia na tentativa de derrubada do governo democraticamente eleito do presidente Maduro.


 Goiânia, aos 23 dias do mês de fevereiro de 2018.

Com informações da Embaixada de Cuba no Brasil.

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