quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Instituto Cubano enaltece apoio dos movimentos na eleição de Dilma

Por Tayguara Ribeiro do Vermelho 

O Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP) felicitou os brasileiros pelos resultados obtidos nas eleições do último domingo (26) que promoveram a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Acompanhando de perto o pleito, o ICAP deu ênfase em sua saudação aos Movimentos Brasileiros de Solidariedade com Cuba.

No texto, o instituto lembrou também que esta foi uma disputa muito dura e que a participação dos movimentos foi fundamental para a obtenção da vitória.

“Gostaria de felicitar a vitória obtida por esta parte importante do Movimento de Solidariedade com Cuba no Brasil. Acompanhado por outros aliados, ele estava ativamente envolvido na campanha do Partido dos Trabalhadores... A forte tensão que esta eleição gerou, em que os meios de comunicação direitistas até o último momento tentaram todos os tipos de manobras para exercer a sua oposição partidária, só conseguiu como resultado a unidade das forças progressistas”.

Veja o texto na íntegra:

Saudações aos Movimentos Brasileiros de Solidariedade com Cuba

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Cônsul de Cuba em São Paulo: "EUA lucra com multas a países que têm vínculos com Cuba"

A matéria é do dia 24 de outubro. A votação do bloqueio, que a Cônsul fala, aconteceu hoje. Leia mais aqui


Por Théa Rodrigues no Vermelho

Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) deve votar novamente a questão do bloqueio norte-americano a Cuba. No ano passado, com 188 votos a favor e apenas dois contra (Israel e Estados Unidos), a Assembleia reiterou o seu apelo pelo fim deste impasse que já dura mais de meio século. O Portal Vermelho entrevistou Ivette Martínez Leyva, cônsul de Cuba em São Paulo, que falou sobre a necessidade de acabar com essa política.

Portal Vermelho: A Assembleia Geral das Nações Unidas já votou contra o bloqueio norte-americano a Cuba por 22 vezes, 188 países foram a favor desta resolução no ano passado. Qual a perspectiva para a votação deste ano?

Ivette Martínez Leyva: Desde novembro de 1991, Cuba apresenta na Assembleia Geral das Nações Unidas a resolução “Necessidade de colocar fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra Cuba”. Durante 22 anos consecutivos, a moção cubana teve respaldo da maioria dos países membros. No próximo dia 28 de outubro, quando o foro da ONU votar a resolução cubana, esperamos obter uma nova vitória política, mantendo os 188 votos a favor da suspensão, alcançados em 2013.

Cuba sofreu perdas de mais de 1 bilhão por conta do bloqueio imposto pelos Estados Unidos, uma política que se mantem e m sua totalidade. O presidente Barack Obama, assim como seus antecessores, não fez nada além de reforçar sua aplicação, sem poder justificar sua implementação.

Em que medida a posição da Assembleia Geral da ONU pode contribuir para pôr fim ao bloqueio?


O voto quase unânime na ONU dá a Cuba um apoio categórico e demonstra com nitidez aos Estados Unidos que ele está sozinho na implementação desta política. A realidade demonstrou que o governo norte-americano tem sido omisso em relação ao respaldo internacional a Cuba em sua denúncia contra esta política genocida. A administração do presidente Obama, por exemplo, quis passar uma imagem de flexibilização em relação a Cuba, mas as cifras demonstram que as restrições são iguais ou superiores àquelas impostas por seus antecessores.

Não só os membros da Assembleia Geral, mas a opinião pública norte-americana também demonstrou seu rechaço a política de bloqueio, inclusive o jornal New York Times se pronunciou contra a falida política anticubana.

O bloqueio segue tendo impacto na vida dos cubanos. Quais são os mais prejudiciais?

ONU: 188 países votam contra o bloqueio dos EUA a Cuba

"Não ao bloqueio dos EUA contra Cuba" | Arte: Granma
Do Diário Liberdade

Nesta terça-feira (28), foi discutido pelo 23º ano consecutivo o fim do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

Na sessão foi apresentado o Relatório de Cuba sobre a resolução 68/8 da Assembleia Geral das Nações Unidas, "Necessidade de por um fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba".

Tal como no ano passado, apenas EUA e seu comparsa, o governo sionista de Israel, votaram pela continuação do bloqueio contra a ilha cubana. Micronésia, Palau e Ilhas Marshall, submissos aos interesses imperialistas, se abstiveram. Os outros 188 países declararam seu apoio à autodeterminação do povo de Cuba e ao fim do embargo.
188 países votam a favor de Cuba | Arte: ONU
Desde 1992 a esmagadora maioria dos países da Assembleia Geral da ONU votam pelo fim da perseguição imperialista contra o povo cubano. (Veja tabela)

Até mesmo a imprensa dos Estados Unidos, como o jornal The New York Times, tem pedido o fim do bloqueio imperialista contra Cuba, mas com esse voto os EUA mantém a postura terrorista de sempre.

Cuba apresenta reconciliação igualitária; EUA repete a mesma coisa dos anos anteriores

Votação de Dilma em Havana


A presidente reeleita Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), teve em Havana sua vitória mais folgada em cidades no exterior. Ela teve 86,73% dos votos válidos em Cuba. Foram 85 votos, contra 13 de Aécio Neves (PSDB). 

As informações são do site G1.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Por que Cuba pode fazer tanta coisa contra o ebola?


Por Angel Cabrera na TeleSUR

Cuba está enviando mais equipes sanitárias para o combate ao ebola em Serra Leoa, Libéria e Guiné – os três países invadidos pela epidemia – do que nenhum outro estado no mundo. O complexo midiático que normalmente dispara sem parar mentiras e calúnias contra a ilha não tem mais alternativa senão reconhecer isso, já que é impossível ocultar um fato de tão extraordinária relevância relacionado com o enfrentamento a uma doença que se transformou em notícia de primeira página e que se não for freada a tempo pode se converter em uma pandemia global, como alertou Raúl Castro.

O secretário de Estado dos EUA John Kerry, que nunca pronuncia uma palavra amável sobre Havana e chefe de uma política exterior que cada vez aperta mais duro a asfixiante porca do bloqueio, teve que reconhecer a ajuda cubana.

O New York Times vai mais longe, pois dias depois de ter pedido editorialmente o restabelecimento das relações diplomáticas EUA-Cuba e o eventual levantamento da medida punitiva – não sem fazer algumas alegações infundadas –, publica uma nova matéria intitulada "A impressionante contribuição de Cuba na luta contra o ebola", na qual lamenta que Washington, "primeiro contribuinte financeiro" nesta luta não tenha vínculos diplomáticos com Havana, "dado que Cuba poderia terminar desempenhando o trabalho mais vital". O editorial propõe que os Estados Unidos acomode em um centro médico especial que habilitou em Monrovia – capital da Libéria – os trabalhadores sanitários cubanos que eventualmente possam ser contagiados com a doença e contribua se for necessário a sua evacuação. O diário não fala que as autoridades estadunidenses "insensivelmente" se recusaram a indicar se estariam dispostos a dar algum tipo de apoio e termina dando a razão a Fidel Castro quando em uma coluna publicada no Granma expressou a disposição de Cuba a colaborar "com prazer" com os Estados Unidos para enfrentar a epidemia.

sábado, 25 de outubro de 2014

Médicos cubanos contra ebola na África: barreira de defesa para o resto do mundo

Reconhecimento da OMS ao internacionalismo humanitário cubano


Na última quarta-feira (22), José Luis Di Fabio, chefe do escritório da OMS (Organização Mundial da Saúde) em Havana, concedeu uma entrevista à DW, na qual destacou a "incrível capacidade de resposta de Cuba" diante de situações de crise no mundo todo, especialmente a atual epidemia de ebola.

Atualmente, mais de 4 mil médicos cubanos atuam na África – dois mil só em Angola. "Os países africanos carecem de recursos humanos, muitos presidentes já solicitaram ajuda ao país. Na Guiné, antes da epidemia do ebola, já havia uma brigada cubana e sem Serra Leoa também", afirmou.

Segundo o acordo entre a OMS e o governo cubano, 300 profissionais viajarão à África. A pedido dos governos locais, foi decidido enviar 53 médicos para a Libéria e 38 para a Guiné, além dos 165 que já estão em Serra Leoa.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Entidades nigerianas agradecem solidariedade de Cuba no combate ao ebola



Durante uma visita ao embaixador cubano na Nigéria, organizadores da sociedade civil junto com o Congresso do Trabalho parabenizaram e agradeceram o governo cubano por seu apoio incondicional à luta contra o vírus ebola na África ocidental.

Issa Aremu, vice-presidente do Congresso do Trabalho da Nigéria e Femi Falana, um reconhecido líder da sociedade civil, agradeceram a Hugo René Ramos Milanés, embaixador de Cuba no país, e disseram que a ilha caribenha tem se destacado como um verdadeiro amigo da África por sua resposta à epidemia do ebola.

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Cuba é exemplo no combate ao ebola, diz jornal mexicano


Editorial do jornal La Jornada do México.

Em contraste com as insuficientes, tardias e pouco generosas medidas adotadas pelos governos ocidentais diante da epidemia de ebola na África ocidental, Cuba tem empreendido uma ofensiva sanitária internacional na qual enviou à região afetada centenas de médicos para conter a expansão do vírus, que em seu surto atual já matou mais de 4.500 pessoas, e para dar tratamento aos doentes, que somam mais de 9 mil.

Tal esforço tem merecido o reconhecimento de amigos e adversários (o chefe da diplomacia estadunidense, John Kerry, expressou elogios), da Organização das Nações Unidas (ONU), da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de importantes meios de comunicação.

As ações cubanas também têm permitido articular um plano de ação dos países integrantes da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (ALBA), cujos integrantes se reuniram em Havana para resolver 23 medidas para evitar que a doença se expanda em seus territórios e organizar medidas de ajuda adicionais para nações em que persistem os contágios.

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Enquanto os EUA mandam soldados contra o ebola na África, Cuba envia médicos
Saúde e esperança, o presente de Cuba para a África
Cuba e Venezuela se destacam na ajuda humanitária à África contra o Ebola
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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Enquanto os EUA mandam soldados contra o ebola na África, Cuba envia médicos

A matéria é do dia 20 de setembro, porém o Blog Solidários a publica para mostrar a diferença no tratamento ao Ebola 


Por  Rosa Miriam Elizalde no La Jornada

O governo dos Estados Unidos reagiu como sempre, e o de Cuba também. Para combater o ebola na África ocidental, Barack Obama prometeu enviar três mil soldados, e Raúl Castro 165 médicos e enfermeiras, que chegaram no começo de outubro em Serra Leoa.

Na chamada Operação Assistência Unida dos Estados Unidos, "nenhum (dos integrantes) dessa força militar proporcionará cuidado direto aos pacientes com ebola", disse o porta-voz de Obama, Josh Earnest. Na ilha já se sabia, no entanto, que seus enviados farão exatamente o contrário [dos soldados dos EUA] e não serão os primeiros médicos cubanos que chegam na Serra Leoa.

Lá já havia 23 colaboradores e outros 16 trabalham na Guiné, dois dos países africanos onde a epidemia se expande a cobrou a vida de mais de 4.500 pessoas, de acordo com o mais recente levantamento da OMS (Organização Mundial da Saúde). No total, a maior da Antilhas tem cerca de 4 mil especialistas da saúde no continente africano, dos quais mais de 2 mil são médicos.

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Cuba e Venezuela se destacam na ajuda humanitária à África contra o Ebola


Por Marcela Belchior na ADITAL

Os latino-americanos Cuba e Venezuela têm desempenhado papel decisivo na ajuda humanitária internacional às vítimas do vírus Ebola, que se alastra a níveis alarmantes pela África Ocidental e ameaça países americanos. Nesta segunda-feira, 20 de outubro, o encontro da Cúpula Extraordinária da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP), realizado na capital cubana Havana, aprovou ações para enfrentar a pandemia.

Na ocasião, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que a miséria que sofrem vários países africanos, como Serra Leoa, Libéria, Guiné-Bissau e Congo, herança do escravismo e do colonialismo de 500 anos, é "caldo de cultivo" para que se reproduzam enfermidades. No enfrentamento do vírus, Maduro chamou a atenção para a necessidade de informação e educação sobre o tema. "É sumamente importante que se conheça mais além do alarme e do espetáculo televisivo, que se possa levar às escolas, às universidades, ao campo, às comunidades", enfatizou o bolivariano.

Para o presidente de Cuba, Raúl Castro, o combate contra o alastramento do vírus deve ser feito a partir de ações da comunidade internacional em conjunto, sob a condução da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e a Missão das Nações Unidas para o Enfrentamento de Emergência do Ebola. Castro destacou que na população da região latino-americana e caribenha "corre sangue africano". "Aportado por quem lutou pela independência e contribuiu para criar a riqueza de nossos países e de outros, incluindo os Estados Unidos".

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Cuba está disposta a trabalhar com EUA contra o ebola, diz presidente


Por Théa Rodrigues do Vermelho

Raúl Castro, presidente de Cuba, afirmou nesta segunda-feira (20) que o ebola “constitui um imenso problema para a humanidade, que deve ser enfrentado com a mais absoluta urgência”. Ele inaugurou a reunião extraordinária com representantes da Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba), que acontece na capital Havana, para discutir a proliferação da doença e as formas de prevenção.

Segundo o chefe de Estado da ilha caribenha, “se requer ações da comunidade internacional em seu conjunto” para evitar a epidemia do ebola. Ao chamar atenção de todos sobre a responsabilidade em relação ao tema, Raúl Castro ressaltou que “pelas veias da Nossa América corre sangue africano, carregado por aqueles que lutaram pela independência e contribuíram para criar a riqueza de muitos de nossos países”.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A UPEC e as mudanças no jornalismo em Cuba

Fonte: Trabajadores

Com a participação de Miguel Diaz-Canel, membro do Politburo e primeiro vice-presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, teve lugar no sábado a Terceira Plenária do Comitê Nacional da União Cubana de Jornalistas (UPEC). Ao resumir a plenária, caracterizada pela ampla discussão e debate sobre os problemas que enfrentam atualmente os jornalistas e a imprensa, Díaz-Canel chamou a trabalhar para uma maior qualidade de forma a resolver os desafios do jornalismo de hoje. Em um primeiro momento, a Presidência da UPEC fez um relato do trabalho do Comitê Nacional, pois "o que é constante para nós é o cumprimento dos objetivos do IX Congresso e Primeira Conferência do Partido", disse Antonio Molto, presidente da UPEC.

Ele disse que a análise será útil, se após a sessão plenária ao se reencontrar com os membros, lhes passemos os que de mais urgentes há no nosso debate. Ele lembrou as palavras de Fidel Castro, quando disse que "não teríamos saído do Período Especial sem a imprensa". Hoje não podemos vencer esta nova era sem a contribuição ativa de uma imprensa de alta qualificação, liderança e capacidade de gerar unidade e confiança em torno das instituições do Estado e do Partido. "Nosso grande desafio como jornalistas e trabalhadores da mídia é cumprir este princípio e lograr que outros atores-chave da sociedade o comprendan e o assumam”. "Há um contexto favorável", disse ele.

Na segunda etapa, Rosa Miriam Elizalde, membro da Presidência da UPEC e que liderou um grupo de trabalho da organização, apresentou os resultados de uma pesquisa nacional de mídia que contou com a participação de 140 publicações, e revelou detalhes das discussões que alcançaram um conjunto de princípios para atualizar o modelo de imprensa em Cuba. O estudo, que inclui 97% dos meios de comunicação tradicionais no país - rádio, televisão e imprensa escrita - e se debateu por por regiões com os afiliados, demonstrou que nossos meios de comunicação têm problemas graves de gestão econômica, de pessoal e de atenção ao público. Além de identificar o orçamento de mídia em 2013, a pesquisa forneceu uma visão geral da relação entre população e quantidade de meios receptores no país, com base nos resultados do Censo Nacional da População e Habitação de 2012.

"New York Times": a impressionante atuação de Cuba contra o ebola

Profissionais médicos de Cuba são exaltados por jornal norte-americano por se colocarem na linha de frente do combate ao vírus

Montagem: blog Solidários
Por Vinicius Gomes na Fórum

Editorial do New York Times desse domingo (19) destaca que o envio de profissionais médicos faz com que Cuba “tenha o papel mais robusto entre os países procurando conter o vírus ebola”. Segundo o jornal, Cuba possui “uma longa tradição” de enviar médicos, médicas, enfermeiros e enfermeiras para áreas de desastre em diversos lugares do mundo, como nos terremotos do Paquistão e do Haiti.  Ao citar esse outro país caribenho, o New York Times reconhece a coragem dos cubanos, relembrando que o estafe médico da ilha foi quem tomou a dianteira no tratamento de pacientes haitianos com cólera, com alguns deles retornando doentes ao país – no que resultou no primeiro surto de cólera em Cuba em mais de 100 anos.

Enquanto os EUA e outros países ricos se contentam em enviar fundos – com esse primeiro preferindo inclusive enviar militares –, “apenas Cuba e algumas organizações não governamentais estão oferecendo aquilo que de fato é mais necessário: profissionais médicos no campo”.

Quando duas enfermeiras norte-americanas foram contaminadas com o vírus ebola em um hospital de Dallas, no Texas, ao tratarem de um paciente que contraiu a doença na Libéria – sendo esses os dois primeiros casos de ebola em solo estadunidense –, Fidel Castro ofereceu ajuda ao país vizinho que há 50 anos impõe um bloqueio comercial à pequena ilha ao sul da Flórida.

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Contra ebola, Cuba aumenta ajuda: mais 296 profissionais de saúde à África; total chega a 461
Organização Mundial da Saúde: Cuba dá o exemplo na luta contra o vírus ebola na África
Saúde e esperança, o presente de Cuba para a África

sábado, 18 de outubro de 2014

Fidel Castro: A hora do dever

Nosso país não demorou um minuto em dar resposta aos órgãos internacionais perante a solicitação de apoio à luta contra a brutal epidemia desatada na África Ocidental. 

É o que sempre fez nosso país sem excluir ninguém. O Governo já tinha dado as instruções apropriadas para mobilizar com urgência e reforçar o pessoal médico que prestava seus serviços nessa região do continente africano. Ao pedido das Nações Unidas também foi dada resposta rápida, como sempre fazemos frente a uma solicitação de cooperação. 

Qualquer pessoa consciente sabe que as decisões políticas que significam riscos para esses trabalhadores, altamente qualificados, implicam um alto nível de responsabilidade por parte de quem os convoca a cumprir uma tarefa perigosa. É mais difícil ainda que a [tarefa] de enviar soldados a combater e inclusive morrer por uma causa política justa, o que também sempre foi feito como um dever.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Fidel Castro: O que não poderá ser esquecido nunca

Domingo, dia 12 de outubro, pela manhã, a edição dominical na internet do New York Times – órgão de imprensa que em determinadas circunstâncias traça pautas sobre a linha política mais conveniente aos interesses de seu país, publicou um artigo que intitulou "Tempo de acabar o embargo a Cuba"; com opiniões do que a seu julgamento, deve seguir o país.

Há momentos em que tais artigos são assinados por algum prestigiado jornalista, como alguém a quem tive o privilégio de conhecer pessoalmente nos primeiros dias de nossa luta em Sierra Maestra com os restos de uma força que tinha sido quase totalmente eliminada pela aviação e pelo exército de Batista. Éramos então bastante inexperientes; nem sequer concebíamos que dar essa impressão de fortaleza à imprensa constituía algo que pudesse merecer uma crítica.

Não era bem como pensava aquele valente correspondente de guerra com uma história que lhe deu nome nos tempos difíceis da luta contra o fascismo: Herbert Matthews.

Moção pela libertação dos 5 Heróis Cubanos

Moção aprovada por unanimidade pelos participantes do IX Seminário Internacional de Lutas contra o Neoliberalismo


 Do Jornal Inverta

Já se cumpriram 16 anos desde que Gerardo Hernández, Antonio Guerrero, Ramón Labañino, Fernando González, e René González foram injustamente presos e posteriormente condenados por crimes que não cometeram. Estes 5 homens que entregaram suas vidas em defesa de seus compatriotas evitando atentados terroristas que poderiam ter custado a vida de centenas ou milhares de pessoas são antiterroristas e merecem estar em seu país, com seu povo e com suas famílias.

Durante toda a existência da Revolução Cubana, Cuba sofreu inúmeros atentados terroristas perpetrados pelos grupos terroristas de extrema direita radicados em Miami com a finalidade de derrotar a Revolução Cubana, obra soberana do povo de decidir conscientemente seu destino. Estes atentados, que já chegam ao estarrecedor número de 7 mil, custaram a vida de 3.478 pessoas além de outras 2.099 que sofreram sequelas permanentes. Atentados como a detonação de uma bomba em pleno voo do avião da Cubana de aviação no dia 06 de outubro de 1976 que naquela ocasião custou a vida de 73 pessoas dentre elas a da equipe olímpica juvenil de esgrima, que havia acabado de ganhar medalha de ouro nos jogos pan-americanos. Ou como o ataque ao vapor La Coubre no ano de 1960 que deixou um saldo de 100 mortos e 400 feridos muitos com sequelas graves para toda a vida, ataque de tal sordidez que esteve preparado para uma primeira explosão e quando a policia, bombeiros e a população acudiram ao resgate em detrimento do perigo encontrava-se então preparada uma segunda explosão que cobrou a vida destes bravos homens e mulheres. O ataque a bomba ao famoso bar La Bodeguita del Médio e nos hotéis Triton e Copacabana que então ceifou a vida do jovem turista italiano Fabio di Celmo. Além desses podemos nos referir a inúmeras invasões de seu espaço aéreo, interferências à torre de controle do aeroporto internacional José Martí em Havana o que poderia ter desencadeado um acidente massivo tirando a vida de centenas de pessoas em risco, o desembarque de armas em praias cubanas com a desesperada esperança de começar uma resistência armada, ataques com disparos de metralhadoras a partir lanchas contra turistas que se banhavam em praias do país, além de sabotagens, invasões e guerra financeira.

Os 5 heróis cubanos conseguiram evitar 170 atentados como os anteriormente mencionados prestando heroico e impagável serviço ao povo de Cuba que tenta com as armas que dispõe defender-se de tão bárbaros e desleais ataques contra sua soberania e seu povo. É absurdo acusar-lhes de terrorismo quando são na verdade seu oposto. Terrorista é o senhor Posada Carriles autor confesso do atentado a bomba ao voo do avião da Cubana em Barbados que vive livremente pelas ruas da Florida, terroristas são as organizações que se encontram em Miami como a ALPHA 66, Irmãos ao resgate e a Fundação Cubano Americana, todas debaixo do financiamento e tutela da Agencia Central de Inteligência (CIA).

Fidel Castro: O futuro incerto

Em sua evolução, o homo sapiens, como ser pensante único entre milhões de espécies vivas, jamais teve ideia da natureza e a razão de sua existência. Dotado da capacidade de pensar, estava regido por severos instintos. Nada sabia do restante de seu maravilhoso planeta. Não se conhece, sequer, desde quando possui essa capacidade; em raros casos afirma-se que há um milhão de anos ou um pouco mais, mas em geral se considera que não mais de 200 mil anos.

Hoje se conhece que o número de planetas com aparências similares ao nosso é da ordem dos bilhões na mesma galáxia onde este se encontra, em meio daquilo que é denominado como o universo. Espero não ofender ninguém pelo fato de ter abordado o tema do que somos ou do que pensamos que somos.

No dia 5 de outubro, o site do canal de televisão Russia Today, um meio de divulgação sério, publicou que Laura Mersini-Houghton, prestigiada professora da Universidade da Carolina do Norte, demonstrou que os enormes buracos negros não existem, e que a teoria do Big Bang não tem fundamento. Isto, penso eu, implica em um trauma para muitas pessoas que converteram essa teoria em um ato de fé.

Fidel Castro: Os heróis de nossa época

Muito se tem para dizer destes tempos difíceis para a humanidade. Hoje, no entanto, é um dia de especial interesse para nós e também para muitas pessoas. Ao longo de nossa breve história revolucionária, desde o golpe cruel de 10 de março de 1952 promovido pelo império contra nosso pequeno país, não poucas vezes nos vimos na necessidade de tomar importantes decisões.

Quando já não restava nenhuma alternativa, outros jovens, de qualquer outra nação em nossa complexa situação, faziam ou se propunham fazer o mesmo que nós, ainda que no caso particular de Cuba a casualidade, como tantas vezes na história, jogou um papel decisivo.

A partir do drama criado em nosso país pelos Estados Unidos naquela data, sem outro objetivo que frear o risco de pequenos avanços sociais que pudessem antecipar futuros de mudanças radicais na propriedade ianque em que tinha sido convertida Cuba, se engendrou nossa Revolução Socialista.

"The New York Times" pede que Obama acabe com o "embargo" a Cuba

Do Brasil de Fato

Editorial do jornal diz que seria sensato Obama refletir seriamente sobre Cuba: “Obama deve aproveitar a oportunidade para dar fim a uma longa era de inimizade e ajudar um povo que sofreu enormemente”

O jornal estadunidense "The York Times" pediu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que "reflita seriamente" sobre Cuba para "retomar relações diplomáticas" com esse país e "acabar com um embargo insensato". O texto foi publicado no editorial do veículo neste sábado (11).

"Seria sensato que o líder estadunidense reflita seriamente sobre Cuba, onde uma reviravolta política poderá representar um grande triunfo para seu governo”, diz trecho do editorial. Estados Unidos e Cuba romperam suas relações diplomáticas em 1961 e Washington começou a aplicar o embargo econômico contra a ilha um ano depois, em 1962.

domingo, 12 de outubro de 2014

Por que a extrema-direita brasileira odeia tanto a Cuba?


Por João Batista no jornal A Verdade

É de se perguntar o porquê de tantos ataques a uma pequena ilha caribenha, nação onde vivem pouco mais de 11 milhões de pessoas (menor que a população do estado da Bahia) e cujo o Produto Interno Bruto – PIB representava US$ 72 bilhões em 2012 (o orçamento apenas da prefeitura de São Paulo é de US$ 25 bilhões) nas eleições presidenciais brasileiras.

A estratégia durante toda a campanha foi de jogar sobre o governo de Dilma a pecha de estar utilizando dinheiro público para financiar o governo cubano, através da construção do Porto de Mariel e da contratação de médicos para o programa Mais Médicos.  Via de regra, a candidatura de Dilma aceitava a crítica e não desmascarou o motivo de tanto ódio a Cuba por parte da extrema-direita.

A verdade é que o Porto de Mariel, a 40 km de Havana, é uma obra a mais financiada pelo BNDES. Outras obras similares foram financiadas em outros países como Equador e Angola. Longe de ajudar o socialismo, o objetivo dessa estratégia é fortalecer as empresas capitalistas nacionais, criando um mercado com os países de sul que possa suplantar a crise vivida pelos EUA e a União Europeia. O grande beneficiado com o porto de Mariel é mesmo a Oderbrecht, já que o financiamento do BNDES será pago pelo governo cubano.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

38 anos depois de atentado terrorista contra avião cubano, principal acusado continua livre nos EUA


Da ADITAL

Esta semana as populações de Barbados e de Cuba recordam, com tristeza, os 38 anos do atentado a bomba contra um avião civil cubano, que matou 73 pessoas. Familiares e amigos das vítimas realizam mobilizações nas ilhas caribenhas protestando pela punição do principal acusado pelo crime, Luis Posada Carriles, ainda hoje foragido e protegido pelo Governo dos Estados Unidos. O Governo de Cuba declarou o dia 06 de outubro, data do atentado, como Dia das Vítimas do Terrorismo de Estado, do qual já seriam vítimas cerca de 3,5 mil cubanos.

A Embaixada cubana em Barbados realizou uma mobilização para lembrar as vítimas da primeira e considerada a maior sabotagem contra um avião civil no hemisfério ocidental. Charles Burnett, vice-ministro de Relações Exteriores de Barbados, reiterou a solidariedade dos barbadianos com os familiares das vítimas e ratificou a posição de apoio a Cuba na busca por justiça.

Representantes do Movimento de Solidariedade com Cuba, da Comunidade de Cubanos Residentes em Barbados, e outras organizações sociais também exigiram justiça, condenando a cumplicidade do Governo dos EUA nessas ações e fizeram um chamado ao presidente Barack Obama para que assuma uma posição coerente em sua anunciada batalha contra o terrorismo e julgue Luis Posada Carriles, considerado terrorista e autor intelectual da sabotagem ao avião, além de libertar os chamados antiterroristas cubanos Antonio Guerrero, Ramón Labañino e Gerardo Hernández, presos nos EUA.

sábado, 4 de outubro de 2014

Filha de Che Guevara diz que missão cubana contra ebola é um "dever"


"As missões médicas cubanas no mundo estão sustentadas sobre o princípio de que solidariedade não é dar o que sobra, mas fornecer o que outros precisam", destacou a médica pediatra Aleida Guevara March, filha de Ernesto "Che" Guevara, durante uma viagem a Buenos Aires.

Aleida visitou a capital da Argentina e deu seu total apoio ao programa "Operação Milagre", que já devolveu a visão a cerca de 48 mil argentinos desde 2005. 

Ela falou também sobre a viagem de especialistas cubanos para África com o objetivo de trabalhar no combate do vírus ebola. Nesta quarta-feira (1º/10), o presidentes Raúl Castro, despediu-se de 165 profissionais que compoem uma missão dirigida à Serra Leoa. O contingente é integrado por 62 médicos e 103 enfermeiros, todos com experiência em desastres naturais e epidemioas.

EUA planejaram bombardear Cuba após apoio de Castro à independência de colônias africanas

“Acho que devemos esmagar Castro”, aconselhou o então secretário de Estado, Henry Kissinger, ao presidente Gerald Ford, em 1976

Outdoor faz referência a derrota dos EUA, na década de 60, depois de organizar uma invasão à ilha

Por Patrícia Dichtchekenian no Opera Mundi

O então secretário de Estado norte-americano, Henry Kissinger (1968-1976), elaborou uma série de planos secretos, que incluíram ataques contra portos cubanos, após a decisão de Fidel Castro de enviar tropas para Angola no final de 1975, de acordo com documentos inéditos publicados nesta quarta-feira (01/10) pelo Arquivo de Segurança Nacional.

“Acho que nós devemos esmagar Castro. Mas provavelmente não podemos fazer isso antes das eleições presidenciais”, aconselhou Kissinger ao então presidente, Gerald Ford (1974-1977), durante uma reunião de alto nível com autoridades de segurança em 24 de março de 1976. “Eu concordo”, respondeu o presidente.

Esse plano secreto de Kissinger contra a ilha de Castro foi publicado neste dia 01 em um livro intitulado “Back Channel to Cuba: The Hidden History of Negotiations Between Washington and Havana”, escrito pelo professor da American University William M. LeoGrande e por Peter Kornbluh, diretor de um projeto sobre documentos cubanos do Arquivo de Segurança Nacional.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Liberte Ya, Obama": Música brasileña por la libertad de los cinco cubanos (+ video)

Português
Rapper White Jay
Liberte Ya, Obama! 

(Rap de la autoría de White Jay, presidente de la Nación Hip Hop Brasil / Rio Grande do Sul, requiriendo la liberación de los Cinco antiterroristas cubanos, presos a 16 años en los Estados Unidos). 
                                                                               
Nuestro rap es justicia, es Derechos Humanos 
Queremos la libertad de nuestros hermanos cubanos 
Pedimos por favos, libertad Obama 
 Premio Nobel da Paz, la humanidad clama 

Nuestro rap es justicia, es Derechos Humanos 
Queremos la libertad de nuestros hermanos cubanos 
Pedimos por favos, libertad Obama 
Premio Nobel da Paz, la humanidad clama 

Violaron los derechos de nuestros hermanos 
Libertad para Gerardo, Antonio y Ramón 
Secuestrados por los contrarrevolucionarios 
Infiltrados en la busqueda de datos necesarios 
 Para evitar novos ataques y prejuicios 
a la Isla codiciada por los Estados Unidos 

Ellos no son terroristas, no son asesinos 
 15 años presos injustamente, eso si es terrorismo 
La midia golpista norteamericana con los extremistas 
Incentivaban los incendios en las plantaciones de caña 
No era so La Habana quien sufria los atentados 
 El agua era envenenada causando estragos 
Hasta hoy o pueblo de Cuba llora 
Recordando cuando quemaron varias escuelas 

La humanidad implora, la humanidad clama 
 Todas las madres cubanas pieden: 
Libertad Obama
 Todas las madres lloram por sus hijos 
Condenados injustamente por los Estados Unidos 
 Impedidos de hablar, 
separados en prisiones 
 Esa fue ena de las "pocas"violaciones 
que Gerardo, Ramón y Antonio están sufriendo
Por poco... "ha", estan casi muriendo 

Pidiendo a la soberania de la nación cubana 
Que busca alegria, que hizo la Revolución 
 Entregamos nuestro rap, nuestra contribución 
Através de nuestra rima, de nuestros instrumentos 
 Luchamos por justicia, luchamos por la paz 

No queremos dinero, ni queremos fama 
Solo queremos que: Los Libere Ya Obama 
No queremos dinero, ni queremos fama 
Solo queremos que: Los Libere Ya Obama 

Violaron los derechos de nuestros hermanos 
Libertad a Gerardo, Antonio e Ramón.



Traducción: Fabio Simeón.
Edición del vídeo: Fernando Sturt Silva.

Porto Alegre / Río Grande del Sur / Brasil. Septiembre de 2014.