domingo, 28 de fevereiro de 2010

A mídia declarou guerra contra Cuba, muito antes do triunfo da Revolução

Vista a capital de Cuba, Havana; ao fundo Che Guevara | Foto: Gilbert Sopakuwa

Por Angeles Diez

É bem conhecido nos meios acadêmicos e nos manuais de comunicação - o que se conta como uma anedota - que o grande magnata Randolph Hearst, dono do New York Journal, antes da eclosão da guerra hispanocubana, enviou um correspondente para Cuba e quando este pediu ao patrão para ir para casa porque não havia nenhuma guerra, o empresário respondeu: "Rogo que fique. Forneça ilustrações, eu fornecerei a guerra". 

A guerra terminou por ocorrer, claro, e desse período se conservam interessantes ilustrações da imprensa norte-americana, em que a Espanha e os seus políticos aparecem como sanguinários, comedores de crianças, malvados espanhóis, cujo único objetivo era exterminar o povo cubano.

Do final do século XIX até hoje houveram duas guerras mundiais e uma terceira guerra composta de dezenas de conflitos, alguns armados e outros menos armados e disfarçados, mas em constante atividade.

Em todos os casos, a mídia tem desempenhado um papel central, mas após a Primeira Guerra Mundial, as lições aprendidas pelos editorialistas norte-americanos, sobre a influência que é possível exercer sobre a opinião pública para que apoie uma intervenção armada, tornou-se parte substantiva da propaganda que apoia o capitalismo e as guerras contra todo aquele que se interponha em seu caminho (interesses nacionais, projetos emancipatórios, reformas sociais...).

Lippman dirá em 1922, que os meios de comunicação são indispensáveis para que se possa dar a democracia (leia-se, capitalismo) e Bernays, que a propaganda moderna é esforço consistente e duradouro para criar ou moldar os acontecimentos, com o objetivo de influenciar as relações do público com uma empresa, ideia ou grupo.

Estas citações podem nos servir para situar e compreender a lógica dos recentes bombardeios midiáticos contra Cuba, sobre a morte de Orlando Zapata, que ao meu ver, lidas em clave de guerra, demonstram que somos nós mesmos, e não só os cubanos, que estão sendo bombardeados.

A eficácia do bombardeio ideológico aparece quando da esquerda, que apoia e defende Cuba, nos sentimos terrivelmente interpelados pelas notícias da mídia; nos sentimos também acusados e em obrigação de responder ao golpe que, lançado sobre Cuba, nos impulsiona a nós mesmos querer pedir explicações aos cubanos. Como diria Bernays, se consegue influir sobre nossa relação com Cuba e, por extensão, sobre a própria utopia do socialismo.

Yoani Sanchez mentindo sobre a realidade de Cuba

Por M.H. Lagarde no Mudanças em Cuba

O blogueiro cubano, Enrique Ubieta assegura que Yoani Sanchez (foto) mentiu mais uma vez em um texto publicado, e assinado com seu nome, no diário espanhol El Pais.

"Onde está a tênue linha que marca a diferença entre uma interpretação e uma mentira. Tal como no caso de Zapata Tamayo, a mídia não investiga, não pergunta, simplesmente reproduzem as informações que recebem: de delinquente a político, de vítima de si mesmo e seus instigadores, a mártir. Yoani Sanchez sabe o script. Nem mesmo precisa ler duas vezes as instruções. E não sente vergonha de mentir, porque nem sequer quer saber se é verdade o que repete", diz Ubieta, em um breve post publicado em seu blog La Isla Desconocida.

O destacado ensaísta cubano, que recentemente se reuniu com os médicos que trataram de Tamayo, conclui que "são tão contundentes as provas médicas que Yoani Sanchez beira o ridículo".

Yoani Sanchez, após a morte do prisioneiro cubano tem servido - para isto, sem dúvidas, foi criado sua inflada personagem midiática - como porta-voz dos mercenários cubanos, quer no jornal El Pais ou canais de televisão como a CNN.

Em ambos os casos, a abutre de Tamayo, como a definiu outro blogueiro cubano, acusa o governo de Cuba de não ter feito nada para salvar o prisioneiro.

Será que a ficóloga, especialista - segundo ela - em informática, plataforma worldpress, idioma espanhol, jornalismo cidadão e legislação cubana, sabe o significado da palavra difamação?

Tradução: Robson Luiz Ceron/Blog Solidários a Cuba.

Presidente do parlamento cubano: os avanços de Obama em relação a Cuba

Alarcon em Havana | Foto: Marcelino Vazquez/ACN
Por Natália Viana no Opera Mundi 

Em abril de 2009, o governo Obama levantou as restrições de viagens e permitiu o envio de remessas em dinheiro e mercadorias para Cuba. No entanto, o presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular, Ricardo Alarcón de Quesada, acha que os avanços na relação entre Estados Unidos e Cuba devem parar de avançar. “O mais provável é que as coisas não passem daí, pelo menos pelos próximos anos”, disse Alarcón em entrevista concedida ao Opera Mundi, em Havana.

Para ele, Obama ainda não tem uma política definida para a América Latina, e o continente está longe de ser prioridade para o governo democrata. A administração atual é melhor que a anterior, de George W. Bush, e sobram boas intenções, mas a Casa Branca não sabe exatamente o que fazer nem como fazer, argumenta. 

O sr. vê uma mudança na política americana para Cuba? 

Há mudanças, mas não são espetaculares. Haverá uma nova rodada de conversações bilaterais sobre imigração, mas isso não é grande coisa, um mecanismo que existia até Bush. Significa alguma coisa ele ser restabelecido, mas não é uma mudança dramática. A liberação das viagens dos cubanos-americanos foi uma promessa que Obama havia feito e que beneficiou muito a comunidade, e há uma mudança na linguagem. Não são mais os verbos insultantes de Bush, de Condoleezza [Rice, ex-secretária de Estado]. É um estilo mais civilizado, mas o mais provável é que as coisas não passem daí, pelo menos pelos próximos anos. 

Presidente do parlamento cubano: herdeiros do ditador Batista dominam Miami

Alarcon em Havana | Foto: Marcelino Vazquez/ACN
Por Natália Viana no Opera Mundi 

Querer é uma coisa, fazer é outra. Assim pode ser resumida a avaliação do presidente da Assembleia Nacional do Poder Popular de Cuba, Ricardo Alarcón de Quesada, sobre o governo de Barack Obama.

Dias antes da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país e da morte do opositor Orlando Zapata, o presidente do parlamento cubano recebeu o Opera Mundi para uma entrevista em que falou principalmente sobre dois temas: a política de Washington para a América Latina (e para Cuba em particular) e o caso dos cinco cubanos presos nos Estados Unidos desde 1998 sob acusação de espionagem.

Alarcón avalia que Obama não é mal intencionado, mas que também não vai fazer história como o presidente dos EUA que aproximará seu país dos vizinhos ao sul. Obama é bem melhor do que George W. Bush, explica Alarcón, mas não sabe como colocar em prática as ideias que tem. Também não dá a devida importância a Cuba e à região de maneira geral, mas nem é por falta de vontade: o problema é que temas como reforma da saúde, crise econômica e guerras dominam sua agenda.

Os cinco prisioneiros cubanos presos nos EUA são Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Réné González, condenados pela juíza de Miami Joan Lenard. Após uma decisão do Tribunal de Apelação que considerou as penas iniciais excessivas, no final do ano passado, três deles tiveram suas penas reduzidas: Ramón Labañino, antes condenado à prisão perpétua, teve a pena fixada em 30 anos; Fernando González teve redução de 19 para 18 anos; Antonio Guerrero, de prisão perpétua para 22 anos.

Sobre eles, chamados de “patriotas” pelos cubanos, Alarcón defende que as penas impostas pela Justiça dos Estados Unidos são descabidas e desproporcionais em relação a condenados com acusações mais graves, mesmo após a revisão.

Estudioso das relações entre Cuba e Estados Unidos há quatro décadas, o presidente da Assembleia foi chefe da missão cubana na Organização das Nações Unidas e chegou a ser cogitado como possível sucessor de Fidel Castro.

O sr. pode explicar o que os cinco cidadãos cubanos hoje cumprindo pena faziam em Miami? 

A defesa alega que estavam investigando um ato terrorista contra Cuba. Não somente um, mas muitos atos. Isso está documentado no processo. Por exemplo, eles se infiltraram no grupo terrorista de Orlando Bosh para descobrir os planos terroristas que estavam tramando e informar Cuba. E uma das testemunhas de acusação, Rodolfo Frometa, faz parte de um grupo chamado Comandos F4, gente que veio de lancha a Cuba e atacou a costa do país, o que Frometa reconheceu no tribunal.

Qual é a posição do governo cubano sobre a redução da pena decretada em dezembro do ano passado? 

Mesmo com a redução das penas, elas são realmente excessivas, se compararmos com qualquer outra sentença ditada nos últimos anos nos Estados Unidos por espionagem. Recentemente, houve um caso de um norte-americano acusado de espionar para a China [James W. Fondren, condenado em setembro último por entregar documentos do Departamento do Estado a um agente chinês], e o sentenciaram a três anos de prisão.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Imprensa capitalista não tem o que dizer contra Cuba

Charge: EUA falando de Cuba

 Por Alex Lombello Amaral no São João del-Pueblo 

A grande imprensa "brasileira" ataca Cuba todos os dias, sempre com acusações sem provas, e sempre a mesma acusação de ditadura. Contudo, notícias mesmo, que confirmem qualquer acusação, não existem. É por isso que agora, que um preso morreu depois de quase três meses de greve de fome, “nossa” imprensa está alvoroçada. Enfim, pensaram, um fato palpável contra Cuba.

Porém, a grande notícia, para servir aos interesses desejados, já teve que ser apresentada não só sem uma série de informações, como também de forma mentirosa. Pelo tom dos locutores, parece que Zapata foi fuzilado, e o que se diz literalmente é que ele morreu “nos cárceres cubanos”, quando na verdade morreu no hospital. Não se diz porque ele foi preso, que lhe podia gerar desafetos em toda a América Latina. Foi preso por envolvimento (leia-se recrutamento) com a CIA, não por crime político, que não existe em Cuba. Prisão política seria a prisão por se expressar contra o regime, ou se organizar contra ele. Trabalhar junto com a CIA não é crime político, mas de espionagem e alta traição.

Mas mesmo mentindo e sonegando informações, trabalhos do dia-a-dia de “nossa” imprensa, o caso Zapata acaba revelando que Cuba é um dos países mais democráticos e civilizados do mundo:

Primeiro exemplo - alguns canais se apressaram em comemorar (literalmente) que pela primeira vez desde a Revolução, há 50 anos, morre na prisão um preso “político”. Isso é propaganda contra ou a favor da Revolução?

Segundo – eram com Zapata 55 “presos políticos”! Que tipo de ditadura é essa? No Brasil, em 20 anos, cerca de 2.000 pessoas foram mortas, desaparecidas, torturadas etc. Na Argentina, em menos tempo, foram dez vezes esse número. Cuba seria uma ditadura feroz com míseros 55 presos políticos? Ontem, elevaram o número de 55 para 200. Devem ter notado que 55 era pouca gente demais para a ditadura que pintam.

Terceiro – não há acusação de tortura. Pelo contrário, Zapata estava com uma saúde de ferro para aguentar 85 dias greve de fome.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Cuba: na mídia mundial um preso comum vira preso político

Zapata, criminoso cubano transformado em preso político pela mídia 

Do site 3º Informação 

Terça-feira morreu o delinquente Orlando Zapata Tamayo no hospital Hermanos Ameijeiras, em Havana. Faleceu após 85 dias de greve de fome por exigir ser tratado como um "preso de consciência".

O Estado cubano perseguiu e prendeu Orlando Zapata, por este professar ideias que contradiziam a linha oficial, pelo menos esta é a conclusão que a maioria dos meios de comunicação do mundo se apressaram em apontar, assinalando tratar-se de um "preso político", e o Estado cubano como culpado desta morte.

Estranhamente nenhum meio de comunicação explicou aos seus leitores, telespectadores ou ouvintes, em que circunstâncias foi preso o falecido.

- Foi preso em flagrante distribuindo panfletos contra o governo socialista de Cuba, com máquinas copiadoras em um piso clandestino?

- Participou de uma manifestação contraria e ilegal ao governo de Fidel Castro?

- Andou em Havana com um retrato de George W. Bush?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Presindente do Brasil visita Cuba

Lula desembarca em Havana | Foto: AFP
Da Prensa Latina 

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, inicia hoje sua agenda de trabalho em Cuba, onde chegou ontem para cumprir um convite de seu homólogo da ilha, Raúl Castro.

Lula, que participou da Cúpula da Unidade da América Latina e do Caribe efetuada no México, conversará com altas autoridades e visitará lugares de interesse econômico.

Esta é a terceira ocasião em que Lula viaja a Cuba como presidente da nação sul-americana, cujos vínculos com o país antilhano são excelentes no âmbito da cooperação e da esfera econômico-comercial.

Segundo cifras oficiais, atualmente trabalham no Brasil 43 colaboradores cubanos em ramos diversos: educação, esporte, saúde, cultura e agricultura.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O povo cubano é realmente livre, afirma brasileiro ao visitar Cuba

Advogado brasileiro em Havana | Foto: Sertanejo Forte

 Por Alexandre Franco no blog Sertanejo Forte 

Carta de um jovem brasileiro em visita a Cuba

Oi, tudo bem?

Olha, ontem, dia 27 de janeiro, participamos de uma marcha de tochas. Foi incrível! Vou lhe contar.

Dia 28 de janeiro, é aniversário do José Martí, um herói para os cubanos, que está completando 157 anos do seu nascimento. Esse herói foi um intelectual e militante político que dedicou sua vida pela independência dos povos da América Latina e Cuba, principalmente, na época da colonização espanhola. O Fidel sempre o cita nos discursos. Então, na noite do dia 27 fomos para Havana para participar de uma marcha que existia até mesmo antes da revolução, uma marcha, assim como o natal que se inicia no dia 24 de dezembro esperando o dia 25. Na noite do dia 27 todos vão para frente da Universidade de Havana, onde saem, incrivelmente cerca de 30 mil pessoas carregando tochas acesas e marchando pelas ruas de Havana.

Meu caro, foi a coisa mais linda que eu já vi! A juventude alegre, feliz, cantando, celebrando o natalício de um herói nacional. Não dá para acreditar que 30 mil pessoas vão às ruas, numa quarta feira, para marchar à meia noite! Essa história de que o povo cubano vai às ruas obrigado pelo governo é uma grande idiotice. Naquele dia, eu não vi sequer um policial ali, não havia nenhum agente do estado para reprimir ou coisa parecida. Milhares de pessoas com tochas na mão, marchando e cantando alegremente a oportunidade de estarem juntas celebrando uma data muito importante para eles.

Eu fiquei na frente da marcha e quando olhava para trás via uma multidão sem fim, com os fogos acesos, num mar de gente culta, consciente, firme e resistente. Aquelas milhares de tochas acesas pareciam uma chama só. Uma gente guerreira, que está permanentemente em luta. Foi incrível, meu caro! O povo cubano é realmente livre! Mas não é uma liberdade burguesa, individualista. É uma liberdade coletiva, que escolhe o caminho, que traça seu destino… É uma liberdade ampla, liberdade de ser culto, de compreender o momento histórico. Liberdade de ter clareza de quem são seus aliados. Liberdade de saber e ver quem é o inimigo. A educação os tornou livres! É um povo pensante, que resiste firmemente diante das dificuldades que enfrentam, e que são muitas e todos eles sabem disso. Mas acima de tudo, um povo unido pelo sentimento de pátria, algo que o povo brasileiro ainda não teve a felicidade de sentir.

Marcha das tochas, edição 2010 | Foto: Alexandre Franco

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A televisao cubana vai mostrar série sobre tentativas de assassinar Fidel Castro

Fidel Castro faz discurso em Havana - 1970 | Foto: AFP

Da AFP 

A televisão cubana transmitirá uma série sobre os 638 planos de atentados que, segundo os serviços secretos de Cuba, foram forjados ou patrocinados pelos Estados Unidos contra o líder comunista Fidel Castro em seu quase meio século no poder, explicou nesta segunda-feira (22) a equipe realizadora.

A série "O que deve viver", rodada por especialistas do Instituto de Ciências Policiais do Ministério do Interior de Cuba e dirigida por Rafael Ruiz, será transmitida todos os domingos a partir do dia 7 de março.

As filmagens levaram três anos e contaram com a participação de 243 atores e de mais de 800 figurantes, segundo Ruiz, citado pela imprensa local.

O primeiro capítulo fala dos complôs do período que engloba desde os preparativos no México da expedição do iate Granma, por onde Fidel Castro chegou à ilha em dezembro de 1956, até o triunfo da revolução.

A série é concluída com o plano frustrado contra Castro no Panamá, durante a X Conferência Ibero-americana, em 2000. Em 2004, a então presidente do Panamá, Mireya Moscoso, perdoou os quatro anticastristas cubanos acusados de conspiração, o que fez Cuba romper relações com o país, refeitas um ano depois sob um novo governo panamenho.

"Como é uma série histórica, utilizamos outros gêneros, uma mistura de estilos para nos auxiliar e tornar a história mais atrativa para o espectador, dando a ele mais informações sobre o ocorrido", explicou o diretor.

A série "é uma das maneiras mais efetivas de levar o espectador a um fato histórico, e o audiovisual é atraente e creio que vai ser um grande aprendizado", comentou o ator Omar Alí.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Provocação dos EUA contra Cuba

Representação de Tio Sam desejando Cuba.
 Foto: ENEN 2018

 Por Robson Luiz Ceron 

Novamente a verdadeira face do poder ianque apresenta-se. Embora todas as promessas do atual governo, a realidade demonstra que a parcela de poder que reside nas mãos do presidente norte-americano, Barack Obama, é reduzida. Os organismos de poder estadunidenses - oficiais e extraoficiais -, inimigos da Revolução Cubana, continuam manejando ações contra a Ilha.

Foi o que ocorreu nesta última semana, quando mais uma vez, um grupo de traidores mercenários anexionistas cubanos - os gusanos - foi chamado e transportado até o Escritório de Interesses dos EUA (SINA), em Havana, para, com certeza, tratar de continuar as ações contrarrevolucionárias.

Desta vez, os mercenários (entre os mais conhecidos são Martha Beatriz Roque, Vladimiro Roca, Félix Bonne e Oswaldo Payá) foram convocados pelo Subsecretário de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Craig Kelly, que chefiava uma delegação ianque, que estava em Havana para conversações com o governo cubano acerca de imigração.

Como relatado pelo blogueiro revolucionário cubano, M. H. Lagarde (cambiosencuba), os mercenários que estiveram presentes - notoriamente financiados pelos EUA - são pessoas que vivem da contrarrevolução. De tal forma que não lhes interessa o fato do ilegal e cruel bloqueio norte-americano prejudicar o povo cubano desde de 1959; não lhes interessa a normalização das relações estadunidenses/cubanas; não lhes interessa que os cubanos e cubanas estejam bem. Para eles, quanto pior, melhor. "Sus bolsillos es lo único que les importa a tales 'personajes'”, resumiu Lagarde.

Porém, têm "quebrado a cara" desde de 1959, pois contra o mau-caratismo e a mesquinharia de seus atos, insurgem-se diversos fatores, sendo que a Consciência de Cubanidade - necessariamente revolucionária – o mais importante deles.

Participarão da reunião, além dos contrarrevolucionários cubanos e das autoridades ianques, outros aliados dos EUA europeus, empenhados no mesmo desejo frustrado.

O ato de chamar e transportar seus "funcionários" gusanos demonstra que a contrarrevolução permanece viva e em ação em Cuba, sendo um constante desafio à Revolução. Se Obama sabe ou não, pouco importa: os nossos inimigos estão no lado dele.

Em razão do ocorrido o Ministério de Relações Exteriores Cubano lançou nota protestando contra o ocorrido.

Robson Luiz Ceron é advogado. 

sábado, 20 de fevereiro de 2010

17 fatos sobre as eleições em Cuba

Eleitora vota em colégio no interior de Cuba | Foto Rádio Baracoa

Por Hilda Pupo no site Agora

Como a democracia em nosso país, junto com os direitos humanos, estão no topo da lista de ataques contra a Revolução, a proximidade das eleições em Cuba (25 de abril), sugere que o inimigo aumentará a propaganda contra Cuba.

Tentando denegrir e apresentar como não funcional o nosso sistema, os leva a afirmar "sob a ditadura dos Castros, em Cuba não há democracia, nem liberdade, nem eleições", uma das suas mais apreciadas e repetidas frases e que fiéis à teoria de Goebbels, ideólogo do nazismo, repetem uma mentira mil vezes, na esperança de torná-la verdade.

Mas, só confundem a quem engole palavras sem refletir. Sua cantilena de participação do povo nas questões de governo e tão falaciosa como chamar democrático a um sistema só porque o país tem um monte de partidos.

Em seu trabalho, "Nosso caminho: Análise do processo de retificação", disse o filósofo, escritor e ensaísta cubano, Dario Machado, há alguns anos atrás: "... Não escapa a sociologia política, o fato irônico, que nos exigem, aos cubanos, fórmulas aparentemente democráticas, como o sistema pluripartidário, que há tempos não podem exibir nenhum exemplo sobre o tema".

Além disso, cada vez com maior força, o mundo capitalista defende a sua ideia de democracia e a própria vida o contradiz. Pela existência de mecanismos que restringem a maior participação popular nas questões do governo, e se acredita na falsa imagem de liberdade de escolha de representantes, apenas porque o centro da democracia representativa é a concorrência entre os contendores para o poder, um circo armado em torno às urnas, em que o povo não tem nenhuma responsabilidade com a eleição.

Realmente o que define a possibilidade de intervenção por parte do povo no governo é o que acontece em Cuba e não pecamos de autoconfiança. Nosso modelo é diferente dos outros, não é perfeito, mas o seu principal objetivo é que cada cidadão se sinta e se entenda povo, parte fundamental da sociedade, em igualdade de condições e oportunidades.

Um jornalista espanhol resumiu a natureza do sistema eleitoral cubano e os pontos que por si só argumentam por que podemos falar de democracia.

1. A Inscrição é universal, automática e gratuita para todos os cidadãos com direito ao voto, a partir de 16 anos de idade.

Cuba é uma ditadura?

Cubano vota para escolher seu representante na Assembleia do Poder Popular de Cuba | Foto: Granma

Por Breno Altman no Opera Mundi

O novo presidente do PT, José Eduardo Dutra, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues (Folha de S.Paulo), no último dia 11/02, respondeu afirmativamente à pergunta que faz as vezes de título desse artigo. Com ressalvas de contexto, identificando no longo bloqueio norte-americano uma das causas do que chamou de “fechamento político”, Dutra assumiu a mesma definição dos setores conservadores quando abordam a natureza do regime político existente na ilha caribenha.

Essa discussão é um capítulo importante na agenda da contraofensiva à hegemonia do pensamento de direita. Afinal, a possibilidade do socialismo foi estabelecida pelos centros hegemônicos não apenas como economicamente inviável e trágica, mas também como intrinsecamente autoritária.

Quando o colapso da União Soviética permitiu aos formuladores do campo vitorioso declarar o capitalismo e a economia de livre-mercado como o final da história, de lambuja também fixaram o sistema político vigente na Europa Ocidental e nos Estados Unidos como a única alternativa democrática aceitável.

Não foram poucos os quadros de esquerda que assumiram esse conceito como universal e abdicaram da crítica ao funcionamento institucional dos países capitalistas. Alguns se arriscaram a ir mais longe, aceitando esse modelo como paradigma para a classificação dos demais regimes políticos.

Na tradição do liberalismo, base teórica da democracia ocidental, a identificação e a quantificação da democracia estão associadas ao grau de liberdade existente. Quanto mais direitos legais, mais democrático seria o sistema de governo. No fundo, democracia e liberdade seriam apenas denominações diferentes para o mesmo processo social.

Em Cuba a educação é a chave da liberdade

Juventude cubana | Foto: Cubanito em Cuba
Por Enio Expedito Franzoni 

Embora a mídia patrocinada por empresas para quem não interessa o ser, mas o ter nos faz (ou tenta fazer) crer se tratar Cuba de uma ilha de prisioneiros, depois de 18 dias lá (24/01 a 10/02/2010), a conclusão é um desafio aos conceitos postos e acabados.

O ser está acima do ter: este é o primeiro conceito e sem o qual não se entende Cuba. Contrariando aqueles que sustentam o ateísmo cubano, assistimos a uma missa (Católica Apostólica Romana). Em torno de 40% dos fiéis eram jovens. Assistimos a uma sessão de santería. Existe fé, então.

Revelaram-nos não existir desemprego involuntário. Só está desempregado quem voluntaria e livremente não quer trabalhar. Ainda assim, estes recebem ensino escolar até que queiram e saúde sem custo, além de uma espécie de cesta básica. Não há desemprego em Cuba para quem quer trabalhar.

A educação proporciona a todos cubanos falar inglês, a tocar um instrumento musical, ao acesso a cursos superiores elevando o nível de escolaridade e eliminando um dos temas dos programas dos partidos políticos e das campanhas eleitorais do Brasil: a segurança pública. 

Seguramente, a segurança não é uma preocupação dos cubanos. Por isso quando Fidel disse: “Hoje, milhares de crianças dormirão nas ruas das cidades. Nenhuma delas é cubana.” disse uma verdade simples à qual se pode acrescentar: “...não terão escola e saúde. Nenhuma delas é cubana.” Isto pode até soar como uma agressão para nós, mas é verdadeira num país onde não existem analfabetos. O conhecimento de sua própria história é a garantia da liberdade do povo cubano. 

Não dá para entender? Basta que conheçamos nossa história e perceberemos quão escravos e servis somos e então entenderemos o que é ser livre. Mas a quem pode interessar a história do Brasil? Lá aprendi que a educação é a chave da liberdade e não o fato de poder comprar coisas ou de falar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Declaração Final da Brigada Sul-americana de Solidariedade com Cuba [2010]

Mural no acampamento Julio Antonio Mello, sede do evento | Foto: Perth

Leia a declaração final da Brigada Sul-americana de Solidariedade, realizada, em Cuba, durante os meses de janeiro e fevereiro. 

XVII Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntário e Solidariedade com Cuba

A XVII Brigada Sul-americana de Trabalho Voluntario e Solidariedade com Cuba, no marco da comemoração dos 50 anos do ICAP (Instituto Cubano de Amizade com os Povos), deseja reconhecer seu esforço para integrar os povos latino-americanos dentro do espírito fraterno e dos princípios mais elevados da Revolução Cubana.

Esta brigada deseja dar um abraço fraterno ao heroico povo cubano, base e condição necessárias da revolução, organizado e mobilizado para consolidar e aprofundar o processo revolucionário.

Nesse sentido, repudiamos o bloqueio estadunidense a Republica de Cuba e exigimos sua suspensão, dadas suas características beligerantes e criminosas, que afetam gravemente o povo cubano e cujo fundamento não tem justificativa no direito internacional senão a provocação política e sua ação imperial.

Exigimos a retirada de Cuba da lista dos 14 países denominados terroristas, posto que o mesmo povo cubano apenas tem sido vitima desses atos. Ao mesmo tempo que outros países, como os EUA, praticam o terrorismo de Estado e encobrem agentes do terrorismo internacional. Nesse sentido, denunciamos o injusto e ilegal aprisionamento dos cinco heróis cubanos que lutam contra o terror e exigimos sua imediata libertação.

Postulamos a necessidade de contrapor à ofensiva midiática que estabelece uma hegemonia ideológica e cultura que oculta o caráter histórico do capitalismo e o apresenta como único sistema possível, distorcendo os êxitos e alcances do sistema alternativo cubano.

Condenamos também as múltiplas expressões do imperialismo em nossa América Latina, especialmente o golpe de Estado em Honduras, as bases militares na Colômbia e o ameaça militar da IV frota naval da armada estadunidense nas costas sul-americanas.

Expressamos nossa solidariedade com o povo haitiano e apoiamos a iniciativa internacionalista cubana de enviar médicos a este país. Nesse sentido, denunciamos a intervenção militar dos EUA, disfarçada de ajuda humanitária, que aproveita a catástrofe natural que devastou a estrutura social e econômica do país irmão para impor sua política de dominação sobre nosso continente.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fidel Castro: A Revolução Bolivariana e as Antilhas

Eu gostava da história como quase todos os rapazes. Também gostava das guerras, uma cultura que a sociedade semeava nas crianças do sexo masculino. Todos os brinquedos que recebíamos eram armas.

Na minha infância fui enviado para uma cidade, onde nunca me levaram ao cinema. Naquela época não existia a televisão e na casa onde eu morava não havia rádio. Eu tinha que usar a imaginação.

Na primeira escola a qual fui enviado como interno, lia com espanto sobre o Dilúvio Universal e a Arca de Noé. Mais tarde, achei que era, talvez, um vestígio que a humanidade guardava da última mudança climática na história da nossa espécie. Foi, possivelmente, o fim do último período glacial, que supostamente aconteceu há muitos milhares de anos.

Como se presume, mais tarde li com avidez as histórias de Alexandre, César, Aníbal, Bonaparte e, evidentemente, todo livro que caia nas minhas mãos sobre Maceo, Gómez, Agramonte e outros grandes soldados que lutaram pela nossa independência. Não tinha cultura suficiente para compreender o que havia por trás da história.

Posteriormente focalizei a minha atenção em Martí. Na verdade, a ele lhe devo os meus sentimentos patrióticos e o conceito profundo de que "Pátria é humanidade". A audácia, a beleza, o valor e a ética de seu pensamento ajudaram a me  tornar no que eu acho que sou: um revolucionário. Sem ser martiano, não se pode ser bolivariano; sem ser martiano e bolivariano, não se pode ser marxista, e sem ser martiano, bolivariano e marxista, não se pode ser anti-imperialista; sem ser as três coisas não se podia conceber uma Revolução em Cuba na nossa época.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cuba é o país latino-americano que melhor cumpre metas da Unesco para educação

Estudantes cubanos | Foto TeleSUR

Por Yohana de Andrade no Opera Mundi 

Cuba é o país da América Latina que melhor cumpre as metas sobre acesso e qualidade de ensino estabelecidas pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Numa lista de 128 países, a ilha está em 14º lugar, à frente de países ricos, como Espanha (17º), Suíça (20º) e Bélgica (23º). Os três primeiros da lista são Noruega, Japão e Alemanha, respectivamente. O Brasil está em 88º. Estados Unidos e Canadá não foram listados.

“Estudantes do ensino básico em Cuba tiveram um desempenho extremamente bom”, diz o relatório, apresentado em janeiro. No país, constatou-se que mais de 85% dos alunos têm habilidade de leitura considerada além do básico. E mais de 40% alcançaram o nível mais alto.

Um anexo do documento mostra que a situação na América Latina é desigual. Por um lado, Cuba, a Argentina (38ª posição no ranking geral) e o Uruguai (39ª) e obtiveram os melhores resultados da região e estão perto de alcançar o grau de "educação para todos" - ou seja, em que 100% dos alunos concluem o ensino básico. O México (55ª), Trinidad e Tobago (57ª) e a Venezuela (59ª) também estão próximos deste objetivo. No extremo oposto, estão República Dominicana (97ª), Guatemala (98ª) e Nicarágua (101ª).

A posição do Brasil é considerada intermediária pela Unesco. Os problemas brasileiros estão relacionados principalmente à alta taxa de repetência e ao baixo índice de conclusão da educação básica.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pequena história sobre as mentiras e as verdades no Twitter

Twitter é uma empresa estadunidense | Foto: Kacper Pempel/Reuters

Por Enrique Ubieta Gomez no Ilha Desconhecida 

Se alguma dúvida houvesse sobre as motivações e os recursos do debate político contrarrevolucionário, o uso das novas tecnologias de informação na guerra midiática, a esclarece:

O debate político não gira em torno da verdade, mas em torno do poder; não procura demonstrar ou convencer com argumentos e informações precisas, mas impor, confundir, surpreender e assustar.

Não são escaramuças científicas, mas militares: o objetivo é a tomada do Palácio a todo custo.

A aposta imperialista a favor das novas ferramentas de comunicação pela Internet baseia-se no domínio absoluto - financeiro, tecnológico, de propriedade - que tem sobre essas ferramentas.

O caso do Twitter é paradigmático. O Irã e a chamada revolução verde foi o cenário de teste. Importantes investigadores mostraram que as promovidas supostamente massivas "denúncias iranianas" contra os seus governantes no Twitter, tinham uma origem estrangeira: "Por exemplo, Amira Howeydi coletou dados da empresa canadense Sysmos - escreve Eliades Acosta Matos -, que se dedica às análises das redes sociais na Internet, e pôde constatar que (...) em 19 de Junho, no auge dos protestos, 40,3% das mensagens vieram do exterior, apenas 23,8% declarava se originar de dentro da nação, e 35,7% não indicava a sua localização".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Eleições em Cuba: os candidatos são indicados pelo povo

Campanha em Cuba pelo voto consciente | Foto: Otrolunes

Por Iliana Hautrive na Revista Trabalhadores 

Quando das eleições em Cuba, como as que foram convocadas para eleger delegados as Assembleias Municipais do Poder Popular, no próximo mês de Abril, existem milhares de candidatos.

Ninguém fique surpreso com tal realidade, mesmo quando esteja acostumado com outras formas de eleições. Eleições onde existem dois ou três candidatos, representando diferentes partidos políticos, e onde o denominador comum são as campanhas de publicidade, as promessas e o dinheiro para ter preferência no momento da votação.

É o oposto do que ocorre na Ilha. Nacionalmente são mais de 15 mil circunscrições eleitorais e em cada uma delas, existem entre uma e oito áreas de nomeação, onde é o povo que propõe e nomeia os cidadãos que considera com maiores virtudes, méritos e capacidades.

E qualquer um de nós se sente satisfeito com este exercício real de democracia, tendo em conta que se busca a maior quantidade de pessoas nomeadas, para que entre os vários indicados das áreas, de cada circunscrição, seja eleito um.

É a fórmula que aqui temos para, entre outras razões, garantir a máxima qualidade dos eleitos, ao contar com uma ampliadíssima quantidade de candidatos.

Tudo isso sem que intervenham partidos políticos - uma questão superada em Cuba - ou até mesmo os funcionários eleitorais, que foram designados para o serviço eleitoral, e que estão comprometidos, segundo o juramento que fizeram, de atuar com a máxima imparcialidade, não dando lugar às suas preferências ou influências pessoais, impedindo sobressair-se este ou aquele cidadão.

A partir do próximo dia 24 de fevereiro até o dia 24 de março transcorrerá o processo de reuniões para indicar candidatos a delegados. Em cada quadra ou bairro do país, a cena se sucederá, vizinhos se reunirão para propor as pessoas mais humildes, profissionais ou não, sem distinção de sexo, filiação política ou crença religiosa, mas que poderão representá-los bem no governo local.

Assim é em Cuba, onde um sinal inequívoco do caráter democrático das eleições é a participação do povo.

Tradução: Robson Luiz Ceron/Blog Solidários a Cuba.

Hoje na História: é aprovada a Segunda Declaração de Havana

Em 1962 a Revolução Cubana aprova a segunda Declaração de Havana | Arte: Blog Solidários a Cuba 

Por Robson Luiz Ceron  

No quarto dia de fevereiro de 1962, mais de um milhão de pessoas aprovam, na Praça da Revolução José Martí, a Segunda Declaração de Havana, em resposta à expulsão de Cuba da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Com exceção do México, ministros das Relações Exteriores de outros países latino-americanos, reunidos na localidade uruguaia de Punta del Este, haviam acordado dias antes esta medida, incentivados pelos EUA e estimulados diante da promessa de novos empréstimos.

O histórico documento, lido pelo Comandante-em-Chefe Fidel Castro, contrasta a diferença entre a dignidade da Revolução Cubana e os governos que se curvaram à pressão da administração norte-americana, e denuncia a exploração injusta a que os EUA submetem os povos latino-americanos.

Fidel Castro durante a Segunda Declaração | Foto: Cuba Debate

Outro acontecimentos:

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Vai pra Cuba" já era usado nos anos 60

Escola Latino-americana de Medicina, em Havana | Foto: Free Apply

Por James Thompson no Cuba Debate 

Certo dia de 1962, quando eu tinha uns dez anos, estava brincando no quintal de um amigo da vizinhança em Tulsa, Oklahoma. Meu amigo teve uma rusga com sua mãe e me deixou surpreso quando gritou para ela: "Vou te mandar para Cuba!". Como regra, tinha-se a crença de que Cuba era o pior lugar do mundo e gritar uma coisa dessas para a mãe, poderia ser interpretado como uma das piores coisas imagináveis de se dizer.

Quarenta e oito anos depois eu fui a Cuba para ver por mim mesmo. Eu fiz parte de uma delegação de profissionais de saúde que visitou a Ilha, de 08 a 18 Janeiro de 2010, para estudar o serviço de saúde cubano. A delegação foi organizada pela agência de viagens Marazul, uma das poucas licenciadas pelo EUA, para facilitar as viagens de cidadãos norte-americanos a Cuba. 

Depois de quase 50 anos, ainda são proibidas de viagens cidadãos dos EUA para a ilha. Cuba é o único país no mundo que os cidadãos norte-americanos não podem viajar livremente. E Cuba, como muito bem me expressou uma mulher cubana, "não é o céu, mas tampouco é o inferno". 

A nossa delegação, composta pelas organizações Witnesses for Peace (Testemunha para a Paz) e o Grupo de Trabalho para a América Latina, na qualidade de consultores, visitou muitos centros de saúde em Havana, e alguns centros de saúde rurais em Puerto Esperanza. Muitas de nossas reuniões tiveram lugar no Centro Martin Luther King Jr., em Havana. Ao lado deste Centro encontra-se a Igreja Batista Ebenezer. Participamos dos cultos da igreja, que foram muito gratificantes. As pessoas são amigáveis. O sermão centrou-se na libertação da opressão. As pessoas presentes estavam muito emocionadas e nos abraçamos e unimos nossas mãos, durante o serviço. Expressava-se um verdadeiro sentido de solidariedade com os seres humanos que lutam por uma vida melhor. Muito tem sido escrito sobre o governo cubano restringir os serviços religiosos, mas não vi nada parecido. Visitamos várias igrejas católicas, a Igreja Batista e uma igreja pentecostal. 

Em Cuba, a atenção à saúde é considerada um direito da mesma forma que consideram a educação como um direito. Os cuidados de saúde e educação são fornecidos a todos os cidadãos, sem nenhum custo. Eu estava impressionado com o amor e o cuidado de saúde onde estávamos. Eu não vi longas filas nos ambulatórios, apesar do fato de que a assistência médica é pró-ativa e vão para os bairros para ajudar os pacientes carentes. Acredite ou não, há médicos de família com visitas regulares às casas em cada bairro. Eles enfatizam a prevenção como tratamento. Visitamos também a famosa Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), perto de Havana, onde os alunos recebem formação para se tornarem médicos, sem custo para os estudantes e suas famílias. Há alunos dos EUA e nos reunimos com eles.

Hoje na história: nasce José Maceo, um dos libertadores de Cuba

Havana, capital de Cuba, durante a Revolução Cubana | Arte: Blog Solidários a Cuba

 Por Robson Luiz Ceron 

No segundo dia de fevereiro de 1849 nasceu em Majaguabo, hoje Província de Santiago de Cuba, o Major General do Exército de Libertação, o Herói Nacional Cubano, José Maceo y Grajales, que por sua coragem e espírito de luta ganhou o apelido de Leão do Oriente. De sua valentia falam batalhas como as de Pinar Redondo, La Indiana, Cauto Abajo, La Galleta, Arroyo Hondo, Sao del Indio e Loma del Gato, o último lugar onde cairia em batalha, em 1896.

José Maceo (1849-1896) | Foto: Rádio Reloj

"Candulia", a cubana mais velha do mundo comemora 125 anos

Idosa cubana | Foto: Ismael Francisco/Prensa Latina
Da Agência EFE 

A cubana Juana Bautista de La Candelaria Rodríguez completou nesta terça-feira 125 anos e é a pessoa mais velha do planeta, "embora não tenha sido reconhecida como tal", informou a imprensa cubana. 

Chamada carinhosamente de "Candulia" pelos mais próximos, Joana não está no livro Guinness dos recordes, mas teria nascido em 2 de fevereiro de 1885 em Campechuela, povoado da província de Granma, onde ainda reside, segundo a Agência de Informação Nacional (AIN). 

A agência acrescentou ainda que a data é confirmada por um documento do Registro Civil da localidade, onde foi inscrita 25 dias depois do parto por sua mãe, Cecilia Rodríguez. 

Candulia, que foi a segunda de 13 irmãos, disse que está bem de saúde e muito feliz, e que espera festejar muitos outros anos com seus seis netos, quinze bisnetos e quatro tataranetos. Ela atribui sua longevidade ao ar puro do campo, à alimentação rica em carnes e "ao coração desde sempre repleto de amor", acrescenta a agência cubana.