A história não se faz por condicionantes. Mas não há como deixar de cogitar sobre o mundo que hoje estaríamos vivendo caso, no lugar o corrupto e abjeto Leonid Brejnev, a União Soviética tivesse tido como liderança de Estado os irmãos Castro.
E por que da questão? Porque não há como deixar de levar em conta o papel das lideranças política na condução de um processo histórico. Condições objetivas não são nada se não se gerarem as decisões subjetivas, as opções capazes de proporcionar os saltos de qualidade que não se produzem por ordem natural das coisas.
O que os irmãos Castro - com Raul se igualando a [Fidel] Castro pela extrema competência mostrada nesses poucos mas produtivos anos em que sucedeu o irmão, ícone da Revolução - mostraram de especial para que suas lideranças nunca sofressem abalo significativo depois de tantas décadas de governo? Por favor; não me venham com a vulgaridade minimalista do “poder ditatorial”. Não há ditadura que resista, por mais violenta e poderosa que seja, a tanto tempo de poder, sem nenhuma contestação de massas opositoras. Principalmente se este governo está instalado num território onde a população está entre as mais alfabetizadas, cultas e saudáveis do Planeta.
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