quarta-feira, 5 de junho de 2019

Filhos de vítimas de "Chernobil" receberão tratamento em Cuba

Fidel Castro na década de 90 com as crianças de "Chernobil", que receberam tratamento em Cuba
Foto: Cuba Debate
Um grupo de 50 crianças ucranianas receberá tratamento em Cuba como parte de um novo programa de cooperação que se baseia no modelo de assistência médica já concedida a milhares de afetados pelo desastre nuclear de Chernobil, ocorrido em 1986. 

Esses menores são filhos de pessoas que foram afetadas pela explosão de um reator na usina nuclear de Chernobil, na cidade de Pripyat, no dia 26 de abril de 1986. O desastre liberou radiação por uma vasta região, atingindo várias partes da Ucrânia, da Bielorrússia (hoje Belarus) e da Rússia.

Em recente visita a Havana, uma delegação da Ucrânia assinou um acordo com o Ministério da Saúde Pública da ilha para retomar o tratamento e a reabilitação de crianças ucranianas em Cuba, informou no último sábado (1/6) a estatal "Agência Cubana de Notícias".

O primeiro grupo de crianças que chegará ao país - em data ainda indefinida - receberá atendimento especializado para doenças de pele e câncer de menor grau de complexidade. O novo plano ainda prevê para o final deste ano a chegada de um segundo grupo de crianças com outros quadros, como paralisia.

Desde 1990, quando o governo cubano iniciou o programa, receberam atendimento gratuito em centros hospitalares de Havana mais de 26 mil crianças, adolescentes e também adultos afetados por doenças provocadas pela exposição à radiação. A maioria dos pacientes atendidos pelo programa é procedente da Ucrânia, mas Cuba também recebeu afetados da Rússia e da Bielorrússia.

O projeto humanitário era sediado na praia de Tarará, situada 30 quilômetros a leste de Havana, onde foram instalados serviços médicos de nível primário, escolas e áreas de recreação para os pacientes. 

Durante os primeiros cinco anos de atividades, o projeto proporcionou exames, reabilitação, cirurgias e atendimento psicológico a mais de mil crianças por ano, a maioria com idades entre 10 e 14 anos.

Fonte: EFE/UOL.

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