quinta-feira, 16 de março de 2017

Cuba oferece mil bolsas de estudo de medicina para FARC e Colômbia

Bolsas já começam a valer em 2017, estudos podem ser iniciados em setembro e programa vai durar cinco anos; curso é um dos mais caros no ensino superior colombiano

Escola Latino-americana de Medicina, em Cuba - Flickr | Laura LaRose/CC
Do Opera Mundi

O embaixador de Cuba na Colômbia, José Luis Ponce Caraballo, ofereceu, em nome do governo do país caribenho, mil bolsas de estudo de medicina para membros das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e para o governo do país sul-americano [1].
As bolsas serão distribuídas no período de cinco anos, de 200 em 200. Metade delas irá para as FARC; a outra será concedida ao governo colombiano. Os selecionados já poderão iniciar os estudos no período escolar 2017-2018, que se inicia em setembro. A ilha é reconhecida internacionalmente pela excelência na medicina.

A oferta será apresentada oficialmente ao governo de Juan Manuel Santos e às lideranças da FARC em breve. As bolsas vêm no marco do acordo de paz no país, do qual os cubanos foram agentes importantes – o pacto foi celebrado em Havana.

Iván Márquez, chefe de delegação das FARC nas negociações do acordo, comemorou a iniciativa cubana. “Ao general-de-exército Raúl Castro [presidente de Cuba], nossa gratidão por encher a Colômbia com seu amor e solidariedade. Ajuda a paz e nos oferece médicos. A contribuição de Cuba ao processo de implementação do Acordo de Havana e ao pós-conflito na Colômbia é um gesto de pura humanidade”, afirmou, pelo Twitter.
Segundo o jornal colombiano El Espectador, os cursos de medicina no país estão entre os mais caros do ensino superior. Só na Universidade de Los Andes, uma das mais importantes do país, só a matrícula custa em torno de R$ 21 mil.

Nota do Solidários:

[1] Segundo o senador colombiano, Iván Capeda Castro, as bolsas referentes ao governo serão cedidos às FARC-EP.

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