segunda-feira, 27 de maio de 2013

CORDEL: OS CINCO HERÓIS DA REPÚBLICA DE CUBA

por João Augusto

A luta pelos Cinco*

01

Peço a sua  atenção

Para o que eu conto aqui

Sobre os Cinco Heróis de Cuba,

Presos bem longe dali,

Pois que sua liberdade

É urgente necessidade,

E nós vamos conseguir.

02
Mas precisamos agir,

Bem firmes e decididos,

Pra poder pressionar

Muito os Estados Unidos,

Que agindo injustamente

E de maneira indecente,

Mantém os Cinco detidos.


03

Se o caminho escolhido

Pra chegar ao objetivo,

Estiver bem apoiado

No interesse coletivo,

Então, como os cinco dedos

Unidos, da mão, sem medo,

Venceremos, muito altivos.

04

Com o instrumento vivo

Do meu verso solidário,

Denuncio para o mundo

O ato autoritário

Que mantém encarcerados

Cinco homens venerados,

Em caráter planetário.

05

Os Cinco Heróis proletários,

Com quem o mundo hoje irmana,

Se entregaram a uma causa

Que honra a espécie humana:

Monitorar os terroristas

Que, da Flórida anticastrista,

Atacam a nação cubana.

06

Diante da fúria insana

Da direita organizada,

Que, nos Estados Unidos,

Quer manter Cuba acuada,

Um rede bem seleta

De forma ultra secreta

Para lá foi deslocada

07

Era uma turma treinada

Que não podia falhar,

Numa missão arriscada,

De recolher e mandar

As informações dos planos

Dos chefes anticubanos

Que agem livres por lá.

08

Alguns, sei, vão perguntar:

- O que temos nós com isso?

- E pra dar uma resposta,

Eu assumo o compromisso,

De contar toda a história

De sacrifício e de glória

Dos Cinco Heróis dentro disso.

09


Ante o ataque maciço

Que a ilha de Cuba sofria,

Da maior nação da Terra,

Em forma covarde fria,

Lá pelos anos 90,

Em meio à crise incruenta,

Pouca saída existia.

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Que saída, então, seria?

- Era se antecipar,

Indo pro ninho das cobras

Pra poder se informar

Das maldades programadas,

Muito bem financiadas,

Que em Cuba iriam lançar.

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Flórida, principal lugar,

Pra onde deviam ir,

Teve agentes infiltrados,

Com o intuito de cumprir,

Uma missão bem secreta,

Na discrição mais completa,

Pra informação produzir.

12

Então, começa a agir

A Rede Vespa, implantada

No coração do inimigo, 

A nação mais bem armada,

Que até hoje ainda bloqueia

A terra de Martí, que é cheia

De brio, e não se acovarda

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Enfrentariam a parada,

De se adaptar a um mundo

Hostil, reacionário,

Mafioso e vagabundo,

Construindo nova vida

Longe da ilha querida,

Sem vacilar um segundo.

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Como num saco sem fundo,

Pareciam flutuantes,

Só se sentindo apoiados

Na opção militante,

De caráter voluntário,

Que só um revolucionário

Sabe levar adiante.

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A Vespa, assim, foi avante,

E por bem uns cinco anos

Evitou vis atentados

Contra Cuba e os cubanos,

Sem que nunca pretendesse,

Agir contra os interesses

Dos norte-americanos.

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Ao evitar muitos danos,

A missão foi um sucesso,

Pois conseguiu impedir

Várias ações em progresso,

Contra as quais nada fazia,

Nem FBI nem CIA,

Pra por Cuba em retrocesso.

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Dificultado o acesso

Aos planos dos criminosos,

A Vespa foi  percebendo

Sinais muito perigosos,

De estar sendo seguida,

Risco havendo para as vidas

De seus membros valorosos.

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Diante dos mafiosos,

Era bom tomar cuidado,

Daí, Gerardo Hérnandez,

O Giro, experimentado,

Dirigente da missão,

Pôs em prática a orientação

De tudo ser desmontado.

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Logo foi iniciado

O plano de retirada,

Só que, de imediato,

A Vespa  foi atacada;

Alguns, pra Cuba voltaram,

Mas cinco deles ficaram

Presos, sem direito a nada.

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A delação premiada

A  eles foi sugerida,

Mas  rejeitaram, bem firmes,

Mesmo sabendo que a vida

Nas prisões americanas

Seria bem desumana,

Com odiosas medidas.

21

As penas instituídas

Num julgamento arbitrário,

Em meio a fortes pressões

De cunho reacionário,

Retratam a hipocrisisia

De um país onde a CIA

Impõe-se ao Judiciário.

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Criminosos temerários,

Autores de atrocidades,

Armados, mandam em Miami,

Pois foi essa a cidade

Onde se deu o julgamento,

Com grande cerceamento

E enorme parcialidade.

23


O clima de hostilidade

Intimidou a defesa,

E o júri escolhido

Já entrou com as cartas na mesa,

Pra colocar na prisão

Os Cinco Heróis, que hoje estão

Sofrendo enorme vileza.

24
Mas a nossa fortaleza

Onde é mesmo que está?

- É na mobilização

Que devemos aumentar,

Pra que a cada dia cinco

Possamos, com grande afinco

Obama pressionar.

25

Ele não vai aguentar

A pressão, que aumentando,

Vai libertar nossos Cinco:

Giro, Ramón e Fernando

René e Antonio Guerrero,

Heróis, que um imenso sombrero

Em Cuba os vai aguardando.

26

Assim eu vou terminando

Os meus versos respeitosos,

Em saudação aos Heróis,

Patriotas valorosos,

Reféns do imperialismo,

Que o internacionalismo

Tornará vitoriosos.



* Nota do Blog Solidários: Embora René Gonzalez, um dos Cinco, já esteja em Cuba, a luta contínua ser pelos Cinco. Por que? O próprio esclareceu "Estar em Cuba não significa em absoluto que eu estou livre, porque eu não estarei enquanto os meus quatro companheiros Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero e Fernando Gonzalez permanecerem confinados"

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