quinta-feira, 30 de agosto de 2012

[...] nenhuma pessoa pode ficar em situação de risco: (estratégia eficiente e racional reduziu impacto de Isaac sobre Cuba)

[...] nenhuma pessoa pode ficar em situação de risco.

Fonte: GRANMA

EM todo o território nacional foram cumpridas com disciplina as orientações do chefe do Estado Maior Nacional da Defesa Civil, general-de-divisão Ramón Pardo Guerra, quem exortou a assegurar a proteção da população e dos bens materiais, de forma racional e oportuna, tendo em conta a experiência de nossa nação no enfrentamento a eventos meteorológicos. "O país tem uma infraestrutura criada para fazer face a estes eventos, portanto, se for bem empregada — como já se verificou em cada território — nenhuma pessoa pode ficar em situação de risco", asseverou.

Este comportamento permitiu que, praticamente, não se registrassem danos econômicos e sociais no país, após a passagem da tempestade tropical Issac pela parte oriental da Ilha. Isaac entrou no território cubano pela região mais oriental do país, a província de Guantánamo, na manhã do sábado 25 de agosto e saiu ao mar, poucas horas depois, pela costa norte da província de Holguín.

Novo pesamento sobre evacuação ganha valor

Se algum ensinamento deixou a tempestade tropical Isaac (especialmente para o município de Baracoa, na província de Guantánamo, o mais afetado da região oriental), tem sido o de ter reafirmado a validez da mudança de pensamento referida à evacuação da população e os recursos da economia. Essa tarefa, decisiva para a preservação de vidas humanas e os meios materiais, nesta ocasião se realizou de maneira oportuna e com racionalidade, tal e como tinha sido indicado pela Defesa Civil Nacional.

 Exemplo do exposto anteriormente está no município de Baracoa, onde foram protegidas 2.039 pessoas em lares de familiares e vizinhos, sem que nenhuma delas tivesse que ser evacuada para centros estatais destinados a esta emergência. Tampouco houve que lamentar a perda de nenhuma vida humana.

 Tais resultados foram ponderados pelo vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias e presidente da Direção Estratégica Oriental, general-de-corpo de-exército Ramón Espinosa Martín, num encontro com integrantes do Conselho de Defesa Municipal de Baracoa.

 Nessa cidade, os registros preliminares mostram 89 moradias afetadas, 64 delas com danos parciais nos telhados, duas com a cobertura destruída totalmente, 19 com paredes derrubadas parcialmente e quatro derrubadas totalmente. Ainda, se produziram danos nas redes do serviço elétrico e telefônico e enchentes na avenida beira-mar e em inúmeros bairros da cidade e zonas litorâneas.

 Por outra parte, na província Granma, as chuvas de Isaac provocaram a elevação do nível de alguns rios, entre os quais destaca o Contramaestre, cuja descida gradual, em poucos dias, poderia permitir o reatamento da comunicação terrestre entre a vila de Jiguaní e a histórica comunidade de Dos Ríos; mas enquanto isso não ocorrer, estará ativada a Zona de Defesa desta última localidade.

 Igualmente, de acordo com a avaliação do Conselho de Defesa Provincial de Santiago de Cuba, soube-se que os danos principais se localizam no serviço elétrico, onde brigadas de eletricitários trabalham intensamente para resolver as mais de 150 afetações registradas em bairros o moradias particulares.

 Na província de Holguín, graças às medidas adotadas ante a proximidade da tempestade e a vigilância mantida pelos elementos que conformam o sistema de alerta precoce, criado na bacia do rio Sagua, a enchente — de mais de seis metros sobre o leito habitual do rio, na madrugada de domingo 26 — não surpreendeu a população e as autoridades em Sagua de Tánamo.

Ainda que a província de Holguín tenha passado à fase de recuperação, após a passagem da tempestade, três Zonas de Defesa deste município se mantêm ativadas, com motivo das enchentes que afetaram várias dezenas de moradias.

As afetações mais notórias, produzidas pela tempestade tropical Isaac na província de Las Tunas foram avarias em dois trechos da estrada que leva à praia La Llanita, no litoral norte dessa província, em consequência da escavação gerada pela força do mar e também afetações no caminho da comunidade costeira assente no porto de Guayabal (extremo sul).

 Na Zona de Defesa de Santa Cruz del Sur, município costeiro de Camagüey, desde bem cedo se concentraram vários ônibus e caminhões, prestes a transferir os moradores, junto com seus pertences, para lugares seguros do território.

 Embora os danos tenham sido insignificantes até agora, os especialistas teimam em manter a vigilância hidrometeorológica, já que não se descarta a possibilidade da ocorrência, nas próximas horas, de chuvas localmente intensas em determinadas zonas da província.

 Mais benefícios do que danos deixou a tempestade tropical Isaac no território da província Villa Clara, especialmente para suas doze represas. De acordo com o expresso pelo representante dos Recursos Hidráulicos na província, Alejandro Llovera, até o fechamento desta edição na província tinha caído uma média de 72,5 milímetros de chuva.

 Da mesma forma, notáveis volumes de chuva, nem mais nem menos, foi o que deixou a tempestade tropical Isaac, na sua passagem pelo norte da província de Matanzas, e em geral pela porção ocidental cubana.

 Até o domingo 26 não havia ocorrido nenhum percance considerável, graças às medidas adotadas pelo Conselho Provincial da Defesa, em cuja primeira reunião marcou presença o vice-ministro das Forças Armadas Revolucionárias (FARs), general-de-corpo-de-exército Joaquín Quintas Solá.

 E no propósito de salvaguardar as vidas humanas, prioridade essencial ante o embate de qualquer desastre natural, as FARs e o Ministério do Interior não pouparam esforços, pois como precisou o general-de-divisão Ramón Pardo Guerra, não se pode subestimar nenhum fenômeno natural deste tipo, por menos grave que possa parecer; uma divisa que tem permitido, durante décadas, reduzir em Cuba seu impacto negativo à mínima expressão.

(Autores: Sheyla Delgado Guerra, Orfilio Peláez, Jorge Luis Merencio Cautín, Dilbert Reyes Rodríguez, Eduardo Palomares Calderón, Germán Veloz Placencia, Miguel Febles Hernández, Pastor Batista Valdés, Freddy Pérez Cabrera, Ventura de Jesús e a Redação Internacional.)

Impacto no Caribe

 Na sua passagem pelo Caribe, a tempestade tropical Isaac, a nona desta temporada ciclônica, deixou enchentes, localidades isoladas, moradias destruídas e várias pessoas falecidas.

 No Haiti – país que ainda se recupera do terremoto de 2010 e das graves enchentes que lhe sucederam – sete pessoas morreram, por causa da tempestade, entre elas uma menina, e mais de 5 mil pessoas foram deslocadas, segundo informa a Efe. Posteriormente, a Direção de Proteção Civil do país precisou que o número de pessoas mortas chegou a 19, segundo um despacho da Prensa Latina.

 Por outra parte, esta própria agência informou que o novo presidente da República Dominicana, Danilo Medina, percorreu as zonas prejudicadas por Isaac, no sul do país, e dispôs que os organismos e instituições de socorro intensifiquem os trabalhos a favor dos necessitados. E numa informação de última hora, a PL indica que, de acordo com fontes policiais, cinco pessoas morreram em consequência dos efeitos do fenômeno metereológico.

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