"O Fórum vai realizar, ainda, um protesto em frente ao Consulado do Paraguai e a entrega do manifesto contra o golpe parlamentar"
Por Vânia Barbosa / ACJM-RS
Na ocasião o presidente da ACJM/RS, Ricardo Haesbaert, leu o manifesto assinado por dezenas de apoiadores e que será entregue ao Consulado do Paraguai em Porto Alegre.
Em sua manifestação o sociólogo Rômulo Schembida destacou que o golpe no Paraguai representa um retrocesso aos 60 anos de governos despóticos e patriarcais, com hegemonia política do Partido Colorado formado por políticos populistas e pilares de sustentação do autoritarismo, e que atualmente tem 1 milhão de filiados.
Segundo Schembida esses governos sempre contaram com o apoio dos EE.UU e tiveram boas relações com os ditadores brasileiros, e isso coincide com a hipótese de que a construção de Itaipu Binacional fez parte de um projeto estratégico do imperialismo, não apenas para submeter o Paraguai mas para anexar o país vizinho a um projeto dos militares brasileiros, submissos aos interesses do capitalismo mundial.
O sociólogo ressaltou que a candidatura de Fernando Lugo veio identificada com os movimentos sociais agrários e visava à verdadeira transição democrática no País. Hugo defendia como principais medidas a reforma agrária e a redefinição do acordo de Itaipu.Rômulo Schembida ressaltou que o governo Lugo enfrentou grande resistência do parlamento e uma forte crise na base aliada, além de ter como vice o principal oposicionista. Aliado a tudo isso, o ex – presidente encontrou uma oposição fortalecida e submissa às pressões internacionais, das elites locais, transnacionais e ao narcotráfico, o que possibilitou o golpe parlamentar e garantiu a ascensão de Federico Franco ao poder, concluiu.
Ao referir as relações Brasil/Paraguai Pautasso defendeu que “o País precisa encontrar outra solução que não seja a simples hostilização”. O professor foi questionado por muitos manifestantes por priorizar a análise econômica e minimizar as causas e consequências políticas e sociais que envolvem o golpe.
O presidente do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul, deputado estadual Raul Pont, alertou que assim como no Paraguai na maioria dos países latino-americanos não existe organização e forte participação política dos movimentos sociais, e isso é um grande fator de risco para a efetivação de um golpe de estado.
"Fórum vai realizar protesto em frente ao Consulado do Paraguai e a entrega do manifesto contra o golpe parlamentar"
Ao encerrar o debate, o presidente da ACJM/RS, Ricardo Haesbart, convocou os presentes para um novo ato promovido pelo Fórum em Defesa da Soberania da América Latina, no próximo dia 15 de agosto, às 14 h, no Consulado do Paraguai, no Bairro Cristal, em Porto Alegre. Além de um protesto em frente ao Consulado será entregue o Manifesto assinado pelos apoiadores.
Haesbaert ressaltou que as atividades do Fórum em Defesa da Soberania da América Latina deverão ser permanentes, e destacou a possibilidade da integração do Fórum aos demais movimentos de outros países para fortalecer os debates em defesa e fortalecimento as soberania e autodeterminação dos países latino-americanos.Avaliou como positiva a proposta do deputado estadual Raul Pont para a realização de um novo e ampliado ato de apoio ao povo paraguaio, com a participação de representantes sociais que lideram a luta pela democratização naquele país.
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