terça-feira, 5 de julho de 2011

Turismo cubano:Estabilidade e crescimento de mãos dadas


O desenvolvimento da indústria turística cubana é foco importante para o governo da Ilha, com cifras significativas que foram reiteradas recentemente por Carmen Casals, diretora de comunicação do Ministério de Turismo (MINTUR).

Durante um encontro com comunicadores de seis nações latino-americanas no Instituto Internacional de Jornalismo José Martí desta capital, a especialista preconizou um futuro promissório para este setor na nação.

Afirmou que são muitas as mudanças realizadas desde 1961 no turismo cubano, pois naquela altura dependia dos Estados Unidos e depois, dependeu das barreiras econômicas de Washington contra Havana, que ainda permanecem e tem afetado imenso à indústria.

Entre 1979 e 1989 começou o desenvolvimento de novos balneários, junto do principal de Varadero, longe uns 140 quilômetros para o leste da capital, e principal pólo de lazer do país.


Já para os anos 90 do passado século, com a queda do campo socialista, Cuba se abre ao turismo internacional como indústria e aos novos processos inversores.

Um país como este arquipélago, com temperatura média de 25 graus centígrados, 11,2 milhões de habitantes, 800 mil graduados universitários, 46 mil quilômetros de redes de estradas, 78 anos de esperança de vida e 300 praias, conta com muito atrativo, sentenciou.

Na atualidade os principais pólos de lazer são Varadero com 35 por cento de todo o turismo da ilha, Havana com 23, Jardines del Rey com nove por cento e a oriental região de Holguín com 10 por cento.

O resto do turismo abrange locais tão interessantes como a ocidental província de Pinar del Rio ou a meridional zona de Cayo Largo. Agora as autoridades estão envolvidas em espalhar a indústria de lazer aproveitando cada espaço.

Cuba está ligada por ar com 39 cidades do mundo, mediante mais de 90 linhas aéreas, tanto regulares quanto em vôos chárters; operam 10 aeroportos internacionais e o fluxo de visitantes é constante.

Acrescentou que existem três terminais de cruzeiros, em Havana, a central província de Cienfuegos e a oriental Santiago de Cuba. Ademais, incluem 10 marinhas internacionais, duas delas em Havana.

A planta hoteleira cresceu significativamente desde 1990 a razão de 7,5 por cento, e hoje aparecem 52 mil habitações em 334 hotéis, deles o 62 por cento de quatro e cinco estrelas.

Existe uma participação estrangeira mediante 65 contratos de administração para 28 mil 854 habitações, mediante as companhias cubanas Cubanacán, Gran Caribe e Gaviota.

Estes negócios incluem 13 cadeias hoteleiras estrangeiras, entre estas as espanholas Sol Meliá, Iberostar, Riu, Barceló, Ocidentais Hotéis, Hotéis Blau e Hotéis C.

Em termos de emprego, o turismo oferece trabalho a 110 mil pessoas, 60 por cento com nível médio de ensino e 22,3 por cento universitários, com a terceira parte menores de 35 anos, 42,8 por cento de mulheres, e 31,5 por cento de negros e mestiços.

O sistema de formação turística Formatur , está conformado por 13 escolas para habilitar, instruir e preparar, mediante cursos de diferentes tipos como os de pós-graduação , especialidade e formação universitária, entre um grande leque.

Este desenvolvimento facilita a economia do país, pese a que as barreiras econômicas dos Estados Unidos contra Cuba desde 1961 afetaram com perdas no setor por mais de 22 mil milhões de dólares.

Apenas no Caribe, esta ilha não pode tratar 50 por cento dos viajantes que chegam a esta área, por serem estadunidenses, com afetações em cruzeiros, viagens em iates e outras modalidades.

Casals argumentou que em menos de 10 anos Cuba passou à terceira posição como destino relevante no Caribe insular e desde 1990 tratou 30 milhões de viajantes.

Significou que desde faz vários anos se trata a mais de dois milhões de viajantes por ano e se prevê para o fechamento de este 2011 completar pela primeira vez 2,7 milhões.

Assinalou como os principais mercados emissores para esta Ilha , Canadá, Reino Unido, Espanha, Itália, Alemanha, França e México, nessa ordem.

E registrou ntre a ordem de prioridades de seu ministério o aperfeiçoamento nos métodos da comercialização, o desenvolvimento da campanha publicitária Autêntica Cuba, e a náutica recreativa, além de aproveitar as potencialidades de circuitos e percursos.

Frisou dar continuidade à elevação da qualidade do produto turístico, alargar o sistema de habilitações e tornar a cada hotel em uma escola de alta qualidade, além dos planos para reparos e novas construções.

Como fecho, mencionou o desenvolvimento do golfe, a recuperação de instalações patrimoniais sob o nome de Hotéis E (Encanto) e outros projetos que apoiarem a estratégia de um turismo de paz, saúde e segurança, protetor do meio ambiente e com destaque cultural.

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